Friday, September 11, 2015

Sair dos tigres de papel para salvar as águas?

11/09/2015

Fundo do Açude Carnaubal que abastecia a cidade de Crateús, no Ceará. Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil (05/03/2015)
Fundo do Açude Carnaubal que abastecia a cidade de Crateús, no Ceará. Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil (05/03/2015)

Por Washington Novaes *
É muito inquietante a leitura do relatório Governança dos Recursos Hídricos no Brasil, com 300 páginas, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), integrada por 34 países. Ao mesmo tempo que demonstra o potencial extraordinário desses recursos no País, o documento analisa a precariedade da aplicação das normas de regulação, conflitos entre várias instâncias reguladoras (federais, estaduais, municipais, 200 comitês de bacias) – às vezes até em trechos diferentes de rios –, a disputa dos recursos advindos da cobrança pelo uso, a baixa capacidade de execução desses meios e a limitada eficácia na implementação de normas e planos dos comitês de bacias hidrográficas. Tudo tão preocupante que o relatório chega a dizer que os planos não passam de “tigres de papel” ou de “promessas a serem cumpridas por outros”.
Então, é preciso mudar quase tudo, para que o País possa desfrutar de modo eficiente sua condição de detentor de quase 12% da água superficial do planeta, que até parece posta em dúvida pelo noticiário nos meios de comunicação, tantas são as crises de abastecimento, escassez, poluição, conflitos, etc. Se os textos descentralizados são resposta adequada à diversidade física e legal e às condições locais, por outro lado desafiam a necessidade de coordenação entre demandas diferenciadas, escassez ou abundância, poluição ou tratamento – além das diferenças entre setores econômicos (geração de energia elétrica, irrigação, indústria, abastecimento domiciliar).
As tentativas mais recentes e solução partiram, em 1997, da Lei da Política Nacional de Recursos Hídricos, a que se seguiu a criação da Agência Nacional de Águas (ANA), em 2000. E já ficava clara a questão de saber qual a escala funcional adequada em cada questão concreta. Ao contrário da gestão centralizada e tecnocrática do regime militar, partia-se para uma “governança multinível, integrada e localizada dos recursos hídricos”. Mas com muitos problemas, segundo o relatório.
O primeiro deles está em que os planos de recursos hídricos em níveis nacional, estadual, local e de bacia “são mal coordenados e não chegam a ser colocados em prática, por falta de financiamento ou limitada capacidade de acompanhamento e execução”; não estabelecem prioridades ou critérios claros para “definir os recursos disponíveis e orientar as decisões de alocação para o desenvolvimento de energia hidrelétrica, extensão da irrigação e uso doméstico, entre outros”.
Outra questão central é “a incompatibilidade entre as fronteiras administrativas municipais, estadual e federais”, que levanta o problema da escala adequada. Por exemplo: quem define as normas de qualidade da água e regras de captação onde dois ou mais órgãos de gestão dos recursos hídricos são responsáveis por trechos diferentes de um mesmo rio?
Terceira: cobranças pelo uso da água (onde existem) são baixas e raramente se baseiam em estudos de acessibilidade ou em avaliação do impacto. Além disso, os comitês de bacias têm “fortes poderes deliberativos”, mas “limitada capacidade de implementação”.
Apesar da linguagem cautelosa, o diagnóstico aponta para um quadro estarrecedor, acentuado pela crise mais recente no setor, que “lançou um holofote político sobre desafios mais estruturais”, em hora de previsões sobre crescimento populacional e econômico, além de mudanças climáticas. Será indispensável que o Plano Nacional de Segurança Hídrica e o Plano Plurianual, previstos para 2016, mudem o quadro, com encontro entre as várias políticas e instâncias. E para isso o relatório faz recomendações e propõe um plano de ação.
Entre as propostas e recomendações estão: pôr os recursos hídricos como prioridade estratégica, “com benefícios econômicos, sociais e ambientais mais amplos”; fortalecer o poder e efetividade dos conselhos nacional e estaduais de recursos hídricos, “para orientar as decisões de mais alto nível”; fortalecer “a efetividade das instituições em nível de bacia” a adoção de mecanismos de preços, incluindo – o que é de extrema importância – cobranças pelo uso da água.
Há muitos outros ângulos decisivos na análise, entre eles o de que “o Conselho Nacional de Recursos Hídricos não tem desempenhado plenamente o seu papel de coordenação intersetorial”, assim como o de que “o nível de representação dos ministérios não é suficiente, o que enfraquece sua influência no processo de tomada decisões e nas orientações estratégicas”. Como avançar, então?
A imagem de “abundância de água no Brasil gera uma lacuna de conscientização que dificulta enfrentar as questões prementes”. De fato, a vazão média nacional de água chega a 180 mil metros cúbicos por segundo, de acordo com a ANA. E a retirada total de água a apenas 0,9% do volume total disponível, ou 2.373 m3/segundo em 2010, mas que cresceu 30% nos últimos cinco anos. Cerca de 50% da água captada não volta para os rios. A agricultura capta 54% do total, o abastecimento humano 25% e a indústria 17%. As perdas na distribuição urbana da água chegaram a 36,9% em 2012. E o consumo doméstico médio de água per capita era de 167,5 litros/dia, variando conforme as regiões. Só 48% dos esgotos domésticos eram coletados e 39%, tratados.
A água, conclui o relatório, “tornou-se um fator limitante para o desenvolvimento econômico, políticas de saúde pública e bem-estar no Brasil”. Se não sairmos desse emaranhado que o relatório mostra, continuaremos navegando nesse mar de “tigres de papel”.
Duas correções – No artigo de 21/8, onde escrevi que a emissão da agropecuária no Brasil era de 1,56 bilhão de toneladas, esse total era da emissão total do País. No artigo de 4/9, onde está a menção de um PIB de R$ 5,68 bilhões em 2030, o correto é R$ 5,52 trilhões. Agradeço aos leitores Mark Zulauf e Antônio Paulo B. Coutinho. (O Estado de S. Paulo)
* Washington Novaes é jornalista (e-mail: wlrnovaes@uol.com.br).
** Publicado originalmente no site O Estado de S. Paulo.

Dia do Cerrado - 11 de setembro - chuveirinho


Dia do Cerrado - 11 de setembro - buritis


Thursday, September 10, 2015

“Devemos deixar tudo e nos concentrar na água”


O “homem da água da Índia”, Rajendra Singh, esteve por 35 anos recuperando massas de água e levando-a a diferentes povoados em diferentes partes do território indiano. Foto: Stella Paul/IPS
O “homem da água da Índia”, Rajendra Singh, esteve por 35 anos recuperando massas de água e levando-a a diferentes povoados em diferentes partes do território indiano. Foto: Stella Paul/IPS

Por Stella Paul, da IPS –

Estocolmo, Suécia, 10/9/2015 – No mundo há mais de 748 milhões de pessoas sem água potável, o equivalente a mais do que o dobro da população dos Estados Unidos. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que 1,8 bilhão de pessoas, ou seja, 500 milhões a mais do que a população da China, bebem água contaminada com matéria fecal. E morrem dois milhões de pessoas por ano por falta de acesso a água.
Segundo o último informe Desenvolvimento dos Recursos Hídricos no Mundo 2015: Água Para um Mundo Sustentável, a demanda poderia crescer 55% até 2050, devido, principalmente, ao setor manufatureiro. Em um contexto em que a comunidade internacional passa do marco de erradicação da pobreza, contemplado nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), para uma agenda de desenvolvimento sustentável mais ambiciosa, a questão da água se torna mais crucial do que nunca.
Entre o barulho das autoridades perdidas em debates intermináveis e o grande número de pessoas que sofrem secas, têm sede e padecem doenças transmitidas pela água contaminada, há fontes que dizem que cerca de cinco mil meninos e meninas morrem diariamente por essa causa, e que algumas vezes conseguem se fazer ouvir lançando luz a um dos problemas mais complexos e urgentes do mundo.
Uma delas é Rajendra Singh, ganhador do Prêmio da Água de Estocolmo, também conhecido como Prêmio Nobel da Água, por seus 35 anos de compromisso com a conservação e a gestão do recurso. Singh foi apelidado de “o homem da água da Índia” e lhe é atribuída a recuperação de uma ancestral técnica para coletar a água da chuva, que deu nova vida a vários rios e levou água limpa aos encanamentos de 1.200 povoados de seu Estado natal de Rajasthan, no nordeste indiano.
Com seus caudalosos rios e seus inumeráveis tributários, que constituem um dos sistemas de água doce mais complexos do mundo, a Índia oferece um excelente estudo de caso em matéria de gestão hídrica. Aproximadamente 150 milhões de pessoas nesse país de 1,2 bilhão de habitantes vivem sem acesso a água potável, o que agrava a pobreza e apresenta sérias questões em matéria de energia, degradação ambiental e desenvolvimento sustentável.
Por ocasião da Semana Mundial da Água 2015 (de 23 a 28 de agosto), em Estocolmo, a IPS conversou com Singh sobre o futuro desse recurso escasso e incrivelmente apreciado.
IPS: O senhor sempre diz “não precisamos de novas políticas, mas de ação para a água”. A que se refere?
RAJENDRA SINGH: Na Índia não faltam políticas nem ações, há muitas leis sobre conservação, uso e gestão do recurso. Mas essas políticas e ações não são executadas de forma adequada, e por isso não há medidas concretas. Precisamos realizar trabalhos descentralizados claros sobre a gestão hídrica com um enfoque comunitário. E o trabalho do governo nesse tipo de gestão é muito importante: oferecer recursos adequados às comunidades e criar um ambiente que facilite a ação. Deve haver ações conjuntas entre governo e comunidade para administrar o recurso. Necessitamos de quatro coisas para isso: conhecimentos sobre a água, a conservação, a gestão e o uso eficiente do recurso.
IPS: O senhor disse que o governo deve criar um ambiente propício e fornecer os recursos para a ação. Costuma-se associar “recursos” com “dinheiro”, que procede do setor privado. Como responde a isso?
RS: A mudança nunca procede do setor privado. Para uma mudança verdadeira, precisamos do governo e da comunidade. Se o setor corporativo faz tudo, então, onde está a democracia? Em Rajasthan temos muitas empresas, mas também temos um parlamento da água. Mantemos os direitos comunitários ali. Conservamos um ambiente democrático. As pessoas se mobilizam. Quando a sociedade de mobiliza, os que a roubam têm de fugir. As corporações estão aqui para ficar, mas é importante que não saqueiem as pessoas e não contaminem o sistema.
IPS: Entramos na era dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Em matéria de água, o que o governo deve fazer de diferente em relação ao que fez na vigência dos ODM?
RS: Vida, fonte de renda e dignidade, os três estão vinculados à água. Na época dos ODS devemos dar a maior prioridade à água. Devemos deixar tudo por um momento e só nos concentrarmos nela. Não devemos enveredar em projetos, indicadores e no enfoque de marco lógico, mas nos mantermos concentrados no trabalho atual. Há uma enorme invasão sobre os corpos de água. Para evitar isso devemos identificá-los, demarcá-los e notificar tudo. Em muitos casos, devido à erosão, a água tem muito sedimento, e como não possui um título claro, o lobby imobiliário avança sobre as massas de água. A intrusão sobre o rio é um problema que existe na Índia, Paquistão, Nepal, Bangladesh e outras regiões. A pobreza na região (da Ásia) é o resultado de uma crise hídrica, porque se altera os direitos das pessoas. Se os respeitarmos, poderemos conseguir que a região inteira tenha um acesso adequado ao recurso. Por exemplo, a Lei Nacional de Garantia de Emprego Rural (de 2005) foi concebida para reviver e redesenhar o sistema hídrico do país. O então ministro da Agricultura, Raghunath Singh, nos visitou, viu meu trabalho e decidiu desenhar um programa dentro do qual foi possível tomar medidas a respeito.
IPS: O senhor participou da junta da Missão Limpemos o Ganges (o terceiro rio mais comprido da Índia). Poderá ser recuperado algum dia?
RS: É difícil, mas não impossível. Porém, o governo só se relaciona com engenheiros, técnicos, etc., não com filhos e filhas do Ganges, as pessoas. Se realmente incorporar as pessoas na missão, demorará no máximo dez anos para recuperá-lo. De fato, qualquer dos rios do país pode se recuperado em dez a quinze anos. Necessitamos da vontade política do governo e da participação das pessoas comuns. Sou uma fonte de esperança. Nunca a perco. Recupero o que foi danificado, essa é minha filosofia de vida. Envolverde/IPS

http://www.envolverde.com.br/opiniao/devemos-deixar-tudo-e-nos-concentrar-na-agua/

Wednesday, September 09, 2015

Poetas brasilienses fazem relançamento coletivo na noite de hoje



Escritores novos e já consagrados na cidade se juntam para lançar novamente suas obras

http://app2.correiobraziliense.com.br/access/noticia_127983242361/497940/63/eq.gif
postado em 09/09/2015 16:00 / atualizado em 09/09/2015 16:10
Os saraus poéticos se espalham por Brasília e a cidade desenvolve a tradição de poetizar seus espaços. Seja nas ruas ou em espaços fechados, a poesia brasiliense ganha seu espaço entre o público. Na noite desta quarta-feira (09/09) o Sarau Relançamentos, idealizado pelo poeta Joãozinho da Vila Planalto, vai reunir cerca de 20 autores, para relançar seus livros e trabalhos mais recentes ou que querem voltar à circulação. O evento, que começa às 20h na loja Poesia que se veste, na Vila Planalto, vai contar com 4 blocos de escritores e apresentação de 5 poetas convidados, além do show da cantora Nanih Junho. 

Nicolas Behr, nome tradicional na cidade, acredita que o sarau é uma forma de resistência e possibilita uma troca pacífica e positiva entre os artistas da cidade e estará presente relançando Brasília de A a Z . "Enquanto houver ser humano, vai ter poesia", afirma o poeta. Nicolas, que vai dividir o espaço com nomes mais recentes da poesia, conta que apesar de ter mais estrada,  gosta de participar dos eventos e realizar esse compartilhamento poético. "A escrita é uma manifestação artístitca solitária, então acho que muitos poetas gostam dessa troca, principalmente com o público. Se não há leitor, não há escritor. E gosto muito dessa turma nova de poetas que está vindo por aí, que quer criar, escrever e não mais só consumir. Eles querem deixar sua marca, sua voz, como eu queria nos anos 1970", conta o artista.

André Giusti, poeta brasiliense criador do sarau Calçada da Poesia, vai relançar o livro Voando pela noite e acredita que qualquer iniciativa que aproxime o leitor da obra e do escritor é válida. Giusti ressalta ainda que a parte mais difícil para quem publica é justamente fazer o livro circular, e eventos assim tendem a colocar em contato com a poesia quem não tomava conhecimento do gênero e até mesmo aproximar aqueles que acreditam que a poesia seja distante do dia a dia das pessoas.

“O importante é fazer a obra chegar ao leitor e a melhor forma é promover cada vez mais saraus em espaços públicos, calçadas, portas de teatro. Esse tipo sarau tem ainda a característica da troca de experiências e vivências entre quem está começando agora e quem já tem bom tempo de estrada. Acho que aqui em Brasília está havendo um convívio bem saudável entre poetas mais novos e os mais antigos. Poesia não tem idade nem para quem lê, nem para quem escreve”, destaca o escritor. 

Entre os autores estará o poeta Nicolas Behr, nascido em Cuiabá, o poeta mora em Brasília desde 1974 e lançou aqui seu primeiro livro três anos depois. Depois de uma longa trajetória traçada pela poesia, em 2015, o Instituto de Letras de Universidade de Brasília instituiu o Prêmio Nicolas Behr de Literatura. Além dele, outros nomes conhecidos na cidade apresentarão seus trabalhos entre um bloco e outro de lançamentos, os 5 poetas convidados para o sarau, Luiz Felipe Vitelli, Pedro Batista, Ceiça Targino, Adeilton Lima e Seirabeira.

Programação
Para os 4 blocos de relançamento, estarão presentes os seguintes escritores e livros:

Noélia Ribeiro- Atarantada
Joãozinho Da Vila Planalto- Meu masculino é feminino
Jorge Amancio -  Baton de amor e morte
Olivia Maria Maia Maia- Em rio que menino nada raia não ferra
Wélcio de Toledo - Poemas, visões e outras viagens
Dina Brandão - Do amor e seus descabelos
Adilson Cordeiro Didi - Meu Rastro
André Giusti- Voando pela noite
Carla Andrade - Artesanato de perguntas
Elicio Pontes - Metade de mim é versos
José Roberto - Diário blue do B
Nicolas Behr - Brasília de A a Z
Pedro Batista - Relatos sobre o amor
Menezes Y Moraes - Por favor dirija-se ao outro guichê
José Sóter - Navegante ao léu 
Lincon Lacerda - A palavra lavra
Vicente Sá - Engenho da loucura
Angélica Torres - Luzidianas
Isabella de Andrade - Veracidade 
Waleska Maux - A história de nós dois


Serviço
Sarau Relançamentos
Onde: Loja Poesia que se veste, Rua 8 Lt 8 Lj 3, Vila Planalto
Quando: 20h
Telefone: (61) 7400-1017/8173-6772-3877-7611


Arnaldo Antunes em Palavra e movimento


Arnaldo Antunes expõe mais de três décadas de produção de poemas visuais

Artista começou a criar poesias ainda na adolescência, antes de ser músico

 Nahima Maciel

Aos 15 anos, Arnaldo Antunes gostava de imprimir suas poesias em folhetos e vender em bares. Na época, estudava violão e já ensaiava composições com Paulo Miklos, colega de classe na escola. Para ganhar um dinheirinho extra, vendia versos em bares e teatros. E adorava passar horas nas gráficas acompanhando a impressão. Ele acha que está um pouco aí a origem do fascínio pela poesia visual. Os trabalhos mais antigos de Palavra em movimento, exposição em cartaz no Museu dos Correios a partir de amanhã, datam do início da década de 1980, quando o Titãs ainda era um projeto.

mais:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2015/09/09/interna_diversao_arte,497776/arnaldo-antunes-expoe-mais-de-decadas-de-producao-de-poemas-visuais.shtml

Palavra emmovimento
Abertura amanhã, às 19h, no Museu dos Correios (SCS, Qd 4, Bloco A). Visitação até 8 de novembro, de terça-feira a sexta, das 10 às 19h e sábados, domingos e feriados, das 12 às 18h.

Sarau do Cerrado - Programação de Inauguração Cerratenses


COLETIVO DE POETAS HOMENAGEIA FERREIRA GULLAR



sarau da primavera

por Menezes y Morais

Nesta sexta-feira, 11 de setembro, o Coletivo de Poetas promove o Sarau Ferreira Gullar, no Empório Mineiro (CLN 104), das 20h às 23h.
No Sarau Ferreira Gullar, o Coletivo de Poetas também homenageará a memória dos mortos do World Trade Center, vítimas da barbárie que chocou o início do século XXI, em 11 de setembro de 2001.
Amanhã, quinta-feira, 10, Ferreira Gullar completa 85 anos. O poeta maranhense radicado no Rio de Janeiro terá minipalestra sobre a sua vida e sua obra, e rodas de leituras de sua poesia, pelo Coletivo de Poetas.
DOMINGOS PEREIRA NETTO,
também poeta maranhense, radicado em Brasília (DF), além da homenagem a Gullar, fará o relançamento da sua obra poética completa, uma caixa contendo os quatro livros de poesia que publicou.
Domingos publicou: As Latitudes do Sonho; O Incêndio dos Passos; A Canção da Manhã Acessa em Teus Olhos; e O Tato das Retinas. Esses livros ganharam segunda edição num projeto editorial assinado pelo saudoso Luís Eduardo Resende (Resa).
INDICAÇÕES AO NOBEL
Ferreira Gullar – Vinicius de Moraes o chamou de “O último grande poeta brasileiro” – ganhou alguns prêmios literários, entre eles, o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, e o Prêmio Camões, considerada a mais alta distinção concedida a escritores de língua portuguesa.
Em 2002 e 2005 Gullar foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura. É autor, entre outros, de A luta corporal; Muitas vozes; e Em alguma parte alguma. São todos de poesia.
ALGUNS CONVIDADOS
Além do Coletivo de Poetas, também vão homenagear o poeta, ensaísta, crítico de arte e teatrólogo maranhense Ferreira Gullar, os convidados: Kilito Trindade, Edmilson Figueiredo e Menezes y Morais.
SERVIÇO
Sarau Ferreira Gullar, sexta-feira, 11 de setembro 2015, das 20h às 23h.
Onde: Empório Mineiro – CLN 140, Bloco B, Loja 32, fone (61) 3340. 2283 e (61) 8116.6988. Brasília (DF).
Couvert: R$ 5 (cinco reais).  

Percussionista Naná Vasconcelos divulga poesia em vídeo após início de tratamento contra câncer

 Naná disse ter recebido as primeiras doses de radio e quimioterapia e que, após o início do tratamento, passou a noite tranquilo
 

Viver/Diario - Diario de Pernambuco
Publicação: 08/09/2015 09:45 Atualização:

Desde 2001, Naná Vasconcelos comanda a abertura do Carnaval do Recife, reunindo cerca de 500 batuqueiros de 11 nações de maracatu de baque virado. Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press
Desde 2001, Naná Vasconcelos comanda a abertura do Carnaval do Recife, reunindo cerca de 500 batuqueiros de 11 nações de maracatu de baque virado. Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press

O músico Naná Vasconcelos divulgou, em seu Facebook pessoal, um vídeo no qual anuncia o início do tratamento contra o câncer de pulmão. Naná disse ter recebido as primeiras doses de radio e quimioterapia e que, após o início do tratamento, passou a noite tranquilo, sentindo inspiração até para compor uma poesia.
"Estou com a cabeça plena de vida. O pensamento cheio de músicas. Mântricas, místicas, popular e erudito. E uma imensa corrente de miscigenação de fé que vem de diferentes ramificações religiosas. Do bem pra o bem. Amém. Amem.", recitou Naná, caindo na gargalhada ao final.

O artista está internado desde 18 de agosto. Na primeira etapa, cinco sessões de rádio e quimioterapia serão realizadas em dias consecutivos, de acordo com Patrícia Vasconcelos, esposa e produtora de Naná. Depois, os intervalos devem ser estendidos para uma vez por semana.

No hospital, Naná começou a escrever, em um caderno, um livro com algumas histórias vividas por ele. Para não interromper o processo de composição, ele pediu à esposa e produtora, Patrícia, um gravador. Devido à internação, vários shows foram cancelados, inclusive os da turnê do projeto Café no Bule, com Zeca Baleiro e Paulo Petit.

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2015/09/08/internas_viver,596741/percussionista-nana-vasconcelos-divulga-poesia-em-video-apos-inicio-de-tratamento-contra-cancer.shtml