Friday, July 31, 2015

Alturas de Macchu Picchu - Pablo Neruda




X

Piedra en la piedra, el hombre, dónde estuvo?
Aire en el aire, el hombre, dónde estuvo?
Tiempo en el tiempo, el hombre, dónde estuvo?
Fuiste también el pedacito roto
de hombre inconcluso, de águila vacía
que por las calles de hoy, que por las huellas,
que por las hojas del otoño muerto
va machacando el alma hasta la tumba?
La pobre mano, el pie, la pobre vida...
Los días de la luz deshilachada
en ti, como la lluvia
sobre las banderillas de la fiesta,
dieron pétalo a pétalo de su alimento oscuro
en la boca vacía?
 Hambre, coral del hombre,
hambre, planta secreta, raíz de los leñadores,
hambre, subió tu raya de arrecife
hasta estas altas torres desprendidas?

Yo te interrogo, sal de los caminos,
muéstrame la cuchara, déjame, arquitectura,
roer con un palito los estambres de piedra,
subir todos los escalones del aire hasta el vacío,
rascar la entraña hasta tocar el hombre.

Macchu Picchu, pusiste
piedra en la piedra, y en la base, harapos?
Carbón sobre carbón, y en el fondo la lágrima?
Fuego en el oro, y en él, temblando el rojo
goterón de la sangre?
Devuélveme el esclavo que enterraste!
Sacude de las tierras el pan duro
del miserable, muéstrame los vestidos
del siervo y su ventana.
Dime cómo durmió cuando vivía.
Dime si fue su sueño
ronco, entreabierto, como un hoyo negro
hecho por la fatiga sobre el muro.
El muro, el muro! Si sobre su sueño
gravitó cada piso de piedra, y si cayó bajo ella
como bajo una luna, con el sueño!
Antigua América, novia sumergida,
también tus dedos,
al salir de la selva hacia el alto vacío de los dioses,
bajo los estandartes nupciales de la luz y el decoro,
mezclándose al trueno de los tambores y de las lanzas,
también, también tus dedos,
los que la rosa abstracta y la línea del frío, los
que el pecho sangriento del nuevo cereal trasladaron
hasta la tela de materia radiante, hasta las duras cavidades,
también, también, América enterrada, guardaste en lo más bajo
en el amargo intestino, como un águila, el hambre?


Lee todo en: Alturas de Macchu Picchu - Poemas de Pablo Neruda http://www.poemas-del-alma.com/alturas-de-macchu.htm#ixzz3hTWKLQww

Wednesday, July 22, 2015

Sarau Oswald de Andrade - Coletivo de Poetas Brasília




O ESCRITOR MAIS INOVADOR DA LITERATURA BRASILEIRA É HOMENAGEADO EM BRASÍLIA
por Menezes y Morais
O Coletivo de Poetas homenageia Oswald de Andrade no sarau desta sexta-feira, 24 de julho, no Empório Mineiro (CLN 104). Marina Andrade, cantora e compositora, é a musicista convidada.
José Oswald Sousa Andrade. Este é o nome civil do poeta, dramaturgo, romancista, ensaísta Oswald de Andrade (1890-1950), que também exerceu o jornalismo e a polêmica.

A CABEÇA ESTÉTICA DO BRASIL
Nasceu em São Paulo, conheceu vários países, viveu intensamente. Filiou-se (e desfiliou-se, porque era contra a ditadura) ao Partido Comunista, ao lado da também ativista e escritora Patrícia Galvão, a Pagu, autora do romance Parque Industrial.
Juntos, Oswald e Pagu editaram o jornal O Homem do Povo. Quando casado com a pintora Tarsila do Amaral, Oswald criou o Movimento Antropofágico.
Oswald de Andrade foi um dos principais líderes da Semana de Arte Moderna, junto com Mário de Andrade. A Semana aconteceu em fevereiro de 1922, durante três dias, mas depois dela a cultura produzida no Brasil nunca mais foi a mesma.
 A Semana de Arte Moderna mudou a cabeça estética do Brasil.
Para homenagear Oswald de Andrade, o Coletivo de Poetas fará rodas de leituras de alguns dos poemas do autor de Poesia Pau-Brasil e minipalestra com debate sobre a vida e a obra do autor de Serafim Ponte Grande (romance); O Homem e o Cavalo;. e O Rei da Vela (teatro).
POETAS CONVIDADOS

Alceu Brito Corrêa; Nirton Venâncio; Menezes y Morais; Marina Andrade; e Sandra Fayad são os poetas convidados.
*Sandra é poeta, economista, escritora e ambientalista.
*Nirton Venâncio é poeta, professor e cineasta.
*Alceu Brito Corrêa é poeta e engenheiro elétrico, fará o lançamento nacional do livro novo, Fio de Organza, em setembro, no Rio de Janeiro.

*Menezes y Morais é jornalista, professor, escritor e historiador. Tem 12 livros publicados e um número maior de inéditos, incluindo novela, romance, teatro, poesia e ensaio histórico.  
*Marina Andrade lançou um CD com poemas que musicou de Augusto dos Anjos. Está preparando um disco novo, com poemas de poetas residentes no Distrito Federal.
No quadro Poesia na Roda, o público é convidado a ler ou recitar poemas ou dar informes culturais. Haverá sorteio de livros de autores residentes no DF.
SERVIÇO
Sarau Oswald de Andrade
Dia 24 de julho, das 19h às 22h30
Empório Mineiro (CLN104, Bloco B, Loja 32). Fones (61) 8116.6988 e 3340.2283.
Couver artístico: R$ 5 (cinco).

Mais Oswald de Andrade: 


VÍDEOS

Sérgio Abranches autografa o novo romance hoje em livraria de Brasília

Identidade, memória e história recente do país fazem parte da narrativa do escritor

Clarice é uma professora e escritora bem-sucedida que, prestes a completar 60 anos, recebe uma notícia inesperada: um câncer em estágio terminal que lhe dará apenas poucos meses de vida. É em torno da premissa de morte de Clarice que Sérgio Abranches constrói seu novo romance ficcional, Que mistério tem Clarice?, que será lançado, hoje, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, às 19h.

A morte, compartilhada com o leitor já no primeiro parágrafo do livro, serve de ponto de partida para a construção de uma história que fala, antes de tudo, da própria vida. Clarice, mãe de um casal de filhos adultos, tem um segredo anterior ao nascimento dos dois, e precisa decidir se deve compartilhá-lo com eles ou não.

“O desafio foi duplo, escrever uma história que interessasse o leitor, mesmo contando no primeiro parágrafo sobre a morte da personagem principal e o desafio narrativo de me colocar no lugar de uma mãe”, explica Abranches.

Através da história de vida de Clarice, o escritor e sociólogo se propôs a abordar questões como a memória, a identidade e a história recente do país; ao mesmo tempo, Abranches coloca em questão experiências pessoais dos personagens. “O livro tem um certo cosmopolistismo”, esclarece. “Eu queria escrever uma história sobre a ditadura, mas que fosse também contemporânea, tivesse um lado ambiental, político, falasse sobre coisas que me interessam, como viagens.”

Para construir uma narrativa concentrada na relação de uma mãe com os próprios filhos, o escritor precisou fazer não só um “exercício de observação”, mas se colocar no lugar de uma mãe diversas vezes para entender quais poderiam ser os sentimentos envolvidos nessa relação, especialmente perto do fim da vida, e com os mistérios de Clarice.

A alteridade, inclusive, é uma característica fundamental na obra que procura construir uma “celebração da vida”, como define Abranches. As perspectivas literárias e filosóficas se mostram presentes nos personagens. “É um livro sobre escolhas”, explica. Tendo enfrentado o medo de
escrever uma obra que pudesse ser considerada “deprimente”, o escritor se debruçou sobre o objetivo de escrever um livro que falasse sobre a morte, mas que fosse sobre a vida. “A história se constrói a partir da perspectiva de que o que importa é a qualidade da vida que a gente viveu”, reforça.

Depois de sofrer um rompimento de retina em uma viagem para a África do Sul – experiência que aparece no livro – e passar seis meses sem poder ler e nem escrever, Abranches percebeu que precisava escrever o romance que pretendia. Em três meses, a primeira versão estava pronta.

Que mistério tem Clarice?, inclusive, faz referência à música de Caetano Veloso, Clarice. “O nome nasceu a partir dela, a música faz parte da estrutura do livro e está presente em diversos momentos”, conta.

O lançamento em Brasília é muito especial: “Foi aqui que formei minha personalidade literária”, brinca. “É o lançamento mais afetivo, uma volta às origens”.


Que mistério tem Clarice?
De Sérgio Abranches, 310 páginas, Biblioteca Azul, R$44,90. Lançamento nesta quarta-feira, às 19h, na Livraria Cultura (Shopping Iguatemi).

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2015/07/22/interna_diversao_arte,491338/sergio-abranches-autografa-o-novo-romance-hoje-em-livraria-de-brasilia.shtml


I Encontro Cultural de Mestre d´Armas


Alexandre lobão lê "As Incríveis Memórias de Samael Duncan"


Carece de explicação - Dominguinhos & Clodo Ferreira

Monday, July 20, 2015

"A poesia tem um papel histórico"

Seg, 20/07/2015 às 07:32

Kátia Borges
O “Pena de Aço” João Carlos Teixeira Gomes está escrevendo uma autobiografia - Foto: Fernando Vivas | Ag. A TARDEFernando Vivas | Ag. A TARDE
  • O “Pena de Aço” João Carlos Teixeira Gomes está escrevendo uma autobiografia
O título será A brava travessia, e os primeiros parágrafos já começaram a ser escritos. Aos 79 anos, autor de relatos contundentes sobre a vida e a obra  de Camões, Gregório de Mattos e Glauber Rocha, João Carlos Teixeira Gomes pretende dedicar-se agora à sua autobiografia. E com urgência.  Mas não é só a idade que o inquieta. Há também um aneurisma, detectado há alguns meses, de que  fala  como se zombasse respeitosamente. "Pode estourar a qualquer momento", diz. A frase é acompanhada por uma de suas gargalhadas características, a quebrar no ouvinte qualquer vestígio de preocupação ou sisudez.   No espaçoso apartamento em que mora, na Pituba, o "Pena de Aço", essa  lenda do jornalismo e da literatura,  nos conduz ao seu memorial particular. Em todos os cômodos, estantes  e paredes estão  repletos de cartazes, quadros, CDs - "serão doados ao Neojibá" -, DVDs (muitos ainda embalados em plástico), livros e  souvenirs de diversos países. Ali, refaz as forças, pesquisa, pensa. Nesta entrevista, o homem que esteve à frente da renovação da linguagem jornalística baiana, nos anos 50, fala sobre seu livro mais recente,  O labirinto de Orfeu, no qual  volta à poesia.
Em seu novo livro, O labirinto de Orfeu, o senhor oferece ao leitor, a um só tempo, a fruição de 146 sonetos e vasto material reflexivo sobre o fazer poético. O que o leva à poesia em um universo tão violento e conturbado?
É justamente esta agonia do mundo. O materialismo grosseiro que domina o século exige de nós reflexão, sobre a poesia e sobre os caminhos que a humanidade deve seguir. Desde adolescente, e curiosamente, porque  não tinha irmãos e meus pais nunca se interessaram por livros, comecei a me dedicar à criação literária de modo geral. Mas o grande impulso nessa direção veio quando conheci Glauber Rocha no  Central. Ele teve um papel decisivo em minha vida e tenho imensa alegria em registrar isso. É verdade que antes eu já fazia  esboços poéticos. Mas foi só a partir das leituras feitas por ele, do estímulo dado por ele, que decidi me dedicar mais seriamente à literatura.
A poesia teve papel relevante desde sempre na vida e na história, mesmo na guerra e na política, temas aparentemente estranhos ao lirismo. Qual o papel da poesia na contemporaneidade?
É inegável a importância histórica da poesia. No ensaio introdutório de meu livro, após exaustiva pesquisa,  mostro como a vida humana está, desde a sua origem, impregnada de poesia. Mesmo nas sociedades primitivas, rudimentares, tribais, contrariando aquilo que se pensa sobre esta arte, que é refinada, afetada, apenas  para letrados, a poesia sempre fez parte do cotidiano. Na Alemanha, por exemplo, era usada para codificar as leis nas tribos, por ser mais fácil memorizar as leis em versos. Teve papel fundamental na guerra - durante a invasão da Normandia, os aliados antes avisaram aos franceses que iriam iniciar a operação com um poema de Paul Verlaine - e foi uma forma de resistência nos campos de concentração. No livro, cito um poeta polonês que promovia recitais de poesia no Gueto de Varsóvia, que foi a expressão máxima da crueldade nazista, e há poemas criados naquela época, registrados nas paredes  do Museu do Campo de  Auschwitz. Poesia é, sobretudo, resistência.
Em que medida ainda faz sentido falarmos em vanguardas?
As vanguardas sempre irão existir, porque a ânsia de renovação é inerente à natureza do homem. As vanguardas têm um papel importante, mas também podem levar ao extremo, que é o radicalismo e a negação do passado, por acreditar que é a partir dela que o processo literário se instala. Ora, o corpus literário é feito de tudo aquilo que se produziu, que se está produzindo e que se irá produzir, ele é uma caminhada no tempo. É o  retorno eterno da literatura, que volta aos seus temas, aos processos criativos, mas sempre busca, ao mesmo tempo, uma linguagem nova, a transformação das formas, a renovação,  isso se dá em todos os níveis da criação humana.
O senhor é também autor de livros teóricos, biografias e crônicas. Qual espaço a poesia ocupa hoje em sua vida?
Um grande espaço. Eu tenho quatro livros de poesia editados: O ciclo imaginário (Arpoador, 1975), O domador de gafanhotos (Fundação Cultural, 1976), A esfinge contemplada (Nova Fronteira, 1988) e este agora, O labirinto de Orfeu (Topbooks, 2015), que é, na realidade, um mistro de poesia e  ensaios. Tenho também um livro de contos, que considero extremamente importante dentro da minha obra literária e que se chama O telefone dos mortos (Nova Fronteira, 1997). Este livro foi elogiado pelo crítico  literário Wilson Martins (1921-2010), que se referiu aos meus contos como pequenas obras-primas em vários  jornais. E tenho ainda um livro de ensaios e crítica literária de cujo nome gosto bastante, A tempestade engarrafada (EGBA, 1995), no qual abordo, em um dos textos, a poesia da portuguesa Florbela Espanca e da argentina Alfonsina Storni, que escreviam com grande intensidade emocional. Eram  tempestuosas, mas, ao mesmo tempo, escreviam sonetos, que é uma forma fixa e que arruma a emoção, uma forma que  põe a emoção em um recipiente que reprime  o tumulto emocional.
O senhor é biógrafo de Glauber Rocha (Esse vulcão, Nova Fronteira, 1997). Como foi essa relação com o cineasta?
Ah, esse  livro sobre Glauber é um livro essencial, muito importante, porque, como disse desde o início, Glauber foi um querido, um  amigo, um irmão, e convivemos intensamente. A primeira viagem que ele fez para conhecer o Nordeste, para estudar o Nordeste, substância de seus filmes, foi comigo. Nós saímos de Salvador e fomos até Caruaru. Quer dizer, eu não fui, porque sofremos um grave acidente  na estrada, o ônibus ficou devastado, com muitos feridos hospitalizados, e acabei voltando do Recife, enquanto ele, que não se machucou, seguia sozinho. Mas estive presente em praticamente todos os momentos importantes da vida dele, inclusive os mais traumáticos. Esse é um livro insubstituível, porque ninguém  viveu a experiência glauberiana como eu.
Como vê hoje a expressão intelectual no Brasil e especialmente na Bahia?
A Bahia é uma terra rica em todos os níveis ainda hoje. Mas não há como falar sobre a expressão intelectual da Bahia sem citar Jorge Amado,  autor de uma obra maravilhosa, e Dorival Caymmi, que eternizou canções praieiras ainda hoje presentes nas festas populares. Lembro  de uma ocasião em Odessa, na Ucrânia, às cinco da tarde, quando comecei a ouvir uma música familiar. Era Caymmi. Um ensaio de  ginástica artística de jovens ucranianos, mais de 300, ao som da Suíte dos pescadores. Chorei de emoção.
O senhor esteve à frente da renovação da linguagem jornalística baiana. Como foi essa experiência?
Fizemos essa renovação com  Glauber Rocha, e ela foi feita basicamente para concorrer com A TARDE, que era então o único jornal de peso, além do Diário de Notícias, dos Diários Associados. Glauber levou para a redação do Jornal da Bahia, que começa em setembro de 1958,  os seus amigos da Geração Mapa. Fomos eu,  Fernando Rocha, Paulo Gil Soares, Florisvaldo Mattos... E implantamos então na Bahia as técnicas modernas que já estavam em voga no Rio de Janeiro, no Jornal do Brasil e no Última Hora. Adotamos o lead, por exemplo.
O senhor depôs recentemente à Comissão Nacional da Verdade na Bahia. Como o senhor vê as manifestações nas ruas desde junho de 2013 até agora?
São manifestações autênticas de inconformismo. A verdade é que a figura do político está completamente desmoralizada no Brasil, de forma até mesmo perigosa, por conta da ameaça de sistemas de exceção. Sinto que há um desencanto profundo e irreversível, no momento, em relação à política. Por outro lado, penso que nossos políticos são merecedores de todo esse desprezo que está sendo votado a eles. Em meu depoimento, falei sobre a repressão e sobre o risco que corremos hoje de voltar ao jugo de tiranos. E não existe coisa pior nesse mundo que a tirania, sobretudo quando ela quer calar a voz da imprensa e bloquear o pensamento humano. E, o pior, ela é cíclica e pode retornar a qualquer momento.
É preciso então, imagino, resgatar a memória da imprensa baiana em sua dimensão revolucionária.
Sim. E em meu depoimento falei sobre a experiência do Jornal da Bahia, que dirigi e que foi censurado por ser considerado foco de subversão; não era, o jornal apoiava as Reformas de Base. Jango não era um extremista, ele foi levado de roldão pelos extremos da esquerda brasileira. Por isso, penso que é preciso hoje conduzir as coisas  com maior habilidade.

Tuesday, July 07, 2015

Professor Dilson Lages é eleito para a Academia Piauiense de Letras

O escritor, professor e literata Dilson Lages foi eleito neste sábado (04) para a vaga da cadeira número 21 da Academia Piauiense de Letras. O novo imortal da Academia obteve 26, do total de 34 votos. Ao todo, 39 acadêmicos poderiam votar. Ele ocupa a vaga deixada pelo poeta Hardi Filho, que faleceu no fim de maio deste ano.




O processo de eleição começou às 8h. Alguns acadêmicos que moram fora de Teresina enviaram seus votos pelos Correios. Os demais, que aqui residem, compareceram pessoalmente para depositar o voto na urna. A apuração foi iniciada às 11h, com a contagem total dos votos. 

Em seguida, o presidente da Comissão Eleitoral, desembargador Nildomar da Silveira, com o resultado na mão, repassou ao presidente da APL, Nelson Nery Costa, para que proclamasse o resultado. Só então, através de telefonema, Dilson Lages foi avisado que havia sido o escolhido e foi até a sede da academia receber os cumprimentos.

"Não poderia deixar de expressar o que vai na alma e no coração. A primeira vez que eu estive nessa casa eu era adolescente, movido pelo principalmente pelo imaginário da cidade aonde eu nasci e pela figura sempre generosa do professor A. Tito Filho. Visitei diversas vezes a biblioteca desta casa", disse na presença dos imortais.

Dilson Lages Monteiro é professor, poeta, ficcionista, editor e produtor cultural, nascido a 14 de dezembro de 1973, em Barras. Já possui 12 obras publicadas, entre elas estão "Mais hum", "Cabeceiras – a marcha das mudanças", "Colmeia de concreto", "O sabor dos sentidos", "Adiante dos olhos suspensos" e "O rato da roupa de ouro". É professor licenciado em Letras pela Universidade Estadual do Piauí, com especializações em Língua Portuguesa (PUC-SP) e em Revisão de Textos (PUC-MG), exerce o magistério no Ensino Médio desde 1992, atua como professor de literatura e de leitura e produção de textos na rede particular de ensino desde 1992.

Da redação
redacao@cidadeverde.com