Thursday, April 09, 2015

Cine PE anuncia programação e novidades para a edição 2015

 

Longa "A luneta do tempo", do cantor Alceu Valença, está entre os destaques da grade

postado em 08/04/2015 17:17
Diário de Pernambuco

Um dos maiores festivais de cinema do estado, o Cine PE anunciou, nesta quarta-feira (08), a programação e as novidades da edição 2015. O evento, que ocorre de 2 a 8 de maio, volta a ser realizado no Cinema São Luiz, local que abrigou a primeira mostra, em 1997. Os ingressos custarão R$ 4, com direito a meia-entrada.
                               
Entre os filmes que serão exibidos, destacam-se produções como História natural, de repórter do Viver e crítico de cinema Júlio Cavani, e Permanência, de Leonardo Lacca. A luneta do tempo, de Alceu Valença, foi confirmado. No fim de setembro, o longa-metragem entrará em circuito nacional. No mesmo mês, será lançada a trilha sonora em CD e o livro Por trás da luneta, também pela editado pela Chiado. A obra se debruça sobre os bastidores da produção e foi escrito por Júlio Moura, com fotografias de Antônio Melcop. Vale lembrar que o filme também teve estreia no Festival de Gramado, de onde saiu com duas estatuetas.

evento marcará também a primeira exibição do longa O exótico Hotel Marigold 2, do cineasta John Madden (Shakespeare apaixonado), que também vem ao festival. O cronograma de exibição dos filmes será definido nas próximas semanas. Na abertura, os homenageados serão o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e o escritor Ariano Suassuna, ambos falecidos em 2014.

Confira a programação do Cine PE 2015:

MOSTRA ESPECIAL


O exótico Hotel Marigold 2, de John Madden

A luneta do tempo, de Alceu Valença

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS

Aqui deste lugar, de Sérgio Machado e Fernando Coimbra

Cavalo dinheiro, de Pedro Costa

Mães do Pina, de Leo Falcão

O amuleto, de Jeferson De

O gigantesco ímã, de Petrônio Lorena e Tiago Scorza

O vendedor de passados, de Lula Buarque de Holanda

Permanência, de Leonardo Lacca

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS NACIONAIS

Alegria, de Hsu Chien Hsin

Até a China, de Marão

Bajado, de Marcelo Pinheiro

Como são cruéis os pássaros da alvorada, de João Toledo

Fim de semana, de Pedro Diógenes e Ivo Lopes Araújo

O segredo da Família Urso, de Cintia Domit Bittar

Palace Hotel, de Cao Guimarães

Simulacro, de Miguel Moura

Vestibular, de Toti Loureiro e Ruy Prado

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS PERNAMBUCANOS


Brócolis, de Valentina Homem

Encantada, de Lia Leticia

História natural, de Julio Cavani

O Gaivota, de Raoni Assis

O poeta americano, de Lírio Ferreira

Salu e o Cavalo Marinho, de Cecilia da Fonte

Xirê, de Marcelo Pinheiro.

MOSTRA DE CINEMA INFANTIL


Amazônia, de Thierry Ragobert

Minhocas, de Arthur Nunes e Paolo Conti
 
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2015/04/08/interna_diversao_arte,478702/cine-pe-anuncia-programacao-e-novidades-para-a-edicao-2015.shtml

     

14ª Mostra do Filme Livre - MFL 2015

 

Divulgação
Em sua 14ª edição, a Mostra do Filme Livre traz para o público candango um panorama completo da produção brasileira de filmes independentes em todos os formatos, gêneros e durações.

Dia 08/04 - Quarta-feira

Cinema

18h30 - Destaque 3 Dellani - 16 anos - 77 min
O tempo Não Existe No Lugar Em Que Estamos, de Dellani Lima, MG, 2015, 77min

20h - Capovilla 1 - 14 anos - 80 min
Subterrâneos do Futebol, de Maurice Capovilla, RJ, 1964, 30min
Bahia de Todos os Santos, de Maurice Capovilla, SP, 1974, 56min

Cabines
Cabine Livre 1 - Livre - 14h às 20h
Outras Mitologias, de Marcelo Salum, RJ, 2014, 9min

Dia 09/04 - Quinta-feira

Cinema
16h30 - Capovilla 7 - 14 anos - 60 min
Crônica à Beira do Rio, de Maurice Capovilla, SP, 1981, 60min

18h30 - ESPECIAL CARLOS MAGNO - 14 anos 83 min *sessão seguida debate
ANDRÔMEDA - a menina que fumava sabão, de Carlos magno Rodrigues,MG, 2009, 15min
1976 - Lugar Sagrado, de Carlos magno Rodrigues, MG, 2010, 6min
Alexandre Illich, de Carlos magno Rodrigues, MG, 2008, 12min
Sebastião, o homem que bebia querosene, de Carlos magno Rodrigues, MG, 2007, 10min
IGRREV - Igreja Revolucionária dos Corações Amargurados, de Carlos magno Rodrigues, MG, 2007,

20h - Capovilla 2 - 14 anos - 103 min
Bebel, Garota Propaganda, de Maurice Capovilla, SP, 1967, 108min

Cabines
Cabine Livre 2 - Livre - 14h às 20h
Abdução, de Nelton Pellenz, SC, 2014, 4min
Abordagem, de Joacélio Batista e Nelton Pellenz, RS, 2014, 13min
Imerso, de Joacélio Batista e Nelton Pellenz, RS, 2014, 10min
Maré, de Nelton Pellenz, RS, 2014, 2min
Diuturnamente, de Nelton Pellenz, RS, 2013, 9min
Terra do meio, de Joacélio Batista e Nelton Pellenz, RS, 2014, 8min

Dia 10/04 - Sexta-Feira

Cinema

16h30 - Pílulas - 18 anos - 74min
A câmera, de Germano Weiss, RJ, 2014, 3min
A Gal and A Gun, de Raquel Gandra, RJ, 2013, 3min
Atemporal, de Sara Não Tem Nome, MG, 2013, 1min
Carros Carros Carros, de Fernanda Almeida, RJ, 2014, 1min
Carta de meu pai, de Marta Chamarelli, RJ, 2014, 1min
Ciclo, de Arthur Cavalcante, AL, 2013, 3min
Coffee Break, Ernesto Molinero, BA, 2014, 3min
Como seria?, Daniel Gonçalves, RJ, 2014, 3min
CorpoFala, de Marina Gurgel, RJ, 2013, 3min
Distância, de Aline Paiva, RJ, 2010, 3min
Estudo de Persistência, de Krefer, PR, 2014, 2min
Estudo de Sobreposição, de Krefer, PR, 2014, 3min
Eu Venus aqui, de Aline Brune, BA, 2013, 3min
Evidências (primeira: tchauzinho), de Tatiana Nascimento dos Santos, DF, 2014, 2min
Felappi: Do Sub, de Fela Montparnasse, RJ, 2015, 2min
4 x 1, de Ricardo Rodrigues e Vitor Gracciano, RJ, 2011, 2min
Graffiti, de Bruno Vianna, RJ, 2014, 3min
Música da Luz #1, de Renato Coelho, SP, 2013, 1min
O babado da Toinha, de Julia Aguiar, André de Oliveira, Cauê Rocha, BA, 2014, 3mi
O cinema segundo Luiz Rô, de Renato Coelho, SP, 2013, 3min
O Recordista, de Marcelo Rivelino, RS, 2011, 1min
Ordem e Progresso, de Fernanda Vogas e Xabier Monreal, RJ, 2012, 1min
Os Cegos, de Bruno Risas, SP, 2014, 2min
Punk, de Alex Fedox, CE, 2014, 1min
Rua Julieta Palhares, 295, de Renato Coelho, SP, 2013, 3min
Samba é Madeira, de Fernanda Vogas e Xabier Monreal, RJ, 2012, 1min
Saudade Bandida, de Anno Birkin, BA, 2014, 3min
Sonia, de Lud Mônaco, CE, 2013, 1min,
Texto Simples, de Francisco Franco e Josimar Freire, MG, 2014, 3min,
Transitório, de Duda las Casas, RJ, 2014, 2min
VICACHÁ, de Sávio Leite, MG, 2014, 3min
Visão 2013 para Roberto Piva, de Priscyla Bettim, SP, 2013, 3min

18h30 - Capovilla 3 - 14 anos - 93min
O Profeta da Fome, de Maurice Capovilla, SP, 1970, 93min

20h15 - Capovilla 4 - 14 anos - 90 min
O Jogo da Vida, de Maurice Capovilla, SP, 1977, 90min
Cabines
Cabine Livre 3 - Livre - 14h às 20h
Videoscópio X, de Fernanda Vogas e Xabier Monreal, RJ, 2012, 4min

Dia 11/04 - Sábado

Cinema

14h - Mostrinha Livre 1 - Livre - 39min
Fora da caixa, Edemar Miqueta, MA, 2013, 5min
Toda Forma se transforma, SP, 2014, 1m
Amarelinha, de Rafael Jardim, BA, 2013, 12min
A varinha mágica, de Ramon Faria, MG, 2012, 5min
A Piscina do Peri, de Fábio Gavião, Renato Dias, Chico Serra, RJ, 2006, 4min
Acadêmicos do Morrinho - Parte 1, de Fábio Gavião, Nelcirlan Souza, Rodrigo de Maceda, Renato Dias, Chico Serra, RJ, 2006, 4min
Acadêmicos do Morrinho - Parte 2, de Fábio Gavião, Nelcirlan Souza, Rodrigo de Maceda, Renato Dias, Chico Serra, RJ, 2006, 4min
O Saci no Morrinho, de Renato Dias , Nelcirlan Souza, José Carlos (Junior), Rodrigo de Maceda, RJ, 2007, 4min

16h30 - Curta Brasília - 18 anos - 80 min
Crônicas de uma Cidade Inventada, de Luísa Caetano, DF, 2014, 25min
Meio fio, de Denise Vieira, DF, 2014, 20min
Cabeça, tronco, rodas, de Thiago Zacarias Amâncio, 2014, 20min
Desova, de Algodão Choque, DF, 2014, 15min

18h30 - Nervos de Aço - Livre - 90 min, RJ, 2015 . A sessão será seguida de debate com Maurice Capovilla e mediação do curador Marcelo Ikeda.

Dia 12/04 - Domingo

Cinema

14h - Mostrinha Livre 2 - Livre - 40 min
Samba é Madeira, de Fernanda Vogas e Xabier Monreal, RJ, 2012, 1min
O Reino do Chocolate de Rafael Jardim, BA, 2011, 4min
Ciclo - Inédito, de Arthur Cavalcante, AL, 2013, 3min
Ordem e Progresso, de Fernanda Vogas e Xabier Monreal, RJ, 2012, 1min
Inexorável, de Juliano Coacci, DF, 2009, 3min
Garoto Barba, de Christopher Faust, PR, 2010, 14min
O Saci no Morrinho, de Renato Dias , Nelcirlan Souza, José Carlos (Junior), Rodrigo de
A Piscina do Peri, de Fábio Gavião, Renato Dias, Chico Serra, RJ, 2006, 4min
Erros, de Rodrigo Soldado, RJ, 9min.

Teatro do CCBB

15h %u2013 Debates Livres %u2013 Políticas Audiovisuais %u2013 Discussão sobre a atual política audiovisual, com Ana Arruda, Frederico Cardoso, Leo Rossato, Norlan Silva e convidados.

16h30 - Destaque 2 Atores Livres - 14 ANOS - 99 min
Pé sem chão, de Sérgio Ricardo, RJ, 2014, 14min
Ossos, de Helena Ignez, CE, 2014, 19min
Gira, de Sergio Santeiro, RJ, 2014, 3min
Dois casamentos, de Luiz Rosemberg Filho, RJ, 2014, 63min

18h30 - Capovilla 5 - 16 anos - 91min
Harmada, de Maurice Capovilla, RJ, 2003, 100min

20h15 - Capovilla 6 - 14 anos - 110min
O Último Dia de Lampião, de Maurice Capovilla, SP, 1975, 50min
O Boi Misterioso e o Vaqueiro Menino, de Maurice Capovilla, SP, 1981, 60min

Dia 13/04 - Segunda

Cinema

16h30 - Outro Olhar 1 - 12 anos - 84min
Capela, de Ramon Batista, PB, 2014, 12min
Um Filme Para Michal, de Violeta Martinez, BA, 2013, 72min

18h - Politykas 1 - Livre - 83 min
É Tudo Mentira, de Coletivo No Pasaran!, RJ, 2014, 83min

20h - Politykas 2 - 12 anos - 74 min Ressurgentes, de Dácia Ibiapina, DF, 2014, 74min
A sessão será seguida de debate com a cineasta Dácia Ibiapina e mediação do curador Marcelo Ikeda.

Dia 15/04 - Quarta

Cinema

16h30 - Outro Olhar 2 - 12 anos - 71min
A doce Flauta de Liberdade, de George Varanese Neri, BA, 2014

18h30 - Panorama Livre 1 - 14 anos - 66 min
Vislumbres, de Andre Pyrrho, RN, 2014, 7min
Vistos em volta, de Thiago Zamprogno, RJ, 2014, 10min
Efeito Casimiro, de Clarice Saliby, RJ, 2013, 15min
Erivaldo - O Astronauta Místico, Gurcius Gewdner, SC, 2013, 6min
Pequeno Objeto A, de Daniel Abib, RJ, 2014, 15min
Filme caseiro - noite estrelada, de Dirnei Prates, RS, 2014, 13min

20h - Longa Livre 1 - 10 anos - 78 min
Rito de Passagem, de Juliette Yu-Ming, RJ, 2014, 11min
A mulher que amou o vento, de Ana Moravi, MG, 2014, 67min
Cabines
Cabine Livre 4 - Livre - 14h às 20h
Triptyques Atypiques, de Cavi Borges, RJ, 2014, 4min

Dia 16/04 - Quinta-feira

Cinema

16h30 - Outro Olhar 3 - Livre - 73min
Flutuantes, de Rodrigo Savastano, RJ, 2013, 73min

18h30 - Panorama Livre 2 - 14 anos - 73 min
10-5-2012, de Álvaro Andrade, BA, 2014, 19min
Edifício Tatuapé Mahal, de Carolina Markowicz e Fernanda Salloum, SP, 2014, 10min
Gigante, de Rafael Spínola, RJ, 2014, 12min
E - Inédito, de Alexandre Wahrhaftig, Helena Ungaretti e Miguel Antunes Ramos, SP, 2013, 17min
Retrato n.1 Povo acordado e suas 1000 Bandeiras, de Edu Yatri Ioschpe, SP, 2013, 5min
Onde vivem os monstros?, de Ythallo Rodrigues, CE, 2014, 10min

20h - Longa Livre 2 - 10 anos - 85min
Dromedário no Asfalto, de Gilson Vargas, RS, 2014, 85min
Cabines
Cabine Livre 5 - Livre - 14h às 20h
Toda cor abandonada é violenta, de Ulisa Carmens, RJ, 2014, 14min

Dia 17/04 - Sexta-feira

Cinema

16h30 - Outro Olhar 4 - Livre - 72 min
Nós Outros, de Marina Weis, SP, 2013, 72min

18h30 - Panorama Livre 3 - 16 anos - 75 min
SeteOito, de Luciana Barretto Lemos, SP, 2014, 18min
Loïe e Lucy, de Isabella Raposo e Thiago Brito,RJ, 2014, 16min
Nua por Dentro do Couro, de Lucas Sá, MA, 2014, 21mi
Être chat, de Juliette Yu-Ming e Sebastian Wiedemann, RJ, 2014, 20min

20h - Longa Livre 3 - 14 anos - 92 min
A Vida Privada dos Hipopótamos, de Maíra Bühler e Matias Mariani, SP, 2014, 91min
Cabines
Cabine Livre 6 - Livre - 14h às 20h

Prostração, de Roderick Steel, SP, 2014, 5min

Dia 18/04 - Sábado

Cinema

14h - Mostrinha Livre 2 - Livre - 40 min
Samba é Madeira, de Fernanda Vogas e Xabier Monreal, RJ, 2012, 1min
O Reino do Chocolate de Rafael Jardim, BA, 2011, 4min
Ciclo - Inédito, de Arthur Cavalcante, AL, 2013, 3min
Ordem e Progresso, de Fernanda Vogas e Xabier Monreal, RJ, 2012, 1min
Inexorável, de Juliano Coacci, DF, 2009, 3min
Garoto Barba, de Christopher Faust, PR, 2010, 14min
O Saci no Morrinho, de Renato Dias , Nelcirlan Souza, José Carlos (Junior), Rodrigo de
A Piscina do Peri, de Fábio Gavião, Renato Dias, Chico Serra, RJ, 2006, 4min
Erros, de Rodrigo Soldado, RJ, 9min.

16h30 - Longa Livre 4 - 16 anos - 85min
Ruídos Mudos - Inédito, de Haendel Melo, MG, 2014, 23min
A Misteriosa Morte de Pérola, de Guto Parente, CE, 2014, 62min

18h30 - Panorama Livre 4 - 14 anos 75 min
Vailamideus, de Ticiana Augusto Lima, CE, 2014, 8min
Como se fosse da família, de Alice Riff, Luciano Onça, SP, 2013, 14min
CLORO, de Marcelo Grabowsky, RJ, 2014, 18miN
Geru, de Fábio Baldo e Tico Dias, SP, 2014, 23min
Sujeito Oculto, de Amanda Gracioli ,BA, 2014, 12min

20h - Sexuada 1 - 18 anos - 68min
Repúblico - Inédito, de Jefferson Parreira, Keu Andrade e Raquel Vasconcelos, BA, 2013, 16min
Action Painting No. 1 / No. 2, de Krefer & Turca, PR, 2014, 7min
Fonte Invertida, de Krefer, SP, 2014, 1min
Virgindade, de Chico Lacerda, PE, 2014, 15min
Como dois amantes, de Eduardo Brandão Pinto, RJ, 2014, 12min
Nothing to adjust, de Duo Strangloscope (Rafael Schlichting e Cláudia Cárdenas), SC, 2014, 5min
Nascedouro, de Bernardo Teodorico Costa Souza, PB, 2014, 12min
Cabines
Cabine Livre 7 - Livre - 14h às 20h

Abraço, de Igor Câmara, CE, 2014, 10min

Dia 19/04 - Domingo

Cinema

14h - Mostrinha Livre 1 - Livre - 39min
Fora da caixa, Edemar Miqueta, MA, 2013, 5min
Toda Forma se transforma, SP, 2014, 1m
Amarelinha, de Rafael Jardim, BA, 2013, 12min
A varinha mágica, de Ramon Faria, MG, 2012, 5min
A Piscina do Peri, de Fábio Gavião, Renato Dias, Chico Serra, RJ, 2006, 4min
Acadêmicos do Morrinho - Parte 1, de Fábio Gavião, Nelcirlan Souza, Rodrigo de Maceda, Renato Dias, Chico Serra, RJ, 2006, 4min
Acadêmicos do Morrinho - Parte 2, de Fábio Gavião, Nelcirlan Souza, Rodrigo de Maceda, Renato Dias, Chico Serra, RJ, 2006, 4min
O Saci no Morrinho, de Renato Dias , Nelcirlan Souza, José Carlos (Junior), Rodrigo de Maceda, RJ, 2007, 4min

16h30 - Longa Livre 5 - 16 anos - 73 min
Untitled: não identificado, de Sidney Schroeder, RJ, 2014, 9min
Intervenção, de Pedro Maia de Brito, PE, 2014, 4min
Aquilo que Fazemos com as Nossas Desgraças, de Arthur Tuoto, PR, 2014, 60min

18h30 - Panorama Livre 5 - 10 anos - 67min
O que se memora, de Caio Dornelas e Ernesto Rodrigues, PE, 2014, 10min
E O Amor Foi Se Tornando Cada Dia Mais Distante, de Alexander de Moraes, RJ, 2014, 9min
A Clave dos Pregões, de Pablo Nóbrega, PE, 2014, 15min
História Natural, de Júlio Cavani, PE, 2014, 12min
De Profundis, de Isabela Cribari, PE, 2014, 21min

20h - Sexuada 2 - 18 anos - 54min
Exquisite Corpse Video Project Vol. 4 - Porn and Politics, de Kika Nicolela e outros 37 autores, SP, 2014, 54min
Cabines
Cabine Livre 8 - Livre - 14h às 20h
Faraway, de Fábio Bardella e André Michiles, SP, 2014, 2min
Sem Título # 1: Dance of Leitfossil, de Carlos Adriano, SP, 2014, 6min

Dia 20/04 - Segunda

Cinema

16h30 - Outro Olhar 5 - 14 anos - 86min
Filme Selvagem, de Pedro Diogenes, CE, 2014, 12min
Com os Punhos Cerrados, de Luiz Pretti, Pedro Diogenes, Ricardo Pretti, CE, 2014, 74min

18h30 - Longa Livre 6 - 16 anos - 83min
Jardim Atlântico, de Jura Capela, PE, 2012, 83min

20h15 - Politykas 3 - Livre - 80 min
Rio Ano zero, de Aude Chavalier, RJ, 2013, 118min
Cabines
Cabine Livre 9 - Livre - 14h às 20h
%u2026%u2026%u2026%u2026%u2026... - , de Duo Strangloscope (Rafael Schlichting e Cláudia Cárdenas), SC, 2014, 9min, 6
Spinoff , de Duo Strangloscope (Rafael Schlichting e Cláudia Cárdenas), SC, 2014, 5min

Dia 22/04 - Quarta-feira

Cinema

16h30 - Outro Olhar 6 - 16 anos - 104 min
Metamorfismo, de Pedro Leite, SP, 2014, 39min
Jericó, de Victor Ruano, RJ, 2011, 38min
Os cantos da terra verde, de Gabriel Bilig, MG, 2014, 27min

18h30 - Panorama Livre 6 - 16 anos - 76 min
Nunca Fomos Emboram, de Samuel Carvalho, CE, 2014, 24min
O tempo entre o sopro e o apagar da vela, de Rodrigo Fernandes, CE, 2013, 12min
AQUENDA NELA, de Bárbara Cabeça Rangel, CE, 2014, 18min
O Completo Estranho, de Leonardo Mouramateus, CE, 2014, 24min

20h - Longa Livre 7 - 14 anos - 80min
Pingo d´agua, de Taciano Valério, PB, 2014, 80min

Cabines
Cabine Livre 10 - Livre -14h às 20h
Autorretrato com círculo vermelho, de Nadam Guerra, RJ, 2013, 5min

Dia 23/04 - Quinta-feira

Cinema

16h30 - Outro Olhar 7 - 16 anos - 87min
O spleen de São Paulo, de Priscyla Bettim, SP, 2014, 10min
Querido capricórnio, de Amanda Devulsky, DF, 2014, 12min
Loja de Répteis, de Pedro Severien, PE, 2014, 17min
Teresa, de Lilih Curi, BA, 2014, 4min
Com Fome no Fim do Mundo, de Marcus Curvelo, BA, 2014, 30min
BRISA SECRETA DAS ALTURAS, de Fábio Carvalho, MG, 2014, 14min

18h30 - Panorama Livre 7 - 14 anos - 68 min
Ela - Inédito, de Nivaldo Vasconcelos, AL, 2014, 8min
Tigre, de João Borges, MG, 2013, 15min
Cenário, de Carol Veras, Felipe Gurgel, Mariana Lage e Régis Cunha, CE, 2014, 6min
Visita ao filho - Inédito, de Frederico Benevides, CE, 2014, 24min
Ilha - Inédito, de Ismael Moura, PB, 2014, 15min

20h - Longa Livre 8 - Livre - 108 min
Ela volta na quinta, de André Novais Oliveira, MG, 2014, 108min
Cabines
Cabine Livre 11 - Livre - 14h às 20h
[distopia], de Eduardo Brandão Pinto, RJ, 2014, 14min


Dia 24/04 - Sexta-feira

Cinema

16h30 - Trash - 18 anos - 77 min
Judas, de Joel Caetano, SP, 2015, 10min
O Laboratório do Dr. Sepúlveda, de Coffin Souza, SC, 2015, 8min
Vamos Lá, Camarada. Aperte a Mão do Coleguinha, de Ângelo Sousa, CE, 2014, 9min
sede, de Cleiner Micceno, SP, 2013, 14min
A Cor Que Caiu do Espaço, de Petter Baiestorf, SC, 2015, 7min
Carniçal, de Rubens Mello, SP, 2014, 15min
REVELAÇÕES DE UM CINEASTA CANIBAL, de Rodrigo Aragão, ES, 2014, 12min

18h30 - Panorama Livre 8 - 16 anos - 74 min
Jacklegal, de Wanessa Malta, CE, 2014, 24min
Corações Sangrantes, de Jorge Polo, RJ, 2014, 24min
A outra margem, de Nathália Tereza, MS, 2015, 26min

20h - Longa Livre 9 - 18 anos - 74min
Batguano, de Tavinho Teixeira, PB, 2013, 74min

Cabines
Cabine Livre 12 - Livre - 14h às 20h
Três ratos, de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes, RS, 2013, 12min

Dia 25/04 - Sábado

Cinema

14h - Caminhos 1 - Livre - 57 min
Archângelo, de Davi Mello, SP, 2014, 4min
Catarinas, de Daniela Verztman Bagdadi, RJ, 2014, 7min
Carta para um fantasma, de Marcelo Moura, RJ, 2014, 6min
Quando Rosa Virou Azul, de Raí Gandra Moreira, BA, 2014, 7min
Que a saudade se faz tarde, de Júlia Vilhena, RJ, 2014, 5min
Rua dos Bobos, de Ohana Sousa, BA, 2012, 7min
Ventania, de Matheus Peçanha, Renata Spitz e Thiago Yamachita, RJ, 2014, 21min

16h - Mundo Livre 1 - 14 anos - 84 min
Se o mundo acabar, me dê um toque, de Renato Sircilli, SP, 2014, 17min
De repente, Barbara, de Antoine Guerreiro do Divino Amor, RJ, 2013, 12min
Time Gap, de Cláudia Cárdenas e Rafael Schlichting, SC, 2014, 11min
La Llamada, de Gustavo Vinagre, SP, 2014, 19min
A vaca, de Mariana Tesch Morgon, SP, 2014, 6min
Bashar, de Diogo Faggiano, SP, 2014, 19min

18h30 - Panorama Livre 9 - 18 anos - 87 min * seguido de debate
Nada É, de Yuri Firmeza, CE, 2014, 34min
O Bagre Africano de Ataléia, Aline X e Gustavo Jardim, MG, 2014, 52min

20h15 - Longa Livre 10 - Livre - 72min
O Gigantesco Ímã, de Petrônio Lorena e Tiago Scorza, PE, 2014, 72min

Cabines
Cabine Livre 13 - 14 anos - 14h às 20h
Tympanum, de Bruno Costa,PR, 2014, 10min

Dia 26/04 - Domingo

Cinema

14h - Caminhos 2 - 14 anos - 62 min
Achados e Perdidos, de Camila Lamha, Guilherme Ferraz e Luisa Mello, RJ, 2014, 6min
Fragmentos de uma cronologia inerte, de Lucas Simões, PE, 2013, 8min, 6
Vila - Aeroporto, de Danilo Vilaça, MG, 2014, 10min
Oná, de Coletivo Crua, RJ, 2014, 5min
BARBEIRO, de Felipe Kusnitzki, RJ, 2014, 9min
Monolito Carnaval, de Dora de Andrade, Daniel Ruiz e Felipe Barros, RJ, 2014, 9min
Sobre Trilhos, de Oficina de Produção Audiovisual da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, RJ, 2014, 14min

16h30 - Mundo Livre 2 - 12 anos - 68 min
NEWCOMERS (Recém-chegados), de Mariana Duarte, RJ, 2013, 18min
Sebas es como es, de Juliana Brombim, SP, 2012, 22min
O arquipélago, de Gustavo Beck, RJ, 2014, 28min

18h30 - Panorama Livre 10 - 18 ANOS - 84 min
Nova Dubai, de Gustavo Vinagre, SP, 2014, 50min
Verona, de Marcelo Caetano, SP, 2013, 34min

20h15 - Longa Livre 11 - 14 anos - 80 min
Rio Cigano, de Julia Zakia, SP, 2013, 80min

Cabines
Cabine Livre 14 - Livre - 14h às 20h

Blank, de Ali Khodr, Camila Mello e Mauro Espíndola, RJ, 2013, 43min


Dia 27/04 - Segunda

Cinema

16h30 - Coisas Nossas - Livre - 75 min
FORTALEZA É UM OVO, de Marcelo Ikeda, CE, 2014, 3min
Digitaria ex Machina, de Gabraz, RJ, 2015, 24min
Dale, de Patrícia Francisco, SP, 2014, 12min

18h30 - Curta o Curta - 12 anos - 71 min
Estátua!, de Gabriela Amaral Almeida, SP, 2014, 24min
Tormenta, de Fernanda Salgado e Fernando Mendes, MG, 2014, 14min
Araca - O Samba em Pessoa, de Aleques Eiterer, RJ, 2014, 20min
Castillo y el Armado, de Pedro Harres, RS, 2014, 13min

20h - Longa Livre 12 - Livre - 116min
Yorimatã, de Rafael Saar, RJ, 2014, 116min
Cabines
Cabine Livre 15 - Livre - 14h às 20h
Diários - Inédito, de Patricia Gouvêa, RJ, 2010, 29min

Informações:

Data - 08/04/2015 a 27/04/2015
        
    
 
 
                                            

Conexão Kebab (Kebab Connection)



Endlich Feierabend!
 
Em abril, o Happy Hour Cultural do Goethe-Zentrum Brasília vem com novidades!
 
Além da exibição do filme alemão e venda de especialidades da gastronomia alemã, vamos ter um brechó onde você poderá encontrar livros, revistas, dicionários, CDs, DVDs, comics, etc, em alemão ou traduzidos.
 
Não perca esta oportunidade de ter uma verdadeira experiência da cultura alemã!
 
Apresentaremos o filme:
 
Conexão Kebab (Kebab Connection)
 
Direção: Anno Saul, 96 min, 2005
Roteiro: Fatih Akin
Classificação indicativa: 12 anos
Alemão com legendas em português
 
Comédia sobre o choque de culturas em Hamburgo: um aspirante a cineasta turco-alemão quer fazer o primeiro filme de kung-fu alemão e sonha com filmes de ação, mas na vida real tem que enfrentar a concorrência do restaurante grego e os preconceitos de sua família para desempenhar o papel de pai.
 
Data: terça, 14/4/2015
Horários: a partir das 16h: brechó e gastronomia alemã
                 18h30: início da sessão
Local: Goethe-Zentrum Brasília, EQS 707/907, bloco F, andar térreo

Wednesday, April 08, 2015

Poeta Hardi Filho




(Foto: Francisco Gilásio/Arquivo Pessoal)


(Fortaleza, 5 de julho de 1934 - Teresina, 27 de março de 2015)


Hardi Filho


É tarde / é cedo

é tarde, o sol declina no horizonte, os pássaros procuram o arvoredo, desde ontem juntos, tenho de ir embora mas meu amor sugere que ainda é cedo. — é tarde, eu digo, a noite vai vestir o manto que acoberta o seu segredo; já nos amamos o bastante, amor. e meu amor me diz: — amor, é cedo. retruco: é tarde, as sombras mais se adensam e os caminhos, escuros, causam medo. — isso mesmo, — diz ela me beijando — espera amanhecer... amanhã cedo... ela é divina! eu sou feliz! atendo ao seu convite e aos seus carinhos cedo: mais momentos de amor então gozamos; até que, de repente acordo, é cedo? é tarde? a claridade de outro dia, para nós dois, severa, aponta o dedo. vou levantar, ela também acorda, me abraça, e fala, insiste que inda é cedo. — é tarde, eu mostro, há luz em toda a alcova, impondo fim ao nosso doce enredo. — não! — ela diz — isto é clarão da lua... amor, não vá, ainda é muito cedo!

 

Sobre a vida e obra de Hardi Filho em:
http://www.portalodia.com/blogs/chico-miguel/hardi-filho,-sua-vida,-nossa-vida-e-a-poesia-208407.html


Obras Cinzas e Orvalhos (1964) Gruta Iluminada (1971) Poesia e Dor (1974 – Ensaio sobre Celso Pinheiro, poeta piauiense) Poesias de Desencanto e de Amor (1983) Teoria do Simples (1986) Cantovia (1986) Poesia e Dor no Simbolismo de Celso Pinheiro (1987) Suicídio do Tempo (1991) Oliveira Neto (Ensaios – 1994) Estação 14 (1997) Veneno das Horas (2000) O Dedo do Homem (Diário – 2000)

Tuesday, April 07, 2015

Relações entre Brasil e Alemanha na Época Contemporânea


Inquietudes de horas e flores, de Marcos Freitas


 
 
 
 
 

Billie Holiday, a voz mais especial do jazz, completaria cem anos hoje



Billie Holiday tinha uma voz tão rouca e especial que não precisou estudar para dominar com facilidade os complicados giros do jazz e criou interpretações tão intensas que continua a ser a número um, mesmo cem anos após seu nascimento.

Uma voz privilegiada e uma vida errática, com uma mãe que a teve com apenas 13 anos, um marido abusivo e a dependência de álcool e heroína que a levou a morrer arruinada e sozinha, na cama de um hospital e sob prisão domiciliar, com apenas 44 anos, em 1959.

Mas, apesar de tanto tempo após sua morte e uma vida tão curta, a cantora é lembrada e aclamada como uma das maiores, o que se reflete nas diversas homenagens que tem recebido pelo centenário, principalmente em Nova York, cidade que a acolheu.

O mítico teatro Apolo, no Harlem, a incluirá hoje em sua Calçada da Fama, onde já estão Ella Fitzgerald, James Brown, Gladys Knight & the Pips, Etta James e Louis Armstrong.
"Sua voz e sua presença foram rapidamente consolidadas na cultura popular, o que a tornou a cantora mais influente do jazz em sua época e uma das cantoras mais apreciadas do século", afirmou o produtor executivo do Apolo, Mikki Shepard, quando da divulgação da estrela para a cantora.

Além disso, a cantora Cassandra Wilson lançará seu novo disco, "Coming Forth By Day", uma homenagem "à beleza, ao poder e ao gênio de Billie Holiday", reunindo 11 de suas canções, e uma nova, "Last Song (For Lester)".

Por sua vez, o nova-iorquino Lincoln Center programou dois shows em que Cécile McLorin Salvant cantará Billie Holiday, e de 7 a 10 de abril acontecerá o "Billie Holiday Festival" em diversas salas de Nova York.

São todas homenagens a uma das cantoras mais influentes do jazz, que soube fazer de sua voz um dos instrumentos mais precisos e eficazes, como lembrou Wynton Marsalis em entrevista na revista "Life" na qual confessou que, quando tinha 24 anos, passou um ano ouvindo, todos os dias, todas as canções gravadas por Holiday.

A cantora nasceu Eleanora Fagan em 7 de abril de 1915 na Filadélfia, filha de dois adolescentes. Sua mãe, Sarah Julia "Sadie" Fagan tinha apenas 13 anos, e seu pai, Clarence Holiday, que tinha 15, a abandonou ainda bebê.

Criada até os dez anos por sua tia Eva Miller - meia-irmã de sua mãe -, sofreu uma tentativa de estupro por um vizinho, foi levada para um reformatório, para depois viajar de forma intermitente com sua mãe, que não tinha trabalho fixo.

Aos 14 anos se reuniu com sua mãe no Harlem e começou a se prostituir até ser detida e presa por quatro meses. Após essa estadia na prisão começou a cantar profissionalmente junto com um vizinho, o saxofonista Kenneth Hollan.

Já com o nome de Billie Holiday - em homenagem a seu pai, guitarrista -, começou a deslumbrar com uma voz que tinha sido lapidada à sua maneira, com imitações de Louis Armstrong e Bessie Smith.
"Não acho que cante. Sinto como se tocasse uma buzina. Tentava improvisar como Les Young, como Louis Armstrong ou qualquer outro que admire. O que sai é o que sinto. Odeio simplesmente cantar. Tenho que mudar o tom para adaptá-lo à minha forma", afirmava Holiday quando perguntavam seu estilo.

Um estilo rompedor e sofisticado, uma forma especial de fraseado e uma entonação profunda que se diferenciava imediatamente do tradicional jazz que imperava na época.
Sua primeira gravação foi em 1933 - "Your Mother's Son-in-Law" -, ajudada pelo então pouco conhecido Benny Goodman.

Pouco a pouco foi ganhando prestígio no mundo do jazz e sua ascensão começou com a série de gravações junto com o saxofonista Lester Young, que a apelidou de "Lady Day", e que se tornou um de seus melhores amigos.

Mas foi sua interpretação de "Strange Fruit", a história do linchamento de um negro e uma dura condenação ao racismo em um Estados Unidos ainda segregado, em 1939, que a consolidou como uma das estrelas do jazz e marcou um antes e um depois em sua carreira.

"God Bless the Child", "Trav'lin' Light", "Gloomy Sunday", "Lover Man", "Summertime", "I'll be seeing you", "Crazy calls me", "Body and Soul" são algumas de suas canções mais famosas.
Billie Holiday deixou mais de uma centena de músicas gravadas, hipnóticas e encantadoras que continuam atuais, assim como sua imagem, em preto e branco, com seu sorriso melancólico e a eterna gardênia branca que adornava seu cabelo.

http://musica.uol.com.br/noticias/efe/2015/04/07/billie-holiday-a-voz-mais-especial-do-jazz-completaria-cem-anos-hoje.htm

 

Wednesday, April 01, 2015

Monday, March 30, 2015

Polêmica do Código Florestal chega às telonas

 

 
Em meio à pior crise hídrica em mais de 80 anos em São Paulo, o documentário A lei da água - Novo código florestal chega aos cinemas para enriquecer o debate. Dirigido por André D"Elia (de Belo Monte: Anúncio de uma guerra) e com produção executiva de Fernando Meirelles, o filme destrincha os pontos mais polêmicos do código florestal - como a anistia de 29 milhões de hectares desmatados ilegalmente no país, a diminuição das áreas de proteção nas encostas íngremes e topos de morros, manguezais, matas ciliares e nascentes. Graças ao financiamento do próprio público, o filme será exibido em sessão única hoje em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte.
"Começamos a fazer uma pesquisa segmentada por veículos - mídia impressa, internet, televisão. Montando a estrutura do roteiro, vi que a água permeava todo o assunto, principalmente se levar em consideração o foco do filme, que é levantar a questão econômica", destaca D"Elia.
 O longa dá voz à comunidade científica, deixada de lado no momento de modificar o código florestal. "No final da votação do código, os ruralistas conseguiram vender a ideia de que houve um equilíbrio entre a vontade deles e dos ambientalistas", lembra Fernando Meirelles. "Não houve equilíbrio, foi modéstia deles: a bancada ruralista venceu por 7 a 1. Eles saíram felizes e o Brasil saiu perdendo."
Outro ponto enfatizado é o fato de que a proteção do meio ambiente não prejudica a produção agrícola. Pelo contrário, como lembra Antônio Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o maior insumo da agricultura é a água, que depende da preservação das florestas. "O agricultor que há anos viu seus riachos secarem, que está endividado, já entende que deve sim preservar água. Muitos proprietários estão restaurando suas nascentes porque acham que água é importante, não porque a lei manda", afirma D"Elia.
A ideia de distribuir o filme nas salas comerciais por meio do financiamento coletivo é mais uma estratégia para engajar a plateia. "É uma forma de levar adiante a mensagem de que a sociedade tem essa responsabilidade e pode sim recuperar essas áreas", ressalta o cineasta, lembrando que as exibições são complementadas por um debate. Sem fins lucrativos, a verba do filme será revertida para sua divulgação em universidades, escolas, sindicatos rurais e comunidades carentes. Neste mês, o documentário foi exibido na Câmara dos Deputados, em sessão organizada pela Frente Parlamentar Ambientalista. 
 
A lei da água - Novo código florestal
Exibição do documentário. Hoje, às 21h30, na sala 8 do Espaço Itaú CasaPark. Ingressos à venda no https://agua.catarse.me
 
Veículo: CORREIO BRAZILIENSE - DF                                                     
Editoria: DIVERSÃO E ARTE                                              
Autor: Anna Beatriz Lisbôa Especial para o Correio
Data: 30/03/2015

Friday, March 27, 2015

Alberto da Costa e Silva - O Retorno do Filho

Pedra do Sal - Teófilo Lima

Pepete - Berimbau e Percussão (1975) - Completo/Full Album

A poeta Marina Mara lança o livro Figuras


Março é o mês da poesia, "da mulher" e no último dia do mês a ariana poeta Marina Mara lançará seu livro Figuras e celebrará seu aniversário - e você é o convidado mais que especial dessa festa.

O livro Figuras traz 123 poemas escritos em diferentes momentos da vida da autora, porém, todos com a mesma textura lírica e ativista. O livro será lançado também na versão e-book pela editora Kiron, com sede em Taguatinga, cidade natal da poeta Marina Mara. O ativismo literário de Marina Mara está presente nos 123 poemas deste livro, que também presta homenagem a algumas "figuras" ímpares como Honestino Guimarães, Pagu, Patativa do Assaré, Fela Kuti, Leila Diniz, Laerte Coutinho, Manoel de Barros, Baden Powell, Reynaldo Jardim, entre outros seres imprescindíveis para nossa formação ideológica e poética. O prefácio do livro é do mestre Tom Zé, guru amoroso de Marina Mara e figura imprescindível que dispensa apresentações. 

A ilustração da capa do livro é da artista plástica e tatuadora Téssia Araújo, que expressou com sua arte a essência dos poemas e da autora em cada traço e cada tom de aquarela que ilustra o livro Figuras. Conheça mais sobre a artista no http://instagram.com/tessiatattoo .

Como sempre, nosso palco está aberto à poesia de quem chegar. A noite dessa terça está recheada de surpresas musicais, líricas e inesquecíveis, além do sorteio de um Day SPA Poético do Lotus SPA, um ensaio fotográfico da Mirah Fotografia, livros, imãs poéticos e no mais, quem vier ver, verá. 

AniverLounge, parabéns a quem vier ♥ !

SERVIÇO
Lançamento do Livro Figuras e Niver da poeta Marina Mara 
Dia 31/03
Das 20h às 1h30
Entrada: um sorriso
Apoio: Balaio Café

Produção: Marina Mara



Marina Mara é poeta, publicitária, ativista cultural, atriz, roteirista, designer gráfico, consultora de projetos poéticos e literários. Atua pelo Brasil desde 2006 com projetos multimídia que abordam a poesia em diferentes formatos como grafite, quadrinhos, cinema, artes visuais, teatro, intervenções urbanas, internet.
Dedicada exclusivamente à poesia, Marina viajou o país ministrando cursos e oficinas poéticas em feiras literárias e coletivos de arte. Em maio de 2010, Marina Mara lançou seu primeiro livro solo, o SarauSanitário.com, que é parte de um projeto homônimo que distribuiu poesia por banheiros públicos e pelo mundo virtual. Em março de 2012, Marina produziu a Parada Poética, reunindo cerca de cinquenta artistas (e amigos) no palco-caminhão do Teatro Mapati para celebrar o Dia Mundial da Poesia. Em junho de 2012, Marina foi convidada a se apresentar na Cúpula dos Povos na Rio +20 e também realizou intervenções poéticas Rio a fora, distribuindo cerca de 500 poemas em troca de sorrisos. Em outubro do mesmo ano, Marina realizou a segunda edição do projeto Declame para Drummond, um intercâmbio de poesia autoral em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade que distribuiu poemas por todos os estados do Brasil, em algumas cidades de Portugal, Espanha, Itália, Noruega, Suíça, Timor Leste, para os brasileiros que lá residem, principalmente, totalizando cerca de 50 mil poemas.
Em 2013 Marina lançou o curso Profissão Poeta que pretende, de forma prática e descontraída, indicar o caminho das pedras – que haverão no meio do caminho – entre poetas e o público/mercado. Os temas abordados no Curso são: publicação de poesia, captação de recursos, produção independente, dicas de palco e Poesia Falada, divulgação na mídia, poesia na internet, estratégias de marketing, entre outros. No Rio de Janeiro, Marina foi selecionada para participar do Festival Internacional de Teatro Home Theatre em 2013, onde dirigiu e atuou em o espetáculo poético autoral Sarau Sanitário. Em novembro de 2013, Marina foi uma das poetas convidadas da Feira do Livro de Pelotas – RS, da qual também participaram Alice Ruiz, Chacal e Nicolas Behr. 
Em julho de 2014 foi mês de nascimento do Lounge Poético, um laboratório-sarau realizado semanalmente em Brasília com sucesso de público e entrada gratuita.A proposta do Lounge é lançar novos poetas, fomentar a cena local, formar público para a poesia e oferecer aos poetas oficinas e vivências lúdicas com artistas de renome na cena literária como a escritora Elisa Lucinda. Marina Mara ministrou várias oficinas em 2014, entre elas: Poesia Ativista no projeto Mapa Gentil; Roteiros e zines no Jovem de Expressão – Ceilândia - DF; Profissão Poeta em algumas feiras literárias e coletivos de artistas pelo Brasil. Em outubro desse ano a poeta produziu a terceira edição do Declame para Drummond, com a participação de 180 poetas de todo o país. Ainda em 2014, Marina participou do longa-metragem Menina de Barro, do diretor Vinícius Machado, e do curta-metragem Diana, do mesmo diretor. No mesmo ano Marina Mara ministrou o curso Mulheres que Correm com os Lobos, com foco na autoestima e valorização do Sagrado Feminino.
         
Em 2015 Marina Mara idealizou e produziu o calendário Poesia Nua, no qual quinze poetas posaram nus para arrecadar fundos para publicação de livros, recebendo grande destaque nos principais veículos de comunicação do país. O calendário trabalhou fotografia, poesia autoral e a arte urbana do artista londrino Banksy – artes gráficas feitas por Marina Mara. Em fevereiro Marina Mara colocou o bloco Rejunta meu Bulcão na rua como coordenadora e idealizadora propondo uma homenagem poética ao artista Athos Bulcão e a Brasília - foram mais de mil e quinhentas pessoas ocupando as ruas da cidade de forma poética, iniciativa que foi pauta de vários jornais, inclusive o jornal TeleSur, que deu ao bloco visibilidade internacional. Em março de 2015, Marina lançou dois cursos de interpretação de poesia, o Poeteen, para jovens e o Poesia no Palco, para adultos. No fim deste mês Marina lançará seu livro Figuras, com 123 poemas e prefácio de Tom Zé.

“Ser romântico é achar que tudo são flores, ser poético é plantá-las”. 
Marina Mara
 https://www.facebook.com/events/691099094333842  

Morreu Herberto Helder, a voz mais fulgurante da poesia portuguesa

 


Morreu na segunda-feira o grande mago da poesia portuguesa actual. Herberto Helder tinha 84 anos e publicara há pouco A Morte Sem Mestre, livro onde se mostrava a morrer, mas ainda tocado por esse poder criador que o tornou único.
O poeta Herberto Helder morreu esta segunda-feira na sua casa de Cascais, aos 84 anos, e apenas alguns meses após o lançamento de A Morte Sem Mestre (2014), um ofício de trevas, irado e irónico, e às vezes de uma crueza sem bálsamo: “e eu que me esqueci de cultivar: família, inocência, delicadeza,/ vou morrer como um cão deitado à fossa!”. Outras vezes sabendo que os seus misteriosos dons criadores ainda não o tinham deixado de todo: “(…) a morte faz do teu corpo um nó que bruxuleia e se apaga,/ e tu olhas para as coisas pequenas/ e para onde olhas é essa parte alumiada toda”.
Como Pedro Mexia refere na sua reacção à morte do poeta, não tardará a tornar-se pacífico que Herberto Helder é o poeta central da segunda metade do século XX, como Pessoa o foi da primeira. Mas é uma centralidade que é ao mesmo tempo uma anomalia, porque a mágica e bárbara linguagem de Herberto, mesmo na sua versão atenuada dos últimos livros, parece vir do fundo dos tempos e ter nascido por engano nesta modernidade.

Não há na poesia portuguesa pós-Pessoa nenhum poeta que tenha exercido um tal poder de atracção e gerado tantos epígonos. E nenhum mais absolutamente impossível de imitar com proveito.
Quem leu desprevenidamente esses primeiros livros de Herberto, nos anos 60 e 70, há-de ter experimentado essa sensação de que a poesia só podia ser aquilo. Foi sempre esse o maior e mais estranho dom de Herberto Helder: convencer-nos (ainda que injustamente) de que escreve directamente em poesia, como se a poesia fosse a sua língua materna, e todos os outros poetas se limitassem a traduções mais ou menos conseguidas de um idioma perdido de que só ele detinha a chave.
Nada poderia estar mais longe desta pós-modernidade culta, enfadada, cínica e céptica, do que o entendimento que Herberto tinha da poesia. Numa extraordinária entrevista que concebeu para uma revista galega e que o PÚBLICO divulgou em 1990, ele próprio escreve: “(…) o poema é um objecto carregado de poderes magníficos, terríficos: posto no sítio certo, no instante certo, segundo a regra certa, promove uma desordem e uma ordem que situam o mundo num ponto extremo: o mundo acaba e começa”. Herberto Helder não vinha entreter ninguém, vinha para viver aquilo a que um dia chamou, com inteira propriedade, a sua vida verdadeira.
Apenas um ano antes de A Morte Sem Mestre, que assinalou a passagem da sua obra para a Porto Editora, o poeta lançara em 2013, na Assírio & Alvim, o livro Servidões. Mas fora sobretudo com A Faca Não Corta o Fogo (2008) que se tornara um caso de consenso crítico quase absoluto.

O maior depois de Camões
“Herberto Helder foi um poeta poderoso, a sua obra foi um centro de atracção e um horizonte em relação ao qual todos os seus contemporâneos tiveram de se situar”, diz o crítico António Guerreiro. “Como antes tinha acontecido com Fernando Pessoa, também houve um ‘efeito Herberto Helder’”.
Visivelmente emocionada com a notícia da morte de Herberto Helder, a escritora Maria Velho da Costa disse ao PÚBLICO que “morreu o maior poeta português depois de Luís de Camões”. A romancista, que vê em A Morte Sem Mestre “um longo poema, belíssimo”, conclui com um apelo: “Se as minhas palavras tivessem alguma influência, eu propunha um dia de luto nacional”.
“Quando morre um poeta com a dimensão de Herberto Helder, o que sentimos é que não apenas morreu um poeta mas a poesia”, declarou ao PÚBLICO o poeta madeirense José Tolentino Mendonça. “Nestes casos o luto torna-se insuportável e, ao mesmo tempo, este luto faz-nos perceber que Herberto Helder é imortal com a sua obra. Daqui a mil anos, se subsistir um falante de língua portuguesa, a poesia de Herberto Helder subsistirá”.
Num testemunho recolhido pela agência Lusa, o crítico e poeta Pedro Mexia considera que “o lugar de Herberto Helder na literatura portuguesa equivalerá ao de Fernando Pessoa na primeira metade do século XX”, algo que, acrescenta, “se começou a dizer há algum tempo e que se tornará, com o tempo, uma coisa pacífica, sem prejuízo dos grandes poetas da geração dele”

Desde O Amor em Visita, ainda no fim dos anos 50, até A Morte sem Mestre, já em pleno século XXI, a produção escrita de Herberto Helder criou um universo em permanente expansão e revisão, um poema contínuo constantemente reescrito. Cuja última formulação ficou agora irremediavelmente fixada pela sua morte nos recém-lançados Poemas Completos (Porto Editora, 2014), um título, aliás, algo desconcertante para quem nunca parece ter visto na sua obra uma sucessão discreta de poemas autónomos e fechados.
Se é inegável que Herberto Helder é hoje um poeta muito conhecido, a ponto de cada novo livro se esgotar num ápice – o que não quer necessariamente dizer que tenha assim tantos leitores –, nunca alimentou essa notoriedade com a exibição da sua pessoa civil. Já na sua poesia, pode dizer-se que os seus últimos livros assinalam uma inflexão marcada por uma mais nítida e declarativa dimensão autobiográfica, com todas as cautelas que a palavra exige quando aplicada a um poeta.
“Os meus restos mortais”
“Foi muito inesperado”, confessa o poeta Gastão Cruz sobre a morte de Herberto. “Tinha tido um contacto recente com ele, o que já não acontecia há algum tempo”, conta. No final de Janeiro Herberto enviou-lhe um exemplar dos Poemas Completos com uma dedicatória: “Aqui vão os meus restos mortais”.
Gastão Cruz lembra que conviveu muito com o poeta mais velho nos anos 60 e 70. “Primeiro, no restaurante Toni dos Bifes, ao lado do prédio onde vivia Carlos de Oliveira, e depois da morte de Carlos de Oliveira no café Monte Carlo.
Herberto era muito amigo do poeta de Sobre o Lado Esquerdo e “sentiu muito a sua morte”, diz Gastão Cruz: “A morte afectava-o, ele manifesta uma grande dificuldade em enfrentar o envelhecimento e a morte, e isso é muito visível em Servidões e em A Morte sem Mestre”.
Num e no outro livro, diz ainda, “vai por caminhos de linguagem diferentes dos anteriores, mais metafóricos, mas continua a ter uma linguagem fulgurante, só que com mais referências ao concreto”. A última poesia de Herberto “era de uma grande força verbal”, diz, e “mantinha uma ligação profunda com o que sempre foi a poesia dele, uma poesia de um poema único”.
O poeta prefere não estabelecer comparações, mas não hesita em afirmar que Herberto é um dos nomes de primeira linha da poesia portuguesa. “É extraordinário como na segunda metade do século XX, depois de um fenómeno como Fernando Pessoa, a poesia conseguiu renovar-se”, nota. “Surgiram poetas excelentes e ele é um dos maiores dessa geração onde estão Ruy Belo, Luiza Neto Jorge, ou poetas um pouco mais velhos, como Sophia e Carlos de Oliveira”.
Sobre a marca que Herberto deixa, Gastão Cruz remete para um ensaio de António Ramos Rosa, Herberto Helder – Poeta Órfico, onde este diz que Herberto Helder “é um poeta visionário e um poeta órfico da estirpe de um Hölderlin ou de um Rilke”.
A sua poesia “cruza o modernismo e o surrealismo com algumas coisas dos poetas do romantismo alemão”, mas há nela “uma intensidade própria” que Gastão Cruz associa a algo que o poeta um dia lhe confidenciou: “Disse-me que a poesia dele parte da tragédia pessoal que foi a perda da mãe aos oito anos”. E cita os versos de A Colher na Boca em que Herberto diz que “No sorriso louco das mães batem as leves/ gotas de chuva (…)”. “Ele podia ter deixado apenas esse livro e já seria suficiente para o considerar único”, diz Gastão Cruz.
“Do lado da verdade”
“Agora há um enorme silêncio”, diz Jaime Rocha, cujo testemunho confirma bem o hipnótico poder de sedução que a poesia de Herberto exerce sobre quem tomba de improviso nesta verdadeira língua por direito próprio. “Tínhamos vinte anos de diferença e a poesia dele apanhou-me quando eu tinha 17, 18 anos, e qualquer ideia de pensamento poético a partir desse momento se alterou, a minha relação com o texto mudou”, disse ao PÚBLICO Jaime Rocha, pseudónimo do escritor e jornalista Rui Ferreira e Sousa. “Demorei mais 25 anos a tentar encontrar um texto meu, uma palavra minha que conseguisse sair daquela força, daquela sedução”, garante.
“Herberto Helder é para mim o poeta mais importante, o que mais me influenciou de uma geração que incluía Sophia ou Eugénio de Andradiz ainda. “Dava-me uma força que só encontro no mar da Nazaré, a minha terra, um mar de tragédia, dramático”. E voltando à triste notícia da morte do poeta, constata: “Fomos construindo uma bola muito grande à volta do Herberto e nestes dias fica um grande vazio”.
A ensaísta Rosa Maria Martelo afirma dever a  Herberto Helder “horas sem conta de pura alegria de ler, de vislumbre, de paixão das coisas do mundo”. E ao saber que o poeta “morreu de morte súbita”, diz que “ter sido assim de repente” lhe parece “de uma grande justiça”. Nos últimos livros, recorda, “tinha antecipado muitas vezes a morte própria, vivendo-a em poemas exasperados, sem querer fugir à violência, ao pânico, mas em certos textos desejava isto mesmo: morrer depressa e sem dor”. E acrescenta: “Ele que nos últimos livros morreu tantas vezes, com evidente sofrimento”.
Herberto deixa-nos, diz, “uma das obras maiores alguma vez escritas em língua portuguesa, porque na sua poesia a língua extrema-se em subtileza, nitidez, precisão conceptual e plástica”. E sublinha que o poeta “escreveu com paixão absoluta” para notar que, “nestes tristes tempos, em que o significado das palavras flutua constantemente ao sabor de interesses e compromissos”, ele nos deixa “uma escrita que acontece literalmente no reverso disso, do lado da verdade, que é onde as palavras são um corpo vivo, sempre acabado de nascer”.

Poema contínuo
Nascido em 1930 no Funchal, Herberto Helder publicou os seus primeiros poemas em antologias madeirenses – Arquipélago (1952) e Poemas Bestiais (1954) –, e ainda na revista Búzio, editada por António Aragão. A sua obra de estreia, O Amor em Visita, um pequeno folheto editado pela Contraponto, saiu em 1958, quando frequentava, em Lisboa, o grupo surrealista que se reunia no Café Gelo, convivendo com Mário Cesariny, António José Forte ou Luiz Pacheco.
Por esta altura, abandonada a frequência universitária em Coimbra (primeiro de Direito e depois de Filologia Românica), o poeta tivera já vários empregos precários – passou pela Caixa Geral de Depósitos, angariou publicidade, trabalhou no Serviço Meteorológico e foi delegado de propaganda médica.
Em 1961, publicou o livro que desde logo o consagraria como uma das vozes fundamentais da poesia portuguesa: A Colher na Boca, editado pela Ática, a chancela que então publicava as obras de Fernando Pessoa. Ruy Belo, que também publicou na Ática, e no mesmo ano, o seu primeiro livro, Aquele Grande Rio Eufrates, contou a Joaquim Manuel Magalhães, segundo este narra em Os Dois Crepúsculos (1981), que “ao ver em provas na editora o livro de Herberto Helder, teria sentido ser esse o livro e não o seu”.
Entre a publicação, em 1958, do longo poema O Amor em Visita, cujos versos iniciais todos os jovens leitores de poesia portuguesa contemporânea sabiam de cor nos anos 60 e 70 – “Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra/ e seu arbusto de sangue. Com ela/ encantarei a noite (…)” – e o lançamento de A Colher na Boca, o poeta viajou pela Europa.
Tornou-se mítico o ecléctico e pitoresco inventário de ofícios que foi desempenhando para sobreviver enquanto deambulava pela França, Holanda e Bélgica. Foi operário metalúrgico, empregado numa cervejaria, cortador de legumes numa casa de sopas, guia de marinheiros em Amsterdão e empacotador de aparas de papel, curiosa ocupação para alguém que irá demonstrar uma permanente pulsão para se transformar, ele próprio, em papel, desaparecendo no interior da obra.
Regressado a Lisboa, trabalha nas Bibliotecas Itinerantes da Gulbenkian. Depois passa pela Emissora Nacional e pela RTP, trabalha em publicidade e torna-se, em 1969, director literário da Estampa, onde dá início à edição das obras de Almada Negreiros, que sempre admirará.
Em 1963, publicara um livro que basta para lhe assegurar também um altíssimo lugar entre os prosadores portugueses contemporâneos, Os Passos em Volta. Ainda nos anos 60, saem Poemacto (1961), Lugar (1962), Electronicolírica (1964), depois reintitulado A Máquina Lírica, Húmus (1967), o seu fascinante diálogo com Raul Brandão, e Retrato em Movimento (1967). Em 1968 publica O Bebedor Nocturno, o primeiro devários volumes de traduções de poesia, e Apresentação do Rosto, título que mais tarde rejeitará, ainda que vários dos textos que o compõem ressurjam depois noutros livros.
No início dos anos 70, volta a viajar pela Europa e, em 1971, trabalha em Angola para a revista Notícia, de Luanda. Numa das suas reportagens, ao viajar com o seu colega Eduardo Guimarães, que ia ao volante, sofre um grave acidente de viação que quase lhe custa a vida.
Novamente em Lisboa, trabalha na editora Arcádia, e também na RDP, e colabora em várias publicações, sendo um dos organizadores da revista Nova (1976).
Em 1968 afirmara ir deixar de escrever – voltará a fazê-lo mais vezes –, e, de facto, descontado Vocação Animal (1971), não publica nenhum novo livro até Cobra (1977), se exceptuarmos também os dois volumes da Poesia Toda, publicados na Plátano em 1973, ano em que viaja para os Estados Unidos.
Mas Cobra assinala o início de um período muito criativo, que inclui O Corpo o Luxo a Obra (1978), Flash (1980), ou A Cabeça Entre as Mãos (1982). E ainda o volume de prosa e poesia Photomaton & Vox (1979), o primeiro lançado com a chancela da Assírio & Alvim, de Hermínio Monteiro e Manuel Rosa, que será durante décadas a sua editora.
Se descontarmos as compilações e traduções, e a sua muito pessoal antologia da poesia moderna portuguesa, Edoi Lelia Doura (1985), segue-se mais um período de silêncio até A Última Ciência (1988), e outros seis anos até Do Mundo, publicado em 1994, o mesmo ano em que lhe é atribuído o Prémio Pessoa, que Herberto Helder recusa, pedindoao júri que não o anunciassem como vencedor e dessem o prémio a outro.
Embora continue a reescrever a obra, Herberto eclipsa-se depois durante quase uma década e meia. Mas o seu regresso com A Faca Não Corta o Fogo, possivelmente o melhor livro de poesia portuguesa do século XXI, é avassalador. Em 2013 publicou Servidões, e em 2014 saiu A Morte Sem Mestre, que assinalou a sua passagem para a Porto Editora e recebeu críticas desiguais, quebrando pela primeira vez o consenso quase absoluto que se gerara em torno da sua obra.
Herberto Helder vivia actualmente com a sua segunda mulher, Olga Ferreira Lima, em Cascais. Era pai de Daniel Oliveira, político e colunista, e de Gisela Oliveira. O seu funeral realiza-se hoje e vai ser reservado à família, informa a Porto Editora.
com Isabel Lucas, Isabel Coutinho e Hugo Pinto Santos

Fonte: http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/morreu-herberto-helder-a-voz-mais-fulgurante-da-poesia-portuguesa-1690151