Wednesday, October 08, 2014

Batuque Elétrico - Mercado Central

Batuque Elétrico - O Mundo é um Chip

Batuque Elétrico, no La Ursa


Resenha de GERALDO BORGES - 1968 - UMA GERAÇÃO CONTRA A DITADURA




1968 Uma geração contra a ditadura de Antonio José Medeiros é  um livro que chegou na hora certa. Trata se de um depoimento, não em forma jornalística, tradicional, com perguntas e respostas, mas, sim, de uma autobiografia. O autor começa falando de seu nascimento. Foi tirado a forceps.
Logo no segundo capitulo fala de sua relação com a igreja, da sua experiência como seminarista. “ Tínhamos  no Seminário  algumas academias de caráter cultural – literário. Em 1963 eu fui eleito presidente da Academia imaculada Conceição. A nova diretoria liderou uma campanha para transformar a Academia num grêmio estudantil, como uma maneira dos estudantes do  Seminário participarem do movimento estudantil em suas atividades  culturais , sociais e também políticas.”
No capitulo três já como ex  - seminarista, e respeitado na comunidade eclesiástica, o autor fala sobre a Fafi, ambiente fecundo e território livre.

”A Fafi era um ambiente intelectualmente fecundo e politicamente democrático. È incrível como uma faculdade criada  e mantida em condições financeiras  precárias oferecesse  um padrão razoável de ensino.” E  nesse tempo que começa a sua participação política no movimento estudantil contra a Ditadura. A sua participação no congresso da Une, a sua primeira prisão.  Fala no jornal Dominical o  porta voz da Diocese, e para surpresa minha, ressuscita a figura de seu Joaquim trazendo para as paginas de seu livro um tipo humano muito querido no ambiente da faculdade e do jornal Dominical.Falou sobre a palestra de  Dom Antonio Fragoso, bispo progressista de Crateús. Lembro-me muito bem desta palestra, eu  estive presente; foi no auditório do colégio Diocesano.Era um bispo corajoso.
Continuando a leitura do livro de Antonio José Medeiros chego ao  quarto capitulo – As prisões. Para falar a verdade eu não conhecia o Antonio José. Começamos a nos conhecer na prisão, e nos tornamos amigos. Ele fala sucintamente de cada colega da prisão. Talvez tenha se  esquecido  de registrar muitos episódios, No entanto, traçou o perfil psicológico, de cada um de seus companheiros de cela.
”Benoni era o mais “ escolado .” Sabia dosar certa compenetração de revolucionário com o bom humor. Às vezes me gozava pelo que ele chamava de “ ingênua seriedade cristã.” Tínhamos boas discussões. Era o que mais sentia a falta do mundo exterior, por isso vivia criando oportunidade para contatar com alguém “ de fora da cela.” Era o mais entusiasmado com as nossas pelada de futebol de salão. Infelizmente, em nove meses, não ganhou a musculatura de atleta com que ele sonhava.”.
Já quanto ao Samuel. “ Era o mais preocupado com o futuro: estudos, trabalhos e família. Tinha seus rompantes de violência revolucionária, imaginando grandes ações contra a ditadura. Ficava horas de bruços na cama, tamborilando os dedos no ar, talvez acompanhando o ritmo de seus pensamentos ou deixando escapar as energias acumuladas.”
Por último, “ O Geraldo Borges , o sempre querido Geraldin, era um “filosofo oriental.” Ficava em posição iogue  por longo tempo e mastigava os alimentos com tanta calma que me deixava impaciente. Como já disse era um grande conhecedor da literatura  brasileira e universal. Foi meu guru literário.” 
Pena que o Antonio José não explorou mais  o capitulo: - As prisões. Dedicou-lhe apenas cinco paginas. Lembro que fomos julgados em junho mês da copa do mundo. E assistimos a vitoria do Brasil, campeão do mundo, de dentro de uma cela, em uma TV exposta no corredor do quartel  próximo a Auditoria Militar E lembro também a famosa frase que o nosso advogado Pádua Barroso proferiu na abertura de nosso julgamento. Estes jovens pensam que o céu é perto e o mar e raso.

No capitulo cinco Antonio José fala no movimento  social e político da igreja na organização dos sindicatos rurais antes de 1964, oferecendo ao leitor uma recuo cronológico em seu depoimento.

No capitulo seis  insere uma entrevista do Benoni Alencar para o Jornal Diário do Povo. E um pequeno painel de como se desenvolveu a luta estudantil no Piauí no tempo da ditadura.
No capitulo sete Antonio José vai para o Rio de Janeiro, antes passou pela Bahia. “ O Rio de Janeiro, além de uma rica experiência intelectual e profissional, foi uma experiência social e cultural muito estimulante e que eu vivi com muita intensidade.” Mas Antonio José não para no Rio.

No próximo capitulo ele já está  com o pé da estrada  rumo ao Canadá. Conhece praticamente todo o continente americano. Encontrou o meu amigo Raimundo Santos, exilado político, na Costa Rica, dando aula. Depois dessa grande experiência que se tira das viagens Antonio José esta de volta a Teresina.
Aí começa o capitulo nove. A Volta  Trabalho, “Bar, Café, Filosofia.” Voltou para ser profeta em sua terra: Montou a livraria Corisco, com Cineas Santos e outros sócios.Depois rompeu com eles e montou a sua própria livraria;- A Punaré, que também não durou muito. Vender livros no Piauí  não é fácil. O capítulo e curto, mas irônico, e termina com a poesia do saudoso poeta e latinista Claudio Ferreira Em tempo. Antonio José deixou  de falar que foi um dos fundadores do jornal Chapada do Corisco. Um jornal nanico.

O livro constitui se  ao todo de   quinze capítulos num leque bom de  ventilar a memória. Alguns personagens do livro tiveram capítulos especiais. Capitulo doze. Dom Avelar: A difícil busca da virtude. Ribamar Lopes  Um militante decente. Capitulo treze, Mas, em resumo, o livro do Antonio José  fala  da ditadura no Piauí: repressão e resistência, E um recado para as novas gerações.

(Geraldo Borges)

Tuesday, September 30, 2014

Tratado de Comércio de Armas recebe última ratificação necessária e entrará em vigor em 2015


26 de Setembro de 2014 · Destaque
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A escultura “Não Violência

A escultura “Não Violência”, do escultor Karl Fredrik Reutersward, localizada na parte exterior da sede da ONU em Nova York. Foto: ONU
Menos de dois anos após aprovação pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o Tratado de Comércio de Armas recebeu as 50 ratificações necessárias para garantir sua entrada em vigor. A informação foi divulgada pelo organismo mundial nesta quinta-feira (25).
O Tratado estabelece, pela primeira vez, normas globais para a transferência de armas e os esforços para prevenir o seu desvio. Entre outras disposições, o acordo inclui a proibição da transferência de armas que seriam usadas em crimes de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Aprovada pela Assembleia em abril de 2013, o tratado entrará em vigor em 90 dias após a data do depósito do 50 º instrumento de ratificação, que ocorrerá em 24 de dezembro de 2014.
“Hoje podemos olhar para frente com satisfação por esta data história de entrada em vigor deste novo tratado. Agora temos de trabalhar para a sua implementação eficiente e buscar sua universalização para que a regulamentação de armamentos – como expressado na Carta das Nações Unidas – possa se tornar uma realidade de uma vez por todas”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon
O chefe da ONU afirmou que assim como ocorre com outras commodities, o comércio de armas internacionais deve cumprir normas vigorosas, acordadas internacionalmente e garantir a responsabilização daqueles envolvidos em suas transações.
Lembrando vários incidentes contemporâneos – como a derrubada de um avião civil na Ucrânia e o poder bélico de traficantes de droga frente aos polícias em várias partes do mundo- , Ban citou uma lista de problemas relacionados â falta de controle neste setor. “Armamentos continuam a encontrar seu caminho em mãos irresponsáveis. Mediadores de armas sem escrúpulos desafiam os embargos de armas das Nações Unidas. Líderes cruéis utilizam seu arsenal no próprio povo. Depósitos de munições são mal guardados. Certificados de utilização final não são padronizados e podem ser facilmente falsificados. Piratas usam lançadores de granadas e metralhadoras contra navios mercantes”, disse Ban.

http://www.onu.org.br/tratado-de-comercio-de-armas-recebe-ultima-ratificacao-necessaria-e-entrara-em-vigor-em-2015/

Friday, September 05, 2014

Famoso andarilho do campus, Piauí é antigo morador da USP

PIAUÍ

Mariane Roccelo   03/09/2014
clique para ver a foto em tamanho real
Luiza Fernandes
Piauí
Pouco se sabe das razões que fizeram com que ele perdesse o senso da realidade. Após ser internado algumas vezes
 
Com os olhos semicerrados, na tentativa de driblar os problemas de visão, Herbert Williams Coutinho Melo, o Piauí, pesquisa, atentamente,  o site da NASA  (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) no computador da biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da USP. O tema em questão é corriqueiro nos assuntos do famoso transeunte, conhecido por discursar aos ventos sobre política, repressão, galáxias e satélites.
Há quase 30 anos na USP, ex-aluno de ciências sociais e ex morador do bloco F do CRUSP, o andarilho passa seus dias passeando pela universidade e conversando com quem estiver disposto a lhe dar atenção. “Nasci em Teresina (…) e fiquei conhecido como nordestino aqui na USP”, diz. Ao ser indagado sobre o que costuma fazer nos computadores das bibliotecas ele responde: “Eu aciono meus satélites inteligentes”.
Pouco se sabe das razões que fizeram com que ele perdesse o senso da realidade. Após ser internado algumas vezes a pedido da Universidade, Piauí se mostra irritado quando pergunto sobre as internações forçadas. Segundo o funcionário do sindicato dos trabalhadores da USP e amigo de Piauí, Marco Antonio Rodrigues, “Ele vive praticamente da ajuda da comunidade, dos estudantes”. Segundo Marco, Piauí leva uma vida tranquila e gosta muito de falar e ser ouvido, “A relação dele com o sindicato é muito próxima porque ele acaba fazendo a refeição comigo. Eu abro o sindicato às 7h da manhã e ele já esta aqui esperando o cafezinho.”.
Entre tantos assuntos e teorias mirabolantes, é possível perceber alguns momentos de lucidez. Em um desses momentos, pergunto sobre sua relação com os estudantes: “Eu gosto. Não tenho nada contra ninguém na USP. Sou o primeiro a evitar confusão no campus” diz. Apesar da aparente irritabilidade e das eventuais palavras agressivas, nunca houve problemas graves ou relatos de agressões por parte de Piauí. “Acho que justamente por ele não ter um senso de medida claro, ele, na interação com as pessoas, se torna inconveniente às vezes” fazendo com que as pessoas se retirem ou peçam para que ele saia, diz Marco.
Com mais de 60 anos de idade, Piauí se mostra incansável em suas caminhadas diárias. Sua presença é constante em algumas unidades dos cursos de humanas da USP, como a ECA e a FFLCH. Já morou no CRUSP oficialmente e não oficialmente, e também no Canil da ECA – espaço estudantil onde aconteciam shows – antes de sua demolição. Toma banho no SinTusp, no CEPE, e veste roupas doadas pela comunidade universitária. Piauí vive mais do que ninguém a vida na Universidade, sua presença constante o torna uma figura lendária e querida pela comunidade universitária.

http://www.jornalista292.com.br/noticia_detalhe.php?id=23522

 

LENA RIOS - EU SOU EU, NICURÍ É O DIABO

Lena Rios - Chapada do Corisco - Torquato Neto e Carlos Pinto

O Trovador, romance de Rodrigo Garcia Lopes


Thursday, September 04, 2014

4ª Bienal do B - Poesia e Literatura na Rua - Açougue T-Bone



A Bienal do B será encerrada na sexta-feira, 26 de setembro. O último dia também terá poesia, arte e música, em um espaço aberto ao público.
2ª Bienalzinha do B - 14h - 18h40
O público infantil vai contar com oficina de criação, declamação e performance das crianças e teatro de bonecos.
Exibição de curta-metragem - 18h40 - 19h
4ª Bienal do B (Abertura, Bate Papo sobre questões culturais, Performance Poética e Sarau Poético) - 19h - 21h
A Bienal do B irá contar com a tradicional abertura, marcada para as 19h e conduzida pelo nosso mestre de cerimônias, o mímico Miqueias Paz, e com participação do homenageado do dia e do patrono.
Depois, um bate papo sobre questões culturais relevantes terá início às 19h10.
Às 19h40, a performance poética será da artista Cristiane Sobral, com apresentação de teatro afro brasiliense.
A partir das 20h, começam as recitações de poemas autorais. Confira abaixo o time de poetas confirmados.
Apresentação musical - 21h
O gaúcho Renato Borghetti será o último músico a se apresentar na Bienal.

PROGRAMAÇÃO: 
24 a 26 de setembro de 2014




 

Tombamento de imóveis rurais no Piauí é homologado

Patrimônio

Prédios faziam parte de antigas Fazendas Nacionais e tiveram grande importância histórica na época do Brasil Colônia
por Portal Brasil publicado : 04/09/2014 09:37 
 
Estabelecimento Rural São Pedro de Alcântara, em Floriano (PI)Crédito/Divulgação
Estabelecimento Rural São Pedro de Alcântara, em Floriano (PI)


O Ministério da Cultura homologa o tombamento de dois estabelecimentos da Fazenda Nacional do Piauí: a Fábrica de Manteiga e Queijo, situada na Rua Dirceu Arco Verde, nº 101, no Município de Campinas do Piauí, e o Estabelecimento Rural São Pedro de Alcântara, situado na avenida Esmaragdo de Freitas, s/nº, Centro, no Município de Floriano, ambos no estado.
A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU), desta quinta-feira (4), levou em consideração a manifestação favorável do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. A portaria entrou em vigor com a publicação.

A história
O Estabelecimento Rural São Pedro de Alcântara e a Fábrica de Laticínios pertenciam às antigas Fazendas Nacionais do Piauí que, originalmente eram grandes extensões de terras doadas aos primeiros desbravadores, no Brasil Colônia.
Mais tarde, passaram a pertencer à Companhia de Jesus e, quando foram expulsos, em 1759, as terras foram incorporadas à Coroa Portuguesa e, em seguida, ao Império. Com a República, as Fazendas Nacionais ficaram em poder da União, que arrendou ou vendeu parte das terras que originaram vários municípios no atual Estado do Piauí.
A Fábrica de Laticínios, em Campinas do Piauí, e o Estabelecimento Rural São Pedro de Alcântara, em Floriano, são importantes testemunhos da ocupação do interior do Brasil durante os séculos XVIII e XIX.
O tombamento pelo Iphan está relacionado com o processo de ocupação decorrente da utilização das Fazendas Nacionais a partir de projetos de aproveitamento da mão de obra remanescente da escravidão.
O valor arquitetônico das duas edificações também merece destaque. São exemplos emblemáticos do patrimônio edificado no Brasil entre o final do século XIX e começo do XX, tanto da arquitetura tradicional piauiense, que se utiliza de materiais e técnicas locais, quanto da arquitetura industrial implantada no interior do País em pleno século XIX.

Fonte:
Portal Brasil, com informações da Imprensa Nacional

Como as mudanças climáticas mudarão nossas vidas em 2050?

Lucia V. Sander na ANE


"AFRONOITE", com o grupo Som Afro Brasil


















Quinta, 4/09/2014:
"AFRONOITE" Noite maravilhosa, de muito sambas de roda, Partido Alto,
afoxés e outros ritmos afrobrasileiros! 

Com o grupo 
Som Afro Brasil
Ana Soares e Thaís Fread (voz), Leandro Morais (violão e voz), Pedro Molusco (cavaquinho)
e Jorge Macarrão e Reinaldo Braz (percussão).


*Local: Feitiço Mineiro, Bar e Restaurante. CLN 306, bloco B - Asa Norte -
Brasília DF

*Data e hora: quinta, 04/09/2014, às 21:30 h. 
Reservas e informações: 61- 32723032
*Espetáculo não recomendado para menores de 10 anos.*

Foto de Célia Curto.