Thursday, June 14, 2007

IV Festa Junina da Tradição Nordestina



Não percam!!!! haverá ainda a apresentação do Boi do Seu Teodoro....
Ingresso: R$ 10,00 (inteira); R$ 5,00 (meia)
Sócios da ASEFE e da ACAMPI não pagam.


Monday, June 11, 2007

GEOGRAFIA POÉTICA DO DISTRITO FEDERAL



A Thesaurus Editora e Poetas têm o prazer de convidar para o lançamento da coletânea poética comemorativa ao cinqüentenário do Distrito Federal, “GEOGRAFIA POÉTICA DO DISTRITO FEDERAL”, organizado por Ronaldo Alves Mousinho no dia 13/6/2007 (4ª feira), no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro - Brasília-DF, a partir das 19h.


Figuram na coletânea os poetas: Adison do Amaral, Aglaia Souza, Anderson de Araújo Horta, Anderson Braga Horta, Ana Reis, Ângelo D’Ávila, Antônio Carlos Sampaio Machado, Antonio Miranda, Antonio Garcia Muralha, Carlos Augusto Cacá, Áureo Melo, Antônio Temóteo dos A. Sobrinho, Avelino Moreira, Áurea Portilho, Cassiano Nunes, Da Costandrande, Donzílio Luiz, Denise Viana Toledo, Elton Skartazini, Erivaldo Soares, Ézio Pires, Fernando Mendes Vianna, Hélio Soares Pereira, Henriques do Cerro Azul, Ildefonso Sambaíba, Isolda Marinho, Josélia Costandrade, João Carlos Taveira, Joanyr de Oliveira, Joilson Portocalvo, José Geraldo, José Peixoto Júnior, José Santiago Naud, Lina Tâmega Peixoto, Luiz Manzolillo, Lurdiana Costa, Marcos Freitas, Maria Braga Horta, Maria de Jesus Evangelista, Maria Vanildes Alves, Miguel J. Malty, Newton Rossi, Nina Toledo, Nicolas Behr, Popó Magalhães, Ronaldo Alves Mousinho, Salomão Sousa, Sônia Carolina, Terezy Fleury de Godoi e Xiko Mendes.


O público será prestigiado com recital de violino, piano, violão e voz que tocará Heitor Villa Lobos, Bach, Vivaldi entre outros clássicos, executados pelos músicos Clinaura Macêdo (violino) Esther Chung (piano), Anand Rao (violão e voz) e a participação especial de Liliana Gayoso, no violino.


A inciativa conta com o apoio da Academia Taguatinguense de Letras, Academia de Trovarores do DF, Academia Ceilandense de Letras e Artes Populares, Sindicato dos Escritores do DF, Comitê Independente de Apoio às Artes do Piauí/Brasil e Nação Piauí.



Monday, June 04, 2007

Karluv Most

Percorria aquela rua escura e estreita em meio ao nevoeiro. A noite já ia alta. O burburinho dos últimos bares e tavernas ainda se ouvia ao longe. De súbito, aquela figura de mulher, ainda adolescente, aproximou-me daquele praça, da Catedral de Tyn, circundou a Prefeitura, prédio imponente com seu histórico relógio astronômico. Não sei se o último metrô ainda havia. A estação Staromestská certamente estaria fechada. O caminho a ser seguido então passava pela Ponte Carlos, rio Vltava. O seu rosto alvo e o verde de seus olhos resplandeciam na atmosfera fria. Encostado à mureta, vi-a atirando-se dali, rodopiando no ar feito folha seca no outono e por fim pousando junto aos outros pombos, lá embaixo, próximo aos faróis que iluminam a ponte, ao lado da velha eclusa.

Marcos Freitas.

In: Antologia de Contos de Autores Contemporâneos - vol. 13, CBJE, 2005.

Confissão

não, que eu não saiba o que sinto,
o que sou, haja vista meu instinto
de ser todo desejo, de não ter
do amor, o medo;
de não ter
da consciência, o nexo;
de não poupar
de meu pensamento, teu sexo.

não, que eu não saiba o que sinto,
pra onde vou, haja vista que tenho
a pretensão tamanha, de beber
de tua taça, de teus sonhos;
de prender pra mim,
teus olhos, teus abraços;
de te saber como alimento,
sendo eu,
neste ato de amor,
réu confesso.

Marcos Freitas.

In: Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 24, CBJE, 2006.

Frugal Poema

transido destino no afunilado amanhecer de sábado
meus olhos vestem o doce mel da brisa costeira
colgando de suavidadea ofegante coruscação
de meu coraçãoe senão maltrapilhos
a manhã é malina
pífia é a minha relutância
em sobreviver com a pureza da terra e do fogo
que me é apresentada
vívido vociferar de vorazes vagas
erode minha poesia auroral:
idílica cicatriz,
frugal poema

Marcos Freitas.

In: Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 4, CBJE, 2004.

Video na 7ª Bienal Internacional do Livro do Ceará:
http://uol01.unifor.br/oul/MultimidiaVideo.do?target=maisVistos#

Wednesday, May 23, 2007

Márcio Menezes divulga novo trabalho: 4º CD da sua carreira




Márcio Menezes, 44 anos, flautista, saxofonista, intérprete, compositor e arranjador e natural de Teresina-PI esteve na manhã desta quarta-feira (23) no 180graus.com divulgando o seu novo CD, Serra das Confusões.


Ele que já se apresentou em festivais universitários, shows no Theatro 4 de Setembro e bailes por toda Teresina e em 1996, iniciou sua carreira solo com o lançamento do CD "Eclipse", gravado em Brasília.


Com interesse exclusivo pela música instrumental, Márcio Menezes ainda participou de vários CDs e shows com artistas piauienses como Edvaldo Nascimento, Geraldo Brito, Júlio Medeiros, Lazaro do Piauí, João Cláudio.


Fez shows em Brasília, Roma, São Paulo, Fortaleza, Natal, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, destacando-se os realizados no Projeto Pixinguinha, com a banda de rock Transe em Transe junto com o guitarrista Renato Piau e Cássia Eller, dentre outros. Atualmente Márcio fundou o "Master Studio", equipado para gravação profissional e aberto comercialmente, sendo considerado pelos músicos o melhor estúdio de gravação do Piauí. No seu quarto trabalho, o artista traz doze composições com arranjos próprios e participações especiais de nomes como André Vasconcellos, Arthur Maia, Di Steffano, Filó Machado, Hamilton Pinheiro, Manuel das Confusão, Marco Brito, Michel Leme, Mike Soares e Sidney Linhares.




Friday, May 18, 2007

Geografia Poética do Distrito Federal

Brasília tem sido generosamente prestigiada nesse quase meio século de inaugurada. São exemplos as coletivas poéticas Poetas de Brasília, Antologia dos poetas de Brasília, Brasília na Poesia Brasileira e Poesia de Brasília, org. de Joanyr de Oliveira, Ao 21 de Brasília, org. de Mª de Lourdes Reis, Nem madeira nem ferro podem fazer cativo quem na aventura vive, org. de Santiago Naud, Planalto em poesia, Cronistas de Brasília, org. de Napoleão Valadares, Caliandra – A Poesia em Brasília, org. de Mário Hermes Vigiano Brasília: Vida em Poesia – 36 anos,36 poetas escolhidos,org. de Ronaldo Alves Mousinho.
Agora é a vez do Distrito Federal, o espaço físico que abriga Brasília – A Capital da Esperança, receber merecida homenagem, consubstanciada num amplo painel da poesia produzida no solo candango.
Em fevereiro último, o Distrito Federal completou seu cinqüentenário, desde a demarcação oficial de suas terras para a construção de Brasília e das cidades satélites, e agora será homenageada com a publicação da coletânia Geografia Poética do Distrito Federal, reunindo 50 poetas domiciliados no DF, editada pela Tesaurus Editora, organização do escritor Ronaldo Alves Mousinho*. Eis os poetas que compõem a presente homenagem:

Adison do Amaral, Aglaia Souza, Anderson Braga Horta, Ana Reis, Ângelo D’Ávila, Antônio Carlos Sampaio Machado, Antônio Miranda, Antônio Garcia Muralha, Augusto Cacá, Áureo Melo, Antônio Timóteo dos A. Sobrinho, Avelino Moreira, Anderson de Araújo Horta, Áurea Portilho, Cassiano Nunes, Clinaura Macedo, Donzílio Luiz, Denise Viana Toledo, Elton Skartazini, Erivaldo Soares, Ézio Pires, Fernando Mendes Viana, Hélio Pereira, Idelfonso Sambaíba, Isolda Marinho, Josélia da Costandrade, João Carlos Taveira, Joanyr de Oliveira, Joílson Portocalvo, João Henrique C. Azul, José Geraldo P. de Melo, José Peixoto Júnior, José Santiago Naud, Lina Tâmega Peixoto, Luiz Manzolillo, Lurdiana Costa, Maria de Jesus Evangelista, Maria Braga Horta, Maria Vanildes, Marcos Freitas, Miguel J. Malty, Newton Rossi, Nina Toledo, Nicolas Behr, Popó Magalhães, Da Costandrade, Ronaldo Alves Mousinho, Salomão Souza, Sônia Caroline, Terezy Fleury, e Xiko Mendes.

O lançamento está programado para 13/06/2007, 4ª feira, a partir das 19h, no Foyer da Sala Villa- Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília - DF.

O livro estará disponível na Livraria da Rodoviária ( Plano Piloto e Pistão Sul de Taguatinga ) e na livraria virtual: www.thesaurus.com.br.

JOANYR DE OLIVEIRA, PRESIDENTE DA ANE

Acaba de assumir a presidência da Associação Nacional de Escritores – ANE o poeta Joanyr de Oliveira, pioneiro de Brasília, autor de várias obras, entre as quais antologias de poetas e de contistas brasilienses.
O autor de Poemas para Brasília é detentor de importantes prêmios literários no Brasil e no exterior. É sócio-fundador da ANE e de outras entidades culturais, como o Instituto Histórico e Geográfico do DF, a Academia de Letras de Brasília e a Academia de Letras do Brasil. Chegou à nova Capital em 1960, como revisor concursado da Imprensa Nacional e depois, também por concurso público, passou, a integrar o quadro de funcionários da Câmara dos Deputados, até aposentar-se. Viveu alguns anos nos Estados Unidos. Em Boston e Los Angeles, manteve colunas culturais em que divulgava os escritores brasileiros.

NOVA DIRETORIA


Presidente: JOANYR DE OLIVEIRA
1º Vice-Presidente: FONTES DE ALENCAR
2º Vice-Presidente: JOSÉ GERALDO
Secretário-Geral: AFFONSO HELIODORO DOS SANTOS
1º Secretário: NONATO SILVA
2º Secretário: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CERQUEIRA
1º Tesoureiro: FÁBIO COUTINHO
2º Tesoureiro: JOSÉ MARIA LEITÃO
Diretor de Biblioteca: JOSÉ SANTIAGO NAUD
Diretor de Cursos: CLÉA REZENDE
Diretor de Divulgação: ALAOR BARBOSA
Diretor de Edições: AFONSO LIGÓRIO PIRES DE CARVALHO
Conselho Fiscal: ALAN VIGGIANO, ANDERSON BRAGA HORTA, BRANCA BAKAJ, DANILO GOMES, JOSÉ JERONYMO RIVERA, NAPOLEÃO VALADARES e ROMEU JOBIM

Monday, May 14, 2007

Refletor aceso sobre Patrícia Mellodi



“Não me sinto concorrendo, mas fazendo parte da música brasileira”, diz cantora
Eugênio Rego

Para o Galeria
Ela deixou o Piauí no começo da década de 1990 para brigar pelo sonho de ser uma cantora reconhecida no concorridíssimo cenário musical do Rio de Janeiro (e Brasil). Muitos anos se passaram até que Patrícia Mellodi começasse a ter os olhos e ouvidos da crítica e mídia sobre si. Com indicação ao Prêmio Tim de Música, hoje um dos mais importantes no segmento, a piauiense vê seu trabalho começando a ter o destaque sonhado. Em entrevista por e-mail, a cantora fala de sensação de concorrer com nomes como Maria Bethânia, Alcione e Marisa Monte e conta que tem recebido muitas manifestações do Piauí e de outros estados.


DIÁRIO DO POVO: Qual foi a sua reação quando soube das indicações para o Prêmio Tim?

PATRÍCIA MELLODI: No dia 18 de abril eu recebi uma ligação do diretor do prêmio, Zé Mauricio Machline, dando a notícia, me parabenizando e convidando pra entrega do Prêmio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (que acontece na quarta-feira, 16). Eu quase desmaiei, comecei a me tremer toda, fiquei agradecendo milhares de vezes a ele. Ele ria de mim e dizia : - Você merece! Todo dia olhava o site do prêmio pra saber se já havia saído o resultado, pois eu havia sido pré-selecionada, e quando isso acontece temos alguma chance. Mas eram tantos artistas e todos grandes e reconhecidos! Por isso foi aquele choque quando eu fiquei sabendo. Fiquei radiante! Aliás, ainda estou!
DP: Você está concorrendo com divas da MPB. O que lhe vem à cabeça quando pensa no páreo que está enfrentando?

PM: Fico orgulhosa demais por isso tudo. Mas não me sinto concorrendo e sim fazendo parte da festa da música brasileira. Estar ao lado de tantas divas maravilhosas do nosso país é um sonho pra qualquer artista e só de estar lá já me sinto premiadíssima.

DP: Você batalha no cenário musical do Rio de Janeiro desde a década de 90. Considera que essa seja sua grande chance para deslanchar como um cantora conhecida em todo o país?

PM: Não acredito mais em nada de um dia para o outro. Não acho que um evento isolado mude a carreira de ninguém. É o dia-a-dia, a luta, um conjunto de ações. Essa indicação no Prêmio Tim é o resultado de muita luta, é mais uma oportunidade, um reconhecimento pelo o que já foi feito. No dia seguinte (à premiação) eu voltarei à luta de sempre. Só acho que um refletor se acende sobre mim. Isso é muito bom pra iluminar melhor meu caminho.
DP: O que tem nesse novo disco que encantou os críticos? Foi preciso fazer lobby para que ele fosse ouvido?PM: Esse disco é a minha mais pura verdade. Fiz tudo o que podia, o que acreditava com a maturidade que adquiri em anos de carreira. Coloquei as canções que me definiam pessoal e artisticamente. Sinceridade é a palavra chave. Talvez isso conquiste os ouvidos, mesmo os mais exigentes. Não conheço absolutamente ninguém desse prêmio, nem seus critérios e interesses. Somente fiz o que tinha que fazer, mandei o CD pra seleção do prêmio como todo mundo faz.

DP: A mudança de no-me (de Mello para Mellodi) tem algo a ver com tudo o que está acontecendo com você? No que você acredita?

PM: Desde que mudei meu nome minha vida vem mudando o tempo todo e pra melhor.Acrescentei “DI” ao meu nome que quer dizer DIFERENTE, pois desejei muito a felicidade de me tornar mais alegre, mais família, mais espiritualizada e mais tranquila. Acredito no meu trabalho e tenho fé de que, mesmo sem conseguir fama ou dinheiro, devo fazer a minha parte no mundo. Talvez seja merecimento o que anda acontecendo, talvez numerologia...

DP: Como está a votação para o prêmio? Gostaria de dizer algo para os piauienses, afinal é a primeira vez que temos uma conterrânea concorrendo a um prêmio tão importante...

PM: Não sei como anda a votação pois ninguém tem acesso aos números. Mas tenho tido inúmeras manifestações de vários lugares e em especial do Piauí, meu esta-do. Peço a todos que votem, pois mais importante que ganhar é mostrar que existimos, que somos em grande número e merecemos ser levados em consideração. Agradeço muito e prometo de todo o coração representar a todos com beleza, dignidade e boa música.

Tuesday, May 08, 2007

O capitalismo pode ser verde?

Por Stephen Leahy*
Especialistas dizem que o crescimento econômico contínuo, intrínseco do capitalismo, não é viável em um planeta com recursos naturais cada vez mais escassos.

TORONTO, 7 de maio (IPS/IFEJ).- O capitalismo demonstrou ser ambiental e socialmente insustentável, por isso a prosperidade futura deverá surgir de um novo modelo econômico, afirmam alguns especialistas. O “como” é matéria de intenso debate. Uma corrente afirma que o crescimento contínuo é compatível com o meio ambiente se forem adotadas tecnologias mais limpas e eficientes e se as economias deixarem paulatinamente de elaborar bens materiais para passar aos serviços. A isto dão o nome de prosperidade sustentável. Instrumentos internacionais destinados a atacar problemas globais, como o buraco da camada de ozônio e o aquecimento global, adotaram princípios de mercado para conseguir o cumprimento pelo setor privado. No entanto, o problema é que “consumimos 25% mais do que a Terra pode nos dar por ano”, afirma William Rees, da Escola de Planejamento Comunitário e Regional da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá.
Rees e outros estudiosos calcularam que o consumo humano de recursos naturais excede, a cada ano, em 25% a capacidade da natureza em regenerá-los, uma proporção que cresce desde 1984, primeiro ano em que a humanidade passou essa marca. “Nosso planeta precisa de um capital natural, como árvores, para proporcionar serviços como água e ar puros, dos quais dependemos”, disse em uma entrevista Rees, que é um dos criadores da “pegada ecológica”, um indicador para conhecer a quantidade de território produtivo que uma determinada população humana necessita para obter recursos e para que seus resíduos sejam absorvidos. O capitalismo se baseia no acúmulo de riqueza pelo consumo de recursos naturais cuja disponibilidade é limitada, afirmou Rees. Também estamos excedendo a capacidade do planeta em absorver poluição e resíduos, como as emissões de dióxido de carbono vinculadas à mudança climática.
Os economistas de mercado não falam de contaminação, mas de “externalidades” que raramente incluem como fator em seus modelos econômicos, ressaltou o especialista. Por isso, a prosperidade sustentável é o uso global de recursos e a geração de dejetos que não superem a capacidade regenerativa do planeta. Igualmente importante é a dimensão social: a verdadeira prosperidade só é possível quando a diferença entre as rendas de ricos e pobres é pequena, disse Rees.
Entretanto, “os executivos dos Estados Unidos ganham entre 500 e mil vezes mais do que os trabalhadores de outras categorias e essa desigualdade está se agravando”, garantiu. Se todos vivessem como os norte-americanos, seriam necessários cinco planetas para proporcionar os recursos exigidos, segundo o Living Planet Report 2006, do Fundo Mundial para a Natureza. A solução não está em mais tecnologias limpas e eficientes. As sociedades industriais já usam os recursos de modo mais eficiente do que as nações em desenvolvimento, mas consomem muitos mais bens materiais e, portanto, mais recursos naturais, estimou Rees. A seu ver, os novos mantras - consumo de produtos orgânicos ou elaborados de modo sustentável e a desmaterialização das economias (gerar serviços, mais do que produtos) - não resolvem nada. A única solução é reduzir a poluição e o uso de recursos, afirmou. “Toda esta conversa sobre sustentabilidade significa que não queremos realmente mudar o que fazemos”, ressaltou Ress.
As compras responsáveis ou a responsabilidade social corporativa não farão muita diferença, coincidiu o ecologista Brian Czech, presidente do Centro para o Avanço de uma Economia de Fase Estável, um instituto de estudos com sede em Washington. “Temos de reduzir nosso crescimento econômico para nos estabilizarmos”, acrescentou em entrevista ao Terramérica. A maioria das nações em desenvolvimento precisa crescer, e os países ricos têm de reduzir seu uso de recursos para que isso ocorra, acrescentou. A idéia de que o crescimento contínuo pode se sustentar graças à desmaterialização “não tem sentido”, disse Czech. Produzir serviços requer usar recursos naturais como energia, e o dinheiro gerado será usado para comprar algo. “Os economistas neoclássicos do Banco Mundial e da Agência para o Desenvolvimento Internacional, dos Estados Unidos, entre outros, continuam acreditando que não há limites para o crescimento”, disse Czech.
É preciso redefinir o êxito econômico: em lugar de aumentar a riqueza, aumentar o bem-estar, afirmou Nic Marks, diretor do Centro para o Bem-Estar da Fundação Nova Economia, com sede em Londres. O governo britânico reconheceu que a economia deve caber em um único planeta e que já estamos além de seus meios, disse Marks em entrevista ao Terramérica. “Entretanto, é politicamente insustentável dizer que o caminho é um crescimento econômico menor”, prosseguiu. Portanto, um crescimento mais verde, mais limpo e desmaterializado é a solução, junto com importantes reduções no uso dos recursos, disse Marks.
O empresário norte-americano Peter Barns considera que o capitalismo deve passar da exploração de recursos naturais, como o ar e a água, para protegê-los como bens comuns da humanidade. Estes “fideicomissos da riqueza natural” seriam todos os seres humanos, que teriam poder para limitar o uso de recursos escassos, impor tributos e distribuir dividendos, afirma em seu livro Capitalismo 3.0.
Barnes imagina um mundo com muitos protetores de ecossistemas, administrados por pessoas que estarão proibidas de atuar em seu próprio interesse e só poderão fazê-lo em representação dos interesses dos cidadãos e das gerações futuras por igual. “Nem o governo nem as corporações representam as necessidades das gerações futuras, dos ecossistemas e das espécies não humanas. Os fideicomissos podem fazê-lo”, diz em seu livro.
* Este artigo é parte de uma série sobre desenvolvimento sustentável produzida em conjunto pela IPS (Inter Press Service) e a IFEJ (Federação Internacional de Jornalistas Ambientais).

http://www.tierramerica.org/portugues/2007/0505/pacentos.shtml

Friday, May 04, 2007

AQUECIMENTO GLOBAL

Mudança de hábitos pode reverter aquecimento global
Da France Presse
04/05/200712h11-BANGCOC - Cada indivíduo tem um papel importante na luta contra o aquecimento global. O problema não é um assunto apenas para os governos e as indústrias, afirmaram os especialistas mundiais do clima nesta sexta-feira em Bangcoc. Ir de trem para o trabalho ao invés de usar o carro, regular a temperatura de um escritório ou de uma casa climatizada e comer menos carne são algumas das atitudes que podem ser tomadas em favor do esforço mundial contra o aquecimento.

http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2706269&sub=Mundo



Relatório da ONU sobre aquecimento pede ações imediatas
Do CorreioWebCom Agências
04/05/200707h48-Representantes de mais de 120 países chegaram nesta sexta-feira a um acordo sobre o relatório final relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) em reunião em Bangcoc, na Tailândia. O documento, cujo tema é Mitigação das Mudanças do Clima, traz as conclusões de especialistas de todo o mundo, entre eles, brasileiros, sobre o aquecimento global.

http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2706241&sub=Mundo


Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC)
The Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) has been established by WMO and UNEP to assess scientific, technical and socio- economic information relevant for the understanding of climate change, its potential impacts and options for adaptation and mitigation. It is currently finalizing its Fourth Assessment Report "Climate Change 2007", also referred to as AR4. The reports by the three Working Groups provide a comprehensive and up-to-date assessment of the current state of knowledge on climate change. The Synthesis Report integrates the information around six topic areas.
http://www.ipcc.ch/

Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima - Mudança do Clima 2007 (Quarto Relatório de Avaliação do IPCC)
Sumário para os Formuladores de Políticas do Grupo I: a Base das Ciências FísicasSumário para os Formuladores de Políticas do Grupo II: Impactos da Mudança do Clima, Adaptação e Vulnerabilidade - (versão em revisão)

Status atual das atividades de projeto do MDL no Brasil e no mundo
Projetos aprovados nos termos da Resolução nº 1 - 132 projetos

http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/3881.html

Monday, April 30, 2007

SE TU SOUBESSES

Se tu soubesses, ó minha deidade,
Do que se passa pelos corações
Dos moços que não tem felicidade
Talvez sentisses minhas aflições...

Se tu soubesses que em meu peito invade
Um pranto enorme de desilusões,
Talvez tivesses de mim piedade
E me sorrissem tuas afeições...

Ai, do poeta assim desventurado
Que tanto ama e nunca foi amado!
Ai, do vivente que for como eu...

Se tu soubesses deste amor, querida,
Talvez me desses toda tua vida,
Porque sou teu, inteiramente teu!...

Alberto de Deus Nunes.

Leia mais poemas de Alberto de Deus Nunes em:

http://poemasdedeus.blogspot.com/

Monday, April 09, 2007

A hora e a vez do anjo torto

O poeta Torquato Neto será o grande homenageado da 5ª edição do Salipi - Salão do Livro do Piauí -, que acontece no período de 4 a 9 de junho. Para o idelizador do evento e um dos organizadores Cineas Santos, em vida, Torquato Neto "foi incômodo como um espinho fincado na carne ou, para ser mais preciso, "escorpião encravado na sua própria ferida". Iconoclasta, irreverente, provocador e, acima de tudo genial, viveu apenas o bastante para "desafinar o coro dos contentes"". Ainda de acordo com Cineas, "a passagem de Torquato Neto pela cultura brasileira foi rápida e fulgurante como a de um cometa. Desapareceu no breu da noite, deixando um rastro de luz que ainda hoje nos atordoa. Carece dizer mais?".
Para o professor Wellington Soares, também um dos organizadores do Salipi, a homenagem a Torquato Neto é mais do que justa, "porque Torquato contribuiu (continua contribuindo) para dar visibilidade à face luminosa do Piauí: nossa cultura. Sua arte desconcertante e arrojada nos insere no contexto da modernidade. Continua incomodamente atual", revela.
"Quando nos metemos nessa aventura de criar o Salão do livro do Piauí, uma das nossas preocupações era (continua sendo) justamente dar visibilidade à literatura Piauiense. Não me esqueço do desalento do prof. Wellington Soares, ao percorrer todos os estandes de uma bienal, em São Paulo, não encontrar um único livro de autor piauiense à vista. Foi dele a idéia de, a cada edição do Salipi, homenagear um autor piauiense de expressão. Assim, tem sido", argumenta Cineas Santos, citando nomes nesses cinco anos de vento: Mário Faustino, H. Dobal, O. G. Rego de Carvalho e Assis Brasil. "A proposta é simples: já que boa parte do Brasil insiste em nos ignorar, que sejamos conhecidos e amados pelo menos em nossa aldeia", observa.
"Torquato, estejam certos, não será apenas um "rótulo" ilustrando o Salipi; será uma presença viva entre nós. Sua obra multifacetada será discutida, avaliada, criticada e, com certeza, aplaudida. Esperamos que, ao sair do 5º Salipi, o público piauiense tenha mais uma boa razão para se orgulhar de ter nascido na Terra de Torquato Neto. Assim seja", argumenta Cineas Santos.

Um poeta que desafiava todas as convenções

Nascido em Teresina, no Piauí, filho de um promotor público e de uma professora primária, estudou em Salvador, no mesmo colégio de Gilberto Gil, de quem se aproximou aos 17 anos nas rodas artísticas de Salvador, onde conheceu também os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia. Mais tarde, em 1962, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez alguns anos de faculdade de jornalismo, sem se formar.
No entanto, Torquato exerceu a profissão de jornalista em diversos periódicos, como o Correio da Manhã (no suplemento Plug), O Sol (suplemento do Jornal dos Sports) e Última Hora, quando nos anos de 1971 e 72 escreveu sua badalada coluna Geléia Geral, em que defendia as manifestações artísticas de vanguarda na música, artes plásticas, cinema, poesia etc.
Torquato Neto também fundou jornais alternativos, o Presença e o Navilouca, que só teve um número, mas fez história. Em 1968, com o AI-5 e o exílio dos amigos e parceiros Gil e Caetano (além de outros emigrados), viajou pela Europa e Estados Unidos com a mulher, Ana Maria, morando algum tempo em Londres.
De volta ao Brasil, no início dos anos 70, Torquato ligou-se à poesia marginal e aos ícones do cinema marginal, Julio Bressane, Rogério Sganzerla e Ivan Cardoso. Também era amigo dos poetas concretistas, Décio Pignatari, os irmãos Augusto e Haroldo de Campos, e do artista plástico Hélio Oiticica. É considerado um dos vértices do movimento tropicalista, ao lado de Gil, Caetano e Capinam. Entre suas parcerias mais famosas estão Louvação (com Gil), Pra Dizer Adeus e Lua Nova (com Edu Lobo), Let's Play That (com Jards Macalé), Geléia Geral (com Caetano), Mamãe Coragem, Marginália 2. Participou da famosa foto da capa do disco Tropicália ou Panis Et Circensis, em que estão incluídos suas músicas Mamãe Coragem e Geléia Geral.
O suicídio do poeta, um dia depois de seu 28º aniversário, provocou espanto. Torquato voltou de uma festa com a mulher - que foi dormir -, trancou-se no banheiro e ligou o gás, sendo encontrado morto no dia seguinte pela empregada. Deixou um bilhete de despedida que dizia: "Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego. De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar. Pra mim, chega! Não sacudam demais o Thiago, que ele pode acordar". Thiago era o filho de três anos de idade. Artigos da coluna Geléia Geral e poesias inéditas foram reunidos no livro "Os Últimos Dias de Paupéria", organizado por Waly Salomão e a viúva Ana Maria, em 1973. Além disso, o cineasta Ivan Cardoso produziu o documentário Torquato Neto, o Anjo Torto da Tropicália. Os Titãs musicaram seu poema Go Back, que deu nome ao disco da banda de 1988.


Torquato, um ser singular, ícone de uma geração

Um artigo de quatro páginas, com fotos coloriadas, na revista Nossa História - já fora de circulação - chamou a atenção de muitos leitores: o artigo contava um pouco da tragetória de Torquato Neto, levando a assinatura do professor Edwar Castelo Branco, do Departamento de História da Universidade Federal do Piauí.
Doutor em História pela Universidade Federal de Pernambuco, com a tese "Todos os Dias de Paupéria: Torquato Neto e a invenção da Tropicália", Edwar escreveu um texto primoroso, passeando pela vida do poeta - com familiaridade surpreendente. Este foi o primeiro artigo, escrito por um piauiense, a ser emplacado na revista editada pela Biblioteca Nacional. Embora tenha talento reconhecido nacionalmente, Torquato Neto ainda é um desco-nhecido para boa parte do público brasileiro, daí a importância do artigo de Edwar Castelo Branco.
Intitulado "O Anjo Torto da Tropicália", o texto é um misto de narrativa e citações do poeta, dando uma mostra da vida e da arte de Torquato.
"Ao lado do pessimismo, é possível perceber na idealização da infância outra marca evidente na poesia de Torquato Neto. Ele parece querer capturar, com seus poemas, um instante mágico, onde o tempo não passe. São constantes, na poética torquateana, as refrências a uma infância ensolarada, distante e desejável", diz o autor no artigo, acrescentando que "historicamente, o que fez de Torquato uma espécie de ícone de sua geração foi a sua singular de ser ao mesmo tempo único e plural".
Estudioso da obra de Torquato, Edwar Castelo Branco lançou a obra "Todos os Dias de Paupéria/Torquato Neto e a Invenção da Tropicália" - proporcionando aos admiradores do poeta uma obra de primeira linha.
Publicado em 9/4/2007 13:33:54Portal O Dia - Marco Vilarinho

Monday, April 02, 2007

Show e exposições marcam lançamento do Salipi

Reunindo grandes nomes da literatura nacional, a quinta edição do Salipi (Salão do Livro do Piauí) será lançada oficialmente nesta quarta-feira, dia 4, a partir das 19h, no Clube dos Diários. Este ano, o grande homenageado do Salão, que tem parceria com o jornal O DIA, será Torquato Neto. Numa prévia do que vem por aí, o lançamento contará com show de Roraima, apresentação de palestrantes, retrospectiva das primeiras quatro edições do evento e exposição das composições e poesias do homenageado. A presença de Tiago, filho de Torquato, será mais um detalhe que abrilhantará a noite. De acordo com o professor Wellington Soares, um dos organizadores do evento, o Salipi tem memória. "Vamos resgatar as quatro primeiras edições do Salão através de fotos e recortes de jornal. Será uma retrospectiva em forma de exposição", afirma. Autores de renome já confirmaram presença no Salipi, dentre eles Ana Miranda, romancista e cronista; Roberto DaMatta, professor e sociólogo; Regina Lins, psicanalista e escritora; Flávio Braga, romancista e ensaísta; Gilberto Teles, ensaísta, poeta e professor; Vera Ferreira, jornalista e neta de Lampião; José de Nicola e Audemaro Taranto, professores e autores de livros didáticos; Lorena Ménon, autora de livros didáticos; Antônio Carlos Secchin, crítico literário e membro da Associação Brasileira de Letras; Itamar Filgueiras, gramático, e Salgado Maranhão, poeta e letrista. O Salão do Livro do Piauí, já consagrado no calendário cultural do Estado, será realizado novamente no Centro de Convenções de Teresina, de 4 a 9 de junho. Torquato Neto, com seu espírito camaleônico, tornou-se referência por sua participação durante o tropicalismo, além de contribuições e trabalhos que desenvolveu como músico, poeta, compositor, ator e cinematógrafo. Realizado anualmente pela Fundação Quixote, o Salipi é coordenado pelos professores Cineas Santos, Wellington Soares, Luiz Romero e Nilson Ferreira.

Leia mais sobre Torquato Neto na edição desta terça-feira do Jornal O DIA.

Publicado em 2/4/2007 19:38:48Portal O Dia - Biá Boakari


Entrevista de Marcos Freitas, no V SALIPI:

http://www.45tv.com.br/45tv/video.php?id=2&p=&idcoluna=1&tab=3&n=3

Thursday, March 29, 2007

POESIA NA RODA - SARAU DO COLETIVO DE POETAS

Rayuela Livraria & Bistrô e o Coletivo de Poetas, convidam @s amig@s da cultura para assistir POESIA NA RODA, 4ª edição, nesta quinta-feira, 5 de abril de 2007, às 19h, no SCLS 412 - Bloco B loja 3 - fone 3345.4335. Ingresso artístico: R$ 3,00.

Poetas convidados: Aline Maria; João Baiano e Wanderson Mendes Machado.
Homenagens Especiais: Aniversário de Brasília;
Dia do Índio, por Nando Potiguara;
Poetas da Inconfidência - Tomás Antônio Gonzaga (1744-1768); Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) e Alvarenga Peixoto (1744-1792) - pelo Coletivo de Poetas.

Lançamento do livro: Revistas Literárias Brasileiras - 1970 -2005 - de Paco Cac. "É um resgate da memória das revistas literárias e poéticas contemporâneas," diz o Autor.
Leitura de minicontos: O Matador; e O Outro, de Lucky de Oliveira.
Minipalestra: Como Transformar, em Gravura, um Patrimônio da Humanidade como Brasília? Por Manuela Afonso, professora e gravurista Músicos convidados:
Myriam Eduardo e Fernando Conde, voz e violão;
Daniel Kirjner, compositor, faz da cidade musa inspiradora.
Rodas de poesia: Coletivo de Poetas e o público do Rayuela.

POESIA NA RODA acontece na primeira quinta-feira. Em maio será dia 3. Em março, Ruli fez abertura, cuidou do som e Marina Andrade saudou o público, pelo Coletivo de Poetas. O sarau teve como mestre-de-cerimônias André Xingu, que homenageou o saudoso poeta José Godoy Garcia. Deram canja os poetas Alceu Brito Corrêa; Larissa Marques; Rossini Neto; Ivan Monteiro; Rodrigo Bertone; Teófilo Silva; Além Guimarães; Menezes y Morais; Jason Tércio; Nando Potiguara e Antônio Carlos Sampaio. Myriam Eduardo e Fernando Conde tiveram suas apresentações transferidas para esta quinta-feira, 5.

Friday, March 23, 2007

Itararé – A República dos Desvalidos


Itararé – A República dos Desvalidos


O diretor e dramaturgo Afonso Lima recorta um curioso momento da época da ditadura militar para compor seu novo espetáculo, Itararé – A República dos Desvalidos. A montagem satiriza o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), responsável pelo gerenciamento da habitação popular no País, criado no ano do Golpe de 64.Musicado pelo compositor e maestro Aurélio Meio, o espetáculo fala, sempre de forma jocosa, sobre um assunto sério: a real situação do extinto SFH. Com o aumento exarcebado da migração do campo para as cidades, o governo criou conjuntos habitacionais (leia-se casas minúsculas, enfileiradas aos montes) para tentar remediar o inchamento das cidades.É neste clima, entre comédia e crítica, que ocorre a trama, focada na vida de uma família moradora desses núcleos habitacionais. Fala-se de seus dramas e aspirações, de seus amores e medos. Texto e música passeiam pela cultura popular (folclore piauiense); pela influência norte-americana (rock'n'roll); pela cultura caribenha (rumba); e por Luiz Gonzaga (baião). (Da redação do Jornal de Brasília)

De 23 a 25 de março, sexta e sábado, às 21h; domingo, às 20h. A peça conta a história da evolução industrial de Itararé e as conseqüências que isso trouxe para a população. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Teatro Garagem do SESC
End.: SEPS 713/913, bloco F
Brasília – DF
Tel.: (61) 3445-4400

Friday, March 16, 2007

Menezes Y Morais, Lilia Diniz e Anand Rao no Feitiço Mineiro


Menezes Y Morais, Lilia Diniz e Anand Rao homenageiam a mulher no Feitiço Mineiro nesta terça, dia 20, às 21 hs

Março é o mês da mulher e o Feitiço Mineiro convocou os poetas Menezes Y Morais e Lília Diniz e o músico Anand Rao para num dia só realizarem uma elegia à mulher. O show será dia 20 de março, couvert R$ 12,00, com início previsto para as 21 h.

Menezes Y Morais é o pseudônimo de José Menezes de Morais, jornalista e professor. Nasceu e viveu a infância em Altos, Piauí. Está em Brasília desde 1980. Sua estréia literária foi em 1975 com Laranja Partida ao Meio. Já publicou dez livros, oito de poesia, sendo o último Na Micropiscina da Lágrima Feliz (Brasília, 1999) e Por Favor, Dirija-se a Outro Guichê (teatro, 2001). É promotor cultural e coordenador do Coletivo de Poetas, criado em 1990, que faz saraus em bares, escolas, residências, shoppings etc. Menezes é jornalista, professor e ex-presidente do Sindicato dos Escritores no DF. Tem 20 livros inéditos.

Lilia Diniz é maranhense. Como atriz e poeta tem participado de várias performances teatrais poéticas em Congressos, Seminários e outros eventos. É membro do Proyecto Cultural Sur, movimento de intercâmbio que abriga poetas, artistas plásticos, atores e músicos da América latina e América central. Participou do IX e do X Congresso Brasileiro de Poesia realizado em Bento Gonçalves-RS. Com dois títulos publicados, Lília costuma dizer que se alfabetizou nas letras a e artisticamente por meio da literatura de cordel. Miolo de pote da cacimba de beber, é o segundo lançamento da autora, recebe ilustrações de Manoela Afonso (arte-educadora e gravurista Curitibana) e Bia de Melo, professora do Instituto de Artes da Universidade de Brasília-UnB) ambas do grupo de gravuras Xiloucos, contém 104 páginas e um visual rústico a partir da utilização do papel craft, trazendo no acabamento ao invés de grampo ou cola, uma corda de sisal amarrando o livro e ainda uma embalagem para o livro, feita de talo da palmeira de Buriti confeccionada pelo agricultor/carpinteiro José F. Diniz. Passeiam pelos versos de Lília um cheiro de terra mato e fulô.Lília Diniz também já foi do Conselho dos Direitos da Mulher no distrito federal e tem espalhado versos que discutem as questões de gênero, enaltecem a luta das mulheres, bem como ressalta as mulheres “anônimas”. Com o espetáculo “TODAS AS MULHERES”, tem circulado em várias cidades do país.

Anand Rao tem 04 CDs gravados e 20 livros de poesia publicados. Desenvolve um trabalho que intitula de MPBJazz que são músicas, letras, melodias, e ritmos feitos na hora, na frente do público, provocando uma empatia com a platéia que geralmente propõe o tema. Também faz composições tradicionais, cifradas e etc, que chama de pré-prontas, onde os letristas são poetas brasileiros como Fabrício Carpinejar, Maurício Mello Jr, Menezes Y Morias, Lilia Diniz, Turiba, Rossini, Edson Cruz, Wilmar Silva, Antonio Mariano entre outros. No show fará músicas para todas as mulheres presentes.
Anand Rao Multiempreendimentos
Produção e Assessoria de Imprensa
E-mail: producaoanandrao@terra.com.br

Tuesday, March 13, 2007

Plano Nacional de Cultura

Plano Nacional de Cultura
O deputado Frank Aguiar foi convidado pelo presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Gastão Vieira a ser o relator do Plano Nacional de Cultura durante a visita que o Ministro da Cultura Gilberto Gil fez hoje, dia 07/03, à Comissão. A regulamentação do Plano Nacional de Cultura será um dos projetos prioritários para a Comissão de Educação e Cultura em 2007 e prevê um planejamento de dez anos para o setor. Em sua fala, Aguiar disse que ser o relator significa trabalhar a favor da cultura brasileira em um projeto que prevê um planejamento de dez anos para o setor. Destacou também que o plano é uma iniciativa inédita no País, e disse que pretende se empenhar para aumentar os recursos voltados às atividades culturais e que a cultura é também economia e portanto neste campo, temos muito a aprender. Durante a reunião, Gilberto Gil explicou as ações desenvolvidas pelo seu ministério nos últimos quatro anos e pediu o empenho dos parlamentares em cinco pontos considerados por ele estratégicos para esse ano. O primeiro é a criação de comissão especial para analisar as Propostas de Emenda à Constituição 150/03 e 324/01, que vinculam receitas orçamentárias para a cultura. A primeira vincula 2% do orçamento e a segunda, 6%. O segundo ponto listado pelo ministro é a aprovação do Plano Nacional de Cultura que "chega para inaugurar uma sólida parceria entre o ministério e a Comissão de Educação e Cultura". Esse plano traz o planejamento para os próximos 10 anos com a participação da sociedade e de todos os entes do Poder Público. Em terceiro lugar, Gilberto Gil pediu empenho dos deputados para avançar na implementação de políticas públicas para o setor. Ele pediu que os parlamentares apresentem mais emendas individuais destinando recursos que permitam a ampliação das ações do ministério. O quarto ponto listado pelo ministro pede a reaproximação da cultura e da educação. Gilberto Gil disse que os ministérios da Cultura e da Educação criaram uma câmara interministerial para promover essa aproximação. "Essa é uma pauta que eu gostaria de ver ser discutida por essa Casa", disse o ministro. "A cultura tem papel importante na qualificação da educação." A criação do plano está prevista na Emenda Constitucional 48, em vigor desde agosto de 2005. De acordo com a emenda, o plano terá caráter plurianual e deverá integrar as ações do poder público destinadas a valorizar o patrimônio cultural brasileiro; a ampliar a produção e a difusão de bens culturais; e a formar gestores para a área de cultura. Na próxima semana, o deputado Frank Aguiar e os autores do Projeto se reunirão para determinar uma pauta de trabalho para os próximos dias.
Frank Aguiar participa de reunião com o ministro Fernando Haddad O deputado Frank Aguiar participou hoje, dia 08/03, da reunião com o ministro da Educação, Fernando Haddad e integrantes da Comissão de Educação e Cultura que discutiu as emendas à medida provisória que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Essa reunião faz parte do ciclo de debates que a comissão vem promovendo sobre o assunto. De acordo com o Ministro, um dos pontos que considera mais importantes na regulamentação do Fundeb é a definição dos coeficientes para distribuição de recursos entre os diferentes níveis de ensino e que essa definição poderá ser revista de acordo com as metas do Plano Nacional de Educação. Ele ressaltou, no entanto, que as etapas da educação básica são interdependentes, e o investimento em um dos níveis beneficia os demais.Publicado em 12/3/2007 17:44:42Portal O Dia - Gabinete do Deputado

Monday, March 05, 2007

A POESIA DE HELVÍDIO NETO

A DIMENSÃO AMOROSA

Ciúme doentio é loucura,
Ciúme é ódio sem cura
E de ódio, o amor sempre está vazio,
Não importa se o corpo está no cio...

Amor de verdade é um privilégio.
Acabar um amor é impossível!
Apenas o pseudo-amor é permissível
acabar; pois viver de apego é sacrilégio.

O amor não pede sacrifício,
O amor não pede benefício,
O amor pede virtude em vez de vício.

O amor não pede definição,
O amor pede empatia e compaixão,
O amor não tem fim nem início.

Helvídio Neto (musicado por Roraima)

Helvídio é artista (poeta, cantor e compositor) e economiário, já estudou Filosofia, Pedagogia, Comunicação e Direito. Atualmente tenta ingressar em Artes Cênicas na UnB e cursar um MBA na FGV. Sua produção atual consiste em um CD independente, nos livros de poesia "Renata: Ethos Anthropo Daimon" (Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 84 págs - já na segunda edição) e "Contra-Regra das Utilidades" (Edição independente), além de mais três livros inéditos. Primo de Torquato Neto, poeta-letrista tropicalista, Helvídio anseia comunicar sua poesia através da música popular, introjetá-la na cultura de massa brasileira.

Primeiro livro
Renata: Ethos Anthropo DaimonColetânea de poemas do autor. Neste seu primeiro livro, Helvídio Neto reuniu poemas como "Renata" e "Lendas da saudade" que bem expressam sua veia eminentemente romântica, de forma intensa e bastante lúdica. Trata-se de um desses raros talentos da nova poesia brasileira e que merecem ser lidos e admirados.

84 páginas - formato 13,5x21cm Edição: Câmara Brasileira de Jovens Escritores Contatos com o autor:http://www.camarabrasileira.com/lanc9.htm

Monday, February 26, 2007

POESIA NA RODA – SARAU DO COLETIVO DE POETAS

Rayuela Livraria & Bistrô e o Coletivo de Poetas, convidam @s amig@s da cultura para assistir POESIA NA RODA, 3ª edição, nesta quinta-feira, 1° de março de 2007, às 19h, no SCLS 412 - Bloco B loja 3 - fone 3345.4335. Ingresso artístico: R$ 3,00.
Poetas convidados: Antônio Miranda; Heitor Humberto; Helvídio Neto e Nicolas Behr.
Homenagem especial: Luiz Gonzaga e ao Dia Internacional Mulher. O "Rei do Baião" será homenageado por Edvandro Pessoato, da Malta de Poetas Folhas & Ervas. E o 8 de Março pelo Coletivo de Poetas.
Músicos convidados: Marina Andrade. Marina vai tocar, ao violão, a série de poemas de Augusto dos Anjos, que ganhou música de sua autoria. Miriam Pereira e Fernando Conde, voz e violão.
Lançamento do livro: Máscaras e Codinomes - Política Brasileira - 1961-1984 - crônicas políticas de José Carlos Oliveira, organizadas por Jason Tércio. É o quarto volume da obra completa de Carlinhos Oliveira organizado pelo Autor. Lançamento do CD O Cosmo Está a Nosso Favor, de Mônica Sobral, com 18 poemas da flautista. Rodas de poesia: Coletivo de Poetas e o público do Rayuela.
POESIA NA RODA acontece na primeira quinta-feira. Em abril será dia 5.
O sarau do dia 1° de fevereiro foi aberto pelo Ruli, que também cuidou do som, e teve como mestres-de-cerimônias Rodrigo Berttone e Menezes y Morais; também deram canja os poetas Rossini Neto; Nicolas Behr. Jeanne Maz; Edvandro Pessoato; Jorge Amâncio; Araken; Genaro; Chico Porto e Paulo Macedo. Foram sorteados os livros Latitude Zero, de Ray Cunha; Estilhaços no Lago de Púrpura, de Wilmar Silva; e Despertar do Agreste, de Antônio Miranda.