Wednesday, July 01, 2009

Temas de Engenharia Civil - Livro de Anísio Meneses Filho

Este livro apresenta 348 questões comentadas de Engenharia Civil, abrangendo os temas mais explorados nos concursos públicos nessa área. Em linguagem simples e objetiva, ele condensa uma ampla gama de assuntos técnicos, permitindo uma eficaz revisão e atualização do conteúdo básico desenvolvido nas escolas de engenharia.

Este trabalho vem preencher uma lacuna há muito sentido no mercado editorial brasileiro: um livro com abordagem objetiva, criteriosamente elaborado, visando à preparação de candidatos nos certames de conhecimentos específicos. Constitui, assim, uma ferramenta de otimização do esforço dos concursandos.

O conteúdo do curso de graduação em Engenharia Civil é aqui apresentado na forma de questões comentadas, com fartas ilustrações. Os temas estão selecionados com base no nível de aprofundamento e na frequência com que cobrados nos exames aplicados, no Brasil, pelas melhores e mais acreditadas instituições de recrutamento.

Sobre o autor
Anísio de Sousa Meneses Filho, MSc. Engenheiro Civil (UFPI, 1986), mestre em Recursos Hídricos (UFC, 1991), pós-graduado em Informática (UFC, 1996), doutorando em Saneamento Ambiental (UFRGS). Pesquisador na área de planejamento urbano e saneamento ambiental. Consultor em Hidrologia. Ex-professor de Física em colégio da rede particular de Fortaleza. Ex-professor do Departamento de Física e Química da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Engenheiro do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região. Autor dos livros didáticos Mecânica Básica e Termodinâmica – Aspectos Fundamentais.

Apresentação
Este trabalho pretende contribuir com a preparação de engenheiros civis candidatos em concursos na sua específica área de conhecimentos.
Na última década, muitas vagas têm sido ofertadas, notadamente no serviço público, na área de Engenharia Civil. Há uma tendência bastante animadora de crescimento, nos anos vindouros, dessa demanda por engenheiros. Ao tempo em que a economia se expande, a estrutura do estado se amplia e mais e mais engenheiros estarão sendo recrutados – e deles se exigirá competência, calcada numa sólida formação teórica.
Os certames de seleção, quase sempre, são de elevada concorrência e as provas muito abrangentes, desafiando o candidato a estabelecer uma estratégia de preparação proveitosa num cenário em que se conflitam a exiguidade do tempo e a vastidão da matéria exigida. O extenso conteúdo programático dos exames contempla praticamente toda a ementa do curso de graduação de, no mínimo, cinco anos de intenso estudo.
Entre os engenheiros-candidatos, podemos identificar dois grupos: o daqueles recentemente egressos das Universidades, com muito conteúdo teórico, mas com ainda pouca vivência prática; e o daqueles que, após a graduação, buscaram uma especialização e se encaminharam para um domínio aprofundado de parte do conteúdo, afastando-se das demais áreas de sua formação básica. Este livro pretende ser útil a ambos os grupos. Ele, bem possivelmente, não apresenta nenhuma matéria nova: todos os assuntos abordados já foram, em algum momento, estudados pelo leitor, o que permitirá uma revisão rápida, segura e eficaz da matéria.
Foram desenvolvidas 348 questões, varrendo amplamente o conteúdo explorado na maioria dos certames. Os temas estão separados (ao todo, são 14 temas macro) e as questões concatenadas para atender a necessidade de uma leitura rápida e abrangente. Todas as questões se referenciam pelo seu conteúdo essencial na lista que antecede ao primeiro capítulo.
Os assuntos foram selecionados com base na frequência com que vêm sendo cobrados nos exames aplicados no Brasil, nos últimos dez anos, pelas melhores e mais acreditadas instituições de recrutamento. Procuramos sistematizar o trabalho a partir dos programas dos editais e do nível de aprofundamento de fato exigido nas provas. Tivemos o cuidado de reunir o maior número de questões atinentes aos temas mais explorados, de modo a otimizar o esforço do candidato-leitor.
O nível das questões é compatível com as mais exigentes provas de seleção. Encontramos, aqui, desde as questões básicas, de enfoque conceitual e interpretativo, até algumas de aplicação e cálculo.
Os comentários não se limitam à resposta direta e imediata – procuram, sempre que possível, ir além de mera justificativa de resposta. Buscam, ainda, estimular o leitor a uma visão sistêmica e integrada do conteúdo. Com o comentário de cada questão, o leitor estará habilitado a responder acertadamente a diversas outras que envolvam aquele tema.
Recomendamos que este livro seja explorado com afinco, procurando o leitor responder sozinho às questões apresentadas e, somente após, recorrer à explanação que segue.
O leitor não pode olvidar a necessidade de, a cada assunto, lançar mão de outras fontes de consulta. É oportuno enfatizar que este livro não supre a demanda integral do processo de preparação dos candidatos aos exames de conhecimento específico. Constitui, sim, uma ferramenta adicional, caracterizada pela síntese e objetividade – e, por isso mesmo, limitada em termos de profundidade de exploração do tema.
Ao final do trabalho, está listada a bibliografia que merece ser habitualmente consultada, incluindo-se aí as normas técnicas referidas ao longo do texto.
Todas as questões foram elaboradas pelo autor, sob inspiração e, às vezes, à semelhança daquelas encontradas nas provas de concurso. Cuidado e atenção foram dedicados a cada parte deste trabalho; isso, porém, não afasta a possibilidade de erros e impropriedades – nesse caso, agradeceremos sobremaneira a comunicação ao autor, para a cabível análise e os devidos ajustes nas edições futuras.
O autor deseja ter contato com todos aqueles que vierem a fazer uso deste material, a fim de poder aferir a clareza de abordagem dos temas, a pertinência do conteúdo, as lacunas eventuais e, sobretudo, o aproveitamento dos leitores. Isso pode ser feito através do seu endereço eletrônico. Todos os comentários, críticas e sugestões serão bem-vindos e servirão para o aprimoramento futuro, aproximando cada vez mais o fruto do esforço da meta que o motivou.
Que seja este trabalho útil aos colegas engenheiros civis, nesta fase tão importante de ingresso no mercado-de-trabalho ou de avanço profissional.

Anísio de Sousa Meneses Filho
anisiomeneses@secrel.com.br

Capoeuropa 2009


















"Grande é meu mestre, pequeno sou eu"

Capoeira Angola: 10 anos do Grupo NZambi
























mais informações: http://nzambiangola.blogspot.com/

Tuesday, June 30, 2009

Um olhar sobre a paisagem contemporânea


Parceria inédita entre o Polo de Pensamento Contemporâneo e a Galeria Mercedes Viegas, a exposição Um olhar sobre a paisagem contemporânea, com curadoria de Fernando Cocchiarale, traz um pequeno resumo da renovação radical ocorrida na representação da paisagem na arte contemporânea mais recente.

A mostra reúne pinturas, fotografias, desenhos e esculturas de artistas representados pela galeria e algumas obras do acervo.

Amália Giacomini, Ana Holck, Angelo Venosa, Anna Maria Maiolino, Daniel Murgel, Elisa Bracher, Enrica Bernardelli, Eduardo Coimbra, Maria Laet, Maria Lynch, Matheus Rocha Pitta, Ricardo Ventura.

abertura: 06 de julho de 2009 a partir das 19h
exposição: 07 a 31 de julho 2009
segunda a sexta de 10 às 21h
Curadoria: Galeria Mercedes Viegas e Fernando Cocchiarale

Fonte: http://www.polodepensamento.com.br

Friday, June 26, 2009

Porto Poesia realiza grande lançamento de livros

O Martírio de Galeno


Artigo do editor Carlos Marcelo, publicado no Correio Braziliense de 13.06.2009.
carlosmarcelo.df@diariosassociados.com.br

Com orgulho, o artista plástico Galeno mostra a última fase do trabalho que desenvolve, a convite do IPHAN, no interior da Igreja Nossa Senhora de Fátima. Abre um sorriso ao perceber o embevecimento dos que acompanham sua trajetória diante do resultado do maior desafio que já enfrentou: levar a sua arte às paredes da capela desenhada por Niemeyer no coração da Asa Sul.
Mas o artista baixa o olhar quando reproduz a sucessão de ironias e hostilidades que tem escutado diariamente nas últimas semanas por se recusar a seguir um modelo figurativo para a representação da aparição de Nossa Senhora às crianças portuguesas Jacinta, Lúcia e Francisco em 13 de maio de 1917.
“Tem dias que a gente perde até a vontade de trabalhar....”, disse.

Opiniões divergentes existem e sempre existiram, ainda mais quando o tema envolve religiosidade e fé. Por isso, antes de mais nada, é preciso pautar a discussão sobre os novos painéis da Igrejinha, que envolveram até o Ministério Público Federal (acionado após recebimento de abaixo-assinado com 68 nomes que não aceitam o trabalho de Galeno), pelo respeito.

Estabelecido o patamar mínimo para qualquer debate, convém tentar alcançar a dimensão do fato e não reduzi-lo a uma questão de gosto pessoal.
Pelas características únicas do projeto original, a Igrejinha é uma edificação que transcende a próprio religão: trata-se de um monumento arquitetônico e urbanístico – ali se encontram, reunidos, os gênios de Niemeyer e Athos Bulcão, em espaço de convívio idealizado por Lúcio Costa,e por isso dezenas de turistas a visitam diariamente.

“A Igrejinha não é propriedade particular dos seus fiéis freqüentadores, que lá encontram espaço para o exercício de sua fé. Ela é maior do que a população que a circunda e dele se apropria”, definiu o artista plástico Omar Franco, em comentário no blog do poeta e jornalista Luís Turiba, um dos primeiros a ampliar a discussão.
Desejar a Igrejinha ornada da mesma que outros oratórios espalhados pelo Brasil é, em última instância, recusar Brasília. Significa a rejeição ao projeto original da cidade em prol da reprodução de moldes seculares – um dos freqüentadores chegou a sugerir que Galeno projetasse uma imagem sacra na parede e se limitasse a copiá-la. Mais preocupante do que esta visão reducionista da capital e do processo criativo do artista, porém, é tomar conhecimento dos episódios de desrespeito à arte de um brasileiro nascido em 13 de maior e que, por isso, carrega Nossa Senhora não apenas na inspiração. Porque o nome completo do artista que tem sido hostilizado por alguns fiéis é Franscisco de Fátima Galeno. Um piauiense radicado no Planalto Central desde 1959; um brasiliense como todos nós.

Leia mais: http://blogdoturiba.blogspot.com/

Eu e outros poemas - Waly Salomão

Thursday, June 25, 2009

Encontro literário com Ruy Castro


Por Francisca Azevedo
22 de junho de 2009

Autor de "O Anjo Pornográfico", "Chega de Saudade" e "Carmen"
Foto: Leonardo Aversa

O Projeto Encontro com Escritor traz a Brasília nesta quinta-feira, 25, o escritor RUY CASTRO para bate-papo literário sobre seus diversos livros publicados, entre eles "Carmen - Uma biografia", de 2005, sobre a grande artista Carmen Miranda. A programação terá também o lançamento literário “O Poder Simbólico no Cotidiano Escolar: reflexões sobre o corpo da criança”, do educador José Montanha e apresentação musical de LEONEL LATERZA. A noite começa às 19h 30 e a entrada é de graça.

Bate-papo literário com o escritor RUY CASTRO

Os livros de Ruy Castro costumam provocar alterações quando são lançados. "Chega de saudade", em 1990, foi responsável pelo renascimento da Bossa Nova, gênero musical que estava sepultado no Brasil. "O anjo pornográfico", a biografia de Nelson Rodrigues, de 1992, começou o processo de ressurreição desse polêmico escritor, hoje definitivamente incorporado à cultura brasileira. Em 1995, "Estrela solitária", a biografia de Garrincha, provocou uma discussão sobre a liberdade de expressão ao ser alvo de um processo pelos advogados das filhas do jogador. E, finalmente, "Carmen - Uma biografia", de 2005, recuperou para o Brasil a grande artista Carmen Miranda, que também estava esquecida entre nós.

Lançamento

“O PODER SIMBÓLICO NO COTIDIANO ESCOLAR: REFLEXÕES SOBRE O CORPO DA CRIANÇA” do educador e doutorando em Política Social pela Universidade de Brasília, José Montanha Soares. Este trabalho aponta uma lente para o cotidiano de uma escola pública da periferia de Brasília. Por quase dois anos foram registrados diálogos, imagens, fotos e depoimentos de professores, estudantes e membros da comunidade que lidam diariamente com uma forma de violência velada, mas não menos violenta.

Apresentação musical

LEONEL LATERZA é um cantor que construiu sua carreira na trilha de casas noturnas e teatros de Brasília, onde vive há vários anos. Mineiro de Uberaba, fez iniciação musical na Escola de Música de Brasília no final da década de 70. Premiado em vários festivais de música da cidade também empresta sua voz para jingles publicitários de rádio e TV. Com um trabalho maduro e consistente, Leonel Laterza recebe, por onde passa, elogios pela elegância e sofisticação de suas interpretações. Já dividiu o palco com Rosa Passos, Zé Luiz Mazziotti, Sueli Costa, Renato Motha.

Apresentação:
Mímico Miquéias Paz

Informações:
Ruy Castro catsmeow@terra.com.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Leonel Laterza (61) - 8163 – 9850 leonellaterza@gmail.com
José Montanha 3435-5879/9156-5552 zemontanha2000@yahoo.com.br
Francisca Azevedo (61) 8432-3669

Data: 25/06
Horário: 19h30
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
ENTRADA FRANCA

Affonso Ávila é prestigiado na BNB


Affonso Ávila é prestigiado na BNB
Qui, 25 de Junho de 2009 16:19

O mineiro Affonso Ávila foi o quarto poeta homenageado pela Biblioteca Nacional de Brasília no evento Tributo ao Poeta, realizado na quarta-feira, 24.06, no auditório da Casa. Em formato didático, a poesia experimental de Ávila foi apresentada e explanada pelo diretor da BNB, Antonio Miranda, e os poemas selecionados por ele e entremeados em sua palestra foram recitados por Carlos Alberto Xavier (MEC) e Deliane Leite (VivoVerso/UnB).
O poeta, que não pôde vir de Belo Horizonte à Brasília para assistir à homenagem, foi representado pela irmã, Maria do Rosário Ávila Bessa. Na platéia estavam, entre outros, os poetas Anderson Braga Horta e Ronaldo Costa Fernandes, Santiago Naud e Henryk Siewierski, Salomão Souza e Wilson Pereira, Marcos Freitas e João Carlos Taveira, Robson Correa de Araújo e a uruguaia Sofia Vivo. Estavam também presentes à homenagem o tradutor de poesia José Rivera, a professora de literatura e cantora Elga Laborde, o arquiteto e ambientalista Maurício Andrés Ribeiro (autor de fotos que ilustram livros de Affonso Ávila), os artistas plásticos Carol Lisboa e Thiago Godoi e a atriz Larissa Malty.

Foto Anibal Pereio/BNB
Fonte: http://www.bnb.df.gov.br/index.php/noticias/315-tributo-ao-poeta-aa

Wednesday, June 24, 2009

Samuel Rosa ensina a tocar "Sutilmente"


Sutilmente
Skank
Composição: Samuel Rosa / Nando Reis

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

Monday, June 22, 2009

Filme "Garapa", de José Padilha


A exibição do filme "Garapa", do premiado cineasta José Padilha, faz parte da Campanha "Alimentação: direito de todos", lançada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), que quer incluir a alimentação entre os direitos sociais previstos na Constituição (PEC 047/2003).

Garapa é uma mistura de água com açúcar, muitas vezes o único alimento de famílias pobres do Nordeste. Os dramas e flagelos de três dessas famílias brasileiras são mostrados neste que é um dos mais contundentes documentários sobre a fome no país, um soco no estômago, uma denúncia social, mas também um convite à reflexão.

O ingresso à sala de projeção do filme é livre, não sendo necessária à apresentação de um convite.

A Casa Encantada: de Lenilde Freitas

Arraiá das Agências Reguladoras

Olhares sobre a declaração dos direitos humanos e meio ambiente

Imperativo: produção alemã do diretor polonês Krzysztof Zanussi

Quinta-feira, 25.06, é dia de mais uma sessão na KINOSAAL. „Imperativo“, produção alemã do diretor polonês Krzysztof Zanussi, vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Veneza em 1982, é a escolha do mês.

O filme acompanha a história de Augustin, um cientista que fracassa nas conclusões lógicas de seu projeto de um mundo artificial. Questões fundamentais sobre o sentido da vida, a definição dos conceitos de liberdade e fé provocam no jovem matemático uma crise existencial, que poderia levá-lo à loucura. Depois de uma internação numa clínica psiquiátrica, onde “expia” sua culpa, ele parece estar novamente em condições de retornar à normalidade do seu cotidiano.

A produção será exibida em projeção de 60mm, em seu idioma original com legendas em português, às 19h, na Embaixada da Alemanha. A entrada é gratuita e os lugares limitados.

Sobre o diretor
Nascido em Varsóvia, Krzysztof Zanussi é um dos maiores e mais conhecidos diretores do cinema polonês. Formou-se em 1966 na faculdade de Direção de Cinema, na Escola de Cinema, em Lodz, e realizou já no mesmo ano muitos filmes documentais, longas e curtas-metragens para cinema e televisão.

A principal relação no exterior do diretor é com a Alemanha. Entre as décadas de 1970e 1980 trabalhou com produtores alemães e dirigiu filmes para a televisão na então Alemanha Ocidental.

Suas obras mais conhecidos são, além de Imperativo, O Ano do Sol Tranqüilo, O Toque Silencioso, O Galope, Vida como uma doença sexualmente transmissível.

KINOSAAAL (Sala de Cinema da Embaixada da Alemanha)
Filme: „Imperativo“ (Krzysztof Zanussi, 100 min, 1981).
Data: 25.06 (quinta-feira).
Horário: 19h.

Embaixada da República Federal da Alemanha
Centro Alemão de Informação - Deutschlandzentrum
Brasília - DF
SES Av. das Nações, Q. 807 lt25
70.415-900
Tel. (61) 3442-7000
Fax. (61) 3443-7508
info@alemanJA.org
www.brasilia.diplo.de
www.alemanJA.org

A poesia experimental de Affonso Ávila

A poesia experimental de Affonso Ávila no palco da BNB

Tributo ao Poeta de junho reverencia em AA a vanguarda que marcou o Século XX

Mais um nome será apresentado e recitado na Biblioteca Nacional de Brasília dentro do projeto mensal Tributo ao Poeta 2009, que põe em cena Affonso Ávila, um dos mais expressivos do experimentalismo que marcou a poesia do século XX. O diretor da BNB e também poeta, Antonio Miranda, vai apresentar o estudo da obra de Ávila; Deliane Leite (do grupo VivoVerso, da UnB) e Carlos Alberto da Silva Xavier (economista e ecólogo) vão recitar os poemas no evento marcado para a 4ª feira, 24 de junho, às 19h30, no auditório da Casa (2º andar), com entrada franca ao público.

Leitores de poesia, estudantes de Letras e interessados em geral por conhecer mais sobre esse gênero literário reconhecido como vital à existência humana, têm no Tributo ao Poeta uma aula-espetáculo sobre o homenageado da vez. Cerca de 20 minutos de preleção sobre a trajetória e a linguagem do poeta e outro tanto dedicado à récita de uma antologia preparada especialmente para o evento, permitem ao espectador ir embasando sua bagagem quanto à poesia brasileira contemporânea.

Vanguarda - No caso do mineiro de BH Affonso Ávila, hoje octogenário, colecionador de inúmeros prêmios nacionais (Jabuti; Câmara Brasileira do Livro, 1991; Associação Paulista de Críticos de Arte etc.), o próprio público vai poder refletir porque o poeta obteve prestígio em vida, quando outros vanguardistas só foram reconhecidos depois de mortos, como ressalta Antonio Miranda.

Em seu estudo sobre a poesia de Ávila, Miranda aponta para a concisão, o minimalismo, o concretismo do seu texto raramente discursivo em contraponto ao hermetismo com que alguns críticos o rotulam. Assinala também o uso de elementos técnicos do barroco mineiro fundidos aos do pós-modernismo na montagem de sua arquitextura singular, com a qual denuncia, critica, satiriza e reinterpreta códigos, conceitos, vivências.

Textos - Quem assistir ao Tributo a Affonso Ávila vai ouvir poemas de destaque de alguns de seus principais livros, entre eles, Homem ao Termo – poesia reunida (1949-2005); O Açude e os Sonetos da Descoberta (1949 –1953); Barrocolagens (1981); Código de Minas (1963 – 1967); Carta do Solo (1957-1960); O Discurso de Difamação do Poeta (1978); O Belo e o Velho (1982-1986); O Visto e o Imaginado (1988-1990); Décade 7 – dez odes joco-sérias (1998-2000); e Cantigas do Falso Alfonso El Sábio (1987-2001).

TRIBUTO AO POETA AFFONSO ÁVILA – Apresentação de Antonio Miranda; recital com Deliane Leite (VivoVerso/UnB) e Carlos Alberto da Silva Xavier (MEC). Quarta-feira, 24 de junho, às 19h30, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, 2º andar. Apoio:GDF/SEC/FAC. Entrada franca. Foto: Divulgação

Biblioteca Nacional de Brasília
BNBcomunica / Assessoria de Imprensa
55 61 3625-6257 Ramal 107 / 109
Visite http://www.bnb.df.gov.br
http://www.bipbrasilia.unb.br

Friday, June 12, 2009

Coletivo de Poetas, André Giusti e Tetê Espíndola


Tetê Espíndola e Coletivo de Poetas apresentam-se nesta quinta-feira (18/06)
Por Francisca Azevedo
11 de junho de 2009

Tetê Espíndola fará show na próxima quinta-feira (18/06)
O Açougue T-Bone traz a Brasília pelo Projeto Quintas Culturais T-Bone, nesta quinta-feira (18/06), a cantora Tetê Espíndola para show do seu 15 cd, “Evaporar”. No show, Tetê apresentará seu lado compositora e instrumentista com músicas especiais: “Semente de Som”, de Tetê e Chico César, uma ode aos pássaros, ancestrais musicais da humanidade; “Ópera da Natureza”, dela com Arnaldo Black, entre outras. Além disso, o grupo brasiliense, Coletivo de Poetas fará mini-palestra sobre a vida de Patativa do Assaré (1909-2002), cujo centenário de nascimento é comemorado este ano e também o pré-lançamento do livro “Poessíntese – O que virou canção”, do poeta, cantor e compositor Paulo Djorge. A noite terá ainda lançamento literário “A Liberdade é Amarela e Conversível”, do escritor André Giusti. A entrada é de graça.

Apresentação musical:
E VA POR AR um ciclo, uma respiração da natureza que suspira em todos nós.
“As músicas cantam o amor através de imagens, paisagens que transportam o ouvinte a uma ambiência sonora mágica. A força imaginária da ecologia, não como uma bandeira política, mas sim uma inspiração estética da natureza”. Marta Catunda.

Na carreira múltipla de Tetê Espíndola, é notável a inovação na forma e na temática, composta por discos onde a natureza se coloca como marca específica, de quem a fez vanguarda, lançada em tempos onde mal se ouviam as palavras “meio ambiente” e “ecologia”.

Em Pássaros na Garganta (1982), um marco em sua carreira e na história da MPB, Tetê traz enfaticamente a natureza para dentro do seu trabalho; em Ouvir/Birds (1991), a natureza se transforma em instrumento, através do canto dos pássaros sampleados e sintetizados; em VozVoixVoice (2002), sua voz se transforma na natureza com sons e emissões de variada amplitude, na busca de “ouvires e soares“ distintos, como a explorar todas as espécies que habitam sua natureza interior.

No repertório do cd Evaporar, o 150 de sua carreira, são vários os exemplos desta tônica. “Semente de Som”, de Tetê e Chico César, uma ode aos pássaros, ancestrais musicais da humanidade; “Ópera da Natureza”, dela com Arnaldo Black, cosmologia da criação e do amor; “Amor de Graça” e “Ôm pela Paz”, em parceria com Humberto Espíndola, são manifestos poético-ecológicos; “Centro Vazio”, só de Tetê, uma pintura gritante das planícies; “Morena Amiga” e a especial “Prata no mar”, com Alzira E; “Toada da Saudade”, um baião caipira, em parceria com Jerry Espíndola; “Sertão”, a única regravação do cd, uma parceria com Arrigo Barnabé e “Evaporar”, com Marta Catunda.
Este cd foi gravado ao vivo em Campo Grande-MS, em 2004, e finalizado em 2007. Os músicos são todos campo-grandenses; Antônio Porto, no baixo acústico; Adriano Magoo, nos teclados e sanfona; Wlajones Carvalho, na percussão; Sandro Moreno, na bateria e Tetê, na craviola. A produção é do seu selo LuzAzul e a distribuição da Tratore.

Uma visão bem pessoal sobre o E V A P O R A R:
“Nos meus trabalhos mais recentes, investi fundo na arte de interpretar. Agora chegou o momento de mostrar um pouco do meu lado de compositora e instrumentista, como nos velhos tempos, onde a minha craviola e voz se tornam uma energia única. Escolhi algumas composições especiais que criei ao longo desses 30 anos de intimidade com esse instrumento e fui até a minha terra natal, Campo Grande-MS, pois afinal foi lá que nasceu a minha inspiração.
O carinho e o apoio dos meus irmãos que vivem por lá, dos amigos de adolescência e dos fãs que sempre acompanharam a minha carreira estão presentes no espírito do trabalho, que é fruto da gravação de um único show.

Aproveitei e lapidei uma experiência já testada com diversos públicos no Brasil e na Europa nesses últimos 15 anos de estrada. Gravei o público campo-grandense improvisando como se virassem bichos, produzindo emissões de cantos de pássaros do Pantanal, alguns bem conhecidos como a Araraúna, Jaó, Curicaca e Quero-quero. O resultado foi delirante! O cd teve especialmente uma gravação no estúdio. Na fase de mixagem chamei alguns amigos especiais para vibrar um mantra na musica “ÔM pela Paz”. Mixado com o ÔM ao vivo do público, ficou uma beleza!

O padrinho dessa produção foi o meu irmão caçula Jerry Espíndola, que mora em Campo Grande e agita na área musical há muito tempo. Ele acreditou na idéia e fez acontecer a gravação do show, além de participar da escolha do repertório e convidar os músicos certos.

Recital Poético:
Coletivo de Poetas homenageia Patativa do Assaré
Poeta, cantador e violeiro, Patativa do Assaré é o pseudônimo de Antônio Gonçalves das Silva, considerado um dos poetas mais importantes da literatura brasileira.

Nascido na Serra da Santana, distante 18 km de Assaré, cidade da região do Cariri (CE), PA perdeu o olho direito aos quatro anos, devido a uma enfermidade e pela falta de médico na cidade. Ele faz parte da tradição de poetas cegos como Homero, Camões, Jorge Luiz Borges, Cego Aderaldo e Glauco Matoso.

Aos oito anos, com a morte do pai, passa a trabalhar na terra, para garantir o sustento da família. Aos 12, começa a estudar, mas fica apenas seis meses na escola, onde aprende a ler sem usar ponto ou vírgula. Foi com os folhetos de cordel que Patativa aperfeiçoou a leitura.

Patativa publicou dezenas de livros de poesia, discos e teve músicas gravadas por compositores como Luiz Gonzaga e Fagner. Teve sua vida transformada em filme por Jefferson Albuquerque e Rosemberg Cariri. Foi tema de teses de mestrado, doutorado e agraciado com quatro títulos de Doutor Honoris Causa. Sua obra é estudada na França.

São poetas convidados: Wagner Sresthas, Reginaldo Gontijo, José Edson dos Santos, Lourdes Teodoro, Gelly Fritta, Ivan Monteiro, José Edson dos Santos, Nando Potiguara, Jorge Amâncio, Mônica Martins, Cristina Bastos, Noélia Ribeiro, Menezes y Morais e Anabe Lopes da Silva.

O Coletivo de Poetas existe há 19 anos, é pioneiro na realização de saraus no DF e já publicou cinco coletâneas, sendo quatro de poesia e uma de contos. Para 2010, anuncia um novo livro, para celebrar os 50 anos e Brasília e comemorar os seus 20 anos.

Lançamento literário:
A LIBERDADE É AMARELA E CONVERSÍVEL - Quarto livro de contos de André Giusti, escritor carioca radicado em Brasília há onze anos. No livro, o segundo do escritor lançado pela Coleção Rocinante, da Editora 7Letras, André Giusti se consolida como um autor urbano, em que a grande cidade é o palco de situações vividas pelo homem dessa primeira década do século.

Apresentação:
Mímico Miquéias Paz

Informações:
www.teteespindola.com.br
Contato shows : (11)3926-4520 / (11) 9191-3894
Coletivo de Poetas: 3339-2742/ 9973- 1470 (Menezes y Morais)
André Giusti ( giustiandre@hotmail.comEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo )

Data: 18/06
Horário: 19h30
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
ENTRADA FRANCA
Última Atualização ( 11 de junho de 2009 )

Thursday, June 04, 2009

Rapaz que luta contra Síndrome de Asperger se destaca na literatura


Marcelo Abreu

Março de 1990, Hospital Santa Helena. Nascia Gabriel. O primeiro filho do contador carioca Geraldo de Sousa e da poetisa e servidora pública alagoana Isolda Marinho. O bebê veio grande, forte, sadio. Pesou mais de 4kg. O médico brincou com a mãe: “Esse menino não podia sair por baixo mesmo”. A família comemorou. O tempo passou. Gabriel crescia como qualquer outra criança. Aos 6 anos, na pré-escola, começou a se interessar por aviões. Desenhava coisas inacreditáveis. A professora um dia chamou a mãe e lhe disse: “Seu filho só pensa em avião”.

Gabriel planeja lançar mais dois e se aventurar em roteiros de cinema
Isolda achou que aquilo era apenas um gosto do menino, coisa de criança. Gabriel, a cada dia, se aperfeiçoava mais nos desenhos. “O que me agradava era a parte estética das aeronaves. Não queria saber da mecânica, de nada disso”, ele diz. Vieram as coleções de revistas sobre o assunto. Gabriel começou a criar historinhas. Criava companhias, rotas imaginárias. Um dia, ele esqueceu os aviões. No primário, já com 9 anos, o foco eram times de futebol. Inventava, por meio de desenhos, uniformes e campeonatos. Depois, passou a se interessar por países. Pensava nas suas moedas, imaginava hinos. Criava uma vida de mentirinha dentro de sua imaginação sem limites.
Aos 10 anos, Gabriel sentiu medo. Estouro de balão lhe deixava angustiado. Qualquer ameaça de chuva, ele se escondia debaixo da cama. Era como se protegia dos trovões. Uma irmã psicóloga de Isolda lhe chamou num canto e lhe disse, sem rodeios: “Minha irmã, o comportamento do Gabriel não é normal. Procura um especialista para que ele seja examinado”. Isolda não viu nada de errado com o filho. “Pensei que aquilo seria passageiro, que passaria”, fala a mãe.
O tempo passou. Aos 13 anos, na 7ª série, no Colégio Marista, Gabriel sentiu uma tristeza infinda. Só de pensar em ir para a escola lhe dava dor de barriga. Na sala de aula, isolava-se cada vez mais. A psicóloga chamou a mãe. E lhe disse o que Isolda nunca mais esqueceria: “Não é manha, nem capricho do seu filho. Ele tá pedindo socorro”. Começou, aqui, a jornada da família pela vida plena e saudável de Gabriel.

Romaria a consultórios de psicólogos. Psiquiatra. E um laudo, para sempre tatuado na memória daqueles pais: Gabriel tinha Síndrome de Asperger, um espectro de autismo menos comprometedor. Isolda nunca tinha ouvido falar naquilo. O mundo, naquele dia, desabou sobre sua cabeça. “Comecei a me culpar, como meu filho viveria nesse mundo, por que aquilo tava acontecendo na minha família...”, lembra a mãe. Gabriel entrou numa depressão arrasadora. Isolou-se de todo mundo. Ficou quase dois meses longe da escola. Isolda procurou, na internet, saber mais sobre a tal síndrome. Virou “especialista” no assunto. Fez parte de grupos de discussões virtuais. Conheceu pessoas. Prometeu a ela mesma que curaria seu filho e o traria de volta à vida que a ele pertencia. A vida a que ele tinha direito de viver.
Gabriel fez terapia. Faz até hoje. Tomou medicação específica. Toma até hoje. E pratica atividade física acompanhado por um personal. Segue rigorosamente as recomendações do psiquiatra. No ensino médio, trocou de escola a cada ano. Sentia muita dificuldade em interagir com os colegas. “Isso me fazia sofrer muito”, admite ele, na sala do apartamento espaçoso e bem decorado na 207 Sul, onde mora com a família — pai, mãe e um irmão mais novo de 16 anos e guitarrista. Gabriel passou a ler.

Apesar da pouca idade, devorou livros de compreensão complicada para um adolescente. Conheceu George Orwell, Truman Capote, Gabriel García Márquez, Isabel Allende, Mario Vargas Llosa. Encantou-se por Clarice Lispector e descobriu Machado de Assis e sua Capitu, com “seus olhos oblíquos e dissimulados”. E pasmem: formou, com um grupo de garotos com os quais sentiu afinidade, uma banda de rock da pesada. Virou metaleiro e só vestia preto. Era o baixista da banda. “Fizemos apenas um show”, ele diz, admitindo que o grupo fazia mais barulho que música. Coisas da vida. A mãe agradece, às gargalhadas: “Ainda bem que essa fase passou. Rezei todo dia para ele parar de vestir aquelas roupas pretas”.

Faculdade
Aos 17 anos, mesmo com todas as dificuldades de relacionamento, o menino que se apaixonou pela literatura terminou o ensino médio. Começaria uma nova etapa de sua vida. Prestou vestibular para jornalismo, no UniCeub. Foi aprovado. Está no segundo semestre. Pergunto se ele será meu colega de profissão. Ele devolve, sem hesitar: “Quero ser escritor. Acredito no meu potencial e quero viver disso. O jornalismo será uma alavanca pra me levar ao meu objetivo”.
Ao mesmo tempo em que aprendia técnicas de introdução ao jornalismo, Gabriel escrevia sem parar. Varava madrugadas. Pensou numa história. Imaginou seus personagens e, de rascunho em rascunho no computador, nascia, depois de seis meses, seu primeiro livro: O mundo depois do fim — misto de ficção científica e romance psicológico, em que ele narra as aventuras de personagens de vidas complexas, abordando temas como amizade, ética e moral, aos olhos de um rapaz de 17 anos, intelectual e psicologicamente maduro para a idade.
O livro, com 188 páginas, foi aprovado no FAC (Fundo de Apoio à Arte e à Cultura, do GDF). Acabou de sair do forno e será lançado na próxima terça-feira. É a vitória de um menino que venceu a si mesmo. A luta de uma família diante de um diagnóstico que mudaria a vida de todos. Comovida, Isolda, aos 48 anos, desabafa: “Sinto um misto de alegria, emoção e orgulho em ver meu filho assim”. Gabriel intervém: “Isso é apenas uma amostra de que o melhor ainda tá vindo”. Isolda não se contém de felicidade: “Ouvir uma coisa dessa é uma maravilha”. Os dois se olham e riem. Há uma cumplicidade intransponível entre eles.

Pergunto se a síndrome, hoje, ainda o atrapalha em alguma coisa. Convicto, o são-paulino roxo, filho de pai flamenguista doente, responde: “Não dou mais muita bola para o que dizem. O que tenho não é uma doença. É um estilo de vida. E cada um vive de uma forma bem particular”. Planos? “Acabar o terceiro livro. O segundo já está pronto”, adianta ele. E uma revelação animadora: “Quero transformar meus livros em roteiro para cinema. É essa linguagem que gosto. As cenas dos meus livros são extremamente descritivas, com muitos detalhes”. Ultimamente, Gabriel se apaixonou pela sétima arte. “Adoro cinema nacional”, diz. E as namoradas? “Tive algumas paixões meio platônicas”, ele conta, meio envergonhado. Esse é Gabriel Marinho, um rapaz com Síndrome de Asperger. Um escritor que ainda vai dar muito o que falar.

Lançamento
O mundo depois do fim será autografado na próxima terça-feira, dia 12, às 20h, no Foyer da Sala Martins Pena, do Teatro Nacional. Preço do livro: R$ 25. Contatos com a mãe: isolda.sousa@camara.gov.br — 8153-8707 ou com Gabriel: gabriel_2112@yahoo.com.br — 8111-7622

Trechos do livro
...O relógio digital da esquina marcava seis da manhã. O sol começava a nascer no horizonte, anunciando o início do dia 18 de fevereiro de 2028. David começara a esmurrar a porta, a fim de acordar suas crias. Greg, a contragosto, foi o primeiro a dar sinal de vida. Levantou-se timidamente e postou-se em pé. Olhou para o espelho sujo na parede de seu alojamento e viu em si uma figura fragilizada e totalmente esguia; cabelos negros emaranhados iam até o ombro, rosto retangular, lábios curtos e rosados e uma pequena cicatriz perto do supercílio direito. Nunca se sentiu confortável ao se ver...
... Os pastos áridos foram se alargando à medida que a cidade se distanciava. A poeira estava cada vez mais impregnada no ar, entrando pelas frestas das janelas quebradas do vagão. Vacas e cavalos desnutridos pastavam, procurando grama fresca para se alimentarem. Havia muitos mortos ao relento, com as carcaças rodeadas por abutres. Greg continuava tentando encontrar um espaço para respirar, até mesmo para ver como raiava o dia...



Síndrome foi reconhecida em 1994

A Síndrome de Asperger (SA), transtorno de Asperger ou desordem de Asperger é uma síndrome de espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. Alguns cientistas a classificam como “autismo de alta funcionalidade”. É mais comum no sexo masculino. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome. Há indivíduos com Asperger que se tornaram professores universitários (como Vernon Smith, Prêmio Nobel de Economia, em 2002). O termo “Síndrome de Asperger” foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing, em 1981, num jornal médico, que pretendia dessa forma homenagear Hans Asperger, psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990.

A síndrome foi reconhecida pela primeira vez no Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, na sua quarta edição, em 1994. Alguns sintomas da síndrome são: atraso na fala, mas com desenvolvimento fluente da linguagem verbal antes dos 5 anos; interesses restritos: escolhem um assunto de interesse, que pode ser seu único desejo por muito tempo. A atenção ao assunto escolhido existe em detrimento a assuntos sociais ou cotidianos. Memorização de grandes sequências como mapas de cidades ou cálculos matemáticos complexos. Ouvido musical absoluto. Interpretação literal, incapacidade para interpretar mentiras, metáforas, ironias, frases com duplo sentido, dificuldades no uso do olhar, expressões faciais, gestos e movimentos corporais como comunicação não verbal. Pensamento concreto. Dificuldade para entender e expressar emoções. Falta de autocensura: costumam falar tudo o que pensam. Sensibilidade exacerbada a determinados ruídos.

Alguns estudiosos afirmam que grandes personalidades da história possuíam fortes traços da (SA), como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o compositor Mozart, os filósofos Sócrates e Wittgenstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, os cineastas Stanley Kubrick e Andy Warhol e o enxadrista Bobby Fischer, além de autores de diversas obras literárias.

Festival de Filmes da União Européia

Programação alemã

Filme: Luzes (Lichter), de Hans-Christian Schmid
Data: 05.06 (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Cine Brasília (EQS 106/107 - Asa Sul)
Entrada Franca

Programação completa

01.06 – 19h – Segredos (República Tcheca)
02.06 – 19h – Tsatsiki, a mãe e o policial (Suécia)
02.06 – 21h – Cortador de unha do cachorro (Finlândia)
03.06 – 19h – Aviador na Amazônia (Áustria)
03.06 – 21h – Depois do casamento (Dinamarca)
04.06 – 19h – Má fé (França)
04.06 – 21h – A fortuna de Ned Devine (Irlanda)
05.06 – 19h – Luzes (Alemanha)
05.06 – 21h – Leidis (Polônia)
06.06 – 19h – Promessa não cumprida (Eslováquia)
06.06 – 21h – Amor é tudo (Países Baixos)
07.06 – 15h – O príncipe e a estrela vespertina (República Tcheca)
07.06 – 19h – Eu servi o Rei da Inglaterra (República Tcheca)
07.06 – 21h – Lisboetas (Portugal)
08.06 – 19h – De muro a muro (Bélgica)
08.06 – 21h – Manual do Amor (Itália)
09.06 – 19h – Ocidente (Romênia)
09.06 – 21h – Os meninos da rua Paulo (Hungria)
10.06 – 19h – Na cidade de Sylvia (Espanha)
10.06 – 21h – Jogada decisiva (Bélgica)
11.06 – 19h – A Rainha (Inglaterra)
11.06 – 21h – Um herói em Roma (Grécia)


A Alemanha será representada por
„Luzes“, na sexta-feira, 05.06, às 19h.

O filme do diretor Hans-Christian Schmid conta a história de duas cidades às margens do rio Oder: a Frankfurt alemã e a Slubice polonesa. Após o término da Guerra Fria, o velho conflito entre leste e oeste foi deslocado para o âmbito econômico entre ricos e pobres. O drama recorrente na vida de vários personagens é retratado, mas o destino dessas pessoas mudará em dois dias de roubo, engano, amor, ajuda, esperança e desespero.


Informações:
Embaixada da República Federal da Alemanha
Centro Alemão de Informação - Deutschlandzentrum
Brasília - DF
SES Av. das Nações, Q. 807 lt25
70.415-900
Tel. (61) 3442-7000
Fax. (61) 3443-7508
info@alemanJA.org
www.brasilia.diplo.de
www.alemanJA.org

Monday, June 01, 2009

Lei Rouanet - QUEM DEVE DEFINIR A POLÍTICA CULTURAL DO PAÍS?


A União Brasileira de Escritores, conforme decisão de sua diretoria neste dia 27 de abril, vem manifestar sua posição no sentido de apoiar mudanças na chamada Lei Rouanet, de incentivo à cultura.
Dados do IBGE indicam que 90% dos municípios brasileiros não possuem equipamentos culturais como salas de cinema, teatros, museus e bibliotecas. Ainda assim, a sistemática da lei atual de incentivo à cultura transfere para as empresas, privadas e estatais, o papel de deliberar sobre a política cultural do país. Estão excluídos dessa consideração os produtores de cultura, dentre eles os escritores e autores de obras literárias.
O fato mais grave, a exigir urgente correção, é que, pretextando dificuldades financeiras, 40% das empresas, inclusive as estatais, têm apresentado resistência a financiar atividades culturais sob a Lei Rouanet. É inconcebível esse desvio, dado que o dinheiro repassado para as atividades culturais sob a Lei Rouanet não provêm de lucros, dividendos ou sobras das empresas, mas é parte do imposto devido ao governo. Ou seja, as empresas estão negando repasse de um dinheiro que não lhes pertence, mas ao povo brasileiro – e que o governo apenas administra. O pretexto da crise não se sustenta, porque o compromisso de pagar impostos perdura, para as empresas. Não deveria caber aos empresários, nem aos seus prepostos das áreas comerciais e de marketing, definir que projetos devem ser apoiados ou mesmo se haverá ou não apoio.
O Brasil tem excelência autoral, muitas vezes oculta ou sufocada pela falta de fomento. Devemos mudar isto. Pela redemocratização do financiamento cultural, a UBE divulga esta sua posição e coloca-se ao lado do Ministério da Cultura na busca de uma solução que contemple também o trabalho de autor. O povo, a quem o governo serve, deve ser o beneficiado imediato e final dessa mudança.

Fonte: http://www.ube.org.br/lermais_materias.php?cd_materias=3103

Friday, May 29, 2009

Imagens do rompimento da barragem Algodões I, no Piauí

Imagens do rompimento da barragem Algodões 1, no Piauí
Vídeo gravado em telefone celular pelo internauta Ribamar Vilela na tarde de quarta-feira (27), enviado para o portal da TV Cidade Verde (http://www.cidadeverde.com/videos_txt.php?id=38508). Mais informações: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/05/28/ult5772u4170.jhtm

Tuesday, May 26, 2009

"O nono dia", de Volker Schlöndorff, no Kinosaal


O Departamento de Cultura da Embaixada da Alemanha dará sequência à programação mensal da Kinosaal nesta quinta-feira, 28.05, às 19h, com a exibição de „O nono dia“, do consagrado diretor Volker Schlöndorff.

No filme, Henri Kremer, um padre luxemburguense, recebe em fevereiro de 1942 nove dias de liberdade do campo de concentração em que se encontra. Gebhardt, um oficial da Gestapo, coloca-o então frente a decisão entre vida e morte: Kreme deve convencer a sua igreja a colaborar com os nazistas. De outra forma, não somente ele como também sua família e confrades presos estarão ameaçados de morte. Durante o período de liberdade ele leva diariamente uma disputa de discursos e pensamentos brilhantes com o oficial da Gestapo e luta com este conflito de conciência, onde não existe certo ou errado.

A produção será exibida em seu idioma original com legendas em português. A entrada é gratuita e os lugares limitados.

Sobre o diretor
Volker Schlöndorff foi um dos precursores do novo cinema alemão. Da década de 1960 para os dias de hoje, o cineasta dirigiu 28 filmes e escreveu quatro roteiros de sucesso.

Com a filmagem de „O tambor“, obra do escritor vencedor do Prêmio Nobel Günter Grass, ele deu à Alemanha a primeira Palma de Ouro do Festival de Cannes e o primeiro Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de Hollywood.

Kinosaaal (Sala de Cinema da Embaixada da Alemanha)
Filme: „O nono dia“ (Volker Schlöndorff, 2004, 97 min.)
Data: 28.05 (quinta-feira)
Horário: 19h

Fonte:
Embaixada da República Federal da Alemanha
Centro Alemão de Informação - Deutschlandzentrum
Brasília - DF
SES Av. das Nações, Q. 807 lt25
70.415-900
Tel. (61) 3442-7000
Fax. (61) 3443-7508
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Monday, May 25, 2009

Dialética da Exclusão ou A Coluna Prestes no Piauí

Crédito da Foto: Delmaria Ferreira

Menezes y Morais*

O poeta, professor e pesquisador Chico Castro examinou cuidadosamente as incursões da Coluna Prestes no Piauí. O cerco a Teresina durou nove dias (23/12/1925 a 1/1/26).

A CP entrou em Teresina por acaso, no encalço de tropas legalistas que fugiram de São Luis (MA). Depois passou pelos munícipios de Altos, Alto Longá, Campo Maior, Castelo, Piripiri, Pedro II, Valença, Oeiras, Picos, Pio IX, Simões, Jaícós e Uruçui, com entrada triunfal.

As incursões da CP em solo piauiense foram revistas por Chico Castro, que recolheu depoimentos de alguns sobreviventes e visitou municípios onde a Coluna se fez presente. O resultado é o livro A Coluna Prestes no Piauí, uma pesquisa histórica de fôlego, que tem o mérito de retirar fatos históricos dos porões do esquecimento e desmascarar algumas mentiras.

A CP era formada por remanescentes militares da segunda rebelião tenentista, que objetivava derrubar o governo Artur Bernardes, em nome da solução dos problemas sociais que afetavam a semifeudal República Velha (1889-1930).

O Estado de miséria (em todos os sentidos) gera a revolta, a revolta é o motor da revolução. Foi assim, por exemplo, na França monarquista e feudal de 1789.

O Brasil, da Colônia à Velha República, era um Estado sem educação, sem higiene e sem infra-estrutura. Os revoltosos da CP não aceitavam a miséria que as elites impunham às massas, nem a república dos bachareis, contra a qual também se insurgiram os poetas modernistas de 1922.

Ontem como hoje, o Brasil se embaralha numa espécie de cipoal jurídico, onde o excesso de leis reflete a carência da aplicação e na lentidão da justiça, que gera o sentimento de injustiça.

O protecionismo lusitano atrasou muito a economia brasileira. O capitalismo brasileiro ensaia os primeiros passos de modernização na década de 1850, quando o tráfico negreiros começa a decair e surgem instituições bancárias e as sociedades anônimas no Brasil.

A CP lutou contra dialética da exclusão, que tem raízes históricas: o Estado monarquico, por exemplo, era direto e objetivo: votava quem tinha uma quantidade razoável de dinheiro. E dinheiro é poder, não esqueçam. Os vícios do Estado não são eternos, mas crônicos. Os vícios do Estado são os vícios do homem.

Os tenentes conspiraram e se rebelaram (Forte de Copacabana,1922) e foram violentamente reprimidos, mas se reorganizaram em 24. Em 25 já estavam em duas Colunas, que se unificou. Depois os revoltosos saíram a pé e a cavalo pelo país, com apoio e adesão de setores da sociedade civil, utilizando a tática da "guerra em movimento", sempre acossados pelas tropas legalistas.

A rebelião dos tenentes ganhou apoio do povo. E uma certa simpatia velada junto aos altos escalões das Forças Armadas, quem duvidar, que leia o livro do Chico Castro.

Não se tratava de um movimento das Forças Armadas (impuseram uma ditadura no Brasil em 1964-85), mas encontrou eco dentro dos quartéis, obrigando o presidente Artur Bernarde a governar sob estado de sítio durante seu mandato, de 22 a 26.

Em 27, depois de percorrer 25 mil quilômetros (a Grande Marcha, 1934, na China, liderada por Mao Tsé-Tung foi de apenas 10 mil kms) a CP se dissolve e seus protagonistas, que ficaram ao lado de Luiz Carlos Prestes até o fim, pedem asilo político ao governo da Bolívia.

O livro de Chico Castro é riquíssimo em pesquisa. Existem mini-histórias pararelas nas notas de rodapé que o engrandecem sobremodo e dão outra dimensão à pesquisa histórica, para situar o leitor na gênese do estado de pobreza e de miséria sociais que levou os tenentes à revolta contra as mazelas da República Velha e a consequente criação da Coluna Prestes (1924-27).

O governoArtur Bernardes fez de um tudo para jogar os revoltos contra a opinião pública. O discurso político quer desqualificar o inimigo. Especialmente o discurso dos donos do poder com relação aos oposicionistas. Com a CP não foi diferente.

Lembrai-vos dos capitalistas do século XX, diziam que os comunistas comem criançinhas.

A mentira como arma política visa transformar-se em "verdade", especialmente nos tempos de guerra. Os nazistas foram doutores nesse tipo de infâmia, nessa banda podre da contra-informação. Jesus Cristo dizia, "a verdade liberta". Lênin, "a verdade é revolucionária".

O fato é que a história não é feita de mentiras.

A Coluna Prestes no Piauí é um livro cheio de mini-histórias piauienses paralelas comparadas, como grilagem de terra, fraudes documentais, abrangendo também a educação e a política. De qual livro paralelo falaremos?

Chico Castro recorreu até às fontes literárias. A boa literatura, aliás, é fonte de consulta, de pesquisa histórica. Karl Marx elogia os romances de Honoré Balzac, Friedrich Engels louva a obra de Dante Alighieri.

Devo dizer ainda: A Coluna Prestes no Piauí tem algumas bobagens semânticas: os termos "poetisa" e "imortal". Poesia não tem sexo. Em todas as línguas do mundo poeta é adjetivo comum de dois gêneros, só existem os termos poeta e poesia.

No Brasil, um acadêmico machista que não tinha nada importante para fazer (década de 1750, salvo engano) entendeu que a Poesia é importante demais para ser feita por mulheres e cunhou o termo "poetisa", contra o qual insurgiu-se a poeta Cecília Meireles no século XX e sua colega Adélia Prado, no século XXI, diz ser "uma palavra danada de feia".

Quanto ao "imortal da academia", nenhuma academia faz o homem ou mulher imortais, o que torna um escritor "imortal" é a sua obra, quando esta resiste às implacáveis intempéries do tempo.

Voltando ao livro do CC, o Exército brasileiro era o braço armado do Estado monarquico, um aparelho do latifundio e dos escravocratas. Os tenentes romperam com esse paradigma.

A CP foi um dos movimentos militares mais importantes da história do Brasil no século XX. Hoje, século XXI, com o Estado democrático de direito, é coisa do passado. O povo é o verdadeiro protagonista da história, mesmo que os políticos profissionais ricos falem e ajam no seu santo nome, movidos pelo capital.

Mas os falsos políticos têm os dias contados. Povo educado é povo culto, povo culto é povo livre, povo livre é povo civilizado, povo civilizado é povo desenvolvido, tem cidadania e, um belo dia no futuro, se libertará também dos políticos de araque, não lhes confiando mais o voto.

Serviço
A Coluna Prestes no Piauí, Chico Castro, Edições do Senado Federal, Brasília ( DF) 2008.

* Jornalista, professor, escritor e historiador piauiense. Contato: menezesymorais@gmail.com

Friday, May 22, 2009

Vozes do Clima mostra Desmatamento na Serra Vermelha


Mudanças climáticas

"Vozes do Clima" faz balanço das mudanças climáticas.

Desmatamento na Serra Vermelha está entre as inúmeras imagens do episódio da Rede Globo...

Antologia Enigmas do Amor

ESTRADA, PÓ E POEIRA

estrada, pó e poeira:
marcos
das estradas mineiras.

lua,
transpor de pontes:
banhos de cachoeiras.

milho verde:
verdes olhos
a refletir desejos.

estrada, pó e poeira:
ora-pro-nóbis
serras sem fim.


ZETÉTICA POESIA

a incessante busca
entre floridos flamboaiãs
da temática certa


DIÁLOGOS PÓS-MODERNOS

I – Sobre Bobes e Escovas

e ela disse assim:
querido, querido,
nosso amor ficou velho
como uma dúzia de bobes e uma grosa de grampos.
querido, querido,
eu agora faço escova de chocolate!


II - Estrutural

em teu belo corpo
- fatto a mano su misura –
deito beijos
- sem mesura –


III - Roupa & Pele

adoro ficar de molho
em seu coradouro
mas agora vem, querida,
estende todo seu amor,
pendura-o no meu varal.


ARAÃ

Ah! Quanta saudade do tempo que não vivi!
Quanta, quanta ...
Quantum de energia a correr nos terrenos baldios


ESTOICISMO, NÃO

emoção – sempre –
à flor da pele:
senão, Zenão.

ALUVIÃO

a-
mon-
toado de areia

unido a pá
lavra de terra
motor de mim

Thursday, May 21, 2009

Declaração de Bens à Brasilia, de Carlos Bivar e Menezes y Morais


Amigo e Parceiro Menezes, nossa música esta no link abaixo, do programa Garagem do Faustão, onde estou com um vídeo, uma canção em homenagem à Brasília. O título é "Declaração de Bens à Brasilia".
Abaixo da tela, estão dispostas na horizontal, cinco estrelinhas, cada qual correspondendo a uma nota de 1 a 5. Divulguem aos amigos, estamos representando Brasília.

Abraços
Carlos Bivar

Não deixem de votar em:
http://video.globo.com:80/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1002423-7822-CARLOS+EDUARDO+BIVAR+DECLARACAO+DE+BENS+A+BRASILIA,00.html

Wednesday, May 20, 2009

Participe da Seleção de Contos, Poesias e Crônicas de Autores Piauienses do Início do Século XXI


Participe da Seleção de Contos, Poesias e Crônicas

Você que é escritor e gosta de escrever participe da Seleção de Contos, Poesias e Crônicas.

A Seleção é uma oportunidade para os autores mostrarem seus talentos literários e darem vôos a sua imaginação na arte da escrita. Se você tem alguma crônica, conto ou poesia não publicado e quer mostrar ao público, você pode ter o seu trabalho publicado. Leia o regulamento da seleção e veja como participar. Os Contos, Poesias e Crônicas deverão ser lançados no Salão do Livro do Piauí - SALIPI.

Participe, enviando seu texto:

http://www.45graus.com.br/cultura/39478/participe_da_selecao_de_contos_poesias_e_cronicas.html

Tuesday, May 19, 2009

24ª edição da Noite Cultural T-Bone com Elba Ramalho


O Açougue T-Bone e a Petrobras apresentam a 24ª edição da Noite Cultural T-Bone que será realizada no próximo dia 28 de maio, na comercial da 312 norte, a partir das 19 horas, com a participação da cantora ELBA RAMALHO que celebra seus 30 anos de carreira com o álbum “Balaio de Amor”. O CD traz canções românticas que fazem reverência ao xote e ao baião, uma ode ao Nordeste de compositores pós-Luiz Gonzaga. O palco será dividido com a BANDA CAPITAL URBANA e com o músico GEORGE DURAND. Entrada franca!

Histórico

Realizada duas vezes por ano, na última quinta-feira do mês de maio e de setembro, a Noite Cultural T-Bone é projeto consolidado pelo público brasiliense. Desde 2003, faz parte do Calendário Cultural Oficial do Distrito Federal (LEI Nº 3.193/03).

Em 1998, ano da primeira edição do projeto, a Noite Cultural foi realizada dentro do açougue e contou com trinta pessoas. Desde então, já participaram mais de 150 mil pessoas e mais de 500 artistas como Moraes Moreira, Chico César, Guilherme Arantes, Célia Porto, Tom Zé, Manassés, João Donato, Flávio Venturine, Geraldo Azevedo, Jorge Mautner, Nelson Jacobina, Geraldo Azevedo, Belchior, Erasmo Carlos, Banda Blitz, Alceu Valença, entre outros, em celebração à arte na comercial da 312 da Asa Norte.

Artistas da 24ª Noite Cultural T-Bone:
Banda Capital Urbana
George Durand

Elba Ramalho celebra seus 30 anos de carreira com o álbum “Balaio de Amor” com canções românticas que fazem reverência ao xote e ao baião, uma ode ao Nordeste de compositores pós-Luiz Gonzaga.

Banda Capital Urbana – Banda brasiliense que homenageia o melhor do rock nacional, com maior ênfase nos anos 80/90, e presta homenagem à Brasília, cidade conhecida por lançar com mérito vários grupos de rock nas últimas duas décadas. É composta por Paulo Mesquita (vocal), Marcio Martins (baixo), Thiago Corteletti (guitarra) e Everton (bateria).

George Durand – Show “Brasileiramente” com cançoes dos seus três CD's: “GEORGE DURAND” (1998); “LIMIAR” (2002) e “QUATRO ELEMENTOS” (2007). Na essência deste trabalho uma perfeita combinação de influências: samba, repente, baião, bossa-nova, jazz e também com canções de Luiz Melodia, Gonzaguinha, Ednardo e Luiz Gonzaga.

Saxofonista João Maria apresentará repertório variado dos anos 60/70, jazz, blues e MPB. Já tocou na abertura de vários shows com astros da música nacional como Elza Soares, Wanderleia, Agnaldo Rayol, Fábio Junior, entre outros.

Patrocínio:
Petrobras
Apoio:
Secretaria de Cultura do Distrito Federal
Informações:
Apresentação: Miquéias Paz
Assessoria de Imprensa T-Bone: Francisca Azevedo 61 8432-3669
Data: 28 de maio de 2009
Horário: 19 horas
Local: Comercial da 312 Norte
Indicativa: livre

Contatos:
Elba Ramalho www.elbaramalho.com.br/
Capital Urbana: Paulo Mesquita.
http://www.capitalurbana.com.br
George Durand:
www.georgedurand.com.br/
ENTRADA FRANCA!

Thursday, May 14, 2009

Barca Poética com o Coletivo de Poetas

BARCA POÉTICA COM O COLETIVO DE POETAS
ÉZIO PIRES, MENEZES Y MORAIS, ARIOSTO TEIXEIRA E RENATO MATOS
Programa especial em homenagem a Patativa do Assaré

O Coletivo de Poetas presta tributo ao poeta Patativa do Assaré no sarau deste final de semana, sábado (16) e domingo (17), na Barca Brasília pela passagem do seu centenário de nascimento. Os poetas convidados são Ézio Pires, Menezes y Morais, Ariosto Teixeira e o cantor e compositor Renato Matos. Além de poemas próprios, os integrantes do CP farão rodas de leituras da obra do Patativa do Assaré (1909-2002).

Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, nasceu no Ceará. Antes de se tornar poeta popular, foi violeiro e cantador, cuja composição, A Triste Partida, foi gravada por Luiz Gonzaga, no LP homônimo. Aos quatro anos de idade, por falta de médico na cidade, Patativa perdeu o olho direito. Faz parte, portanto, da linhagem de poetas cegos como Homero, Camões, Jorge Luiz Borges, Cego Aderaldo e Glauco Matoso. Patativa aprendeu a ler com os folhetos de Literatura de Cordel, da qual tornou-se um dos maiores expoentes de todos os tempos. Os passageiros da Barca Brasília também serão convidados a participar da homenagem a Patativa, com rodas de leituras.

Ézio Pires é poeta, escritor e jornalista aposentado.Tem vários livros inéditos. Autor, entre outros, dos livros de poesia Anja e A Beleza Tem Fome. É ex-presidente do Sindicato dos Escritores no DF.

Ariosto Teixeira é jornalista, cientista político, contista e poeta. Entre os livros publicados, estão A Judicialização da Política no Brasil e Poemas do Front Civil.

Menezes y Morais é poeta, jornalista, escritor, professor e historiador. Ex-presidente do Sindicato dos Escritores, entre os livros publicados, estão a peça teatral Por Favor, Dirija-se a Outro Guichê e O Livro das Canções de Amor & Outros Cantares de Igual Teor.

Renato Matos nas palavras do jornalista e crítico de arte Luís Turiba, “é a voz mais importante, mais constante, mais polêmica, mais gritante e mais viva de Brasília. É fruto da mistura de ritmos e poesia desta Brasília já pós-futurista deste terceiro milênio.” Seu último trabalho registrado o CD MP-Tudo foi produzido pela “Incidental Percussiva” com o patrocínio da “ONG T-Bone” e conta com participações especiais: Clementina de Jesus, Cássia Eller, Natiruts, Vinícius de Moraes, Ananda Jyoti e Lila Roots.

O passeio na Rota Dom Bosco, no Lago Paranoá, além de proporcionar uma visão diferenciada da cidade de Brasília e dos vários atrativos naturais e arquitetônicos da orla, reaviva o sonho registrado em 30 de agosto de 1883, que faz relação ao projeto da nova capital como terra prometida. Para sua satisfação, a Barca Brasília oferece serviços de bar e cozinha e uma equipe preparada para lhe receber bem. Traga seus amigos e familiares. Estamos esperando por vocês!

A Barca Brasília garante, com sua equipe, segurança, conforto e um atendimento personalizado.

SERVIÇO
Barca Brasília, poesia do Coletivo de Poetas em homenagem Patativa do Assaré.

Dias 16 e 17 de maio - sábado e domingo
Saída da Barca: 17h com retorno às 20h30
Cais do Bay Park Hotel: SHTN Trecho 02 Lote 05.
Valor do passeio: R$ 40,00
(desconto especial para compra antecipada de 25% = R$30,00 por pessoa )
Couvert artístico: R$ 10,00
Consumo de alimentos e bebidas à parte.
Reservas e informações:
www.barcabrasilia.com.br
passeio@barcabrasilia.com.br
Telefones: 8419-7192 (Edmilson Figueiredo) e 8432-6234 (Amon Trajano).
Evento não indicado para menores de 16 anos desacompanhados.

Wednesday, May 13, 2009

Sonnen, de Cássio Amaral


CÁSSIO AMARAL
Professor de História e Filosofia. Tem três livros publicados: Lua Insana Sol Demente – 2001; Estrelas Cadentes – 2003; Sem Nome- 2005. Tem poemas publicados na Revista Literária. Vive em Araxá, Minas Gerais, Brasil

Germina: http://www.germinaliteratura.com.br/
Revista Lasanha: http://www.revistalasanha.cjb.net/
Diversos Afins: http://www.diversos-afins.blogspot.com/
Escreve no blog: http://cassioamaral.blogspot.com
Email: caodanado567@yahoo.com.br

Para Cássia Eller

voz talhada para o blues
no imprevisto da noite
alma vulcânica e stellar
vida que marcou favos
de cogumelos plutônicos
tudo que a lágrima dispersou
xará que rasgava as madrugadas
que brincam com o gato preto de Poe
chicote de Lou Reed
no samba da contramão
socorro
no passeio sentado só
a saudade frívola derramante
de sangue
me traz sua imagem
por enquanto


12/12/2007.



Malditos


Malditos! Malditos!
Poetas são como os bruxos em busca da poção mágica, inspiração
Vivem da noite e morrem nos dias
Numa existência mal interpretada.

A essência dispersada na realidade
Vistos como bêbados na vaidade
A demência de sentir, de ser
Não ligando se existe o verme marciano do dinheiro.

Contemplam o luar
Como quem contemplam uma ponte no espaço,
Destroem o aço da escuridão
E não praticam a escravidão do poder.

A leveza do caminhar das nuvens

Eu quero despir o seu pudor
Na embriaguez do seu suor,
No céu de Vênus
Camuflado e aclamado pelo teu calor,
Quero te extasiar de prazer,
Te fazer relaxar e viajar noutra dimensão
Quando o meu calor pisar o teu corpo
No torpor da explosão do gozo
Nossos corpos cansados virão as estrelas cadentes
E a lua será palco do nosso carinho e amor
E vamos satisfeitos admirar a leveza do caminhar nas nuvens.

Do Livro Lua Insana Sol Demente – 2001.

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/minas_gerais/cassio_amaral.html

Exposição Em Busca do Fim do Mundo, de Elias Luiz


A América do Sul pelas lentes de Elias Luiz
Em Busca do Fim do Mundo traz à BNB 17 imagens de viagens do fotógrafo paulista

Na próxima 6ª feira, 15, a Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) vai inaugurar às 20h30, no Espaço de Exposições do 2º andar, a mostra fotográfica Em Busca do Fim do Mundo, de Elias Luiz, que traz 17 fotos feitas durante suas viagens ao Chile, Peru, Argentina e Bolívia, entre 2004 e 2008. O evento inclui uma palestra do fotógrafo sobre o empreendimento de suas aventuras pela América do Sul, seguida da performance Uma homenagem a William Blake, das atrizes Tina Carvalho e Raquel Piantino.

Elias Luiz, 37 anos, paulista residente em Brasília há 18 meses, atua profissionalmente na área há 12 anos. Ao longo desse período vem publicando suas fotos em jornais, como O Estado de S. Paulo, e revistas, como IstoÉ e Moto Adventure. Em suas andanças pelos quatro países citados, o fotógrafo registrou cerca de cinco mil imagens, muitas das quais serão publicadas em livro de mesmo título da mostra, que ele pretende lançar no próximo ano. É também editor do portal de aventuras www.extremos.com.br.

A exposição Em Busca do Fim do Mundo dá continuidade ao projeto Mostra Contemporânea Arte Entre Livros, iniciado com Ciberpunk, em março último, na Biblioteca Nacional de Brasília, sob a produção de Rogério Quintão.

EM BUSCA DO FIM DO MUNDO – Exposição de 17 fotos de 75x50cm de Elias Luiz. Abertura às 20h30 de 15/05, com palestra do fotógrafo, seguida de performance de Tina Carvalho e Raquel Piantino. No Espaço de Exposições/Auditório da BNB, 2º andar. Visitação até 30 de maio, de 2ª a 6ª, de 9h a 21h; Sáb./Dom., de 9h a 18h. Contatos de Elias Luiz (61) 8479.0607; elias@extremos.com.br .

FOTOS Elias Luiz/ Divulgação

Biblioteca Nacional de Brasília
BNBcomunica / Assessoria de Imprensa
55 61 3625-6257 Ramal 107 / 109
Visite http://www.bnb.df.gov.br
http://www.bipbrasilia.unb.br

Monday, May 11, 2009

Beije-me, novo livro de Nicolas Behr

Teatro - Mãe É Tudo Igual, Só Muda de Cena


Você acha que mãe é tudo igual? Que só muda de endereço, ou melhor, de cena?

Uma delegacia. Um crime. Algumas mães são interrogadas pelo Delegado Filippo.
Alternando momentos de humor e drama, o monólogo coloca como centro - Dona Eulália - mãe de Filippo, que se encontra num asilo. O filho não a visita há anos, mas envia muitas cartas.
Ao narrar os interrogatórios, através da leitura das cartas, Dona Eulália também fala da sua própria experiência como mãe.
Os casos envolvem mães que vivem diferentes realidades e aos poucos o público compreende que existe uma ligação entre elas.
A peça tem uma rica trilha sonora e também alerta sobre o uso de drogas e suas conseqüências.
“Mãe é tudo igual, só muda de cena” diverte, emociona e provoca (em mães e filhos) reflexões sobre a vida, conceitos e relacionamentos.

Sobre a autora/atriz Eliane Rizk
Atriz profissional desde 1991, já atuou em várias produções teatrais como: “Pedro e Domitila”, de Enio Gonçalves, “Alice”, de Ismar Haischimam, “Nosso lar”, de Gabriel Catellani, “Grandes egos não cabem no avião”, de Alex Gennari, Direção de Reginaldo Nascimento, “Poucas e Boas”, de Luis Fernando Veríssimo, “Vereda da Salvação”, de Jorge Andrade, “Gran Circo Fluídico”, de Hamilton Saraiva e Alberto Centurião, “Belinda sou caipira, mas sou feliz”, de Ione Prado.
Alguns cursos: Construção do Personagem (Walter Stein) / Dança de salão (Celso Vieira / Dançare) / Dublagem (Guilherme Lopes) / Vídeo e TV (Luiz Antonio Rocha) / Máscara Neutra (Ricardo Napoleão) / Mímica e Teatro Físico (Cia. Luis Louis) / Afirmação da Potência do Ator I e II (Silvana Abreu) / Ecorporalidade - presença e Tensão cênica (Taanteatro).
Em1993 fundou a “Toque de Areia Produções Artísticas” produzindo e atuando em mais de 100 produções teatrais apresentadas em mais de 250 cidades. Em 2003 lançou o curso “Oficina Teatral para não ator”.

Ficha Técnica
Texto e atuação - Eliane Rizk
Direção e apoio dramatúrgico - Almir Marcelino
Luz - Vanderlei Conte
Arte – Kauê Rizk

Fotografia - Joffre Oliveira / Reinaldo Rizk
Produção - RSPA Produções Artísticas
Produção executiva - Reinaldo Rizk
Assessoria de Imprensa – Sonia Kessar
Realização - Toque de Areia (www.toquedeareia.com.br)

Serviço
“Mãe é tudo igual, só muda de cena”
Gênero - Comédia Dramática
Teatro União Cultural
R. Mario Amaral, 209 – Paraíso - (próximo ao Metrô Brigadeiro) – Fone - 11 2148-2904
Estréia - 05 de maio / Temporada até 28 de julho de 2009
Terças às 21h00
Recomendável a partir de 14 anos
Duração - 60 minutos
Lotação: 270 lugares
Ingressos: R$ 30,00 (meia-entrada para estudantes, aposentados, maiores de 60 anos)
Aceita todos os cartões de crédito, cheque e dinheiro / Acesso para portadores de deficiência /ar condicionado / café / Estacionamento - R$ 10,00.
Fonte: http://www.uniaocultural.com.br

Thursday, May 07, 2009

O Poty & O Pote, de Marcia Frazão


No fundo do jardim, um pote
de barro.
Lama que babava em dedos
enfiados,
escorregados numa trilha
de vacas e bois.
Cheiro de terra, estrume
e água.
No fundo do precipício, um rio
plácido, musguento,
sonolento de piabas.
Um rio pote
de sucuris douradas.
Sem começo nem fim,
sem vazio nem cheio.
Lá no fim onde canoas
boiavam estacionadas
aprendi a nadar canina,
quase afogada.
Do fundo da água pesada

em meio a bolhas
galhos
cipós
e areia
o rio se disse chamar Poty.
Ouvi, por ti.
E por mim Poty se fez meu
como um dia se fez para o Piauí
e para a sucuri que quase me comeu.


obs: esta história é verdadeira. Passei minha infância no Piauí, em Teresina, numa fazenda chamada Primavera. O Poty a atravessava. Majestoso ele caçoava da majestade da nossa casa empoleirada no cocoroco de um monte. De lá de baixo ele nos observava. Soberbo, matreiro, silencioso, ronronante como um tigre de Bengala. Para chegar até ele eu cruzava o jardim e descia por uma trilha de barro que dava num platô onde ficava a vacaria. Depois de ver Esperança, minha zebu mosquenta, era só descer mais um pouco e, lá na beira, ele me recebia rindo da minha figura bizarra,vestida num maiô com um ridículo babadinho. Levou algum tempo para que travássemos amizade, mas no fim, depois de me salvar de um afogamento (a sucuri fica por conta da minha fértil imaginação), ficamos amigos até debaixo d'água. E como amigo a gente não abandona nas horas difíceis (nem prazerosas), peço a todos que olhem para o Poty, para o Piauí e para aquela gente bonita que lá mora e os ajudem.

obs²: na foto, eu, tia Nazir segurando meu primo, Carlos Augusto Vinhais, tia Nazair abraçando a mim e a Guilherme Cavalcante de Mello, meu primo. Não éramos bonitinhos? Ah, a foto foi tirada na fazenda Primavera.

Fonte: www.marciarfrazao.blogspot.com.br

Wednesday, May 06, 2009

Poesia na Praça Sete - Belo Horizonte


O Escritor José Roberto Torero no T-Bone


Por Francisca Azevedo
03 de maio de 2009

O Açougue Cultural T-Bone traz a Brasília nesta quinta-feira, 07/05, o renomado escritor JOSÉ ROBERTO TORERO, autor de 16 livros (sendo 4 romances), roteirista de vários longas e do curta-metragem "Uma história de Futebol", que concorreu ao Oscar em 2001, e da série Retrato Falado, exibida no Fantástico. A apresentação musical ficará por conta de uma das bandas mais cultuadas da música de Brasília na década de 1990, a banda MATA HARI, com repertório que vai do blues ao rock, com letras que falam de sexo, amor, cinema e sociedade de consumo. Vale ressaltar que o evento começa às 19 horas e 30 minutos no Açougue Cultural T-Bone na comercial da 312 Norte.

Sobre o autor:
O paulista ROBERTO TORERO é escritor, roteirista e jornalista. Autor de 16 livros, sendo quatro romances: Terra Papagalli, Xadrez, Truco e Outras Guerras. Ganhou dois prêmios Jabuti. Foi roteirista de vários longas e do curta-metragem "Uma história de Futebol", que concorreu ao Oscar em 2001, e da série Retrato Falado, exibida no Fantástico, com casos interpretados por Denise Fraga.

Seu romance de estréia, "O Chalaça", publicada em 1994, foi escolhido como o livro do ano pela Câmara Brasileira de Letras. É um dos livros mais divertidos dos últimos tempos, segundo a revista Veja. Com a obra, Torero projetou seu nome em todo o país. Conquistou leitores (mais de 40 mil exemplares vendidos até hoje) e crítica (além dos elogios de toda a imprensa, o livro ganhou vários prêmios, como o Aplub e o Jabuti pela Câmara Brasileira do Livro). Cinco anos depois, Torero relança "O Chalaça", em edição revista, com nova capa e projeto gráfico, pela editora Objetiva.

O Chalaça contém as supostas memórias do conselheiro Francisco Gomes da Silva, o Chalaça, fiel secretário particular de D. Pedro I, personagem que viveu os mais importantes fatos do período do Primeiro Império. A ficção, portanto, se desenvolve a partir do suposto diário do Chalaça, que tem início durante a guerra de D.
Pedro I contra os miguelistas (1832) e segue até o ano de 1835.

Apresentação musical:
Depois de sete anos afastados dos palcos, a banda MATA HARI voltou a tocar em setembro de 2007 com a formação original: Jimi Figueiredo (guitarra e letras), Nelson Guimarães (bateria), Nelson Souza (baixo), Sylvio J. (guitarra) e Verônica Carriço (voz).
A primeira fita-demo do Mata Hari foi gravada em 1989, ano em que dividiam o palco em antológicos shows no bar Bom Demais, ao lado de Cássia Eller, Raimundos e Rubi. Duas músicas desta fase, “Febre” e “Medusa”, tocaram bastante nas rádios de Brasília e Recife. O segundo trabalho, “Olho da Madrugada”, veio em 1992, época em começaram a chamar a atenção da mídia e tocar em teatros no Rio e São Paulo.

Depois de gravar dois clips para a MTV, a banda participou de inúmeros projetos musicais, entre eles “Temporada Populares”, “Porão do Rock” e o “CEP20000”, no Rio de Janeiro. Em 1997, lançaram o primeiro CD, com a participação do guitarrista André Moraes, e que trazia uma regravação pelo avesso de “Domingo no Parque”, de Gilberto Gil, muito tocada pelas rádios alternativas. Em seguida, participaram da coletânea “Onde é que está meu rock and roll”, uma homenagem ao mutante Arnaldo Batista, gravando a música “El Justiciero”.

O grupo continuou tocando até o ano 2000, quando a vocalista Verônica foi morar no Rio de Janeiro. O retorno do Mata Hari traz de volta as músicas mais marcantes da banda, como “O Desejo”, “Lana Lang”, “Os olhos de Alice”, além das versões para “Glory Box”, do Portishead, e “Sunday Morning”, do Velvet Underground.

No T-Bone, o Mata Hari apresentará um show no formato acústico, com voz (Verônica) e dois violões (Jimi e Sylvio J.).

www.matahari.kit.net
www.bandamatahari.blogspot.com

Apresentação:
Mímico Miquéias Paz

Informações:
Data: 07/05
Horário: 19h 30min
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
ENTRADA FRANCA

Tuesday, May 05, 2009

O Amor de Mariano, lançamento do livro de M.P.Haickel

Lançamento do livro “O Amor de Mariano”, de M.P.Haickel

Confirmadíssimo para o dia 08/05 (sexta-feira), a partir das 20h30, no Bar Raízes, da 110 Norte, o lançamento do livro “O Amor de Mariano”, editado pela Thesaurus com o apoio do FAC-DF, do escritor M.P.Haickel, que também irá comemorar seu aniversário de 38 anos com os amigos e convidados especiais, entre eles a Banda de Reggae Jahman.

O livro “O Amor de Mariano”, já na Nova Ortografia da Língua Portuguesa, reúne os contos publicados inicialmente em jornais: O Funcionário, Jogo Duplo, O Segredo de um Mistério, A Procissão dos Ossos e Homem é Tudo Igual são alguns dos folhetins que esperam por você nesse pequeno compêndio, cheio de recursos cinematográficos dos quais o Autor lança mão para construir uma prosa encantadora e reflexiva.

M.P.Haickel é Professor de Literatura Brasileira, Língua Espanhola, voluntário no projeto O Livro na Rua e colabora na Revista Eletrônica Nós Fora dos Eixos.

Ficha Técnica:
Título: O Amor de Mariano
Autor: M.P.Haickel
Arte da Capa: Beto Paixão
Gênero: Contos
Editora: Thesaurus Editora de Brasília
Preço: R$ 25,00

Para saber mais acesse o link abaixo:
http://www.nosrevista.com.br/2009/04/20/historias-de-encantamento-aliada-as-tecnicas-do-cinema/