Friday, September 13, 2013

Proposta obriga Executivo a criar os concursos para estimular novos talentos.

Agência Câmara
Publicação: 13/09/2013 10:35 Atualização: 13/09/2013 10:37






A Comissão de Cultura aprovou na quarta-feira (11) o Projeto de Lei 3073/11, do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que obriga o Executivo a criar concursos regionais de literatura em todo o País. O objetivo é descobrir e incentivar novos autores. O autor argumenta que “as oportunidades de acesso ao mercado editorial são muito restritas, uma vez que as maiores editoras estão concentradas nos grandes centros”.

A proposta altera a Política Nacional do Livro (Lei 10.753/03), acrescentando os concursos na lista de projetos que o governo deve executar para incentivar a leitura e ampliar o acesso ao livro. A lei já prevê ações como:

- ampliação da leitura de textos literários nas escolas;

- adoção da hora de leitura diária nas escolas;

- acervo mínimo de livros para bibliotecas escolares como critério de autorização de funcionamento; e

- instituição de programas para exportação e venda de livros brasileiros em feiras e eventos internacionais.

A relatora na comissão, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), defendeu a aprovação do projeto. "Fomentar a realização de concursos literários de âmbito nacional e regional é uma medida interessante e de eficácia para estimular o surgimento de novos talentos e incrementar a produção literária brasileira", afirmou a parlamentar.

Tramitação

Em caráter conclusivo, o projeto será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Thursday, September 12, 2013

Grupo Choro Livre faz shows, palestras e oficinas em feira na Alemanha


O quinteto viaja nesta quinta-feira(12/9) para participar da Feira do Livro de Frankfurt. A banda também se apresentará na cidade


Irlam Rocha Lima
Publicação: 12/09/2013 07:18 Atualização: 12/09/2013 10:04
 

Viagens ao exterior são constantes na carreira do grupo, que recentemente esteve em Cuba (Renata Samarco/Divulgação 
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Viagens ao exterior são constantes na carreira do grupo, que recentemente esteve em Cuba

O grupo brasiliense Choro Livre embarca nesta quinta-feira (12/9) para a Alemanha, onde participa da Feira do Livro de Frankfurt, que será realizada de 8 a 13 de outubro e neste ano homenageia o Brasil. Nos últimos 15 anos, o grupo liderado por Reco do Bandolim já fez apresentações em outros continentes, tendo, inclusive, acompanhado a presidente Dilma Rousseff em viagem oficial à China, há dois anos. Em Brasília, o grupo destaca-se por acompanhar músicos brasileiros que tomam parte nos projetos do Clube do Choro.

A presença do Choro Livre no evento, considerado um dos mais importantes do gênero no mundo, se deu por meio de convite feito pelo Itamaraty. “Além de apresentações, faremos palestras e oficinas, basicamente focalizando o choro, gênero musical que deu origem à música popular brasileira. Tudo como parte da programação da feira”, adianta Reco do Bandolim.

Há shows marcados, também, no Instituto Goethe e em duas importantes casas de espetáculo de Frankfurt, Margarete e Jazz Keller. “Outras duas apresentações estão programadas pelo Banco do Brasil, patrocinador do Clube do Choro, mas ainda não sabemos os locais”, anuncia o bandolinista. “Para essa viagem, recebemos o convite de George Firmeza, ministro-chefe da área cultural do Ministério de Relações Exteriores; e de André Maciel, da divisão cultural do Itamaraty”, acrescenta.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2013/09/12/interna_diversao_arte,387735/grupo-choro-livre-faz-shows-palestras-e-oficinas-em-feira-na-alemanha.shtml

O nosso 11 de setembro


Mauro Oliveira Pires

Esta é a 11ª vez que se comemora o Dia do Cerrado, instituído em 2003 por meio de decreto presidencial, atendendo a proposta do Ministério do Meio Ambiente encampada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A data, 11 de setembro, foi uma homenagem ao ambientalista e artista Ary Pára-Raios, fundador do grupo artístico Esquadrão da Vida, que vem encantando nosso cenário cultural há mais de três décadas, graças ao trabalho de seus filhos, imbuídos de continuar a obra do pai, após a morte dele em 2003.

Em vida, Ary, que fez carreira no Distrito Federal, tornou-se militante apaixonado pelo bioma que o acolheu. Na Eco-92, articulou, com outros ambientalistas, um Tratado Internacional do Cerrado, a fim de chamar a atenção do mundo para esse importante conjunto de seres vivos, esquecido pela Constituição Federal de 1988.

Enquanto nos Estados Unidos o 11 de setembro remonta a uma tragédia assombrosa, no Brasil, a data é para refletir e celebrar a vida de um bioma único, rico em espécies e em diversos mosaicos vegetacionais, singular em sua geografia e, porque não, na diversidade humana que vem abrigando há milênios, como dizem os paleontólogos e arqueólogos.

Claro que há motivos para entristecimento; afinal, quase metade da área original foi destruída em menos de 40 anos e, na parte restante, poucos são os fragmentos remanescentes de maior porte. Mas tão importante quanto denunciar os crimes ambientais cometidos contra ele, é valorizá-lo.

E não poderia haver momento mais propício. Em pleno mês em que a secura é elevada, em que as queimadas e incêndios alastram-se espantosamente, o cerrado surpreende, por meio dos ipês-amarelos, floridos por poucos dias, parecendo dizer algo profundo e nos convidar para uma celebração.

Aproveitemos a ocasião para isto: reflexão e celebração. Que reflitamos sobre a ocupação desenfreada, movida pelo agronegócio de extensas monoculturas, destruindo ecossistemas, aniquilando nascentes, erodindo os solos, contaminando-os com agrotóxicos.

Que reflitamos se é realmente esse o modelo a ser exportado para as savanas africanas, enquanto aqui na sua porção norte, denominada Matopi (entroncamento entre os estados do Maranhão, Tocantins e Piauí), avança o desmatamento. Será que repetirão naquele continente os erros socioambientais praticados aqui? Esperemos que não. Esperemos que o Brasil não seja o imperialista de outrora, o novo colonizador que emula práticas de seus antigos conquistadores.

Que celebremos a diversidade da vida, que lembremos quão importante é o cerrado para o dinâmico equilíbrio ecossistêmico, para a formação das bacias hidrográficas e os estoques de carbono, graças à sua elevada biomassa. Que aproveitemos para cobrar do Congresso Nacional a tão esperada aprovação da emenda constitucional que eleva esse bioma, a caatinga e os pampas à condição de patrimônio nacional. Afinal, já são 18 anos de lenta tramitação.

Que aproveitemos para lembrar que, a cada dia, todos podem fazer alguma coisa pelo cerrado — seja diminuindo o lixo doméstico, seja na hora de eleger os representantes políticos, escolhendo aqueles realmente comprometidos com a conservação e o uso sustentável, pois 2014 está próximo.

Brasília conta com diversos lugares para essa celebração: seus parques, sua água mineral e arredores estão aí para serem visitados e para se descobrir as cores, os frutos, as flores e toda a fauna desse bioma riquíssimo. Que os próximos 11 de setembro sirvam para ampliar a consciência e a ação em favor do cerrado. Essa era e continua sendo a ideia para a instituição do seu dia.

Fonte: Correio Braziliense

Friday, September 06, 2013

O senhor teve uma?- Sim.- Então, não era comunitária!


Intervozes
Estado brasileiro processa militante e criminaliza rádios comunitárias
Jerry de Oliveira, do Movimento Nacional de Rádios Comunitárias, é acusado de resistência, ameaça, calúnia e injúria contra agentes da Anatel. Processo é tentativa de calar a voz do movimento social
por Intervozes — publicado 04/09/2013 16:28, última modificação 05/09/2013 12:57
Jerry de Oliveira

Por Bruno Marinoni*

- Gostaria de expressar minha alegria por estar aqui discutindo um tema tão relevante como o das rádios comunitárias. Eu mesmo já tive uma – disse o deputado.

- O senhor teve uma? – perguntou Jerry de Oliveira.
- Sim.
- Então, não era comunitária!
(riso geral)

Este diálogo foi presenciado por mim e tantos outros durante uma audiência pública para discutir a digitalização do rádio, realizada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Expressa um pouco da coragem, responsabilidade, clareza e irreverência de Jerry de Oliveira, militante paulista do Movimento Nacional de Rádios Comunitárias (MNRC), que hoje, assim como diversos lutadores sociais que se organizam para resistir ou enfrentar a reprodução das desigualdades, é alvo de um processo criminal.
Jerry é acusado de resistência, ameaça, calúnia e injúria contra agentes da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ao interceder a favor das rádios comunitárias em uma ação de fiscalização da agência. Após receber aviso de que haveria um processo de “fechamento” de uma emissora, Jerry flagrou agentes da Anatel e policiais militares na casa de uma das coordenadoras da emissora sem mandado judicial ou autorização dos residentes para entrar. A moradora estava de camisola, havia sido acordada e surpreendida pela Anatel. Diretor da sessão paulista da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), Jerry teria bloqueado a saída dos agentes da fiscalização e da polícia, informando que não poderiam levar o equipamento da rádio sem os documentos legais necessários e sem o devido lacre que os protegeria de adulteração e danos.
No mesmo dia, os agentes da Anatel cumpriram mandado de busca e apreensão em outra rádio comunitária. Ali, o procedimento se deu dentro da "regularidade" e eles foram recebidos por um dos diretores da emissora, acompanhado do advogado. A equipe da rádio acredita, no entanto, que a tensão inerente a esses processos induziu a um aborto da esposa do dirigente da emissora, grávida à época. Jerry procurou então o responsável pelas operações da Anatel na região e a recepção, feita por outros funcionários da agência, foi em clima de troca de provocações. Em decorrência desses dois episódios, Jerry foi acusado pelo Ministério Público. O promotor que trabalha no caso, Fernando Filgueiras, pede a condenação e pena máxima para o militante, o que poderia resultar em 5 anos e 2 meses de regime fechado.
A Artigo 19, organização internacional de defesa da liberdade de expressão, se manifestou no processo, afirmando que as acusações “tratam-se de medidas desproporcionais e antidemocráticas, que dão ensejo à autocensura”.
A atuação do Estado brasileiro contra as emissoras comunitárias vem sendo denunciada há um longo tempo pelo movimento que luta pela democratização da mídia no país. Aqui, a prática da radiodifusão comunitária sem autorização do Ministério das Comunicações é considerada crime, passível de privação de liberdade. A Convenção Americana de Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário, afirma no entanto que a responsabilização por esta prática deveria ser feita, no máximo, no âmbito civil ou administrativo.
Em março deste ano, a Artigo 19 e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) denunciaram o problema à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), considerando-o uma violação da liberdade de expressão e do direito humano à comunicação no Brasil. Casos de invasão de emissoras (ou mesmo casas) e de apreensão de equipamentos por agentes da Anatel, acompanhados de policiais, sem ordem judicial, são denunciados de forma constante. Cerca de 11 mil rádios comunitárias foram fechadas nos últimos oito anos no Brasil.
A realidade é que a política definida pelos governos e legisladores brasileiros para a radiodifusão comunitária tem sido marcada pela repressão. Em vez de fomentar o desenvolvimento do setor, garantindo a liberdade de expressão e a efetivação do direito à comunicação dessas comunidades, o Estado brasileiro opta por sufocar essas vozes. A própria legislação e os entraves burocráticos empurram para a ilegalidade os comunicadores populares, depois rotulados de "foras-da-lei" pelas rádios comerciais, que combatem ferozmente a “concorrência” daqueles que querem fazer da comunicação mais do que um mercado a ser explorado.
O processo contra Jerry de Oliveira não resultará no fim da luta e mobilização das rádios comunitárias no Brasil, unidas para defender seu companheiro. Mas sem dúvida é uma tentativa de calar um dos setores mais combativos das organizações populares de nosso país. Sua possível condenação não será apenas mais uma prova de que as comunicações no Brasil continuam sob controle do poder político e econômico das grandes emissoras. Mas também a comprovação que o Estado brasileiro, através dos seus mais diferentes braços, viola o direito à liberdade de expressão de seus cidadãos e cidadãs.

*Bruno Marinoni é repórter do Observatório do Direito à Comunicação e doutor em sociologia pela UFPE.

Malaika no Nosso Mar, com Ligia Sanroman, Hugo Coelho e Jorge Macarrão


Monday, September 02, 2013

Poemação no Beijódromo - Sarau do Beijo - Homenagem a Ivan da Presença

Poemação no Beijódromo
 Sarau do Beijo
Homenagem a Ivan da Presença

A Fundação Memorial Darcy Ribeiro no campus da Universidade de Brasília, conhecido como Beijódromo, abre as portas do memorial para a poesia do Distrito Federal. O Sarau do Beijo pretende dar ênfase à poesia brasiliense, divulgando seus poetas e sua poesia, na multiplicidade de sua expressão.
No dia 3 de setembro de 2013, terça-feira, acontecerá na FUNDAR, o Beijódromo, o Sarau do Beijo, que tem a curadoria do Poemação e homenageia neste mês de setembro pelo seu trabalho em prol cultura do DF e apoio dado a escritores e poetas da idade, o empresário cultural Ivan da Presença. 
 
A poeta Cristina Bastos com os poetas Alexandre Marino, Jenário de Paula e Paulo Roberto Miranda darão o tom poético na homenagem. A atriz Raquel Ely mostra o seu talento na interpretação de poetas consagrados como Manuel Bandeira, Quintana, Drummond dentre outros, Marina Andrade canta s versos de Augusto dos Anjos. A música terá a participação especial de Joaquim Barroncas com o seu saxofone e o som acústico do coletivo Dialeto Sound Crew.
Alexandre MarinoJosé Alexandre Marino Gomes nasceu em Passos, MG. Jornalista,  publicitário e escritor veio para Brasília em 1982. Premiado em vários concursos literário. Atualmente é funcionário do Ministério da Educação (MEC). Foi repórter de alguns importantes jornais brasileiros. Poeta publicou até o momento, cinco livros. Tem textos em diversas antologias e editou revistas culturais.
Cristina Bastos – Maria Cristina Bastos Junqueira nasceu em Uberlândia veio para Brasília em 1972. Formada em Educação Artística. Sua atividade não se limita à poesia — é artista plástica e fotógrafa, e se orgulha de ter pertencido ao grupo “Ladrões de Alma”, que promoveu várias exposições em Brasília. Escreve desde 1972 e tem poemas publicados nas Antologias Poéticas Hélio Pinto Ferreira, volumes X, XI e XII, e em Intimidades Transvistas (Editora Escrituras), 1997, coletânea de poemas inspirados na obra do artista plástico Valdir Rocha. Tem dois livros publicados.
Jenário de Paula - Jenário de Fátima Rodrigues é hoje considerado por muitos um dos melhores sonetistas da atualidade. Autodidata, começou a escrever sonetos em meados de 2004, seus poemas são encontrados circulando pela Net, em sites, blogs, comunidades, orkut... Muitos dos seus sonetos foram transformados em vídeos e podem ser visualizados nos sites afins. Participou de antologias e prefaciou inúmeros livros. 
Paulo Roberto Miranda - Varadero é o pseudônimo do poeta Paulo Roberto Cardoso de Miranda veio para Brasília em 1959, antes da inauguração. É um dos organizadores e compositores do Pacotão, pretende escrever muita poesia, esculhambar muitos governos com o bloco, porque acredita na revolução pela força das palavras, das ideias,  dos exemplos e das pessoas generosa.
Dialeto Sound Crew ou DIALETO MC's em processo de gravação do seu primeiro CD,  é um coletivo com influencias Reggae, Rap, Soul, R&B e música brasileira, que reflete a diversidade e a miscigenação presente no Brasil. Original do DF, é a sintetização de ritmos, culturas, e ideias de revolução tanto espiritual quanto social. O grupo é formado por um DJ e quatro vozes: DJ Janna e os vocalistas Dudulino, Heitor Valente, Jocilaine Oliveira e Apoena Ferreira, que apresentam letras de autoria própria utilizando a dinâmica do "Sound System". 
O poeta Nicolas Behr entrevista o empresário cultural Ivan da Presença o homenageado da noite. Marina Andrade com uma leitura musical de Augusto dos Anjos, a atriz Raquel Ely interpreta poetas da literatura brasileira e o luxuoso sax de Joaquim Barroncas completa a homenagem.   
O evento tem a curadoria dos poetas Marcos Freitas e Jorge Amancio e ocorre toda a primeira terça-feira do mês no Memorial Darcy Ribeiro, o Beijódromo, ao lado da reitoria da UnB.
Poemação no Beijódromo
Sarau do Beijo
Dia 3 de setembro de 2013 – Terça-feira
Das 19:00 as 21:00
Entrada Franca

A voltagem lírica de Graça Vilhena

A voltagem lírica de Graça Vilhena Pablo Cavalcante - especial para Entretextos

No último dia 15, a poetisa piauiense Graça Vilhena esteve lançando seu mais novo livro. Pedra de Cantaria traz poemas até então inéditos.
Confira entrevista inédita com a autora..
Pedra de Cantaria. Por que a escolha desse título metalinguístico?
Pedra de Cantaria é uma pedra que é cortada para o trabalho, por exemplo, a pedra portuguesa, o paralelepípedo de rua, ou o bloco de mármore. É uma pedra que já vem cortada. A ideia é que  vou trabalhar essa pedra, que é a palavra; para que, de qualquer maneira, seja uma obra bonita para ser apreciada; ou seja uma obra social, que envolva o pedreiro que trabalha na rua... Essa é a mensagem: a poesia não é algo fácil de ser feito.
Sua poesia é recheada de lirismo, no dizer do professor Cineas Santos, "lirismo em alta voltagem". O que é lirismo pra você?
O lirismo, pelo que entendo, pode acontecer em qualquer texto, até em filmes. É aquele momento que emociona e envolve o leitor. Nesse caso, seria uma poesia que emociona. Além de ser a presença do eu lírico, que é aquele que vai expressar os sentimentos e as emoções dele com relação a ele mesmo e ao mundo.
O que, na sua concepção, define sua poesia?
Eu acho que poesia é uma maneira de olhar pras coisa. Eu falo assim: um leitor de poesia é um poeta que não escreve. Quem vai escrever tem um olhar que dali vai partir uma ideia, que, ao contrário do que pensamos, não é inspiração. Minha poesia, no meu entender, parte de uma ideia.
É um trabalho mesmo, um trabalho intelectual. Um trabalho difícil, porque é sintético, porque você tem que dar novos significados a palavra. Às vezes, você a uma palavra gasta pelo uso  uma nova roupagem; trabalha a figuração; trabalha outros recursos que são poéticos. Eu acho que o poeta já nasce pré-disposta a fazer isso, que é esse olhar sobre as coisas, olhar do qual ele consegue tirar i uma expressão literária; uma coisa que vá envolver o leitor, ou também causar protesto. A poesia pode servir pra tudo.
É possível contar um pouco da construção desse livro?
Esses poemas, eu venho construindo esporadicamente. Eu venho juntando alguns poemas... Uns saíram com facilidade, outros não, demoraram mais para serem feitos.  O certo é que eu já tinha esses poemas há muito tempo prontos, porque eu já tinha a pretensão de editar. Não foi algo que eu fizesse  agora.
Há grande identificação do público feminino com sua poesia, conforme foi visto no SALIPI. A que você credita essa identificação?
Ao meu olhar sobre a mulher. Eu não vejo nunca a mulher como uma flor, ou um ser sinônimo de sensibilidade. Nada disso! A mulher é muito forte, eu acho que é com isso que o público se identifica. Há também uma identificação na própria concepção do amor, porque na minha poesia, o amor não tem nada de romântico. É um amor bem realista, do jeito que ele acontece hoje, aquele amor que começa e termina, não é aquele eterno amor.
O homem talvez possa se identificar também, mas a mulher fala mais. Ela se expressa mais.
“Faço de conta
que o amor
é copo d´água
basta-lhe a sede
e não o mar”
(Sede. Graça Vilhena)
Sua avó foi poetisa e membro da Academia Piauiense de Letras. De que forma isso lhe influenciou como escritora?
Acho que, mesmo que ela não existisse, eu seria poeta. A poesia veio pela genética. Não sou apenas eu, tenho um primo, já falecido, tem meu irmão que também é poeta. Essa carga lírica que ela nos deixou é muito boa. Foi ela que me alfabetizou e ela me ensinou uma coisa muito interessante: Nos aprendemos a ler para ler.
Lembro que eu comecei a ler cedo. Por volta dos doze anos, eu já havia lido Espumas Flutuantes, de Castro Alves. Ela me deu todos os poetas, por isso, não posso dizer por qual deles eu fui mais influenciada, porque foram tantos. Essa poesia foi construída através de leituras, através de muito tempo, desde os clássicos até os modernistas. Foi assim que ela me influenciou, por proporcionar a leitura.
Ela gostava muito de soneto, então eu escrevia um soneto pra agradá-la e um outro poema ao eu gosto.
Você gostaria de deixar algum recado para os leitores do Entretextos?
Eu passei muito tempo com os meus poemas guardados, sem que ninguém soubesse da sua existência. Por causa da timidez, ninguém quer mostrar, pensa que não escreve bem, mas eu sei que tem muitos jovens que escrevem poesias e que nasceram pra serem poetas. Nós temos que aprender com o tempo, se com o tempo ele abandona, não nasceu para aquilo, mas eu sei que tem muita gente por aí com textos guardados na gaveta. Eu peço que batalhem e corram atrás, porque nos queremos conhecer suas produções. 
Fonte:
 

Deus e o Diabo na Terra do Sol (trailer original) - Glauber Rocha, 1964

Tuesday, August 27, 2013

Festival "500 Anos de Música Alemã"


No dia 27 de agosto, às 20h, será inaugurado oficialmente o Festival "500 Anos de Música Alemã" com o concerto do músico alemão Sebastian Manz, no Teatro Nacional de Brasília. O evento faz parte da programação da "Temporada da Alemanha no Brasil 2013-2014". O renomado clarinetista alemão se apresentará com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, sob a regência do maestro Claudio Cohen. Sebastian Manz também se apresentará no dia 29 de agosto, às 20h30, com a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, sob a direção do maestro alemão Gottfried Engels, no Teatro da Escola Basileu França em Goiânia.
Como parte da série de concertos "500 Anos de Música Alemã", serão realizados nos próximos meses muitos concertos com renomados solistas e maestros alemães em Brasília, Goiânia e Anápolis. O programa dá uma visão geral de mais de 500 anos de história da música alemã, do barroco ao moderno. Entre os parceiros para a realização do Festival estão o Goethe-Zentrum Brasília, a Secretaria de Cultura do GDF, o Teatro Nacional Cláudio Santoro, o Governo de Goiás, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e o Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França.
Confirme sua presença e aproveite para conhecer nossas novidades em nossa página do Facebook: https://www.facebook.com/events/206133456214566/?ref=3
Sobre o clarinetista alemão Sebastian Manz
Sebastian Manz é um dos mais conhecidos solistas e músicos de câmara de sua geração, tendo recebido diversos prêmios, entre eles o ECHO Klassik em 2011 e 2012, um dos mais importantes prêmios de música erudita da Alemanha. Além disso, o músico já produziu oito CDs com um repertório muito versátil que demonstra seu estudo estilístico da música e do seu instrumento.
Na temporada de 2013/14 Manz é artista convidado, entre outros, na Beethovenfest em Bonn, na Suécia, nos Países Baixos, na Suíça e na Espanha. Esta será sua primeira apresentação no Brasil.
Sobre a Temporada da Alemanha no Brasil:
Sob o lema “Alemanha + Brasil - Onde ideias se encontram” serão realizados de maio de 2013 a junho de 2014 inúmeros eventos em todo o país. O objetivo é transmitir uma imagem abrangente e atual da Alemanha, dar visibilidade à diversidade e à amplitude dos contatos bilaterais, assim como gerar novos impulsos para a parceria entre os dois países.
A Alemanha quer se apresentar em “360 graus”, ou seja, em todas as áreas, como economia e tecnologia, ciências, cultura, meio ambiente, educação, esporte e estilo de vida. As iniciativas em parceria já existentes devem ser reforçadas e novos caminhos apontados para se encontrar soluções comuns para a realização de atividades futuras relevantes.
A Temporada foi aberta oficialmente no dia 13 de maio pelo Presidente da República Federal da Alemanha, Joachim Gauck, e a Presidenta Dilma Rousseff que assumiram o patrocínio da iniciativa. A programação da Temporada da Alemanha está disponível no site:www.alemanha-e-brasil.org
PROGRAMA:
27 de agosto de 2013, 20h, Teatro Nacional
Concerto de Carl Maria von Weber para clarineta e orquestra No. 2 Es-Dur op. 74 com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro 

Solista (clarineta): Sebastian Manz

Regente: Claudio Cohen
Entrada gratuita

Livro Ruídos Mentais, de Luiz C. V. Martins


A bailarina empoeirada - histórias do povo de Brasília


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Monday, August 26, 2013

Terceira Bienal do B começa nesta terça-feira com artistas e poetas locais


Renato Matos, Simone Guimarães, Clara Telles, Dialeto MCs, Eliab Lira, Afonso Gadelha e a banda Oficia Blues se apresentam na Bienal

Publicação: 26/08/2013 08:42 Atualização: 26/08/2013 09:25

O objetivo é mostrar que Brasília tem uma poesia universal, que tem um plano B, mesmo sem apoio do governo%u201D, declara Luiz Amorim (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
O objetivo é mostrar que Brasília tem uma poesia universal, que tem um plano B, mesmo sem apoio do governo, declara Luiz Amorim

A 3ª edição da Bienal do B pretende mostrar como a cultura da cidade é universal e agrega as diversas linguagens. O evento, organizado pelo Açougue Cultural

T-Bone terá, neste ano, participação de artistas como Renato Matos, Simone Guimarães, Clara Telles, Dialeto MCs, Eliab Lira, Afonso Gadelha e a banda Oficia Blues, entre outros. Também estão confirmadas as participações dos poetas Nicolas Behr (o homenageado deste ano), Jorge Amâncio, Amneres Pereira, André Giusti, Vicente Sá, Dina Brandão e Fabrizio Morelo.

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De acordo com o promotor cultural do T-Bone, Luiz Amorim, o evento vai durar quatro dias com debates, feira literária e apresentações musicais intercaladas com os versos de mais de 100 poetas — cerca de 25 por dia. “O objetivo é mostrar que Brasília tem uma poesia universal, que tem um plano B, mesmo sem apoio do governo”, declara. Apesar de ter no nome “bienal”, o evento acontece anualmente como uma forma de protesto. A ideia, segundo Amorim, é que a Bienal aconteça sempre no fim de agosto, para garantir a tradição da data.


Friday, August 23, 2013

T-Bone promove a 3ª bienal de poesia e literatura


O evento acontece de 27 a 30 de agosto na 113 Norte, em Brasília- DF.

Programação:
http://www.t-bone.org.br/index.php/t-bone-cultural/bienal-poesia/

Poemação no Beijódromo - Sarau do Beijo - Homenagem a Ivan da Presença



Poemação no Beijódromo
 Sarau do Beijo
Homenagem a Ivan da Presença


A Fundação Memorial Darcy Ribeiro no campus da Universidade de Brasília, conhecido como Beijódromo, abre as portas do memorial para a poesia do Distrito Federal. O Sarau do Beijo pretende dar ênfase à poesia brasiliense, divulgando seus poetas e sua poesia, na multiplicidade de sua expressão.

No dia 3 de setembro de 2013, terça-feira, acontecerá na FUNDAR, o Beijódromo, o Sarau do Beijo, que tem a curadoria do Poemação e homenageia neste mês de setembro pelo seu trabalho em prol cultura do DF e apoio dado a escritores e poetas da idade, o empresário cultural Ivan da Presença. 
 
A poeta Cristina Bastos com os poetas Alexandre Marino, Jenário de Paula e Paulo Roberto Miranda darão o tom poético na homenagem. A atriz Raquel Ely mostra o seu talento na interpretação de poetas consagrados como Manuel Bandeira, Quintana, Drummond dentre outros, Marina Andrade canta s versos de Augusto dos Anjos. A música terá a participação especial de Joaquim Barroncas com o seu saxofone e o som acústico do coletivo Dialeto Sound Crew.

Alexandre MarinoJosé Alexandre Marino Gomes nasceu em Passos, MG. Jornalista,  publicitário e escritor veio para Brasília em 1982. Premiado em vários concursos literário. Atualmente é funcionário do Ministério da Educação (MEC). Foi repórter de alguns importantes jornais brasileiros. Poeta publicou até o momento, cinco livros. Tem textos em diversas antologias e editou revistas culturais.

Cristina Bastos – Maria Cristina Bastos Junqueira nasceu em Uberlândia veio para Brasília em 1972. Formada em Educação Artística. Sua atividade não se limita à poesia — é artista plástica e fotógrafa, e se orgulha de ter pertencido ao grupo “Ladrões de Alma”, que promoveu várias exposições em Brasília. Escreve desde 1972 e tem poemas publicados nas Antologias Poéticas Hélio Pinto Ferreira, volumes X, XI e XII, e em Intimidades Transvistas (Editora Escrituras), 1997, coletânea de poemas inspirados na obra do artista plástico Valdir Rocha. Tem dois livros publicados.

Jenário de Paula - Jenário de Fátima Rodrigues é hoje considerado por muitos um dos melhores sonetistas da atualidade. Autodidata, começou a escrever sonetos em meados de 2004, seus poemas são encontrados circulando pela Net, em sites, blogs, comunidades, orkut... Muitos dos seus sonetos foram transformados em vídeos e podem ser visualizados nos sites afins. Participou de antologias e prefaciou inúmeros livros. 

Paulo Roberto Miranda - Varadero é o pseudônimo do poeta Paulo Roberto Cardoso de Miranda veio para Brasília em 1959, antes da inauguração. É um dos organizadores e compositores do Pacotão, pretende escrever muita poesia, esculhambar muitos governos com o bloco, porque acredita na revolução pela força das palavras, das ideias,  dos exemplos e das pessoas generosa.

Dialeto Sound Crew ou DIALETO MC's em processo de gravação do seu primeiro CD,  é um coletivo com influencias Reggae, Rap, Soul, R&B e música brasileira, que reflete a diversidade e a miscigenação presente no Brasil. Original do DF, é a sintetização de ritmos, culturas, e ideias de revolução tanto espiritual quanto social. O grupo é formado por um DJ e quatro vozes: DJ Janna e os vocalistas Dudulino, Heitor Valente, Jocilaine Oliveira e Apoena Ferreira, que apresentam letras de autoria própria utilizando a dinâmica do "Sound System". 

O poeta Nicolas Behr entrevista o empresário cultural Ivan da Presença o homenageado da noite. Marina Andrade com uma leitura musical de Augusto dos Anjos, a atriz Raquel Ely interpreta poetas da literatura brasileira e o luxuoso sax de Joaquim Barroncas completa a homenagem.   

O evento tem a curadoria dos poetas Marcos Freitas e Jorge Amancio e ocorre toda a primeira terça-feira do mês no Memorial Darcy Ribeiro, o Beijódromo, ao lado da reitoria da UnB.

Poemação no Beijódromo
Sarau do Beijo
Dia 3 de setembro de 2013 – Terça-feira
Das 19:00 as 21:00
Entrada Franca