Wednesday, February 27, 2008

MANIFESTO DE LANÇAMENTO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL CASA DAS ARTES



Já provei que sou mais forte
que a dureza deste chão.
De esperanças são meus olhos;
de coragem o coração.
De poesia, canto e sonhos
ergui minha construção.
ZECA TOCANTINS

Cantamos nossa música, mesmo negada, reprimida e descartada, por que sabemos que se não cantarmos as águas do rio ferverão.
Assumimos nossa pintura, nossos traços e formas imaginárias, por que sabemos que se não pintarmos o mundo com outras cores, se não reinventarmos o mundo os céus desabarão.
Clamamos nossos personagens em riso e choro por que sabemos que se não vivermos as dualidades no palco, nossas almas terão sido roubadas e os deuses enfurecidos cobrarão de nós cada aplauso não recebido, cada vaia engolida.
Projetamos nossas películas aos poucos roídas pelas traças do descaso e engolidas pela promessa de salvação na inércia, pois sabemos que nossos olhos nos serão arrancados se esquecermos a beleza de Fellini, a verdade de Serguei Eisenstein, a brasilidade de Glauber Rocha...
Recitamos nossos versos antes esquecidos nas prateleiras, nas gavetas, na garganta, pois sabemos que verso esquecido é verso morto, e a nós bastam as mortes geradas na barriga da ganância.
Lançamos nossas vozes e nossos corpos às ruas como quem se entrega ao fogo, sem temores, sem receios e gritamos sem medo: Mentira!
Mentira!
A espada que lançaram contra nós, não acertou nossos olhos.
Mentira!
Não somos escravos do medo.
Mentira!
Não somos os únicos arautos nessa marcha contra o descaso, contra os gemidos da fome à luz das noites assombrosas e dos dias escuros de falsas promessas.
Somos uma multidão!
E já sabemos identificar o cheiro, a sombra, a face, até mesmo a respiração dos nossos inimigos e marchamos contra eles, cantando, dançando, teatrando, esculpindo, pintando e poetando. Nossas armas contra a barbárie, pois não sabemos e não queremos viver de outra forma.
Lançamos nosso grito há tanto tempo espremido, rouco, tímido ou solitário por que sabemos que “se nos calarmos, as pedras falarão” .

Ato com Texto Ateliê

Nando Reis: Um Show de Solidariedade




Torquato Neto ou A Carne Seca é Servida



A segunda edição do livro "torquato neto ou a carne seca é servida", do jornalista e escritor Kenard Kruel, será lançado no próximo dia 14 de março, dia nacional da poesia, a partir das 19 horas, no espaço arte do nova brisa, na av. pres. kennedy, em Teresina, Piauí. O livro de 662 páginas é ricamente ilustrado e tem apresentação do grande poeta Durvalino Couto Filho.

Torquato Neto (Teresina – 9.11.1944, Rio de Janeiro – 10.11.1972) era poeta, compositor, letrista, cineasta, diretor, jornalista, roteirista, ator, considerado um dos "cabeça" do movimento tropicalista.


Mais sobre o livro e Torquato Neto:

http://www.torquatoneto.com.br/

http://kenardkruel2.blogspot.com/

Programação Açougue Cultural T-Bone 28.02.2008

Tuesday, February 26, 2008

Pará quer compensação para preservar floresta

26/02/2008 - 11h02

Por Gilberto Costa, da Agência Brasil

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, quer que o Estado receba "compensação" como "pagamento de serviços ambientais" para a preservação da floresta amazônica. Segundo a governadora, a estimativa é de que combate ao desmatamento ilegal trará um impacto de R$ 2,5 bilhões na economia do estado.

Para Ana Júlia Carepa, "não basta aplaudir" as ações de controle – manter a "floresta em pé" é um compromisso de toda a população brasileira. A governadora disse não ter uma proposta de compensação, mas considerou que a discussão sobre um "novo modelo de desenvolvimento" pode ser feita no âmbito da reforma tributária e cotejar aumento de repasse de recursos aos municípios e de programas de renda mínima, como o Bolsa-Família.

"Nós temos que substituir esses R$ 2,5 bilhões. Nós vamos procurar apoio do governo federal e queremos colocar essa discussão para o país, porque no estado do Pará nossa ação está contribuindo para o país inteiro e para o mundo inteiro", disse.

A governadora disse estimar que 100 mil pessoas sobrevivam no estado da exploração de madeira e carvão. E precisar de recursos para atender desempregados, reorientar atividades produtivas na agricultura e promover a recomposição florestal.

Em Brasília, ontem (25), ela participou da solenidade de lançamento do programa Territórios da Cidadania – 57 municípios paraenses receberão neste ano R$ 1,22 bilhão.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Valmir Ortega, prometeu que o combate ao desmatamento se estenderá por todo o ano e atacará focos de destruição da floresta nas regiões sul e sudeste do Pará, ao longo da Rodovia Transamazônica e da BR-222. "A idéia é desenvolver uma ação de pelo menos um ano, com foco inicial nos 12 municípios que são aqueles com o maior índice de desmatamento", disse.

O combate ao desmatamento será nos municípios de Altamira, Brasil Novo, Cumaru do Norte, Dom Eliseu, Novo Progresso, Novo Repartimento, Paragominas, Rondon do Pará, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu e Ulianópolis.

O secretário anunciou ainda que até o final do ano os governos estadual e federal deverão licitar 1,5 milhão de hectares para a concessão florestal.

(Envolverde/Agência Brasil)
Fonte: http://envolverde.ig.com.br

Plano do governo na Amazônia é tornar o desmatamento atividade antieconômica

26/02/2008 - 01h02
Por Alana Gandra, da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nessa terça-feira (25) que a operação de combate ao desmatamento na Amazônia terá efeitos imediatos sobre a derrubada da floresta. “A diminuição [do desmatamento] começa imediatamente, porque lá, de certa forma, havia um vácuo da presença do Estado”.

O ministro admitiu, porém, que a redução da atividade de extração de madeira ilegal é sempre lenta. “Lastimavelmente isso é uma atividade econômica que se comunica com determinada necessidade de sobrevivência da população da região”, disse, acrescentando que o governo do estado deve desenvolver políticas públicas que ofereçam uma saída para a população.

Genro garantiu que a Polícia Federal vai permanecer na área, e que o governo tem um plano de estabelecer naquela região dez ou 12 postos permanentes da Polícia Federal para estrangular as vias de transporte da madeira colhida ilegalmente.

A intenção do governo, segundo o ministro, é que a ação da Polícia Federal torne o desmatamento uma atividade antieconômica. “Não adianta eles abaterem porque não vão poder transportar. Nós estamos presentes naqueles pontos-chave, através dos quais as madeiras passariam para sua comercialização”, afirmou.

O ministro disse que espera implantar os primeiros postos da PF na Amazônia para coibir a ação das madeireiras ilegais ainda este ano. Genro disse que os postos irão combinar uma ação permanente, articulada com os fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e se necessário com cobertura da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional de Segurança.

“Serão postos bem equipados, com capacidade de intervir fortemente na região. E sob o comando da Polícia Federal, que é a polícia da União destinada a coibir esse tipo de delito”.

(Envolverde/Agência Brasil)
Fonte: http://envolverde.ig.com.br/

Thursday, February 07, 2008

Programação Açougue Cultural T-Bone



Programação desta quinta (07/02):

Márcio Cotrim - É carioca, jornalista, escritor e atualmente o Diretor-Executivo da Fundação Assis Chateaubriand, órgão corporativo do grupo Associados de comunicação. Foi Secretário de Cultura do Governo do Distrito Federal, é cidadão honorário de Brasília, participa ativamente da vida cultural da cidade e mantém há 18 anos uma coluna semanal no Correio Braziliense, abordando temas da atualidade local, nacional e internacional. Nos demais veículos do mesmo grupo e no jornal “O Sul”, de Porto Alegre, publica a coluna “O Berço da Palavra”, explicando a origem de palavras, expressões populares, nomes próprios, símbolos, marcas e toda a vasta gama de manifestações escritas que nos povoam o quotidiano. Cotrim ganhou em 1996 o prêmio Carlos de Laet, da Academia Brasileira de Letras, pelo livro O Sapato Alto e a Paz Mundial e o conjunto da obra, que já possui 12 títulos publicados.

Affonso Heliodoro - Amigo e auxiliar de Juscelino Kubitschek de Oliveira no governo de Minas Gerais e na Presidência da República. É presidente do Instituto Histórico e Geográfico do DF, foi fundador e é secretário-geral do Memorial JK e administra esta instituição desde sua fundação em 1995.
Bacharel pela antiga Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro, é coronel da Polícia Militar de Minas Gerais, e natural de Diamantina – MG, onde foi aluno da professora Júlia Kubitschek, mãe de JK. É uma personalidade de destaque na vida pública de Brasília, atuando principalmente na preservação e divulgação, inclusive em nível internacional, da memória de JK e do Brasil contemporâneo. Publicou, em 2005, pela Thesaurus Editora, JK – Exemplo e Desafio.


Joanyr de Oliveira - Poeta, cronista, contista, jornalista e advogado. Radicado em Brasília desde 1960. Autor da primeira obra literária editada no DF, 1962. Eleito presidente da ANE – Associação Nacional de Escritores (2007-2009). Ex-funcionário da Imprensa Nacional (Revisor) e da Câmara dos Deputados, onde redigia discursos, etc. Tem poemas e contos publicados no exterior: Argentina, Canadá, EUA, Portugal, Itália, Espanha, França e Índia. Mais de trinta livros de poesia e prosa publicados. Recebeu mais de 30 prêmios em concursos literários.

Luiz Carlos Guimarães - Durante dois anos, o engenheiro aeronáutico e jornalista Luiz Carlos Guimarães da Costa se deu a uma tarefa que exigiu paciência, disciplina, esforço físico e fôlego de pesquisador persistente. O resultado é a primeira obra que registra a história da literatura praticada pelos que aqui, em algum momento, moraram.” Conceição Freitas em Literatura Brasília in Crônica da Cidade, Correio Braziliense, Brasília, nov. 2005. Pela editora Thesaurus, de Brasília, está lançando o volume de 439 p., com o título História da Literatura Brasiliense. Esta História é fruto de um sério, laborioso e competente esforço que o levou a pesquisar as obras, as atividades, a vida dos autores elencados em sua lista de escritores de Brasília.


Apresentação musical:
Juliana Valentim - Brasiliense, jornalista e cantora. Formou-se em violão popular pela Academia BSB Musical e em jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília. Durante os últimos cinco anos viajou pelo mundo, se apresentando em lugares como o famoso Parque Olímpico, na cidade de Sydney, Austrália. Durante esse tempo, também colecionou histórias para o seu primeiro livro, “Manuscritos de um viajante”, uma coletânea de contos e crônicas lançado recentemente pela editora All Print. Agora, de volta ao Brasil, ela apresenta o projeto Manuscritos de um viajante musical, um encontro entre música e literatura. O show traz várias composições próprias e conta com a participação especial dos músicos Marcelo Lima (bandolim) e Léo Barbosa (percussão).


Recital poético:
Lurdiana Araújo - Professora, escritora e poetisa. Natural de Tocantins, radicada em Brasília há quinze anos. Formada em Artes e Pós-graduada em Arteterapia e Especialista em Arte-Educação e Tecnologias Contemporâneas. Publicou o livro Querido Mundo (poesia), 2005. Participação em antologias: Letras de babel III – Abrace Editora – Brasil/Uruguai; Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 35 – CBJE/RJ; Geografia Poética do Distrito Federal – Thesaurus Editora . Sua poesia foi premiada recentemente na Itália.

Exposição fotográfica:
Marcelo Maiolino – Exposição de “Ângulos”, primeira exposição individual do jornalista e fotógrafo. Trata-se de uma referência aos diferentes tipos de visões que um olhar curioso pode ter em uma cidade cinematográfica e fotogênica como Brasília. Já participou de várias exposições coletivas, entre as quais a promovida pelo Sesc-DF, no ano passado, quando uma de suas fotos foi escolhida como uma das 40 melhores entre mais de 900 avaliadas pela comissão julgadora do Concurso Marc Ferrez de fotografia.

Informações:
Data: 07/02
Horário: 20 horas
Local:Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
Tel: (61) 3963-2069
www.t-bone.org.br

Thursday, January 31, 2008

Concurso artístico "Visões da Europa"



Estão abertas as inscrições para o concurso artístico "Visões da Europa" que escolherá as obras a serem expostas em exposição do mesmo nome, no Museu Nacional de Brasília, em maio de 2008. O primeiro prêmio desse concurso é uma viagem de 5 dias, pela TAP, a qualquer destino na Europa servido por essa companhia, com pagamento de diária. Além disso, haverá um catálogo com as obras escolhidas.

Ficou interessado? Então, entre no site www.semanadaeuropa.org.br e veja o regulamento. Participe, concorra, contribua para o sucesso da 4ª Semana da Europa!

Goethe-Zentrum Brasília
SEPS-EQ 707/907 Conj. F Salas 103 a 137
70390-078 Brasília-DF
Brasilien/Brasil
Tel. +55 61 32446776
Fax +55 61 32444884
diretor@brasilia.goethe.org
www.goethe.de/brasilia

Wednesday, January 30, 2008

MANIPULOVAT EMOCÍ



I don´t know what is coming on
I don´t know where I´m going to
Do I really do only
what I can do?
Manipulovat emocí ...
Cyniké emocí ...
Non, mercí!
I don´t like it
Will ich wirklich das nicht?
I don´t want it,
this or that ...
I just wanna go
irgendswo –
Along the street
Perhaps I can find
- cá o allá -
Vášeň platonická

Do livro: Staub und Schotter, 2008.

Para adquirir o livro: www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9030995&sid=74115020313226344584235846&k5=2C0AC4C7&uid=

REGEN UND SONNE



betörende Musik durchdringt meinen Körper
unterirdische Flüsse überqueren die Klage des Tages
Morgengrauen – Abenddämmerung
Die Errinnerungen künftiges Feuer bringen mir Gewitter in der Nacht
Wer hat von Regen und Sonne gesprochen?
Zerbrechliche Zeit gegen die Harmonie des Schicksals klopf an meine Tür
am Rand des Nachmittages
des Berges
des Tales.


betörende Flüsse am Morgengrauen
unterirdische Musik an der Abenddämmerung
Klage des Körpers an des Tages
Künftiges Gewitter und Erinnerungen einer Nacht
Regen und Sonne –
Harmonie der Zeit –
Schicksalstür
am Rand des Nachmittages
des Tales
des Berges.

Do livro: Staub und Schotter, 2008.

Para adquirir o livro: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9030995&sid=74115020313226344584235846&k5=2C0AC4C7&uid=

Tuesday, January 29, 2008

VIVÊNCIAS



as caatingas
como os sertões
estão
em toda parte
de minha solidão

Do livro: Raia-me fundo o sonho tua fala, CBJE, Rio de Janeiro, dez-2007.
Capa e ilustrações de Manoela Afonso.

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9044865&sid=74115020313226344584235846&k5=2C0AC4C7&uid=

MINHA SENHORA

não trago na sacola,
esmola.
trago apenas poesia, minha senhora.

não trago no corpo,
estorvo.
trago apenas magia, minha senhora.

não trago na voz,
algo feroz.
trago apenas cantoria, minha senhora.

não trago na mão,
flores.
trago apenas amores, minha senhora.

não trago no olho,
maldade.
trago apenas saudade, minha senhora.

não trago na vida,
glórias.
trago apenas memórias, minha senhora.

Do livro: Raia-me fundo o sonho tua fala, CBJE, Rio de Janeiro, dez-2007.

Adquirir o livro em: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9044865&sid=74115020313226344584235846&k5=2C0AC4C7&uid=

Monday, January 28, 2008

Inscrições para o IV Festival Nacional de Violão do Piauí terminam dia 31

O festival acontece de 21 a 24 de fevereiro
Os amantes das cordas têm até o dia 31 deste mês para fazer suas inscrições e garantir a sua participação na quarta edição do Festival Nacional de Violão do Piauí (Fenavipi), que conta com o patrocínio da Petrobras através do Instituto Moreira Sales, e acontece de 21 a 24 de fevereiro, em Teresina.

O Festival, que vai distribuir eventos entre a Oficina da Palavra, Teatro do Boi, Cine-Teatro da Assembléia Legislativa e Teatro João Paulo II (Dirceu); contará ainda com o Concurso de Interpretação Violonística, palestras para músicos avançados, palestras para iniciantes e recitais com violonistas de renome nacional e internacional.

O Concurso de Interpretação Violonística vai premiar o primeiro colocado (Prêmio Turíbio Santos) com R$ 2 mil. O segundo colocado (Prêmio Raphael Rabello), receberá R$ 1,5 mil e o terceiro colocado (Prêmio Baden Powell), receberá R$ 1 mil.

Deste concurso, poderão participar violonistas de qualquer idade e de qualquer nacionalidade. Para tanto, os interessados devem enviar para a Oficina da Palavra (Rua Benjamin Constant, n° 1.400, CEP: 64280-010, Centro, Teresina-PI. Telefone: (086) 3223-4441), por carta registrada ou sedex, uma gravação em cd de duas peças ou obras cuja duração seja entre 10 a 15 minutos de música, sendo uma peça original para violão de um compositor tradicional (anterior ao repertório Segoviano) e outra de compositor moderno (a partir do repertório Segoviano), acompanhadas das devidas partituras.

Com relação às palestras, músicos como Henrique Pinto, Gilson Antunes, Fabio Zanon, Ana Vidovic, Nonato Luiz, João Carlos Victor, Erisvaldo Borges e Gilberto Guimarães, vão discutir temas como 'Um olhar pedagógico', 'Interpretação no Violão das Obras para Alaúde de Bach' e 'Luteria Violonística'.

Nos recitais, os teresinenses poderão apreciar os talentos de artistas como a croata Ana Vidovic, conhecida dos amantes do violão erudito por ter, ainda infante, vencido inúmeros concursos internacionais, mostrando, ainda jovem, a futura e promissora carreira.

Outros destaques, são: Fabio Zanon (São Paulo), Erisvaldo Borges (Piauí), Gilson Antunes (São Paulo), Henrique Pinto (São Paulo), João Carlos Victor (Bahia), Ney Conceição (Pará), Nonato Luiz (Ceará) e Sebastião Tapajós (Pará).

Para os violonistas que residem em outros estados e não querem perder a oportunidade de participar do IV Fenavipi, a organização do Festival disponibiliza alojamento para os 20 primeiros inscritos oriundos de outras localidades, desde que os mesmos enviem uma solicitação neste sentido juntamente com o material de inscrição. Mais informações na Oficina da Palavra.

Publicado em 28/1/2008 11:51:18
Fonte: Assessoria de Imprensa
http://www.portalodia.com/not.asp?ID=26136

Thursday, January 24, 2008

Geração de 1970 ganha antologia de contos

Será lançado amanhã, 25, na Sala Torquato Neto – Clube dos Diários, às 19h, o livro “Geração de 1970 no Piauí: contos antológicos”, obra que contém textos representativos de oito autores
piauienses que pertencem à referida geração. Organizado pelo contista e professor do Departamento de Letras da Universidade Federal do Piauí – UFPI, Airton Sampaio, a publicação faz alusão
aos 35 anos do surgimento do jornal Lingüinha, em Parnaíba, e aos 33 anos da edição do livro-apostila Tudo é melhor que nada, em Teresina.
Lançado sob incentivo da Lei A. Tito Filho e mediante patrocínio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Teresina, a obra faz um apanhado significativo de contos que se destacam não apenas pelo esperado engajamento político, mas também pela renovação da narrativa curta e pela consolidação
das conquistas de 1922. Textos de José Pereira Bezerra, Austregésilo Brito, Rosa Kapila, M. de Moura Filho, J. L. Rocha do Nascimento, João Pinto, Wellington Soares e do próprio Airton
Sampaio integram a antologia.
Considerada mais cultural do que somente literária, a Geração de 1970 marcou o surgimento de poetas e prosadores, músicos e bailarinos, cineastas e dramaturgos “entre tantos outros protagonistas de diversos gêneros artísticos”, explicou o contista Airton Sampaio.
Além disso, a Geração trouxe à tona a linguagem coloquial, tida pelos puristas - defensores da arte pela arte - como não-literária; temáticas, tramas, cenários e personagens marcados pelo urbano; análise introspeccional dos personagens; conexão profunda com a cultura pop, o movimento
contra cultural ou underground e intercâmbios similares; e não compromisso com a verossimilhança
plena e conseqüente ênfase na ficção.
Com a coletânea, Airton espera contribuir não só para a compreensão da evolução da história literária local, mas ainda reunir de forma criteriosa, em um só volume, textos desencadeadores
dos mais variados sentimentos. “Isso trará, quem sabe, como efeito colateral, o desenvolvimento de projetos afins e pesquisas literárias outras, ficando sublinhado, desta forma, a relevância da organização e publicação deste (livro)”, disse o professor. (BB)

http://www.portalodia.com/jornal/default.asp?d=24&m=1&a=2008&c=6

Wednesday, January 23, 2008

Terra do Gado – A conquista da capitania do Piauí na pata do boi



Terra do Gado – A conquista da capitania do Piauí na pata do boi
Afonso Ligório Pires de Carvalho

Neste livro o autor registra e interpreta aspectos históricos, sociais e econômicos da origem do Piauí, as primeiras incursões, desbravamento e colonização do seu território. A formação dos primeiros currais, a instituição de um patriarcado rural assentado na criação extensiva e numa agricultura apenas de subsistência. Parte das terras do Piauí já vinha sendo visitada desde o século XVI, muito antes da fundação, no século XVII, das primeiras fazendas nos vales dos rios Gurguéia, Piauí e Canindé. Fala também que o atual Piauí era um território que abrigava grupos tribais de diferentes etnias, porém poucas informações foram guardadas dessas culturas que desapareceram de modo violento na ocupação do território pelos europeus, quase sem deixar vestígio dos seus usos e costumes. Pesquisas recentes na Serra da Capivara concluíram que os primitivos habitantes do Piauí foram os mais antigos moradores das Américas. Explica porque o Piauí optou pela criação de gado em vez da agricultura e o papel da Casa da Torre de Garcia d`Ávila na imposição da pecuária. O latifúndio dos jesuítas que a Coroa tomou. A prosperidade e a grandeza das charqueadas que impressionaram o inglês Henry Koster. A estagnação econômica e o extrativismo. O livro assinala ainda que o Piauí só em 1823 conseguiu independência, depois de uma luta prolongada, uma cruenta guerra contra o exército português comandado pelo major (depois brigadeiro) Fidié. É um trabalho sério de pesquisa inclusive genealógica, que dá notícias também sobre algumas das primeiras famílias chegadas de Portugal e que no Piauí fincaram raízes, responsáveis em parte pela futura sociedade. O editor ISBN 9788570626684 224 páginas, 1ª edição 2007

Preço: R$ 30,00
http://www.thesaurus.com.br/produto.asp?produto=1615

Monday, January 21, 2008

10 Anos da Noite Cultural T-Bone

Jorge Antunes será homenageado em Madri

O professor do Departamento de Música (MUS) da UnB e maestro Jorge Antunes será homenageado no festival da Feira do Arco, em Madri, que acontece entre 21 de janeiro e 28 de fevereiro. Ele será o único compositor celebrado no evento, com concerto inteiramente dedicado ao seu trabalho. Antunes apresentará obras antigas e recentes para diversas formações, com um grupo composto por flauta, clarineta, piano, viola, violoncelo e computador. A cada ano, o festival é dedicado a um país diferente, e em 2008 é a vez da produção cultural brasileira. O concerto de Jorge Antunes fechará o evento, no dia 28 de fevereiro. O professor da UnB também ministra, neste mês, um curso no Laboratório de Informática e Eletrônica Musical, no Centro de Artes Reina Sofia. Seus estudos envolvem a utilização musical de figuras de construção e de linguagem.
Informações pelo site www.museoreinasofia.es.

Friday, January 18, 2008

PANORAMA VISTO DA PONTE - TORQUATO NETO

Azulejos retorcidos pelo tempo
Fazem paisagem agora no abandono
A que eu mesmo releguei um mal distante.

Faz muito tempo e a paisagem é a mesma
Não muda nunca – sempre indiferente
A céus que rolem ou infernos que se ergam.

Alguns vitrais. E em cinerama elástico
O mesmo campo, o mesmo amontoado
Das lembranças que não querem virar cinzas.

Três lampiões. As côres verde e rosa
A brisa dos amores esquecidos
E a pantera, muito negra, das paixões.

Não passa um rio enlameado e doce
Nem relva fresca encobre a terra dura.
É só calor e ferro e fogo e brasa

Que insistem como cobras enroladas
Nos grossos troncos, medievais, das árvores.
Uma eterna camada de silêncio

E o sol cuspindo chumbo derretido.
O céu é azul – e como não seria?
mas tão distante, tão longínquo e azul

TORQUATO NETO. Panorama visto da ponte. In: CASTELO BRANCO, Edwar de A. Todos os dias de Paupéria: Torquato Neto e a invenção da Tropicália. São Paulo: Annablume, 2005, p. 158.