Thursday, February 12, 2009

Aricy Curvello destina nova remessa de livros à BNB


Poeta doa a Brasília acervo que levou uma vida para reunir e preservar

O poeta, ensaísta, tradutor e colecionador Aricy Curvello, que já enviou à Biblioteca Nacional de Brasília dez grandes remessas de livros, contendo mais de cinco mil volumes de sua coleção particular, prepara a 11ª com mais 200 títulos do acervo que, segundo ele próprio ressalta, levou “uma vida para reunir e preservar”. Entre as preciosidades doadas está a coleção de impressos da Impressão Régia do Rio de Janeiro (1808-1821), mas também a da História da Imprensa, do Jornal, da Revista e do Livro no Brasil, além de coleções específicas sobre Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, o Aleijadinho e Cândido Portinari.

Curvello atribui menos a preciosismo do que à sua busca de conhecimento a meticulosa organização de seu acervo em coleções específicas, que permitirão à BNB começar a preparar as suas próprias Coleções Especiais. “Minha formação não foi baseada no individualismo nem na Lei de Gerson (levar vantagem em tudo)”, diz o poeta nesta entrevista ao portal da BNB, referindo-se ao seu gesto de desprendimento em favor da Biblioteca de Brasília.

Nascido nas Minas Gerais, e apesar de filho de oficial do Exército, o poeta sofreu perseguições e prisões durante a ditadura militar, por apoiar movimentos de reformas sociais. Viveu no Rio, na Amazônia e na Europa, antes de se instalar no Espírito Santo. Considerado um dos poetas mais importantes de sua geração por críticos de peso, como Fábio Lucas e Assis Brasil, Aricy Curvello publicou mais de uma dezena de livros de verso e prosa, sem contar as participações em várias antologias nacionais e estrangeiras. Tem poemas traduzidos e publicados em espanhol, francês, inglês, italiano e sueco. Veja abaixo o que ele diz sobre suas doações à BNB.

Duas bibliotecas (haveria outras?) receberam livros de sua coleção particular – a da Universidade Federal de Uberlândia e a Biblioteca Nacional de Brasília. A primeira, certamente pela ligação afetiva com a cidade, que é sua terra natal, mas e a recém-criada biblioteca brasiliense, por que a honra de doação tão generosa?

AC - As duas bibliotecas mencionadas receberam a maior parte absoluta de meu acervo (outras, apenas obras específicas). A brasiliense é uma Biblioteca Nacional. Por definição, poderá tornar-se uma das instituições-guardiãs da memória de nosso país. Recém-criada, necessita e merece apoio de toda ordem. Está situada na capital federal do país, onde estão uma imensa população estudantil e todo o corpo diplomático estrangeiro credenciado junto ao nosso governo. E isto no centro geográfico das imensidões do Brasil. Uma grande gama de razões, portanto, levou-me a destinar à BNB o acervo mais precioso que levei uma vida para reunir e preservar.

Certamente é um gesto de grande desprendimento para um escritor-colecionador abrir mão de tantos títulos, entre eles, raridades. O que leva tal personagem ainda jovem, como é o seu caso, a uma decisão dessas?

AC - Tudo tem que ser feito enquanto a pessoa está a caminho, ou seja, em vida. E já não sou tão jovem... Para que a transferência do acervo se faça em boa ordem e da melhor forma possível, é preferível que eu a faça agora. Meus livros estão organizados em coleções específicas, que poderão auxiliar a Biblioteca a iniciar a formação de suas Coleções Especiais. Também conta o fato de ser um poeta, um escritor, um intelectual, o professor Antônio Miranda, meu amigo, uma pessoa em quem confio, o primeiro diretor da Biblioteca Nacional de Brasília.

Que títulos aponta como os mais valiosos dentre os que doou à BNB?

AC - Sem dúvida, a coleção de impressos da Impressão Régia do Rio de Janeiro (1808-1821) e as obras raras dos séculos 18/19 e 20. Também, as coleções específicas sobre Guimarães Rosa, Drummond, o Aleijadinho, Portinari. E, como não poderia deixar de ser, a da História da Imprensa, do Jornal, da Revista e do Livro no Brasil, que é de fundamental importância, não só pelas raridades que reuniu.

Os bibliotecários contam do seu preciosismo em organizar todos os volumes rigorosamente, facilitando enormemente o trabalho da catalogação. Perfeccionismo é um traço da sua personalidade?

AC - Tive a imensa felicidade de nascer em uma família em que há bons leitores. Minha avó materna (Nicolina Ottoni) chegou a reunir uma coleção quase completa da revista O Malho, dos anos 20 e 30 do século vinte. O primeiro livro de poemas que me caiu nas mãos, um de Bilac, era de minha mãe. Meu pai, oficial do Exército, deu-me várias obras dele da Bibliex (Biblioteca do Exército), depois de me haver dado a coleção completa da obra infanto-juvenil de Monteiro Lobato, várias de Júlio Verne, H.G. Wells e tantos outros. Só mais tarde pude aquilatar a imensa fortuna que tive em nascer em uma família assim, quando na maior parte do Brasil ocorria e ainda ocorre o absurdo antipedagógico de escolas de primeiro e segundo graus sem bibliotecas. E o hábito da leitura deve ser formado desde a primeira infância, como um hábito de prazer e de busca de conhecimento. E essa busca de conhecimento levou-me, não foi por preciosismo, a mais tarde organizar por coleções específicas a minha biblioteca.

Outra questão considerada surpreendente pelos técnicos é quanto ao envio dos livros, em pacotes por Sedex, o que lhe deve ter sido bastante dispendioso.
AC - Para padronizar o trabalho da remessa dos livros à BNB, a melhor solução foi adquirir dos próprios Correios as caixas padronizadas de papelão reforçado. Têm as mesmas cores do envelope Sedex, o que originou o engano de vocês. Fiz as remessas pelo sistema “encomenda sob registro”, cujas tarifas são muito mais suportáveis do que o caro Sedex, e se paga por peso (sem limite de quilos). Eu já havia adquirido esse know-how com a remessa das doações à Biblioteca Central da Universidade Federal de Uberlândia. Minha formação não foi baseada no individualismo nem na Lei de Gerson (levar vantagem em tudo). Desde cedo educaram-me no sentido do civismo (respeito e amor a nosso país e à nossa gente) e no sentido cristão de respeitar o outro. Ensinaram-me que, além de direitos, tenho uma série de obrigações, inclusive sociais. E isto, num país de imensas carências na área da educação e da cultura, creio que explica meu gesto que não é surpreendente. Julgo também que o melhor discurso é o exemplo. Que ele sirva para inspirar outras pessoas, bibliófilos ou não, escritores e intelectuais ou não, a doar acervos para a Biblioteca Nacional de Brasília.

Que observação especial faria a esses possíveis futuros doadores?
AC - Jamais remeti obras muito raras por meio dos Correios: seria um prejuízo irreparável, caso ocorresse roubo ou perda. Levei-as em mãos, quando de minha viagem a Brasília por ocasião da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília. As que ainda estão comigo serão levadas pessoalmente em uma próxima viagem ainda sem data e sem previsão.

Conheça mais sobre Aricy Curvello em:
http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/brasil/aricy_curvello.html. Ainda: procure seu verbete na Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho, 2001, 2a. ed. (Rio: Biblioteca Nacional; Academia Brasileira de Letras; S. Paulo: Global Editora) ou no Dicionário de Escritores e Escritoras do Espírito Santo (org. pelo Prof. Francisco Aurélio Ribeiro, Vitória: Academia Espírito-santense de Escritores, 2008), entre outros.

Fotos: Claudio Araújo e Saulo Queiróz

Biblioteca Nacional de Brasília
Assessoria de Imprensa
55 61 3325.6257 Ramal 106
www.bnb.df.gov.br / www.bienaldepoesia.unb.br
bip.brasilia@gmail.com

Saturday, February 07, 2009

1ª Festa Literária de Pirenópolis


De 12 a 15 de fevereiro, com patrocínio exclusivo dos CORREIOS e realização da ARCO ÍRIS distribuidora de livros e da Prefeitura Municipal de Pirenópolis, acontece a primeira edição da FLIPIRI - Festa Literária de Pirenópolis. A festa reunirá atividades e oficinas ligadas à literatura como: contação de histórias, bate-papo com escritores e oficinas de produção de texto, além de apresentações de espetáculos teatrais e leituras dramáticas, mostras cinematográficas, shows musicais e ponto de encontro com Café Literário. Todas as atividades serão gratuitas e muitas delas apresentadas por artistas de Pirenópolis.

Como grandes homenageados desta primeira edição da Festa teremos o vencedor do prêmio Jabuti/2008 na categoria ficção Ignácio de Loyola Brandão e uma homenagem póstuma em reconhecimento ao valioso trabalho da escritora e fundadora da APLAM - Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música, Maria Eunice Pereira e Pina.

Nos quatro dias de Festa, a FLIPIRI irá ocupar importantes pontos de divulgação cultural no Centro Histórico de Pirenópolis - a Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis, que vai abrigar um Ponto de Encontro, contações de histórias, bate-papos com escritores, uma livraria e o Café Literário; e o Cine-Teatro Pirineus, onde também acontecerão bate-papos com escritores, contações de histórias, além das mostras cinematográficas, apresentação de espetáculos teatrais e leituras dramáticas. Os participantes e visitantes da Festa que quiserem informações sobre a programação poderão se dirigir a Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis onde vai funcionar, nos 4 dias de Festa, uma central de informações.

A FLIPIRI acontece com o principal propósito de estimular a leitura nos jovens. Para isso, haverá uma grande diversidade de livros e atividades disponíveis ao público infanto-juvenil, oferecendo a todos os participantes da Festa, não só aos jovens, a oportunidade de ter um contato mais próximo com a literatura e suas mais variadas vertentes, instigando a imaginação e a reflexão sobre tudo que se refere à literatura. Com isso, as ações da FLIPIRI buscam formar novos leitores e popularizar a literatura.

3.800 alunos do ensino médio e fundamental - Em parceria com a Secretaria de Educação do Município de Pirenópolis a produção da FLIPIRI vai agendar a ida de 18 escolas de Pirenópolis e cidades próximas, serão mais de 3.800 alunos de escolas rurais, estaduais e municipais que, gratuitamente, participarão das diversas atividades, desenvolvidas especialmente para atender a comunidade escolar, durante a Festa. Em colaboração com essa iniciativa, a Prefeitura de Pirenópolis vai doar livros dos autores que participarão da Festa às escolas convidadas, com o propósito de que os alunos tenham contato com as obras que serão discutidas durante a I FLIPIRI, antes de participarem das atividades da Festa.

Os homenageados: Ignácio de Loyola Brandão, escritor e jornalista. Vencedor do prêmio Jabuti de 2008, na categoria ficção com a obra O Menino que Vendia Palavras. Tem 28 livros publicados entre romances, contos, crônicas, viagens. Já conquistou diversos prêmios importantes da literatura brasileira. Entre seus títulos mais conhecidos estão Zero, Não Verás País Nenhum, Cadeiras Proibidas, O Beijo Não Vem Da Boca, Dentes ao Sol, O Verde Violentou o Muro e O Homem Que Odiava a Segunda-Feira. Loyola escreve todas às sextas-feiras no Caderno 2 do Jornal O Estado de S. Paulo.

Maria Eunice Pereira e Pina (falecida há três anos), pirenopolina, escritora, poetisa, jornalista e incentivadora cultural. Notável mulher, que abriu as portas da sua própria casa em 1992 para acolher o Museu das Cavalhadas. Criou e dirigiu o jornal Nova Era e foi fundadora e primeira presidente da Academia Pirenopolina de Letras, Música e Artes. Publicou, em 1993, o livro de poemas “Devaneios de uma pirenopolina”, com “orelhas” do poeta e cronista José Mendonça Teles, da Academia Goiana de Letras.

Escolas convidadas:
Escolas Municipais: Luciano da Silva Peixoto; Prefeito Geraldo Moraes; Dom Emanuel Gomes de Oliveira; Professora Olívia Conceição de Pina; e Educandário Municipal Dom Bosco;

Escolas Estaduais: Comendador Cristóvão de Oliveira; Senhor do Bonfim; Comendador Joaquim Alves; Hermano da Conceição; e Santo Agostinho;

Escolas Municipais Rurais: Benedito Camargo 1; Benedito Camargo 2; Nossa Senhora de Santana; Santa Maria de Nazaré; Menino Jesus 1; Menino Jesus 2; Serra de Misael; e Santo Antônio;

SERVIÇO:
I FLIPIRI, Literatura e Cultura Popular
Cidade de Pirenópolis – Centro Histórico, Cine-Teatro Pirineus e Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis.
De 12 a 15 de fevereiro de 2009.
Das 9h às 22h. Entrada gratuita.
Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos.
Informações: 61 – 81373993 ou 61 – 84020813 - flipiri@gmail.com

Fonte: http://www.agitapiri.com.br/noticias/66-flipiri-festa-literaria-de-pirenopolis.html

Thursday, February 05, 2009

Elegia a Gaia


Por Ronaldo Alves Mousinho

Trazemos em nossa memória ancestral saudosa imagem paradisíaca de Hiléia, onde prados verdejantes e águas cristalinas abundantes se espraiavam a perderem-se de vista, e onde a fauna vivia em plenitude alimentar e o homem ocupava o seu espaço em vida sadia e generosa.
Isto principiou depois que o caos original vibrou seus primeiros acordes no grande concerto para despertar o cosmos, radiou a energia cosmogênese e concebeu Gaia, generosa e diversa, a nossa mãe-terra, vivificante, para nela habitarmos e nos desenvolvermos em felicidade plena.
A vida é a unidade na diversidade dos opostos: o transitório, o duradouro; o amor, o ódio. Mas há um ponto de confluência que tangencia as duas realidades, o incognoscível, que é o terceiro elemento, e que embora escape à nossa observação, é real e conhecido, como por exemplo a saudade, Deus, o amor, etc, ocupa a dimensão do mistério que dá emoção à vida. E ninguém chega ao espírito, sem usar bem os sentidos, e, sem afetividade não há efetividade na justiça (Min. Carlos Aires). A diversidade é que traz o equilíbrio e o desenvolvimento e quando uma célula quer prevalecer sobre as outras, ao desenvolver-se mais que as parceiras, transforma-se em câncer (Monge Shôjo Sato).
O homem se auto-supera nas descobertas científicas, nos avanços tecnológicos, mas põe em risco sua sobrevivência no planeta, quando o agride nos setores vitais de sua existência.
Vivemos um momento crítico do Planeta Terra, no que respeito à relação do homem com a natureza.
O que já foi, particularmente aqui no Brasil, há 500 anos, o paraíso terreno, constata-se estarrecido o quanto é destrutiva e irracional a nossa atitude. Em nome de um pseudo-conforto e progresso tecnológico, talvez já tenhamos iniciado uma viagem irreversível ao caos, principalmente porque o maior bem vital – a água, está sendo envenenada, e o pouco que nos resta, continua a ser, irresponsavelmente.
De repente, o clima começa a ferver o planeta, numa rapidez pavorosa, conseqüência do desmatamento predador, das ocupações urbanas irresponsáveis, pela permissividade dos nossos dirigentes. Grandes extensões de terras brasileiras estão inutilizadas pelo processo de desertificação, vítimas de agricultura predatória. O excesso de automóveis, rugindo e soltando veneno, a cada dia mais contaminando nosso já pesado oxigênio, estressando o homem e levando-o as raias da irracionalidade. E um cortejo robotizado, enfurecido pelo caos, dirigindo com violência, total intolerância e imprudência. E a impotência do governo aqui também hiberna, não humaniza o transporte público, de massa, e a vaidade humana, no afã de ter individualmente um automóvel, de preferência novo e de maior potência, vai agigantando a frota urbana e com ela, a loucura e a vertical queda da qualidade de vida.
A Eco 92, era uma esperança para conter a agressão destrutiva do planeta pelo homem, porém, os maiores protagonistas do caos ambiental (USA, China e Rússia), em nome de uma economia suicida e do poder beligerante, negaram-se a apoiar o Acordo de Kioto.
A fome e o estado de miséria planetário alcançou índices alarmantes, e a causa maior é a desumana concentração de renda que se encontra nas mãos de apenas 2% da população mundial.
Aqui em Brasília, à época do inverno, a umidade torna-se desértica e o sol já nos queima a pele. Banqueiros e grandes empreiteiros da construção civil continuam financiando eleição de nossos presidentes, tornando-os reféns de seus interesses nem um pouco humanitários.
A política tornou-se totalitária, autogestora, concedendo amplos privilégios a seus agentes que se colocam acima da lei. Degenerou-se, tornando-se inútil para a sociedade.
O pouco cerrado existente sobre o solo mineiro está sendo devorado pelas milhares de carvoarias, e o jovem governador daquele estado, a cada dia se mostra mais radiante de satisfação: sua vida política vai ótima e ele já se ver presidente da República.
Brasília acaba de sediar o 1º Fórum Espiritual Mundial, tematizado no que se poderia desejar de mais urgente e oportuno para a crise de consciência que vivenciamos no planeta: “Valorizando a diversidade para a construção de uma solidariedade planetária” promovido pela União Planetária, pela URI-União das religiões unidas e pela UNIPAS- Universidade Holística Nacional, sediada em Brasília.
Do grande tema acima, explanaram-se os subtemas: “A Construção de uma Sociedade Planetária”, A Responsabilidade das Elites na Construção de uma Sociedade Solidária, Educação de Valores, Mundialização e Justiça Social, A Realização da Divindade no ser Humano, A Responsabilidade Individual na Construção de um Mundo de Paz, Política e Humanismo, Ética nas Relações Humanas. Bioética, Diálogo entre as Religiões para a Paz Mundial, Virtudes para um outro Mundo Possível, O Papel da Psicologia Transpessoal, Direitos Humanos, A Fraternidade Universal, O Papel das Tradições na Construção de um Mundo de Paz, A Economia a Serviço da Justiça Social, A Ética do Cuidado, O Papel da Mídia na Construção de um Mundo Solidário, Visão Humanista da Vida: Percepção da Interdependência, A Conciliação como Instrumento para a Paz Mundial, Gaia – A Harmonia do Cosmo, A Humanização do Direito e a Unidade da Vida.
Aquele importante Fórum trouxe esclarecimentos e reflexões tocaram o sentimento, abrindo janelas para uma compreensão mais clara da humanidade desde que habita o planeta e como tem se comportado como usuária da Gaia-mãe, que tudo oferece.
Os valores espirituais, éticos e morais devem ser utilizados por todos, pois a vida é o que dela fazemos, e a humildade, o perdão e a tolerância trazem-nos o céu que ansiamos,
enquanto a intolerância e a violência têm nos dado o inferno que vivenciamos. Solidariedade é tornar sólido. É hora de o poderoso e o humilde darem-se as mãos, convictos que serem oriundos de uma mesma matriz e com objetivos comuns nessa breve viagem como matéria humana. Devem urgentemente buscar a paz, cuja arma é a confiança e o amor (Alexandre Rosenval e Pierre Weil). O materialismo deve estar mais no deslumbramento humano com a arte que com o material nu e cru. A utopia da felicidade humana foi corrompida pelo avanço técnico-financeiro. Há que libertá-la desse poder há muito desumanizado e instituir uma educação universal e contínua (Sen. Cristóvam Buarque). A fé tem sido desvirtuada, a partir do momento em que o homem substituiu a religiosidade pelas religiões e as institucionalizaram, afastando-as do espiritual. A fé não pode ser segregada, senão dividirá e seu propósito último é o de unir.(André Porto).
O homem insensato, que infelizmente tem exercido maior influência no destino das massas, há muito desprezou sua natureza inteligível para agir com a natureza irascível ou arrogante, e a natureza petitiva e inferior, centrada na ganância e na cobiça. Tornou-se escravo de si mesmo, deixou-se governar pela insensatez, ignorância e corrupção, prejudicando a si e aos demais indivíduos (Platão). Escravo de suas próprias contradições por não compreender a si mesmo (autoconhecimento), que é sabedoria, é desprovido de harmonia individual.
É, pois, hora de revermos o principio basilar socrático: Homem: conhece-te a ti mesmo! e entregarmo-nos a uma esperança última de sensibilização e conscientização, ante tão grave momento.

Tuesday, February 03, 2009

Fundamentos das Redes Neurais: exemplos em Java


O engenheiro Mêuser Valença acaba de lançar a segunda edição do seu segundo livro sobre redes neurais. O livro tem o título "Fundamentos das Redes Neurais: exemplos em Java".

O livro visa introduzir os conceitos básicos necessários sobre Redes Neurais Artificiais usados para resolução de aplicações práticas e para implementação, buscando desenvolver no leitor o entendimento do funcionamento desta poderosa ferramenta de Inteligência Artificial, assim como a capacidade para implementar, de maneira adequada, os algoritmos de aprendizagem supervisionada da rede Perceptron, da rede ADALIDE, das redes MLP e da aprendizagem não-supervisionada (rede de Kohonen).

Para implementar os algoritmos de treinamento das Redes Neurais neste livro se adota a linguagem Java, que consiste numa linguagem de programação orientada a objetos mais amplamente utilizada do mundo.

Este livro foi elaborado para ser utilizado como material didático em cursos de Redes Neurais Artificiais, de nível universitário. Entretanto o conteúdo do livro não pressupõe qualquer conhecimento ou experiência anterior do leitor na área de Redes Neurais ou na área de computação em geral, requerendo apenas conhecimentos básicos de matemática, estatística e lógica de programação, usualmente abordados nos cursos universitários.

Em cada capítulo é dada uma base conceitual do tema e cada um desses conceitos é abordado mais detalhadamente por meio de exemplos ilustrativos e implementações em código Java. Os códigos fonte são disponibilizados no CD para que o leitor interessado possa não apenas entender os exercícios resolvidos como também realizar outras implementações.

Logo, este livro é bastante adequado para interessados em fazer uso da tecnologia de redes neurais, pesquisadores, alunos de graduação e de pós-graduação.

Caso pretenda adquirir o livro é só enviar um e-mail com seu endereço que o mesmo será enviado pelo correio o que demora algo em torno de 5 dias úteis. O pagamento pode ser realizado após recebimento através de depósito bancário no Banco do Brasil.
Em anexo segue o sumário e uma imagem da capa. Atenciosamente,

Mêuser Valença
meuserv@yahoo.com.br

Monday, February 02, 2009

Emerson Boy no SESC Vila Mariana - SP

Concurso Nacional de Poesia Fernando Mendes Vianna

ANE (Associação Nacional de Escritores) e a Thesaurus Editora promovem concurso de poesia. As inscrições estão abertas até 31 de março de 2009.

REGULAMENTO

1 - Estão abertas as inscrições para o Concurso nacional de Poesia Fernando Mendes Vianna, entre os dias 1º de janeiro e 31 de março de 2009;
2 - O autor pode ser de qualquer nacionalidade;
3 - Os versos devem estar compostos em língua portuguesa;
4 - O número mínimo de poemas será de 30, não havendo limite máximo;
5 - Uma vez classificado o poeta, a Comissão Julgadora estabelecerá o número de poemas a ser inserido no livro, de acordo com o Editor;
6 - O candidato pode concorrer com número ilimitado de conjunto de poemas;
7 - Os versos devem ser rigorosamente inéditos;
8 - Dentro do envelope (com os poemas), apenas com o título da obra e pseudônimo do autor, deverá estar outro envelope (também lacrado) em tamanho menor, com os seguintes dados: Nome, pseudônimo, endereço completo, CPF e telefone(s);
9 - Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Julgadora, sendo suas decisões irrecorríveis;
10 - O resultado será divulgado no dia 10 de abril de 2009;
11 - Além do prêmio de publicação do livro classificado em 1º lugar, a Comissão Julgadora, com a anuência da ANE, poderá estabelecer a concessão de outros prêmios.
12 - O endereço da ANE é: SEP Sul 707/907 - Bloco F, Edifício Escritor Almeida Fischer, CEP: 70390-078 ; e-mail: ane.df@terra.com.br; Telefones: (61) 3242-3642 (61) 3244-3576.

Fonte: Jornal da ANE, janeiro de 2009, Ano II, nº 19.

Wednesday, January 28, 2009

Show Inusitado em Brasilia: Anand Rao & Marcos Freitas no Rayuela


Pela primeira vez, em Brasília, juntos no palco, dois inusitados artistas: Marcos Freitas e Anand Rao. O poeta, letrista e contista piauiense Marcos Freitas declamará versos, de sua lavra, em diversos idiomas: alemão, inglês, francês, espanhol, italiano, tcheco e português. Faz parte do recital, intitulado “Inquietudes de horas e flores”, poemas de seus quatro mais recentes livros: “quase um dia” (Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 2006); “na curva de um rio, mungubas” (Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 2006); “raia-me fundo o sonho tua fala” (Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 2007) e “Staub und Schotter: der Wind des Frühlings und die Brise des Herbstes“ (Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 2008). Marcos Freitas, é piauiense, com oito livros na área de literatura publicados e participação em mais de vinte Antologias de poesias e contos. É membro da Associação Nacional de Escritores – ANE.

Juntos, eles prometem "aprontar" no palco do Rayuela. Quem for assistir ao show ainda receberá grátis o libreto “Marcos Freitas – Micro-Antologia”, Série Escritores Brasileiros Contemporâneos, nº 44, lançado pela Editora Thesaurus, de Brasília, contendo 32 poemas do autor.

Baixe gratuitamente as músicas feitas por Anand Rao, em parceira com o poeta Marcos Freitas:
http://www.anandraobr.com/musicas.asp

Vídeo: Músico e compositor espontâneo Anand Rao
http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowVideos.action?destaque.idGuidSelect=7911CCBF6CFA4109BEDD35072CC86A87

Serviços:
Rayuela Livraria & Bristô
412 Sul – Bl. B, Lj. 3; 3245-4335
Brasília – DF
Dia 29.01.2009
Horário: 21h.
Couvert: R$ 10.

Thursday, January 22, 2009

Café Martinica recebe poetas em evento mensal

Palavra Solta é fruto da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília
Café Martinica recebe poetas em evento mensal que tem início nesta sexta, 23

O Café Martinica abre seus jardins para o I Palavra Solta, evento poético mensal, que acontecerá sempre às sextas-feiras, e que está sendo reconhecido como o primeiro “filhote” da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília (I BIP), realizada em setembro do ano passado. Sob a coordenação do jornalista e escritor Alexandre Marino, um grupo de poetas se revezará no palco para falar poemas de sua própria autoria e de um autor brasileiro consagrado. Nesta primeira edição, que acontece na próxima sexta, 23, a partir das 21h, o homenageado será Manuel Bandeira.

O Café Martinica tradicionalmente abre suas portas a eventos culturais, e foi um dos pontos significativos de encontro de seus frequentadores com a poesia, durante a I BIP. O Palavra Solta seguirá os mesmos moldes do Poemação, que aconteceu em vários bares e cafés da cidade dentro da programação oficial da Bienal, com boa recepção do público. Como ocorreu durante a Bienal, o palco será montado nos jardins do café, que fica na 303 Norte –- ou, em caso de previsão de chuva, sob a marquise do bloco, avisa Alexandre Marino.

O evento terá sempre duração de uma hora e reunirá em média seis a oito poetas. Deste primeiro participam, além de Marino, Angélica Torres Lima, Ariosto Teixeira, Carla Andrade, Fernando Marques, Ivan Sérgio, Luís Turiba e Paulo José Cunha –- todos, jornalistas de profissão.

http://164.41.105.58/bip/

Zé de Maria - Blues no "Beco"

Tuesday, January 20, 2009

Marcos Freitas e Anand Rao: Show Poético-Musical


MARCOS FREITAS. Nasceu em Teresina, Piauí. Engenheiro Civil e Professor Universitário. Poeta. Contista. Tradutor. Letrista. Participa, em Brasília, do Coletivo de Poetas. Publicou oito livros de literatura, dentre eles: “A Vida Sente a Si Mesma” (2003), “A Terceira Margem Sem Rio” (2004) e “Moro do Lado de Dentro (2004). Participou de dezenas de Antologias de Poesias e Contos. Inéditos os livros “Amores fora dos eixos” (romance) e Barrocão (romance). Premiado em 3º lugar no Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade, em 2006. É autor/co-autor de mais de uma centena de artigos/trabalhos técnico-científicos em revistas e anais de congressos nacionais e internacionais. Filiado à ANE – Associação Nacional dos Escritores. É editor da Revista Eletrônica “emverso&pros@” . Inquietudes de Horas e Flores será uma declamação/leitura de poemas dos quatros mais recentes livros de Marcos Freitas: “quase um dia” (Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 2006; ilustrações de Manoela Afonso), “na curva de um rio, mungubas” (Ed. CBJE, RJ, 2006; prefácio de Fred Maia e ilustrações de Manoela Afonso), “raia-me fundo o sonho tua fala” (Ed. CBJE, RJ, 2007; ilustrações de Manoela Afonso) e “Staub und Schotter: Der Wind des Frühlings & die Brise des Herbstes (Ed. CBJE, RJ, 2008)” (poemas em alemão, inglês, francês, espanhol, italiano e tcheco). Haverá distribuição do libreto “Micro-Antologia - Marcos Freitas”, Série Escritores Brasileiros Contemporâneos, nº 44, O Livro na Rua, Editora Thesaurus, Brasília – DF, 2008.

ANAND RAO. Músico e poeta com 04 cds lançados e 20 livros publicados. Também é jornalista e editor do Portal Cultural Anand Rao (www.anandraobr.com) onde coloca toda a sua atividade e abre espaço para notícias sobre arte alternativa independente. Hoje o Portal tem cerca 1.300 acessos diários e mais de uma dezena de correspondentes. Musica poetas de todo o Brasil tendo inúmeros parceiros e para que você vire parceiro basta enviar seu texto para anandrao@terra.com.br . Com 50 anos, Anand se diverte nos shows que faz e como estudou muito harmonia e ouve muita música faz improvisos diversos no palco todos gravados digitalmente. Quando Anand se apresenta leva uma mesa e um gravador digital, gravando todas as criações, enviando depois para o e-mail dos parceiros, que se gostam, têm a mesma escrita pelo grupo presto (www.presto.mus.br). Não gosta de interpretar as canções já feitas preferindo que outros músicos façam o mesmo, portanto, o repertório do show será escolhido na hora do show ou feito.

Baixe gratuitamente as músicas feitas por Anand Rao, em parceira com o poeta Marcos Freitas:
http://www.anandraobr.com/musicas.asp

Vídeo: Músico e compositor espontâneo Anand Rao
http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowVideos.action?destaque.idGuidSelect=7911CCBF6CFA4109BEDD35072CC86A87

Serviços:
Rayuela Livraria & Bristô
412 Sul – Bl. B, Lj. 3; 3245-4335
Brasília – DF
Couvert: R$ 10.

Wednesday, December 10, 2008

Festa 0800 em Santa Catarina com bandas piauienses

Sobre o Roque Moreira
Formada em 2001 com forte influência das raízes nordestinas, aliando Baião, xote e linguagens regionais ao rock’n’roll, funk, reggae entre outros, o Conjunto Roque Moreira diversifica seu som, criando assim uma música rica em informações. A levada dançante e a irreverência nas apresentações são marcas registradas do conjunto. O nome do grupo é uma homenagem ao radialista Roque Moreira que se tornou conhecido pela forma peculiar de apresentar o programa “Seu Gosto Na Berlinda” que levava a todos os ouvintes música popular e informes dos mais variados conteúdos, funcionando como um link entre a cidade e o campo. Em 2002 lança a demo Amplitude Modulada caindo nas boas graças das rádios e em 2006 o Conjunto Roque Moreira lançou seu álbum intitulado Sintonia da Mata, onde traz toda a força vibrante da música brasileira. Com a boa repercussão do disco o grupo mudou-se para são Paulo onde fixou residência durante o ano de 2007. Para 2008 o grupo prepara o lançamento de um disco ao vivo e um DVD gravado em conjunto com outras bandas intitulado Amostra Cumbuca Cultural.
.........................................
Traveling by the waves of the radio, the Conjunto Roque Moreira was born in 2001 under a mango tree in Teresina in the northeast of Brazil with a music proposal of join Brazilian rhythms as Baião, Xote, Samba, Bumba Meu Boi and Carimbó with Internationals rhythms as Rock, Reggae, Funk, Merengue among others, uniting cultures by its music respecting the relationship between nature and human beings.
Its songs are about identity as in the music Essa é Daqui, about life in the dry regions of Brazil in the music Magia Nordestina, about work in the field in the music Vendedor de Cajuína, about folk legends in Boi de Pancadaria, about policy in NONONO among others. All these songs are in its discography in the CDs Sintonia da Mata (2005) and LIVE in Teresina (2008).
The band participated of International events as the IV Latin American Bienal of Art and Culture of UNE in São Paulo, Virada Cultural of São Paulo and 25° International Hall of Humor of Piaui, consolidating relationships with artists of French Guiana (Sekker, percussionist and art-educator), France (Hubert, DJ and music producer), Argentina (Nestor Busso, vice president of Latin American Association of radio education), Portugal (Ivo, writer), Miami (Ozzy Rod, music producer) and Peru (Pedro Sanches, Executive Secretary of Catholic Organization of Latin America and Caraibas Comunication).
The purpose of the Conjunto Roque Moreira with these internationals relationships is share art and education through its shows and through its workshops about musicality and about instruments made by the band, demonstrating initiative of generate income and instrumental originality by using CD and DVD as material of presentation of its authorial works.

Ouça as músicas do Roque Moreira:
http://www.myspace.com/conjuntoroquemoreira


Sobre Êita Piula

Grupo surgido em meados de 2001 no quintal do “Seu Galvão” (Marquês/Teresina/Piauí/Brasil), e que, desde então, vem num trajeto de plena produção e amadurecimento musical, afirmados, inclusive, pelas ótimas colocações que sempre atinge nos festivais de que participa. Apresentando letras bem estruturadas, arranjos sintonizados, voz e percussões peculiares, os “Piula” retratam bem um conjunto contemporâneo de atitudes musicais produzidas no nordeste brasileiro. Os “Piula”, no entanto, sem apologias, fogo ou fumaça, são mesmo é brincantes de forró, baião, ciranda, bumba-boi, balandê e de muitos outros ritmos que identificam os sertões. Por convicção, são de chão de terra, arranjam ritmos pé-de-serra no brejo do tamboril e carregam sempre consigo tudo quanto é santo festeiro: Santo Antônio, São Pedro, São João. Assim é que também na vivência e no aprendizado com os Mestres tradicionais da nossa cultura, como Zé de Deus, Zé Coelho, Raimundo Branquinho, entre outros, bem como na labuta por dar maior significado às nossas representações culturais, a Banda Êita Piula, como diria a professora Dione Moraes, toca a etnosertania relativa ao ser piauiense, sem, no entanto, tirar as vistas do mundo.

Em novembro de 2007, gravaram o DVD “Forró de Fundo de Quintal” em parceria com a TV Assembléia, através do projeto “Canta Piauí”, com previsão de lançamento para 2008. Em maio de 2008, participaram do 5º Festival de Inverno de Pedro II, que neste ano homenageou os 50 anos de Bossa Nova, com a participação de grandes artistas regionais, nacionais e internacionais. Em junho deste ano, tocaram no 3º Salão de Turismo, Roteiros do Brasil, em São Paulo, em duas apresentações memoráveis. Finalizam, ainda este ano, a gravação do seu primeiro CD "Forró de Fundo de Quintal". Desta forma, a banda Êita Piula vem tocando a barca pelos rios Parnaíba e Poty, realizando novas confluências e desbravando fronteiras, com um som que faz todo mundo dançar, nem que seja com os olhos. Contatos: (86) 9995-9729 (Duda Di) / (86) 3234 4514 ou (86) 9933-3868 (Zé Luiz) E-mails: bandaeitapiula@hotmail.com / dudapiula@hotmail.com / joseluiztorres@hotmail.com

Ouça as músicas do Êita Piula:
http://www.myspace.com/eitapiula

Tuesday, December 09, 2008

Desfile Mandu Ladino - Brasilia DF

O Cacique Munduruku, Natanael, que foi acolhido como cabeça de sua tribo amazônica por seu talento e capacidade de realização, especialmente no cruzamento raro da tradição tribal com a moda universal, apresenta na Feira promovida pela Nação Piauí, sua coleção em homenagem a MANDU LADINO. No idioma munduruku, Mandú significa grande homem com decisão própria.

Manicoré, município amazônico, foi palco de desfiles onde a tradição tribal brilhou nas passarelas. Agora, o Cacique tece uma relação de afeto com o passado histórico e ancestralidade indígena piauiense, em luta por liberdade, em que o heroísmo do homenageado sustentou, durante anos, uma resistência indígena multitribal ao poderoso avanço da pecuária nos campos do hoje Piauí. A memória do guerreiro nativo dos carnaubais, na transição do século XVII a XVIII, serve de inspiração ao Cacique, que rende seu tributo a uma peleja que, na Amazônia, se estende aos dias atuais. Uma maneira de reverenciar os antepassados com estilismo singular, munduruku, transtribal e contemporâneo.

A parceria do artista plástico piauiense Tom Mello e do Cacique Natanael tem origem em 2007, por ocasião da volta de Mello de uma estada de dez dias na aldeia Krahó, em Tocantins, durante a Festa das Sementes, onde ministrou, a convite da EMBRAPA, oficina de batik para trinta adultas e oitenta crianças. Desde 2003 que está a diversificar suas atividades e a dedicar-se à decoração, inclusive de eventos culturais, além de restauração de mobiliário e artes plásticas.

Nos fim dos anos noventa, realizou sua primeira incursão pelo estilismo. Nos dois anos e meio seguintes à formação do grupo Moda e Tradição, sob os auspícios do SEBRAE, participou da realização de desfiles de moda no Pátio Brasil e Park Shopping, em Brasília, e Shopping Colina, em São Paulo. Agora, volta a público para apresentar o resultado de seu encontro com o Cacique Natanael, na forma de um cruzamento étnico-estilístico gravado por batik no vestuário: motivos indígenas inspiram padrões exclusivos em explosão cromática.

Na linha da homenagem a um líder étnico, Maria Lúcia Ribeiro, a Malu, paulista e residente em Brasília desde 2003, vem fazer presente a Negritude. Ela concentra sua criatividade na Axolayô, palavra africana que significa Roupa alegre para pessoas de bem com a vida e que dá nome ao espaço que ela inaugurou em Brasília, no mês de maio deste ano, onde se resgata a arte dos retalhos de nossas avós em peças de vestuário exclusivas.

Pesquisadora da cultura africana, Malu cria figurinos específicos para grupos de teatro e dança, inclusive reproduções das roupas usadas por escravos no século passado. Em 2008, seu trabalho foi exposto na Feira do Morango de Braslândia e desfilou nas passarelas: Tibet pela libertação de uma causa, na Biblioteca Nacional de Brasília; A cultura e as tradições afro-brasileiras; Cara e Cultura Negra, no Teatro Nacional. Produziu os figurinos do Lançamento do CD "Raça Pereira", no Teatro dos Bancários e Raízes: Festival Tribo das artes, no Teatro Nacional.

Inês de Sampaio Pacheco, piauiense radicada em Brasília desde 1974, Mestre em Planejamento e Gestão Ambiental, estudiosa da História e escritora, vem descobrindo nos autores piauienses um universo fascinante; o estudo da História do Piauí a está arrebatando. A leitura do romance de Anfrísio Neto Castelo Branco sobre Mandu a inspirou a juntar-se à Nação Piauí no patrocínio do desfile, que ela co-produziu, auferindo da gratificante aproximação com a parceria Tom Mello e Cacique Natanael um resultado não só estético, como simbólico - uma declaração de amor ao Piauí, que desde sempre aprendeu de seu pai, o escritor e jurista do século CLÁUDIO PACHECO. Falecido em 1983, durante toda sua vida ele deu testemunho de um amor cristalino, caudaloso e morno à sua gente e à sua terra, como as águas do Cânion do Poty.

DESFILE MANDU LADINO, SÁBADO PRÓXIMO, AO MEIO DIA, NO HOTEL MELIÁ, ESPAÇO BRASIL 21, NO LADO SUL DA TORRE DE TELEVISÃO

Monday, December 01, 2008

Feira da Nação Piauí


Feira da Nação Piauí será realizada no período de 12 a 14 de dezembro

Este ano, a IV Feira de Are e Cultura da Nação Piauí será realizada no período de 12 a 14 de dezembro, no Centro de Convenções Brasil 21, ao lado da Feira da Torre, em Brasília. O evento terá moagem de cana-de-açúcar, fabricação de cachaça e farinha, pintura com mel de abelha, desfile de moda indígena, quebra de coco babaçu, colméia de abelhas, extração de castanha de caju e uma oficina que vai mostrar como fazer carne, lasanha e pizza de caju.

No dia 12, o espaço da feira começa a funcionar às 10 horas e a abertura oficial será às 19 horas com a apresentação inédita do Balandê Baião e do Êita Piula, que promete ser contagiante e cheia de energia. O grupo, que dança baião, é tema de um filme que já foi visto por milhares de pessoas nos Estados Unidos e em vários países da Europa.

Com o tema "Agricultura Familiar, Negócios e Turismo", a feira terá um mercado com comidas e bebidas típicas, uma praça do praça do interior para degustação de quebra-queixo, pirulito, algodão doce e pipoca e picolé, a Fazenda Santa Alícia para a venda de galinha caipira, capote, ovo caipira, doces de caju e paçoca sem farinha, o espaço para brincadeiras, shows com artistas piauienses, saraus, desfile de moda indígena, oficinas ao vivo e lançamentos de livros.

No acesso, será cobrado dos visitantes apenas um livro para ajudar a montar a biblioteca em comunidade de Brasília onde moram muitas piauienses de Pedro II, numa parceria com o Projeto Casa do Saber. "Além de gerar empregos, a nossa feira vai contribuir com a inclusão social e com a leitura", acrescenta Raimunda Costa, presidente da Nação Piauí.

Tuesday, November 25, 2008

Convite: Oleografias de Arlindo Castro e Poemas de Donaldo Mello

Da nossa aldeia

As panelas areadas
na beira do rio.

Areia fininha, esfregada
com pano velho no

alumínio da velha
frigideira fritadeira:

das sardinhas, dos pacus;
refletindo o intenso sol

amazônico; as panelas
reluzentes penduradas

na parede da cozinha
da casa humilde ribeirinha,

amazônica, reluzindo uma
espécie de estante de troféus.

Condecorações alinhadas
traduzindo: pobreza, paciência, des-treza.

A pureza da alma amazônica,
refletida no desvelar da fuligem

retirada com esmero delicado
pelas mãos ciosas das mulheres.

Mães laboriosas, dos filhos
desterrados a ouvi-las à distância

no canto sagrado da nostalgia
de um tempo do verde e das águas.

Na beira do rio as panelas
areadas a brilhar, a brilhar

a brilhar, além! Lá bem...
“Nostalgia do mais”: “paixão do infinito”.

Poema de Donaldo Mello dedicado ao amazônida Arlindo Castro, artista residente em Brasília.

Memórias dum hiperbóreo


Convite para o coquetel de lançamento do meu livro “Memórias dum hiperbóreo” a realizar-se no dia 06 de dezembro, sábado, a partir das 17 horas na Livraria Cultura (CasaPark Shopping Center / SGCV - Sul, Lote 22, Loja 4-A / Zona Industrial / Guará).

Ode a Brasília.

Brasília...
Cidade festiva, cidade tristonha,
cidade de siglas e algarismos,
de pleitos, escândalos e portarias,
tulipa de ferro plantada no meu coração.

Brasília...
Cidade sem raça, morena e branca,
cidade dos grandes chefões e pequenos ciclistas,
em cujo falar misturou-se o “erre” do Sul com o “tê” nordestino,
cidade de sonhos e pesadelos,
cidade da gente.

Vós fostes severa comigo, Brasília:
brigastes por nada,
servistes-me pratos azedos,
fizestes com que me sentisse bastardo
no meio dos filhos legítimos vossos,
porém não untastes com fel minhas falas baldias!

Quem sois para mim:
a menina que vende paçoca nas ruas;
a moça gastando três contos na ida pro Plano,
três contos na volta dali;
a mulher, cuja vida seria um filme francês,
se não fosse verdade?
Quem sois: minha prima, irmã ou madrasta?
Não sei, realmente não sei;
moraria em outro lugar, se soubesse!

Quem sou para vós:
forasteiro sem eira nem beira,
bichinho exótico,
homem que, lendo o “Correio”, não perde frieza,
caçula que tanto amais?
Não sabeis...
Se soubésseis,
talvez me tivésseis tratado de outra maneira,
mais branda e menos sincera.

Então, somos quites, Brasília,
cidade alheia, cidade querida,
pois, feitas as contas,
merece favores mundanos e graças divinas
quem anda descalço por pedras em gume;
aqueles que usam coturnos, pisando o capim, desmerecem.
E pelo rigor com o qual me curastes de vãs ilusões,
ensinando o moral dos pioneiros,
eu fico-vos grato, Brasília,
meu duro amor!

Oleg Almeida.
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/distrito_federal/oleg_almeida.html

Monday, November 17, 2008

Lançamento de “Staub und Schotter” – de Marcos Freitas.


Em comemoração aos cinco anos de lançamento de seu primeiro livro “A Vida Sente a Si Mesma” (Ed. Gráfica Ibiapina, Teresina, 2003) e ao ingresso do autor na Associação Nacional de Escritores – ANE, este ano, o poeta Marcos Freitas e a Editora CBJE têm o prazer de convidar-lhe para o lançamento de seu oitavo livro de literatura “Staub und Schotter: Der Wind des Frühlings & die Brise des Herbstes”, uma coletânea de poemas escritos em diversas línguas, durante a estadia de seu autor no exterior (1991 a 1996), na Livraria Café com Letras, em Brasília – DF, no dia 18 de novembro (terça-feira).

Programação:

19h30 às 20h: Inquietudes de Horas e Flores – Declamação e leitura de poemas dos três mais recentes livros “quase um dia” (Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 2006; ilustrações de Manoela Afonso), “na curva de um rio, mungubas” (Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 2006; prefácio de Fred Maia e ilustrações de Manoela Afonso) e “raia-me fundo o sonho tua fala” (Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 2007; ilustrações de Manoela Afonso), pelo autor e pela poeta Cristina Bastos.

20h às 20h30: Apresentação da BandANA – Grupo musical dos servidores da Agência Nacional de Águas - ANA, com os músicos: Márcio Bomfim (voz e violão), Paulo Breno Silveira (violão), Paulo Spolidório (violino), Herbert Cardoso (cavaquinho), Maurrem (percussão) e Marcos Freitas (percussão).

20h30 às 21h: Grupo de Choro – Herbert Cardoso, Dionísio Mizziara e Eurico.

21h às 21:15h: Apresentação do livro Staub und Schotter pelo engenheiro, contista e tradutor Antonio Cardoso Neto, autor do prefácio.

21h15 às 21h40: Leitura dos poemas do novo livro, em alemão, inglês, espanhol, italiano, francês, tcheco e português, pelo autor e revisores presentes: Antonio Cardoso Neto, Paulo Breno Silveira, Laura Tillmann, Sigga Glitz, Ariel Mera, Patrícia Rizzotto e Carlos Saiz.

21h40 às 23h: Roda de Poesia com o Coletivo de Poetas (Menezes y Morais, José Edson, Jorge Amâncio, Ivan Monteiro, Teodoro Gontijo, Marco Polo, Cristina Bastos, dentre outros), com Márcio Bomfim (voz e violão). Sessão de Autógrafos.

Distribuição do libreto “Micro-Antologia - Marcos Freitas”, Série Escritores Brasileiros Contemporâneos, nº 44, O Livro na Rua, Editora Thesaurus, Brasília – DF, 2008.

Serviços:

Livraria Café com Letras
SCLS 203 Sul – Bloco C, loja 19
Brasília – DF
Entrada Gratuita

Livro:

Staub und Schotter: Der Wind des Frühlings & die Brise des Herbstes
Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 92p, 2008.
ISBN: 980-85-7810-223-4

Filmes vencedores do 10º FICA - Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental


Epidemia do cigarro e veneno mortal são os capítulos da melhor série ambiental de TV (Dinamarca, 2006) e melhor filme na opinião do público (diretor Jakob Gottshau). O batizado "Lições tardias para avisos antecipados" abre a mostra dos sete filmes vencedores do 10º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA) de Goiás, que acontecerá no Centro Cultural de Brasília (CCB) nos dias 20 e 21 de novembro deste ano.

Com início às 16 horas, a programação traz filmes que documentam, além do tabagismo, a reciclagem de lixo urbano, as multinacionais de petróleo, a extração de madeira, a sabedoria popular, as transformações urbanas, e até insetos.

São temáticas variadas que fazem o expectador olhar para o meio ambiente, cidades, zonas rurais etc. e analisar por outros ângulos a participação humana nos diversos contextos.

A iniciativa do CCB, segundo Tânia Castro, coordenadora da mostra, tem o objetivo de compartilhar com a comunidade brasiliense obras com valor estético, e, principalmente, com conteúdo relevante nos dias de hoje. "Falar sobre meio ambiente, sobre questões sócio-ambientais e transformações urbanas é urgente em nossa sociedade. O FICA é um projeto de qualidade e os filmes da mostra bastante adequados, que nos ajudam a refletir sobre essas questões importantíssimas hoje em dia.

Oportunidade essa, diga-se, não só para aqueles que admiram a sétima arte ou curtem a linguagem audiovisual, pois os filmes são indicados para todos os públicos.

Além disso, durante os dois dias de mostra, o professor David Lionel Pennington (do curso de Cinema e Vídeo da Faculdade de Comunicação da UnB) falará sobre Cinema e Meio Ambiente tecendo seus comentários sobre os filmes exibidos.

Os selecionados são: Lições tardias para avisos antecipados (melhor série ambiental de TV e melhor filme na opinião do público), Subpapéis (melhor produção goiana), Delta, o jogo sujo do petróleo (melhor longa metragem), Batida na floresta (melhor média metragem e troféu imprensa), Benzeduras (melhor produção goiana), Zona de diluição inicial (melhor curta-metragem), Jaglavak, príncipe dos insetos (melhor obra do festival).

A entrada é franca e o CCB fica na 601 norte. Lembrando que a Sala Loyola tem capacidade para 250 pessoas.

Mais informações: Tânia Castro 8455.4762
Site http://www.ccbnet.org.br/
Endereço: L 2 Norte 601 - Asa Norte - Brasília/DF
_____________________

PROGRAMAÇÃO
20/11 – Quinta-feira

16h00 – Apresentação do FICA
16h10 – Lições tardias para avisos antecipados
Melhor série ambiental de TV e melhor filme na opinião do público
Diretor: Jakob Gottshau
Dinamarca – 58min. – série televisiva 2006
1° capítulo: Epidemia do cigarro – 29min.
2° capítulo: Veneno mortal – 29min.
20h00 – Apresentação do FICA
20h10 – Comentarista Convidado: David Lyonel Pennington (Professor Adjunto do Curso de Cinema e Vídeo da Faculdade de Comunicação da UnB)
20h30 – Subpapéis
Melhor produção goiana
Diretor: Luiz Eduardo Jorge
Brasil (GO) – 18min – documentário 2007

20h50 – Delta, o jogo sujo do petróleo
Melhor longa metragem
Diretor: Yorgos Avgeropoulos
Grécia – 64min – documentário 2006

21/11 – Sexta-feira

16h00 – Apresentação do FICA
16h15 – Batida na floresta
Melhor média metragem e troféu imprensa
Diretor: Adrian Cowell
Reino Unido/Brasil – 58min30seg – documentário 2006
18h30 – Benzeduras
Melhor produção goiana
Diretor: Adriana Rodrigues
Brasil (GO) – 72min04seg – documentário 2007
20h00 – Apresentação do FICA
20h10 – Comentarista Convidado: David Lyonel Pennington (Professor Adjunto do Curso de Cinema e Vídeo da Faculdade de Comunicação da UnB)
20h30 – Zona de diluição inicial
Melhor curta-metragem
Diretor: Antoine Boutet
França – 30min. – documentário 2006
21h – Jaglavak, príncipe dos insetos
Melhor obra do festival
Diretor: Jérôme Raynaud
França – 52min. – documentário 2006
___________________
Sinopses dos filmes

Lições Tardias para Avisos Antecipados
Epidemia do cigarro – 1º capítulo
Veneno Mortal – 2º capítulo
Série de TV, 58min, 2006, direção: Jakob Gottschau – Dinamarca.
Contato: jg@express-tv.dk

Os efeitos nocivos do tabagismo e das aplicações do PCB (biferil policlorado) para a saúde humana e o meio ambiente. As lições dadas pelos desastres e/ou incidentes, as conseqüências dos males que foram previstos e que poderiam ter sido evitados. Em dois capítulos.

Subpapéis
Documentário, 18min, 2007, direção: Luiz Eduardo Jorge – Goiás; Brasil.
Contato: lejorge@ucg.br

Um mergulho nas profundezas da reciclagem do lixo urbano. As contradições existentes no trabalho dos catadores de lixo. Mão-de-obra explorada, muitas vezes em condições desumanas é, ao mesmo tempo, responsável pelo resgate ambiental de matérias que retornam à vida do consumo.

Delta, O Jogo Sujo do Petróleo
Documentário, 64min, 2006, direção: Yorgos Avgeropoulos – Grécia.
Contato: info@smallplanet.gr

No delta do rio Niger, na Nigéria, de onde é extraída grande parte do petróleo mundial, ataques de bombas, seqüestros e assassinatos fazem parte da rotina diária. Vazamentos de óleo no rio destroem flora e fauna, envenenam a cadeia alimentar e, conseqüentemente, ameaçam a existência dos 27 milhões de habitantes naturais da região. O documentário mostra como as gigantescas companhias multinacionais de petróleo definem a imagem do "progresso", enquanto a população ousa exigir o óbvio: o fim dessa situação.

Batida na Floresta
Documentário, 58min 30seg, 2006, direção: Adrian Cowell – Reino Unido / Brasil.
Contato: nomadfilms@tiscali.co.uk

Os conflitos gerados pela exigência de licenciamento para extração de madeira no Vale do Guaporé, em Rondônia. Madeireiros e fazendeiros ilegais, apoiados por políticos locais, nem de longe têm qualquer nível de consciência sobre o processo de aquecimento global, causado em parte pelas derrubadas e queimadas da Amazônia. Equipes de fiscalização tentam colocar um pouco de ordem e lei no lugar.

Benzeduras
Documentário, 72min 04seg, 2007, direção: Adriana Rodrigues – Goiás; Brasil.
Contato: floprojetos@uol.com.br

O importante papel dos benzedores em cidades do interior goiano está em processo de extinção. Um ofício que se baseia entre o sagrado e a sabedoria popular para a cura de doenças. O documentário aborda o que é, como se dá e o papel na cura do ato de benzer, sob o olhar de vários benzedores.

Zona de Diluição Inicial
Documentário, 30min, 2006, direção: Antoine Boutet – França.
Contato: dardard@club-internet.fr

As transformações urbanas causadas pela construção da maior represa do mundo na região das Três Gargantas na China. O estado das margens, das cidades e vilas situadas no rio Yang Tsé, antes do término da construção (previsão 2008), desde aquelas em ruínas ou desaparecidas até as que experimentam uma grande expansão econômica. As conseqüências que a represa trará ao meio ambiente e às populações locais quando as águas finalmente atingirem seu nível mais alto.

Jaglavak, Príncipe dos Insetos
Documentário, 52min, 2006, direção: Jeróme Raynaud – França.
Contato: xinyin@zed.fr

Nas montanhas do norte da República dos Camarões, os Mofu vivem uma relação peculiar com os insetos, dividindo com eles suas casas e colheitas. Neste ano, no entanto, uma terrível seca atinge a região, e os cupins deixam os campos para invadir as cabanas e celeiros. Para combatê-los, o povo Mofu costuma chamar Jaglavak, uma feroz formiga guerreira (formiga de correição). Ela é protegida por uma grossa carapaça e armada com aterradoras pinças que cortam, rasgam e atravessam qualquer coisa que caia vítima da sua voracidade! Se o príncipe dos insetos responder às preces tradicionais, é melhor os cupins, em suas fortalezas de lama, tomarem muito cuidado!

Friday, November 14, 2008

Coletivo de Poetas e Carlinhos Piauí na Barca Brasília

Barca Poética em fim de semana de lua cheia

Experimente participar de um passeio diferente, original, elegante, em um ambiente acolhedor, informal, onde você se encontra com a poesia, a música e sai de lá com novos amigos e muitas recordações. Para seu conforto, a Barca Brasília está abrigada das intempéries do tempo como chuva e vento. Para a sua segurança, a Barca Brasília possui os mais modernos recursos exigidos pela Marinha do Brasil para transporte de passageiros. Para sua satisfação nós temos uma equipe preparada para lhe receber da melhor maneira possível. Traga seus amigos e familiares. Estamos esperando por você!

Fim de semana de lua cheia, 15 e 16 de novembro, a dica é o projeto Barca Poética. O Coletivo de Poetas realiza um sarau náutico no Lago Paranoá a bordo da Barca Brasília. No comando, os poetas convidados Cristina Bastos, Carlos Augusto Cacá, Hilan Bensusan, Menezes y Morais, Carlinhos Piauí e a participação especial do jornalista e escritor Fernando Pinto, que relança o livro Memórias de Um Repórter, como direito a minipalestra.

A roda de leitura será dedicada aos poetas Hilda Hist e Manoel de Barros. Os passageiros também podem participar se utilizando dos "Poemas Salva-Vidas" aqueles trabalhos autorais ou de outros poetas preferidos. O cantor e compositor Carlinhos Piauí, que já ganhou prêmio do Ministério da Cultura pelo projeto Caravana Cantadores das Águas, no qual percorreu cidades ribeirinhas do Piauí mostrando seu trabalho carregado de regionalismo, também se fará presente com um repertório que contemplará música de raiz, ciranda, aboio, poesias e literatura de cordel.

A Barca Brasília garante, com sua equipe, segurança, conforto e um atendimento personalizado. Vale participar!

SERVIÇO

Barca Poética com Coletivo de Poetas na Lua Cheia
15 e 16 de novembro – sábado e domingo.
Saída da Barca: 17h com retorno às 20h30
Cais do Bay Park Hotel: SHTN Trecho 02 Lote 05
Valor do passeio: R$ 40,00, desconto 25% = R$30,00 por pessoa
Couvert artístico: R$ 10,00
Consumo de alimentos e bebidas à parte.
Reservas e informações:
www.barcabrasilia.com.br
passeio@barcabrasilia.com.br
Fones: 8419-7192 (Edmilson Figueiredo) e 8432-6234 (Amon Trajano).

COLETIVO DE POETAS E CARLINHOS PIAUÍ NA BARCA BRASÍLIA

O sarau do Coletivo de Poetas neste final de semana (15 e 16) na Barca Brasília com os poetas convidados, terá a participação especial do jornalista e escritor Fernando Pinto, que relança o livro Memórias de Um Repórter e faz minipalestra.

Além de seus integrantes recitarem poemas próprios, o Coletivo de Poetas vai homenagear os poetas Hilda Hilst (1930-2004) e Manoel de Barros, com rodas de leituras. O cantor e compositor Carlinhos Piauí mostrará composições proprias. A platéia também será será convidada a participar, com o Poema Salva-Vida, recitando trabalhos próprios ou de outros autores.

Cristina Bastos é mineira de Urbelândia que escolheu Brasília para viver. Compartilha o talento poético com a fotografia. É autora dos livros Decerto o Deserto e Teia.

Carlos Augusto Cacá é servidor público. Formado em sociologia, divide a poesia com o trabalho de coordenação da Tribo da Artes. É autor de Fadas Guerreiras.

Carlinhos Piauí é cantor, compositor e produtor cultural. Gravou, entre outros, os CDs independentes Estradas e Terreiros, e Conterrâneos, todos esgotados. Atualmente coordena o Sarau da Asefe - Associação dos Servidores da Fundação Educacional.

Hilan Bensusan é poeta e filósofo. Autor de três livos, entre os quais Excessos e Exceções, por uma ontologia sem cabimento, que estará autografando. Doutor em filosofia pela universidade de Sussex, Inglaterra, trabalha no Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília.

Menezes y Morais é jornalista, professor e escritor. Tem 10 livros publicados, entre os quais, Por Favor, Dirija-se a Outro Guichê (teatro) e Na Micropiscina da Lágrima Feliz (poesia).

Fernando Pinto, escritor e jornalista aposentado, trabalhou em jornais do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília-DF. Ex- correspondente de guerra, recebeu vários prêmios por suas reportagens. Tem oito livros publicados, entre os quais Os 7 Pecados da Juventude Sem Amor (3ª edição) e A Menina Que Comeu Césio (reportagem sobre a tragédia de Goiânia, que virou livro). FP fará minipalestra sobre as dificuldades que o jornalista encontra no exercício da profissão.

Friday, November 07, 2008

Teatro Experimental do SESC Amazonas (TESC) comemora 40 anos

A CAIXA Cultural Brasília abre suas portas para um dos mais importantes e atuantes grupos de teatro do país. O Teatro Experimental do SESC Amazonas (TESC) comemora 40 anos de palco presenteando o público brasileiro com três espetáculos. A Paixão de Ajuricaba (dias 04 e 05), As Mil e Uma Noites (06 a 09) e A Maravilhosa História do Sapo Tarô-Bequê (08 e 09).
Criado em Manaus em 1968, o Teatro Experimental do SESC Amazonas é dirigido pelo escritor e dramaturgo amazonense Márcio Souza, autor de romances como Galvez, Imperador do Acre, Mad Maria e Revolta. Índios, mitos, humor, sarcasmo e uma imensa região supostamente sem história formam os campos de trabalho do grupo. O TESC monta seus espetáculos a partir de duas linhas de pesquisa: uma voltada para uma visão crítica do processo histórico da região amazônica; e outra que leva ao palco o universo dos povos indígenas amazônicos.
Para a comemoração de seus 40 anos, o TESC traz a Brasília três encenações que exemplificam bem suas vertentes de pesquisa. Nos dias 04 e 05, a partir das 20h, o público brasiliense conhecerá A Paixão de Ajuricaba, peça que marcou a volta do grupo depois de um hiato de 11 anos. De 06 a 09, também às 20h, Márcio Souza transporta os dramas de Sherazad para o século XXI, na sua versão de As Mil e Uma Noites. Para a criançada, o TESC encena nos dias 08 e 09, em uma sessão matinê, às 16h, A Maravilhosa História do Sapo Tarô-Bequê.
Críticos de arte como Jefferson Del Rios, Fernando Peixoto, Luíza Barreto Leite, Bárbara Heliodora, Lan Michalski, Maczsen Luiz, entre outros, já discutiram e aplaudiram o desempenho do TESC pelo Brasil.

A Paixão de Ajuricaba
Dias 04 e 05, às 20h

Ajuricaba ou o espírito heróico do povo amazonense foi a maior personalidade indígena da história da Amazônia. Como aruaque, exerceu em mais alto grau um dos talentos de sua cultura: a arte da diplomacia para unir as diversas tribos sob uma confederação tribal. A clareza com que sabia distinguir os diversos europeus que começavam a entrar em seu território ajudou muito no êxito inicial do levante de Ajuricaba.
Foram cinco anos de combates contra os portugueses até que Ajuricaba foi preso. Quando seria transportado para Belém com outros guerreiros, o grande líder manau fez o gesto que lhe renderia lugar na História e no coração do povo da Amazônia: pulou da canoa em busca da liberdade. Aos 21 anos, Ajuricaba desapareceu no mar libertando-se dos grilhões e ressuscitando como símbolo de coragem.
Duração: 65 minutos.

As Mil e Uma Noites
De 06 a 09, às 20h

Nos tempos da dinastia bassanida, o sultão Shariar reinava em Bagdá. Um dia, ao voltar mais cedo da caça, Shariar flagrou sua mulher nos braços de um escravo. Matou os dois e decidiu que, a partir daquele dia, se casaria com uma menina virgem e mandaria executá-la ao amanhecer. Depois de quase dois anos e com a cidade de Bagdá despovoada de garotas virgens, Sherazad, filha do Grão-Vizir, decide se casar com o monarca assassino. Apaixonada pelo jovem e belo sultão, Sherazad, com a cumplicidade de uma irmã mais nova, Duniazid, passa a narrar histórias que prendem a atenção do sultão. Ao longo de mil e uma noites, Sherazad tece as aventuras do Bobo-da-Corte do Califa Harun-Al Hachid, a históriado persa e do curdo, a história de Shams-Al Nahar e muitas outras aventuras, para no final ganhar três filhos e o amor do sultão Shariar.
Márcio Souza adaptou os contos de Sherazad para o século XXI, num cenário urbano dilapidado, que tanto pode ter sofrido a agressão da guerra quanto a degradação da exclusão social. O encantamento e o desejo de fazer a vida triunfar sobre a morte estão presentes, assim como a superação da barbárie pela arte. A versão do TESC é a edição síria, composta no século XII, cujo manuscrito se encontra na Biblioteca Nacional de Paris. Para ressaltar o compromisso com a vida, o grupo escolheu as histórias de sensualidade, amor e humor.
Duração: 90 minutos.

A Maravilhosa História do Sapo Tarô-Bequê
Dias 08 e 09, às 16h

Premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte como Melhor Texto Teatral de 1997 e como Melhor Espetáculo e Melhor Cenografia no III Festival de Teatro da Amazônia em 2006, A Maravilhosa História do Sapo Tarô-Bequê recria livremente lenda da etnia indígena tucano em uma adaptação diferente dos contos tradicionais para crianças.
Certa manhã, um sapo procura o Pai do Mato, gênio que protege os animais e as plantas, pedindo para virar gente. Depois de muita argumentação e choro do Sapo, o Pai do Mato faz a transformação, avisando que ser homem não é coisa fácil. Para evitar a solidão, o Pai do Mato cria também, a partir de um cipó, uma namorada para Tarô-Bequê, agora homem. É Moça Juruti, que apesar de amar muito o jovem guerreiro, diz que só se casará com ele quando tiver fogo para cozinhar. O fogo é guardado pelo Urubu-Rei, feiticeiro perigoso, que vive num palácio construído numa imensa nuvem negra acompanhado de sua cozinheira Dona Mucura, tão feia que espantava qualquer mortal. Através de uma artimanha, Tarô-Bequê consegue roubar o fogo, enganando a cozinheira, e queima as penas mais bonitas do rabo do Urubu-Rei. Para se vingar, Dona Mucura rapta a Mora Juruti para a Casa dos Mortos, onde deverá casar com o Urubu-Rei. Com a ajuda de Dona Surucucu, a encantada, Tarô-Bequê consegue chegar na Casa dos Mortos, mas o final não é bem como ele tinha planejado.
Duração: 60 minutos.

Data: 04 a 09 de novembro de 2008.
Local: Teatro da Caixa Cultural
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia-entrada para estudantes, pessoas com 60 anos ou mais, professores, empregados da Caixa)
Horário:
A Paixão de Ajuricaba, dias 04 e 05 às 20h;
As Mil e Uma Noites, dias 06 a 09, às 20h (recomendado para maiores de 14 anos)
A Maravilhosa História do Sapo Tarô-Bequê dias 08 e 09, às 16h.
Informações: Recepção: 0XX-61-3206-6465 (aberta de terça-feira a domingo, das 12h às 21h).

Thursday, November 06, 2008

Show "A Música em Mim" da cantora Lucina - Açougue T-Bone


Por Francisca Azevedo
30 de outubro de 2008

Show "A Música em Mim" da cantora Lucina em única apresentação em Brasília no Açougue Cultural T-Bone
A programação cultural do Açougue T-Bone da próxima quinta-feira, 06, traz uma grande compositora e intérprete da MPB. Trata-se da cantora Lucina com o show A MÚSICA EM MIM, título de seu mais recente DVD lançado através do Canal Brasil (Globosat). Lucina se apresentará acompanhada do cantor e compositor, Aloísio Brandão, e dos músicos Fabiano Borges (violão de sete cordas e guitarra) e Fernando Machado (clarineta, clarone e sax-soprano). Além disso, o evento terá ainda dois lançamentos literários: Sonhos, Momentos e Emoções: técnicas de gravuras, da escritora Lêda Watson, e O livro dos Poligotes de Murillo Cagiano. A indicativa é livre.

Show “ A Música em mim”
Lucina tornou-se conhecida através de suas canções nas vozes de Ney Matogrosso (Ney registrou 11 canções de sua autoria), Zélia Duncan, Nana Caymmi, Joyce, Banda Cheiro de Amor, Tetê Espindola, Daúde, Alzira E., Rolando Boldrin, Vânia Bastos, Fred Martins, Olívia Byington, Verônica Sabino, As Frenéticas, entre outros, além da dupla Luli e Lucina da qual fez parte por 25 anos, tendo lançado 7 CDs no Brasil e no exterior. Em sua carreira solo, já registrou 4 CDs e agora um DVD.
¨A Musica em Mim é a tradução da maturidade de uma artista. Em cada canção, a busca da emoção exata, a expressão de sua inteireza e a percepção de sua multiplicidade.

Nesses tantos anos de música, me parece, Lucina andou conquistando a sua essência, trabalhando a intuição, construindo a inspiração e conservando, sobretudo, o prazer e a inocência. No repertório, doses precisas de humor, sofisticação, modernidade e essencialidade. O encontro com vários parceiros (Luli, Zélia Duncan, Paulinho Mendonça, Aloísio Brandão, Lenita Lopez, Joaosinho Gomes) demonstra a fluência com que sua melodia transita pela poesia alheia (todas as melodias são de sua autoria). Lucina consegue dar a cada letra uma personalidade, e personalizar cada letra com sua melodia.¨ (Lenita Ribeiro – jornalista e atriz).

Músicos convidados:
ALOÍSIO BRANDÃO - Exigente, perfeccionista é dono de letras carregadas e de poesia madura e elaborada. Poeta da palavra enxuta e surpreendente. Dublê de artista e jornalista profissional (atua como repórter, redator e editor-chefe de uma revista científica de circulação internacional), letrista que escreve sistematicamente, e grande parte de suas letras destina-se a parcerias: Luli, Lucina, Tom Tavares, Luiz Theodoro e Zeca Bahia, entre outras.
FABIANO BORGES - violão de sete cordas e guitarra
FERNANDO MACHADO - clarineta, clarone e sax-soprano

Lançamentos literários:
Livro dos Poligotes do escritor Murillo Cagiano. Apoio: Fundo da Arte e da Cultura (FAC), Secretaria de Cultura do DF, Associação Nacional de Escritores (ANE) e Grafor Gráfica e Editora.

Sonhos, Momentos e Emoções: técnicas de gravuras da escritora Lêda Watson. A escritora carioca é, sem sombra de dúvida, um dos mais importantes e conceituados nomes da gravura contemporânea brasileira. Dona de um estilo único, Lêda tem povoado a arte com seu universo de formas e cores carregadas de emoção. A obra, com 128 páginas, na qual a gravadora conta sua trajetória, reproduz depoimentos de amigos (gente do cacife de Antonio Houaiss, Sergio Paulo Rouanet e José Guilherme Merquior) e detalha técnicas de gravação e promete se transformar em guia para os jovens artistas.

Informações:
Produção: (Francisca Azevedo ) 61- 8432-3669
Lucina: (21) 9167-2421/ 2609-4285 (Patricia Ferraz) patiferrazproducao@gmail.comEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Site da Lucina - www.lucina.com.br
Aloísio Brandão: (61)2106-6527
Lêda Watson: (61) 8142- 0111(Carmem Moretzsohn), (61) 8142-0112 (Gioconda Caputo)
Data: 06/11
Horário: 20 horas
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
Tel: (61) 3963-2069
ENTRADA FRANCA

Wednesday, November 05, 2008

Lançamento de Excessos e Exceções do filósofo Hilan Bensusan


SINOPSE
Buscar compreender o pensamento e suas circunstâncias sem a pretensão de ser uma espécie de bússola ontológica. Desvendar as lacunas entre um pensamento e outro e observá-las como extensão das singularidades de cada pensamento. A obra de Hilan Bensusan, do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília, baseia-se em idéias de filósofos contemporâneos para discutir as variantes do pensamento e encontrar recursos para lidar com as muitas faces da questão de como o pensamento pode deixar de ficar indiferente à singularidade.

DADOS TÉCNICOS
Autor: Hilan Bensusan
Páginas: 392
Edição: 1ª
Ano: 2008
ISBN: 97-85-7698-023-0
Formato: 21,00 x 14,00
Peso: 0,489
Cód. Fabricante: 3.01.02.1177

LANÇAMENTO
Dia 6 de novembro de 2008
Horário: 20h
Local: Café com Letras
SCLS 203 Sul – Bloco C, loja 19
Brasília – DF

Monday, November 03, 2008

Trilhando o asfalto cotidiano


Trilhando o asfalto cotidiano

Sobre a obra TRILHAS* (Belo Poético-2007) do Poeta Rogério Salgado

Por Leonardo de Magalhaens


Temos hoje notado que a Poesia tem se metamorfoseado em múltiplas vertentes e remontada em perspectivas as mais variadas, como uma forma de explicitar em mil e um prismas a 'pluralidade' do mundo ao redor. Chamamos de 'diversidade' como se notássemos apenas agora que o mundo não tem uniformidade (e "toda unanimidade é burra", dizia Nelson Rodrigues) e muito menos 'coerência'.

A Escrita como forma de pinçar esta pluralidade é vista como 'politicamente correta' pois discriminar quem quer que seja é visto como 'preconceito', 'racismo', 'discurso anti-social', et cetera, como se a 'humanidade' fosse um conceito plural ad priori - o que não é. Só recentemente passamos a aceitar/tolerar o Outro, o Diferente. Desde o Iluminismo (sec. 18) passamos - enquanto 'civilização ocidental' - a tolerar os credos e visões dos Outros. E a poesia foi (e é) fundamental para esse processo de "Tolerância".

Fragmentar a Poesia não é o meio único de 'representar' todos e todas as 'perspectivas'. A poesia para ser aceita não precisa ser feita para um grupo ou outro. Mas que cada grupo lendo, ali se identifique. Um poeta não vem para agradar/representar um grupo ou outro, mas para visualizar peculiarmente todo um leque de vivências e situações. O Poeta é o visionário-mor por excelência.

Assim, encontramos hoje, aqui mesmo em BH, um Poeta que sem pretender 'representar' X ou Y, está simplesmente esboçando sua opinião/versão sobre TUDO. Não enquanto pretensão, mas porque sendo um 'flaneur' pelas ruas do bairro Padre Eustáquio este poeta medita/vivencia o que acontece ao redor e no distante - seja no presente e no passado.

Quando descobrimos a Poética de Rogério Salgado não somos tocados por uma peculiaridade ou originalidade, mas por sua 'multiplicidade de temas', seu olhar atirado sobre TUDO e TODOS. Um poeta que deseja denunciar, mas também amar, que quer despejar amargura, mas também quer transar!, quer abraçar os vultos saudosos e incendiar os templos da religião mercenária!

Seguindo estas 'trilhas' em companhia dessa miríade de versos, sem artificialismos e pretensões, vemos que uma Poesia 'pluralista', como hoje se apregoa, não passa de artificialismo e 'guettização'. Não há poesia para cada grupo/classe social, mas uma POESIA PLURAL. Falemos, portanto, dessa Poética.

A ironia do poeta Rogério Salgado diante da realidade social é ácida e certeira. Ele não vem 'falar bonito', ele vem enfrentar as feras e fuligens! Ele cita notícias de jornal, ele rememora crimes hediondos, ele tece referências aos casos e descasos da sociedade. Um exemplo? Eis o poema Ode ao Planet Hemp (ou Réquiem para Galdino): “Proibido queimar fuminho./Permitido queimar índio.”

Aqui em brutal referência ao caso do índio Pataxó em Brasília, em abril de 1997, que foi vítima de um grupo de filhinhos-de-papai que nada tinham para fazer para 'matar o tédio'. Então resolveram queimar um 'mendigo', e acabaram nas manchetes!Uma sociedade que denunciada mostra o quão incoerente e mesquinha. Não uma crítica 'marxista' ou 'liberal', mas um anseio de quem busca a 'liberdade'. Daí sua crítica a todo tipo de discurso ou ação que venha limitar o ser livre pensante (se ainda sobraram alguns...) É uma crítica ao 'autoritarismo' que encontramos no poema 1o de abril (parceria com Virgilene Araújo): "não havia mocinhos fardados naquele momento/ havia sim, facínoras que nos roubariam/ todas as possíveis liberdades" retratando liricamente (dentro do possível) a 'ditadura militar' de 1964 a 1985, sob um olhar de denúncia verbal, enfática e imagética. Vemos as fardas e ouvimos o ressoar das botas. Até porque, segundo o escritor Luís Mir, em seu volumoso livro "Guerra Civil - Estado e Trauma", Exército no Brasil só serve mesmo é pra bater em civil, impor um 'terrorismo de Estado'. "Nas palavras de minha avó/ ocultavam-se gemidos/ nos porões do DOI-CODI/ coronéis torturando/ brancos idealistas pela liberdade." (Poema 1964).

Enfrentando o cotidiano áspero, em suas andanças, o Poeta quer fugir ao tédio da mesmice num movimento de abrangência onde sua expressão do 'real' torna-se a 'realidade' para ele, ou seja, os versos são mais 'reais' que o mundo denunciado: “Meu tédio/ é feito de bocejar poesia/ por essa razão/ jamais me sentirei de saco cheio.” (Cotidiano).

Evidencia-se mais numa crítica a alienação cotidiana, o poema Brasil Moderno (mais um poema pro Natal) (parceria com Virgilene Araújo): “(...)/a fome financeira alimenta igrejas/ mas não alimenta a solidariedade./ Nas ruas, crianças choram/ faltam seios/ e o homem cada vez mais frio/ congela seus sentimentos/ caminhando em busca de tudo/ sem saber que no final do juízo/ só encontrará o nada/ absolutamente nada./ (...)”

e mais ainda no poema Cotidiano, que desce o olhar no calendário do dia-a-dia: “Nasce janeiro e morre dezembro/ e sempre a velha hipocrisia de sempre/ imperando entre os humildes” - apenas para constatar a mesmice galopante: "a vida continua / e a mesma velha história"

Também se percebe a crítica à exploração religiosa, quando Rogério lançou o libelo Quermesses (Belô Poético-2007), que abalou as mentes medievais que ainda transitam ao nosso redor em pleno século 21 (o que quer que isso signifique!) O poema-título Quermesses (na p. 31) aponta as incoerências entre um sistema religioso que se diz 'fraternal' e um sistema econômico 'mercenário': "Amai o próximo como a ti mesmo"/ frase perdida no tempo/ agora o tempo presente/ se faz de egoísmo e posses/ enquanto o mundo caminha/ tranqüilo esperando o juízo final.” E o poema Cordel Urbano, na p. 32, cujo início é: "No exato momento da orgia / econômica das igrejas de Jesus / o capitalismo exacerbado e egoísta / fode conosco, que carregamos nossa cruz", já denunciando sem literatices o que seja um contra-senso nesta absurda contradição de um sistema religioso que não hesita em apoiar os donos do poder (qualquer estudo sobre o cristianismo e o fascismo evidencia isso...). Daí o tom 'iconoclasta' e 'escatológico' que notamos no poema Apocalipse:”(...)/ em cada poesia/palavras perecerão nas fezes/onde o carcomido e o não comido/apenas no apetite perpétuo/será palavra compacta./A paz em parábolas/perde-se-á na miséria/nesse final dos tempos/ pois na pedra há de ser gravada/pela palavra, porque assim será.”

A METALINGUAGEM

Outra característica do Poética salgadiana é a metalinguagem. Quando o poeta fala abertamente (e obscenamente) do ato de 'poetar', ao deitar um olhar sobre a própria escrita: “Escrever difícil é simples./Difícil é escrever simples.” (Questão de lógica) E também:“Tudo me fascina/se a poesia alucina./Tudo me diverte/se de amor, o coração derrete. (Quadrinha ridícula de rima fácil). E ainda: "Minha vida sempre perde./ Minha poesia sempre ganha./ Não sei se vivo/ ou se escrevo." (Impasse, p. 58), onde a poesia se confunde com o próprio existir. Ao imergir em questões tantas ao ser poeta. Mas - o que é ser um Poeta?

(Autodefinição p. 60) “O que causa solidão/é o fato de ser diferente/ por isso observo flores no concreto/a lua de dia e o calor da noite/da maneira mais trágica e poética/do que não desejaria ser:/ inconcebivelmente um poeta.” (Um quarto de ofício p. 69): Um poeta num quarto qualquer/constrói o ofício de seu verbo/moldando palavras e sentimentos/como sofrida solidão de compor.”

Os leitores e os ouvintes não percebem que o poema nasce da dor do poeta, a dor de perceber-se deslocado no meio da multidão, a dor de desejar ser além do que se é permitido ser. Vejamos Poética (p. 70) “Meninas lêem meus poemas/ e põe-se a sonhar/com a poesia gestada dos meus versos/Palavras fúteis, pronunciadas ao vento.../ Se soubessem a dor da feitura/na hora de parir a poética/talvez perdessem mais seu tempo/observando tais versos./Palavras fúteis, pronunciadas ao vento.../ mas que para o poeta, valem uma vida.”

Epitáfio (p. 70) “Aqui nasce um poema/enquanto o poeta/falece na composição amarga/de rasurar sua dor.”

Diálogo poético e paródia se misturam quando o Poeta eleva a voz ao Poeta Mineiro das Itabiras, no Poema por apenas ter dito... (Com sua licença, Drummond) (p. 71) “Quando nasci/alguém deve ter dito:/-Vai cara, ser poeta na vida!/Passaram-se dias, meses, anos/e entretanto a sina se profetizou” - Ou quando relembra os versos e ambiências de Fernando Pessoa e seus heterônimos (o poeta é fingidor e o 'guardador de rebanhos') em Errante (p. 81) (a 3a estrofe), "Tenho revisto Pessoa / sendo fingidor todos os dias / pastoreando poemas e ovelhas."

O que é a Poesia em si-mesma? Poemia (p.73), "Sou o retorno do que não fui/ por isso a poesia me acompanha/ dorme na minha cama/ convive comigo" - A palavra (p. 74), "E além da vida / sobrevive a palavra / mas o poeta / acaba" - Poema Mundi (p. 76), "Meu poema é livre / pé na estrada, poeira / e não deve satisfação / a quem quer que seja." - Questão de Linguagem (p. 82) “O poema é isso:/descompromissado/por isso surge lúcido/ou alcoolizado/(depende das circunstâncias)/sendo impresso em papéis/ e distribuído entre tantos/que nem atentos percebem/a fragilidade do poeta.”

Poema na Pessoa (p. 152), que inicia "O poema é aquilo / que comumente é impossível / mas que é passivo de ser possível / quando brota da emoção." E finaliza "O poema não são meras palavras / ou meias palavras cortadas. / O poema é a pessoa." - O último poema (p. 163-64): “A noite é tapete estrelado/onde, sob essa luz que brilha/o poeta aguarda a vida e a morte/rasgando seu peito febril/e, na dor de rasurar papéis/compõe com versos livres/seu último poema.”

O poeta se embebeda em solidão nos bares noite adentro em lírica boemia, sofrendo a insensibilidade da cruel indiferença dos leitores, como lemos em Prelúdio por um momento de vazio: “Depois de dois copos de conhaque/só resta compor versos/e rabiscos na mesa do bar/para que os insensíveis leiam.”

O antídoto para a solidão ensimesmada do Poeta é um mosaico de imagens familiares, de recortes da infância, de saudosas figuras de amigos falecidos, ou pessoas que se afastaram de um costumeiro convívio, ou de vultos despersonalizados que servem como receptáculos dos desejos do eu-lírico. A família se afigura um referencial, uma raiz, um abrigo na adversidade. Socialmente disperso, mas familiarmente enraizado, o poeta ainda encontra um lugar no seio da família, primeiro lar, depois lembrança.Enquanto

lembrança do lar, a infância a ressurgir como uma 'busca ao tempo perdido', ora idealizada, ora remodelada pelas saudades do eu-presente. Uma infância feita de comparações tecidas entre o que se esperava dele e o que ele se tornou hoje: “Eu era feliz na inocência/ porque era ainda menino./ A barba hoje marca esse rosto/ os cabelos enevaram-se/ e os olhos lacrimejaram/ e o que era ainda menino/ amadureceu na rudeza da vida./” (Ainda menino) – “Quando criança/ imaginava que o mundo/ era só fazer peraltices/ depois ser embalado docemente/ pelos braços de minha mãe./ Hoje vejo que o mundo/ é poesia e solidão/ e uma vontade louca/ de fazer peraltices/ e depois refugiar-me sozinho/ longe deste mundo adulto/ com vergonha de chorar...” (Infância).

A solidão do eu-presente somente é aliviada por uma busca nas brumas do passado, como a reconstituir uma identidade já perdida ou transviada. A menos que uma substituta da imagem materna se aproxime. É a figura da Amada, da Musa. Com o advento de sua 'cara-metade' Virgilene Araújo, a esposa/musa, o Poeta Rogério Salgado pode instrumentalizar seu lado Eros após toda uma fase de crítica e amargura, como demonstra um poema 'a quatro mãos'. “Transformar a pedra/ em poema/verso/ é um trabalho que nos parece/ comum/entanto, a jornada das horas/carece de que sejamos/operários da palavra/labutando com a semente macia/macerada e sofrida/que poderia ser somente/mais. uma por que não?” (Ofício poesia).

O tema amoroso aflora na poética de Rogério Salgado, ainda que destoando do seu estilo árido e cínico, uma vez que para abordar o tema 'romântico' falta ao poeta uma real singeleza. O poeta é sarcástico demais para soar amoroso (tal um Neruda, por exemplo) Não que seja uma 'deficiência do autor' mas não emociona. Exceção para os poemas de teor basicamente erótico. É singelo um poeta que escreve "Meu amor / só quer / me ter... " (Egoísmo)? Ou "Não, baby/ não me venha / com esse papo de amor / nem de que sou sim / tão importante pra você. / Prefiro mesmo é falar de futebol." (Papo de jogar conversa fora), ou "O amor só vale a pena / se a cama não for pequena." (Parafraseando Fernando Pessoa) ou ainda: “Enquanto a comida queima/no fogão/você me abraça, me beija/ me alisa e toca no meu sexo/dizendo que me ama./O salário é curto/e nem temos ainda/grana pra pagar o gás...” (Vida a dois)



Então parece mesmo que o Erotismo fascina mais que o tom romântico a se esperar de um poeta singelo e apaixonado. O Eros tem uma carga de 'sacanagem' que dispensa a singeleza. Vejam só: "Não quero te ver verde: / quero-te amadurecida em minhas mãos / feito fruta boa no verão / branca feito alvidez no inverno / caindo em meus braços / em noite de lua clara em primavera / como se fosse outono dentro de mim." (Estações, p. 41), e "e pela cortina de seda / que filtra a luz pela manhã / seremos plenos em nossos caprichos / seremos seres humanos / seremos bichos.", e também: “Queria tocar o bico do seu seio/carinhosamente como quem toca/uma cereja/mas você jamais entenderia/ que no bico do seu seio/possa existir tanta pureza/por isso, antes que você diga/que sou um maldito pornográfico/imagino o bico do seu seio/na minha mais completa inocência.” (Poema inocente para ser recitado) . Poema Transa (p. 49), "A menina dos meus olhos / é uma prostituta louca / que transa todas as noites / com meus cílios / dando-se toda / deixando derramar espermas / que serão colírios / que me farão enxergar o mundo / mais obsceno do que ele é."

Parece que o Erótico surge como outra 'válvula de escape' diante das pressões, mais do que um 'relaxamento' do eu-lírico, como se agora depois da amargura, o poeta apaixonado se reconciliasse com o corpo, o Outro e o mundo.

Relembro que TRILHAS do Poeta Rogério Salgado é uma obra múltipla que requer atenção e um olhar também múltiplos, uma vez que 'rótulos' e 'imagens' aqui pouco valem, sendo mais uma constatação de que a real poesia é nada mais nada menos que a irreal vida do Poeta.

*trata-se de uma coletânea de poemas em seleção organizada por Virgilene Araújo, esposa do Poeta. Poemas de 1984 a 2007
Leonardo Magalhaens é poeta, escritor e filósofo. Secretário da OPA – Oficina de Produção Artística de Belo Horizonte. leonardo_de_magalhaens@yahoo.com.br

Patricia Klein é a vencedora da Competição de Vídeos De Olho no Clima


Patricia Klein é a vencedora da Competição de Vídeos De Olho no Clima, com o documentário 'Ação em Rede'. Foi o vídeo mais visto, e receberá como prêmio uma viagem à Londres, no dia 19 de novembro, para visitar instituições ambientais e científicas inglesas, e produzir um making of da viagem com apoio de um profissional do Canal Futura. - http://www.deolhonoclima.com.br/Noticias/Noticia.aspx?i=312

Embaixada de Portugal celebra a poesia de Marly de Oliveira


Mais sobre a poesia de Marly de Oliveira: http://marlydeoliveira.blogspot.com