O projeto Arte em Aberto convida 100 anos de Eu, de Augusto dos Anjos: poesia e problemas
por Vicente de Paulo Siqueira + Reginaldo Gontijo, com ensaio videofotográfico deste.
Afinal, o engenho&arte do anjo magro e torto do Pau-d'Arco, o que faz no projeto que se propõe repensar as vanguardas? Na boca errada do povo, os poemas do filho do C e do NH3 rodopiaram à toda (escarro, vômito, gozo?)! E os modernistas, nada ou quase... até que Cabral exalte sua tinta turva, que escreve negro tudo, a geometria de enterro de seus versos enfileirados...
Estamos, cem anos após, mais preparados para entender sua arte assombrosa, arrebatadora?!
VPS, no texto abaixo, vincula Augusto à tradição de ruptura (esse belo e imprescindível oxímoro) - leiam-no e estejam no
Sebinho - 406 N - no dia 13 de junho, às 19 h. ,
onde também acontece o quasevídeo (decerto um monstro de escuridão e rutilância) do Gontijo.
(Veja também a cara diáfana do vate paraibano, contra serra e várzea, e o toque precioso do Octavio Paz - em anexo.)
Os cem anos do "Eu", de Augusto dos Anjos, e a tradição da ruptura no Brasil
Podemos pensar em Gregório de Matos, Sousândrade, Augusto dos Anjos e Pedro Kilkerry como os primeiros articuladores de uma tradição da ruptura, em poesia, no Brasil.
O que há de comum entre esses poetas e que faz com que sejam agentes nessa ruptura da tradição: negar os modelos e o pensamento de sua época; propor novo olhar, novo sangue; romper com o que se continuava, atuar como atores/autores da transgressão, com proposições estéticas, atitudes ou abordagens políticas e/ou filosóficas que reinauguram o novo e apontam futuros na linguagem e na vida.
No centenário do livro único de Augusto dos Anjos, "Eu", que veio a lume em 06 de junho de 1912, paramos para (re)pensar sobre o significado e os ecos atuais de sua poesia.
No ambiente artificial do Parnasianismo/Simbolismo, em que o mais "justo" em literatura era a expressão do "sorriso da sociedade", e em meio às mais severas adversidades, surge a poesia de Augusto dos Anjos, versos marcados pela tragédia, pela reversão do evolucionismo de Haeckel e Spencer aos termos de um contrassimbolismo, uma antilírica, que nega a nebulosidade e o artificialismo, que reverte, ironiza, destrona a poesia.
O "operário da ruínas" é também o eu lírico do poeta, a reconstruir verso a verso a sensibilidade decadente de nossa belle èpoque. O "verme" era a poética de Augusto, a viver da linguagem que decompunha; a fazer do verso decassílabo, do paradoxo, as ferramentas para a expressão de mundos em convulsão; a articular entre as palavras efeitos de cruel beleza, em lances explosivos que estremeciam e reativavam nossa tradição em poesia, pensando em outros termos a vida, a dor, o amor, a morte; não deixando passar em branco nem a imagem tão sagrada, naqueles tempos, do poeta, "Feto malsão, criado com os sucos / De um leite mau, carnívoro asqueroso, / Gerado no atavismo monstruoso / Da alma desordenada dos malucos".
VICENTE PAULO SIQUEIRA: Poeta, contista, ensaísta, perfomer e arte-educador. Autor dos livros O Tao da Coisa (poemas, 1995), Lâmina (contos, 2004) e Abecedário (poemas visuais, 2009). Escreve, atualmente, roteiro de filme sobre Augusto dos Anjos.
REGINALDO GONTIJO: Vídeo-cineasta, prosador experimental (Cituma ou O movimento da matéria, 1995) e poeta digital (DVD Infininho). Dirigiu, com Luiz Fernando Suffiati, o vídeo (de curta-metragem) Tristão e Isolda (c. 1988) e o videofilme (longa) O Mar de Mário (1988-2010), estrelado pelo cineasta Mário Peixoto. Estão concluindo longa-metragem sobre o pensador Eudoro de Sousa.
Tuesday, June 12, 2012
100 anos de Eu, de Augusto dos Anjos: poesia e problemas
O projeto Arte em Aberto convida 100 anos de Eu, de Augusto dos Anjos: poesia e problemas
por Vicente de Paulo Siqueira + Reginaldo Gontijo, com ensaio videofotográfico deste.
Afinal, o engenho&arte do anjo magro e torto do Pau-d'Arco, o que faz no projeto que se propõe repensar as vanguardas? Na boca errada do povo, os poemas do filho do C e do NH3 rodopiaram à toda (escarro, vômito, gozo?)! E os modernistas, nada ou quase... até que Cabral exalte sua tinta turva, que escreve negro tudo, a geometria de enterro de seus versos enfileirados...
Estamos, cem anos após, mais preparados para entender sua arte assombrosa, arrebatadora?!
VPS, no texto abaixo, vincula Augusto à tradição de ruptura (esse belo e imprescindível oxímoro) - leiam-no e estejam no
Sebinho - 406 N - no dia 13 de junho, às 19 h. ,
onde também acontece o quasevídeo (decerto um monstro de escuridão e rutilância) do Gontijo.
(Veja também a cara diáfana do vate paraibano, contra serra e várzea, e o toque precioso do Octavio Paz - em anexo.)
Os cem anos do "Eu", de Augusto dos Anjos, e a tradição da ruptura no Brasil
Podemos pensar em Gregório de Matos, Sousândrade, Augusto dos Anjos e Pedro Kilkerry como os primeiros articuladores de uma tradição da ruptura, em poesia, no Brasil.
O que há de comum entre esses poetas e que faz com que sejam agentes nessa ruptura da tradição: negar os modelos e o pensamento de sua época; propor novo olhar, novo sangue; romper com o que se continuava, atuar como atores/autores da transgressão, com proposições estéticas, atitudes ou abordagens políticas e/ou filosóficas que reinauguram o novo e apontam futuros na linguagem e na vida.
No centenário do livro único de Augusto dos Anjos, "Eu", que veio a lume em 06 de junho de 1912, paramos para (re)pensar sobre o significado e os ecos atuais de sua poesia.
No ambiente artificial do Parnasianismo/Simbolismo, em que o mais "justo" em literatura era a expressão do "sorriso da sociedade", e em meio às mais severas adversidades, surge a poesia de Augusto dos Anjos, versos marcados pela tragédia, pela reversão do evolucionismo de Haeckel e Spencer aos termos de um contrassimbolismo, uma antilírica, que nega a nebulosidade e o artificialismo, que reverte, ironiza, destrona a poesia.
O "operário da ruínas" é também o eu lírico do poeta, a reconstruir verso a verso a sensibilidade decadente de nossa belle èpoque. O "verme" era a poética de Augusto, a viver da linguagem que decompunha; a fazer do verso decassílabo, do paradoxo, as ferramentas para a expressão de mundos em convulsão; a articular entre as palavras efeitos de cruel beleza, em lances explosivos que estremeciam e reativavam nossa tradição em poesia, pensando em outros termos a vida, a dor, o amor, a morte; não deixando passar em branco nem a imagem tão sagrada, naqueles tempos, do poeta, "Feto malsão, criado com os sucos / De um leite mau, carnívoro asqueroso, / Gerado no atavismo monstruoso / Da alma desordenada dos malucos".
VICENTE PAULO SIQUEIRA: Poeta, contista, ensaísta, perfomer e arte-educador. Autor dos livros O Tao da Coisa (poemas, 1995), Lâmina (contos, 2004) e Abecedário (poemas visuais, 2009). Escreve, atualmente, roteiro de filme sobre Augusto dos Anjos.
REGINALDO GONTIJO: Vídeo-cineasta, prosador experimental (Cituma ou O movimento da matéria, 1995) e poeta digital (DVD Infininho). Dirigiu, com Luiz Fernando Suffiati, o vídeo (de curta-metragem) Tristão e Isolda (c. 1988) e o videofilme (longa) O Mar de Mário (1988-2010), estrelado pelo cineasta Mário Peixoto. Estão concluindo longa-metragem sobre o pensador Eudoro de Sousa.
Monday, June 11, 2012
Quarto Sarau do Coletivo de Poetas
O Coletivo de Poetas e o 2º Clichê convidam para o sarau a ser realizado neste sábado, 16 de junho de 2012, das 19h às 23h. Músico convidado: Sérgio Moraes (voz e violão). SM mostrará composições próprias.
Serão feitos os relançamentos dos livros Bar do Escritor (terceira dose), por Giovani Iemini (org.); Para que não reste silêncio (poesia), de Hélio Soares Pereira; e a 2ª Coletânea Poética do Guará, por Adilson Cordeiro Didi (org.).
Os escritores autografarão seus livros, falarão um pouco da sua vida e obra e recitarão e/ou lerão poemas seus e/ou de outros autores. A plateia poderá fazer perguntas.
Alceu Brito Corrêa e Menezes y Morais atuarão como mestres de cerimônia.
Haverá sorteio de livros de autores residentes no DF e o quadro Poesia na roda, quando representantes do público poderão recitar ou ler poemas de suas preferências.
Sarau do Coletivo de Poetas
2º Clichê Bar e Cachaçaria
CNL 107 Bl "C" lj 57 – (61) 3201-5749.
Sábado, 16, das 19 às 23h.
Couvert: R$ 7 (sete reais).
Wednesday, June 06, 2012
GT do Plano Decenal de Cultura do DF é instituído nesta quarta-feira
Victoria Almeida | 05/06/2012 |
A Secretaria de Cultura convida a população para a cerimônia de assinatura do Ato que institui Grupo de Trabalho para elaboração da minuta do Plano Decenal de Cultura do Distrito Federal. A sessão solene acontece nesta quarta-feira (06/06), às 15h, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro.
O Presidente Lula sancionou em dezembro de 2010 a lei que institui o Plano Nacional de Cultura. O Plano de dez anos foi concluído em 2011 com a definição das suas metas após consulta pública e discussão no Conselho Nacional de Politicas Culturais.
A elaboração do Plano Decenal de Cultura do Distrito Federal, assim como o nacional, contará com a participação da comunidade, de artistas, produtores e intelectuais. No primeiro momento serão constituidos Grupos de Trabalho a partir dos temas centrais do Plano. Durante 45 dias úteis, a partir da assinatura em seis de junho, os grupos terão como missão fazer o diagnóstico e apresentar propostas de ações e metas. No segundo momento, será realizada uma Consulta Pública.
Após a sistematização das contribuições dos grupos de trabalhos e da consulta pública, será elaborado o texto que será encaminhado à 4ª Conferência de Cultura do Distrito Federal e ao Governador do DF para posterior encaminhamento à Câmara Legislativa.
Fonte: SeCult DF
Lançamentos
INQUIETUDES DE HORAS E FLORES
Autor: Marcos Airton de Sousa Freitas Graduado em engenharia civil pela UFPI (1985), mestre na área pela UFC (1991), pós-graduado pela Universidade de Hannover (1991-1995), com bolsa do DAAD/Capes, e especialista em políticas públicas pela ENAP (2009). É também poeta, contista, letrista e membro da UBE e da ANE. Vice-presidente da AEBA-DF. Dados: Editora Livre Expressão, RJ, 116 págs., 2011, ISBN-13: 9788579842627. Resumo: trata-se de poemas selecionados do autor, em edição bilíngue (português-espanhol), traduzidos por Carlos Saiz Alvarez. Poema: Irreversibilidade - o tempo presente,/presente de um deus?/o tempo passado,/passado sem os meus./o tempo futuro,/futuro para os seus?
Como adquirir: No site da Livraria Cultura: www.livrariacultura.com.br
NA TARDE QUE SE AVIZINHA E OUTROS POEMAS Seleta Poética Autor: Marcos Freitas Graduado em engenharia civil pela UFPI (1985), mestre na área pela UFC (1991), pós-graduado pela Universidade de Hannover (1991-1995), com bolsa do DAAD/Capes, e especialista em políticas públicas pela ENAP (2009). É também poeta, contista, letrista e membro da UBE e da ANE. Vice-presidente da AEBA-DF. Dados: Emooby Editorial, Portugal, 2012, ISBN: 9789897141287 Resumo: O livro, em formato e-book, 'Na tarde que se avizinha e outros poemas" enfeixa uma seleção de poemas dos seis primeiros livros de poesia do autor , a saber: 'Raia-me Fundo o Sonho tua Fala', 'Na Curva de um Rio, Mungubas', 'Quase um Dia', 'Moro do Lado de Dentro', 'A Terceira Margem do Rio' e 'A Vida Sente a Si Mesma'. A Antologia segue a divisão por livros e obedece a ordem cronológica inversa, do mais recente ao mais antigo. Com ilustração da capa da artista curitibana Manoela Afonso, a obra reúne poemas autobiográficos, de cenas cotidianas, de meditações sobre o tempo e a finitude da vida.
Como adquirir: No site da Emooby Editorial: http://www.emooby.com/pt/books/view/37
Fonte: http://www.daad.org.br/pt/19699/index.html
INQUIETUDES DE HORAS E FLORES
Autor: Marcos Airton de Sousa Freitas Graduado em engenharia civil pela UFPI (1985), mestre na área pela UFC (1991), pós-graduado pela Universidade de Hannover (1991-1995), com bolsa do DAAD/Capes, e especialista em políticas públicas pela ENAP (2009). É também poeta, contista, letrista e membro da UBE e da ANE. Vice-presidente da AEBA-DF. Dados: Editora Livre Expressão, RJ, 116 págs., 2011, ISBN-13: 9788579842627. Resumo: trata-se de poemas selecionados do autor, em edição bilíngue (português-espanhol), traduzidos por Carlos Saiz Alvarez. Poema: Irreversibilidade - o tempo presente,/presente de um deus?/o tempo passado,/passado sem os meus./o tempo futuro,/futuro para os seus?
Como adquirir: No site da Livraria Cultura: www.livrariacultura.com.br
NA TARDE QUE SE AVIZINHA E OUTROS POEMAS Seleta Poética Autor: Marcos Freitas Graduado em engenharia civil pela UFPI (1985), mestre na área pela UFC (1991), pós-graduado pela Universidade de Hannover (1991-1995), com bolsa do DAAD/Capes, e especialista em políticas públicas pela ENAP (2009). É também poeta, contista, letrista e membro da UBE e da ANE. Vice-presidente da AEBA-DF. Dados: Emooby Editorial, Portugal, 2012, ISBN: 9789897141287 Resumo: O livro, em formato e-book, 'Na tarde que se avizinha e outros poemas" enfeixa uma seleção de poemas dos seis primeiros livros de poesia do autor , a saber: 'Raia-me Fundo o Sonho tua Fala', 'Na Curva de um Rio, Mungubas', 'Quase um Dia', 'Moro do Lado de Dentro', 'A Terceira Margem do Rio' e 'A Vida Sente a Si Mesma'. A Antologia segue a divisão por livros e obedece a ordem cronológica inversa, do mais recente ao mais antigo. Com ilustração da capa da artista curitibana Manoela Afonso, a obra reúne poemas autobiográficos, de cenas cotidianas, de meditações sobre o tempo e a finitude da vida.
Como adquirir: No site da Emooby Editorial: http://www.emooby.com/pt/books/view/37
Fonte: http://www.daad.org.br/pt/19699/index.html
Saturday, June 02, 2012
Poemação - Homenagem a poeta Cristina Bastos
A Biblioteca Nacional de Brasília Leonel de Moura
Brizola abre suas portas para o vigésimo quinto POEMAÇÃO privilegiando a poesia
brasiliense.
O Poemação 25 faz uma homenagem a poeta Cristina Bastos. Natural de
Uberlândia, ela não se limita a poesia. É artista plástica
e fotógrafa. Pertenceu ao grupo “Ladrões de Alma”, que promoveu
várias exposições fotográficas em Brasília. Assim que publicou seu primeiro
livro, Cristina Bastos passou a ser considerada uma das mais importantes vozes
da nova poesia de Brasília. De estrutura minimal, digna da tradição japonesa
dos haicais, constrói os poemas em formatos para a língua portuguesa, nos quais
Cristina Bastos mostra toda a densidade desta “poesia alquímica” da geração de
pós-vanguarda. Publicou dois livros: Decerto Deserto,
1992, Editora Iluminuras; Teia, 2002, Varanda/Massao
Ohno Editor.
Raimundo
Nonato: poeta, músico, performance, ator e artista gráfico. O multiartista com um
novo projeto musical 2 Finos e um Grave composto por Nonato
Natinho e Krinshina Torrent, o fundador do grupo punk Arroto Provisório, com
músicas gravadas por vários grupos, atuou em filmes, clipes e com o livro ainda
inédito Pupilas de Godzilas. Nonato Dente de Ouro mostra no Poemação um
pouco da sua arte plural.
A poesia que saiu da internet lançado
pelo Bar dos Escritores, surgiu em agosto de 2005 nas redes
sociais, por iniciativa de Giovani Iemini, como um espaço para
discutir literatura. Hoje possui 2850 membros, um ezine (eletronic-fanzine), um
blog coletivo. Em 2007, publicou pela primeira vez em papel, com o
Zine Bar do Escritor e desde então mantém
publicações, lançadas simultaneamente em 37 cidades brasileiras.
A Terceira Dose (3ª antologia) reúne poetas de todo território
nacional.
Anand
Rao: músico,
poeta, jornalista, compõe na hora músicas para os poemas de Cristina
Bastos. Marina Andrade interpreta Augusto dos Anjos, Cecília
Meireles e poetas de Brasília. O Poemação é realizado cada primeira
terça-feira do mês no auditório da Biblioteca Nacional, sob
a coordenação dos poetas Jorge Amâncio e Marcos Freitas.
O Poemação XXV será transmitido pela internet via
Fan Page do Anand Rao (www.facebook.com/anandraomulticultural), no aplicativo
Ustream. O Poemação XXV participa do VI Festival Internacional de Poesia Palavra no Mundo, Festival Integrante de La Red Nuestra América de Festivales Internacionales de Poesía.
POEMAÇÃO XXV
Homenagem a Cristina Bastos
Cristina Bastos Anand Rao
Nonato Natinho
Giovani Iemini e
os Poetas do Bar do Escritor
Marina Andrade
LOCAL:
Auditório da Biblioteca Nacional (2º Andar)
Terça
feira dia 05 de JUNHO de 2012
Horário:
das 18h15min às 19h45min
Entrada
Franca
Friday, June 01, 2012
Maracatu Atomico - Nelson Jacobina e Jorge Mautner
Atrás do arranha-céu tem o céu, tem o céu
E depois tem outro céu sem estrelas
Em cima do guarda-chuva tem a chuva, tem a chuva
Que tem gotas tão lindas que até dá vontade de comê-las
No meio da couve-flor tem a flor, tem a flor
Que além de ser uma flor tem sabor
Dentro do porta-luva tem a luva, tem a luva
Que alguém de unhas negras e tão afiadas se esqueceu de por
No fundo do pára-raio tem o raio, tem o raio
Que caiu da nuvem negra do temporal
Todo quadro-negro é todo negro, é todo negro
E eu escrevo o seu nome nele só pra demonstrar o meu apego
O bico do beija-flor beija a flor, beija a flor
E toda a fauna aflora grita de amor
Quem segura o porta-estandarte tem arte, tem arte
E aqui passa com raça eletrônico maracatu atômico
Músico Nelson Jacobina morre em decorrência de um câncer
Publicação: 01/06/2012 08:50
O músico carioca Nelson Jacobina morreu na manhã de quinta-feira (31/5), em decorrência de um câncer generalizado. Ele estava internado desde domingo na UTI do hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Rio de Janeiro. Com diagnóstico de metátese, Jacobina foi mantido sedado e respirando com ajuda de aparelhos. Tinha 58 anos. Em parceria com o cantor Jorge Mautner, o violonista Nelson Jacobina compôs dezenas de músicas desde os anos 1970. A mais famosa delas é Maracatu atômico, que foi gravada por Gilberto Gil, em 1973, e Chico Science & Nação Zumbi, em 1996.
Nelson Jacobina era guitarrista da Orquestra Imperial e, com o grupo carioca, gravou dois álbuns: Carnaval só no ano que vem, de 2007, e um segundo disco, ainda inédito — sua participação nesse trabalhou foi registrada há cerca de um mês, com o músico bastante debilitado.
TUITADAS
“Triste manhã para música brasileira, Nelson Jacobina faleceu. Descanse em paz mestre”
Emicida, rapper
“Mestre Nelson Jacobina na paz da luz”
Thalma de Freitas, da Orquestra Imperial
“Foi-se pra trás do arranha-céu, nosso porta estandarte! Mas a gente grita de amor”
Karina Buhr
“Além de grande músico, era gente finíssima. Meus sentimentos à família e aos amigos da Orquestra Imperial”
Max de Castro.
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2012/06/01/interna_diversao_arte,305246/musico-nelson-jacobina-morre-em-decorrencia-de-um-cancer.shtml
Tuesday, May 29, 2012
Poetas brasileiros no Festival de Poesia de Berlim
LITERATURA: Poetas brasileiros no Festival de Poesia de Berlim
29/Mai/2012
A poucos dias do início do Festival de Poesia de Berlim de 2012, seis poetas brasileiros se preparam para participar da famosa Oficina de Tradução, dedicada este ano à poesia brasileira.
A 13ª edição do evento, que acontece entre os dias 1 e 9 de junho, reunirá aos artistas nacionais, outros seis autores alemães. De acordo com a proposta do projeto de traduções, os autores trabalham em conjunto, aos pares, com a ajuda de um intérprete. Após o tradutor preparar uma versão bruta dos textos, os poetas passam dias trabalhando em cima dos poemas.
Do lado brasileiro, estarão os autores Jussara Salazar, Horácio Costa, Ricardo Aleixo, Marcos Siscar, Dirceu Villa e Érica Zíngano. Do lado alemão, Ann Cotten, Jan Wagner, Christian Lehnert, Ulf Stolterfoht, Barbara Köhler e Gerhard Falkner.
http://www.brasil.diplo.de/Vertretung/brasilien/pt/__pr/Nachrichten_20Archiv/29.05_20Festival_20Poesia_20Berlim.html?archive=3303638
Monday, May 28, 2012
Wednesday, May 23, 2012
Heine, hein? – Poeta dos contrários
Recital multimedia "Heine, hein" que acontecerá na próxima terça, 29 de maio de 2012, à partir da 19h, no auditório da ANE.
Através da leitura comentada – ilustrada e sonorizada – de poemas e textos, será oferecido ao público um mosaico instigante e variado da produção de Heine, apresentado como primeiro poeta da Modernidade. Também serão mostrados alguns dos Lieder que o tornaram um dos autores mais musicados do Ocidente. Traduções extraídas da antologia Heine, hein? – Poeta dos contrários (São Paulo: Perspectiva : Goethe-Institut, 2011. Signos 53, 544 páginas).
Realização: André Vallias, ReFazenda
Apoio: Editora Perspectiva, Goethe-Institut
Serviço:
Terça-feira, 29 de maio, às 19h
Auditório da ANE, SEQS 707/907, térreo. Tel: (61) 3244 6776
Entrada franca
Friday, May 18, 2012
Sindicato dos Escritores - Chapa Reynaldo Jardim
O Sindicato dos Escritores em seus 31 anos de existência
terá a sua primeira eleição, num
processo democrático, dia 26 de maio com duas chapas concorrendo para traçar
caminhos para a literatura e escritores de Brasília.
As chapas Reynaldo Jardim em oposição a chapa Cora Coralina.
Homenageiam dois poetas de brilho farto
nessa imensa constelação de escritores, poetas que você pertence.
A chapa RJ acredita que a transparência e a participação
colegiada possa mostrar caminho para a literatura e os escritores em Brasília
enriquecer, incentivar a leitura na formação de novos escritores, novos
leitores.
Eliminar as fronteiras entre o escritor e o leitor, divulgar
a produção literária da grande Brasília, privilegiar o novo escritor. Buscar a
nova escrita de Brasília nos prédios, nos becos, nas praças, nas satélites, nos
parques e onde houver escrita.
As chapas possuem propostas e propostas são analisadas e
votadas. E o voto sem analise, sem justeza, por favores, acaba sempre cachoeira
abaixo.
UM SINDICATO DOS ESCRITORES PARA TODOS
Sindicato dos Escritores do DF - Vote Chapa Reynaldo Jardim
SINDICATO DOS ESCRITORES DO DF
UM SINDICATO PARA TODOS
A eleição para a gestão do triênio do Sindicato dos Escritores do DF,
para o triênio de 2012/2014 será realizada dia 26 de maio de 2012 no Café com
Letras sito a CLS 203 bloco C -
lj.19 das 10:00 as 13:00.
O escritor para se filiar ao SEDF deve ir ao site www.sindescritores.com.br/ cumprir as
exigências do estatuto, preencher a ficha de inscrição, seguir os passos para
envio que consta no site. Todos podem se filiar, porém para votar e concorrer a
cargos para a gestão do SEDF deve estar adimplente, ou seja, ter pago a taxa de
anuidade estabelecida pelo estatuto em vigor. Se você já se filiou algum dia ao
sindicato necessita apenas estar adimplente para ter o direito a voto, o que
pode ser feito até o dia da eleição de posse do comprovante de pagamento da
anuidade.
A Chapa Reynaldo Jardim concorre oficialmente à eleição do
Sindicato dos Escritores do DF, para o triênio de 2012/2014.
O sindicato tem como objetivo principal a defesa dos interesses dos
escritores é também dedicado aos estudos da área literária e realiza atividades
(palestras, reuniões, cursos) voltadas para o aperfeiçoamento profissional dos
sindicalizados.
Regulamentar a profissão do escritor, a busca de uma sede própria,
transformar em lei a recomendação do estudo da literatura produzida por
escritores brasilienses na rede de ensino do DF, promover a transparência
sindical na promoção do escritor e a união da classe em todos os sentidos,
na formação de uma classe organizada nas reivindicações dos projetos
literários e divulgação cultural, são alguns dos objetivos que a chapa Reynaldo
Jardim trabalhará para alcançar.
Abaixo a Chapa Reynaldo Jardim lista catorze pontos dentre outros para
atingirmos a meta de fortalecer o sindicato e segue anexo o edital de
convocação das eleições para o Sindicato Dos Escritores DF
| Reynaldo Jardim |
1. Atuar junto às academias de letras
do DF
2. Atuar junto as bibliotecas
nacionais, estaduais, distritais, regionais, etc. do país
3. Atuar junto aos sindicatos e
outros órgãos governamentais ou não do DF
4. Atuar nas redes de ensino do
fundamental e universitário nas instituições do DF
5. Buscar subsídio para a manutenção
de uma sede objetivando a sede própria
6. Criar mecanismo de
assessoria ao escritor
7. Incentivar e apoiar
manifestações culturais no DF
8. Possibilitar o intercâmbio entre
os escritores do DF, do Brasil e Internacionais
9. Promover uma auditoria no
Sindicato dos Escritores do Distrito Federal
10. Reativar o prêmio Sindicato dos Escritores
11. Regulamentar a profissão de Escritor.
12. Tornar obrigatório o estudo de escritores
brasiliense nas escolas do DF
13. Tornar transparente o acesso da movimentação financeira do SEDF
14. Utilizar o Site do Sindicato dos Escritores em benefício de
todos os escritores para divulgação, lançamento, e eventos literários.
Visita à casa paterna
Como a ave que volta ao ninho antigo, /
Depois de um longo e tenebroso inverno, /
Eu quis também rever o lar paterno, /
O meu primeiro e virginal abrigo. //
Entrei. Um gênio carinhoso e amigo, /
E fantasma talvez do amor materno, /
Tomou-me as mãos, olhou-me grave e terno, /
E passo a passo, caminhou comigo. //
Era esta a sala (oh, se me lembro, e quanto!) /
Em que da luz noturna à claridade /
Minhas irmãs e minha mãe...O pranto //
Jorrou-me em ondas...Resistir quem hás de? /
Uma ilusão gemia em cada canto, /
Chorava em cada canto uma saudade! //
(Luis Guimarães Junior – *Rio de Janeiro, 1841 / + Lisboa, 1898)
Thursday, May 17, 2012
Que Venha a Seca, de Marcos Freitas
Autor: Marcos Airton de Sousa Freitas
ISBN: 8578106601
ISBN-13: 9788578106607
Brochura, 1ª Edição – 2010, 413 pág.
Preço R$ 80,00
O autor não se propõe a lutar quixotescamente contra a seca e derrotá-la, mas sim compreender os fenômenos envolvidos nos diversos tipos de seca, conjeturar sua ocorrência, sua duração e sua intensidade, e estabelecer critérios para que sejam tomadas decisões realistas. Trata-se de um livro complementar à cadeira de Hidrologia, para ser utilizado principalmente pelos cursos que têm em vista a formação de hidrólogos que vivem e trabalham nas regiões assoladas pelas secas, constituindo-se em uma fonte segura de pesquisa sobre o tema. Embora haja interdependência entre os capítulos, eles podem, até certo ponto, ser lidos independentemente uns dos outros, fazendo com que o livro possa ser também usado como manual de procedimentos por gestores, administradores públicos e demais tomadores de decisão, uma vez que cada capítulo possui sua própria lista bibliográfica.
Onde adquirir o livro:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9044208&sid=97511819712322634963904325&k5=D11FF6E&uid=
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3373355/que-venha-a-seca-modelos-para-gestao-de-recursos-hidricos-em-regioes-semiaridas/?ID=BD4B76C57DB01150C1D160306
http://www.fnac.com.br/pesquisa/undefined/fnac.html?=que%20venha%20a%20seca
http://www.siciliano.com.br/pesquisaweb/pesquisaweb.dll/pesquisa?ESTRUTN1=0301&ORDEMN2=E&PALAVRASN1=que+venha+a+seca&x=44&y=13
http://www.livrariagalileu.com.br/home/detalhe.asp?id_livro=177871&buscape
http://www.livrariaunesp.com.br/livrariaunesp/produto/28045/QUE+VENHA+A+SECA
QUE VENHA A SECA Sumário
AGRADECIMENTOS APRESENTAÇÃO PREFÁCIO CAPÍTULO 1 MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SECAS CAPÍTULO 2 O FENÔMENO DAS SECAS, A GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS E O NORDESTE DO BRASIL CAPÍTULO 3 ANÁLISE INTEGRADA DO FENÔMENO DAS SECAS (SIGES) CAPÍTULO 4 MODELAGEM CHUVA-VAZÃO EM RIOS DO SEMIÁRIDO CAPÍTULO 5 GERAÇÃO SINTÉTICA DE VAZÃO EM RIOS DE REGIÕES SEMIÁRIDAS CAPÍTULO 6 MODELOS DE ESTIMATIVA DE DEMANDA CAPÍTULO 7 MECANISMOS DE ALOCAÇÃO E NEGOCIAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS CAPÍTULO 8 APLICAÇÕES DO SIGES AO SEMIÁRIDO BRASILEIRO CAPÍTULO 9 ANÁLISE MULTICRITÉRIO E TOMADA DE DECISÃO EM REGIÕES SEMIÁRIDAS CAPÍTULO 10 ANÁLISE DE RISCO NA GESTÃO HIDROAMBIENTAL CAPÍTULO 11 OPERAÇÃO DE RESERVATÓRIOS EM SITUAÇÕES DE ESCASSEZ CAPÍTULO 12 INTEGRAÇÃO SETORIALNA GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS CAPÍTULO 13 PLANOS DE CONVIVÊNCIA COM AS SECAS E MITIGAÇÃO DOS IMPACTOS CAPÍTULO 14 CONSIDERAÇÕES FINAIS
MODELOS DE PREVISÃO DE CHEIAS NA BACIA AMAZÔNICA
Marcos Airton de Sousa Freitas
Joaquim Guedes Corrêa Gondim Filho
RESUMO
O presente trabalho enfoca o problema da modelagem de cheias para a bacia amazônica, emespecial, a previsão de cheias para a cidade de Manaus. Objetivou-se com este artigo fazer umaverificação das cheias históricas ocorridas em Manaus, bem como apresentar modelos para a previsão de cheia em Manaus. Empregaram-se modelos com base em regressões lineares e nãolineares, bem como modelos fundamentados em redes neurais artificiais. Os modelos podem comum mês de antecedência fazer um prognóstico para uma possível cheia em Manaus.
ABSTRACT
This paper focuses the problem of the modeling of flood for the Amazonian basin, in special,the flood forecast for the city of Manaus. It was objectified with this article to make a verificationof historical floods occured in Manaus, as well as presenting models for flood forecast for the cityof Manaus. Models had been used on the basis of linear and not linear regressions, as well asmodels based on artificial neural nets. The models can make a possible prognostic for a flood inManaus with one month of antecedence.
Palavras-chave: previsão de cheias, bacia amazônica,redes neurais artificiais.
Artigo completo: http://pt.scribd.com/doc/17655750/ABRH2005-Cheia-Amazonia-Artigo2
Friday, May 04, 2012
Noel Rosa - Feitiço da Vila
Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.
Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.
A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente
O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não venha agora
que as morenas
vão logo embora"
Eu sei por onde passo
sei tudo que faço
paixão nao me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
Eu sou da Vila!
Nome Artístico: Noel Rosa
Biografia: Primeiro filho de Manoel e Marta de Medeiros Rosa, Noel veio ao mundo em 11/12/1910, no Rio de Janeiro, RJ, em parto difícil - para não perderem mãe e filho, os médicos usaram o fórceps para ajudar, o que acabou causando-lhe a lesão no queixo, que o acompanhou por toda a vida. Franzino, Noel aprendeu a tocar bandolim com sua mãe - era quando se sentia mais importante, lá no Colégio São Bento. Sentava-se para tocar, e todos os meninos e meninas paravam para ouvi-lo extasiados. Com o tempo, adotou o instrumento que seu pai tocava, o violão. Magro e debilitado desde muito cedo, dona Marta vivia preocupada com o filho, pedindo-lhe que não se demorasse na rua e que voltasse cedo para casa. Sabendo, certa vez, que Noel iria à uma festa em um sábado, escondeu todas as suas roupas. Quando seus amigos chegaram para apanhá-lo, Noel grita, de seu quarto: "Com que roupa?" - no mesmo instante a inspiração para seu primeiro grande sucesso, gravado para o carnaval de 1931, onde vendeu 15000 discos. Noel morreu no Rio de Janeiro, em 4/5/1937, aos 26 anos, vitimado pela tuberculose.
Fonte: http://www.mpbnet.com.br/musicos/noel.rosa/
Monday, April 30, 2012
Morre o poeta teresinense Barros Pinho
Ode ao Amor do Mar
(José Maria Barros Pinho - 1939-2012)
Gosto do mar
pelo absurdo
sensual
de suas sereias
pelo encrespar
do vento
no ventre
de peixes
abomináveis
pelo lésbico
despudor
das ondas
violentando
as águas
gosto do mar
absorvendo
sol
na máscara
de bronze
dos pescadores
gosto do mar
mistério azul
das mulheres-marinhas
visivelmente estranguladas
gosto do mar
concupiscente
e paradoxal
em seus horrores.
http://sobrearte-marcuspeixoto.blogspot.com.br/
Morre o poeta, escritor e político Barros Pinho
29.04.2012
Barros Pinho tinha 72 anos e era atual presidente da Fundação Cultural de Maracanaú e vice da Academia Cearense de Letras
FOTO: DENISE MUSTAFA (20/09/2007)
Internado desde a última segunda-feira, o romancista sofreu um infarto na sexta e não resistiu
Faleceu, na manhã deste sábado, por complicações oriundas de um infarto, o ex-prefeito de Fortaleza e atual presidente da Fundação Cultural de Maracanaú, José Maria Barros de Pinho. O enterro será neste domingo, às 10h30, no cemitério Parque da Paz. Poeta e escritor, tinha 72 anos e estava internado na Gastroclínica desde a última segunda-feira com um quadro de hipertensão.
Para o presidente da Academia Cearense de Letras, Pedro Henrique Saraiva Leão, esta é uma perda para o cenário cultural, em virtude do grande romancista, intelectual e poeta que foi.
Atual vice-presidente da Academia, e cotado para ser o próximo presidente, Barros Pinho muito contribuiu para a entidade, segundo Pedro Henrique, estando entre um de seus feitos a colaboração para a aprovação de uma a Lei estadual que fornece apoio financeiro para a Academia, mantendo assim a sua conservação e a manutenção. "É uma grande perda para a intelectualidade cearense", resume.
O ex-governador do Estado, Lúcio Alcântara, afirma que Barros Pinho foi um homem de luta, mas ao mesmo tempo um romântico, cumprindo papel importante na política cearense. "Muitas vezes tivemos em campos opostos, mas nossa amizade nunca sofreu. Ele deixa uma obra que permanecerá entre nós como um marco de sua passagem na Terra", diz.
"Atuando pelo brilho de sua inteligência, sempre teve uma conduta exemplar em prol de uma valorização política e intelectual do País e nunca deixou de defender suas teses, sempre levando a debate questões de grande importância", afirma o deputado federal Mauro Benevides, que ligou para se manifestar.
José Maria Barros de Pinho nasceu em Teresina, em 25 de maio de 1939. Era político, poeta, e contista. Foi vereador em Fortaleza pelo MDB, de 1979 a 1982; deputado estadual pelo PMDB entre 1983 e 1990; prefeito de Fortaleza de 1985 a 1986; e também presidente da Fundação de Cultura, Esporte e Turismo (Funcet) e do Instituto de Previdência do Município (IPM). Como poeta, destacou-se por diversas obras publicadas.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1131985
Thursday, April 26, 2012
Festival de Abril 2012 - Homenagens a Cassiano Nunes
Convite Festival de Abril 2012 27 de abril de 2012
Homenagens a Cassiano Nunes
na data de seu nascimento
In memoriam
PROGRAMAÇÃO
Auditório da Faculdade de Ciência da Informação
27 de abril, sexta-feira das 09h às 12h.
Abertura pela direção da FCI e BCE:
Elmira Simeão e Neide Aparecida Gomes
POESIA E MÚSICA
Produção Musical na era Digital
Beatriz Magalhães Castro
Cassiano Viana
Marcelo Carvalho de Oliveira
Coordenação do Espaço Cassiano Nunes/ BCE/ UnB:
Maria de Jesus Evangelista
Recital de Poesia Europeia e Brasileira
11 de maio, sexta-feira, 19h30, no Instituto Cervantes
Poetas brasileiros e europeus irão declamar poesias em diferentes línguas, homenageando a diversidade cultural da Europa. Presença confirmada do poeta e embaixador da Croácia, Sr. Drago Štambuk; e do escritor, tradutor e professor polonês Henryk Siewierski recitando poemas da grande poetisa polonesa, ganhadora do Prêmio Nobel, Wisława Szymborska. Também estão confirmadas participações do poeta e Secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira, do poeta e engenheiro Marcos Freitas e do filólogo espanhol Alfonso Hernández.
Embaixador Drago Štambuk – Um dos mais consagrados poetas croatas, com cerca de 40 livros já publicados em vários idiomas, o Embaixador da Croácia é também médico, com especialidade em gastroenterologia. Sua poesia tem sido celebrada por grandes vozes da escrita mundial: “Štambuk é um poeta que planta asas nos anjos”, já disse o chileno Antonio Skármeta.
Henryk Siewierski – Poeta e professor, nasceu em Wroclaw, na Polônia, em 1951, e formou-se em Letras pela Universidade Jaguelloniana de Cracóvia, onde também foi professor. Vive no Brasil desde 1986, tendo publicado vários livros. Participou da I Bienal da Poesia de Brasília e é professor da Universidade de Brasília.
Hamilton Pereira – O atual Secretário de Cultura do Distrito Federal é um consagrado poeta sob o pseudônimo de Pedro Tierra. Nascido em Porto Nacional, atual estado de Tocantins, sua obra poética inclui títulos como Poemas do Povo da Noite, Menção Honrosa no Prêmio Casa de Las Américas, em 1977; Missa da Terra sem-males, em parceria com Pedro Casaldáliga e Martin Coplas (Livramento, Tempo e Presença, S. Paulo); Missa dos Quilombos, com Pedro Casaldáglia e Milton Nascimento (disco da EMI) e Água de Rebelião.
Alfonso Hernández Torres (Espanha) – Filólogo, poeta e professor, tem vivido em vários países como Portugal, República Checa, Hungria e atualmente Brasil. Foi professor universitário em várias universidades europeias e atualmente é professor do Instituto Cervantes de Brasília.
Marcos Freitas – Engenheiro civil, poeta, contista e letrista, integrante do Coletivo de Poetas. Lançou, em 2003, o livro de poesia “A Vida Sente a Si Mesma”. Em 2004, na XXV Feira do Livro de Brasília, lançou “A Terceira Margem Sem Rio”. Em 2006, lançou os livros “Moro do Lado de Dentro”, “Quase um Dia” e “Na curva de um rio, mungubas”. Em 2007, o livro “Raia-me fundo o sonho tua fala”. Em 2008, os livros “Marcos Freitas – micro-antologia de rua” e “Staub und Schotter“ (poesias em alemão, inglês, espanhol, francês, italiano e tcheco). O livro “Urdidura de Sonhos e Assombros: poemas escolhidos (2003-2007)” foi publicado em 2010. Na área técnica, lançou os livros “Neurocomputação Aplicada”, “A Regulação dos Recursos Hídricos” e “Que Venha a Seca”. Participou de inúmeras antologias. Premiado em 1º Lugar no II Concurso de Poesia do Terraço Shopping, Brasília – DF, 2005 e em 3º Lugar no Prêmio SESC Carlos Drummond de Andrade (SESC-DF, Brasília, 2006). É verbete no ‘Dicionário Biográfico Virtual de Escritores Piauienses”, de Adrião Neto. Diretor do Sindicato dos Escritores do DF. Filiado à Associação Nacional dos Escritores – ANE e à União Brasileira de Escritores – UBE.
http://www.semanadaeuropa.org.br/site/?portfolio=recital-de-poesia-europeia-e-brasileira
Wednesday, April 25, 2012
PRÊMIO BRASÍLIA DE LITERATURA 2012
PRÊMIO BRASÍLIA DE LITERATURA 2012
1º LUGAR ROMANCE Diário da Queda – Michel Laub – Ed. Cia. das Letras 2º LUGAR ROMANCE O Dom Crime – Marcos Lucchesi – Ed. Record 1º LUGAR CONTOS/CRÔNICA Meio Intelectual, Meio de Esquerda – Antônio Prata – Ed. 34 2º LUGAR CONTOS/CRÔNICA O Anão e a Ninfeta – Dalton Trevisan – Ed. Record 1º LUGAR LITERATURA INFANTO/JUVENIL Sortes de Villamor – Nilma Lacerda – Ed. Scipione 2º LUGAR LITERATURA INFANTO/JUVENIL Um Nó na Cabeça – Rosa Amanda Strausz – Ed. FTD 1º LUGAR REPORTAGEM Os Últimos Soldados da Guerra Fria – Fernando Morais - Ed Cia. das Letras 2º LUGAR REPORTAGEM O Cofre do Doutor Rui – Tom Cardoso - Ed.Civilização Brasileira 1º LUGAR BIOGRAFIA Fernando Pessoa – Uma quase Autobiografia - José Paulo Cavalcanti Filho – Ed. Record 2º LUGAR BIOGRAFIA João Goulart – Uma Biografia – Jorge Ferreira – Ed. Civilização Brasileira 1º LUGAR POESIA Sísifo desce a Montanha – Affonso Romano de Sant’anna - Ed. Rocco 2º LUGAR POESIA O Homem Inacabado – Donizete Galvão – Portal Editora
Monday, April 23, 2012
Friday, April 20, 2012
O
Coletivo de Poetas e convidados vão comemorar o aniversário de Brasília dia 21,
das 19h às 22h, no 2º Clichê Bar e Cachaçaria (CLN 107). O trabalho musical
estará a cargo do cantor e compositor Rênio Bonfim. Serão feitos os lançamentos
de quatro livros e um e-book. Máscara (contos e crônicas), de Carlos Augusto
Cacá; O Ópio (romance), de Láurence Raulino; Coito com o Real e O Caractere do
sono – entre o Ocidente e o Oriente, – da poeta Maria Lucia Verde, que define
as duas obras como “microrelatos e poesia”.
O poeta
Marcos Freitas vai lançar o e-book Na tarde que se avizinha e outros poemas,
pelo Emooby Editorial (http://www.emooby.com/pt/books/view/37). Marcos Freitas informa que o e-book será distribuído em
mais de 250 pontos virtuais em todo o mundo. Além dos lançamentos e do som
autoral de Rênio Bonfim, vocalista da banda Os Paraíbola, cinco poetas vão ler
e recitar seus poemas no sarau comemorativo dos 52 anos de Brasília.
São eles:
Anabe Lopes, Alceu Brito Corrêa, Hilan Bensusan, Menezes y Morais, Marcos
Freitas e Reginaldo Gontijo. Esses poetas falarão um pouco de suas vida e obra,
recitarão e lerão poemas autorais, além de outros autores. Anabe, Hilan,
Marcos, Menezes e Gontijo fazem parte da coletânea Fincapé (poesia), do
Coletivo de Poetas, que reúne 43 autores do Distrito Federal e foi editada ano
passado pela Thesaurus.
Serviço
Coletivo
de Poetas homenageia os 52 anos de Brasília
Quando:
21 de abril, das 19h às 22h.
Local: 2º
Clichê Bar e Cachaçaria - CNL 107 Bl. "C" lj 57 - (61) 3201-5749.
Couvert:
R$ 7,00 (sete reais).
Thursday, April 19, 2012
Na tarde que se avizinha e outros poemas, de marcos freitas

O livro 'Na tarde que se avizinha e outros poemas” enfeixa uma seleção de poemas dos seis primeiros livros de poesia do autor , a saber: 'Raia-me Fundo o Sonho tua Fala', 'Na Curva de um Rio, Mungubas', 'Quase um Dia', 'Moro do Lado de Dentro', 'A Terceira Margem do Rio' e 'A Vida Sente a Si Mesma'. A Antologia segue a divisão por livros e obedece a ordem cronológica inversa, do mais recente ao mais antigo. Com ilustração da capa da artista curitibana Manoela Afonso, a obra reúne poemas autobiográficos, de cenas cotidianas, de meditações sobre o tempo e a finitude da vida.
Onde comprar:
http://www.emoobystore.com/index.php?option=com_virtuemart&page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&category_id=6&product_id=6882&Itemid=5&lang=pt
http://www.amazon.com/avizinha-outros-Portuguese-Edition-ebook/dp/B007TLW9PM/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1334330041&sr=1-1
http://itunes.apple.com/pt/book/na-tarde-que-se-avizinha-e/id518346323?mt=11
http://www.gatosabido.com.br/ebook-download/160135/marcos-freitas-na-tarde-que-se-avizinha-e-outros-poemas.html
Aniversário de Brasília no Pátio Brasil
O shopping destacará a literatura produzida na capital com uma série de bate-papos e duas exposições, de 18 a 21 de abril, das 10h às 22h (bate-papo todos os dias às 16h). Entrada franca. Classificação livre.
Confira a programação:
18 DE ABRIL
Tema: Literatura infanto-juvenil produzida em Brasília
Mediador: Maurício Mello Júnior
Participantes: Rafael Fernandes, Lucília Garcez e Giulieny Matos
19 DE ABRIL
Tema: Literatura contemporânea brasiliense
Mediador: Andrey do Amaral
Participantes: Aharom Avelino, Janaina Rico e Geraldo Lima
20 DE ABRIL
Tema: O panorama da literatura de Brasília
Mediador: Anderson Batista
Participantes: Anderson Braga Horta, Cinthia Kriemler e Maurício Witczak
21 DE ABRIL
Tema: Poesia brasiliense
Mediadora: Janaina Rico
Participantes: Nicolas Behr, Cristiane Sobral e Marcos Freitas
http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/programacao_eventos_geral.php?idcultura=1088
Confira a programação:
18 DE ABRIL
Tema: Literatura infanto-juvenil produzida em Brasília
Mediador: Maurício Mello Júnior
Participantes: Rafael Fernandes, Lucília Garcez e Giulieny Matos
19 DE ABRIL
Tema: Literatura contemporânea brasiliense
Mediador: Andrey do Amaral
Participantes: Aharom Avelino, Janaina Rico e Geraldo Lima
20 DE ABRIL
Tema: O panorama da literatura de Brasília
Mediador: Anderson Batista
Participantes: Anderson Braga Horta, Cinthia Kriemler e Maurício Witczak
21 DE ABRIL
Tema: Poesia brasiliense
Mediadora: Janaina Rico
Participantes: Nicolas Behr, Cristiane Sobral e Marcos Freitas
http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/programacao_eventos_geral.php?idcultura=1088
Saturday, March 24, 2012
RUH UND SCHWEIGEN - Georg Trakl
RUH UND SCHWEIGEN
Hinter begruben die Sonne im kahlen Wald.
Ein Fischer zog
In härenem Netz den Mond aus frierendem Weiher.
In blauem Kristall
Wohnt der bleiche Mensch, die Wang an seine Sterne gelehnt;
Oder es neigt das Haupt in purpurnem Schlaf.
Doch immer rührt der schwarze Flug der Vögel
Den Schauenden, das Heilige blauer Blumen,
Denkt die nahe Stille Vergessenes, erloschene Engel.
Wieder nachtet die Stirne in mondendem Gestein;
Ein strahlender Jüngling
Erscheint die Schwester in Herbst un schwarzer Verwesung.
Georg Trakl.
Mühlauer Friedhof
Me-
dita, a
branca
sombra da neve,
o nevo
desse silêncio, fendido: Trakl.
(Arde,
arde a folha
forasteira, o louro
latim das folhas,
o cego vento
ledor
das folhas).
Aberta, a
pedra interrogada.
Age de Carvalho [ de Arena, Areia - 1986 ]
STAUB UND SCHOTTER
Nur aus Staub und Schotter
wird dies Bahn eingebaut.
Keiner fährt über es hin.
Einige Teile davon
wird von dem Wald gefresst.
Andere, beim starke Regen gebisst.
Loch und Loch – Hinterhalt –
jede Stück.
Über dem fahre Ich, einsam,
und frage mich:
Hättet aus Staub und Schotter
meine ganze Lebenstrasse gewesen?
Marcos Freitas [ de Staub und Schotter - 2008 ]
Hinter begruben die Sonne im kahlen Wald.
Ein Fischer zog
In härenem Netz den Mond aus frierendem Weiher.
In blauem Kristall
Wohnt der bleiche Mensch, die Wang an seine Sterne gelehnt;
Oder es neigt das Haupt in purpurnem Schlaf.
Doch immer rührt der schwarze Flug der Vögel
Den Schauenden, das Heilige blauer Blumen,
Denkt die nahe Stille Vergessenes, erloschene Engel.
Wieder nachtet die Stirne in mondendem Gestein;
Ein strahlender Jüngling
Erscheint die Schwester in Herbst un schwarzer Verwesung.
Georg Trakl.
Mühlauer Friedhof
Me-
dita, a
branca
sombra da neve,
o nevo
desse silêncio, fendido: Trakl.
(Arde,
arde a folha
forasteira, o louro
latim das folhas,
o cego vento
ledor
das folhas).
Aberta, a
pedra interrogada.
Age de Carvalho [ de Arena, Areia - 1986 ]
STAUB UND SCHOTTER
Nur aus Staub und Schotter
wird dies Bahn eingebaut.
Keiner fährt über es hin.
Einige Teile davon
wird von dem Wald gefresst.
Andere, beim starke Regen gebisst.
Loch und Loch – Hinterhalt –
jede Stück.
Über dem fahre Ich, einsam,
und frage mich:
Hättet aus Staub und Schotter
meine ganze Lebenstrasse gewesen?
Marcos Freitas [ de Staub und Schotter - 2008 ]
Friday, March 23, 2012
POEMA DA CURVA

POEMA DA CURVA
Não é o ângulo reto que me atrai,
Nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo o homem.
O que me atrai é a curva livre e sensual.
A curva que encontro no curso sinuoso dos nossos rios,
nas nuvens do céu,
no corpo da mulher preferida.
De curvas é feito todo o universo,
O universo curvo de Einstein.
Oscar Niemeyer.
http://www.avidaeumsopro.com.br/pt/niemeyer_depoimentos.php
Wednesday, March 21, 2012
Essa pequena, de Chico Buarque
Essa Pequena
Chico Buarque
Meu tempo é curto, o tempo dela sobra
Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora
Temo que não dure muito a nossa novela, mas
Eu sou tão feliz com ela
Meu dia voa e ela não acorda
Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida
Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la
Feito avarento, conto os meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela, que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas ao vento, ai
Às vezes ela pinta a boca e sai
Fique à vontade, eu digo, take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena
Um tempo sem nome
Rosiska Darcy de Oliveira, O Globo, 21/01/12
Com seu cabelo cinza, rugas novas e os mesmos olhos verdes, cantando madrigais para a moça do cabelo cor de abóbora, Chico Buarque de Holanda vai bater de frente com as patrulhas do senso comum. Elas torcem o nariz para mais essa audácia do trovador. O casal cinza e cor de abóbora segue seu caminho e tomara que ele continue cantando “eu sou tão feliz com ela” sem encontrar resposta ao “que será que dá dentro da gente que não devia”.
Afinal, é o olhar estrangeiro que nos faz estrangeiros a nós mesmos e cria os interditos que balizam o que supostamente é ou deixa de ser adequado a uma faixa etária. O olhar alheio é mais cruel que a decadência das formas. É ele que mina a autoimagem, que nos constitui como velhos, desconhece e, de certa forma, proíbe a verdade de um corpo sujeito à impiedade dos anos sem que envelheça o alumbramento diante da vida .
Proust, que de gente entendia como ninguém, descreve o envelhecer como o mais abstrato dos sentimentos humanos. O príncipe Fabrizio Salinas, o Leopardo criado por Tommasi di Lampedusa, não ouvia o barulho dos grãos de areia que escorrem na ampulheta. Não fora o entorno e seus espelhos, netos que nascem, amigos que morrem, não fosse o tempo “um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho“, segundo Caetano, quem, por si mesmo, se perceberia envelhecer? Morreríamos nos acreditando jovens como sempre fomos.
A vida sobrepõe uma série de experiências que não se anulam, ao contrário, se mesclam e compõem uma identidade. O idoso não anula dentro de si a criança e o adolescente, todos reais e atuais, fantasmas saudosos de um corpo que os acolhia, hoje inquilinos de uma pele em que não se reconhecem. E, se é verdade que o envelhecer é um fato e uma foto, é também verdade que quem não se reconhece na foto, se reconhece na memória e no frescor das emoções que persistem. É assim que, vulcânica, a adolescência pode brotar em um homem ou uma mulher de meia-idade, fazendo projetos que mal cabem em uma vida inteira.
Essa doce liberdade de se reinventar a cada dia poderia prescindir do esforço patético de camuflar com cirurgias e botoxes — obras na casa demolida — a inexorável escultura do tempo. O medo pânico de envelhecer, que fez da cirurgia estética um próspero campo da medicina e de uma vendedora de cosméticos a mulher mais rica do mundo, se explica justamente pela depreciação cultural e social que o avançar na idade provoca.
Ninguém quer parecer idoso, já que ser idoso está associado a uma sequência de perdas que começam com a da beleza e a da saúde. Verdadeira até então, essa depreciação vai sendo desmentida por uma saudável evolução das mentalidades: a velhice não é mais o que era antes. Nem é mais quando era antes. Os dois ritos de passagem que a anunciavam, o fim do trabalho e da libido, estão, ambos, perdendo autoridade. Quem se aposenta continua a viver em um mundo irreconhecível que propõe novos interesses e atividades. A curiosidade se aguça na medida em que se é desafiado por bem mais que o tradicional choque de gerações com seus conflitos e desentendimentos. Uma verdadeira mudança de era nos leva de roldão, oferecendo-nos ao mesmo tempo o privilégio e o susto de dela participar.
A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor. Esmaece a fronteira entre as fases da vida. É o conceito de velhice que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser uma profecia que se autorrealiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez sobre o desfecho.
”Meu tempo é curto e o tempo dela sobra”, lamenta-se o trovador, que não ignora a traição que nosso corpo nos reserva. Nosso melhor amigo, que conhecemos melhor que nossa própria alma, companheiro dos maiores prazeres, um dia nos trairá, adverte o imperador Adriano em suas memórias escritas por Marguerite Yourcenar.
Todos os corpos são traidores. Essa traição, incontornável, que não é segredo para ninguém, não justifica transformar nossos dias em sala de espera, espectadores conformados e passivos da degradação das células e dos projetos de futuro, aguardando o dia da traição.Chico, à beira dos setenta anos, criando com brilho, ora literatura , ora música, cantando um novo amor, é a quintessência desse fenômeno, um tempo da vida que não se parece em nada com o que um dia se chamou de velhice. Esse tempo ainda não encontrou seu nome. Por enquanto podemos chamá-lo apenas de vida.
Tuesday, March 20, 2012
BRASIL PARTY NIGHT IN BERLIN - MIT LIVE MUSIK

Am Sonntag den 25.03.2012
Erleben sie feurige Rhythmen, atemberaubende Samba Black Beats, Forró, Samba Axé und Pagode, Tanz Animation und Live Musik.
LIVE MUSIK: AJADOU
ist die Synthese der Namen der beiden Musiker Abrao und Jabuti, gleichzeitig auch die Synthese der Vielfalt der brasilianischen Musik.
Jabuti und Abrao bieten uns mit ihrer feinfühligen musikalischen Gelassenheit den Einblick in die akustische Welt Brasiliens. Beim Hören der Musik von Ajaduo begibt man sich auf eine Reise durch die Geschichte und Moderne. Beide Musiker verstehen es durch Eigenkompositionen ihr Leben, in der europäischen Großstadt Berlin, mit ihren eigenen Wurzeln in Einklang zu bringen.
Dj. & TÄNZER: AILTON SILVA
spielt nur die aktuelle brasilianische Musik,von Samba, Forró, Funk, Samba-Axé, bis zu Baile Funk. Es wird nur das beste aus der brasilianischen Musikszene präsentiert!
KUNST, KULTUR ARTDANCE:
Befindet sich im beliebten Reuter-Kiez in Nord Neukölln.
Hobrechtstraße 65, 12047 Berlin
U7 und U8-Bahn- HERMANNPLATZ.
Bus Linie: M 29, M 41,171, 194, 344
AJA ENTERTAINMENT
Gilberto M. Fonteles (Künstler Name: Jabuti)
kontakt@jabutiband.de
www.ajamusic.de
Parada Poética - Dia Mundial da Poesia

Cerca de 50 artistas de Brasília celebrarão na Praça do Índio o Dia Mundial da Poesia com muito Samba, Poesia, Intevenção Urbana, Cinema, Grafite, comidinhas, troca de livros.
No dia vinte e quatro de março, cerca de cinquenta artistas de diferentes cidades do Distrito Federal se revezarão no palco da Parada Poética para festejar o Dia Mundial da Poesia, celebrado mundialmente no dia vinte e um desse mês. O caminhão-teatro, gentilmente cedido pelo Teatro Mapati, será o palco do evento no qual músicos, poetas, cineastas e artistas multimídia convidarão as pessoas a dar uma parada para apreciar poesia e pensar sobre sua importância em nosso cotidiano – principalmente nas relações sociais.
A Parada Poética, inicialmente, seria somente uma intervenção urbana na qual uma parada de seria transformada em um livro a céu aberto, sendo envelopada com páginas do livro Sarau Sanitário, da poeta e idealizadora do Parada Poética, Marina Mara. Porém, a adesão dos artistas foi tamanha que não teve como não fazer um evento do tamanho desse amor pela cidade. Nascia ali a Parada Poética, uma ação conjunta feita de amor e arte.
A intervenção na parada de ônibus visa promover a inclusão sociopoética dos usuários de transporte público. Essa intervenção, além de “embonitar” a cidade, também coloca em pauta a ocupação dos espaços públicos da cidade para fins artísticos, um pedido dos brasilienses que vem sendo pleiteado desde a época da Ditadura Militar, pelos artivistas do saudoso Concerto Cabeças. O evento será registrado por quatro pessoas com diferentes olhares para a realização de um documentário e uma exposição de fotos, além de ser transmitido ao vivo via Web TV.
A Parada contará com estrutura gourmet – idealizada pelo Balaio Café – que oferecerá ao público comidinhas e bebidas a preços e formatos poéticos. Até o coreto da Praça do Índio ganhará cara nova. Ele será grafitado por artistas locais durante a tarde e à noite se transformará no CineGrafite – um cinema para exibição de filmes brasilienses em parceria com o Coletivo Palavra. Outro diferencial da festa será a troca literária. Para participar, é só levar um livro legal e ir trocando até encontrar o seu novo amigo de ler e de levar pra casa. Cada um pode trocar quantas vezes quiser e aproveitar a ocasião para falar sobre o livro, trocar uma ideia, conhecer gente.
A Parada Poética é uma declaração de amor à cidade e a escolha da Praça do Índio se deve à necessidade de plantar poesia naquele local – que foi palco de tanta tristeza há exatos quinze anos. “Eu gostaria que as pessoas passassem pela Praça do Índio, que é tão linda, com um sentimento mais leve, como é alma de índio. O que se passou ali na Praça serviu para enfatizar o quanto as pessoas precisam de Poesia em suas vidas – ela lapida o espírito”, diz Marina Mara. A Parada está sendo realizada graças à adesão da classe artística local – que não cobrou cachê – e ao total apoio operacional da Administração de Brasília.
SERVIÇO
Onde é a Parada? Praça do Índio – 703/ 704 – W3 Sul
Quando? 24 de março de 2012
Que horas? 14h às 23h
Quanto custa? Um sorriso
Conselho? Leve um livro legal para ser trocado por outro livro legal
Apoio
Administração Regional de Brasília
Teatro Mapati
Balaio Café
Artistas de Brasília
HORÁRIO TIPO ARTISTA
14h CineGrafite no Coreto Coletivo Palavra
William Alves
Adirley Queirós
Joana Limongi
14h Roda de Capoeira
14h Olhares audiovisuais André Lavenère
Janaína André
Andréa dos Santos
14h Embonitamento da parada de ônibus (Intervenção Urbana)
Benetti Mendes
Beth Jardim
Clarice Gonçalves
Edith Domingues
Lígia Rachid
Marina Mara
Sabrina Moura
16h Palhaço Luciano Astiko (Payassu)
16h20 Poesia Fernando Freire
Bar do Escritor
Maíra Oliveira
Dina Brandão
16h40
Samba e Choro
Andréa dos Santos
Dudu Sete Cordas
George Lacerda
Márcio Marinho
17h10
Poesia
Pipocando Poesia
Beth Jardim
Alen Guimarães
Poeme-se
17h30
Som autoral
Lucas Soledade
17h50
Som autoral
Leandro Morais e banda
Cris Floresta
Fernando Rodrigues
Marcelo Lima
Thiago Cunha
18h20
Poesia
Lidiane Leão
Marcelo Caetano
Radicais Livres S.A
18h50
Brasilidades
Adriano Sargaço
Lieber Rodrigues
Maísa Arantes
Renato Matos
Vavá Afiouni
19h10
Poesia
Adeilton Lima
Carla Andrade
Isis Albuquerque
19h30
Faces da Gaita
Engels Espíritos
19h50
Diga How – Hip Hop
Magú
TG
Bruno Leite
20h30
Som autoral
Tiago Gasta
20h50
Música Regional
Andréa dos Santos
Bruno Yákalos
Gabriel Lourenço
21h10
Poesia
Cristiane Sobral
Jorge Amâncio
Marcos Freitas
21h30
Samba, Choro e Bossa
Fina Estampa
Idealização
Marina Mara
Poeta e Produtora Cultural Independente
Acesse: www.marinamara.com.br
Sarau das Águas

Dia 23 de março
das 18hs as 21hs
Escola da Natureza
Parque da Cidade Portão 5
Comemorar o Dia Internacional da Água e
Reinaugurar a Casa da Água
da Escola da Natureza
(Sexta feira)
Programação:
Grupo musical Mambembrincantes
Fernando Corbal (violão)
Ciranda das águas com Yara Magalhães
Esperançosa
Caldos e quitutes à venda
site: www.escoladanatureza.com.br
e-mail: escoladanatureza@gmail.com
Saturday, March 17, 2012
Friday, March 16, 2012
Atividades homenageiam Augusto Boal e Teatro do Oprimido

Dramaturgo completaria 81 anos nesta sexta-feira (16)
15/03/2012
Da redação
Diversas atividades celebrarão, a partir desta sexta-feira (16), o Dia Mundial do Teatro do Oprimido. A escolha da data é uma homenagem ao criador do Teatro do Oprimido, o carioca Augusto Boal, que completaria 81 anos em 2012.
Nascido em 16 de março de 1931, o diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta dedicou a vida e obra em favor das lutas sociais. Baseadas em uma estética preocupada com as questões políticas e sociais, as técnicas e práticas do dramaturgo foram difundidas em todo o mundo.
No Centro de Teatro do Oprimido (CTO), as atividades iniciam às 19h, com a apresentação de pouporrit musical do espetáculo Coisas do Gênero, com elenco do CTO. A exibição do documentário "Augusto Boal e o Teatro do Oprimido", do cineasta Zelito Viana, mostrará a trajetória de vida e obra do dramaturgo. O Centro do Teatro do Oprimido fica na Avenida Mem de Sá, 31, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.
A programação também contará com a apresentação de performance internacional com elenco da Guatemala, Argentina, Bolívia, Chile, Uruguai, Peru, França, Alemanha, Espanha, Itália e Brasil, e com o lançamento do livro "A Estética de Boal – Odisséia pelos Sentidos", de Flávio Sanctum.
Já no dia 17, haverá apresentação do Grupo de Teatro do Oprimido do Complexo da Maré – GTO Maré, às 15h no Museu da Maré. O grupo formado por adolescentes criou a peça "Quem pode leva", que levanta a discussão sobre o preconceito que os jovens sofrem por morarem na favela. O Museu da Maré está localizado na Avenida Guilherme Maxwell, 26, em frente ao PSF – Programa de Saúde da Família – Augusto Boal, uma homenagem da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.
Ainda nesta sexta-feira (16), será lançado o Projeto Centro Interuniversitário de Memória e Documentação (CIM), locado na Universidade Federal do Rio de Janeiro. A proposta, financiada pelo Ministério da Educação, é criar um espaço para a divulgação de acervos artísticos e científicos que potencialize ações e políticas de preservação do patrimônio material e imaterial brasileiro.
A data de lançamento foi escolhida em homenagem a Boal, já que a restauração e divulgação de seu acervo são projetos-piloto do CIM, em parceria com a Faculdade de Letras (FL), a Casa da Ciência, a Reitoria da UFRJ e o Instituto Augusto Boal.
De 16 a 23 de março serão realizados diversos eventos para resgatar a trajetória do artista, falecido em 2009. No último dia, será concedido a ele o título de doutor honoris causa (post mortem) pela Faculdade de Educação (FE) da UFRJ.

Leia também:
Entrevista: No palco, soluções para a vida real
http://www.brasildefato.com.br/node/1010
Wednesday, March 14, 2012
Feira do Livro de Bogotá terá a presença de 50 artistas brasileiros
France Presse
Publicação: 13/03/2012 21:19 Atualização:
Bogotá - O Brasil será o convidado de honra da 25 edição da Feira Internacional do Livro de Bogotá, em abril, com a presença de 50 escritores, músicos e outros artistas brasileiros, destacaram nesta terça-feira (13/3) os organizadores do evento.
Entre os dias 18 de abril e 1º de maio, a participação do Brasil na Feira incluirá concertos, teatro, dança e cinema, nas ruas de Bogotá e no pavilhão de 3 mil metros quadrados que abriga a Feira.
O Brasil já é a sexta economia do mundo mas "falta demonstrar que também é uma potência cultural, e começará em Bogotá um ciclo de apresentações internacionais", disse o presidente da Câmara Colombiana do Livro, Enrique González.
Em 2013, o Brasil será o convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt, a mais importante do mundo.
Em Bogotá, o Brasil apresentará autores de várias gerações, como as novelistas Nélida Piñón (74 anos), prêmio Príncipe das Astúrias de 2005, e Adriana Lisboa (41 anos).
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é esperada para a inauguração da Feira, segundo seus organizadores.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2012/03/13/interna_diversao_arte,293199/feira-do-livro-de-bogota-tera-a-presenca-de-50-artistas-brasileiros.shtml
Publicação: 13/03/2012 21:19 Atualização:
Bogotá - O Brasil será o convidado de honra da 25 edição da Feira Internacional do Livro de Bogotá, em abril, com a presença de 50 escritores, músicos e outros artistas brasileiros, destacaram nesta terça-feira (13/3) os organizadores do evento.
Entre os dias 18 de abril e 1º de maio, a participação do Brasil na Feira incluirá concertos, teatro, dança e cinema, nas ruas de Bogotá e no pavilhão de 3 mil metros quadrados que abriga a Feira.
O Brasil já é a sexta economia do mundo mas "falta demonstrar que também é uma potência cultural, e começará em Bogotá um ciclo de apresentações internacionais", disse o presidente da Câmara Colombiana do Livro, Enrique González.
Em 2013, o Brasil será o convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt, a mais importante do mundo.
Em Bogotá, o Brasil apresentará autores de várias gerações, como as novelistas Nélida Piñón (74 anos), prêmio Príncipe das Astúrias de 2005, e Adriana Lisboa (41 anos).
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é esperada para a inauguração da Feira, segundo seus organizadores.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2012/03/13/interna_diversao_arte,293199/feira-do-livro-de-bogota-tera-a-presenca-de-50-artistas-brasileiros.shtml
Ei, Rio+20, cadê a ciência?
Ei, Rio+20, cadê a ciência?
Publicado em 12/03/2012
Permalink
Tags: Rio+20, Video, Meio ambiente
Pesquisadores pontuam omissões nas discussões prévias da próxima conferência da ONU e reivindicam mais espaço para a comunidade científica.
Cientistas compartilham suas expectativas e frustrações sobre a próxima conferência da ONU.
“A ciência parece ter sido ignorada nos processos decisórios da Rio+20”, lamenta o físico José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Engenharia da Universidade de São Paulo.
Ao coro dos insatisfeitos, soma-se um número cada vez maior de pesquisadores. “Conferência vazia”, “agenda frouxa” e “turismo para diplomatas” são apenas algumas das expressões críticas que ecoam pelos corredores da academia.
Confira no vídeo abaixo as opiniões de alguns nomes da ciência nacional que, em entrevistas exclusivas à CH On-line, compartilham suas expectativas e frustrações acerca da próxima conferência da Organização das Nações Unidas.
http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/03/ei-rio-20-cade-a-ciencia
Tuesday, March 13, 2012
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