Wednesday, March 12, 2014

Segunda Bienal do Livro traça panorama literário na América e na África

O evento será realizado entre 11 e 21 de abril, na Esplanada dos Ministérios; confira a programação

Vanessa Aquino
Publicação: 12/03/2014 08:13 Atualização: 12/03/2014 08:37
 

O evento fará duas homenagens: uma nacional ao Ariano Suassuna (D) e uma internacional, ao escritor uruguaio Eduardo Galeano (Edilson Rodrigues/CB/D.A Press,  STR/AFP Photo)
O evento fará duas homenagens: uma nacional ao Ariano Suassuna (D) e uma internacional, ao escritor uruguaio Eduardo Galeano

A repressão da ditadura militar, o espaço para o desenvolvimento da literatura na América Latina e na África, a história do povo de Brasília e a importância do futebol ao país — sobretudo em ano de Copa do Mundo — são alguns dos temas que serão abordados durante a II Bienal Brasil do Livro e da Leirura. O evento, que ocorrerá entre 11 e 21 de abril, fará duas homenagens: uma internacional, ao escritor uruguaio Eduardo Galeano; e outra nacional, ao mestre Ariano Suassuna, considerado por muitos críticos como o maior escritor brasileiro em atividade.

A II Bienal promete ser um espaço para afirmar identidades e diferenças, com a presença de nomes da literatura sinônimos de polêmica e talento, como a norte-americana Naomi Wolf — autora de Vagina, recente sucesso nas livrarias. Entre autores internacionais, estão o chinês Murong Xuecun (um dos mais célebres de sua geração), o cubano Leonardo Padura (autor de O homem que amava os cachorros, que tem Trotski como personagem) e a são-tomense Conceição Lima (considerada a maior poeta viva de seu país).

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Um dos períodos mais sombrios da história do Brasil, a ditadura militar, merece destaque na programação, com seminários, palestras e lançamentos de livros ligados ao tema, como o Marighella, de Mario Magalhães. O Pasquim, periódico que se tornou referência durante a época censura aos meios de comunicação e expressão, será tema de uma exposição só para ele, chamada O traço do Pasquim no combate à ditadura.

Confira os destaques da programação

Dia 11 (sexta)


20:30 – Homenagem Internacional - Eduardo Galeano (Uruguai) - Cerimônia e Palestra - Local: Auditório do Museu Nacional da República da República Honestino Guimarães

Dia 12 (sábado)

20:30 - Seminário - Literatura no Feminino - Mesa I: "A presença da mulher na Literatura Africana" - Maria Celestina Fernandes (Angola), Olinda Beja ( São Tomé e Príncipe) e Lília Momplé (Moçambique) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues

Dia 13 (domingo)

16:00 - Debate: "Futebol e Ditaduras" – Eduardo Galeano (Uruguai), Lúcio de Castro (RJ), Mário Magalhães (RJ) e Rodrigo Merheb (DF) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues

Dia 14 (segunda)

18:30 - SEMINÁRIO - BRASIL, AMÉRICA LATINA E ÁFRICA: NOVAS REALIDADES, NOVOS ESCRITORES – Mesa II - Valeria Luiselli (México), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Antônio Prata(SP) e Paulo Paniago (DF) Local: Espaço Bienal - Auditório
Nelson Rodrigues

Dia 15 (terça)

18:30 - SEMINÁRIO - INTERNET ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO - Mesa II: "Novos formatos, novos gêneros e novas estéticas na internet" – Pierre Lévy (França), André Lemos (BA) e Liziane Guazina(DF) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues

Dia 16 (quarta)

18:30 - Debate: "A LITERATURA QUE VEM DO ORIENTE" – Kim Young-ha (Coreia do Sul), Murong Xuecun (China), Angel Bojadsen (SP) e Tae Suzuki (DF) Local: Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues

Dia 17 (quinta)

19:00 - SEMINÁRIO - O GOLPE , A DITADURA E O BRASIL : 50 ANOS – Mesa I:"A produção literária nos anos de chumbo" – Thiago de Mello (AM), Carlos Heitor Cony (RJ) e João Ubaldo Ribeiro (BA) Local: Espaço Bienal – Auditório Jorge Amado

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/03/12/interna_diversao_arte,416986/segunda-bienal-do-livro-traca-panorama-literario-na-america-e-na-africa.shtml

Monday, March 10, 2014

Mico-leão-preto: A história de sucesso na conservação de uma espécie ameaçada

10/3/2014 - 12h23

por Redação do Ipê
capamlp alta 200x300 Mico leão preto: A história de sucesso na conservação de uma espécie ameaçada

Livro conta a história do primata que já foi considerado extinto e como ações conservacionistas contribuíram para mais esperança de sobrevivência da espécie. Lançamento dia 19 de março

07 de março de 2014 – Ele só existe na Mata Atlântica do Estado de São Paulo, já foi considerado extinto da natureza e, ao ser redescoberto nos anos 70, foi alvo de pesquisas científicas e ações de mobilização comunitária que contribuíram para a sua sobrevivência, tornando-se símbolo de sucesso em conservação de espécies ameaçadas no Brasil e no mundo. Essa poderia ser a história resumida da vida do mico-leão-preto. Mas há muito mais histórias curiosas e interessantes para contar sobre os esforços para manter viva essa joia rara das matas paulistas. Elas agora estão no livro Mico-leão-preto: A história de sucesso na conservação de uma espécie ameaçada, escrito pela bióloga Gabriela Cabral Rezende, com lançamento oficial no dia 19 de março, na Livraria da Vila, em São Paulo.
Por meio de um levantamento enriquecido por entrevistas com personalidades brasileiras e estrangeiras que ativamente contribuíram para salvar essa espécie, a autora relata os esforços de pessoas engajadas para recuperar as populações de micos-leões pretos da natureza e, ao mesmo tempo, restaurar o habitat da espécie: a floresta Atlântica do interior de São Paulo. Além disso, a autora utiliza o Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto (do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas) como modelo, identificando quais são as principais estratégias e ações que podem levar um programa de conservação ao sucesso, e que também podem ser seguidas para a conservação de outras espécies.
O lançamento ocorre no ano em que um dos principais trabalhos realizados para a proteção da espécie, o Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto, completa 30 anos de existência. Parte da renda do livro será destinada ao programa do IPÊ, que trabalha pela conservação da espécie nos remanescentes da Mata Atlântica de São Paulo.
Já há exemplares à venda na loja do IPÊ: http://www.lojadoipe.org.br.

O mico-leão-preto
O mico-leão-preto é um primata de pequeno porte, pesa em média 600 gramas. Sua pelagem é abundante e brilhante, que forma uma espécie de juba ao redor da cabeça – daí o nome mico-leão. Pés e mãos são pretos, mas nem todo o corpo é assim, já que pode apresentar coloração alaranjada na parte posterior do corpo.
Sua alimentação é feita a base de frutos, sementes, flores, pequenos vertebrados e invertebrados. Costumam viver em grupos de 2 a 7 indivíduos, e à noite se escondem em buracos nos troncos das árvores para dormir.
A maior ameaça à conservação do mico-leão-preto é a fragmentação das florestas que ocasiona o isolamento e declínio das populações restantes e a consequente degradação do seu habitat. Ainda hoje, sua situação é grave visto que a espécie era listada no Red Data Book (UICN) como criticamente ameaçada de extinção. Hoje, devido aos esforços do Programa de Conservação do Mico-Leão Preto do IPÊ, este mico é listado em uma categoria mais esperançosa, passou de “criticamente ameaçado” para “ameaçado”, segundo o livro vermelho das espécies.
Sobre a autora
Gabriela Cabral Rezende é bióloga formada pela Unesp de Botucatu, com Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável pela ESCAS – Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade, e especialização em Manejo de Espécies Ameaçadas pela Universidade de Kent/Durrell Conservation Academy (Reino Unido). Já trabalhou com espécies como tartarugas e pinguins, mas o mico passou a ser sua paixão e hoje é pesquisadora do programa mico-leão-preto do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. O livro é fruto do seu trabalho de conclusão do Mestrado Profissional, concluído em 2012.

Serviço
Lançamento
Mico-leão-preto: A história de sucesso na conservação de uma espécie ameaçada
Quando: 19 de março de 2014
Onde: Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista – São Paulo)
Horário: 18h30 às 21h30.
(Ipê)

Thursday, March 06, 2014

Primeira Quinta Literária de 2014 - ANE



Painel discute desafios para gestão da água

06/3/2014 - 10h36
por Redação do Inpe
mb agua brasilescola 300x196 Painel discute desafios para gestão da água

Diferentes aspectos da governança da água estarão em debate no dia 11 de março durante o “International Expert Panel on Global Challenges of Water Governance”, promovido pela Divisão de Sensoriamento Remoto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

O tema é dos mais relevantes, considerando a atual realidade do sudeste brasileiro que enfrenta um verão atípico, com o nível dos reservatórios cada vez mais baixos. Serão abordados os impactos das mudanças climáticas globais sobre a disponibilidade da água, monitoramento fluvial, gestão de áreas úmidas e de águas na Amazônia, entre outros assuntos.

O painel deve aproximar o conhecimento da comunidade científica das necessidades dos gestores e tomadores de decisão para a definição de novas metas, linhas de pesquisa e fomento para a melhoria na governança dos recursos hídricos.

Entre os palestrantes, destacam-se José Galizia Tundisi e Carlos Nobre. Tundisi é o atual secretário de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia do município de São Carlos e também presidente do Instituto Internacional de Ecologia e ex-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Nobre, que atua como secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foi coordenador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST) do INPE.

Também participa do evento Américo Sampaio, superintendente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP), empresa que fornece água para 363 municípios, atingindo 27,9 milhões de pessoas.
Pesquisadores nacionais e internacionais de diferentes instituições, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), INPE, Universidade da Geórgia e Universidade de Nebraska também farão parte do painel.

Segundo os organizadores, José Luiz Stech e Igor Ogashawara, da DSR/INPE, “o evento irá trazer benefícios não só para a comunidade científica mas para toda a comunidade, uma vez que existe uma carência em pesquisas de qualidade e quantidade de água, que são temas que afetam diretamente a população”. Os organizadores ainda destacam a presença do representante da SABESP devido ao acordo de cooperação desta companhia com a FAPESP para apoiar projetos de pesquisa na área de saneamento, possibilitando assim a seleção de linhas de pesquisa para chamadas futuras da parceria.
Veja aqui a programação completa e outras informações sobre o evento.

* Publicado originalmente no site do Inpe e retirado do site CarbonoBrasil.
(CarbonoBrasil)

Jorge Antunes vai restaurar fitas com gravações perdidas de Villa-Lobos

Recentemente, o maestro ganhou um auxílio de uma associação americana e conseguirá as gravações perdidas de Villa-Lobos: Fantasia e Mazurk


Gabriela Caldas - Especial para o Correio
Publicação: 06/03/2014 08:57 Atualização:

O músico conseguiu salvar um material que ficou guardado desde 1963 (Ed Alves/CB/D.A Press)
O músico conseguiu salvar um material que ficou guardado desde 1963
 Em 1968, o compositor e maestro Jorge Antunes trabalhava no prédio do Instituto Villa-Lobos (IVL), no Rio de Janeiro, quando escutou um estrondo. O som vinha da porta e era produzido por milhares de estudantes que queriam invadir o prédio que funcionava como a sede da União Nacional dos Estudantes (UNE). “Ficamos apavorados e só pensei em tirar o que poderia ter de mais valioso no local”, lembra. Os escolhidos foram um gravador Revox, oito fitas magnéticas de papel em carretéis de ferro e uma bobina de fio de aço que, além dos áudios de reuniões, contêm duas gravações perdidas de Villa-Lobos: Fantasia e Mazurk. Depois de quase 50 anos, esse material será restaurado, graças a auxílio recebido de uma associação americana.

Jorge Antunes lembra que, durante o tumulto em frente ao Instituto, ele precisou tomar uma atitude rápida. “Os estudantes gritavam a UNE é nossa”. Com medo de que os materiais fossem queimados, ele fugiu do prédio pela parte de trás levando as fitas e o gravador. “Imagina eu pulando o muro com um gravador enorme?”, brinca. Era um domingo, e ele e um aluno estavam no instituto trabalhando na obra de sua autoria Missa Populorum Progresso quando a manifestação começou. No dia seguinte, eles descobriram que os estudantes não tinham conseguido invadir o prédio e levaram o gravador de volta para o Instituto, mas não as fitas. “Elas ficaram guardadas em minha casa”, afirma Jorge Antunes. Seis meses depois, com a promulgação do AI-5, o professor foi demitido e rumou para o exílio durante quatro anos.

Projeto

Durante esse período, o material ficou em caixas na casa dos pais de Jorge. “Mas eu sempre pensei em restaurar”. Quando retornou ao Brasil, ele trouxe para Brasília as fitas e a bobina, que continuaram guardadas. No início do ano 2000, essa vontade de descobrir o que, exatamente, as gravações continham se tornou ainda maior. Durante os últimos anos, o maestro buscou, sem sucesso, incentivos dentro do país para realizar a restauração. “Eu tentei algumas vezes apresentar meu projeto à Petrobras Cultural e ao Fundo de Apoio à Cultura do DF, mas ele não foi aprovado”, lembra. Sem conseguir o apoio no Brasil, Jorge Antunes foi buscar nos Estados Unidos o patrocínio. “Recentemente, eu soube da existência da ARSC (Association for Recorded Sound Collections) e decidi enviar meu projeto”, explica.


http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/03/06/interna_diversao_arte,416024/jorge-antunes-vai-restaurar-fitas-com-gravacoes-perdidas-de-villa-lobos.shtml

Wednesday, March 05, 2014

Bienal de literatura seleciona participantes; inscrições vão até quarta

Do total de inscritos, uma comissão selecionará 18 obras que serão lançadas durante o evento, programado para acontecer entre 12 e 21 de abril


Nahima Maciel
Publicação: 04/03/2014 09:57 Atualização:

Hugo Rodas está na programação dedicada às leituras dramáticas (Divulgação)
Hugo Rodas está na programação dedicada às leituras dramáticas

Os autores de Brasília têm até amanhã para se inscrever no edital que vai selecionar os lançamentos a serem realizados durante a 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura. O edital apresenta a possibilidade de inscrição em oito categorias — biografia, conto, crônica, infantil, juvenil, poesia, romance e reportagens — e todos os livros devem estar na primeira edição. Do total de inscritos, uma comissão selecionará 18 obras que serão lançadas durante o evento, programado para acontecer entre 12 e 21 de abril. Segundo Nilson Rodrigues, coordenador geral da bienal, essa é apenas uma das fases de seleção de autores de Brasília na programação do evento.

Rodrigues e Luiz Fernando Emediato, curador da Bienal, foram criticados por alguns escritores presentes no auditório da Biblioteca Nacional durante o lançamento do evento, no fim de janeiro. Na época, a lista de convidados ainda não estava fechada e incluía apenas autores de fora da cidade. “Quando dizem que a programação do escritor local ainda vai ser feita isso já mostra que o escritor de Brasília vai ficar em segundo plano”, disse Marco Polo Haickel, maranhense radicado em Brasília, no dia do lançamento.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/03/04/interna_diversao_arte,415722/bienal-de-literatura-seleciona-participantes-inscricoes-vao-ate-quarta.shtml

Thursday, February 20, 2014

Ancine vai investir R$ 400 milhões em produção nacional

Entre os projetos que poderão receber recursos estão longas-metragens de baixo e médio orçamento


Agência Brasil
Publicação: 19/02/2014
 

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) vai investir R$ 400 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual na ampliação da produção do conteúdo nacional, o que representa praticamente o dobro dos recursos usados aplicados pela instituição no ano passado nessa área. A informação foi dada nesta queata-feira (19) pelo presidente da Ancine, Manoel Rangel, na abertura do seminário Políticas de (Tele)Comunicações, do qual participaram representantes do governo e da iniciativa privada.

Entre os projetos que poderão receber recursos estão longas-metragens de baixo e médio orçamento. Outra área beneficiada é a de desenvolvimento de projetos e formatos de obras audiovisuais.

Segundo Manoel Rangel, a Ancine já está preparada para fiscalizar o cumprimento da obrigação de conteúdo nacional na grade de programação pelas operadoras de televisão por assinatura. Ele ressaltou, porém, que a agência reguladora está satisfeita com o crescimento da produção nacional de audiovisual e até já vê sinais de saturação no Rio de Janeiro e em São Paulo, que são os principais centros de produção.
 
 

MAESTRO JORGE ANTUNES GANHA O “ARSC GRANT 2014”



A Association for Recorded Sound Collections concedeu o ARSC GRANT 2014, ao maestro brasileiro Jorge Antunes.

O prêmio concedido ao brasileiro, visa apoiar e prestigiar a pesquisa intitulada “Recordings of Villa-Lobos in steel wire and paper tapes from years 1940-1950”, desenvolvida por Jorge Antunes.

Jorge Antunes descreve seu projeto, historiando a epopeia vivida por ele para a conservação de um material raro e precioso por ele descoberto:

HISTÓRICO

Logo após o golpe militar de março de 1964, os militares fecharam a UNE (União Nacional dos Estudantes). O edifício histórico da Praia do Flamengo 132, no Rio de Janeiro, foi fechado.

Em 1967, o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico (CNCO), que tinha sido fundado por Villa-Lobos em 1942, foi transferido para o antigo edifício da UNE. No mesmo ano fui nomeado professor do IVL.

No IVL eu encontrei importante material: sete fitas magnéticas de papel em carretéis de ferro e uma bobina de fio de aço, com gravações sonoras da época de Villa-Lobos (1940-1950).

Num domingo eu estava com um aluno, no IVL, trabalhando no estúdio, quando os grandes portões do prédio começaram a balançar ruidosamente. Milhares de estudantes, em passeata, queriam invadir o prédio.

Eu e o estudante imediatamente resolvemos pular o muro dos fundos, carregando o que de mais vailioso havia no estúdio: gravações históricas e preciosas, fitas magnéticas de papel e uma bobina de fio magnético de aço.

Seis meses depois, em dezembro de 1968, foi promulgado o AI-5 e eu fui demitido do IVL.

Anos mais tarde a ditadura militar invadiu o prédio da UNE, destruindo acervos e bens do IVL. Em 1980 o prédio foi implodido e derrubado.

São as oito raras gravações sonoras que, agora, vou recuperar e digitalizar, graças ao prêmio que me é concedido pela ARSC (Association for Recorded Sound Collections): as fitas de papel contêm gravações de palestras de Villa-Lobos, seus discursos para receber visitantes, e ensaios do coro dirigido pelo compositor. O rolo de fio de aço contém duas obras desaparecidas de Villa-Lobos: Fantasia (1909) e Mazurka (1901).

A identificação do conteúdo dessas gravações é possível, pela observação das anotações feitas a lápis nos respectivos estojos.

MAESTRO JORGE ANTUNES

Wednesday, February 19, 2014

Nível dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste tem nova queda



Nível dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste tem nova queda


Água ocupa apenas 35,54% da capacidade de armazenagem em usinas, segundo o ONS, o mais baixo desde novembro de 2012
O nível dos reservatórios continua em nível preocupante. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), entre as usinas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, o nível de armazenamento caiu de 35,6% para 35,54% entre os dias 15 e 16 de fevereiro. No mesmo período, as do Sul subiram de 42,8% para 43,05%, assim como as do Norte ( de 72,4% para 73,6%). No Nordeste, os reservatórios ficaram estáveis em 42,4%.
Foi de olho nesse cenário, em debate feito na manhã desta segunda-feira pela Coppe/UFRJ, no Rio, que especialistas lembraram que o setor elétrico brasileiro deve se preparar para períodos menos chuvosos e com temperaturas elevadas . Para eles, essa combinação será cada vez mais comum.
Segundo Gilvam Sampaio, professor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o cenário atual é muito semelhante ao de 2001, quando o governo teve de fazer o racionamento de energia. Para ele, o Brasil vive hoje um "extremo climático", em um fenômeno chamado de bloqueio atmosférico. Sampaio explica que, assim como ocorreu há 13 anos, o sistema de alta pressão da atmosfera, em vez de se formar no oceano, acaba se formando no continente, impedindo a formação de nuvens durante o verão.
- Essa alta pressão impede a formação de nuvens. Por isso, não chove. Isso ocorre principalmente na Região Sudeste do Brasil. Além disso, quando uma frente fria consegue furar esse bloqueio, o que vemos são chuvas muito intensas e concentradas. Mas no geral o volume de chuva não aumenta e a temperatura alta permanece. Hoje, todas as previsões indicam aumento na temperatura futura. Esse aumento na temperatura facilita a formação desses bloqueios, embora não conseguimos prever com que frequência eles podem ocorrer. E, visto isso, como o sistema elétrico pode se preparar para conviver com esses extremos do clima? - questiona Sampaio.
Sampaio diz ainda que o século XXI será o "século dos extremos climáticos", com períodos de muitas chuvas em alguns locais e períodos de intensa seca em outros. Segundo ele, o nível dos reservatórios deve baixar ainda mais no país:
- Pelo histórico, o volume de chuvas de março para abril cai pela metade - lembra Sampaio.
Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/UFRJ, e Roberto D' Araújo, diretor do Instituto Ilumina, lembraram ainda dos problemas envolvendo a falta de linhas de transmissão entre as usinas de energia eólica.
- A execução do planejamento é preocupante. O modelo atual exige uma reflexão. Em 2001, por exemplo, Itaipu tinha energia, mas não tínhamos linha de transmissão. Hoje, temos eólicas, sem as linhas - disse Pinguelli.
O professor da Coppe Sérgio Henrique da Cunha, disse ainda que é preciso mais investimentos para se aumentar a confiabilidade do sistema elétrico.

Custo em patamar elevado
Na última sexta-feira, o ONS divulgou um documento que indica que o custo marginal de energia no Brasil manteve-se em um patamar elevado, o que exigiria, pelas normas do governo, um racionamento energético. O órgão, no entanto, decidiu não determinar o corte, destacando a probabilidade de chuvas nos próximos dias.
As informações estão presentes no Sumário Executivo do Programa Mensal de Operação (PMO) para a semana de 15 a 21 de fevereiro. Segundo a Resolução Homologatória nº 1.667 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os altos custos demandam um racionamento de 5%, para evitar impactos financeiros elevados no sistema.
"Todavia, as regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte encontram-se em pleno período úmido, o que conduz à expectativa de reversão do atual cenário hidrológico", afirma o documento, que indica que a demanda será totalmente atendida. "Os valores obtidos para a função de Custo de Déficit não inplicam acionamento de medidas de redução compuslória de consumo", destaca o ONS.
Esta é a segunda vez seguida que o documento indica valores na energia marginal que superam o limite de déficit da Aneel mas sem que o ONS determinasse o racionamento. O documento, publicado na noite desta sexta-feira, indica que o consumo de energia em fevereiro será 13,8% superiro registrado ao mesmo mês do ano passado, por causa da ausência do feriado de carnaval neste mês e pela onda de calor. Na semana anterior, o documento previa uma alta de consumo ainda maior: 15%.
(Bruno Rosa/O Globo)

Monday, February 10, 2014

A bailarina empoeira: histórias do povo de Brasília


Empresa paga 14º salário para funcionário que ler um livro por mês


Uma empresa de Cáceres (MT) encontrou uma maneira de incentivar a produtividade dos funcionários e incentivar o hábito da leitura. A rede de concessionárias Cometa paga um 14o salário no fim do ano para quem ler um livro por mês, desde que a sua unidade bata as metas de venda.
Para comprovar a leitura, é necessário entregar um resumo ou resenha da obra. Cada concessionária da Cometa tem 200 a 300 livros disponíveis e a taxa de adesão ao programa Cometa Leitura chega a 95%. Para Cristinei Melo (foto), presidente do grupo, é uma maneira de manter os funcionários "sempre atualizados".

Além disso, a empresa tem um programa de MBA, chamado de Universidade Cometa, direcionado para a formação de administradores de concessionárias. “A cada trimestre eles têm uma matéria e aí os funcionários vão recebendo um suporte daquilo que vem no dia a dia do trabalho”.
Quem teve a ideia do programa de leitura e da formação continuada na empresa foi Francis Cruz, o proprietário da empresa. Cruz começou seus negócios aos 12 anos de idade, vendendo coxinha de porta em porta e só concluiu o Ensino Médio. A intenção foi melhorar a formação dos funcionários.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/empresa-paga-14o-sal%C3%A1rio-para-funcion%C3%A1rio-que-ler-152031445.html

Wednesday, February 05, 2014

Feitiço Mineiro apresenta: O show BRASILIENSES, com o grupo MALAIKA



Nesta próxima sexta-feira, 07/02, às 21:30 h, o grupo MALAIKA apresentará, no Restaurante Feitiço Mineiro, uma homenagem aos compositores brasilienses e à música produzida em Brasília. 
(De Renato Russo a Clodo e Clésio, passando por Aldo Justo, Eduardo Rangel, Luiz Theodoro, entre outros).

Com os músicos:
Ligia Sanroman (voz) 
Luiz Duarte (violão)
Jorge Macarrão (percussão) 
Participações especiais: Marília de Alexandria, Márcio Bomfim, Aldo Justo, Clara Teles e Cayê Milfont.  

Feitiço Mineiro - SCLN 306 - Bloco B - Asa Norte - Reservas: 32723032.
Espetáculo recomendado para todas as idades.
Couvert: R$ 15,00