Friday, July 03, 2015

A poesia libertária de Conceição Lima


Vocês conhecem a poesia de Conceição Lima?  Ela é uma poeta (poetisa deprecia, segundo meu professor) de São Tomé e Príncipe, África.
A título de informação: a África tem cinco países que têm como língua oficial a portuguesa. São Tomé e Príncipe é um deles. Os outros são: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.

Conceição Lima nasceu em 1961, é natural da ilha São Tomé, onde estudou a escola primária e secundária. Depois obteve o diploma de jornalismo em Portugal. É também licenciada em Estudos Afro-Portugueses e Brasileiros pelo King's College londrino. Possui título de especialização em Governos e Políticas em África e de mestrado em Estudos Africanos, ambos pela School of Oriental and African Studies (SOAS) de Londres.  Atuou no rádio e na televisão de São Tomé. Atualmente reside em Londres, onde trabalha na BBC como produtora dos programas de Língua Portuguesa.

Conceição estreou com o livro "O útero da casa", coletânea de poemas (Lisboa: Editora Caminho, 2004). Dois anos depois publicou "A dolorosa raiz do micondó" (Editora Caminho).

o_utero_da_casa
A_dolorasa_raiz_do_micondó

A poesia de Conceição Lima se inscreve na temática de resgate do passado seu e, do seu povo, que foi marcado fundamente pela ação colonialista. Por isso, a escritora tem ânsia de contribuir para uma nova humanidade africana, sem esquecer jamais das raízes do seu povo e sem esquecer as gerações responsáveis pela independência de seu país, bem como de todas as ex-colônias africanas.


Mátria

Quero-me desperta
se ao útero retorno
para tactear a diurnal penumbra
das paredes
na pele dos dedos reviver a maciez
dos dias subterrâneos
os momentos idos
Creio nesta amplidão
de praia talvez ou de deserto
creio na insônia que verga
este teatro de sombras
E se me interrogo
é para te explicar
riacho de dor cascata de fúria
pois a chuva demora e o obô entristece
ao meio-dia
Não lastimo a morte dos imbondeiros
a Praça viúva de chilreios e risonhos dedos
Um degrau de basalto emerge do mar
e nas danças das trepadeiras reabito
o teu corpo
templo mátrio
meu castelo melancólico
de tábuas rijas e de prumos.
                   (LIMA, 2004, p. 17-18)


Conceição Lima coloca no eu lírico um sentimento pátrio que se revela por meio de metáforas, como, por exemplo: A África é a Casa, a Mátria, o templo sagrado, o castelo de tabuas rígidas. É, portanto, uma exaltação à sua terra.

Ainda em sua poesia, há um tom de reverência aos heróis de guerra, os mártires que se sacrificaram por uma África livre. Conceição também conclama aos seus irmãos africanos que não esqueçam seu passado e sua cultura.

Os heróis

Na raiz da praça
sob o mastro
ossos visíveis, severos, palpitam.
Pássaros em pânico derrubam trombetas
recuam em silêncio as estátuas
para paisagem longínquas.
Os mortos que morreram sem perguntas
regressam devagar de olhos abertos
indagando por sua asas crucificadas.
                                        (LIMA, 2004, p.23)

A poesia de Conceição Lima é considerada insubmissa, pois expressa repulsa ao colonialismo e o acusa de ser a raiz das misérias que assolam a África.

A poesia de Conceição Lima se inscreve junto àqueles que também produziram a chamada poesia combativa, uma poesia que prega os valores da negritude, como: Alda do Espírito Santo, Amílcar Cabral, Noêmia de Souza e outros mais. Todos que fizeram ou fazem de sua arte um grito contra o opressor.


Referências

PONTES, Roberto. Conceição Lima e a poesia na pós-independência em São Tomé.

Canal E entrevista: Conceição Lima: Poetisa representante de São Tomé e Princípe

Moçambique: o díficil equilíbrio entre gestão de recursos naturais e meio ambiente


Sociedade civil pede maior controlo das actividades extractivas.

Amancio Miguel
A extracção dos recursos naturais não deverá degradar o meio ambiente e as suas receitas deverão beneficiar a todos os moçambicanos. O apelo é da Plataforma da Sociedade Civil para os Recursos Minerais e Industria Extractiva, que reuniu esta semana em Maputo.
Recursos minerais vs meio ambiente - 2:40
A questão do ambiente é bastante sensível e não tem merecido a devida atenção, diz Fátima Mimbire, coordenadora de pesquisa para a indústria extractiva, no Centro de Integridade Pública.
“Muitas vezes, ficamos apenas preocupados com o reassentamento, onde vamos colocar as pessoas, mas esquecemos que o ambiente fica danificado e isso tem implicações na vida,” diz ela.
Outra preocupação levantada no encontro tem a ver com o facto de nas comunidades não existir muita consciência sobre os danos que podem ocorrer em resultado da extracção de recursos minerais.
E não só, afirma Mimbire: “Entre os parlamentares, o governo no geral e mesmo ao nível da sociedade civil o conhecimento não é generalizado.”

Para ultrapassar, ela sugere mais trabalho para educar as comunidades e outros interessados sobre as questões ambientais. Tal deverá realçar “a importância da participação activa de todos na prevenção e mitigação de problemas ambientais”.

A discussão sobre a protecção do meio ambiente faz parte da pressão das organizações da sociedade civil para que a indústria extractiva em Moçambique seja gerida com transparência de modo a beneficiar a todos.

“Nós queremos uma indústria que não só extrai e deteriore a vida das pessoas, mas que seja uma indústria que promove o desenvolvimento. Esperamos que o governo seja aberto,” diz  Mimbire.
Os organizadores do encontro elogiaram as instituições nacionais pelos avanços significativos na criação de condições para melhoria da governação do sector extractivo. Tais avanços incluem a validação do país como cumpridor da Iniciativa de Transparência da Indústria Extractiva, o início da publicação dos contratos do sector e aprovação de diversos instrumentos reguladores.

Mas referiram que ainda há desafios na implementação das leis, melhoria da monitoria e fiscalização do sector para garantir o cumprimento das obrigações por parte das empresas, tributação adequada, gestão das receitas e partilha de benefícios entre os moçambicanos.

Encontros similares terão lugar anualmente para promover o diálogo entre as onde as organizações da sociedade civil, Governo, o parlamento, o sector privado e outros sectores que participam na indústria extractiva.

http://www.voaportugues.com/content/mocambique-o-dificil-equilibro-entre-gestao-de-recursos-naturais-e-meio-ambiente/2847407.html
 

“A poesia é minha maior dependência”

É assim que define sua relação íntima com a literatura a escritora Dayse Kênya de Morais, que, após anos produzindo poemas, lança, amanhã, 1ª obra da carreira

Foto:RUBER COUTO
Rariana Pinheiro,Da editoria DMRevista

O Talhe. Este é o nome do primeiro livro de Dayse Kênya de Morais. É com ele que a experiente autora – mesmo após vencer mais de 30 prêmios de poesia – faz seu début na literatura goiana. E, nesta estreia, ela foi com tudo e mergulhou de vez em um mundo de verbos – impreterivelmente carregados de sentimentos. O resultado foram poemas densos, mas diretos, que serão oficialmente mostrados ao público amanhã, às 20h, no Espaço Sonhus, localizado na área anexa do Colégio Lyceu de Goiânia.

O lançamento vai se dividir em dois momentos e lugares do centro cultural. O primeiro se dará no Teatro do Espaço Sonhus, onde o ator Luciano Caldas irá apresentar uma performance teatral. Em seguida, o público será convidado a seguir para o Café Fornin, no mesmo local, onde irá acontecer a tradicional mesa de autógrafos.

A obra que Dayse Kênya vai mostrar hoje é a compilação de vários poemas, feitos ao longo de sua vida, mas que possuem um ponto em comum: a paixão pelos verbos. Logo, os oito capítulos do livro são nomeados por eles. “A obra é como uma peça dividida em atos. Abrindo com o verbo duvidar e passando pelas fases verbais existenciais e o desfecho no verbo morrer”, explica a poetiza.

A trajetória
Mas, mesmo sendo O Talhe a estreia no mundo das publicações, é possível, com facilidade, avistar uma longa intimidade com o mundo das palavras, não apenas na obra, mas também na história de Dayse, pois ela teve parte da vida dividida pela carreira publicitária, ilustração e, claro, pelos poemas.
No prefácio de O Talhe, feito por Carlos Brandão, se mostra ainda mais clara a relação desta artista com a poesia, lá no final dos anos 80. Com o grupo capitaneado pelo também poeta Pio Vargas, ela sempre podia ser vista “poetando”. “Este era um grupo não oficial (risos). Uma turma de amigos que se reunia, informalmente, pra beber, fazer poesia em guardanapo, sarais, coisas do gênero”, relembra Dayse.

E é também lembrando desta época que Brandão diz, nas orelhas de O Talhe, que a autora chega nesta obra “com o mesmo frescor poético daquela turma, a mesma sensibilidade, a mesma transgressão, alegria e dúvidas” daquela época.

Mesmo com tanta história para contar no mundo das letras – e carregada de prêmios de poesia – a autora, de fato, demorou a lançar uma obra para chamar de sua. E este certo atraso, ela atribui talvez a uma peculiaridade de todo poeta: “acho que demorei a lançar porque não pautei meu fazer poético nas questões práticas que uma publicação exige”, argumenta ela, que agora que começou não pretende parar: “Estou fazendo um romance autobiográfico, que vai se chamar Meu Querido Noitário”, revela ela sobre a próxima obra, ainda sem data de lançamento.

PREMIAÇÕES
1989
3º Lugar em poesia – I Feira Regional de Cultura e Artes de Montes Claros de Goiás
3º Lugar – I Concurso Arisco de poesia falada
1º Lugar– V concurso Wilson Cavalcante de Nogueira
3º lugar– I Concurso Picanha na Brasa de Poesia Falada
1990
1º Lugar– I Concurso Getúlio Vaz de Poesia– Inhumas-GO
Melhor Intérprete– I Concurso Getúlio Vaz de Poesia– Inhumas-GO
Destaque de Inhumas– I Concurso de Getúlio Vaz de Poesia
Melhor texto– Concurso de poesia falada Corujão
3º Lugar– Concurso de Poesia Falada Corujão
3º Lugar– Concurso Charlie Chaplin de Poesia Falada
2º Lugar em Poesia– III FAMA– Monte Alegre de Goiás
2º Lugar em Poesia – IV FAMA– Monte Alegre de Goiás
1992
3º Lugar– Concurso de poesia falada Pio Vargas


1993
1 Lugar– Concurso de Poesia Falada – Casa de Cultura João Bênio
2º Lugar– I Concurso de Poesia Falada– Casa de Cultura João Bênio
Melhor Texto– I Concurso de Poesia Falada– Casa de cultura João Bênio
Participação na Antologia de Concurso Nacional Gilberto Mendonça Teles de Poesia
1º Lugar em Poesia– I Festival Juriti
1994
2º Lugar em poesia– I Concurso de Poesia Falada Jota´s Restaurante Bar
2004
1º Lugar em Poesia– I Concurso Kelps de Poesia Falada
Melhor interpretação– I Cncurso Kelps de Poesia Falada
2005
2° Lugar no Concurso Novos talentos da Fundação Jaime Câmara

TALHE VERBAL

O verbo me talha
fazendo de minha carne território pra sua navalha.

O verbo me bica
(Prometeu atormentado com o frescor renovado de sua ferida).

Me sangra as entranhas
– órgãos em sacrifício –
lacerante ímpeto de amor;

– golpe bruto em minha matéria abrupta –
com afinco me finca
seu monumento à dor.

O verbo
pra brincar de lavrador.
se apropria de meus quintais
O verbo é um trator. Sem nenhum pudor.

Patrola descontrolada vincando estradas
no sem rumo de meu seja lá o que for.

Cadê o silêncio que tava aqui?
O verbo matou.
Verbolor.

Detalhe gráfico e metonímico na capa do livro chama a atenção para o modelo criativo e autêntico da autora Dayse Kênya
Detalhe gráfico e metonímico na capa do livro chama a atenção para o modelo criativo e autêntico da autora Dayse Kênya

Entrevista com a poetisa

DMRevista – Pode nos explicar como decidiu partir de viagem para este mundo de verbos de O Talhe?
Dayse Kênya – Como o livro é um apanhado de várias fases (meus poemas de origem eram longos e narrativos. Atualmente são bem mais concisos, tendendo para a rima e musicalidade. Com forte apelo visual), foi uma forma de dar unidade ao livro. Como uma peça dividida em atos. Abrindo com o verbo duvidar, e passando pelas fases verbais existenciais. Com seu desfecho no verbo morrer.

DMRevista – São estes oito verbos que te inspiram a criar?
Dayse Kênya – Posso dizer que não busco inspiração (entendendo isso como um exercício para escrever). Não tenho esse pragmatismo. Vejo as pessoas fazendo ‘exercícios’ para desenvolver a criatividade. Faz-me rir! Escrever é uma forma de estar viva. E vivenciando as etapas dessa peça, onde somos autores, atores e plateia de nós mesmos.

DMRevista – Em um de seus poemas você diz: “Mal vejo uma folha e pá.. piro!” Podemos dizer que escrever é sua maior loucura?
Dayse Kênya – É. É minha maior dependência. Termino o livro com a frase “…que a poesia seja meu maior apego!” Depois que eu conseguir, no curso natural das coisas, me desfazer de todos os outros! (risos).
DMRevista – Você começou a criar poemas na década de 80, no grupo capitaneado por Pio Vargas? Pode nos contar um pouco sobre como era fazer poesia nesta época?
Dayse Kênya – Na verdade, eu não comecei a escrever porque era da “turma do Pio”. Eu era da turma do Pio porque escrevia. E na época, talvez minha grande influência no escrever tenha vindo do poeta Ubirajara Galli. O Pio teve muita influência, sim, comportamental. Ele era contagiante. O que se poderia chamar de poeta 24h. Sem pose. Sem atitudes de conveniência. Ele respirava poesia em todos os seus atos. Inclusive, eu abro o livro com uma citação do Leminski, que aprendi com ele. Ele vivia repetindo: “Vai vir o dia, quando tudo que eu diga, seja poesia!”.

DMRevista – Além de Pio Vargas e Ubirajara Galli, quais são suas maiores influências na poesia?
Dayse Kênya – Talvez minhas maiores influências estejam na produção dos filósofos. Pois na minha juventude cursei Filosofia, e nunca mais abandonei o hábito da leitura dos filósofos. Sobretudo, Nietzche, Foucaut, Sartre, Sêneca.

DMRevista – Qual é o papel da poesia para você?
Dayse Kênya – É não ter papel. Baudelaire diz que a beleza da poesia está em ser completamente inútil!

Das Duas, Duas
(vem isso e aquilo)

Se é pra falar de poesia
faço sessão extraordinária;
reconvoco minha fome vária
Transformo a letra precária em pura elegia.
Se é pra manchar a brancura do caderno
roubo tinteiros no inferno;
Cometo algazarras bizarras
Na sacrossanta extensão de meu império.
Se é pra falar da alegria do preto do branco
meu semblante é sério.

Vem, poesia!
não faz cerimônia na antessala da agonia.
Vem pichar o muro de minha fortaleza vazia.

Vem isso:
Sem anestesia nem artifício.
Faz de lamber meu fígado nu
Seu grande fetiche – o ofício.

Vem Allan Poe põe tempero!
Põe uma montanha-russa no parque
do meu desespero.

http://www.dm.com.br/revista/2015/07/a-poesia-e-minha-maior-dependencia.html

Wednesday, June 24, 2015

Augusto de Campos recebe prêmio de poesia ‘Pablo Neruda’


Aos 84 anos, o poeta, tradutor, escritor e crítico musical é considerado um dos maiores artistas brasileiros

Foto: Luiza Sigulem
Foto: Luiza Sigulem

O poeta brasileiro Augusto de Campos recebeu, nesta terça-feira (23), o Prêmio Ibero-Americano de Poesia Pablo Neruda 2015, informou o Conselho Nacional de Cultura e Artes do Chile. Pela sua conta no Twitter, o titular da pasta, Ernesto Ottone, fez o anúncio e parabenizou Augusto pela conquista.
Aos 84 anos, o poeta, tradutor, escritor e crítico musical é considerado um dos maiores artistas brasileiros. Ao lado de seu irmão, Haroldo, e de Décio Pignini, ele fundou o movimento conhecido como “Poesia Concreta” – uma produção de vanguarda que mistura a experiência do texto com a apresentação visual das palavras.
Em 1951, Campos publicou sua primeira obra Rei Menos o Reino, ainda quando estudava Direito em São Paulo. Na sequência, lançou ainda Poetamenos (1953), o Pop-cretos (1964), Poemóbiles (1974) e Caixa Preta (1975).. O Prêmio Ibero-Americano é entregue para os artistas de acordo com sua trajetória no mundo da poesia. Já foram vencedores de edições anteriores a cubana Reina María Rodríguez (2014), o chileno Óscar Hahn (2011) e o mexicano José Emilio Pacheco (2004).

Leia mais:
Oversoverbivocovisual – Entrevista com Augusto de Campos

Palestra de Anderson Braga Horta em homenagem ao centenário de Domingos Carvalho da Silva


Wednesday, June 10, 2015

Coletivo de Poetas vai homenagear o poeta e compositor Paulo Tovar


por Divulgação
No sarau desta sexta-feira, 12 de junho de 2015, o Coletivo de Poetas vai homenagear o poeta e compositor Paulo Tovar. O músico convidado é o cantor e compositor Paulo Djorge, parceiro de Paulo Tovar. Haverá rodas de leituras de poemas de Tovar, pelo Coletivo de Poetas, e minipalestra sobre Tovar por Rosana Hummel.
Os poetas também recitarão poemas líricos, para celebrar o Dia dos Namorados. O sarau será realizado no Empório Mineiro (CLN 104), no horário das 18h30 às 22h30. Alceu Brito Corrêa; Jorge Amâncio; Geraldo Oliveira; Siddha Abraxas, e Menezes y Morais são os poetas convidados.   
PAULO TOVAR
Paulo Tovar, poeta, compositor, foi um dos pioneiros do reggae rural no Brasil e um dos produtores e ativistas da Geração Mimeógrafo em Brasília (DF). Tovar nasceu em Catalão (GO) em 11 de junho de 1955. Chegou a Brasília em 1969.  
Tovar foi um dos inspiradores do Concerto Cabeças, movimentos culturais histórico no DF. Gravou três discos: After Reggae (em parceira com Renato Matos Matos); Tatudróide e H²Olhos. Estava pensando o quarto. Tovar foi parceiro de Itamar Assumpção (Espírito que canta).
Publicou os livros: A Feira e Tiro ao Alvo, entre outros. Criou os selos Sem Mim (com Sóter) e Numas de ler. A canção O voo da juriti, com Aldo Justo, dá nome ao CD póstumo, produzido pela irmã, Rosana Hummel.
O cantor e compositor Paulo Djorge, parceiro de Paulo Tovar (canção Tudo Acaba), e um dos que assinam a direção musical do CD H²Olhos, com Daniel Baker, Toronto e Tovar.
JURITI
Rosana Hummel, irmã do Tovar, fará minipalestra sobre Tovar e porá à venda o seu último CD, Juriti, que foi lançado na sala Martins Pena do Teatro Nacional, no dia 14 de setembro de 2013, com a participação de amigos que fizeram homenagem póstuma ao Paulo Tovar.
São eles: Gerson Deveras, Camila Hummel, Nonato Veras, Aldo Justo, Paulo D’jorge, Célia Porto, Ana Paula, Paraibola, Haroldinho Mattos, Áurea Lu, Sérgio Duboc, Renato Matos, Eduardo Rangel e o Grupo Liga Tripa.                  
SERVIÇO
Coletivo de Poetas homenageia Paulo Tovar.
Local: Empório Mineiro, CLN 104, Bloco B, Loja 32.
Dia 12 de junho, das 18h30 às 20h30.
Couvert artístico: R$ 5 (cinco reais).
 

Tuesday, June 09, 2015

Dia Nacional da Poesia

Arte
Jordânia Gama jordania.gama@portalamazonia.com
Atualizado em 08/06/2015 07:39:36

Poetas amazonenses falam sobre a sanção do Dia Nacional da Poesia

Sancionada nesta sexta-feira (5), a lei homenageia Drummond no dia do seu nascimento

MANAUS - Dia Nacional da Poesia será comemorado no dia 31 de outubro. A nova Lei 13.131/2015 que determina a data foi sancionada, nesta semana, pela presidente Dilma Roussef. O dia escolhido marca o nascimento, em 1902, de um dos mais influentes poetas da literatura brasileira, Carlos Drummond de Andrade.


Foto:Divulgação

A individualidade e a timidez são características de Drummond, seu comportamento como escritor e suas obras continuam a influenciar poetas e práticas de ensino e aprendizagem da poesia, o que seduz novos leitores a cada dia. Alvo de admiração, o autor teve sua obra celebrada por milhões de admiradores. Morreu aos 85 anos de idade, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas.  Carlos Drummond de Andrade foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo. Suas publicações, crônicas, poesias e diversos livros em prosa atraem milhões de admiradores e seguidores até os dias atuais.

Celebração

O Portal Amazônia ouviu alguns escritores e poetas amazonenses, renomados e da nova geração, que falaram sobre a conquista da celebração oficial do Dia Nacional da Poesia. O poeta e crítico literário, Tenório Telles, afirma estar feliz com a sanção da data comemorativa. Para ele, celebrar a poesia é um ato em defesa da civilização.

Uma sociedade que não reconhece seus poetas, é uma sociedade sem coração e sem alma. A sanção da data é um gesto de reconhecimento e uma grande homenagem à Drummond. É uma atitude de valorização da palavra, da criação e do gênio nacional que foi Carlos Drummond de Andrade.

O reconhecido poeta amazonense, Max Carphentier, também recebeu a notícia com muita alegria. Ele acredita que a data comemorativa fortalecerá vínculos da identidade da poesia brasileira, com as futuras gerações. Aos 70 anos de idade, Max teve a oportunidade de conhecer e se corresponder com Drummond de Andrade.

"Recebo com festa em meu coração a determinação do Dia Nacional da Poesia. Espero que a poesia ganhe cada vez mais força em nosso país. Vamos continuar lutando pela valorização da poesia”, declarou Max.

Carlos Almir recebeu com grande festa a notícia da data comemorativa. Ele acredita que ser poeta é uma profissão muito importante para o mundo, e que a data deve ser exaltada.
"Assim como o médico ajudar curar o corpo humano, o poeta ajuda a curar a alma das pessoas”, disse o poeta.


O poeta revelou que espera que a data comemorativa possa influenciar crianças, pais e familiares no hábito de ler e quem sabe até escrever poesias. "Quem lê poesia tem uma visão melhor da vida. A poesia ajuda a viver e alimenta a alma”, finalizou Carlos Almir.

Entre a nova geração de poetas amazonenses, foram entrevistadas as poetisas Laís Borges e Sálvia Haddad. Laís Borges tem 30 anos e pouco mais de 12 anos de carreira. Ela afirma que ama Carlos Drummond. A poetisa argumenta que a determinação do Dia da Poesia ser no dia 31 de outubro, pode ser ofuscada por outras datas comemorativas, como o halloween. "A data poderia ser escolhida de forma neutra, porque a arte da poesia anda com o tempo e sua história. Castro Alves também foi importante e fez história no seu tempo, assim como Drummond”, disse.
Já a poetisa Sálvia Haddad sentiu-se muito surpresa com a decisão, mas feliz. Ela inclusive fez uma homenagem a Castro Alves, no dia 14 março, que informalmente era comemorado o Dia da Poesia. “ A formalidade e o reajuste da data só veio para fortalecer. O importante é ter um dia para festejar a poesia e ressaltar os poetas”, declarou Sálvia.


ANE promove palestra sobre Olavo Bilac


CABELO DE MILHO - Paulinho Tapajós e Sivuca

Monday, June 08, 2015

Palestra sobre Olavo Bilac, por José Jeronymo Rivera


Programação do 18º Seminário Língua Viva - SALIPI 2015





Confirmados os nomes dos palestrantes que farão parte do  18º Seminário Língua Viva do SALIPI - Salão do Livro de Piauí. Os nomes pautados para o evento são: Tico Santa Cruz - RJ (cantor, compositor, articulista e escritor), Thalita Rebouças - RJ (escritora), Cineas Santos (poeta, cronista, intelectual, professor e advogado), Pedro Demo - DF (professor e PhD), Pe Bruno Lira - PE (escritor e educador), Frei Hermínio Bezerra - CE (estudioso da Língua Portuguesa) e Clodo Ferreira - DF (músico e escritor).
Palestras, oficinas, bate-papo literário e apresentações artísticas integram a programação do 18º Seminário Língua Viva, que acontece paralelo ao Salão do Livro do Piauí, no Cine Teatro da UFPI. O seminário consta de 70 horas/aula e é voltado para estudantes, escritores, jornalistas, professores e estudiosos de um modo geral.
As inscrições as palestras podem ser realizadas no site: www.salipi.com.br, e a taxa custa o mesmo valor do ano passado R$ 50,00. As credenciais serão entregues 1h antes da abertura do evento, ou seja dia 05/06 às 18h, no estande da Coordenação do SALIPI.
O SALIPI acontecerá entre os dias 05 e 14 de junho no Espaço Rosa dos Ventos da UFPI. Mesas-redondas, seminários, lançamento de obras literárias e outras atividades culturais farão parte do evento.
Confira a programação do 18º Seminário Língua Viva - SALIPI/2015.
DIA 05/06 - SEXTA-FEIRA
19h - CERIMÔNIA OFICIAL DE ABERTURA
APRESENTAÇÃO CULTURAL: CONGOS DE OEIRAS
DIA 06/06 - SÁBADO
9h - Mesa Redonda:
Tema: "Tanatologia e as Profissões"
Mediação: Prof.ª Ms. Patrícia Moreira
15h - Tanatologia: da Educação para Morte à Valorização à Vida (Oficina)
19h - Mesa Redonda
Tema: "Prevenção e Posvenção ao Suicídio"
DIA 07/06 - DOMINGO
9h - Grupo: "Trilhas dos Sobreviventes: enlutados por Suicídio"
15h - Mesa Redonda: Como falar de Morte para Criança, Adolescente e Idoso.
16h - Mesa Redonda: Comissão de Tanatologia do Conselho Regional de Psicologia - CRP-21.
19h - Como ajudar enlutados? (Oficina)
DIA 08/06 - SEGUNDA-FEIRA
9h - Meninos, eu vi: meio século de chapada.
Palestrante: Prof. Cineas Santos
15 às 16h30 - Literatura e outros sistemas semióticos.
Feliciano Filho (UESPI)
Diógenes Buenos Aires (UESPI)
Wanderson Lima (UESPI)
16h30 às 18h - Era digital e narrativa audiovisual: fazer cinema como uma (real) possibilidade de transdisciplinaridade.
Adriana Galvão (UFPI)
19h - "Todo Aquele Imenso Mar de Liberdade" - a biografia do Jornalista Carlos Castelo Branco
Palestrante: Jornalista Carlos Marchi (RJ).
DIA 09/06 - TERÇA-FEIRA
9h - A trajetória do historiador Monsenhor Chaves
Palestrante: Prof.ª Dr.ª Terezinha Queiroz
15h - A Cidade na Literatura, na música e nos quadrinhos João Kennedy.
Eugênio (UFPI)
Aurélio Melo (OST)
Francisco Alcides do Nascimento (UFPI)
Alfredo Werney Torres (UFPI)
Regianny Monte (UFPI)
Allan Edson da Costa Ribeiro (UFPI)
19h - Bate-papo com cantor, compositor, blogueiro, escritor e articulista Tico Santa Cruz (RJ).
DIA 10/06 - QUARTA-FEIRA
9h - Direito e literatura: a lucidez e a cegueira em José Saramago
Palestrante: Prof.ª Dr.ª Rosália Mourão
15h - Identidades e Diversidade Cultural.
Marleide Lins (Escritora)
Bárbara Melo (UESPI)
Ailma do Nascimento (UESPI)
Algemira Mendes (UESPI)
Reginaldo Miranda (APL)
Romeu Tavares (FUNAI-PI)
Síria Borges (ITM-Portugal)
19h - Palavras que mudaram de sentido
Palestrante: Frei Hermínio Bezerra (CE)
DIA 11/06 - QUINTA-FEIRA
8h - Literatura Surda
Palestrante: Prof. Luiz Cláudio Nóbrega
15h - Os desafios da Memória na Literatura, no Jornalismo, na Mídia e na História.
Prof.ª Dr.ª Ana Regina Rêgo (UFPI)
Prof.ª Dr.ª Márcia Edlene (UESPI)
Prof.ª Dr.ª Nilsângela Cardoso (UFPI-Picos)
Prof. Dr. Gustavo Said (UFPI)
19h - Encontro Cultural com o professor Ph.D. Pedro Demo (DF)
DIA 12/06 - SEXTA-FEIRA
9h - Aprendendo a ler e escrever de maneira ressignificada
Palestrante: Pe. Bruno Lira (PE)
15h - Memória Urbana.
Júlio Medeiros (Arquiteto e Músico)
Olavo Pereira (Arquiteto)
16h - Memória da MPB.
Clodo Ferreira (Músico e Professor da UNB)
19h Bate-Papo e Autógrafos com a escritora Thalita Rebouças (RJ)
DIA 13/06 - SÁBADO
9h:30min - Conversas espíritas em torno da saúde espiritual
Palestrante: Dr.ª Kátia Marabuko (Médica).
15h - Resgatando vidas: musicoterapia e qualidade de vida
Nydia Cabral
Karine Jericó
Simone Assunção
Olga Marques
Alcides Valeriano
Eliete Quixaba
Patrícia Moreira
19 - Os desafios da linguagem no século XXI
Palestrante: Prof. Luiz Romero (PI)
DIA 14/06 - DOMINGO
9h - (sem programação no auditório do Cine Teatro)
Informações do site do Salipi.

http://www.ufpi.br/noticia.php?id=29136http://www.ufpi.br/noticia.php?id=29136