Monday, August 13, 2007

Semana Afonso Brazza

SEMANA DA MÚSICA ERUDITA BRASILEIRA: UMA PROMOÇÃO DO SESC/DF

Semana da Música Erudita Brasileira - homenagem aos 120 anos de nascimento de Heitor Villa-Lobos e aos 100 anos de nascimento de Mozart Camargo Guarnieri – de 13 a 17 de agosto, no Espaço Cultural JK (SESC 913 Sul), às 20h. A entrada é gratuita.
Veja programação em: http://www.sescdf.com.br/news_details.php?sNewsDetailsID=7724

Friday, August 10, 2007

Chico Miguel e sua antologia

Chico Miguel e sua antologia (1)
(*) Herculano Moraes

Ouçam o que disse, em 1978, a professora de Literatura Brasileira
Rejane Machado, no texto a que deu o título “Para entender Francisco”:
“Pedra em Sobressalto é um salto sobre a pedra. Alguns doa seus belíssimos poemas nos semelham modernos cromos, apesar de sua forma contida, lixada, das imagens depuradas”.
“O que nos transmite em seus versos é a realidade ambiental, particular, subjetiva. Os sentimentos do poeta gravitam em seu redor, emprestando-lhe seiva; e dela surgem e saltam lembranças que transcendem o objetivo inerte e bruto”.
Mais ou menos na mesma época o romancista O.G. Rego de Carvalho expôs a seguinte opinião:
“Francisco Miguel de Moura cresceu na minha admiração e hoje o posso citar como um dos maiores poetas do Piauí, ao lado de Da Costa e Silva e H. Dobal”.
Pedra em Sobressalto, na segura análise de Hardi Filho, projeta Chico Miguel apara além de nossas fronteiras.
Homem simples, é estreitamente ligado à sua terra e ao seu povo e por isto mantendo com este uma identidade fundamental na construção de sua rica poesia.
Água, pedra, areia, terra e ternura são alguns elementos que compõem o universo poético de Francisco Miguel de Moura.
Dos três principais nomes do Circuito Literário Piauiense – CLIP, que comemora 40 anos de sua existência, Francisco Miguel de Moura sempre esteve no centro das vertentes poéticas gerados por nós.
Hardi Filho sempre foi o poeta amoroso, sentimental, ardente. De poesia ao mesmo tempo espiritual e temporal, buscando respostas para as indagações que lhe incomodam e tendo a mulher, a sua mulher, Adélia, como motivo de suas mais ingênuas confissões. Nítidas influências de Cruz e Sousa e Celso Pinheiro, mas íntegro e livre na lavratura do verso.
Minha poesia atravessou alguns estágios. Era, no princípio, arrebatamento, revolta contra as injustiças sociais, a paixão pela terra, o amor pelas mulheres, raízes telúricas expondo as feridas do tempo. Na essência da criação poética, os sonhos de Castro Alves e Vinícius de Moraes guiavam meus passos.
Francisco Miguel de Moura, desde Areias, já revelava essa dimensão singular. Poesia enxuta, sem artifícios, modelada como se fosse um artesão talhando a pedra. Escoimada dos excessos encontrados na poesia adolescente que escrevemos há quatro décadas.
O crítico literário Campomizzi Filho, em artigo ilustrativo na “Folha de Ubá” – Minas Gerais, identificou a crença e o amor como elementos substanciais na poesia de Francisco Miguel – “O caminho da redenção do poeta”.
Esta Antologia, cujo lançamento faz parte das comemorações dos 40 anos do CLIP, revela a grandeza de um poeta que consegue construir sua obra tendo, como obstáculo, o isolamento de um Estado invisível aos olhos do Mundo, cujas autoridades não conseguem romper os preconceitos claros e injustificados contra a arte, a cultura, a história do nosso povo.
De tudo o que produzimos pouco ou nada chega ao conhecimento da sociedade brasileira. Aqui mesmo entre nós o esforço de poucos que se concentram em demonstrar a grandeza de nossas manifestações não recebe o necessário apoio.

Chico Miguel e sua Antologia (2)
(*) Herculano Moraes

Esta casa (a Academia) tem promovido excelentes eventos – desde
posses magníficas, com orações memoráveis, a lançamentos literários de porte, sem que a imprensa e a TV dêem qualquer importância.
Mas existem os que não se conformam e mantêm com intelectuais e editoras do país o necessário diálogo. Francisco Miguel de Moura tem jornais e revistas de circulação nacional, colocando-se entre os autores piauienses mais conhecidos nacionalmente.
Esta coletânea é “uma antologia sem arestas, ampla em seu universo de alumbramentos, é o que é no justo espaço em que se concretiza como facilidades mercantis do verso ruim, que em má hora propaga-se como peste, ceifando os derradeiros ecos de beleza”. Quem diz isto é R. Leontino Filho, cuja análise mergulha na essência da palavra vinculando o criador ao elemento de sua criação.
Na pg. 13 da Antologia, um passeio na epígrafe de tantos quantos leram e compreenderam a sua poesia: Henriqueta Lisboa, Lygia Fagundes Telles, Fábio Lucas, Stella Leonardos, Fernando Py, Homero Silveira, João Felício dos Santos, Leila Míccolis, Joanyr de Oliveira, Nelly Novaes Coelho, Nilto Maciel, Dalila Teles Veras, Antônio Carlos Vilaça, Rosa Kapila, Assis Brasil e outros mais, críticos inumeráveis, jornalistas, simples leitores, todos encantados com a poesia de Chico Miguel.
x-x-x-x-x
Somos três a abrir as cortinas da história cultural do Piauí quatro décadas atrás. Logo depois éramos quatro, com a chegada de Tarciso Prado; e logo mais cinco com Osvaldo Lemos, seis, dez, centenas. Muitos se engajaram nesse sonho. Tantos outros caminharam conosco nesta jornada nebulosa. Enfrentando os riscos de um regime autoritário, a censura... o fantasma do comunismo na cabeça dos generais, o arbítrio, a perseguição, a tortura moral, a violência contra as idéias, a proibição do direito de dizer e pensar.
Mas fomos pensando e fomos dizendo, às vezes no silêncio dos quartos iluminados a lamparinas; às vezes nos debates clandestinos no quintal de nossas casas, onde líamos o que havíamos produzido.
Depois levamos para as salas de aula, inúmeras vezes expulsos pelos diretores de escolas que não queriam problemas com a “redentora”. Logo depois estávamos promovendo a literatura nas emissoras de rádio, nos auditórios e nos livros. A Polícia Federal proibiu a circulação de Meus Poemas Teus, mas a vingança veio através do Hardi Filho, que criou um pseudônimo denominado Pipinela. O sobrenome era uma metáfora. Era preciso fazer pipi sobre o regime. Mas os militares não conseguiram decifrar este enigma.
Somos uma família. Sempre fomos uma enorme família. Une-nos o ideal de construir. Tragédias pessoais, acontecimentos infaustos, desvios, nada disto interfere em nossos sonhos, pois somos uma família que se alegra com as vitórias de cada um. Não nos move a inveja, nem o ressentimento, nem a tristeza. Se eu pudesse dizer que tipo de sentimento resume a existência da CLIP, diria que todo esse complexo desprendimento tem a alma de uma mulher de nome Adélia, que conhece as entranhas deste movimento.
Se fosse possível demonstrar numa só pessoa as explosões de indignação, de descontentamento contra a censura, de revolta contra as injustiças, de força contra o arbítrio, instrumento desse enorme complexo de vivência do CLIP, diria que esses sentimentos estão vivos na figura emblemática de Tarcisio Prado.
Esta Antologia contém os poemas que o Autor mais gosta. Aqueles que marcam e definem suas doutrinas, que espelham sua alma, projetam seus sonhos, que renovam suas células, que demarcam limites, que vicejam esperanças. São poemas reveladores do seu caráter de poeta afeito aos temas universais, mas sem perder a raiz de suas nascentes, a primeira água de sua correnteza, ele que é rio, mar, terra, sargaços e infinito, anjo e demônio, prosador e poeta, cronista, romancista, articulista, biógrafo, semente espiritual da arte literária.

(*) Herculano Moraes é membro da Academia Piauiense de Letras e apresentou o poeta Chico Miguel, também da APL, no lançamento da “Antologia”, no Auditório da Academia, em 12.05.2007.

http://www.diariodopovo-pi.com.br/opiniao.php

Veja poemas de Francisco Miguel de Moura em:
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/piaui/francisco_miguel.html

Tuesday, August 07, 2007

SARAU DA PRIMAVERA - 100 HORAS DE POESIA NA RODA

COLETIVO DE POETAS E PROJETO CALIANDRA APRESENTAM: SARAU DA PRIMAVERA - 100
HORAS DE POESIA NA RODA NO CLUBE DA IMPRENSA

O Sarau da Primavera - 100 Horas de Poesia na Roda - faz parte da
filosofia do Coletivo de Poetas de levar Poesia para todos, divulgar a obra
de poetas esquecidos pela crítica, pelas editoras e pela mídia e incentivar
os poetas a recitarem seus próprios poemas. A entrada é franca. O mega-sarau
será realizado no Clube da Imprensa. Vai começar às 20h do dia 19 de
setembro (quarta-feira), com duração até às 24h do dia 23 de setembro
(domingo) e baterá assim o recorde de duração de tempo de saraus realizados
em todo o mundo.
Mais de 60 poetas, cantores, compositores e mestres-de-cerimônias serão os
responsáveis pela realização do Sarau da Primavera, que vai homenagear ainda
os 17 anos de criação do Coletivo de Poetas e os 45 anos de criação do Clube
da Imprensa, um espaço histórico de resistência cultural. Serão homenageados
dezenas de poetas vivos e mortos, com recitais e rodas de leituras de seus
poemas e minipalestras enfocando a vida e a obra desses criadores. Entre os
homenageados vivos estão Cassiano Nunes e Adélia Prado. Entre os poetas
falecidos, Machado de Assis, Noel Rosa, Mário Faustino, Patativa do Assaré,
Oswald de Andrade e Mário Quintana.
Serão feitos dezenas de lançamentos e relançamentos de livros de escritores
residentes no Distrito Federal. Haverá uma imensa programação cultural
paralela, como minifeiras de artes, com exposições de artistas plásticos do
Distrito Federal. O Coletivo de Poetas foi criado em 1990. É, portanto,
movimento cultural pioneiro na realização de saraus no DF. O Coletivode
Poetas já publicou cinco coletâneas cooperativadas de poesia e contos:
Poemas, Contos, Outros Poemas, Ibirapitanga e Mais Uns. No final do ano,
será publicada a coletânea Sarau da Primavera - 100 Horas de Poesia na Roda.

Monday, August 06, 2007

Metáfora

Gilberto Gil

Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível

Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível

Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível

Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora

Friday, August 03, 2007

Teresina, Capital do Cordel: Festival de Violeiros

Entre os dias 16 a 19 de agosto de 2007, Teresina será palco mais uma vez do tradicional Festival de Violeiros do Norte Nordeste, em sua 34ª edição. O evento acontecerá, no Teatro de Arena, na Praça da Bandeira, e deve reunir cerca de 180 repentistas de todo o Brasil. Na ocasião vai será lançado o CD “Repente do Século XXI”.

O festival, criado em 1971 pela Associação dos Violeiros e Poetas Populares do Piauí, tem como objetivo conservar e perpetuar a Literatura de Cordel. O festival de Teresina é o maior do Brasil, no gênero. Além de reunir os maiores repentistas do Brasil, o evento ainda abre espaço para os cantadores que estão em início de carreira. Em 2005, a Prefeitura de Teresina instituiu o Dia do Violeiro, comemorado no dia 3 de junho.

Sobre literatura de cordel visite a página da Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC e conheça os principais poetas populares, a exemplo de:

Firmino Teixeira do Amaral

Foi o mais brilhante poeta popular do Piauí. Nasceu no povoado de Amarração (Luís Correia-PI) e mudou-se muito jovem para Belém-PA, tornando-se o principal poeta da Editora Guajarina, de Francisco Lopes. Escreveu a famosa Peleja de Cego Aderaldo com Zé Pretinho do Tucum, tida por muitos como real, mas, ao que tudo indica, foi fruto de sua imaginação. Nesta obra ele criou um novo gênero na cantoria: o "trava-língua".
Dentre as obras de sua autoria destacam-se "Pierre e Magalona", "Bataclã", "O Filho de Cancão de Fogo", "O Casamento do Bode com a Raposa" e a peleja mais genial e popular de todos os tempos: a de Cego Aderaldo com Zé Pretinho do Tucum, que chegou a ser gravada por Nara Leão e João do Vale no disco OPINIÃO.

Fonte: http://www.ablc.com.br/historia/hist_cordelistas.htm

Thursday, August 02, 2007

TV Cultura Viva

A TV Cultura Viva, criada pela Secretaria de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura (SPPC/MinC) vem funcionando desde o dia 25 de julho último. Em fase de testes, a programação está hospedada no Youtube. O projeto é mais um espaço de difusão dos trabalhos dos Pontos de Cultura, conveniado com o Programa Cultura Viva.

Mais informações, no sítio do MinC:
http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=28289&more=1&c=1&pb=1

Acesso aos vídeos:
http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/tv_cultura_viva/

Wednesday, August 01, 2007

Skulptur Projekte Münster 07


Ausstellung
Im Sommer 2007 finden zum vierten Mal die Skulptur Projekte Münster statt. Diese internationale Großausstellung lädt seit 1977 im zehnjährigen Rhythmus Künstlerinnen und Künstler aus aller Welt ein, ihre Werke in der Stadt entstehen zu lassen. Münster ist so zu einer internationalen Referenzadresse für zeitgenössische Kunst im öffentlichen Außenraum geworden.
Die skulptur projekte münster 07 finden ab Mitte 2007, parallel zur documenta in Kassel, statt. Sie werden über 100 Tage Stadt und Region unmittelbar prägen (17.6. - 30.9.2007). 1997 kamen mehr als 500.000 Besucher nach Münster, um die Arbeiten von Künstlern aus 25 Ländern kennenzulernen. Die Erwartungen für 2007 sind ähnlich hoch gesteckt.
Das Kuratorenteam aus Dr. Brigitte Franzen (Westfälisches Landesmuseum, Münster), Prof. Kasper König (Museum Ludwig, Köln) und der assoziierten Kuratorin Dr. Carina Plath (Westfälischer Kunstverein, Münster) hat 37 Künstlerinnen und Künstler eingeladen, sich an der Ausstellung zu beteiligen.
Der Titel der Ausstellung Skulptur Projekte ist Programm. Auch 2007 werden die Künstler ausloten, was zeitgenössische Skulptur heute sein kann, wie sie sich im öffentlichen Raum positionieren und ihn verändern kann. Nach 1977, 1987 und 1997 werden erneut die möglichen Wechselwirkungen von Kunst, Stadt und Öffentlichkeit untersucht. Die Skulpturen werden hauptsächlich in Münster angefertigt und nach und nach aufgestellt: Die Stadt nimmt die Kunst auf und verändert Schritt für Schritt ihr Erscheinungsbild.
Träger der Ausstellung sind der Landschaftsverband Westfalen-Lippe (LWL), die Stadt Münster und das Land Nordrhein-Westfalen. Veranstalter ist das Westfälische Landesmuseum für Kunst und Kulturgeschichte.

Eingeladene Künstlerinnen und Künstler:
Pawel_Althamer | Michael_Asher | Nairy_Baghramian | Guy_Ben-Ner | Guillaume_Bijl | Martin_Boyce | Jeremy Deller | Michael_Elmgreen und Ingar_Dragset | Hans-Peter_Feldmann | Dora_Garcia | Isa_Genzken | Dominique_Gonzalez-Foerster | Tue_Greenfort | David_Hammons | Valérie_Jouve | Mike_Kelley | Suchan Kinoshita | Marko_Lehanka | Gustav_Metzger | Eva_Meyer und Eran_Schaerf | Deimantas_Narkevicius | Bruce_Nauman | Maria_Pask | Manfred_Pernice | Susan_Philipsz | Martha_Rosler | Thomas_Schütte | Andreas_Siekmann | Rosemarie_Trockel | Silke_Wagner | Mark_Wallinger | Clemens von Wedemeyer | Annette_Wehrmann | Pae_White

Fonte: http://www.skulptur-projekte.de/

Tuesday, July 31, 2007

Jacques Prévert

CAFÉ DA MANHÃ

Tradução: Silviano Santiago

Pôs café
na xícara
Pôs leite
na xícara com café
Pôs açúcar
no café com leite
Com a colherzinha
mexeu
Bebeu o café com leite
E pôs a xícara no pires
Sem me falar
acendeu
um cigarro
Fez círculos
com a fumaça
Pôs as cinzas
no cinzeiro
Sem me falar
Sem me olhar
Levantou-se
Pôs
o chapéu na cabeça
Vestiu
a capa de chuva
porque chovia
E saiu
debaixo de chuva
Sem uma palavra
Sem me olhar
Quanto a mim pus
a cabeça entre as mãos
E chorei.


DÉJEUNER DU MATIN

Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec le petit cuiller
Il a tourné
Il a bu le café au lait
Et il a resposé la tasse
Sans me parler
Il a alumé
Une cigarrette
Il a fait des ronds
Avec la fumée
Il a mis des cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s'est levé
Il a mis
Son chapeau sur la tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu'il pleuvait
Il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
E moi j'ai pris
Ma tête dans ma main
E j'ai pleuré.

Jacques Prévert.
In: Poemas
Seleção e tradução de Silviano Santiago
Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1985.

Monday, July 30, 2007

SESC/DF divulga vencedores do Prêmio de Fotografia

SESC/DF divulga vencedores do Prêmio de Fotografia

No dia 31 de julho, o Serviço Social do Comércio do Distrito Federal - SESC/DF abre a exposição das 40 obras selecionadas no Prêmio SESC de Fotografia Marc Ferrez, Edição 2007. Na ocasião, serão divulgados os artistas classificados nos três primeiros lugares, além das sete menções honrosas. O evento acontece no Espaço Cultural Ary Barroso do SESC Estação 504 Sul, às 20h, com entrada franca.

Os vencedores receberão prêmios em dinheiro nos valores de R$ 1,5 mil para o primeiro colocado; R$ 1,2 mil para o segundo lugar; e R$ 800 para o terceiro classificado. Além da premiação, as obras integram publicações e materiais de divulgação que o SESC/DF vai produzir ao longo do ano.

Nessa edição do Prêmio, com tema livre, o SESC/DF registrou um recorde de participação. Ao todo, foram 919 inscrições de fotografias provenientes de todo o Brasil. A mostra ficará aberta para visitação do público até o dia 14 de agosto, no horário das 8h às 21h. Mais informações: 3217-9118

http://www.sescdf.com.br/news_details.php?sNewsDetailsID=7587

Monday, July 23, 2007

O. G. Rêgo de Carvalho - Fortuna Crítica



Os 40 anos de publicação de Rio Subterrâneo serão comemorados com o lançamento do livro O. G. Rêgo de Carvalho - Fortuna Crítica, da lavra do escritor e jornalista Kenard Kruel, no próximo dia 30 de julho, às 17 horas na galeria do Clube dos Diários, em Teresina – Piauí.

Carlos Drummond de Andrade, em carta a O. G. Rêgo de Carvalho, fez a seguinte observação: "Do romance (Rio Subterrâneo) tirei forte sensação de obra calcada no que o homem tem de mais dolorido e profundo, e trabalhado com aguda consciência artística. É desses livros que a gente não esquece".

Mais detalhes: http://kenardkruel2.blogspot.com/

Friday, July 20, 2007

Banda Prot(o) no TramaVirtual canal Multishow


O programa TramaVirtual vai ao ar no Multishow esta semana trazendo a banda cuiabana Vanguart tocando ao vivo. Além disso, o programa traz os brasilienses do Prot(o) no quadro banho de estúdio e uma cobertura do festival Guifest, que trouxe ao Brasil a banda argentina El Mato a un Policia Motorizado.
TramaVirtual no Multishow
Domingo, 22 de julho, às 18h
Horário alternativo: Terça, à 1h e às 12h30; quinta, às 14h; e domingo, às 03h30

http://www.proto.com.br/noticia.php/195

Thursday, July 19, 2007

Circuito de Exibição do Revelando os Brasis

Circuito de Exibição chega ao Piauí
Sessões nos municípios de Monsenhor Gil, no dia 20; e em Teresina, no dia 21

Duas cidades no Piauí são as próximas paradas do Circuito de Exibição do Revelando os Brasis. As exibições da mostra itinerante do projeto serão realizadas na próxima sexta-feira, dia 20 de julho, no adro da Igreja Matriz, em Monsenhor Gil e no dia 21 na Praça Sagrada Família, no bairro Vila São José, em Teresina.

As projeções, marcadas para às 19h30, têm como destaque o documentário Balandê/Baião, de Noronha Filho, realizado na cidade de Monsenhor Gil. O curta mostra a trajetória do músico Luís Pereira de Andrade, o Zé Coelho, de 86 anos, mestre do balandê e do baião, danças rurais típicas da região. Além de dançar e cantar em todas as rodas de dança no município, Zé Coelho também toca gafanhoto, instrumento musical parecido com a castanhola.

Segundo o diretor Noronha Filho, o vídeo ajudou a divulgar essa tradição do estado do Piauí. "O balandê e o baião tiveram uma grande repercussão após o Revelando os Brasis. Hoje, Monsenhor Gil é conhecida como a cidade do balandê e do baião", afirma, acrescentando que, a partir do segundo semestre de 2007, todas as escolas municipais de Monsenhor Gil passarão a formar grupos de dança a fim de garantir que a tradição permaneça viva.


Circuito de Exibição

Todos os curtas-metragens que integram a mostra itinerante são da primeira edição do Projeto Revelando os Brasis, iniciativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAV/MinC), em parceria com o Instituto Marlin Azul, que seleciona, a cada edição, 40 histórias escritas por moradores de municípios com até 20 mil habitantes.

Exibições no Piauí

20/7 – Monsenhor Gil, às 19h30, no adro da Igreja Matriz
21/7 – Teresina, às 19h30, na Praça Sagrada Família (Rua Grande Promorar – Bairro Vila São José)

Informações sobre o Revelando os Brasis: www.revelandoosbrasis.com.br e (27) 3327-2751. Informações à imprensa: (61) 3316-2044.

(Texto: Thaís Alves, Secretaria do Audiovisual/MinC)
(Fonte: Instituto Marlin Azul)

I Festival Cultural Porto das Barcas

De 17 a 22 de julho de 2007, em Parnaiba - Piauí.

PROGRAMAÇÃO
17.07.2007 –19h
Banda Municipal
Apresentação de Bumba-meu-boi mirim
Abstrações Urbanas – Nº de Dança - Núcleo de Dança do Espaço Cultural Metáfora
Performance de Dança - Cia de Dança Luiz Filho (Forró – Aula Show)
Show Forró Gibão de Couro

18.07.2007 – 19h
Banda Municipal (Tema: Chorinho)
Dança Contemporânea – Grupo Zambelê
Apresentação de Quadrilha Lumiar
Performance de Cia Dança Cosmo Papel (Aula Show – Salsa)
Tributo a Kid Abelha com Aline Barcelar

19.07.2007 – 19h
Recital com Orquestra de Câmara de Parnaíba
Grupo de Dança APAE – História de uma Gata Dança
Bumba-meu-boi Novo Lírio
Cia. Dança Luiz Filho (Aula Show – Forró)
Show Forró Tome Xote

20.07.2007 – 19h
Banda Municipal (Chorinho)
Apresentação do Grupo Arte & Lata – PPSJ
Número Circense “ O Despertar” – Sonária Vasconcelos
Quadrilha Rei do Cangaço do São João da Parnaíba
Cia. Dança Cosmo Papel (Aula Show – Salsa)
Show Musical – Soraia Castelo Branco

21.07.2007 – 18h
Recital com a Orquestra de Câmara Parnaíba
Espetáculo Infantil Fantochitos (Teatro de Bonecos)
Apresentação do Bumba-meu-boi – Novo Fazendinha
Espetáculo de Dança – A Dança do Calango (Balé de Teresina)
Cia. De Dança Luiz Filho – (Aula Show)
Show Besouros da Silva

22.07.2007 –18h
Quinteto de Cordas de Parnaíba
Show Geometria do Fogo – Pirofagia com Diego Andrade/ Grupo de Teatro Metáfora.
Espetáculo Teatral – O Casamento de Matilde
Apresentação de Bumba-meu- Boi – Rei da Boiada
Cia. de dança Cosmo Papel (Aula Show)
Show Forró Gibão de Couro

Monday, July 16, 2007

Seminário Internacional de Cultura e Pensamento

13.07.07
Seminário Internacional de Cultura e Pensamento
O propósito é discutir as mutações da economia e da sociedade capitalista

De 16 a 18 de julho, Salvador sediará o seminário internacional A Constituição do Comum: cultura e conflitos no capitalismo contemporâneo, projeto do Programa Cultura e Pensamento 2007 do Ministério da Cultura. O evento será realizado no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), na Avenida Ademar de Barros, s/n, Campus Ondina.

Com entrada franca, o encontro tem como objetivo refletir sobre trabalho, produção cultural, trabalho informal, enfim, o capitalismo contemporâneo e suas transformações e conseqüências sócio-econômicas. Na programação, mesas-redondas e uma noite de lançamentos de livros e revistas, no dia 17.

A Constituição do Comum: cultura e conflitos no capitalismo contemporâneo é uma realização da Universidade Nômade, da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) e do Laboratório Território e Comunicação (LABTeC/ESS/UFRJ), em parcerias com a Secretaria Estadual de Cultura da Bahia, a TVE Bahia, o Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Cult) e o Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia.

O ciclo de seminário teve início em 21 de maio, em Vitória, ocorrendo em seguida no Rio de Janeiro. Após a passagem por Salvador, o encontro será realizado em Belém, no mês de agosto.

Informações: www.ocomum.com.br e (71) 3116-4032.


Transmissão Online

O seminário internacional poderá ser acompanhado ao vivo pela Internet. Os interessados em conferir as conferências dos 21 intelectuais de vários estados do país sobre as transformações da comunicação, da cultura e do trabalho no modelo da nova ordem econômica do Brasil e do mundo poderão fazê-lo por meio do portal do Cultura e Pensamento (www.cultura.gov.br/culturaepensamento).


Programação


16 de julho (Segunda-feira):
9h – 10h: Abertura - Naomar Almeida (Reitoria da UFBA); Márcio Meirelles (Secretário da Cultura, BA); Giuseppe Cocco (Universidade Nômade) e representante do MinC.

10h – 12h30: Mesa-redonda A lógica do Capitalismo Cognitivo. Com Bouzid Izerrougène (UFBA) e Giuseppe Cocco (ESS/UFRJ e UFRJ). Coordenação de Afonso Luz (Ministério da Cultura).

15h – 17h: Mesa-redonda Nova economia: do proletariado ao precariado. Com Inaiá Carvalho (UFBA); Genauto de França Filho (CIAGS); e Ivana Bentes (ECO/UFRJ e Universidade Nômade). Coordenação: Tânia Fisher (UFBA).


17 de julho (Terça-feira):
9h – 12h: Mesa-Redonda Territórios, redes e movimentos. Com Albino Rubim (UFBA); Barbara Szaniecki (PUC-Rio e Universidade Nômade); Alexandre do Nascimento (PVNC e UN – Rio de Janeiro); e Rodrigo Guéron (UERJ e Universidade Nômade). Coordenação: Paulo Henrique de Almeida (Secretaria de Cultura, BA).

15h – 17h: Mesa-Redonda O Trabalho da metrópole. Com Paulo Henrique de Almeida (Secretaria de Cultura, BA); Ihering Alcoforado (UFBA); e Tânia Fisher (UFBA). Coordenação: Giuseppe Cocco (ESS/UFRJ e Universidade Nômade).

19h: Lançamentos de Livros e Revistas
- "Cidade digital: portal, inclusões e redes no Brasil", de André Lemos
- "Glob(AL)", de Giuseppe Cocco e Antonio Negri
- "Estética da Multidão", de Barbara Szaniecki
- "Revoluções do Capitalismo", de Maurizio Lazzarato
- "Políticas culturais no Brasil", de Antônio Albino Canelas Rubim e Alexandre Barbalhos
- "Teorias e políticas da cultura: visões multidisciplinares", org. de Gisele Marchiori Nussbaumer
- Revista Caderno CRH, nº 48 - "Ordem Mundial e Contestação Política"
- Revista Global, nº 8


18 de julho (Quarta-feira):
9h - 13h: Mesa-Redonda O Comum, para além do Mercado e do Estado: o embate da TV digital. Com Pola Ribeiro (IRDEB); Robinson Almeida (AGECOM); Ruth Reis (Secretária de Comunicação de Vitória); e Sergio Amadeu (Faculdade Caspar Libero). Coordenação: Ivana Bentes (ECO/UFRJ e Universidade Nômade)

15h - 18h: Mesa-Redonda Novas tecnologias e mídias táticas. Com André Lemos (UFBA); Marcos Palácios (UFBA); André Stangl (Overmundo e Instituto Eletrocooperativa); e Cláudio Manoel (Pragatecno). Coordenação: Ruth Reis (Secretária de Comunicação de Vitória)

(Fonte: Comunicação Social do Programa Cultura e Pensamento)
(Edição: Comunicação Social/MinC)

África e América Latina: a revolução de biocombustíveis

Por Luiz Inácio Lula da Silva *
Os biocombustíveis ajudam a combater a fome, proporcionando renda que permite às populações pobres comprar alimentos, afirma neste artigo exclusivo o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
BRASÍLIA, 16 de julho (Terramérica).- As discussões da Cúpula do Grupo dos Oito países mais poderosos do mundo, em Heiligendamm, deixaram claro que a mudança climática, o crescimento sustentável, as fontes renováveis de energia e o financiamento do desenvolvimento são assuntos sobre os quais os países do Sul devem ser ouvidos. No final das contas, nossas populações são afetadas por esses múltiplos desafios. E mais: em nossos países surgem propostas inovadoras e criativas para enfrentá-los. A contribuição dos líderes de Brasil, África do Sul, China, Índia e México (o Grupo dos Cinco) durante a cúpula ampliada do G-8 reforça a importância de aprofundar um verdadeiro diálogo Sul-Norte.A África tem um papel central neste debate. O continente passa por profundas transformações que estabelecem as bases para um novo ciclo de estabilidade política e dinamismo econômico. São 53 países, vastos recursos naturais e uma população jovem que aspira realizar todo seu potencial. Essa África, que visitei cinco vezes durante meu mandato e que continuarei visitando, está reforçando seus vínculos econômicos com o Brasil: na Cúpula África-América do Sul de 2005 e nas duas edições do Fórum Brasil-África exploramos as potencialidades dessa associação. Os biocombustíveis podem dar uma qualidade superior a essa aliança.O Brasil tem uma experiência bem sucedida, de mais de 30 anos, na produção de combustíveis que combinam segurança energética com benefícios econômicos, sociais e ambientais. A mistura de 25% de etanol à gasolina e a utilização de álcool puro em automóveis Flex-fuel permitiram reduzir em 40% o consumo e as importações de combustíveis fósseis. Deixamos de emitir, desde 2003, mais de 120 milhões de toneladas de gás carbônico, ajudando a combater o aquecimento global.Contudo, o potencial das biomassas transcende a geração de energia limpa. A indústria do etanol criou 1,5 milhão de empregos diretos e 4,5 milhões indiretos no Brasil. O programa de biodiesel, em sua fase inicial, já dá trabalho a mais de 250 mil pessoas, sobretudo a pequenos agricultores de zonas semi-áridas. Os biocombustíveis também ajudam a combater a fome, proporcionando renda que permite às populações pobres comprarem alimentos. Sua produção não ameaça a segurança alimentar, já que afeta 2% de nossas terras agrícolas.Esses programas desestimulam as migrações desordenadas, reduzem a saturação das grandes cidades e a marginalização urbana, bem com a pressão dos pequenos mineradores e dos agricultores para arrasar com as florestas autóctones. Além disso, a expansão da cana-de-açúcar, da qual se extrai o etanol, contribuiu para recuperar regiões de pastagens degradadas, de baixo ou nulo potencial agrícola. Por todas estas razões, os biocombustíveis têm uma relevância especial para os países em desenvolvimento. Devido ao seu enorme potencial de criação de empregos e renda, oferecem uma verdadeira opção de crescimento sustentável, especialmente para as nações que dependem da exportação de escassos bens primários.Ao mesmo tempo, o etanol e o biodiesel abrem novas avenidas de desenvolvimento, sobretudo nas indústrias bioquímicas. São alternativas econômicas, sociais e tecnológicas para países economicamente pobres, mas ricos em sol e terras aráveis. Estou convencido de que os biocombustíveis devem estar no centro de uma estratégia planetária de preservação do meio ambiente. Acordos, como o assinado entre Brasil e Estados Unidos e o que se negocia com países europeus, prevêem a instalação de projetos triangulares na América Central, Caribe e África, capazes de unir a tecnologia brasileira com as condições climáticas e os solos favoráveis nessas regiões.O governo e o empresariado do Brasil já oferecem cooperação técnica para a produção de álcool e biodiesel em Moçambique, onde um programa de biocombustíveis associa o conhecimento brasileiro com o financiamento britânico. Podemos repetir essa iniciativa em toda a África subsaariana. Os combustíveis agrícolas podem ajudar um mundo sem soluções para a degradação ambiental e o encarecimento da energia. Oferecem esperança às nações pobres ao combinar crescimento econômico, inclusão social e conservação ambiental. Um valioso aliado, portanto, no combate à instabilidade social e política, à violência e à migração desordenada.Essa revolução só acontecerá se os países ricos abrirem seus mercados, eliminando subsídios agrícolas e barreiras à importação de biocombustíveis. Todos ganharão. As nações em desenvolvimento gerarão postos de trabalho para as populações marginalizadas e divisas para suas economias. Os países desenvolvidos poderão ter acesso a fontes limpas a preços competitivos, em lugar de investir em caras inovações para que os combustíveis convencionais sejam menos poluentes. A criação de um rigoroso sistema de certificação, reafirmado por acordos multilaterais e pelo compromisso da opinião pública, ajudará a preservar o meio ambiente e garantirá condições dignas de trabalho.Os biocombustíveis oferecem uma alternativa para ajudar a humanidade a prosperar como um todo, sem deixar ninguém para trás nem hipotecar o futuro. Está é a mensagem que levarei à Conferência Mundial sobre Biocombustíveis de 2008, que o Brasil está organizando. Juntos, Brasil e África podem ajudar a modelar uma solução mundial, justa e duradoura para alguns dos principais desafios do século XXI.
* O autor é presidente do Brasil.
Legenda: A África diante do dilema de cultivar alimentos ou combustíveis agrícolas.
Crédito : Photo StockArtigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde. (Envolverde/Terramérica)

Tuesday, July 10, 2007

BANDANA estréia em grande estilo!

















BANDANA estréia em grande estilo na festa julina da Agência Nacional de Águas.
Músicos: Paulo Spolidorio e Marcio Bomfim (acima), Marcos Freitas, Dhalton Ventura e Paulo Breno (abaixo), em bela performance.
Repertório: Trem Caipira, Vida de Viajante, Esperando na Janela, Asa Branca, Que nem Jiló e Xote das Meninas.
Teve ainda declamações de poemas de Marcos Freitas.
(Fotos gentilmente cedidas por Cintia Leal).


Restaurante Fulô do Sertão



Marcos Freitas e Breno no Fulô do Sertão em Brasilia - DF, degustando um "escondidinho de charque".

Monday, July 02, 2007

Bric-a-Brac, Maior Idade

Exposição em homenagem aos 21 anos da revista experimental Bric-a-Brac, que acontece em Brasília, com releituras gráficas dos principais trabalhos publicados, que reuniu durante seis anos poetas, escritores, jornalistas e fotógrafos brasileiros e entrou para a história das publicações de Brasília.A Bric-a-Brac, editada pelos jornalistas João Borges, Luis Turiba, Lúcia Leão, Regina Bittencourt e pelo designer Luis Eduardo Resende, apareceu em 1986, na Livraria Presença do CONIC.

Os visitantes poderão conferir também o catálogo-revista, com textos de poetas como Arnaldo Antunes, Chico César, Francisco Alvim, Chacal, Augusto de Campos, Fred Maia, Paulo Leminski e Manoel de Barros, além de entrevistas com o bibliófilo José Mindlin, o sambista Paulinho da viola, a psiquiatra Dra. Nise da Silveira e Caetano Veloso. Tem ainda a participação de poetas de Brasília, como Nicolas Behr, Ameneres, José Edson, Menezes y Morais, Francinne Amarante e Cristiane Sobral.

Na amostra é exibido um clip-documentário produzido pelo poeta Luis Turiba com o cineasta André Luiz Oliveira. No vídeo o compositor e cantor Zeca Baleiro fala sobre a influência da revista em seu trabalho e declama o poema “A Cópula” de Manuel Bandeira.

A exposição fica aberta ao público de 15 de junho a 15 de julho, de terça a domingo, das 9h às 21h, na Galeria Principal da Caixa Cultural (SBS, Quadra 4, Lote 3/4 – Brasília-DF), com entrada franca.

Ars Amatoria

(...)

Vina parant animos faciuntque caloribus aptos:
cura fugit multo diluiturque mero.
Tunc veniunt risus, tum pauper cornua sumit,
tum dolor et curae rugaque frontis abit.
Tunc aperit mentes aevo rarissima nostro
simplicitas, artes excutiente deo.
Illic saepe animos iuvenum rapuere puellae,
et Venus in vinis ignis in igne fuit.
Hic tu fallaci nimium ne crede lucernae:
iudicio formae noxque merumque nocent.

(...)

Trecho de: Ars Amatoria (Arte de Amar), Publius Ovidius Naso, publicado em 2 antes de Cristo.