Monday, April 30, 2007
SE TU SOUBESSES
Do que se passa pelos corações
Dos moços que não tem felicidade
Talvez sentisses minhas aflições...
Se tu soubesses que em meu peito invade
Um pranto enorme de desilusões,
Talvez tivesses de mim piedade
E me sorrissem tuas afeições...
Ai, do poeta assim desventurado
Que tanto ama e nunca foi amado!
Ai, do vivente que for como eu...
Se tu soubesses deste amor, querida,
Talvez me desses toda tua vida,
Porque sou teu, inteiramente teu!...
Alberto de Deus Nunes.
Leia mais poemas de Alberto de Deus Nunes em:
http://poemasdedeus.blogspot.com/
Monday, April 09, 2007
A hora e a vez do anjo torto
Para o professor Wellington Soares, também um dos organizadores do Salipi, a homenagem a Torquato Neto é mais do que justa, "porque Torquato contribuiu (continua contribuindo) para dar visibilidade à face luminosa do Piauí: nossa cultura. Sua arte desconcertante e arrojada nos insere no contexto da modernidade. Continua incomodamente atual", revela.
"Quando nos metemos nessa aventura de criar o Salão do livro do Piauí, uma das nossas preocupações era (continua sendo) justamente dar visibilidade à literatura Piauiense. Não me esqueço do desalento do prof. Wellington Soares, ao percorrer todos os estandes de uma bienal, em São Paulo, não encontrar um único livro de autor piauiense à vista. Foi dele a idéia de, a cada edição do Salipi, homenagear um autor piauiense de expressão. Assim, tem sido", argumenta Cineas Santos, citando nomes nesses cinco anos de vento: Mário Faustino, H. Dobal, O. G. Rego de Carvalho e Assis Brasil. "A proposta é simples: já que boa parte do Brasil insiste em nos ignorar, que sejamos conhecidos e amados pelo menos em nossa aldeia", observa.
"Torquato, estejam certos, não será apenas um "rótulo" ilustrando o Salipi; será uma presença viva entre nós. Sua obra multifacetada será discutida, avaliada, criticada e, com certeza, aplaudida. Esperamos que, ao sair do 5º Salipi, o público piauiense tenha mais uma boa razão para se orgulhar de ter nascido na Terra de Torquato Neto. Assim seja", argumenta Cineas Santos.
Um poeta que desafiava todas as convenções
Nascido em Teresina, no Piauí, filho de um promotor público e de uma professora primária, estudou em Salvador, no mesmo colégio de Gilberto Gil, de quem se aproximou aos 17 anos nas rodas artísticas de Salvador, onde conheceu também os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia. Mais tarde, em 1962, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez alguns anos de faculdade de jornalismo, sem se formar.
No entanto, Torquato exerceu a profissão de jornalista em diversos periódicos, como o Correio da Manhã (no suplemento Plug), O Sol (suplemento do Jornal dos Sports) e Última Hora, quando nos anos de 1971 e 72 escreveu sua badalada coluna Geléia Geral, em que defendia as manifestações artísticas de vanguarda na música, artes plásticas, cinema, poesia etc.
Torquato Neto também fundou jornais alternativos, o Presença e o Navilouca, que só teve um número, mas fez história. Em 1968, com o AI-5 e o exílio dos amigos e parceiros Gil e Caetano (além de outros emigrados), viajou pela Europa e Estados Unidos com a mulher, Ana Maria, morando algum tempo em Londres.
De volta ao Brasil, no início dos anos 70, Torquato ligou-se à poesia marginal e aos ícones do cinema marginal, Julio Bressane, Rogério Sganzerla e Ivan Cardoso. Também era amigo dos poetas concretistas, Décio Pignatari, os irmãos Augusto e Haroldo de Campos, e do artista plástico Hélio Oiticica. É considerado um dos vértices do movimento tropicalista, ao lado de Gil, Caetano e Capinam. Entre suas parcerias mais famosas estão Louvação (com Gil), Pra Dizer Adeus e Lua Nova (com Edu Lobo), Let's Play That (com Jards Macalé), Geléia Geral (com Caetano), Mamãe Coragem, Marginália 2. Participou da famosa foto da capa do disco Tropicália ou Panis Et Circensis, em que estão incluídos suas músicas Mamãe Coragem e Geléia Geral.
O suicídio do poeta, um dia depois de seu 28º aniversário, provocou espanto. Torquato voltou de uma festa com a mulher - que foi dormir -, trancou-se no banheiro e ligou o gás, sendo encontrado morto no dia seguinte pela empregada. Deixou um bilhete de despedida que dizia: "Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego. De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar. Pra mim, chega! Não sacudam demais o Thiago, que ele pode acordar". Thiago era o filho de três anos de idade. Artigos da coluna Geléia Geral e poesias inéditas foram reunidos no livro "Os Últimos Dias de Paupéria", organizado por Waly Salomão e a viúva Ana Maria, em 1973. Além disso, o cineasta Ivan Cardoso produziu o documentário Torquato Neto, o Anjo Torto da Tropicália. Os Titãs musicaram seu poema Go Back, que deu nome ao disco da banda de 1988.
Torquato, um ser singular, ícone de uma geração
Um artigo de quatro páginas, com fotos coloriadas, na revista Nossa História - já fora de circulação - chamou a atenção de muitos leitores: o artigo contava um pouco da tragetória de Torquato Neto, levando a assinatura do professor Edwar Castelo Branco, do Departamento de História da Universidade Federal do Piauí.
Doutor em História pela Universidade Federal de Pernambuco, com a tese "Todos os Dias de Paupéria: Torquato Neto e a invenção da Tropicália", Edwar escreveu um texto primoroso, passeando pela vida do poeta - com familiaridade surpreendente. Este foi o primeiro artigo, escrito por um piauiense, a ser emplacado na revista editada pela Biblioteca Nacional. Embora tenha talento reconhecido nacionalmente, Torquato Neto ainda é um desco-nhecido para boa parte do público brasileiro, daí a importância do artigo de Edwar Castelo Branco.
Intitulado "O Anjo Torto da Tropicália", o texto é um misto de narrativa e citações do poeta, dando uma mostra da vida e da arte de Torquato.
"Ao lado do pessimismo, é possível perceber na idealização da infância outra marca evidente na poesia de Torquato Neto. Ele parece querer capturar, com seus poemas, um instante mágico, onde o tempo não passe. São constantes, na poética torquateana, as refrências a uma infância ensolarada, distante e desejável", diz o autor no artigo, acrescentando que "historicamente, o que fez de Torquato uma espécie de ícone de sua geração foi a sua singular de ser ao mesmo tempo único e plural".
Estudioso da obra de Torquato, Edwar Castelo Branco lançou a obra "Todos os Dias de Paupéria/Torquato Neto e a Invenção da Tropicália" - proporcionando aos admiradores do poeta uma obra de primeira linha.
Publicado em 9/4/2007 13:33:54Portal O Dia - Marco Vilarinho
Monday, April 02, 2007
Show e exposições marcam lançamento do Salipi
Leia mais sobre Torquato Neto na edição desta terça-feira do Jornal O DIA.
Publicado em 2/4/2007 19:38:48Portal O Dia - Biá Boakari
Entrevista de Marcos Freitas, no V SALIPI:
http://www.45tv.com.br/45tv/video.php?id=2&p=&idcoluna=1&tab=3&n=3
Thursday, March 29, 2007
POESIA NA RODA - SARAU DO COLETIVO DE POETAS
Poetas convidados: Aline Maria; João Baiano e Wanderson Mendes Machado.
Homenagens Especiais: Aniversário de Brasília;
Dia do Índio, por Nando Potiguara;
Poetas da Inconfidência - Tomás Antônio Gonzaga (1744-1768); Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) e Alvarenga Peixoto (1744-1792) - pelo Coletivo de Poetas.
Lançamento do livro: Revistas Literárias Brasileiras - 1970 -2005 - de Paco Cac. "É um resgate da memória das revistas literárias e poéticas contemporâneas," diz o Autor.
Leitura de minicontos: O Matador; e O Outro, de Lucky de Oliveira.
Minipalestra: Como Transformar, em Gravura, um Patrimônio da Humanidade como Brasília? Por Manuela Afonso, professora e gravurista Músicos convidados:
Myriam Eduardo e Fernando Conde, voz e violão;
Daniel Kirjner, compositor, faz da cidade musa inspiradora.
Rodas de poesia: Coletivo de Poetas e o público do Rayuela.
POESIA NA RODA acontece na primeira quinta-feira. Em maio será dia 3. Em março, Ruli fez abertura, cuidou do som e Marina Andrade saudou o público, pelo Coletivo de Poetas. O sarau teve como mestre-de-cerimônias André Xingu, que homenageou o saudoso poeta José Godoy Garcia. Deram canja os poetas Alceu Brito Corrêa; Larissa Marques; Rossini Neto; Ivan Monteiro; Rodrigo Bertone; Teófilo Silva; Além Guimarães; Menezes y Morais; Jason Tércio; Nando Potiguara e Antônio Carlos Sampaio. Myriam Eduardo e Fernando Conde tiveram suas apresentações transferidas para esta quinta-feira, 5.
Friday, March 23, 2007
Itararé – A República dos Desvalidos

O diretor e dramaturgo Afonso Lima recorta um curioso momento da época da ditadura militar para compor seu novo espetáculo, Itararé – A República dos Desvalidos. A montagem satiriza o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), responsável pelo gerenciamento da habitação popular no País, criado no ano do Golpe de 64.Musicado pelo compositor e maestro Aurélio Meio, o espetáculo fala, sempre de forma jocosa, sobre um assunto sério: a real situação do extinto SFH. Com o aumento exarcebado da migração do campo para as cidades, o governo criou conjuntos habitacionais (leia-se casas minúsculas, enfileiradas aos montes) para tentar remediar o inchamento das cidades.É neste clima, entre comédia e crítica, que ocorre a trama, focada na vida de uma família moradora desses núcleos habitacionais. Fala-se de seus dramas e aspirações, de seus amores e medos. Texto e música passeiam pela cultura popular (folclore piauiense); pela influência norte-americana (rock'n'roll); pela cultura caribenha (rumba); e por Luiz Gonzaga (baião). (Da redação do Jornal de Brasília)
De 23 a 25 de março, sexta e sábado, às 21h; domingo, às 20h. A peça conta a história da evolução industrial de Itararé e as conseqüências que isso trouxe para a população. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Teatro Garagem do SESC
End.: SEPS 713/913, bloco F
Brasília – DF
Tel.: (61) 3445-4400
Friday, March 16, 2007
Menezes Y Morais, Lilia Diniz e Anand Rao no Feitiço Mineiro

Março é o mês da mulher e o Feitiço Mineiro convocou os poetas Menezes Y Morais e Lília Diniz e o músico Anand Rao para num dia só realizarem uma elegia à mulher. O show será dia 20 de março, couvert R$ 12,00, com início previsto para as 21 h.
Menezes Y Morais é o pseudônimo de José Menezes de Morais, jornalista e professor. Nasceu e viveu a infância em Altos, Piauí. Está em Brasília desde 1980. Sua estréia literária foi em 1975 com Laranja Partida ao Meio. Já publicou dez livros, oito de poesia, sendo o último Na Micropiscina da Lágrima Feliz (Brasília, 1999) e Por Favor, Dirija-se a Outro Guichê (teatro, 2001). É promotor cultural e coordenador do Coletivo de Poetas, criado em 1990, que faz saraus em bares, escolas, residências, shoppings etc. Menezes é jornalista, professor e ex-presidente do Sindicato dos Escritores no DF. Tem 20 livros inéditos.
Lilia Diniz é maranhense. Como atriz e poeta tem participado de várias performances teatrais poéticas em Congressos, Seminários e outros eventos. É membro do Proyecto Cultural Sur, movimento de intercâmbio que abriga poetas, artistas plásticos, atores e músicos da América latina e América central. Participou do IX e do X Congresso Brasileiro de Poesia realizado em Bento Gonçalves-RS. Com dois títulos publicados, Lília costuma dizer que se alfabetizou nas letras a e artisticamente por meio da literatura de cordel. Miolo de pote da cacimba de beber, é o segundo lançamento da autora, recebe ilustrações de Manoela Afonso (arte-educadora e gravurista Curitibana) e Bia de Melo, professora do Instituto de Artes da Universidade de Brasília-UnB) ambas do grupo de gravuras Xiloucos, contém 104 páginas e um visual rústico a partir da utilização do papel craft, trazendo no acabamento ao invés de grampo ou cola, uma corda de sisal amarrando o livro e ainda uma embalagem para o livro, feita de talo da palmeira de Buriti confeccionada pelo agricultor/carpinteiro José F. Diniz. Passeiam pelos versos de Lília um cheiro de terra mato e fulô.Lília Diniz também já foi do Conselho dos Direitos da Mulher no distrito federal e tem espalhado versos que discutem as questões de gênero, enaltecem a luta das mulheres, bem como ressalta as mulheres “anônimas”. Com o espetáculo “TODAS AS MULHERES”, tem circulado em várias cidades do país.
Anand Rao tem 04 CDs gravados e 20 livros de poesia publicados. Desenvolve um trabalho que intitula de MPBJazz que são músicas, letras, melodias, e ritmos feitos na hora, na frente do público, provocando uma empatia com a platéia que geralmente propõe o tema. Também faz composições tradicionais, cifradas e etc, que chama de pré-prontas, onde os letristas são poetas brasileiros como Fabrício Carpinejar, Maurício Mello Jr, Menezes Y Morias, Lilia Diniz, Turiba, Rossini, Edson Cruz, Wilmar Silva, Antonio Mariano entre outros. No show fará músicas para todas as mulheres presentes.
Produção e Assessoria de Imprensa
E-mail: producaoanandrao@terra.com.br
Tuesday, March 13, 2007
Plano Nacional de Cultura
O deputado Frank Aguiar foi convidado pelo presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Gastão Vieira a ser o relator do Plano Nacional de Cultura durante a visita que o Ministro da Cultura Gilberto Gil fez hoje, dia 07/03, à Comissão. A regulamentação do Plano Nacional de Cultura será um dos projetos prioritários para a Comissão de Educação e Cultura em 2007 e prevê um planejamento de dez anos para o setor. Em sua fala, Aguiar disse que ser o relator significa trabalhar a favor da cultura brasileira em um projeto que prevê um planejamento de dez anos para o setor. Destacou também que o plano é uma iniciativa inédita no País, e disse que pretende se empenhar para aumentar os recursos voltados às atividades culturais e que a cultura é também economia e portanto neste campo, temos muito a aprender. Durante a reunião, Gilberto Gil explicou as ações desenvolvidas pelo seu ministério nos últimos quatro anos e pediu o empenho dos parlamentares em cinco pontos considerados por ele estratégicos para esse ano. O primeiro é a criação de comissão especial para analisar as Propostas de Emenda à Constituição 150/03 e 324/01, que vinculam receitas orçamentárias para a cultura. A primeira vincula 2% do orçamento e a segunda, 6%. O segundo ponto listado pelo ministro é a aprovação do Plano Nacional de Cultura que "chega para inaugurar uma sólida parceria entre o ministério e a Comissão de Educação e Cultura". Esse plano traz o planejamento para os próximos 10 anos com a participação da sociedade e de todos os entes do Poder Público. Em terceiro lugar, Gilberto Gil pediu empenho dos deputados para avançar na implementação de políticas públicas para o setor. Ele pediu que os parlamentares apresentem mais emendas individuais destinando recursos que permitam a ampliação das ações do ministério. O quarto ponto listado pelo ministro pede a reaproximação da cultura e da educação. Gilberto Gil disse que os ministérios da Cultura e da Educação criaram uma câmara interministerial para promover essa aproximação. "Essa é uma pauta que eu gostaria de ver ser discutida por essa Casa", disse o ministro. "A cultura tem papel importante na qualificação da educação." A criação do plano está prevista na Emenda Constitucional 48, em vigor desde agosto de 2005. De acordo com a emenda, o plano terá caráter plurianual e deverá integrar as ações do poder público destinadas a valorizar o patrimônio cultural brasileiro; a ampliar a produção e a difusão de bens culturais; e a formar gestores para a área de cultura. Na próxima semana, o deputado Frank Aguiar e os autores do Projeto se reunirão para determinar uma pauta de trabalho para os próximos dias.
Frank Aguiar participa de reunião com o ministro Fernando Haddad O deputado Frank Aguiar participou hoje, dia 08/03, da reunião com o ministro da Educação, Fernando Haddad e integrantes da Comissão de Educação e Cultura que discutiu as emendas à medida provisória que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Essa reunião faz parte do ciclo de debates que a comissão vem promovendo sobre o assunto. De acordo com o Ministro, um dos pontos que considera mais importantes na regulamentação do Fundeb é a definição dos coeficientes para distribuição de recursos entre os diferentes níveis de ensino e que essa definição poderá ser revista de acordo com as metas do Plano Nacional de Educação. Ele ressaltou, no entanto, que as etapas da educação básica são interdependentes, e o investimento em um dos níveis beneficia os demais.Publicado em 12/3/2007 17:44:42Portal O Dia - Gabinete do Deputado
Monday, March 05, 2007
A POESIA DE HELVÍDIO NETO
Ciúme doentio é loucura,
Ciúme é ódio sem cura
E de ódio, o amor sempre está vazio,
Não importa se o corpo está no cio...
Amor de verdade é um privilégio.
Acabar um amor é impossível!
Apenas o pseudo-amor é permissível
acabar; pois viver de apego é sacrilégio.
O amor não pede sacrifício,
O amor não pede benefício,
O amor pede virtude em vez de vício.
O amor não pede definição,
O amor pede empatia e compaixão,
O amor não tem fim nem início.
Helvídio Neto (musicado por Roraima)
Helvídio é artista (poeta, cantor e compositor) e economiário, já estudou Filosofia, Pedagogia, Comunicação e Direito. Atualmente tenta ingressar em Artes Cênicas na UnB e cursar um MBA na FGV. Sua produção atual consiste em um CD independente, nos livros de poesia "Renata: Ethos Anthropo Daimon" (Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 84 págs - já na segunda edição) e "Contra-Regra das Utilidades" (Edição independente), além de mais três livros inéditos. Primo de Torquato Neto, poeta-letrista tropicalista, Helvídio anseia comunicar sua poesia através da música popular, introjetá-la na cultura de massa brasileira.
Primeiro livro
Renata: Ethos Anthropo DaimonColetânea de poemas do autor. Neste seu primeiro livro, Helvídio Neto reuniu poemas como "Renata" e "Lendas da saudade" que bem expressam sua veia eminentemente romântica, de forma intensa e bastante lúdica. Trata-se de um desses raros talentos da nova poesia brasileira e que merecem ser lidos e admirados.
84 páginas - formato 13,5x21cm Edição: Câmara Brasileira de Jovens Escritores Contatos com o autor:http://www.camarabrasileira.com/lanc9.htm
Monday, February 26, 2007
POESIA NA RODA – SARAU DO COLETIVO DE POETAS
Poetas convidados: Antônio Miranda; Heitor Humberto; Helvídio Neto e Nicolas Behr.
Homenagem especial: Luiz Gonzaga e ao Dia Internacional Mulher. O "Rei do Baião" será homenageado por Edvandro Pessoato, da Malta de Poetas Folhas & Ervas. E o 8 de Março pelo Coletivo de Poetas.
Músicos convidados: Marina Andrade. Marina vai tocar, ao violão, a série de poemas de Augusto dos Anjos, que ganhou música de sua autoria. Miriam Pereira e Fernando Conde, voz e violão.
Lançamento do livro: Máscaras e Codinomes - Política Brasileira - 1961-1984 - crônicas políticas de José Carlos Oliveira, organizadas por Jason Tércio. É o quarto volume da obra completa de Carlinhos Oliveira organizado pelo Autor. Lançamento do CD O Cosmo Está a Nosso Favor, de Mônica Sobral, com 18 poemas da flautista. Rodas de poesia: Coletivo de Poetas e o público do Rayuela.
POESIA NA RODA acontece na primeira quinta-feira. Em abril será dia 5.
O sarau do dia 1° de fevereiro foi aberto pelo Ruli, que também cuidou do som, e teve como mestres-de-cerimônias Rodrigo Berttone e Menezes y Morais; também deram canja os poetas Rossini Neto; Nicolas Behr. Jeanne Maz; Edvandro Pessoato; Jorge Amâncio; Araken; Genaro; Chico Porto e Paulo Macedo. Foram sorteados os livros Latitude Zero, de Ray Cunha; Estilhaços no Lago de Púrpura, de Wilmar Silva; e Despertar do Agreste, de Antônio Miranda.
Wednesday, February 07, 2007
A Carne Seca é Servida
Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida, publicação do jornalista Kenard Kruel recém-editada pelo Instituto José Eduardo Pereira, tem apenas 42 páginas, mas é um bom começo para quem pretende conhecer a breve e frenética vida do autor de "Geléia Geral". Em linguagem despojada, Kenard reúne as principais informações biográficas e artísticas sobre nosso "Anjo Torto", apoiado em depoimentos de pessoas que conviveram com o poeta.
Kenard Kruel é um apaixonado pela obra torquatiana. Foi ele a primeira pessoa que ouvi falar sobre Torquato Neto, no final dos anos 70. E falava com tanta empolgação e tanta emoção que foi aos prantos, comovendo a mim, este "rapaz latino-americano vindo do interior" e a tantos outros estudantes imberbes que assistiam a sua palestra.
O entusiasmo daquele jovem macérrimo vindo de Parnaíba e exibindo na camiseta um poemeto despertou meu interesse pelo poeta. Não demorou muito e consegui folhear o livro "Os Últimos Dias de Paupéria" na biblioteca da Universidade Federal do Piauí, depois de procurá-lo em vão em outras bibliotecas da cidade.
Pois bem, faço essa divagação para enfatizar que, em Torquato ou a Carne Seca é Servida Kenard consegue seu libertar do seu notório passionalismo e entrega ao público uma obra absolutamente isenta. Ela é construída no formato de um mosaico, a partir de impressões, sentimentos e testemunhos dos que conheceram de perto o poeta e sua obra.
O material foi recolhido ao longo de 20 anos, em fontes esparsas, com predominância de jornais e revistas.
O autor refaz os últimos passos de Torquato Neto rumo à viagem derradeira, informa sobre a publicação de Os Últimos Dias de Paupéria, uma edição pós morte, e dá conta de dois livros até hoje inéditos: Pesinho Pra Dentro, Pesinho Pra Fora (pesinho assim mesmo, com "s") e O Fato e a Coisa. Também relata a sua participação na única edição da revista Navilouca. Da mesma forma, mostra as incursões de Torquato Neto pelo cinema e pela televisão. O destaque, evidentemente, é para a poesia de suas letras, o ponto alto de sua produção artística, sempre "desafinando o coro dos contentes na condição de fundador do movimento Tropicália.
A publicação de Kenard, que eu não ousaria chamar de livro, é fundamental para iniciados e iniciantes em Torquato Neto, pois reúne a essência de sua curta vida e de sua pequena mas significativa obra. Há, ainda, outro mérito: além de Os Últimos Dias... nada foi publicado até agora de mais robusto sobre Torquato Neto, daí porque o leitor pode servir-se à vontade de A Carne Seca...
Poema do Aviso Final
(torquato neto)
É preciso que haja alguma coisa
alimentando meu povo:
uma vontade
uma certeza
uma qualquer esperança
É preciso que alguma coisa atraia
a vida ou a morte:
ou tudo será posto de lado
e na procura da vida
a morte virá na frente
e abrirá caminho
É preciso que haja algum respeito
ao menos um esboço:
ou a dignidade humana
se firmará a machadadas.
Três em um são Quatro
Há algum tempo, não folheava os jornais de Teresina. Para que?, dizia eu, de mim para mim mesmo! Pela idade, estou cansado das mortes, dos escândalos, dos assaltos, das politiquices, das fofoquinhas sociais, dos artigos bestas (como este) que povoam os nossos impressos. Há tempo também não saio do que passei a chamar Kenard Kaverna, a não ser para almoçar com dona Genu Moares, visitar o Dr. Djalma Martins Veloso ou conferir as últimas novidades artísticas e culturais na Oficina da Palavra, do professor Cineas Santos. E muito raramente!
Pois bem!, estando na Oficina da Palavra, adentrou uma garota (por sinal, uma bela representante do sexo feminino) com o jornal O Dia na mão, para ser entregue ao professor Cineas Santos que, gentilmente, passou o exemplar para mim. Até mesmo porque ele, naquele momento, estava navegando pela internet, sob os ensinamentos básicos do Amaral, um dos mais talentosos artistas da minha geração. O Donizette Adalto morreu e não viu isso!, um cabôco das brenhas de Caracol navegando pela internet. Mas, deixemos isso pra lá! Quem fica parado é poste e não um sujeito inquieto como o Cineas Santos.
Segurei o jornal, com uma má vontade danada de passar a vista por suas páginas. Porém, por sorte, abri numa página contendo colaborações assinadas por Cineas Santos, André Gonçalves e Rogério Newton. O primeiro levanta a bola, o segundo mata no peito e passa para o terceiro fazer aquele gol de placa, deixando-me na torcida como se estivesse em pleno fla-flu no Maracanã (em seus melhores tempos). Passada a euforia, fiquei com dó de mim! Por conta da minha rabugice desconhecia a arte e o engenho desses três grandes cronistas que, aos domingos, neste jornal, mostram que, apesar de tudo, ainda há vida inteligente em nosso jornalismo.
Além dos três, como nos Mosquiteiros, ainda nos aparece o Jota A. na ilustração das crônicas. Para se ter uma idéia do talento desse jovem desenhista, basta que se diga que ele é o maior ganhador dos Salões de Humor do Piauí. Todos os anos, ele sobe o palco do Theatro 4 de Setembro para receber o prêmio pelo primeiro lugar conquistado, entre as principais feras do humorismo mundial.
Estou juntando uns trocados para, na primeira oportunidade, fazer assinatura do jornal O Dia porque, editando Cineas Santos, André Gonçalves e Rogério Newton não posso mais deixar de lê-lo, ainda que só aos domingos. Quem sabe, os outros dias da semana me conquistem... Por isso que nunca se deve dizer: "Dessa água nunca beberei". Basta ter sede de belas crônicas, que se tem, no jornal O Dia, a fonte da mais pura e cristalina água. Como dizia Torquato Neto, é louvando o que bem merece, que se deixa o que é ruim de lado...
Monday, January 29, 2007
Marcos Freitas ganha prêmio e lança livros novos em Brasília
Marcos Freitas ganha prêmio e lança livros novos em Brasília
Menezes y Morais*
O poeta piauiense Marcos Freitas tem livros novos na praça. Lançados na 7° Bienal Internacional do Livro, em Fortaleza (CE), no dia 20 de agosto/06, Quase um Dia - poesia - e Na Curva de um Rio, Mungubas - prosa, ambos independentes, com ilustrações de Manoela Afonso. Em Fortaleza, os lançamentos contaram com a participação dos parceiros musicais Rinaldo Barros e Anand Rao. Em Brasília, os livros serão autografados na Rayuela Livraria & Bistrô, nesta quinta-feira, 1° de fevereiro de 2007, às 19h, no SCLS 412 - Bloco B loja 3 - fone 3345.4335.
Quase um Dia e Na Curva de um Rio, Mungubas, são o quarto e o quinto livro do poeta, respectivamente. O escritor piauiense, por outro lado, ganhou o 3° lugar no Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade. Marcos nasceu em Teresina, Piauí, em 1963. Engenheiro Civil (UFPI), é mestre em Engenharia Civil - Recursos Hídricos (UFC). Professor e pesquisador na área de Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Computação Aplicada da Universidade de Fortaleza, desde 1990.
VIDA
Para o escritor Marcos Freitas, Poesia é sinônimo de vida. “O que é poesia para mim? Tenho um poema que responde: ‘A poesia/é o diálogo da vida/em forma de poema /e meus poemas /são lágrimas de alegria e tristeza/ em gozo pleno’. Sem poesia, eu acho, não conseguiria viver.” E é em nome da vida que o poeta realiza a sua obra, que, segundo ele, vê com bons olhos os prêmios literários. “Todo poeta sabe da dificuldade que é publicar poesia no Brasil. Um prêmio em dinheiro, portanto, é sempre bem-vindo, porque serve para financiar a edição de outros livros.”
Os dois livros novos representam uma nova etapa na obra de Marcos Freitas. “Quase um Dia brotou rápido, mas existia enquanto projeto. O livro é composto de poemas curtos, carregados de emoção. Tem a participação especial da artista gráfica Manoela Afonso, com 10 imagens digitalizadas. O meu quinto livro, Na Curva de um Rio, Mungubas, tem apresentação do poeta Fred Maia, é o meu único livro de prosa, quer dizer, tem um lado de poesia e o outro de prosa poética, também com ilustrações de Manoela Afonso,” informou.
ARTIGOS
Marcos coordenou e ministrou cursos de Pós-graduação em Engenharia de Software (UNIFOR), Gestão Ambiental (UNIFOR) e em Gestão de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (UFPI). Publicou mais de 60 artigos em revistas e anais de congressos nacionais e internacionais. Consultor na área de meio ambiente e recursos hídricos. Atualmente, ocupa o cargo de Especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas - ANA, e ex-diretor técnico-científico da Associação dos Servidores da Agência Nacional de Águas.
Marcos Freitas também é contista e tradutor. Participa, em Brasília-DF, do Coletivo de Poetas, movimento criado em 1990 pelo poeta e escritor Menezes y Morais. Lançou, em 2003, o livro de poesia A Vida Sente a Si Mesma. Marcos tem poemas publicados na Antologia de Poesias, Contos e Crônicas Livre Pensador, da Scortecci Editora, e na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos nº 4, da Câmara Brasileira do Jovem Escritor, dentre outras.
* Menezes y Morais é escritor, jornalista, professor e historiador piauiense.
Serviço
Quase um Dia - poesia - e Nas Curvas de um Rio, Mungubas – prosa/poesia, apresentação de Fred Maia, ambos ilustrados por Manoela Afonso. Contatos com o Autor: mfreitas_pi2@yahoo.com.br
POESIA NA RODA – SARAU DO COLETIVO DE POETAS Rayuela Livraria & Bistrô e o Coletivo de Poetas, convidam @s amig@s da cultura para assistir POESIA NA RODA, 2ª edição, nesta quinta-feira, 1° de fevereiro de 2007, às 19h, no SCLS 412 - Bloco B loja 3 - fone 3345.4335. Ingresso artístico: R$ 3,00. Poetas convidados: Maria Maia; Theodoro Gontijo; Ivan Monteiro e J.R.Martins. Participação especial: Wilmar Silva, direto de Belo Horizonte. Poeta homenageado: Augusto dos Anjos, por Marina Andrade e o Coletivo de Poetas. Lançamento dos livros: Quase um Dia; e Na Curva de um Rio, Mungubas, de Marcos Airton de Sousa Freitas. Músicos convidados: Anand Rao e Flora Matos. Rodas de poesia: Coletivo de Poetas e o público do Rayuela. Leitura de minicontos: Latitude Zero, pelo autor, Ray Cunha. POESIA NA RODA acontece na primeira quinta-feira. Em março será dia 1°. O sarau do dia 4 de janeiro foi aberto por Juliana Monteiro e teve Anabe Lopes de Sousa como mestre-de-cerimônias. Ruli deu uma força no som. Houve sorteio dos livros Ekinox, de Alceu Brito Corrêa; e O Lema de um Nordestino e Outros Cordéis do Amigão, de Alberto Rodrigues da Silva. Deram canjas os poetas J.R. Martins; Anabe Lopes de Sousa; Jorge Augusto; Yonaré Flávio de Melo; Bete Jardins; Jônatas Caloro; Nando Potiguar; Menezes y Morais; Rossini Neto; Rodrigo Bertone; Marcos Freitas; e Ivan Monteiro.
Wednesday, January 17, 2007
SOS MOCHA OU “SONHOS NÃO ENVELHECEM...”
nasceu banhado na porca vergonha do Mocha,
misturou-me o sangue à poeira do Canela e Oiteiro,
dançando uma bandoleira valsa possidônica.
O meu sonhar Bárbara,
resiste ao tempo:
paralelepípedos
de ruelas estreitas de meus antepassados em Oeiras.
O meu sonhar Bárbara,
quase explode na Casa da Pólvora,
no Fogaréu de nossas vidas.
O meu sonhar Bárbara,
são muitos sonhos
- ultrapassa o Gaturiano, ganha o mundo -
e alinham-se aos que crêem
e acreditam na Nossa (Senhora da) Vitória!
Marcos Freitas.
Monday, January 08, 2007
3º FESTIVAL NACIONAL DE VIOLÃO DO PIAUÍ
Coordenação: Erisvaldo Borges - Supervisão: Cineas Santos.
O número de inscritos estará limitado a 120, sendo estes selecionadosmediante análise curricular e ordem de chegada. A inscrição, que serágratuita, será feita mediante a apresentação de fotocópia da carteira deidentidade e breve Currículo.
Durante o 3º FESTIVAL NACIONAL DE VIOLÃO DO PIAUÍ, será realizado IIICONCURSO NACIONAL DE INTERPRETAÇÃO VIOLONÍSTICA, onde serão premiados, em dinheiro, os três primeiros colocados.
A premiação será a seguinte: 1ºColocado: R$ 2.000,00 (dois mil reais) – PRÊMIO TURÍBIO SANTOS, 2º Colocado:R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) – PRÊMIO RAPHAEL RABELLO, 3º Colocado:R$ 1.000,00 (mil reais) – PRÊMIO BADEN POWELL
As inscrições poderão ser feitas pessoalmente ou por carta registrada, até o dia 25 de janeiro de 2007, no seguinte endereço: OFICINA DA PALAVRA - Rua Benjamin Constant, Nº 1.400, CEP: 64280-010, Centro, Teresina-PI.Contato: erisvaldoborges@uol.com.br - (86) 3222-7251.
Fonte: http://www.anandraobr.com/noticiasler.asp?id=150
Wednesday, January 03, 2007
POESIA NA RODA – SARAU DO COLETIVO DE POETAS
B loja 3 - fone 3345.4335). Horário: às 19h. Ingresso artístico: R$ 3,00. Rayuela Livraria e Bistrô e o Coletivo de Poetas, convidam amig@s da
cultura para assistirem POESIA NA RODA, 1ª edição.
Poetas convidados: Maria Cecília Lima de Oliveira Castro; José Edson dos
Santos e Francisco Kaq.
Poetas homenageados; Carlos Drummond de Andrade, por Francisco Cruz; e
Murilo Mendes, por José Edson dos Santos. O Coletivo de Poetas participará
das duas homenagens.
Lançamento do livro: Poemas do Front Civil, de Ariosto Teixeira.
Minipalestra: A Palavra no Palco – O Texto Teatral em Verso – por Fernando
Marques.
Músico convidado: Máximo Mansur.
Rodas de poesia: Coletivo de Poetas e o público do Rayuela. POESIA NA RODA acontece na primeira quinta-feira. Em fevereiro será dia primeiro. O
último sarau de 2006 teve canjas de Rodrigo Bertone; Rossini Neto; Ivan
Monteiro; Alex; Isolda Marinho; Lilia Diniz; Jeanne Mas; Hilan Bensusan e
Theodoro Gontijo.
Wednesday, December 13, 2006
Monday, December 11, 2006
Na Curva de um Rio, Mungubas
118 páginas - formato 13,5x21,0 cmEdição: Câmara Brasileira de Jovens Escritores
Monday, December 04, 2006
Sertão faz apresentação única em Teresina
Publicado em 4/12/2006 17:48:28 Portal O Dia
Wednesday, November 29, 2006
XIV Festvídeo começa segunda
Nesta edição, o Festvídeo bate novo recorde de inscrições. Foram 195 trabalhos inscritos de praticamente todos os Estados Brasileiros. Desse total, a coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Fundação Monsenhor Chaves selecionou 85 vídeos que estarão concorrendo ao prêmio de R$ 2 mil para o 1º Lugar do Festival, troféus para 2º e 3º lugares e ainda prêmio estímulo de R$ 2 mil para o Melhor Vídeo Piauiense.
O XIV Festival de Vídeo de Teresina oferece ainda três oficinas que acontecem no mesmo período do Festival (de 04 a 09 de dezembro): Produção de Baixo Custo, ministrada pelo Coordenador de Vídeo do Senac do Rio de Janeiro, Josias Pereira, que será realizada em dois locais: pela manhã no Teatro João Paulo II, no Bairro Dirceu I, e à tarde do Teatro do Boi (vagas esgotadas); e a de Criação Cinematográfica Experimental, ministrada pelo cineasta pernambucano Camilo Cavalcante nos turnos manhã e tarde, na Sala de Vídeo da Casa da Cultura. Para cada oficina serão disponibilizadas 15 vagas. Os interessados podem procurar a Coordenação de Cinema e Vídeo, na Casa da Cultura de Teresina. O resultado do que foi produzido durante as oficinas serão exibidos no último dia do Festival, na Casa da Cultura.
14º FESTIVAL DE VÍDEO DE TERESINA – FESTVÍDEOExibições: Casa da Cultura de Teresina e Teatro do BoiPeríodo: 4 a 9 de dezembro de 2006.Horário: 18hOficinas: Produção de Vídeo com Baixo Custo, Josias Pereira, no Teatro João Paulo II (manhã), Teatro do Boi (tarde)
- Oficina Coletiva de Criação Cinematográfica, Camilo Cavalcante, na Casa da Cultura de Teresina (manhã e tarde)- Encerramento do Festvídeo – 9/12/2006, Casa da Cultura, 18 horas:- Exibição dos trabalhos produzidos nas Oficinas- Homenagem Cineasta Piauiense Arnaldo Albuquerque - Premiação do 14º Festival de Vídeo de Teresina
Total de Inscrições Recebidas: 195 InscriçõesVídeos Selecionados na Pré-Seleção: 85 VídeosEstados Participantes:Piauí, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Paraíba, Bahia, Pernambuco, Ceará.
Confira programação geral:Data: 04 a 12 de 2006
Dia 04 – 18 horas1. BRASIL (GO), de Ângelo Lima (Documentário – 8’)2. CARNE DE PROCEDÊNCIA, de Diego Agnes (Experimental – 10’)3. A CONDIÇÃO HUMANA, de Flavio Leandro (Ficção – 14’)4. CRISÁLIDAS (MG), de Fernando Mendes (Animação – 7’15’’)5. FINAL FELIZ (SC), de Thiago Machado (Ficção – 15’)6. SALADA SONORA, de Ernani Nunes (Documentário – 9’15’’)7. DOCE AMARGO INFINITO, de Cássio Araújo (Ficção – 15’)8. CORRIDA DE JERICO, de Maria Gabriela (Animação – 3’36’’)9. ESQUADRO (RS), de Dirnei Prates (Experimental – 3’15’’)10. MARIA LEONTINA – GESTO EM SUSPENSÃO, de Alexandre da Costa (Documentário – 15’)11. HORA EXTRA, de Davi Kolb (Ficção – 19’)12. QUEM VAI CHORAR QUANDO EU MORRER (RJ), de Álvaro Furloni (Ficção – 7’)13. DURVALINO (RJ), de Patrícia Regadas (Ficção – 19’)
Dia 05 – 18 horas14. HOJE, POR VOZES CANTAMOS (SP), de Carol Tomé (Documentário – 14’)15. A VINGANÇA DA BIBLIOTECÁRIA (RS), de Santiago Dellope (Experimental – 5’)16. TERRA PROMETIDA, de Gulherme Castro (Ficção – 11’’)17. ESTAÇÃO PEDERNEIROS (SP), de Gustavo Camilo (Documentário 16’)18. PARA CHEGAR ATÉ A LUA (SP), de José Guilermo L. Hiertz (Animação – 10’)19. A CARPIDEIRA, de Ricardo Granito (Ficção – 1’52’’)20. CRISPIN (PI), de Lívio Bastos (Experimental – 3’)21. LÓTUS, de Cristiano Trein (Ficção – 15’)22. NA CORDA BAMBA, de Marcos Buccili (Animação – 5’)23. ONDE COMEÇA ONDE TERMINA (RJ), de Raul Grecco (Documentário – 12’)24. DESVIADOS, de Alexandre da Costa (Ficção – 15’)25. LEMBRANÇAS (SP), de Eduardo Camaraú (Ficção – 9’26’’)26. ZINEMA (SP), de Carol Tomé (Documentário – 18’)27. MONTANHA RUSSA DE POBRE (PI), de Radamés Araújo (Animação – 2’30’’)28. SUITE NOIR (SP), de Cid Machado Jr. (Ficção – 18’20’)29. PELA METADE, de Rafael de Almeida (Ficção – 4’35’)30. EU SOU COMO O POLVO (MG), de Sávio Leite (Experimental – 4’)
Dia 06 – 18 horas31. SAUDOSA, de Erly Vieira Jr. (Ficção – 11’)32. YANSAN, de Carlos Eduardo Nogueira (Animação – 17’)33. BRAVOS (PI), de André Vinicius (Documentário – 16’)34. POR ACASO GULLAR (RJ), de Rodrigo Bittencourt (Documentário – 11’)35. KILOMBO KILOMBOLA, de França Vilarinho (Documentário – 20’’)36. QUASE TODAS AS MULHERES DO MUNDO, de Jair Santana (Ficção – 18’’)37. PRIMEIRA VEZ, de Fabrício Bittar (Ficção – 15’48’’’)38. UM DRAGÃO NO MEU BAÚ (RJ), de Rosaria (Animação – 1’’)39. É R$ (PI), de Luís Carlos Sales (Ficção – 1’’)40. O CARRO (RJ), de Cristina Pinheiro (Experimental – 2’ 28’’)41. GRINALDA (ES), de Erly Vieira Jr. (Ficção – 11’)42. PRIMEIRO MOVIMENTO, de Érica Valle (Animação – 6’)43. DENTE POR DENTE, de Davi Moori (Documentário – 06’33’’)44. ARQUITETOS DO MAR, de Marcelo Abreu Gois (Documentário – 20’)45. ELES NOS ENGOLIRAM, de Éder de Oliveira (Documentário – 19’59’’)
Dia 07 – 18 horas46. A GAROTA (MG), de Fernando Pinheiro (Animação – 4’03’’)47. VISITA ÍNTIMA (BA), de Issac Donato (Documentário – 4’46’’)48. ENGOLE DUAS ERVILHAS (RJ), de Marão, Stoliar (Animação – 8’)49. O CINE REX E NÓS (PI), de Alan Sampaio (Experimental – 12’)50. O NOSSO LIVRO (RJ), de Luciana Alcaraz (Ficção – 15’)51. 180 ANOS DO DIÁRIO DE PE.(PE), de Alexandre Jordão (Animação – 3’29’’)52. A FLOR DA PELE (RJ), de Cristina Pinheiro (Ficção – 7’)53. VOSSA EXCELÊNCIA O CORRUPTO, de Andressa Furletti (Ficção – 6’52’’)54. O VIOLINISTA DE DANÚBIO (BA), de Caó Cruz Alves (Animação – 5’)55. ILUSÃO DE ÓTICA, de Marcelo Marques (Ficção – 12’)56. BANHEIRO MASSA, de Romero da Fonte (Animação – 2’50’’)57. SANTA CRUZ DOS NAVEGANTES (SP), de Daniel Lobo (Documentário – 15’)58. O CADERNO ROSA DE LORI LAMBY, de Sung Sfai (Ficção – 19’)59. DOS RESTOS E DAS SOLIDÕES (CE), de Petrus Cariri (Documentário – 13’)60. TYNGER (SP), de Guilherme Marconorte (Animação – 4’30’’)61. ÚLTIMO ADEUS (PI), de Willame Francisco Costa Santos (Ficção – 14’04’’)62. OS 3 PORQUINHOS, de Cláudio Roberto (Animação – 4’)63. É DE LEI (RJ), de Carlos Elino Bochat (Ficção – 20’)
Dia 08 – 18 horas64. A MORTE DO REI DE BARRO, de Plínio Uchoa M. Buccini (Animação – 4’10’’65. AGORAS (SP), Marcos Luporini (Experimental – 5’18’’)66. ARMAÇÃO DOS BÚZIOS – MAGICA PENISSULA (RJ), Paulo Costa (Documentário, 16’)67. COLAPSO, de Nelton Pellenz (Experimental – 0’50’’)68. REVERSO (BA), de Gabriel Teixeira (Ficção – 5’)69. MEU MUNDO, de Fernando Amaral (Ficção – 3’26’’)70. É DANDO QUE SE RECEBE, de Bruno Santori (Ficção – 6’29’’)71. PEIXE FRITO (GO), de Ricardo de Podesta (Animação – 19’)72. SYNC (SP), de Thomas Larson (Animação – 1’15’’)73. A ÚLTIMA DO AMIGO DA ONÇA (RJ), de Terêncio Porto – (Ficção, 18’)74. CAIXA POSTAL (MG), de Vanderlei Timoteo (Ficção – 3’15’’)75. CLIMAX (SC), de Gurcius Gewdner (Animação – 3’)76. MUIRAQUITÃ (CE), de Jeane Ramos (Animação – 5’)77. O BURACO (PB), de Tarciano Valério (Documentário – 13’30’’)78. PALAVRAS GRAVADAS E MENTES INVADIDAS (PR), de Cristiano Balzan (Experimental – 4’27’’)79. RESPEITÁVEL PÚBLICO (SP), de Ana Laura (Documentário – 13’54’’)80. 8:45 (RS), de Daniele Cony (Experimental – 8’45’’)81. A POPULAÇÃO DA AMÉRICA ESPANHOLA COLONIAL (SC), de Gurcius Gewdner (Animação – 18’)82. O MURAL (RJ), de Amanda Santana (Ficção – 16’17’’)83. OUTRAS NOTAS, de Amadeu Carlos Penzin (Animação – 2’ 37’’)84. SABÁ (SP), de Teresa Menezes (Documentário – 15’)85. SEM DENTE E MEU BICO (RJ), de Marão (Animação – 1’)Publicado em 29/11/2006 18:38:02 Portal O Dia - FCMC
Thursday, November 16, 2006
Poemas......

dos livros publicados....
INDO
sou / na medida do perecível / o incompreendido / que sou / sou / e sou /sol sino sonoro som / sau- / dade / gota vento brisa / casa / copa / capela /pelas ruas sem-fim / assim / como sou /vou
marcos freitas. Do livro "A Vida Sente a Si Mesma", 2003.
POESIA
a poesia / é o diálogo da vida / em forma de poema / e meus poemas / são lágrimas / de alegria e tristeza / em gozo pleno
marcos freitas. Do livro "A Terceira Margem Sem Rio", 2004.
FOTO TABOCA
quem não deixou / sua alma aprisionada / em 3X4 / no lambe-lambe / do Seu Chiquinho / na Praça da Bandeira?
marcos freitas. Do livro "Moro do Lado de Dentro", 2006.
FINA LAVRA
ante tua reboante beleza / meus atalhos e palavras: /rebotalho de terras lavradas
marcos freitas. Do livro "quase um dia", 2006.
NECTÁRIO
faço circular / minha seiva abundante - / qual a de umparenquimático arvoredo - / (cromoplastas lembranças) / e de meu ápice caulinar / dou origem ao floema, ao xilema / e ao poema
marcos freitas. Do livro "na curva de um rio, mungubas", CBJE, 2006.

