Friday, November 12, 2010

Edital Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010


Inscrições abertas de 29 de outubro a 17 de novembro de 2010.

O Grupo de Trabalho Pró-Capoeira-GTPC lança o Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010.

O Prêmio Viva Meu Mestre tem como objetivo reconhecer e fortalecer a tradição cultural da Capoeira por meio da premiação de Mestres e Mestras de Capoeira, com idade igual ou superior a 55 anos, cuja trajetória de vida tenha contribuído de maneira fundamental para a transmissão e continuidade da Capoeira no Brasil.

O Prêmio Viva Meu Mestre é uma política de reconhecimento e valorização dos “patrimônios vivos” e proporcionará uma ampla visibilidade na sociedade brasileira de uma expressão cultural reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil. O objetivo primeiro do prêmio está integrado ao Programa de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira – Pró – Capoeira e visa o reconhecimento, valorização e divulgação dos mestres que tenham larga experiência acumulada na prática e transmissão dos saberes sobre a capoeira, desempenham ou desempenharam papel fundamental em suas comunidades e se dedicaram a manter vivo esse patrimônio nacional.

Poderão concorrer ao Prêmio Viva Meu Mestre 2010 Mestres e Mestras de Capoeira, de qualquer vertente ou estilo com reconhecida experiência e conhecimento nos saberes e fazeres da Capoeira.

As inscrições deverão ser apresentadas por correios ou pelo portal Salic Web (http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb) no período de 29/10/2010 a 17/11/2010, de acordo com as condições e exigências estabelecidas no Edital e seus anexos.

Confira aqui o edital
http://www.cultura.gov.br/site/2010/11/04/edital-premio-viva-meu-mestre-edicao-2010/

Tributo a Augusto dos Anjos: Cine-Debate e Sarau Poético


Cinema
Hoje, (dia 12 de novembro) às 19h
Tema: Tributo a Augusto dos Anjos: Cine-Debate - Eu, estranho personagem
Titulo: Eu, estranho personagem
Participante: Deraldo Goulart e Jairo Cézar Soares
Autor: Deraldo Goulart

Espetáculo
Amanhã, (dia 13 de novembro) às 16h
Tema: Tributo a Augusto dos Anjos: Sarau Poético
Participante: Gelly Fritta

Unidade: CasaPark Shopping Center
Endereço: SGCV - Sul, Lote 22, - Zona Industrial - Guará/DF
Local: Mezzanino

Divulgação do documentário "Eu, Augusto dos Anjos", feito pelo cineasta carioca Luiz Fernando Ferraz, com trilha sonora minha. O filme será lançado no dia 20 de Abril na cidade natal do poeta, Sapé-PB. Este já é o segundo documentário sobre o grande poeta paraibano com poemas dele musicados por mim. O primeiro documentário intitulado "Eu, estranho personagem", dirigido pelo cineasta Deraldo Goulart, pode ser acessado no site da TV Senado, em vídeos.
Quem tiver interesse em adquirir o cd Versos Íntimos e cópias dos documentários, basta em contato comigo.
Marina Andrade
http://www.youtube.com/watch?v=lF_MlOLdElc

Thursday, November 11, 2010

Ellen Oléria, na Sala Funarte Cássia Eller


A MÚSICA NA LINHA DO TEMPO, traz para esta semana mais duas apresentações. A Força e o talento de uma das maiores revelações da nossa música atual: ELLEN OLÉRIA, que mostra seu CD "PEÇA", na Sala Funarte Cássia Eller dia 12 de novembro, sexta-feira às 20:30.

No sábado, às 17 horas, a música erudita moderna fica por conta do QUARTETO CLÁUDIO SANTORO, que é formado por LILIAN RAIOL, CAROLINA FREDERICO, MARIE DE NOVION E NORMA PARROT, integrantes da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (Brasília/DF).

Uma programação imperdível!
www.amusicanalinhadotempo.com.br

Brasil Memória das Artes

Funarte apresenta resultados do projeto Brasil Memória das Artes no próximo dia 22, segunda-feira, em Brasília.

Raridades do Centro de Documentação da Funarte na web

Filme raro da carreira de Walter Pinto, gravações de shows de Cartola e fotos de peças de Nelson Rodrigues foram digitalizados.

Documentos raros que remetem a diversos capítulos da história cultural brasileira podem a partir de agora ser consultados em todo o mundo via web. Os itens, que fazem parte do acervo do Centro de Documentação e Informação da Fundação Nacional de Artes (Cedoc/Funarte), começaram a ser difundidos graças ao projeto Brasil Memória das Artes. Os resultados desse trabalho serão apresentados em evento na Sala Funarte Cassia Eller no dia 22 de novembro. A abertura acontece às 20 h.

Criado pela Funarte e viabilizado com patrocínio da Petrobras, do Itaú Cultural e da CSN, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto permitiu que fotos, filmes, desenhos, publicações, partituras, arquivos sonoros e textos fossem higienizados, acondicionados, catalogados, digitalizados e, enfim, lançados na rede. Entre as coleções que vêm sendo colocadas ao alcance dos internautas, merece destaque a que se refere ao teatro de revista brasileiro e seu principal representante, o produtor Walter Pinto. Com coreografias, cenários e figurinos grandiosos, coro e orquestra numerosos, os espetáculos da companhia de Walter Pinto fizeram sucesso entre os anos 1940 e 1960 e renovaram o gênero da revista. O acervo inclui programas, textos, partituras, fotos e propagandas de espetáculos.

O material está disponível em uma área exclusiva do Portal das Artes. O espaço, que recebeu o nome de Brasil Memória das Artes, guarda materiais diversos sobre outros grandes nomes das artes brasileiras, como Cartola, Nelson Rodrigues e Augusto Boal. O conteúdo, formado por itens das coleções Foto Carlos, João Ângelo Labanca, Projeto Pixinguinha e Série Depoimentos, entre muitas outras, está contextualizada por textos e vídeos inéditos, produzidos pela equipe do Portal.

A coleção do Cedoc é ampliada constantemente, com doações de novos itens. Muitas vezes, são os próprios artistas e pesquisadores, ou seus familiares, que confiam à Funarte a salvaguarda de acervos pessoais. Devido a essa dinâmica, o Brasil Memória das Artes foi criado como um projeto de ação continuada para difusão das artes brasileiras. Ao desvelar seu acervo, que até então só podia ser consultado em visitas à Biblioteca Edmundo Moniz, no Rio de Janeiro, a Funarte oferece a pesquisadores de todo o mundo um importante instrumento de trabalho.

Os arquivos do Cedoc vêm sendo digitalizados desde 2000, mas boa parte do material ainda é inédita na web. Exemplo disso são os áudios dos shows do Projeto Pixinguinha, gravados desde 1977 e agora disponibilizados na rede. A primeira iniciativa de difusão de acervo foi feita em 2006, quando a Funarte pôs na internet o Canal Virtual, que reunia acervo sonoro e fotográfico. O final do ano de 2009 foi marcado pelo lançamento do Portal das Artes, que ampliou o acesso aos conteúdos do Cedoc e integrou os ambientes on-line da Funarte.

Brasil Memória das Artes em Brasília – Dia 22/11 às 20 h
Sala Funarte Cassia Eller
Eixo Monumental Setor de Divulgação, lote 2 (entre o Clube do Choro e a Torre de
Televisão)
Brasília - DF
Informações: (61) 3322-2045 / 3322-2032

Wednesday, November 10, 2010

Uma Última Cena para Lorca


EM CARTAZ no TEATRO CALEIDOSCÓPIO
UMA ÚLTIMA CENA PARA LORCA
De 12 de novembro a 12 de dezembro de 2010

Durante a guerra civil espanhola, Federico Garcia Lorca esconde-se da perseguição política num quarto secreto. Dois dias antes de morrer, tenta finalizar a sua última peça teatral.

Texto Antonio Roberto Gerin
Concepção e Direção André Amaro
Elenco Da Mata, Elia Cavalcante, Lilian França, Dudu Bartholo
Flavio Monteiro, Pecê Sanvaz, Vanessa Di Farias, Dina Brandão e Sheila Aragão

Sessões
Sextas e Sábados 21h
Domingos 20h
Local Teatro Caleidoscópio - CLSW 102 bloco C Galeria - Sudoeste
Ingressos na bilheteria com 1 hora de antecedência - 40,00 inteira - 20,00 meia
(Leve 1 kg de alimento e pague meia entrada).
Indicação etária 14 anos

Reservas
3344 0444
(a reserva só é garantida até meia hora antes do início do espetáculo)

Mais informações acesse: teatrocaleidoscopio.blogspot.com
Foto anexa: Luiz Alves

Livro - Flora - amor e demência & Outros Contos

Tuesday, November 09, 2010

Vale-Tudo, Por Gilberto Dimenstein

09/11/2010 - 12h11
Vale-Tudo
Por Gilberto Dimenstein, do Aprendiz

Num país que já está se tornando "vale-dependente", mais um programa de distribuição direta de dinheiro, desta vez para a cultura, tem avaliação favorável quase unânime, segundo pesquisa do Datafolha, realizada em parceria com a produtora cultural J. Leiva. Se aprovado no Congresso, será o primeiro vale da gestão Dilma Rousseff.

Entre os ouvidos pelo Datafolha, 92% dão ao programa notas que variam de 5 a 10; 60% dão a nota máxima. É um inegável sucesso de opinião, mas carrega um risco monumental de desperdício.

A pesquisa mostra que os grandes beneficiários da distribuição serão as duplas sertanejas. Entre os mais pobres, comprar livros está longe das prioridades, pouco acima de rodeio. Balé vem em último lugar, quase empatado com os museus.

Podem me chamar de elitista, mas a pergunta é inevitável: seria correto drenar dinheiro público da cultura para as milionárias duplas sertanejas e para os rodeios?

Faço a pergunta motivado, em parte, por duas questões da semana: 1) o relatório do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que mostra como vai mal a nossa educação mesmo comparada à de países pobres; 2) a crescente articulação para aprovação de mais um imposto, restabelecendo a CPMF.

De acordo com a pesquisa do Datafolha e da J. Leiva, as pessoas usariam o dinheiro público -algo em torno de R$ 3 bilhões- para, em primeiríssimo lugar, ouvir CDs. Na cidade de São Paulo, sobretudo de música sertaneja. Depois, pela ordem, viriam cinemas e DVDs.

Para os pobres - os mais necessitados de um repertório cultural -, as preferências, além de sertanejo, são pagode, funk, gospel e samba. Zezé Di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone, Leonardo, Daniel, Roberto Carlos, Zeca Pagodinho e Calypso, nessa ordem, são os mais citados.

Alguns leitores podem me tachar de elitista, mas o que está em jogo é o uso de dinheiro público para patrocinar um repertório artístico de viés comercial.

Estudos em todo o mundo indicam que um dos diferenciais para explicar o desempenho dos estudantes é o que hoje se chama de "capital cultural". É algo farto para os ricos, cujos filhos vão a museus e têm biblioteca em casa. Escolas públicas que se destacam exibem, além de foco na leitura, atividades extracurriculares voltadas às artes, ou seja, oferecem chance de expressão e de encantamento com o belo. Num ambiente pedagógico, rap, pagode, funk, qualquer estilo pode ter um efeito tão forte quanto o de um jovem tocando numa orquestra.

O baixo capital cultural é uma das explicações para o fato de estarmos, segundo o IDH divulgado na semana passada, tão mal na questão da educação, mesmo em comparação com nações da América Latina de renda inferior à nossa.

Não seria melhor aplicar os R$ 3 bilhões em programas culturais voltados a alunos de escolas públicas?

O país está razoavelmente atento à corrupção, tema tratado diariamente na imprensa, mas pouco conhece dos desperdícios, que custam muito mais caro do que a roubalheira.

Um dos mais férteis estudiosos brasileiros das questões sociais, o economista Ricardo Henriques, secretário de Assistência Social do Estado do Rio, está mapeando os serviços públicos oferecidos às comunidades mais pobres. Notou que boa parte deles só existe no papel e que outra parte não funciona. Poucos dos que funcionam dialogam com serviços de outras secretarias. Quanto tempo duraria uma empresa que funcionasse assim? Depois se pergunta por que as milícias e os traficantes têm tanta força.

A diferença é que o governo tem sempre o "cliente" pagando, goste ou não do serviço. É espantoso como quase ninguém sabe que, apenas no custeio das aposentadorias de servidores públicos, são gastos R$ 40 bilhões por ano, o que equivale a mais de três vezes a Bolsa Família.

Os governantes dizem que contratam mais para prestar melhores serviços, mas não sabemos como isso funciona de fato. É um vale-tudo.

Na falta de dinheiro para a saúde, em vez de cortar gastos, ataca-se o bolso do "cliente" - e volta a CPMF. Saímos da campanha eleitoral com tantas promessas e voltamos à realidade de pagar mais impostos. Nesse contexto, o vale-cultura até que cai bem. Serve de circo.

PS - Coloquei no meu site (http://www.dimenstein.com.br) os dados do Datafolha que sustentam esta coluna.

(Envolverde/Aprendiz)
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Bolero de Ravel, de Menalton Braff

Monday, November 08, 2010

XXV Prêmio Internacional de Contos "Max Aub"


DATA
02 de junho, 2010 a 31 de dezembro, 2010
MAIS INFORMAÇÕES
Fundaçao Max Aub - Tel. 964 71 38 66 - fundacion@maxaub.org www.maxaub.org

REALIZAÇÃO
Fundaçao Max Aub

XXV Prêmio Internacional de Contos "Max Aub"

Já estão disponíveis as bases do XXV Prêmio Internacional de Contos Max Aub. Como em cada edição, estão sendo aguardadas propostas, historias inéditas escritas em espanhol e de temática livre. O premio foi concedido a autores espanhóis nos últimos três anos. Ao longo dos anos a nacionalidade dos ganhadores foi variando bastante, sempre movendo-se dentro da zona ibero-americana.

Maiores informações: http://www.maxaub.org/premios-max-aub/internacional-de-cuentos-24-edicion.html

Sunday, November 07, 2010

Para Miquéias Paz, evento não é política cultural


José Carlos Vieira
Sérgio Maggio
Publicação: 07/11/2010 08:00

A mímica entrou na sua vida quando ainda era jovem e participava do Grupo Retalhos, berço de grandes artistas da cidade. Aventurou-se como deputado distrital, se desencantou com o "jogo da política", mas hoje tira tudo de letra, não a letra falada, mas a do corpo. Miquéias Paz é um dos patrimônios culturais da cidade e gosta de uma boa prosa. Nesta conversa com o Correio, ele destaca suas origens, a força da arte para mudanças sociais e acha que uma Secretaria de Cultura não é lugar apenas de produtores, que pensam no imediatismo. Para o mímico, é necessário pensar a cultura a longo prazo, como transformadora da cidade.

Evento não é política cultural
Quando e por que você decidiu ser mímico? E quais foram seus mestres?
Nos anos 1980, eu estudava em Taguatinga e fazia parte do Grupo Retalhos, que tinha garotos como Natinho, Nilson, Zé Regino, Chico Simões. Nessa época a gente foi convidado a participar de um evento em Paracatu (MG) e tivemos de fazer uns trabalhos de rua. Aí eu criei uma coisa mais ou menos ligada à mímica. Fiz uma maquiagem branca, usei umas roupas extravagantes e saí pela rua… brinquei, brinquei, horas a fio. Era uma coisa meio boneco, meio robô e, depois das apresentações, uma garotinha bem pequenininha fez a seguinte pergunta para uma integrante do grupo: “Quando vocês voltam para Brasília, vocês guardam ele inteiro ou vocês desmontam?” Isso foi mágico pra mim. Nessa época, eu também fazia magistério na Escola Normal de Taguatinga e havia concursos de teatro lá. Entrei com essa figura que estava pouco a pouco virando um personagem. Acho que foi aí que encontrei meu caminho. Mas antes disso, via no Fantástico, aos domingos, esquetes de Juarez Machado, percebo agora que isso também me influenciou um pouco. Depois disso, vieram pessoas como o Luiz Mendonça, do Endança, a galera mais corporal de Brasília, e fiz alguns cursos com uns alemães que deram oficinas na cidade.

E depois?
Daí criei um espetáculo e fui para o Festival de São José do Rio Preto (SP), em 1986. Nesse festival, entre as várias oficinas oferecidas, tinha uma com Luiz Otávio Burnier, que era o grande mestre dos clowns, do movimento. Depois da oficina eu disse: é isso que quero fazer. E como eu era atleta, corria 5 mil metros e 3,5 mil metros, percebi que meu vigor ajudaria a mímica. Daí pra frente foi tudo divertido.

Praticamente, só você faz mímica no DF. Por quê?
A mímica ainda é tida como uma linguagem “sub”, mesmo sendo uma linguagem fundamental para qualquer ator. As pessoas nem sempre conseguem perceber na mímica toda a dramaturgia que ela oferece e existem poucos dramaturgos especializados na linguagem corporal. A mímica possui uma linguagem visceral, principalmente quando ela não é tratada como a arte do exibicionismo (como aqueles sombras que aparecem na TV), um dos problemas que a mímica tem. Tem gente que às vezes fica mais preocupado com o movimento técnico do que com o que você faz desse movimento, é como dançar, ou simplesmente repetir coreografias, e dançar com alma, duas coisas distintas. Temos o exemplo de Étienne Decroux (1898-1991, grande ator e mímico francês). Ele encarava o movimento do corpo como a essência do ser humano, tipo “eu não preciso do verbo para me comunicar, passar ideias”. Em Brasília, convivi com Pierre Weil (professor e escritor francês autor do livro O corpo fala, entre outros). Em sua obra, ele destaca a necessidade de ser verdadeiro com o seu corpo, porque a linguagem do corpo vem em primeiro lugar.

A classe teatral no DF é companheira ou, em sua maioria, são pavões diante do espelho?
Na grande maioria são companheiros, as pessoas se amam, se respeitam, como foi emocionante a reedição do Encontro Cabeças. Um monte de gente com os olhos cheios de água, muitas fotos, a vovozada a todo vapor. Como disseram na época “projeto Cabeças brancas” (risos). Mas é claro que existem os pavões, que elitizaram o processo, que fazem do Plano Piloto sua única referência de trabalho, que não querem visitar cidades-satélites, mesmo vindo delas. É uma relação individualista da arte, esquecem que ela é exatamente o contrário disso.

O que você acha de gestores culturais
que pagam fortuna para artistas de fora participarem de uma festa na Esplanada, em vez de apostar nos artistas locais?
Esse é o grande mal da cidade. E aí a gente tem que dar a mão à palmatória, porque ações como essa não têm cor política ou ideológica. Cansamos de ver isso em vários governos, enquanto perdemos a chance de fazer a diferença. Às vezes, o gestor cultural que está promovendo um evento de grande repercussão não pensa no todo do processo, mas só no evento e no seu retorno imediato. Pouco importa o que vai ficar para as pessoas, os cidadãos. Mas ele sabe o que vai ficar para ele ou o grupo de pessoas que ele representa. Eles poderão até dizer: “Ah, durante o tempo que estivemos lá, fizemos shows para tantos milhões de pessoas”. Mas qual foi o legado que eles deixaram para a população? Não estou dizendo que não se pode trazer os figurões da nossa cultura, não podemos virar uma vila, mas que eles possam interagir com a nossa comunidade e seus artistas. A gente tem um grande desafio agora, com o novo governo. Temos a mania de colocar produtor para ser secretário de Cultura. Aí esse produtor vai pela lógica do produto, do imediatismo… A gente corre um risco de, por maior que seja o efeito pirotécnico, criar uma “produtora governamental”. Secretaria de Cultura não faz evento, faz política cultural.

E qual é o papel da secretaria?
É desenvolver ações, preparar situações para que as pessoas continuem criando e desenvolvendo bens culturais. Temos uma chance boa em Brasília hoje. Tivemos experiências no passado que não vingaram ou só vingaram para alguns poucos, que batem a mão no peito e dizem que fizeram eventos para multidões. Eu e muitos artistas nascemos de um projeto (o Plateia, nos anos 1980) de formação de “fazedores de cultura”, tínhamos o dever contratual de ir até o público, nos apresentar para essa plateia, ouvir dessas pessoas suas impressões, questionamentos. Nessa época, fiz mais de 360 apresentações e, ao fim de cada uma delas, ficava uma hora ouvindo o público e suas críticas. Muitos dos meus contemporâneos também saíram desse projeto.

Como foi sua experiência como deputado distrital (1995 a 1998) e o convívio de um artista com políticos profissionais (muitos deles corruptos ou mais interessados em enriquecer seus próprios patrimônios)?
Quando entrei na Câmara Legislativa, eu era um cidadão comum, sem ligação direta com sindicatos, entidades de classe e não era um político profissional. Recebi belas rasteiras, principalmente dos “companheiros”, porque dos adversários nunca recebi rasteira, ironicamente. Tínhamos enfrentamentos políticos e tudo era sempre respeitoso. Mas muitas pessoas que se arvoravam como aliados, companheiros, me davam uma banda e depois diziam: “Isso é do jogo”. E se você não entrar nesse jogo está fora. E a sociedade vai percebendo que é assim mesmo, e vai se distanciando, se conformando. Mas, na realidade, não é.

O governador eleito Agnelo Queiroz era deputado federal pelo PC do B na mesma legislatura em que você era distrital. Você vê preocupação cultural nos discursos do atual petista?
Ele tem essa preocupação. Mas a gente não pode esquecer que, tanto ele como eu, éramos do PC do B. Vivenciei o primeiro momento dessa ruptura com o partido, não porque eu não acreditasse no PC do B, mas porque não pertencia à raiz do partido a discussão cultural como elemento de transformação da sociedade. Era um partido que foi criado e forjado na luta de classes, na resistência política, na guerrilha… e essa coisa do prazer como transformação não era patrimônio do partido. Tanto que vivi algumas dificuldades na época. Não conseguia ser artista e parlamentar exatamente porque a legenda não entendia isso como importante. Agnelo vem desse mesmo histórico. Mas creio que ele estará aberto a receber as pessoas que tenham a capacidade de aglutinação em torno da discussão cultural. Mesmo que ele não tenha vivido isso, confio na sensibilidade dele para acatar o pensamento cultural como um dos pilares da transformação de nossa cidade. Não acredito numa cidade que não tenha a cultura como referencial.

Qual é o seu conselho para Agnelo?
Que ele procurasse, nesse momento, na questão cultural, avaliar e chamar para essa composição um conjunto de pessoas que estejam preocupadas com o “fazer” cultural e não com o evento cultural, porque realizar eventos qualquer um faz, encher uma praça de gente é a coisa mais simples do mundo. Dê R$ 15 mil, que qualquer produtor lota uma praça com milhares de pessoas. Agora, transformar e formar uma única pessoa é a coisa mais difícil da Terra, mas valorosa. E isso demanda sensibilidade. Quando você vê um pichador, você precisa entender que ele precisa de identidade. Ele está fazendo isso como um grito: “Olha eu aqui! Eu quero sobreviver!” E essa sociedade massificadora não dá espaço para esse jovem. Por isso ele grita: “Picho, logo existo!” É a compreensão desse desabafo “poético” que temos de compreender. Posso até criticar o ato de pichar, mas não o seu cerne. E assim trazer esse pichador para outra história. Às vezes, não precisa nem ter um monte de gente na praça, como um manada, mas um monte de gente pensando, questionando, criando.

Há quanto tempo você é o mestre de cerimônias da Quinta Cultural do açougue T-Bone? Conte um pouco de projeto e sua parceria com Luiz Amorim...
É uma das coisas mais prazerosas que faço em minha vida. A minha admiração pelo Luiz é fantástica. Ele é uma Secretaria de Cultura ambulante (risos). É um cara que não abre mão de seu açougue, se você chegar lá de manhã, ele está no balcão de jaleco, cortando bifes… Ele não pavoneou em nenhum momento e é um dos caras mais importantes da cultura do país. Toda hora, tem gente de várias regiões do Brasil e do exterior para entrevistá-lo. Estamos juntos no Quinta Cultural há uns seis anos. O T-Bone é único no mundo.

Na cidade, proliferam grupos de comédia. O que você acha
desse fenômeno?
Há muita gente talentosa, competente, mas também existem os modistas. Quem é bom vai ficar. Os outros vão continuar fazendo piada de preto, de homossexuais, de pobres, de prostitutas… Vão ficar fazendo o que eu chamo de cócegas cênicas. Se te fizerem cócegas você vai rir. Mesmo sem ter vontade, será obrigado. Muitos estão usando o artifício das cócegas para fazer rir, esse é o grande perigo, de andar na linha fácil, a linha do preconceito. Uma coisa é eu mexer com sua inteligência, trazer você comigo e te fazer rir, outra é eu cutucar suas costelas pra você rir.

Se você fosse secretário da Cultura, colocaria gente mais ligada a partidos políticos ou a gestores preocupados basicamente com a cultura local?
Eu colocaria pessoas comprometidas com o meu projeto. Há pessoas competentes, mas sem nenhum compromisso com o que você pensa e quer para a cidade. “Sou tão competente que sei até onde sabotar seu projeto.” Por isso, as pessoas precisam ter competência, mas que tenham compromisso com o novo. Caso contrário, elas vão destruir qualquer possibilidade de avanço. Porque os interesses delas são outros. Esse tipo de gente vai ficar repetindo fórmulas. Mudar incomoda muita gente. Existem também aqueles que não têm muita competência, mas possuem a compreensão de que precisam fazer o melhor para que o projeto dê certo. Para se compor uma secretaria, a primeira pergunta que deveria ser feita é a seguinte: suas mangas da camisa estão arriadas, não me interessa. Meu amigo, o que a gente precisa aqui é de gente com as mangas levantadas, porque temos muito que trabalhar nessa história.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/

II Simpósio de Crítica de Poesia – “Poesia Contemporânea: Olhares e Lugares”, na UnB


Nos dias 8, 9 e 10 de novembro acontece, no Auditório do Prédio do IB (Instituto de Biologia), Campus Darcy Ribeiro – UnB, e no Auditório I do Museu Nacional da República, o II Simpósio de Crítica de Poesia – “Poesia Contemporânea: Olhares e Lugares”, sob a coordenação da professora e poetiza Sylvia Helena Cyntrão.

Ainda no primeiro dia do Simpósio, às 19h, no Auditório I do Museu Nacional da República, o Grupo VivoVerso apresentará o espetáculo multiartístico Brasílias de Luz, dedicado aos poetas de Brasília e em homenagem ao compositor, músico, cantor, produtor, diretor teatral e poeta Oswaldo Montenegro, cidadão honorário de Brasília.

Veja a programação completa em:
http://by148w.bay148.mail.live.com/default.aspx?wa=wsignin1.0

Mais informações e programação:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/11/08/
diversaoearte,i=222149/A+UNB+E+O+MUSEU+DA+REPUBLICA+RECEBEM+O+2
+SIMPOSIO+DE+CRITICA+E+POESIA.shtml

I Concurso de Poesia – Revista Literária 2010

I Concurso de Poesia – Revista Literária 2010

R E G U L A M E N T O

Apresentação
O Portal Revista Literária, juntamente com o Sindicato dos Escritores do Distrito Federal e a Scortecci Editora, estão organizando o I Concurso de Poesias Revista Literária – Edição 2010, para autores brasileiros, maiores de 16 anos, residentes no Brasil.

O Concurso tem por objetivo descobrir novos talentos e promover a literatura brasileira. Nesta edição, contemplaremos o gênero POESIA. Com tema livre e inscrição gratuita.

O Portal Revista Literária escolherá uma Comissão Julgadora composta de 6 (seis) membros de renomado prestígio literário, que fará a seleção dos trabalhos e resolverá os casos omissos deste regulamento, caso ocorram.

Inscrições
As Inscrições (Gratuitas) poderão ser feitas durante o período de 01 a 30 de novembro de 2010.

O envelope deverá conter uma folha com a POESIA e outra contendo a ficha de inscrição preenchida e assinada.

Enviar para o endereço: Caixa Postal 9662 CEP 70.040-976 - Brasília-DF.

A formatação deverá ser feita necessariamente em Papel A4, com no máximo 2.000 caracteres, fonte Arial, tamanho 12 e espaçamento duplo entre linhas.

O Autor poderá participar com 1 (uma) POESIA, em língua portuguesa, contendo obrigatoriamente um título, e os dados de identificação do autor na mesma folha. (Nome completo, E-mail e telefone). Não há necessidade de pseudônimo. Não há necessidade de ser inédita.

Premiação
Os 50 (cinquenta) trabalhos selecionados pela Comissão Julgadora, serão publicados em uma Antologia, formato 14 x 20,7 cm, Registro ISBN e Ficha Catalográfica, sem custo nenhum para seus autores.

A título de Direito Autoral, Os Três primeiros lugares receberão 5 exemplares (gratuitamente) da Antologia. Do 4º ao 50º lugar, os autores receberão (gratuitamente) um exemplar cada um, editados pela Scortecci Editora e entregues pela Revista Literária.

A publicação será em ordem alfabética, por nome de autor.

Responsabilidades
Revista Literária:
1) Escolha e Indicação da Comissão Julgadora do I Concurso de Poesias Revista Literária – Edição 2010;
2) Promoção e Divulgação do evento;
3) Envio e postagem dos exemplares da antologia para os 50 (cinquenta) Autores selecionados.

Scortecci Editora:
1) Editoração e Impressão da antologia do I Concurso de Poesias Revista Literária – Edição 2010;
2) Divulgação do concurso no Portal Concursos e Prêmios Literários.
3) Comercialização da obra pela Internet através da Livraria Asabeça.

Dados Técnicos da obra
150 (cento e cinquenta) exemplares, formato 14 x 20,7 cm, miolo P&B, capa 4 cores em papel 250 gramas, sendo: 62 (sessenta de dois) exemplares para os Autores Vencedores do I Concurso de Poesias Revista Literária – Edição 2010, e 38 (trinta e oito) exemplares para Divulgação, pela Revista Literária, e 50 (cinquenta) exemplares para a Scortecci Editora comercializar ao preço de R$ 20,00 cada, através da Livraria e Loja Virtual Asabeça.

Autores vencedores do I Concurso de Poesias Revista Literária – Edição 2010, poderão adquirir exemplares extras diretamente com a editora com 40% de desconto, mais despesas de remessa.

Cronograma
Inscrições de 01 a 30 de novembro/2010
Divulgação do Resultado 21 de dezembro de 2010
Edição da Antologia 8 de janeiro de 2011


Disposições finais

É vetada a participação de pessoas ligadas à Revista Literária, direta ou indiretamente, de seus parentes em até segundo grau, bem como de todos os envolvidos no processo de julgamento do concurso.

Os trabalhos enviados não serão devolvidos.

Ao fazer a inscrição, o Autor estará concordando com as regras do concurso, inclusive autorizando a publicação da obra em antologia pela Scortecci Editora e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral.

Se tiver alguma dúvida, entre em contato por e-mail
faleconosco@revistaliteraria.com.br

http://www.revistaliteraria.com.br/concurso.htm

Friday, November 05, 2010

Cine Curta Madrid

MOSTRA CINEMA: Madri em curta

Madri em curta é um programa promovido pela Secretaria de Cultura e Turismo da Comunidade de Madri e coordenado pelo Escritório de Promoção da ECAM (Escola de Cinematografia e Audiovisual de Madri), para a difusão e promoção da criação audiovisual de Madri, com especial foco na produção de curtas-metragem.

O Instituto Cervantes apresenta através desta mostra os curtas mais singulares selecionados na "Semana do curta-metragem da Comunidade de Madri" desde 2005 até 2009.

06/11, sábado, 19h
Curtas de 2005
La Luz de la primera estrella
De Iñaki Martikorena | ficção | 9 minutos
En lo que va de año
De Inés Enciso | ficção | 10 minutos
Hambre
De Javier García Castellanos, Roberto Prades, Ana Santaballa | animação | 7 minutos
Luminaria
De Álvaro Gimenez-Sarmiento | ficção | 13 minutos.
Tadeo Jones
De Enrique Gato | animação | 8 minutos

07/11, domingo, 19h
Curtas de 2006
Banal
De David Planell | ficção | 12 minutos
Boletos por favor
De Lucas Figueroa | ficção | duração: 14 minutos
En el hoyo
De David Martín de Los Santos | ficção | 24 minutos
Frozen souls
De Juana Macías | ficção | 14 minutos
Huellas en la nieve
De Pedro Touceda | ficção | 19 minutos
Joe K
De Oscar de Julián | documentário | 17 minutos

08/11, segunda feira, 19h
Curtas de 2008
Diente por ojo
De Eivind Holmboe "Salmón" | ficção | 20 minutos
El hombre feliz
De Lucina Gil | documentário | 14 minutos
El pan nuestro
De Aitor Merino | ficção | 19 minutos
Elena quiere
De Lino Escalera | ficção | 19 minutos
Equipajes
De Toni Bestard | ficção | 10 minutos
Jazz song
De Jorge González Varela | animação | 8 minutos
Ludoterapia
De León Siminiani | ficção | 14 minutos
Salvador
De Abdelatif Hwidar | ficção | 11 minutos

09/11, terça feira, 19h
Curtas de 2008
El Palacio de la luna
De Ione Hernández | ficção | 13 minutos
Harraga
De Eva Patricia Fernández, Mario de la Torre | documentário | 20 minutos
Paredes
De Jorge Galerón | ficção | 19 minutos
Paseo
De Arturo Ruiz Serrano | ficção | 13 minutos
Porque hay cosas que nunca se olvidan
De Lucas Figueroa | ficção | 12 minutos
Viaje a Bangkok
De Dionisio Pérez Galindo | ficção | 7 minutos

10/11, quarta-feira, 19h
Curtas de 2009
Di me que yo
De Mateo Gil | ficção | 15 minutos
Doppelgänger
De Óscar de Julián | documentário | 20 minutos
La tama
De Martín Costa | ficção | 19 minutos
Metrópolis Ferry
De Juan Gautier | ficção | 16 minutos
Parking
De Jorge Molina | ficção | 11 minutos
The End
De Eduardo Chapero-Jackson | ficção | 28 minutos
Tu(a)mor
De Fernando Franco | ficção | 13 minutos
Una vida mejor
De Luis Fernández Reneo | ficção | 15 minutos

http://www.culturaespanha.org.br/agenda/brasilia/411/madri-em-curta/

Thursday, November 04, 2010

Sarau Videoliteromusical Poemação homenageia o poeta Luis Turiba


O poeta e jornalista Luis Turiba é o homenageado da décima quarta edição do Sarau Videoliteromusical Poemação que acontece na próxima terça-feira, 9, às 19h, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (2° andar). A programação do evento terá ainda a presença do grupo OiPoema - formado pelos consagrados poetas Angélica Torres, Cristiane Sobral, Amneres, Bic Prado e Nicolas Behr -, a participação do trio carioca Paulo Cezar Alves Custódio (Paco Cac), Álvaro Marins e Mario Chagas e a performance do Cumpadre Anselmo, com sua poesia "matuta". Outra atração da noite fica por conta da parte musical que ficará a cargo da cantora Célia Porto e do maestro Rênio Quintas. O Sarau é gratuito e aberto à comunidade.

HOMENAGEADO - Pernambucano, criado no Rio de Janeiro e radicado em Brasília, Luis Turiba "milita ativamente" na poesia há mais de 30 anos. Turiba é autor de Kiprokó (1977), seu primeiro livreto, Clube do Ócio (1980), Luminares (1982), Realejos (1988), a antologia Cadê? (1998) e Bala (2005). Em 1985, fundou a revista de poesia experimental BRIC-A-BRAC, em Brasília.

Durante o Sarau, Turiba, que também é integrante do grupo OiPoema, apresenta Meiaoito (2008), seu livro mais recente com o qual foi vencedor da Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária e que compõe a Coleção OIPoema, lançada no mês de setembro deste ano. A coleção é formada por 7 livros e reúne as obras dos poetas Amneres (Diário da Poesia em combustão), Angélica Torres (Luzidianas), Bic Prado (Poemas de um Livro Verde), Cristiane Sobral (Não Vou Mais Lavar os Pratos), Nicolas Behr (O Bagaço da Laranja II), e Eduardo Resa (Misere Nobis). Todos os poetas estarão no palco da BNB participando desta 14ª edição do Poemação.

O evento traz ainda duas outras atrações: "a poesia matuta" do Cumpadre Anselmo e os poemas do trio carioca Paulo Cezar Alves Custódio (Paco Cac), Álvaro Marins e Mário Chagas, poetas que estiveram à frente das Sextas Poéticas do Museu da República, O Poeta Sai da Gaveta (com Teresa Drummond), no Méier, e O Panorama da Palavra, semanalmente, todos no Rio de Janeiro, no final dos anos 90.

A parte musical terá a participação da cantora Célia Porto e do maestro Rênio Quintas com seu repertório de música popular brasileira. A plateia participa do Sarau na sessão Poesia na Plateia e, ao final, haverá sorteio de livros para os presentes. A coordenação do evento é de Jorge Amâncio e Marcos Freitas.

POEMAÇÃO 14 (Sarau Videoliteromusical) - Homenagem ao poeta e jornalista Luis Turiba. Com o grupo OiPoema, Cumpadre Anselmo, Paulo Cezar Alves Custódio, Álvaro Marins, Mário Chagas, a cantora Célia Porto e o maestro Rênio Quintas. No auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), 9 de novembro, 3ª, às 19h. Coordenação e informações: Marcos Freitas (8129-7116) e Jorge Amâncio (9100-3556). http://poemacao.blogspot.com/. Entrada franca.

Fotos: 1. Blog do poeta Luis Turiba; 2. Grupo OiPoema por Eraldo Peres.

Fonte: http://www.bnb.df.gov.br/index.php/sala-de-imprensa/item/480-sarau-videoliteromusical-poemação-homenageia-o-poeta-luis-turiba

9º Festival Brasileiro de Animação Infantil

Tagualetras, Um Jornal Cultural


O Tagualetras é um jornal cultural que visa apoiar, promover, divulgar, aqueles que estão ligados à educação, disseminando conhecimento, oportunizando espaço para escritores, em especial os inéditos, mostrarem seu trabalho. Os artistas de maneira geral tem espaço assegurado, em especial, aos alunos que desejam mostrar suas produções em todas as áreas. Dedicam uma página aos alunos do ensino médio, aos universitários e, por solicitação da classe, aos professores.
A ideia de fazer um Jornal Cultural vem de muito tempo, pois o Raúl Larrosa, Diretor do Tagualetras, é jornalista e trabalhou na produção de jornais no Uruguai, seu país de origem, e no Brasíl: Sempre desejamos encontrar um mecanismo de divulgação para os escritores, pois, conhecemos muito bem as dificuldades na difusão de nossas obras. Por vários anos (Raúl e Gacy) escreveram matérias para outros jornais e revistas. Criaram em sociedade com outras pessoas, o jornal Panorama cultural, mas como estavam com diversas frentes de trabalho, a sociedade se desfez. Na separação ficaram com a alvoradadelivros.com.br, uma livraria virtual disposta a receber os mais diversos gêneros, sem a preocupação de que o escritor tenha fama ou não.
Ambos pertencem a Academia de Letras de Taguatinga- ALT, presidente Ronaldo A. Mousinho. Gacy Simas é acadêmica titular há mais de 15 anos, onde ocupou diversos cargos na diretoria, e, Raúl Larrosa, acadêmico voluntário, desde junho de 2010.
Membros fundadores da Academia de Ciências, Letras e Artes do Recanto das Emas –ACLAREMAS, presidente Roque Manoel dos Santos.
Ambos, membros do Sindicato dos Escritores do DF, presidente Elias Daher. Raúl é Diretor de Marketing.
Na Academia de Letras do Brasil – ALB, presidenta escritora Vânia Moreira Diniz. Gacy é Diretora de Eventos, empossada em agosto de 2010.
Movimento Cultural Internacional Abrace, diretores Roberto Bianchi e Nina Reis. Gacy e Raúl são representantes no Brasil, Brasília, desde 2007.
O corpo editorial do jornal é composto por: escritores, poetas, jornalistas, médicos, juristas, artistas e professores, pessoas que não apenas presidem entidades representativas, mas que possuem uma longa história de trabalho dedicado à educação e a cultura.
Editora: Gacy Simas
Diretor: Raúl Larrosa
Jornalista responsável: Ildefonso Sambaíba
Redator: Elias Daher
Revisora: Aglaia Souza
Arte: Elison Simas
Cartunistas: Oswaldo Pullen e Isaac Tavares
Coparticipantes responsáveis por matérias: Astrogildo Miag, Roberto Klotz, Fernando Bonassi, Dinorá C. Cançado, Erika Carvalho, Gabriel Fassio Marcos Terra, Marcos Freitas, Emanuel Lima, Vinícius Borba, Porfírio Magalhães, Emanuel Lima.
O jornal sobrevive das publicidades, como os próprios leitores podem ver, não são muitos, mas o suficiente para fazer a máquina rodar.
O objetivo do jornal cultural Tagualetras é fazer a diferença, coisa que já estão aos poucos conseguindo, junto às instituições de ensino, na comunidade e no mercado jornalístico literário brasileiro. Ninguém é profeta em sua própria terra, e o futuro é desconhecido, por isso, o corpo editorial do Tagualetras vive e planta no momento presente, o mais é uma consequência. Planos... a equipe tem muitos, e as realizações estão sendo construídas aos poucos e em conjunto. O Tagualetras é composto por uma equipe, pois acreditam que é da união que nascem e crescem as melhores ideias.
O Tagualetras oferece espaço publicitário para os que comungam de seus objetivos e que desejam divulgar seu produto ou serviço.
Contatos: tagualetras@yahoo.com.br
Fone: 9926-0919
Caixa postal 5475, CEP 72.010-971

Fonte: http://www.maxpressnet.com.br

Thursday, October 28, 2010

“Urdidura de Sonhos e Assombros”, Nova Antologia de Marcos Freitas


Com o 'Urdidura de Sonhos e Assombros: Poemas Escolhidos (2003-2007)', Marcos Freitas chega, precocemente, à primeira antologia de poemas, num percurso de produção intensa e constante. O livro enfeixa uma seleção de poemas dos seis primeiros livros de poesia do autor: 'Raia-me Fundo o Sonho tua Fala' (2007), 'Na Curva de um Rio, Mungubas' (2006), 'Quase um Dia' (2006), 'Moro do Lado de Dentro' (2006), 'A Terceira Margem do Rio' (2004) e 'A Vida Sente a Si Mesma' (2003). A Antologia segue, portanto, a divisão por livros, e obedece a ordem cronológica inversa, do mais recente ao mais antigo. Como salienta Antonio Miranda, o autor é um poeta lírico, mas também tem raízes sociais, e em versilibrismo avança no domínio de sua técnica, reconhecendo 'um poema / tão denso e pequeno / que não cabe em si', que é o desafio. Síntese, amálgama, fusão de idéias e sentidos, e — por que não? — de mementos e sentimentos. Além desses livros, Marcos Freitas publicou ainda 'Staub und Schotter’ (2008) – uma coletânea de poemas escritos em alemão, inglês, francês, espanhol, italiano e tcheco – e MARCOS FREITAS – Micro-Antologia de Rua – Poesia Brasileira Contemporânea nº 44, Ed. Thesaurus (2008), além de ter participado com contos e poemas em cerca de trinta Antologias. Na área técnica, publicou os livros 'Neurocomputação Aplicada’ (1998), 'A Regulação dos Recursos Hídricos: estado e esfera pública na gestão de recursos hídricos – análise do modelo atual brasileiro, críticas e proposições’ (2009), 'Que Venha a Seca: modelos para gestão de recursos hídricos em regiões semiáridas’ (2010) e mais de uma centena de artigos técnicos em revistas e anais de congressos nacionais e internacionais. Marcos Freitas é diretor do Sindicato dos Escritores do DF e membro da Associação Nacional dos Escritores - ANE e da União Brasileira de Escritores – UBE.
O Sarau Videoliteromusical “Urdidura de Sonhos e Assombros” contará com a participação dos poetas Marcos Freitas, Jorge Amâncio e Deliane Leite, acompanhados dos músicos Breno Silveira (violão) e João Nascentes (acordeão).

INFORMAÇÕES:
Serviço: Lançamento do livro “Urdidura de Sonhos e Assombros” e Sarau Videoliteromusical
Data: 03 de novembro
Horário: 19h30
Local: Livraria Cultura – CasaPark Shopping Center– Brasília - DF
Classificação indicativa: livre
Entrada franca
Contatos: Tel 61 3410 4033 R 4523
E-mail: welton.filho@livrariacultura.com.br
Site: www.livrariacultura.com.br


Blogs:
www.emversoeprosa.blogspot.com
www.poemacao.blogspot.com
Artigos técnicos:
http://www.scribd.com/mfreitas_pi

Adquirir o livro: www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9044866&sid=74115020313226344584235846&k5=2C0AC4C7&uid=
LA CHASCONA

corre ligeiro e emparedado
o rio Mapocho, em Santiago.
correm fios de água em labirintos
en La Chascona, em Santiago.
em contraste, voa fecunda e altipotente
a poesia de Neruda, em Santiago.

Marcos Freitas.

Sertão de Cabo a Rabo, com Ruiter Lima e Carlinhos Piauí - III

Sertão de Cabo a Rabo, com Ruiter Lima e Carlinhos Piauí - II