Wednesday, March 26, 2008

Biblioteca da Parada Cultural 716 Norte


Estamos recebendo doações de livros para a Biblioteca. Quem se aventura?

Convite de Lançamento - Astrid Cabral

Saldanha Rolim no Feitiço Mineiro

Programação cultural do T-Bone dessa quinta (27/03)

Tributo ao poeta Anderson Braga Horta

1º Encontro Mensal do Ciclo de Leituras no CEFOR


Sexta-Feira, dia 28 de Março de 2008, meio dia e meia!

A partir desta semana, toda última sexta-feira do mês temos um encontro marcado no Auditório do CEFOR. Lá faremos a leitura comentada de textos de nossos autores homenageados, este mês, Machado de Assis e grandes letras de Milton Nascimento.
Dois textos de Machado de Assis. Cinco grandes canções de Milton Nascimento projetadas do show “Tambores de Minas”.
Sempre escolheremos cinco de nossos autores do Núcleo para nos mostrarem suas produções pessoais.
Textos de Luci Afonso, Alexandra Rodrigues, Roberto Klotz, Amélia Costa, Isolda Marinho e Marco Antunes
É muito importante que você, nosso amigo, esteja conosco nestes encontros mais do que especiais.
Haverá Puchero de Lentilhas acompanhado de refrigerante e todas as guloseimas que vocês trouxerem para a festa.

Thursday, March 20, 2008

Piauiense lança livro pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores

18-03-2008 - 14:45:00

"Raia-me fundo o sonho tua fala" é o sexto livro de poesia de Marcos Freitas que está sendo lançado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores. O evento de lançamento do livro de Marcos Freitas acontece durante as comemorações dos dez anos do Projeto Açougue Cultural T-Bone em Brasília.

MARCOS FREITAS é Natural de Teresina, Piauí. Engenheiro Civil. Poeta, contista e tradutor. Participa do Coletivo de Poetas, em Brasília. Publicou os livros "A Vida Sente a Si Mesma" (2003), "A Terceira Margem Sem Rio" (2004), "Moro do Lado de Dentro (2004), "Quase um Dia" (2006), "Na Curva de um Rio, Mungubas" (2006). Participou de dezenas de Antologias de Poesias e Contos. Inéditos os livros "Staub und Schotter" (poesias em alemão, inglês,italiano, espanhol e francês), "Amores fora dos eixos" (romance) e Barrocão (romance). Premiado em 3º lugar no Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade, em 2006. É editor da Revista Eletrônica "emverso&pros@",no endereço eletrônico http://www.emversoeprosa.blogspot.com

No dia 20/03 acontecerá a apresentação do Quarteto de Brasília Quarteto de cordas de formação erudita, que transita também pelo popular. Fundado em 1986, já realizou turnês pelo Brasil, EUA,Mercosul, Ásia e Europa e foi laureado com os Prêmios Sharp, Fundação Ok, Ordem do Mérito Cultural do DF e IX Prêmio Carlos Gomes como destaque em música de Câmara de 2004. Participou dos principais Festivais de música do Brasil. Sua discografia inclui oito títulos, com obras de Villa-Lobos, Ravel, Dvoràk, Carlos Gomes, Guerra-Peixe, Clássicos da MPB, Henrique Oswald, Luis de Freitas Branco, Arthur Bliss e Glinka.

Redação 45Graus
http://www.45graus.com.br/clipping.php?idnoticia=24670

Adquirir o livro em: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9044865&sid=74115020313226344584235846&k5=2C0AC4C7&uid=

Wednesday, March 19, 2008

João Cabral de Melo Neto e Carlos Drummond de Andrade

"Difícil ser funcionário
Nesta segunda-feira.
Eu te telefono, Carlos,
Pedindo conselho.

Não é lá fora o dia
Que me deixa assim,
Cinemas, avenidas
E outros não fazeres.

É a dor das coisas,
O luto desta mesa;
É o regimento proibindo
Assovios, versos, flores."

João Cabral de Melo Neto.


"As coisas talvez melhorem. São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto."

Carlos Drummond de Andrade.

Monday, March 17, 2008

Lançamento de "Raia-me fundo o sonho tua fala"



(clique na foto para ampliar!)


Confira aqui a programção para o dia 20/03:

APRESENTAÇÃO MUSICAL:

QUARTETO DE BRASÍLIA - Quarteto de cordas de formação erudita, que transita também pelo popular. Fundado em 1986, já realizou turnês pelo Brasil, EUA, Mercosul, Ásia e Europa e foi laureado com os Prêmios Sharp, Fundação Ok, Ordem do Mérito Cultural do DF e IX Prêmio Carlos Gomes como destaque em música de Câmara de 2004. Participou dos principais Festivais de música do Brasil. Sua discografia inclui oito títulos, com obras de Villa-Lobos, Ravel, Dvoràk, Carlos Gomes, Guerra-Peixe, Clássicos da MPB, Henrique Oswald, Luis de Freitas Branco, Arthur Bliss e Glinka.


LANÇAMENTO DO LIVRO: “Raia me fundo o sonho tua fala”, pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores, no Rio de Janeiro.

MARCOS FREITAS – Natural de Teresina, Piauí. Engenheiro Civil. Poeta, contista e tradutor. Participa do Coletivo de Poetas, em Brasília. Publicou os livros “A Vida Sente a Si Mesma” (2003), “A Terceira Margem Sem Rio” (2004), “Moro do Lado de Dentro (2004), “Quase um Dia” (2006), “Na Curva de um Rio, Mungubas” (2006). Participou de dezenas de Antologias de Poesias e Contos. Inéditos os livros “Staub und Schotter” (poesias em alemão, inglês, italiano, espanhol e francês), “Amores fora dos eixos” (romance) e Barrocão (romance). Premiado em 3º lugar no Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade, em 2006. É editor da Revista Eletrônica “emverso&pros@” http://emversoeprosa.blogspot.com


GUSTAVO DOURADO – Formado em Letras e Comunicação pela UnB, em 1985. Publicou onze livros, entre eles: Phalábora-Shambhala , pela VGE/AVBL, (1997/2001); Linguátomo-Ybez, em 1991; Tupinambarbárie?- Yônix, em 1984; Cordëli@ (web), em 2007. Ganhou vários prêmeos: Unesco - World Poetry Day (2001/2007); AVSPE (2006/2007); Melhores do Mundo (2005/2008); IWA International (2007). Ganhou vários prêmeos internacionais: Unesco - World Poetry Day, em 2001/2007; Unesco - World Portal Libraries, em 2005; Xicoatl/Yage-Áustria, em1992. Representante da União Brasileira de Escritores. Site: http://www.gustavodourado.com.br

TIMM MARTINS – Músico, escritor e ator por formação. Um artista múltiplo que tem em sua cidade a fonte de sua inspiração: o céu, o cerrado, a gente. Entre outras atividades, é sócio e voluntário da OnG Greenpeace e Diretor de Projetos Especiais do Sindicato de Escritores de Brasília-DF. Publicações: “BAM! Poesia pra quem tem, entre um par de ouvidos, cérebro!”, pela Litteris Editora no RJ (1998); “20 Poetas Contemporâneos da Língua Portuguesa”, pela Usina de Letras de SP (2005) ; “FLUXO & REFLUXO”, pela LGE EDITORA, (2007). www.timmmartins.com.br

CRISTOVAM BUARQUE - Senador pelo DF, educador e professor universitário brasileiro. Graduado em engenharia mecânica pela Universidade Federal de Pernambuco (1966). Ex-reitor da Universidade de Brasília, ex-governador do Distrito Federal (1994). Autor de dezenas de livros, tem inúmeros artigos publicados e foi consultor de diversos organismos nacionais e internacionais no âmbito das Nações Unidas (ONU). Foi agraciado com o Prêmio Jabuti de Literatura de 1995, na categoria Ciências Humanas. A intenção de promover uma "revolução... pela educação" é uma idéia que segue a linha de pensamento de importantes intelectuais brasileiros, como Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e Paulo Freire.

Exposição de artes plásticas:

MARCELINO CRUZ - Artista Plástico graduado pela Universidade de Brasília – UnB, em 1999. Professor de Arte - Secretaria de Estado de Educação – GDF.

Apresentação: Mímico Miquéias Paz

http://www.t-bone.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=115&Itemid=1

Adquirir o livro em: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9044865&sid=74115020313226344584235846&k5=2C0AC4C7&uid=

Thursday, March 13, 2008

Wednesday, March 12, 2008

Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2008

Preservação do Patrimônio

Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2008 está com inscrições abertas até 5 de maio
“Aquilo que se denomina Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (…) é o documento de identidade da nação brasileira. A subsistência desse patrimônio é que comprova, melhor do que qualquer outra coisa, nosso direito de propriedade sobre o território que habitamos.” Rodrigo Melo Franco de Andrade

A 21ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade - promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura - está com inscrições abertas até o dia 5 de maio. Podem participar empresas, instituições e pessoas, de todo o país, que procuram estimular e valorizar a preservação do patrimônio cultural brasileiro.

A premiação é composta de um troféu, um certificado e R$ 20 mil e contempla sete categorias: apoio institucional e financeiro, divulgação, educação patrimonial, inventário de acervos e pesquisa, preservação de bens móveis e imóveis, proteção do patrimônio natural e arqueológico, salvaguarda de bens de natureza imaterial.

Os candidatos devem apresentar as ações em forma de dossiê com no máximo duas páginas de 30 linhas (datilografado ou impresso em formato Word). Também é necessário reunir elementos iconográficos, audiovisuais ou qualquer outra espécie de material ilustrativo ou produto, que possibilitem a plena caracterização da atividade.

O edital e a ficha de inscrição com o detalhamento do Prêmio encontram-se no site do Iphan e também são disponibilizados nas Superintendências Regionais do órgão. As ações pré-selecionadas serão analisadas pela Comissão Nacional de Avaliação, formada pelo presidente do Iphan, por representantes de instituições do Governo Federal e de outras ligadas à preservação do patrimônio cultural.

O Prêmio - Foi criado em 1987 e assim denominado em homenagem ao primeiro dirigente do Iphan, Rodrigo Melo Franco de Andrade. Ele foi o organizador do Serviço do Patrimônio para que não fossem esquecidos aqueles que iniciaram a tarefa de proteger o patrimônio cultural do Brasil e que só o fizeram porque tinham idéias vanguardistas. A premiação tem procurado, nestes 21 anos, estimular e valorizar todos aqueles que atuam em favor da preservação do patrimônio cultural brasileiro.

A cerimônia de entrega das premiações acontecerá em Brasília, em data e local ainda a serem definidos. O anúncio dos nomes dos vencedores será divulgado no mês de julho.

(Texto: Marcelo Lucena, Comunicação Social/MinC)

Publicado por Clelia Araujo/Comunicação Social
Categoria(s): Notícias do MinC, O dia-a-dia da Cultura
Tags: Patrimônio brasileiro, Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/?p=10837

Monday, March 10, 2008

Ana Clélia de Freitas lança livro de poesia: Maya

Um poema que alguém cantou
no solitário das nuvens
um poema de alma perdida
e céu aberto

e que vê-lo assim, à noite,
à beira-mar
nos enleva num sorriso
no tempo incerto.

Um poema simples, frágil, solitário
ferido de mortal beleza
um poema escondido num relicário
qual jóia secreta

um grito profundo da alma
um sopro do coração
um rio que flui e brilha
em terra deserta.

Ana Clélia de Freitas, no livro Maya.

Fonte: http://www.chaya13.blogspot.com/

Curto-Circuito da Palavra



O Curto-Circuito está de volta!
E para abrir os trabalhos três vozes femininas. Este é o primeiro até julho, um por mês. Poesia e tantas narrativas.
Organização: Paco Cac.

Poemas das autoras

Sylvia Cyntrão:
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/distrito_federal/sylvia_cyntrao.html

Angélica Torres:
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/distrito_federal/angelica_torres_lima.html

Vera Americano:
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/distrito_federal/vera_americano.html

Doação de Livros - Projeto Parada Cultural

GRITO INTERROMPIDO


GRITO INTERROMPIDO, poemas de Antonio Miranda e fotos de Robson Corrêa de Araújo, é o primeiro título das Edições Fresta, dedicada a livros de arte em edições reduzidíssimas. Formato 12X12 cm, papel couchê 150 g, capa dura costurada, fotos em cores, exemplares numerados e assinados pelos autores. Apenas 50 exemplares, para colecionadores. Layout gráfico de Nelson Guimarães. Lançamento no restaurante CARPE DIEN, na quadra 104 sul, SEGUNDA-FEIRA, dia 24 de março.

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/

Thursday, March 06, 2008

Marcelo Maia


Quase que o mundo ia perdendo um grande artista para as garras do cartesianismo. Mas Marcelo conseguiu se livrar a tempo da engenharia, e resolveu ser músico. Hoje, seu negócio é a tão pouco divulgada música instrumental, o que, por si só, já faz com que seu público não seja muito grande. Além disso, sua música é definitivamente de vanguarda, o que, neste mundo dominado pelo relativismo pós-modernista, torna seu público ainda mais restrito. Para completar, ele vive em Goiânia, terra de duplas sertanejas et caterva. Mas Marcelo não liga e vai tocando a vida... e como toca!
Mais de quinze anos atrás, seguiu para Hamburgo, na Alemanha, onde trabalhou durante um ano e meio com músicos de todo canto do planeta. Mais tarde, estudou harmonia funcional e improvisação com Ian Guest no Rio de Janeiro. Foi aluno de Jeff Andrews, Jorge Helder, Nico Assumpção e Yuri Popoff. Tocou em Jam Sessions com Márcio Bahia, Marcelo Martins, Kiko Continentino e outras feras da música instrumental brasileira. Também tocou com Toninho Horta, o grande guitarrista e compositor mineiro.
Participa do Grupo Solo Brasil desde sua criação, em 1999, com o espetáculo “Uma viagem através da música do Brasil”, elaborado pelo embaixador Lauro Moreira, no qual são retratados 100 anos da música do Brasil. Excursionou com este grupo pela Nicarágua, República Dominicana, Venezuela, México, Cuba, Jamaica, Bahamas, Argentina, Uruguai e Paraguai, Alemanha, Áustria, França e Marrocos. Atualmente trabalha com Bel Maia, Maria Eugênia, João Caetano, Fernando Perillo e Pádua. É também produtor musical e arranjador.
Em meados da década de 90 Marcelo Maia juntou-se ao baterista Chocolate e aos vocalistas e compositores Bel Maia e Zezão e formaram o Grupo Cafundó, onde misturavam música africana com forró. Com este grupo chegou a gravar um cd demo com a participação de Júnior Marvin, atual vocalista do grupo The Wailers. Foi com este trabalho que Marcelo Maia começou a perceber a semelhança da música brasileira com a africana.
A influência de Jaco Pastorius na grande parte dos baixistas da atualidade é um fato, porém menos comum seria buscar influências em músicos que não sejam necessariamente baixistas, como Joe Zawinul, Wayne Shorter, Paco Sery, Heraldo do Monte, Sivuca, Dominguinhos, Salif Keita, e do reggae de Bob Marley entre outros. Isso é percebido no cd cafundó. Cafundó tornou-se o nome do primeiro cd do baixista Marcelo Maia, trabalho autoral, onde o músico desenvolve um trabalho de pesquisa da música instrumental brasileira, acrescentando influências de jazz, música africana e outros estilos, conseguindo assim uma maneira peculiar de compor e tocar. Em viagem ao Marrocos teve a oportunidade de conhecer a música Gnawa, e novamente percebeu que existia semelhança rítmica com a música brasileira. Adquiriu um Haj-Houj (baixo marroquino de três cordas), aprendeu a técnica deste instrumento com músicos marroquinos e incorporou-o ao seu trabalho.
No ano passado, Marcelo lançou o disco CORES DA RUA, com 10 músicas inéditas, contando com a participação de Márcio Bahia (bateria), Kiko Continentino (piano) e Marcelo Martins (sax); além de Toninho Horta em uma das faixas.
Neste cd de estréia, teve a oportunidade de tocar com músicos de qualidade inquestionável, como o baterista Chocolate, assim como o saxofonista e flautista Marcelo Martins, com o pianista e tecladista William Magalhães, com o trompetista Jessé Sadoc, com o violonista Pedro Braga, com o percussionista Gustavo Di Dalva, além dos músicos com que já trabalha há alguns anos e que fazem parte de sua banda: Luiz Chaffin (guitarrista), Ney Quinonero (guitarrista), Edílson Moraes (percussionista), Zezão (vocalista), Buba (percussionista e vocalista do Senegal), Bel Maia (vocalista) e Fred Valle (baterista). Também fizeram participações especiais outros músicos convidados.
Seu trabalho mais recente é CAFUNDÓ 2. Para quem gosta de jazz, é um prato cheio. Afinal de contas, Marcelo é um instrumentista, e não um estrumentista.

Ouça e compre o CD: http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=243982738

CORA DENTRO DE MIM - Lília Diniz

Wednesday, March 05, 2008

A COR DO SANGUE E O ESPELHO DE NATARAJA


Antônio Cardoso Neto

O sol acabara de se esconder por detrás das seteiras de uma das torres do Forte Vermelho. Um indiano de uns trinta e tantos anos, trajando uma túnica de algodão azul-turquesa e trazendo na cabeça um barrete negro, caminhava de um lado para o outro na longa calçada de pedra que circunda a antiga fortaleza. Gesticulava e parecia resmungar por entre os dentes.
— O pai da Índia é o próprio Brahma. O velhote é o pai do Paquistão, isto sim!
Continuou a andar e a gesticular em torno da grande cidadela com suas pedras ainda mais enrubescidas pelos últimos raios de sol daquela quinta-feira.
— A Grande Índia é mais que a pátria de todos os indianos, sejam eles hindus ou não. É divindade de adoração dos hindus!
Nitidamente transtornado, parecia mastigar as palavras, ditas em hindustâni, com um leve sotaque marata.
— Profanaram nossa língua, filha dileta do sânscrito. Mancharam o devanagari com rabiscos árabes e transformaram o hindi sagrado em urdu.
Afastou-se da calçada de pedra e começou a caminhar sobre o gramado amarelo como palha de arroz. O ar seco e ligeiramente frio de janeiro obrigou-o a acelerar o passo. Continuava a gesticular.
— E não foi só aos muçulmanos que o velho traiçoeiro favoreceu. Os devotos do pérfido Sidarta Gautama também arrancaram a Birmânia e o Ceilão do seio da nossa venerada nação. E a sublime Caxemira? Até aqueles párias chineses levaram um pedaço da carne da grande e amada Índia. Tudo culpa da deslealdade daquele velho demagogo, que tem enganado a todos com seus discursos tão esfarrapados como seus andrajos. Os malditos cristãos ingleses pelo menos respeitaram a integridade da pátria querida. O velho merece ser castigado até mais que os ingleses.
De súbito, parou, olhou para a muralha encarnada e sorriu.
— Amanhã, por volta desta hora, a alma do traidor já terá reencarnado no filhote de uma cadela sarnenta, na casa de algum intocável... Grande Alma... pois sim!
Ao passar em frente à igreja anglicana que fica atrás do Forte, lembrou-se de um místico meio charlatão, tenente do exército imperial britânico, que conhecera muito tempo antes. Nunca se esquecera de quando ele lhe perguntou seu nome e apelido e, por algumas rúpias, juntou as letras de seu nome, Shri Nathuram Godse, com as de seu apelido, Nath, e formou o anagrama higher than Nostradamus, sugerindo que ele, Nath, era maior que um profeta “bastante conhecido no ocidente”, segundo as palavras daquele soldado trapaceiro. Embora se recusasse a acreditar em vaticínios alheios ao hinduísmo, Nath tentava, naquele momento, levar as palavras do impostor a sério para ver se podia antever o que se seguiria ao ato que consumaria no dia seguinte. Mas não conseguia, por mais que tentasse. Nada lhe vinha à mente, além da mira, da acuidade visual, do tato com o gatilho e da rapidez da ação. Atormentava-o a idéia de vir a falhar na missão que lhe coubera cumprir.
Assim que anoiteceu, caminhou até a orla, sentou-se em uma enorme laje de pedra sobre a qual os peregrinos costumavam colocar seus pertences, e ficou olhando a superfície pálida do remanso na margem direita do Yamuna.
Observava o reflexo das estrelas na água, quando os vórtices formados pelo movimento dos remos de um barco que passava por ali retorceram o espelho d’água, revolvendo os astros nele espelhados, fazendo com que, no meio do rodopio daquelas constelações espectrais, Nath vislumbrasse a dança de Shiva. Os guizos nos tornozelos do deus sussurraram aos seus ouvidos: “... depois da morte de Bapu...”.
Nath esfregou os olhos, balançou a cabeça, beliscou o braço e deu um leve tapa no rosto para se certificar de que não sonhava. Quando voltou a olhar para o rio, o redemoinho já havia passado, e a água voltara a refletir o luzeiro ancestral das estrelas a flutuar num líquido e balouçante véu negro. A oscilação do manto d’água foi se amortecendo até sobrar somente um ligeiro tremor, deixando as constelações nítidas de novo.
Nath olhava, absorto, aquelas fagulhas que cintilavam na água irem se incandescendo lentamente até se transformarem em archotes carregados por maometanos, que, aos gritos, ateavam fogo a choupanas de hindus miseráveis. Viu centenas de abutres devorando as vísceras de soldados indianos e paquistaneses mutilados em um vale ermo da Caxemira, e uma multidão de crianças escaveiradas com os olhos esbugalhados, boiando em um lamaçal de Bengala. Em um círculo vermelho com fundo verde, enxergou citações corânicas escritas em caracteres bengalis. Depois, avistou hordas de tâmeis escuros estraçalhando, com seus facões, multidões de cingaleses indefesos; malabarenses carregando um estandarte escarlate com uma foice e um martelo entrecruzados; uma elegante senhora grisalha em trajes hindus sendo metralhada por dois siques de turbante carmesim; o filho da senhora grisalha dilacerado por uma drávida de cabelo escorrido sobre os ombros; um senhor sindi com o pescoço destroncado, pendurado em um cadafalso de madeira; a bela filha do senhor sindi sendo deportada à força para a Inglaterra; um acidente aéreo com um tirano de bigode retorcido e olhos de sampacu; a bela filha do senhor sindi, acenando para a multidão, defronte a uma mesquita gigantesca; mais uma deportação da bela filha do senhor sindi; um ditador militar islamita com uma peruca ridícula; a bela filha do senhor sindi assassinada com um tiro no pescoço seguido pela explosão de um homem-bomba; estrangeiros árabes, afegãos, persas e turcomanos invadindo o Baluquistão; um foguete, com um crescente verde desenhado na couraça, sendo arremessado sobre uma cidade às margens do Ganges, despedaçando-a por inteiro; outro foguete, com o desenho de uma roda de fiar, sendo lançado sobre os vilarejos do vale de um afluente do Indo, reduzindo-os a estilhaços. O clarão estrondoso de um imenso cogumelo de fogo fez com que Nath se sobressaltasse e esbarrasse no espelho líquido, distorcendo mais uma vez aquele reflexo do firmamento, redemoinhando o espectro do universo. Shiva dançava novamente.
Nath levantou-se repentinamente, e ficou olhando aturdido para o movimento das águas, até elas tornarem a se amansar. Sacudiu a poeira da túnica e das calças, e saiu às pressas rumo ao Forte Vermelho, onde tomou um auto-riquixá em direção aos arrabaldes de Delhi.
Duas horas depois, já havia se esquecido do que parecera ter visto nas margens do Yamuni. Na varanda de um bangalô suburbano, sentado sobre um tapete desbotado estendido no chão, Nath colocava calmamente as balas no pente de uma pistola semi-automática italiana. Atrás de uma das pilastras da varanda, indiferente ao que acontecesse no dia seguinte, a lua despontava como a unha de um tigre, na direção onde, durante séculos, ficara a porção leste de Bengala, mas que agora se chamava Paquistão Oriental.

LUA DE MORAIS no T-Bone


Lua de Morais, cantora e compositora brasiliense, mas que reside em Santiago do Chile, está de passagem por Brasília esta semana. O Açougue Cultural T-Bone não poderia perder a oportunidade de convidá-la para participar dos eventos em comemoração aos dez anos da Noite Cultural. Lua fará apresentação de voz e violão com repertório da Bossa Nova e com composições próprias. Leiam abaixo, depoimento da artista:

LUA DE MORAIS: UM DEPOIMENTO

"Eu sou uma jovem brasileira como qualquer outra, nasci em setembro de 1980, na SQS 410, Bloco R, mas tenho uma historia pouco comun. Meus pais se separaram e a minha mãe foi embora do Brasil, me levando junto. Descobri quem eu sou de verdade há dois anos, quando conheci o meu pai, que considero grande poeta e escritor, Menezes y Morais, isso, aos 25 anos de idade. São coisas da vida que nem sempre dão pra gente entender, mas que sempre tem uma razão misteriosa. Isso mudou a minha vida pra sempre e me fez até mudar o meu nome.

Comecei cantar muito cedo, aos dois anos de idade. Não fui criada no Brasil, mas depois de conhecer o meu pai, interessei-me por minhas raízes e pela nossa musica. Hoje aos 27 anos, com dois filhos maravilhosos, vivo em Santiago do Chile e canto pra viver e vivo pra cantar. Eu canto num canal de TV em Santiago do Chile, com um trio chamado Lady Blue, homenageando artistas das décadas de 1950, 60, 70 e algo dos anos 80. Lady Blue está agora gravando um CD.

Além disso, estou preparando o meu primeiro CD solo, com músicas de minha autoria, e faço projetos infantis de música em TV. Também estou gravando um CD de Bossa Nova, movimento musical que revolucionoua a MPB e que está completando 50 anos, incluindo os clásicos e mais algumas surpresas. Me considero muito solicitada como intérprete de Bossa Nova, o povo chileno gosta muito dessa música, sendo tão única e particular.

Muita gente canta Bossa Nova em Santiago do Chile, mas quando alguém leva isso no sangue, sente mais intensamente, o público agradece e percebe a paixão nota por nota, palavra por palavra. Eu só quero cantar e ser feliz e fazer algum tipo de diferença nesta terra. A vida pasa tão rápido, nao vale a pena a gente não lutar pelos nossos sonhos.

Eu também sou professora de ingles, estudo música e crio os meus belos filhos que Deus me deu. Hoje, gostaria de entregar um graozinho de areia e dizer à todos: com fé, tudo é possivel, dentro dos limites éticos.

Eu estou em Brasília, de férias. Trouxe meus filhos para o meu pai conhecer os netinhos, pena que tenho voltar logo pro Chile, onde tenho compromissos. Gosto muito de Brasília, a cidade ondeu eu nasci. Me sinto uma menina de Brasilia. O meu pai diz que Brasília "é uma
capital do mundo".

Lua de Morais
Brasília-DF, 01/03/2008

Fonte: http://www.t-bone.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=113&Itemid=80

BASTIDORES DO OLIMPO - Raylton Alves


Hoje, (dia 5 de março) às 19h
Livro: BASTIDORES DO OLIMPO - Crônicas jornalísticas sobre os jogos paraolímpicos de Atenas 2004
Autor: Raylton Alves
Editora: Universa
Local: Livraria Cultura CasaPark Shopping Center - SGCV - Sul, Lote 22, Loja 4-A, Zona Industrial, Guará - Brasília-DF

Em seus mais de 24 séculos de existência, a Acrópole de Atenas assistiu, soberana, aos fatos históricos que ocorriam ao seu redor. Porém, em 2004, aconteceu algo que marcou a história da capital grega: os Jogos Paraolímpicos. 'Bastidores do Olimpo – Crônicas jornalísticas sobre os jogos paraolímpicos de Atenas 2004' traz descrições sobre os atletas que nadaram, correram, pularam, chutaram, arremessaram, sacaram e, na prática, até lutaram. O autor Raylton Alves estará na Livraria Cultura para autografar a obra.
Sobre o autor:
Raylton Alves estagiou, em 2003, na Assessoria de Comunicação do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). Em 2004, ajudou a cobrir os Jogos Paraolímpicos do Brasil, seletiva nacional para os Jogos de Atenas. Essa experiência deu origem ao livro 'Bastidores do Olimpo'. Atualmente, trabalha como assessor de comunicação da Agência Nacional de Águas (ANA).

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/eventos/lancamentos.asp?local=4&sid=14013518710221618957108253&k5=C333A63&uid=

O livro pode ser adquirido na Livraria Cultura (Casa Park e internet), na Livraria da Rodoviária (Rodoviária e Taguatinga) e na Livraria da Editora UnB (UnB e aeroporto).

Wednesday, February 27, 2008

MANIFESTO DE LANÇAMENTO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL CASA DAS ARTES



Já provei que sou mais forte
que a dureza deste chão.
De esperanças são meus olhos;
de coragem o coração.
De poesia, canto e sonhos
ergui minha construção.
ZECA TOCANTINS

Cantamos nossa música, mesmo negada, reprimida e descartada, por que sabemos que se não cantarmos as águas do rio ferverão.
Assumimos nossa pintura, nossos traços e formas imaginárias, por que sabemos que se não pintarmos o mundo com outras cores, se não reinventarmos o mundo os céus desabarão.
Clamamos nossos personagens em riso e choro por que sabemos que se não vivermos as dualidades no palco, nossas almas terão sido roubadas e os deuses enfurecidos cobrarão de nós cada aplauso não recebido, cada vaia engolida.
Projetamos nossas películas aos poucos roídas pelas traças do descaso e engolidas pela promessa de salvação na inércia, pois sabemos que nossos olhos nos serão arrancados se esquecermos a beleza de Fellini, a verdade de Serguei Eisenstein, a brasilidade de Glauber Rocha...
Recitamos nossos versos antes esquecidos nas prateleiras, nas gavetas, na garganta, pois sabemos que verso esquecido é verso morto, e a nós bastam as mortes geradas na barriga da ganância.
Lançamos nossas vozes e nossos corpos às ruas como quem se entrega ao fogo, sem temores, sem receios e gritamos sem medo: Mentira!
Mentira!
A espada que lançaram contra nós, não acertou nossos olhos.
Mentira!
Não somos escravos do medo.
Mentira!
Não somos os únicos arautos nessa marcha contra o descaso, contra os gemidos da fome à luz das noites assombrosas e dos dias escuros de falsas promessas.
Somos uma multidão!
E já sabemos identificar o cheiro, a sombra, a face, até mesmo a respiração dos nossos inimigos e marchamos contra eles, cantando, dançando, teatrando, esculpindo, pintando e poetando. Nossas armas contra a barbárie, pois não sabemos e não queremos viver de outra forma.
Lançamos nosso grito há tanto tempo espremido, rouco, tímido ou solitário por que sabemos que “se nos calarmos, as pedras falarão” .

Ato com Texto Ateliê

Nando Reis: Um Show de Solidariedade




Torquato Neto ou A Carne Seca é Servida



A segunda edição do livro "torquato neto ou a carne seca é servida", do jornalista e escritor Kenard Kruel, será lançado no próximo dia 14 de março, dia nacional da poesia, a partir das 19 horas, no espaço arte do nova brisa, na av. pres. kennedy, em Teresina, Piauí. O livro de 662 páginas é ricamente ilustrado e tem apresentação do grande poeta Durvalino Couto Filho.

Torquato Neto (Teresina – 9.11.1944, Rio de Janeiro – 10.11.1972) era poeta, compositor, letrista, cineasta, diretor, jornalista, roteirista, ator, considerado um dos "cabeça" do movimento tropicalista.


Mais sobre o livro e Torquato Neto:

http://www.torquatoneto.com.br/

http://kenardkruel2.blogspot.com/

Programação Açougue Cultural T-Bone 28.02.2008

Tuesday, February 26, 2008

Pará quer compensação para preservar floresta

26/02/2008 - 11h02

Por Gilberto Costa, da Agência Brasil

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, quer que o Estado receba "compensação" como "pagamento de serviços ambientais" para a preservação da floresta amazônica. Segundo a governadora, a estimativa é de que combate ao desmatamento ilegal trará um impacto de R$ 2,5 bilhões na economia do estado.

Para Ana Júlia Carepa, "não basta aplaudir" as ações de controle – manter a "floresta em pé" é um compromisso de toda a população brasileira. A governadora disse não ter uma proposta de compensação, mas considerou que a discussão sobre um "novo modelo de desenvolvimento" pode ser feita no âmbito da reforma tributária e cotejar aumento de repasse de recursos aos municípios e de programas de renda mínima, como o Bolsa-Família.

"Nós temos que substituir esses R$ 2,5 bilhões. Nós vamos procurar apoio do governo federal e queremos colocar essa discussão para o país, porque no estado do Pará nossa ação está contribuindo para o país inteiro e para o mundo inteiro", disse.

A governadora disse estimar que 100 mil pessoas sobrevivam no estado da exploração de madeira e carvão. E precisar de recursos para atender desempregados, reorientar atividades produtivas na agricultura e promover a recomposição florestal.

Em Brasília, ontem (25), ela participou da solenidade de lançamento do programa Territórios da Cidadania – 57 municípios paraenses receberão neste ano R$ 1,22 bilhão.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Valmir Ortega, prometeu que o combate ao desmatamento se estenderá por todo o ano e atacará focos de destruição da floresta nas regiões sul e sudeste do Pará, ao longo da Rodovia Transamazônica e da BR-222. "A idéia é desenvolver uma ação de pelo menos um ano, com foco inicial nos 12 municípios que são aqueles com o maior índice de desmatamento", disse.

O combate ao desmatamento será nos municípios de Altamira, Brasil Novo, Cumaru do Norte, Dom Eliseu, Novo Progresso, Novo Repartimento, Paragominas, Rondon do Pará, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu e Ulianópolis.

O secretário anunciou ainda que até o final do ano os governos estadual e federal deverão licitar 1,5 milhão de hectares para a concessão florestal.

(Envolverde/Agência Brasil)
Fonte: http://envolverde.ig.com.br

Plano do governo na Amazônia é tornar o desmatamento atividade antieconômica

26/02/2008 - 01h02
Por Alana Gandra, da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nessa terça-feira (25) que a operação de combate ao desmatamento na Amazônia terá efeitos imediatos sobre a derrubada da floresta. “A diminuição [do desmatamento] começa imediatamente, porque lá, de certa forma, havia um vácuo da presença do Estado”.

O ministro admitiu, porém, que a redução da atividade de extração de madeira ilegal é sempre lenta. “Lastimavelmente isso é uma atividade econômica que se comunica com determinada necessidade de sobrevivência da população da região”, disse, acrescentando que o governo do estado deve desenvolver políticas públicas que ofereçam uma saída para a população.

Genro garantiu que a Polícia Federal vai permanecer na área, e que o governo tem um plano de estabelecer naquela região dez ou 12 postos permanentes da Polícia Federal para estrangular as vias de transporte da madeira colhida ilegalmente.

A intenção do governo, segundo o ministro, é que a ação da Polícia Federal torne o desmatamento uma atividade antieconômica. “Não adianta eles abaterem porque não vão poder transportar. Nós estamos presentes naqueles pontos-chave, através dos quais as madeiras passariam para sua comercialização”, afirmou.

O ministro disse que espera implantar os primeiros postos da PF na Amazônia para coibir a ação das madeireiras ilegais ainda este ano. Genro disse que os postos irão combinar uma ação permanente, articulada com os fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e se necessário com cobertura da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança.

“Serão postos bem equipados, com capacidade de intervir fortemente na região. E sob o comando da Polícia Federal, que é a polícia da União destinada a coibir esse tipo de delito”.

(Envolverde/Agência Brasil)
Fonte: http://envolverde.ig.com.br/

Thursday, February 07, 2008

Programação Açougue Cultural T-Bone



Programação desta quinta (07/02):

Márcio Cotrim - É carioca, jornalista, escritor e atualmente o Diretor-Executivo da Fundação Assis Chateaubriand, órgão corporativo do grupo Associados de comunicação. Foi Secretário de Cultura do Governo do Distrito Federal, é cidadão honorário de Brasília, participa ativamente da vida cultural da cidade e mantém há 18 anos uma coluna semanal no Correio Braziliense, abordando temas da atualidade local, nacional e internacional. Nos demais veículos do mesmo grupo e no jornal “O Sul”, de Porto Alegre, publica a coluna “O Berço da Palavra”, explicando a origem de palavras, expressões populares, nomes próprios, símbolos, marcas e toda a vasta gama de manifestações escritas que nos povoam o quotidiano. Cotrim ganhou em 1996 o prêmio Carlos de Laet, da Academia Brasileira de Letras, pelo livro O Sapato Alto e a Paz Mundial e o conjunto da obra, que já possui 12 títulos publicados.

Affonso Heliodoro - Amigo e auxiliar de Juscelino Kubitschek de Oliveira no governo de Minas Gerais e na Presidência da República. É presidente do Instituto Histórico e Geográfico do DF, foi fundador e é secretário-geral do Memorial JK e administra esta instituição desde sua fundação em 1995.
Bacharel pela antiga Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro, é coronel da Polícia Militar de Minas Gerais, e natural de Diamantina – MG, onde foi aluno da professora Júlia Kubitschek, mãe de JK. É uma personalidade de destaque na vida pública de Brasília, atuando principalmente na preservação e divulgação, inclusive em nível internacional, da memória de JK e do Brasil contemporâneo. Publicou, em 2005, pela Thesaurus Editora, JK – Exemplo e Desafio.


Joanyr de Oliveira - Poeta, cronista, contista, jornalista e advogado. Radicado em Brasília desde 1960. Autor da primeira obra literária editada no DF, 1962. Eleito presidente da ANE – Associação Nacional de Escritores (2007-2009). Ex-funcionário da Imprensa Nacional (Revisor) e da Câmara dos Deputados, onde redigia discursos, etc. Tem poemas e contos publicados no exterior: Argentina, Canadá, EUA, Portugal, Itália, Espanha, França e Índia. Mais de trinta livros de poesia e prosa publicados. Recebeu mais de 30 prêmios em concursos literários.

Luiz Carlos Guimarães - Durante dois anos, o engenheiro aeronáutico e jornalista Luiz Carlos Guimarães da Costa se deu a uma tarefa que exigiu paciência, disciplina, esforço físico e fôlego de pesquisador persistente. O resultado é a primeira obra que registra a história da literatura praticada pelos que aqui, em algum momento, moraram.” Conceição Freitas em Literatura Brasília in Crônica da Cidade, Correio Braziliense, Brasília, nov. 2005. Pela editora Thesaurus, de Brasília, está lançando o volume de 439 p., com o título História da Literatura Brasiliense. Esta História é fruto de um sério, laborioso e competente esforço que o levou a pesquisar as obras, as atividades, a vida dos autores elencados em sua lista de escritores de Brasília.


Apresentação musical:
Juliana Valentim - Brasiliense, jornalista e cantora. Formou-se em violão popular pela Academia BSB Musical e em jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília. Durante os últimos cinco anos viajou pelo mundo, se apresentando em lugares como o famoso Parque Olímpico, na cidade de Sydney, Austrália. Durante esse tempo, também colecionou histórias para o seu primeiro livro, “Manuscritos de um viajante”, uma coletânea de contos e crônicas lançado recentemente pela editora All Print. Agora, de volta ao Brasil, ela apresenta o projeto Manuscritos de um viajante musical, um encontro entre música e literatura. O show traz várias composições próprias e conta com a participação especial dos músicos Marcelo Lima (bandolim) e Léo Barbosa (percussão).


Recital poético:
Lurdiana Araújo - Professora, escritora e poetisa. Natural de Tocantins, radicada em Brasília há quinze anos. Formada em Artes e Pós-graduada em Arteterapia e Especialista em Arte-Educação e Tecnologias Contemporâneas. Publicou o livro Querido Mundo (poesia), 2005. Participação em antologias: Letras de babel III – Abrace Editora – Brasil/Uruguai; Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 35 – CBJE/RJ; Geografia Poética do Distrito Federal – Thesaurus Editora . Sua poesia foi premiada recentemente na Itália.

Exposição fotográfica:
Marcelo Maiolino – Exposição de “Ângulos”, primeira exposição individual do jornalista e fotógrafo. Trata-se de uma referência aos diferentes tipos de visões que um olhar curioso pode ter em uma cidade cinematográfica e fotogênica como Brasília. Já participou de várias exposições coletivas, entre as quais a promovida pelo Sesc-DF, no ano passado, quando uma de suas fotos foi escolhida como uma das 40 melhores entre mais de 900 avaliadas pela comissão julgadora do Concurso Marc Ferrez de fotografia.

Informações:
Data: 07/02
Horário: 20 horas
Local:Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
Tel: (61) 3963-2069
www.t-bone.org.br

Thursday, January 31, 2008

Concurso artístico "Visões da Europa"



Estão abertas as inscrições para o concurso artístico "Visões da Europa" que escolherá as obras a serem expostas em exposição do mesmo nome, no Museu Nacional de Brasília, em maio de 2008. O primeiro prêmio desse concurso é uma viagem de 5 dias, pela TAP, a qualquer destino na Europa servido por essa companhia, com pagamento de diária. Além disso, haverá um catálogo com as obras escolhidas.

Ficou interessado? Então, entre no site www.semanadaeuropa.org.br e veja o regulamento. Participe, concorra, contribua para o sucesso da 4ª Semana da Europa!

Goethe-Zentrum Brasília
SEPS-EQ 707/907 Conj. F Salas 103 a 137
70390-078 Brasília-DF
Brasilien/Brasil
Tel. +55 61 32446776
Fax +55 61 32444884
diretor@brasilia.goethe.org
www.goethe.de/brasilia

Wednesday, January 30, 2008

MANIPULOVAT EMOCÍ



I don´t know what is coming on
I don´t know where I´m going to
Do I really do only
what I can do?
Manipulovat emocí ...
Cyniké emocí ...
Non, mercí!
I don´t like it
Will ich wirklich das nicht?
I don´t want it,
this or that ...
I just wanna go
irgendswo –
Along the street
Perhaps I can find
- cá o allá -
Vášeň platonická

Do livro: Staub und Schotter, 2008.

Para adquirir o livro: www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9030995&sid=74115020313226344584235846&k5=2C0AC4C7&uid=

REGEN UND SONNE



betörende Musik durchdringt meinen Körper
unterirdische Flüsse überqueren die Klage des Tages
Morgengrauen – Abenddämmerung
Die Errinnerungen künftiges Feuer bringen mir Gewitter in der Nacht
Wer hat von Regen und Sonne gesprochen?
Zerbrechliche Zeit gegen die Harmonie des Schicksals klopf an meine Tür
am Rand des Nachmittages
des Berges
des Tales.


betörende Flüsse am Morgengrauen
unterirdische Musik an der Abenddämmerung
Klage des Körpers an des Tages
Künftiges Gewitter und Erinnerungen einer Nacht
Regen und Sonne –
Harmonie der Zeit –
Schicksalstür
am Rand des Nachmittages
des Tales
des Berges.

Do livro: Staub und Schotter, 2008.

Para adquirir o livro: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9030995&sid=74115020313226344584235846&k5=2C0AC4C7&uid=

Tuesday, January 29, 2008

VIVÊNCIAS



as caatingas
como os sertões
estão
em toda parte
de minha solidão

Do livro: Raia-me fundo o sonho tua fala, CBJE, Rio de Janeiro, dez-2007.
Capa e ilustrações de Manoela Afonso.

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9044865&sid=74115020313226344584235846&k5=2C0AC4C7&uid=

MINHA SENHORA

não trago na sacola,
esmola.
trago apenas poesia, minha senhora.

não trago no corpo,
estorvo.
trago apenas magia, minha senhora.

não trago na voz,
algo feroz.
trago apenas cantoria, minha senhora.

não trago na mão,
flores.
trago apenas amores, minha senhora.

não trago no olho,
maldade.
trago apenas saudade, minha senhora.

não trago na vida,
glórias.
trago apenas memórias, minha senhora.

Do livro: Raia-me fundo o sonho tua fala, CBJE, Rio de Janeiro, dez-2007.

Adquirir o livro em: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9044865&sid=74115020313226344584235846&k5=2C0AC4C7&uid=

Monday, January 28, 2008

Inscrições para o IV Festival Nacional de Violão do Piauí terminam dia 31

O festival acontece de 21 a 24 de fevereiro
Os amantes das cordas têm até o dia 31 deste mês para fazer suas inscrições e garantir a sua participação na quarta edição do Festival Nacional de Violão do Piauí (Fenavipi), que conta com o patrocínio da Petrobras através do Instituto Moreira Sales, e acontece de 21 a 24 de fevereiro, em Teresina.

O Festival, que vai distribuir eventos entre a Oficina da Palavra, Teatro do Boi, Cine-Teatro da Assembléia Legislativa e Teatro João Paulo II (Dirceu); contará ainda com o Concurso de Interpretação Violonística, palestras para músicos avançados, palestras para iniciantes e recitais com violonistas de renome nacional e internacional.

O Concurso de Interpretação Violonística vai premiar o primeiro colocado (Prêmio Turíbio Santos) com R$ 2 mil. O segundo colocado (Prêmio Raphael Rabello), receberá R$ 1,5 mil e o terceiro colocado (Prêmio Baden Powell), receberá R$ 1 mil.

Deste concurso, poderão participar violonistas de qualquer idade e de qualquer nacionalidade. Para tanto, os interessados devem enviar para a Oficina da Palavra (Rua Benjamin Constant, n° 1.400, CEP: 64280-010, Centro, Teresina-PI. Telefone: (086) 3223-4441), por carta registrada ou sedex, uma gravação em cd de duas peças ou obras cuja duração seja entre 10 a 15 minutos de música, sendo uma peça original para violão de um compositor tradicional (anterior ao repertório Segoviano) e outra de compositor moderno (a partir do repertório Segoviano), acompanhadas das devidas partituras.

Com relação às palestras, músicos como Henrique Pinto, Gilson Antunes, Fabio Zanon, Ana Vidovic, Nonato Luiz, João Carlos Victor, Erisvaldo Borges e Gilberto Guimarães, vão discutir temas como 'Um olhar pedagógico', 'Interpretação no Violão das Obras para Alaúde de Bach' e 'Luteria Violonística'.

Nos recitais, os teresinenses poderão apreciar os talentos de artistas como a croata Ana Vidovic, conhecida dos amantes do violão erudito por ter, ainda infante, vencido inúmeros concursos internacionais, mostrando, ainda jovem, a futura e promissora carreira.

Outros destaques, são: Fabio Zanon (São Paulo), Erisvaldo Borges (Piauí), Gilson Antunes (São Paulo), Henrique Pinto (São Paulo), João Carlos Victor (Bahia), Ney Conceição (Pará), Nonato Luiz (Ceará) e Sebastião Tapajós (Pará).

Para os violonistas que residem em outros estados e não querem perder a oportunidade de participar do IV Fenavipi, a organização do Festival disponibiliza alojamento para os 20 primeiros inscritos oriundos de outras localidades, desde que os mesmos enviem uma solicitação neste sentido juntamente com o material de inscrição. Mais informações na Oficina da Palavra.

Publicado em 28/1/2008 11:51:18
Fonte: Assessoria de Imprensa
http://www.portalodia.com/not.asp?ID=26136

Thursday, January 24, 2008

Geração de 1970 ganha antologia de contos

Será lançado amanhã, 25, na Sala Torquato Neto – Clube dos Diários, às 19h, o livro “Geração de 1970 no Piauí: contos antológicos”, obra que contém textos representativos de oito autores
piauienses que pertencem à referida geração. Organizado pelo contista e professor do Departamento de Letras da Universidade Federal do Piauí – UFPI, Airton Sampaio, a publicação faz alusão
aos 35 anos do surgimento do jornal Lingüinha, em Parnaíba, e aos 33 anos da edição do livro-apostila Tudo é melhor que nada, em Teresina.
Lançado sob incentivo da Lei A. Tito Filho e mediante patrocínio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Teresina, a obra faz um apanhado significativo de contos que se destacam não apenas pelo esperado engajamento político, mas também pela renovação da narrativa curta e pela consolidação
das conquistas de 1922. Textos de José Pereira Bezerra, Austregésilo Brito, Rosa Kapila, M. de Moura Filho, J. L. Rocha do Nascimento, João Pinto, Wellington Soares e do próprio Airton
Sampaio integram a antologia.
Considerada mais cultural do que somente literária, a Geração de 1970 marcou o surgimento de poetas e prosadores, músicos e bailarinos, cineastas e dramaturgos “entre tantos outros protagonistas de diversos gêneros artísticos”, explicou o contista Airton Sampaio.
Além disso, a Geração trouxe à tona a linguagem coloquial, tida pelos puristas - defensores da arte pela arte - como não-literária; temáticas, tramas, cenários e personagens marcados pelo urbano; análise introspeccional dos personagens; conexão profunda com a cultura pop, o movimento
contra cultural ou underground e intercâmbios similares; e não compromisso com a verossimilhança
plena e conseqüente ênfase na ficção.
Com a coletânea, Airton espera contribuir não só para a compreensão da evolução da história literária local, mas ainda reunir de forma criteriosa, em um só volume, textos desencadeadores
dos mais variados sentimentos. “Isso trará, quem sabe, como efeito colateral, o desenvolvimento de projetos afins e pesquisas literárias outras, ficando sublinhado, desta forma, a relevância da organização e publicação deste (livro)”, disse o professor. (BB)

http://www.portalodia.com/jornal/default.asp?d=24&m=1&a=2008&c=6

Wednesday, January 23, 2008

Terra do Gado – A conquista da capitania do Piauí na pata do boi



Terra do Gado – A conquista da capitania do Piauí na pata do boi
Afonso Ligório Pires de Carvalho

Neste livro o autor registra e interpreta aspectos históricos, sociais e econômicos da origem do Piauí, as primeiras incursões, desbravamento e colonização do seu território. A formação dos primeiros currais, a instituição de um patriarcado rural assentado na criação extensiva e numa agricultura apenas de subsistência. Parte das terras do Piauí já vinha sendo visitada desde o século XVI, muito antes da fundação, no século XVII, das primeiras fazendas nos vales dos rios Gurguéia, Piauí e Canindé. Fala também que o atual Piauí era um território que abrigava grupos tribais de diferentes etnias, porém poucas informações foram guardadas dessas culturas que desapareceram de modo violento na ocupação do território pelos europeus, quase sem deixar vestígio dos seus usos e costumes. Pesquisas recentes na Serra da Capivara concluíram que os primitivos habitantes do Piauí foram os mais antigos moradores das Américas. Explica porque o Piauí optou pela criação de gado em vez da agricultura e o papel da Casa da Torre de Garcia d`Ávila na imposição da pecuária. O latifúndio dos jesuítas que a Coroa tomou. A prosperidade e a grandeza das charqueadas que impressionaram o inglês Henry Koster. A estagnação econômica e o extrativismo. O livro assinala ainda que o Piauí só em 1823 conseguiu independência, depois de uma luta prolongada, uma cruenta guerra contra o exército português comandado pelo major (depois brigadeiro) Fidié. É um trabalho sério de pesquisa inclusive genealógica, que dá notícias também sobre algumas das primeiras famílias chegadas de Portugal e que no Piauí fincaram raízes, responsáveis em parte pela futura sociedade. O editor ISBN 9788570626684 224 páginas, 1ª edição 2007

Preço: R$ 30,00
http://www.thesaurus.com.br/produto.asp?produto=1615

Monday, January 21, 2008

10 Anos da Noite Cultural T-Bone

Jorge Antunes será homenageado em Madri

O professor do Departamento de Música (MUS) da UnB e maestro Jorge Antunes será homenageado no festival da Feira do Arco, em Madri, que acontece entre 21 de janeiro e 28 de fevereiro. Ele será o único compositor celebrado no evento, com concerto inteiramente dedicado ao seu trabalho. Antunes apresentará obras antigas e recentes para diversas formações, com um grupo composto por flauta, clarineta, piano, viola, violoncelo e computador. A cada ano, o festival é dedicado a um país diferente, e em 2008 é a vez da produção cultural brasileira. O concerto de Jorge Antunes fechará o evento, no dia 28 de fevereiro. O professor da UnB também ministra, neste mês, um curso no Laboratório de Informática e Eletrônica Musical, no Centro de Artes Reina Sofia. Seus estudos envolvem a utilização musical de figuras de construção e de linguagem.
Informações pelo site www.museoreinasofia.es.

Friday, January 18, 2008

PANORAMA VISTO DA PONTE - TORQUATO NETO

Azulejos retorcidos pelo tempo
Fazem paisagem agora no abandono
A que eu mesmo releguei um mal distante.

Faz muito tempo e a paisagem é a mesma
Não muda nunca – sempre indiferente
A céus que rolem ou infernos que se ergam.

Alguns vitrais. E em cinerama elástico
O mesmo campo, o mesmo amontoado
Das lembranças que não querem virar cinzas.

Três lampiões. As côres verde e rosa
A brisa dos amores esquecidos
E a pantera, muito negra, das paixões.

Não passa um rio enlameado e doce
Nem relva fresca encobre a terra dura.
É só calor e ferro e fogo e brasa

Que insistem como cobras enroladas
Nos grossos troncos, medievais, das árvores.
Uma eterna camada de silêncio

E o sol cuspindo chumbo derretido.
O céu é azul – e como não seria?
mas tão distante, tão longínquo e azul

TORQUATO NETO. Panorama visto da ponte. In: CASTELO BRANCO, Edwar de A. Todos os dias de Paupéria: Torquato Neto e a invenção da Tropicália. São Paulo: Annablume, 2005, p. 158.

SAMPOEMAS III

25 de janeiro de 2007
Comemoração do aniversário de São Paulo
Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura

Para comemorar o aniversário da nossa cidade, a Casa das Rosas –
Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura convida a todos para
um dia de apresentações poéticas e musicais com a participação de
algumas das mais importantes vozes poéticas de São Paulo, incluindo a
sua! Venha participar e apresentar o seu poema sobre a nossa Paulicéia
Desvairada!

14:00h – Água: entre o rio e o mar
Recital de Átila Almada, jovem poeta paulistano cujo trabalho se volta
para a reflexão sobre o cotidiano nesta grande metrópole. Nesta edição
do Sampoemas, os poemas apresentados abordam primordialmente a questão
da água, um dos tópicos mais relevantes para o futuro da humanidade.

15:30h ¬– O Último Canto da Cigarra
Lançamento do último número da revista A Cigarra,
publicada por Zhô Bertholini e Jurema Barreto de Souza desde 1982.
Esta edição, de número 42, conta com a colaboração de, entre outros,
Glauco Mattoso, Augusto de Campos, Arnaldo Antunes, Alberto Marsicano,
Cláudio Daniel, Júlio Mendonça, Tom Zé, Jomard Muniz de Britto,
Ronaldo Azeredo, Marcelo Montenegro e Walter Silveira. O recital conta
com a presença confirmada de Hélio Néri, Fabiano Calixto, Beth Brait
Alvim e Tarso de Melo.

17:00h – Perseptom Banda Vocal
São sete vozes apenas, mas que têm a sonoridade de uma banda inteira.
É na voz, com a técnica do beat box e da percussão vocal, que eles
trazem a bateria, o pandeiro e os chocalhos, além de todo o
preenchimento harmônico. Trabalho internacionalmente reconhecido, são
o segundo melhor grupo vocal do mundo na categoria World Álbum (Melhor
CD) e World Song (Melhor canção), segundo a CASA (Contemporary A
Cappella Society of America) dos EUA. Também no Brasil alcançaram o
reconhecimento do seu trabalho diferenciado, estando entre os três
finalistas do Prêmio TIM 2007 na categoria Melhor Grupo de MPB.
Integrantes: Eloíza, Estela Paixão, Cristiano Alberto, Aníbal e Valter
Macário, Diego de Jesus e Du Machado.


18:30h – Especial Roberto Piva
Récita e entrevista pública com Roberto Piva, um dos poetas
paulistanos que, desde a década de 1960, mais e melhor cantou a nossa
cidade. Segundo João Silvério Trevisan, "Piva mora em São Paulo,
cidade que lhe parece apocalíptica, exemplo do que não deve ser feito
contra o meio ambiente, mas que forneceu todo o pano de fundo para sua
obra poética."
A entrevista será conduzida por Roberto Bicelli e Cláudio
Willer, grandes poetas e companheiros de geração de Piva.

20:30h A Meditação sobre o Tietê
O ator Pascoal da Conceição explora sua semelhança física com o
escritor Mário de Andrade (1893-1945) na interpretação do seu último
poema, "A meditação sobre o Tietê", no qual o autor de Macunaíma
colocou o ponto final 13 dias antes de sua morte. A leitura terá o
acompanhamento musical de Luiz Gayotto, Maria Alvim, Paulo Padilha e
Marcelo Ferretti.

21:00h Saraokê Sampoemas
Mais uma edição do já famoso "Saraokê" da Casa das Rosas, em que o
público é convidado a apresentar poemas com o acompanhamento dos
talentosos músicos Luiz Gayotto, Maria Alvim, Paulo Padilha e Marcelo
Ferretti. Nesta edição especial do aniversário de São Paulo,
intitulada Sampoemas, os participantes são convidados a declarar seu
amor pela cidade, seu ódio, seu carinho, sua indignação... Em suma,
sua emoção. Participação especial do Grupo Rascunhos Poéticos e de
todos que queiram transformar tudo o que sentem por São Paulo em poema
e mostrá-lo ao som do improviso dos nossos músicos no Saraokê
Sampoemas!

E mais...

Exposição "Fotografando o Poema", de Selma Fernandes
Coquetel de abertura, 8 de janeiro às 19h

Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Casa das Rosas
Av. Paulista, 37
01311-902 São Paulo SP
Fs: 3288-9447 ou 3285-6986

Thursday, January 17, 2008

DOTA KEHR - "KLEINGELDPRINZESSIN"

Dota Kehr, "A Princesa da Gorjeta"

vem a Brasília para um único show antes de voltar para Berlim.

Com data marcada para retornar para a Alemanha - 30/01/2008, a cantora e compositora alemã Dota Kehr, se apresenta neste domingo, dia 20 de janeiro, a partir das 14h30, no Bistrô Bom Demais, pelo projeto Música & Gastronomia Alemã.

Nascida em Berlim, Kleingeldprinzessin, Dota Kehr ficou conhecida como a "Princesa da Gorjeta". Este título foi adquirido por ela ter cantado muito tempo pelas ruas da sua cidade.

Dota apaixonou-se pela música brasileira ainda criança, quando teve a oportunidade de ouvir o cineasta Carlos Leite e sua esposa Aenne Bussmann cantarolarem para ela, enquanto faziam "bico de babá" na Berlim dos anos de 1980. Já adolescente, encantou-se com os músicos de rua do Equador que tocavam musica latina e música brasileira.

Aos poucos, Dota Kehr, começou a se apresentar nas ruas de Berlin e logo se tornou conhecida nos circuitos alternativos da Alemanha e de toda a Europa com o nome de "Kleingeldprinzessin" .

Em 2003 começou a tocar com sua banda e neste mesmo ano Dota passou sete meses em Fortaleza - CE, interagindo com músicos locais, tendo um maior aprofundamento com a música brasileira. Este período resultou num trabalho gravado com o músico e compositor cearense Danilo Guilherme, entitulado " Mittelinselurlaub" – "Perto da Estrada".

Embalada por um ritmo que mistura desde a Canção Francesa até a Música Popular Brasileira, suas composições e interpretações – sejam elas somente com seu violão ou acompanhada por sua banda alemã Die Stadtpiraten (Os Piratas da Cidade) – deslizam por sutis e delicadas situações do dia-a-dia, ou grandes e embaraçados sentimentos humanos.

Com cinco discos gravados na Alemanha, Dota veio ao Brasil para diversos shows tendo se apresentando em Belém, Curitiba, Brasília e São Paulo onde tambem lançou pela gravadora Chita Produções, um disco que é uma Coletânea de suas músicas - "Dota de Berlin". Este trabalho contou com a participação especial do cantor e compositor paraibano, Chico César.

Dando continuidade a proposta inédita, o Bom Demais Bistrô, localizado nas dependências do Centro Cultural Banco do Brasil, aos domingos, alia a sua programação cultural e gastronômica com a exposição em cartaz: "Os Trópicos" – visões a partir do centro do globo – Ásia, Oceania, África e América Latina, vinda do Museu Etnológico de Berlim. É o projeto "MÚSICA & GASTRONOMIA ALEMÃ". A proposta é oferecer ao visitante uma delicada experiência de integração no universo da exposição e da cultura relacionada ao país.

Bom Demais Bistrô, o Bistrô mais cultural da capital. Centro Cultural Banco do Brasil - Setor de Clubes Esportivos Sul (próximo à ponte JK). Informações e reservas: 3310.9478 - Couvert artístico: R$ 5,00.

Aberto de terça a domingo das 12 horas as 23 horas.
Programação livre para todos os públicos.

A crítica internacional aos biocombustíveis

17/01/2008 - 10h01

Por José Alexandre Altahyde Hage*

A presença do presidente Lula na abertura da 62ª Assembléia-Geral das Nações Unidas, em setembro passado, fez com que os temas energéticos escrevessem mais um capítulo das crônicas de conflito que o assunto provoca na política internacional, principalmente com o petróleo.

Os combustíveis renováveis, como o álcool hidratado, por exemplo, embora sendo um bem energético, não fazia parte dos insumos com poder de provocar conflitos na política internacional, até este ano. Com a viagem do presidente Lula a Nova Iorque ficou claro que haveria a necessidade de a diplomacia nacional refutar críticas ao desenvolvimento do projeto brasileiro de biocombustíveis.

As críticas do presidente Hugo Chavez, da Venezuela, e de Evo Morales, da Bolívia, são confluentes na medida em que procuram ligar os esforços nacionais em biocombustíveis a problemas sociais e econômicos, como a fome e a concentração fundiária. Segundo eles, o agravamento das questões sociais e econômicas se daria pela redução de área agrícola para a produção de alimentos de base e pela concentração de terras agricultáveis em mãos (poucas) de usineiros.

Embora sejam pertinentes, não são críticas originais. Já no ano de 1975, na criação do Projeto Nacional do Álcool – Pró-álcool – havia quem falasse numa possível crise do setor de alimentos pelo fato de o governo ter direcionado boa parte das terras agricultáveis à plantação de cana-de-açúcar. Na mesma toada havia também quem não gostasse do Pró-álcool porque, cultural e socialmente, o projeto iria degenerar a sociedade senhorial do Nordeste açucareiro. O competente engenheiro mecânico Amaral Gurgel integrava o primeiro time, sustentando que o álcool combustível seria uma enorme perda financeira pelo fato de o governo ter de subsidiar usineiros e não tirar proveito do petróleo barato, a 12 dólares o barril. Esse preço vigorou por volta de 1985, quando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) estava em baixa e grassava petróleo barato no mundo em razão da produção do Mar do Norte, entre outras.

Já o segundo grupo de críticas ao Pró-álcool contava nada mais nada menos com o peso intelectual de Gilberto Freyre, cuja crença era a de que a monocultora sob o regime de grandes usinas perturbaria a ordem social tradicional que os engenhos haviam deixado como patrimônio social.

Pensar a pertinência do petróleo pelo preço do barril, no imediato, é correr risco voluntariamente. Não há produto cuja oscilação de preços seja tão violenta quanto o petróleo. Além do mais, há duas assertivas geopolíticas dignas de nota: trata-se de energético finito e geograficamente concentrado, ainda mais em áreas conflagradas por conflitos variados.

Em 2007, a crítica contra os combustíveis renováveis retornou na palavra de presidentes com características contestatórias sobre a forma pela qual os Estados se relacionam. Acreditam que o sistema internacional é desigual e antidemocrático, mas eles não chegam a perceber a atual política energética mundial como parte dessa injustiça. Vale dizer, não criticam o fato de que a cadência mundial sobre o petróleo, o mais importante dos energéticos até este momento, não se encontra nas mãos dos produtores, mesmo com o tão exaltado poder da OPEP ou da Arábia Saudita, seu maior produtor.

Quem muito bem percebeu os meandros da política mundial sobre os combustíveis fósseis foi o engenheiro José Walter Bautista Vidal, ex-professor da Unicamp e criador do Pró-álcool nos laboratórios do ITA, em São José dos Campos. Vidal observou que somente pela abundância e pelos baixíssimos preços do petróleo é que as grandes potências do Hemisfério Norte puderam se industrializar e criar uma economia de escala e de pleno emprego, mesmo sob governos considerados conservadores, como os de Margareth Thatcher, no Reino Unido, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos.

Eis a questão que passa incólume pela nova crítica aos combustíveis renováveis. A Venezuela, em primeiro plano, é grande produtora de petróleo e país-membro da OPEP. Contudo, a política de Chavez não foi além de promover a alta de preços do barril para figurar busca ao “interesse nacional” de forma mais larga, que abarcasse todos os produtores petrolíferos. O controle fundamental que passa pela logística e pela tecnologia sobre novos produtos ainda continua centrado nos grandes consumidores, como os Estados Unidos e o Reino Unido.

Na verdade o Brasil tenciona escapar dessa estrutura, cujo espaço para os países produtores tem sido bastante limitado. A escolha para isso foi a produção e a atual dianteira que o País adquiriu na área do álcool combustível e o investimento em novas pesquisas em biodiesel. Ainda que não seja a busca por “Canaã”, a participação brasileira em insumos renováveis é mais coerente do que intensificar gastos e pesquisas vultosos em exploração de petróleo.

A produção de álcool combustível não será razão de uma eventual crise de alimentos no Brasil. O próprio Bautista Vidal e Adriano Pires, da UFRJ, chegam igualmente a essa conclusão. O terreno agricultável para o etanol, que sempre foi utilizado para algum tipo de cultura, não passa de 2% do que o Brasil destina atualmente para plantações.

E por mais que hoje possa parecer curioso nunca foi a intenção de Vidal trabalhar com o etanol sem considerar a maneira de como se distribui a terra no Brasil. Vale dizer, era necessário intensificar a produção de cana não contando apenas com grandes usineiros, mas sim com a participação de cooperativas de pequenos proprietários que venderiam o produto para o governo. No cálculo final o montante de álcool seria grande.

O problema da fome em si ocorre não por falta de comida – na verdade há muitas culturas que acabam sendo desperdiçadas. A questão da fome deve-se à falta de políticas mais abrangentes, mais apropriadas. Se houver empenho no pleno emprego e na distribuição de renda a fome deverá diminuir em grande parte da vida nacional.

O que devemos esperar do Estado brasileiro nesta nova seara de inserção internacional pela energia é que haja um plano de ação, um projeto estratégico para que o País aproveite tal fase sem comprometer seus esforços. É necessário plano que venha a considerar a parte social do novo Pró-álcool, com exigência em novos métodos de trabalho, respeito garantido ao trabalhador, meios de desenvolvimento social para a região produtora e, por fim, condições de abastecer o mercado internacional sem sofrer crises de infra-estrutura. Esta é a questão a que o Brasil não deve se furtar, pois a oportunidade é única.

* José Alexandre Altahyde Hage é doutor em Ciência Política, consultor do núcleo de negócios internacionais da Trevisan Consultoria e professor do curso de Relações Internacionais da Trevisan Escola de Negócios – SP.
E-mail: jose.hage@trevisan.edu.br

(Envolverde/Carbono Brasil)

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Fonte: http://envolverde.ig.com.br/#

Wednesday, January 16, 2008

Teresa Lopes no Feitiço Mineiro

"Bossa e jazz: passeio pela música mundial"

Teresa Lopes começou cantando com seu pai em pequenas reuniões familiares. A partir dos 18 anos já percorria a cidade fazendo apresentações solo ou acompanhando algumas bandas como "Backing vocal".
Apresentou-se publicamente pela primeira vez no I FAN - Festival de Arte e Cultura Negra em Belo Horizonte em 1995, fazendo backing vocal para o cantor Renato Mattos.
Atualmente faz apresentações em diversas casas brasilienses, teatros e espaços culturais. Podemos destacar:

 Clube do Choro.
 Lounge I Maestri
 Villa Tévere Restaurante.
 Arena Futebol Clube.
 Espaço Kituarte.
 Teatro Garagem SESC

Participou da abertura no último mês de agosto da II Conferência Nacional de Políticas para as mulheres - promovida pela Secretaria Especial de Políticas de Mulheres /SPM.
Participou de apresentações com artistas da cidade: Daniel Júnior, Ângela Regina, Célia Rabelo, Renata Jambeiro, Cássia Portugal, entre outros.
Em outros estados, já fez apresentações no Rio de Janeiro, tais como: quadra da Portela, bar de Tia Doca e bar da Ala de Compositores do Império Serrano.
Em outros países, se apresentou na Noruega, especificamente em Oslo, com a banda ZANZA.

Data: 18 de Janeiro de 2008
Horário: 20h
Local: Restaurante Feitiço Mineiro
Endereço: SCLN 306 BLOCO "B" Loja 45/51
Telefone: 3272-3032, 3340-8868 (Reservar mesa)
Couvert: 10,00

Tuesday, January 15, 2008

Aspectos químicos e ambientais do biodiesel

José Machado Moita Neto* (jmoita@ufpi.br)
O desejo de apresentar o programa brasileiro do biodiesel como estratégico, ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável tem levado a uma linguagem equivocada ou ambígua sobre alguns pontos exagerando-se nas virtudes ambientais do biodiesel. A palavra biodiesel entrou com uma velocidade muito grande no conhecimento da população como fruto do casamento entre ciência, tecnologia, política e marketing.
A ciência e o marketing estão se misturando neste assunto e nossos alunos, que deveriam aprender a ciência, estão aprendendo apenas a linguagem do marketing. A importância do marketing para a ciência, tecnologia e política são indiscutíveis. O problema surge quando a interpretação do marketing quer substituir a da ciência e da técnica. Portanto, vamos enfrentar um pouco de ciência para entender melhor a questão.
A ciência também tem seus modismos. Surgem palavras novas para coisas antigas, às vezes, as palavras incorporam novos significados. Mas quem for trabalhar numa área “nova” deve conhecer a área “antiga”. Alguém, com a função de explicar o que é biodiesel, deveria começar ensinando como os nossos antepassados faziam sabão. Era cozinhando um óleo ou gordura, de origem animal ou vegetal, com uma substância básica (a mais popular era a soda cáustica). Podemos dizer que o sabão é o precursor do biodiesel. Esta frase pode ser entendida assim: de tudo que se pode fazer sabão artesanal, também se pode fazer biodiesel hoje.
A fabricação de sabão é um conhecimento tecnológico que foi devidamente estudado e existe hoje um grande acervo de ciência produzida no entendimento desta reação química. Na linguagem química, os óleos vegetais ou animais são ésteres e os sabões são sais. Um éster qualquer pode sempre ser imaginado como proveniente de uma reação entre um ácido e um álcool. No caso dos óleos e gorduras, os ácidos são conhecidos por ácidos graxos e têm composição variável, porém o álcool é sempre o mesmo: o glicerol (ou glicerina).
Agora está na hora de fazer uma outra afirmação: os componentes majoritários do biodiesel são ésteres, porém houve um processo químico de retirada da glicerina. Ela foi trocada por outro tipo de álcool mais simples (metanol ou etanol). Tecnicamente esta reação é chamada de transesterificação. Os catalisadores das reações de transesterificação são geralmente bases. Quando o processo não está bem otimizado, termina gerando um pouco de sabão. Portanto, o biodiesel não é produto natural, embora provenha de uma fonte natural. O diesel também provém de uma fonte natural, o petróleo. O biodiesel apresenta uma vantagem em relação ao diesel, suas fontes naturais são renováveis.
O biodiesel, como a gasolina e o próprio diesel, não é uma substância química com fórmula definida é um produto comercial com especificações definidas. Deste modo, todo éster ou suas misturas podem ser chamadas de biodiesel desde que atendam as especificações definidas em norma pela Agência Nacional do Petróleo. Os óleos e gorduras naturais não atendem estas especificações e por isso necessitam ser transformados (transesterificados) por meio de reações químicas para produzir o biodiesel.
Em relação aos produtos da oxidação química que acontece no motor, o biodiesel e o diesel, apresentam os mesmos componentes principais (CO2 e H2O) e, quando não otimizado, o monóxido de carbono (CO) e carbono (fuligem). Portanto, neste aspecto particular, o biodiesel não é melhor para o meio ambiente que o diesel. Mas não contei a história toda, de fato, há um pequeno ganho ambiental com a substituição parcial do diesel por biodiesel. A razão é a seguinte, o diesel brasileiro tem muito enxofre e o biodiesel não tem, então numa mistura dos dois, o teor de enxofre cai devido à diluição.

Palavras-chave: Biodiesel; Composição Química.; Meio Ambiente; Fontes Renováveis.
Fonte: livro "Arte, ciência e poesia" (2007; nas livrarias Universitária e Margarida (Teresina - Piauí).
* Engº Civil, licenciado em Ciências e Filosofia, Mestre, Doutor e Pós-Doutor em Química.

I BIENAL INTERNACIONAL DE POESIA EM BRASILIA

Poesia por todos os cantos

A Capital Federal vai sediar a primeira de uma série de bienais de poesia, integrando as atividades da 27ª Feira do Livro de Brasília.
A I Bienal Internacional de Poesia de Brasília (I BIP), que será
realizada de 3 a 7 de setembro de 2008, contará com a presença de poetas, críticos e editores internacionalmente reconhecidos e incluirá na sua programação diversas atividades simultâneas, que vão de sessões livres de recitais a conferências sobre poesia.

O evento reunirá as novas tendências da poesia contemporânea brasileira e internacional que, escrita, falada, cantada, performática, digitalizada e visualizada, vai tomar conta da Praça do Conjunto Cultural da República, do Museu Nacional, da Biblioteca Nacional de Brasília e de muitos outros espaços da cidade.

Veja mais no sitio do evento: http://www.bienaldepoesia.unb.br/

Eugênio Giovenardi lança A Saga de um Sítio

Eugênio Giovenardi, autor do livro Solitários no Paraíso, lança A SAGA DE UM SÍTIO. Aquisições no CAFÉ COM LETRAS (203 SUL) e na COTIDIANO (201 SUL), Brasília - DF.
E-mail do autor: eugeniogiovenardi@yahoo.com.br
http://eugeobservador.blogspot.com/2007/11/o-observador.html

POP-Pólo de Pensamento Contemporâneo

Curso e oficinas de verão
Inscrições pelo site www.polodepensamento.com.br
ou pelo tel. (21) 2286-3299 (a partir de 7 de janeiro)



O curso pretende apresentar e debater a animação como a linguagem do novo milênio. Surgida muito antes do cinema, ela hoje está ao alcance de qualquer indivíduo, graças à democratização das novas tecnologias de produção e difusão. A animação é a origem de todas as manifestações audiovisuais e abriu para a humanidade a possibilidade de uma verdadeira linguagem das imagens, na qual realidade e fantasia, prosa e poesia se misturam sem a menor necessidade de estabelecer fronteiras.

4 aulas às segundas e quartas-feiras [ 14, 16, 21 e 23 janeiro ] das 17h00 às 19h00



A oficina é direcionada ao público amador e pretende ensinar a utilizar os recursos básicos de uma câmera digital, otimizando seu uso e melhorando a qualidade de captura das imagens assim como composição e enquadramento.

4 aulas às segundas e quartas-feiras [ 21, 23, 28 e 30 janeiro ] das 19h00 às 21h00


O "mistério da palavra cantada", com que se espantava o poeta Augusto de Campos, reside numa simples preposição: a canção é letra para música e música para letra. Este "para" recíproco contém uma infinidade de artes e manhas que perfazem as técnicas, os truques e os milagres dos cancionistas. A proposta desta oficina é enriquecer o conhecimento dos letristas sobre o ofício da canção e, com isso, afiar-lhes a escrita. Os participantes receberão, em cada aula, melodias para escreverem suas letras que, na aula seguinte, serão comentadas pelo professor.

4 aulas às segundas e quartas-feiras [ 21, 23, 28 e 30 janeiro ] das 17h00 às 19h00



A proposta desta oficina é fazer com que cada participante, a partir do contato com a sua história, seja estimulado a trabalhar seu potencial criativo. Através de dinâmicas ritmadas, as idéias serão desenvolvidas como base para encontrar em materiais cotidianos formas simples de representação, desencadeando um processo produtivo e sustentável na área da arte e do design.

4 aulas às terças e quintas [ 12, 14, 19 e 21 fevereiro ] das 17h00 às 19h00


POP-Pólo de Pensamento Contemporâneo
Rua Conde Afonso Celso, 103 - Jardim Botânico - CEP 22461-060
Tel. (21) 2286-3299 e 2286-3682

ANA lança prêmio sobre conservação e uso racional da água

A Agência Nacional de Águas (ANA) lançou o II Prêmio ANA. O tema desta edição é "Conservação e Uso Racional da Água", abrindo espaço para a apresentação de iniciativas do governo, empresas, organizações não-governamentais, organismos de bacia, imprensa e academia. Realizado a cada dois anos, o concurso busca reconhecer o mérito de ações que contribuam para a gestão e o uso sustentável dos recursos hídricos brasileiros, promovendo o combate à poluição e ao desperdício e contribuindo para garantir água de qualidade e em quantidade para as atuais e futuras gerações. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 31 de maio.

Informações: www.ana.gov.br/premio, fone (61) 2109-5412 ou premioana@ana.gov.br.