Monday, March 23, 2015

ENCONTRO DAS SANFONAS BRASIL-PORTUGAL


ENCONTRO DAS SANFONAS BRASIL-PORTUGAL, dia 27/03, sexta feira, 21:30 h., no Nosso Mar Restaurante.

A música brasileira popular e regional, a música portuguesa tradicional e o melhor da música internacional neste encontro imperdível.
Com o acordeon do português SÉRGIO RODRIGUES e o do nordestino SIVUQUINHA, acompanhados pela percussão de JORGE MACARRÃO.
Na próxima sexta feira, dia 27/03, às 21:30 horas.

NOSSO MAR: CLN 115, bloco B - Asa Norte BSB/DF – 
Reservas e informações: 33496556  -  
Couvert artístico: R$ 15,00.
Espetáculo recomendado para todas as idades.

Monday, March 16, 2015

Coletivo de Poetas homenageia Thiago de Mello


            Há mais de dois anos sem promover saraus, o Coletivo de Poetas está de volta. Dia 20 de março o grupo homenageia o poeta, tradutor e ensaísta Thiago de Mello, no Empório Mineiro (CLN 104).

O poeta amazonense será tema de minipalestra sobre sua vida e sua obra e rodas de leituras de sua poesia. Poetas convidados: Alceu Brito Côrrea, Carla Andrade, José Edson dos Santos e Menezes y Morais. Músico convidado: Nonato Veras.


QUEM SÃO

ALCEU BRITO CÔRREA, engenheiro elétrico e poeta belorizontino. Publicou Epiciclo e Ekinox, de poesia. É coautor de Fincapé, com o Coletivo de Poetas, entre outras coletâneas. Colaborou com diversas antologias de contos e poesia, no Brasil, Portugal e na Itália. Alceu fará minipalestra sobre a vida e a obra de Thiago de Mello.

 
CARLA ANDRADE Bonifácio Gomes é mineira de Belo Horizonte. Atua como jornalista e poeta. Publicou Conjugação de Pingos de Chuva e Artesanato de Perguntas, ambos de poesia. É coautora da coletânea de poemas Fincapé, do Coletivo de Poetas.

JOSÉ EDSON DOS SANTOS: arte-educador, poeta e contista macapaense. Publicou Bolero em Noite Cinza e Ampulheta de Aedo, ambos de poesia; Loucura pouca é bobagem (contos e esquetes). Entre as coletâneas poéticas, Latitude Zero e Fincapé; de contos, Todas as gerações – o conto brasiliense contemporâneo.
 
MENEZES y MORAIS, jornalista, professor, historiador, escritor. Livros: Diário da Terra & Cenas da Cidade Sitiada; A Balada do Ser e do Tempo, O Rock da Massa Falida, poesia, entre outros. Por Favor, Dirija-se a Outro Guichê (teatro); O Suicídio da Mãe Terra (contos) e A Íris do Olho da Noite (romance). Também fará minipalestra sobre Thiago de Mello.  

NONATO VÉRAS. Nasceu em Tutóia (MA). Músico e poeta. Participou do Liga Tripa, Músicas-à-tentativa e Udigrudi entre outros. É percussionista na Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional CS. Coautor de Fincapé, do Coletivo de Poetas. Gravou o CD Trakstykatum. Está fazendo um livro e um novo CD.

            THIAGO DE MELLO: nasceu a 31 Março de 1926 em Manaus (AM). É um dos mais influentes e respeitados no país, reconhecido como um ícone da literatura regional. Tem obras traduzidas para mais de trinta idiomas. Preso durante a ditadura (1964-85) exilou-se no Chile, encontrando em Pablo Neruda um amigo e colaborador. Um traduziu a obra do outro e Neruda escreveu ensaios sobre o amigo.

SERVIÇO
O quê: Sarau do Coletivo de Poetas.
Quando: 20/3/2015. Horas: das 18h30 às 22h.
Onde: Empório Mineiro: CLN 104 Bloco B Loja 32 – fone: 3340.2283.
Couvert artístico: R$ 5 (cinco reais).

Friday, March 13, 2015

Los conjurados (1985) - Jorge Luis Borges

Entre Amigos com Embaixador da Croácia, Dragon Stambuk

O Poeta e Embaixador DRAGO ŠTAMBUK


DRAGO ŠTAMBUK

Drago Stambuk nasceu em Selca, na ilha de Braë, Croácia, no dia 20 de setembro de 1950. Durante a infância, viveu e estudou em Split. Graduou-se em Medicina, com especialização em gastrenterologia e ênfase na área de hepatologia em Zagreb. A partir de 1983, dedicou-se à pesquisa científica e ao tratamento de doenças hepáticas e AIDS, em Londres. Em 1991, ingressou na carreira diplomática, representando seu país na Grã-Bretanhã. Depois, foi embaixador da Croácia na Índia e no Sri Lanka (1995 a 1998), no Egito e em diversos países árabes (1998 a 2000), no Japão e na Coreia do Sul (2005 a 2010). Desde 2011, é Embaixador para Brasil, Colômbia e Venezuela. É fellow da Universidade de Harvard, onde estudou e trabalhou como professor.
 
Paralelamente à medicina e à diplomacia, Stambuk desenvolveu uma intensa carreira como poeta, que o coloca entre os mais importantes autores contemporâneos de seu país. Em 1973, publicou seus primeiros poemas em "Vidik" e hoje tem mais de 40 obras - principalmente de poesia — publicadas em croata e traduzidas para diversos idiomas.
 
Stambuk é autor da polêmica antologia INSULAE/nova lírica croata (1981), com a qual abriu espaço para uma nova tendência neoplatônica na jovem poesia croata, que veio a ser conhecida como insularismo.
 
Em 1991, fundou o festival linguístico-poético Croatia rediviva, que ocorre anualmente em Selca, na ilha de Braë. A cada ano, um poeta recebe a coroa de ramos de oliveira, tornando-se poeta oliveatus, e tem seus versos gravados em placa de mármore e incluídos na Parede de poesia. Além disso, Stambuk compilou as antologias Coroa de Oliveira 1-4, nas quais foram publicados poemas dos coroados do festival.
 
Stambuk é membro da Sociedade Croata de Escritores e do PEN Club da Croácia, da Inglaterra e do Japão. Em 2010, estabeleceu no Japão o prêmio literário internacional Vladimir Devidé para melhor haikai em língua inglesa.
 
“Sobre as ondas,
sobre as cristas das ondas
cai a neve macia.
Ó, pardalzinho,
não deixe
o alpiste no prato.
Viajante eu sou
que, descalço,
ando apressado sobre o restolho.”

DRAGO ŠTAMBUK
 
Esta página, ainda em construção, foi criada para registrar e celebrar a presença do poeta DRAGO ŠTAMBUK no Brasil, na condição de embaixador da Croácia.
 
ŠTAMBUK, Drago.  Céu no poço. Tradução da língua croata Tomislav Correia-Deur / Milan Puh.   Porto Alegre, RS: ediPUCRS, 2014.  207 p.  14x21 cm.  ISBN 978-85-397-0422-4
 

Poet Drago Štambuk

Thursday, March 12, 2015

A Brasília do revolucionário paulista-candango Ennio Bernardo

Em comemoração ao aniversário de 50 anos da capital federal, a Câmara Legislativa vai expor 24 esculturas em mármore, granito e metal, do artista paulistano radicado em Brasília Ennio Bernardo. As obras realizadas, com matérias-primas vindas de Portugal e do Espírito Santo, estarão disponíveis à visitação do público entre 26 de março e 31 de maio no Espaço Cultural do Foyer do Plenário da CLDF.

Duas semanas antes da inauguração, no dia 12 de março, o Conselho Curador de Cultura da CLDF realiza o vernissage de pré-lançamento da exposição. O evento ocorre a partir das 20h, no Ernesto Cafés Especiais (115 Sul).

Segundo o curador da exposição, o paranaense Adriano Vasconcelos, a Brasília de Ennio Bernardo revela uma extraordinária contradição. "Se a Capital de todos os brasileiros brotou do solo árido do cerrado por meio das calejadas mãos candangas, para este solo ela retorna pelas mãos de Ennio. E na pedra, ele grava os revolucionários traços de Niemeyer e a ousadia de Kubitschek. Na rocha estão presentes a um só tempo, as utopias de Juscelino, Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira e a epopéia de tantas Marias e Josés, Raimundos e Severinos, que impregnaram, com seu suor e trabalho, no clima seco do Planalto Central, sua imensa humanidade, tão brasileira quanto as esculturas modernistas deste revolucionário paulista-candango".

Além das esculturas inspiradas em Brasília, o Arquivo Público do DF fará, no mesmo espaço cultural da CLDF, uma mostra conjunta de fotografias históricas da construção da cidade.
Coordenadoria de Comunicação Social 
 
 

Conversa com Waldir Araújo

Waldir Araújo: Narratives of Guinea-Bissau’s Troubled Identity

 

Guinea Bissau’s Waldir Araújo is a prolific writer whose talent took him to Portugal, where his writing career blossomed for several decades. But despite his bond to Portugal, and Lisbon in particular, Araújo’s narratives – poetry and short stories alike – are led by a Guinea-Bissauan voice, and tell tales of the troubled land’s history, social struggle and political identity. Paul Southern, Waldir Araújo’s translator, reveals the themes and concerns that navigate through the writer’s body of work.

Waldir Araújo
Waldir Araújo

Born in Guinea-Bissau in 1971, Waldir Araújo was awarded a scholarship to Portugal after winning a literary competition organised by the Portuguese Cultural Centre in Bissau City. He was fourteen. Following his success, he completed his secondary and university studies in Lisbon. In 1996 he became a journalist, then a member of the editorial staff of the cultural magazine Valor. In 2001, he joined the staff of RTP – África (Portuguese Radio and Television Service). Three years later, he was awarded a Literary Creation Scholarship by the Portuguese National Centre for Culture, enabling him to study the Rabelados community on Santiago Island, Cape Verde. In addition to many recognitions and publications that followed suit, his most recent work, published in collaboration with the Mozambican poet Mia Couto, the Angolan writer ‘Ondjaki’ – Ndalu de Almeida, and the Brazilian poet Paula Maia, was recently published in Portugal.

Waldir Araújo
Waldir Araújo

Short Stories


Waldir Araújo’s short stories transport the reader to scenes of everyday life in Guinea-Bissau, seen through the eyes of the narrator. The narratives are strongly connected geographically and psychologically to Guinea-Bissau, where Waldir invites the reader to visit his world, his very own version of the country. These short stories give a novel insight into the lives of the diverse peoples who constitute modern-day Guinea-Bissau, and serve to further interest in this often ignored, economically disadvantaged West African country.

In these stories, many of them interlaced with Creole, often dealing with the struggle to survive and prosper in a changing post-independence world, the reader meets fascinating Guinea-Bissauan characters – not a small number of them are powerful women.

In Admirable Rough Diamond (Admirável Diamante Bruto), a humorously ironic and entertaining story dealing with perceptions of reality, we meet an incorrigible confidence trickster and ex-junior Benfica footballer. Prior to leaving Guinea-Bissau, the handsome young man had re-invented himself as ‘Admirable Rough Diamond,’ perhaps in an effort to hide his lowly origins. We follow him as he effortlessly navigates and ‘cons’ his way through the smart lobbies of Lisbon’s international hotels. The footballer failed to make the grade with Benfica and fell on hard times but was supported by his cousin, the hard-working, building sub-contractor, Ansumane Sidibé. ‘Admirable,’ on arriving in Lisbon, had initially ignored his cousin, but knew that Ansumane would never turn his back on him; it would be ‘against the principles of solidarity that characterise African families.’ Thanks to his cousin, ‘Admirable’ is provided with a sinecure: the ex-footballer views it as a means of having the wherewithal to lead his ‘other life.’ Every evening he strolls into Lisbon’s best hotels and seats himself comfortably on a sofa to casually leaf through a number of prestigious foreign dailies. He is not disturbed by the hotel staff as they believe he is an ‘important personage.’ ‘Admirable’ has almost convinced himself that he really could be an executive, a political bigwig, African ambassador or even a diamond merchant. He gets to rub shoulders with Pedro V, the pretender to the Portuguese throne, Eusébio, the legendary Maputo-born footballer, sees Elton John and speaks to a much-admired Brazilian actress. One evening, dressed for ‘another world,’ he meets by pure chance (or could it be by pure connivance?), the influential French businesswoman, Monique Arnaud. A lucky, comic misunderstanding leads her to employ the handsome Guinean as her ‘escort,’ followed, eventually, by a glitzy wedding in Paris. But even now, when in Lisbon, ‘Admirable’ still gets a thrill out of visiting his former, trendy haunts.


In another short story, The Day of Self-Belief, we are transported to the mythical, mystical island of Etiokó in the Bijagós Archipelago where we find its queen, the formidable Domingas Odianga – the island has been ruled from time immemorial by a succession of powerful, sexually voracious, female monarchs. The story opens with Domingas’ rejected lover, Ernesto Nanqui, driven to attempt to commit a particularly gruesome and personal act of self-mutilation. The hitherto powerful fisherman becomes an outcast, shunned by fellow fishermen and Etiokó’s womenfolk. Domingas Odianga ‘insisted on punishment for the mate she saw as a traitor.’ However, Ernesto’s miserable existence is alleviated through his relationship with Nené Sankó, a young, childless and lovelorn woman who nevertheless fights his corner and welcomes him into her home. Thanks to Nené’s insistence and the intervention of an aged, blind soothsayer, Nácia Kabunqueré, Ernesto (now much sought-after by Domingas Odianga and other women on the island) recovers both pride and potency.

In No Reasons for Bitterness, the scene is the Glow-Worm Bar in Guinea-Bissau’s capital city where, amid constant power cuts, the headlights of enormous, sinister four-by-fours provide the only illumination. On the wall of a colonial era building destroyed by war is daubed in Creole, panha raiba ka tem – ‘no reason for bitterness.’ At a candle-illuminated table sits Dino Isaacs – ‘the most Guinean Jew I’ve ever met’, narrates the world-weary Gabriel Mendes. Gabriel’s character may be a nod to the author Waldir Araújo himself. Gabriel is attempting, with the aid of foreign cultural organisations, to produce a positive post-electoral documentary on the ‘realities of the new Guinea-Bissau.’ The question posed is whether his politically correct European backers will chance their Euro dollars on the odd pair Gabriel and Dino or opt for a tacky tourist film instead?

In Saved by Death we meet the much-feared and admired former liberation fighter Carlos Nhambréne, the king-pin of Bafatá region, known by the nickname ‘iron hand.’ Carlos had been badly injured by a Portuguese anti-personnel mine in 1969 while at the wheel of a military truck. While on a crowded toca-toca bus ride back to his hometown from Bissau City, where he had completed a livestock sale, he reads his own obituary in the newspaper. In a clear insight into human nature, the author tells us that Carlos took a certain satisfaction in reading the obituaries of others. That feeling is soured by anger as he attempts to fathom such an act. He was, in his own estimation, ‘one of the most feared men in the region.’ The narrator tells us that Nhambrené’s war injuries ‘saved his life,’ as the People’s Party declared him a ‘Fighter for the Nation’s Freedom’ and awarded him a lucrative, lifelong pension which set him up in business in Bafatá. While formulating revenge he attempts to fathom his enemy’s identity. The list is huge but one by one he discounts characters like the new, young, regional governor who is striving to bring fresh ideas, energy and development to the region. The narrator provides an insight into Guinea-Bissau life and politics as the young governor struggles against entrenched views and self-serving attitudes. Nhambrené’s personal life is clothed in secrecy – he is captivated by only one woman, a beautiful, intelligent and powerful businesswoman from the Mandinga clan, yet she shuns him after one night together. Religion now enters the narration; Samba Dabó is a boyhood friend now hated for having become successful; a Muslim businessman, he is beyond reproach and respected in the region. The protagonist unsuccessfully tries to elicit the help of an Islamic religious community leader and soothsayer in an attempt to frustrate Dabó’s business plans. Carlos Nhambrené’s cathartic, Scrooge-like experience leads him to reappraise the less noble side of his character.


Second Time Round opens in 1998 with a scene in which the young narrator describes his hometown as ‘the violated city, opaque and full of pain.’ The narrator returning to Bissau City is terrified by the scenes of violence and death and by a thunderous, bellicose voice from the regime’s radio station. The narrator describes his fear and anguish on confronting the realities of his country’s vicious civil war. In a moment of sheer panic he attempts to seek security in the recollection of childhood games and songs. Then he remembers his friend Saliu. The character of Saliu is a metaphor for his country – a man blinded in the ‘real war.’ That is, in the thirteen-year-long war against the Portuguese ending with Guinea-Bissau’s independence in 1974. Brave, proud Saliu is now reduced to begging in the streets. While searching for Saliu, the narrator asks himself: ‘How could a blind man escape from this chaos…?’ But then, amazingly, he catches sight of Saliu frantically marshalling a group of panic stricken townspeople: ‘A blind man was commanding a mob fleeing from a senseless war.’ Later Saliu and the narrator arrange to meet but the war and chaos take their toll and the narrator reluctantly makes for the harbour where he joins ‘people boarding an overloaded fishing boat.’ These fearful people are intent on making an ‘escape towards uncertainty.’ As the boat pulls away from the harbour the narrator sees Saliu armed to the teeth and almost surrounded by hostile government soldiers. The old liberation fighter calls out: ‘Nobody’s going to hurt me anymore. The first time they took away my sight, this time…’

Online Poetry


In the powerfully dramatic poem Murmurs, Waldir Araújo writes of his feelings surrounding the infamous Pidjiguiti Massacre which took place among the mildewed docks and warehouses in Bissau, the capital of colonial Portuguese Guinea. On 3 August 1959, paramilitary police confronted striking Guinean dockworkers protesting against chronically low wages; the protesters were armed only with oars and sticks. Murmurs is a deeply mystical, poetic homage to the many victims of Pidjiguiti whose actions, Araújo believes, initiated the long struggle against colonial Portugal.

In Africa he exorcises, through the medium of his verse, a poetic lamentation on the pain of a continent which, he believes, others would condemn to a state of everlasting poverty.

But none can justify
All this misery, pain and folly.

It is a fate he contrasts with its immense human and natural wealth, while at the same time alluding to the impact of centuries-long exploitation.

Many are the riches you conceal
Deep within your mysterious soul
Greed of Kings, Nobles and Counts.

The poem concludes in a deeply pessimistic tone:

families from your African home
…abandoning you…
In search of a strange safe haven.

In Dawning, the poet relates that his birth and early years were lived in the final, chaotic days of colonialism: ‘I blossomed on the eve of the canticle of freedom.’ He writes of growing up ‘enmeshed in the echoes of an epic’ referring to the epic liberation struggle initiated by Amílcar Cabral. The poet speaks of being freed from that ‘epic’ and of witnessing the end of colonialism in his country; hence, ‘I chanted the canticles in praise of the death of the centipede.’ The ‘centipede’ in a figurative sense is representative of colonial Portugal, which then also held sway over Angola and Mozambique. The poet writes movingly of his feelings of post-colonial disillusionment after the euphoria of liberation, and of the way that its leaders took the country toward a web of corruption and a cycle of constant instability. Yet, in spite of his disillusionment, he feels that his country may yet be ‘on the threshold of a dream.’

By Paul Southern
Paul Southern has translated many of Waldir Araújo’s works into English.

http://theculturetrip.com/africa/guinea-bissau/articles/waldir-ara-jo-narratives-of-guinea-bissau-s-troubled-identity/
 

Revista `Polón` quer ajudar a promover "uma Guiné Bissau capaz e que faz"

 

Jornalista guineense Waldir Araújo, redator da RDP África, quer destacar o que de positivo acontece no país "nesta nova fase", numa revista trimestral lançada em toda a diáspora

 
 
O jornalista Waldir Araújo lançou esta sexta-feira em Bissau a revista Polón, um projeto que pretende ajudar a promover a "Guiné que faz" através de uma aposta na atualidade cultural, económica, política e da sociedade em geral.
 
A revista será trimestral, com mais de 60 páginas, editada em Portugal mas distribuída também na Guiné-Bissau, França, Espanha e futuramente em Angola e em todos os países de concentração da diáspora guineense. Dando cobertura a atualidade junto da comunidade guineense radicada no estrangeiro, a Polon pretende, acima de tudo, informar sobre o que se passa na Guiné-Bissau "na nova etapa" que o país vive. "Nos últimos tempos tem saído muita notícia menos positiva sobre o país. É nosso propósito, sem escamotear ou ocultar a realidade dos factos, mostrar a outra face das coisas, uma Guiné empreendedora, de gente que faz e faz bem. Gente que pode estar ao lado dos que fazem noutras partes do mundo", disse o editor da revista Polon.

Para já, a revista estará nas bancas de três em três meses mas no futuro essa periodicidade poderá ser encurtada, defendeu Waldir Araújo, anunciando 2500 exemplares para primeira edição. Neste primeiro número, a Polón destaca as potencialidades turísticas da Guiné-Bissau, com um extenso artigo. O Turismo será, aliás, um setor que vai merecer uma particular neste novo projeto. "Vamos concentrar-nos muito no Turismo, porque percebemos que as novas autoridades querem vender o nosso setor turístico", disse Waldir Araújo, que pretende colocar em prática a "larga experiência" adquirida na extinta revista Valor. 
 
Sobre o nome da revista, Waldir Araújo frisou ser uma homenagem "à imponente árvore" africana. "Polón é uma alusão a uma árvore sagrada, mítica, imponente não só pelo seu porte mas também pelo lado sagrado que representa e merece um grande respeito no nosso imaginário coletivo", explicou Araújo, jornalista da RDP África.

 

Computação em Nuvem







 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ps: lindo poema do Paulo Tabatinga, recolhido da nuvem piauinauta do Edmar Oliveira.
http://www.piauinauta.blogspot.com.br/2015/03/o-futuro-deus-pertence.html








Pela não extinção da RA-Jardim Botânico


Wednesday, March 11, 2015

Poemação em Taguatinga


No dia 12 de março de 2015 o POEMAÇÃO em conjunto com Tróia Negra faz seu primeiro sarau na cidade de Taguatinga, com o propósito de divulgar e incentivar a poesia brasiliense o POEMAÇÃO contará com a presença de poetas de Brasília que dividirão o palco com artistas nas áreas de música e cênica. 

Participantes:
Marina Andrade compositora, cantora e intérprete da música brasileira em que a poesia e a boa harmonia são presentes. Compôs músicas sobre poemas de Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Augusto dos Anjos e Fernando Pessoa. No cd Versos Íntimos, Marina Andrade homenageia e exalta musicalmente a genialidade de Augusto dos Anjos, cuja modernidade dos versos, a ironia e a dramaticidade foram magistralmente transformadas em blues, pop e folk. Marina Andrade desenvolve ainda um delicado trabalho de composição sobre poemas de destacados poetas de Brasília como Jorge Amâncio, Gelly Fritta, Nicolas Behr e Menezes & Moraes dentre outros. 
O Poeta dos Ventos, Alen Guimarães, é jornalista, fotógrafo, assessor de imprensa e produtor cultural. Dois livros publicados, Frente e Versos e o Mosaico de Sonhos, livros de poemas e algumas canções. Um poeta que ama cantar seus poemas, um Poeta que ama a vida.
Cumpadi Ancelmo Borges de Moura, poeta-matuto e contador, de Oeiras, Piauí. Com a boa cepa nordestina representa com os verbos criados, crescidos e declamados dos poemas que cantam as sagas e os mistérios do povo nordestino, sertanejo e lutador. Declamador de mestres como Zé da Luz, Patativa do Assaré, Amazan dentre outros tantos do sertão nordestino.
Henrique Silva músico e compositor com um repertório que passeia pelos ritmos da MPB e composições afro-brasileiras. Rique Silva nos apresenta o seu mais recente trabalho “Mate-me agora ou me ame pra sempre” que penetra no universo poético de letras em guardanapos, em pedaços de papel, algumas cifradas outras datilografadas, muitas noites sem dormir e a paixão que teima em ser lembrada, querida e rejeitada, nas andanças de um poeta em “Batom d‘amor e morte”, de Jorge Amancio. 
Grupo de Teatro Elementos Pretos formado em 2014, nos traz uma proposta de reflexão e ação, sobre o genocídio sofrido pela população negra, num esquete com direção de Rafael Dos Santos Nunes e Dilmar Durães que também participam do texto em conjunto com Bruna Rosa. 

Serviço: 
POEMAÇÃO
Local: EMPÓRIO DAS BEBIDAS
QI 02 Lote 01 Loja 02 – SANDÚ NORTE
Dia: 12 DE MARÇO DE 2015 DAS 19:00 AS 23:00

Música Eletroacústica e Chorinho - SPECULUM BRASILIS 1 - Jorge Antunes e Hamilton de Holanda