Monday, May 30, 2016

CÂMARA LEGISLATIVA PROMOVE SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AOS 30 ANOS DA ALT



CÂMARA LEGISLATIVA PROMOVE SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AOS 30 ANOS DA ALT 

 No próximo dia 7 de junho, às 10h, a Câmara Legislativa do DF fará, em seu plenário, sessão solene em homenagem aos 30 anos da Academia de Letras de Taguatinga, entidade criada em 5 de junho de 1986 e que hoje é Patrimônio Cultural, Material e Imaterial do Distrito Federal. Acadêmicos titulares, honorários, beneméritos e colaboradores receberão Moção de Louvor e certificação pelo trabalho de contribuição artística, literária e cultural à sociedade. A inciativa é do deputado Raimundo Ribeiro.
    O evento terá a participação especial do Coral Alegria, regido pela maestrina Ana Boccucci, com direção musical do compositor Nestor Kirjner e canto do tenor Joel Oliveira. O músico Rubens Cruvinel e a cantora Mábia Felipe farão uma breve apresentação. Na ocasião, será lançado o jornal da academia, Alternativus, edição especial comemorativa dos 30 anos.  
    O presidente da academia, o escritor e professor Gustavo Dourado, lembra que a ALT tem construído uma história calcada na luta pela cidadania e na valorização do pensamento universal inspirados nos mais altos valores humanos como o enriquecimento intelectual, a liberdade de expressão, a solidariedade e a promoção do livro e da leitura, do saber, das artes e da cultura de um modo geral. A instituição é hoje uma das mais atuantes entidades culturais do Distrito Federal com a realização e participação em bienais, feiras do livro e em recitais poéticos e musicais, valorizando a criação literária/artística local.

SERVIÇO
EVENTO: Sessão Solene em homenagem aos 30 anos da ALT
DATA: 7 de junho de 2016
HORÁRIO: Ás 10h
LOCAL: Plenário da Câmara Legislativa do DF – Praça Municipal – Quadra 2 – lote 5 – Brasília/DF

Friday, May 27, 2016

5ª Edição CHAI com Letras - Embaixada da ìndia em Brasília



5ª Edição do Chá com Letras (Tee with letters)

5ª Edição do Chá com Letras
A 5ª Edição do Chá com Letras será realizada na Embaixada da Índia, em Brasília, nesta sexta-feira, dia 27 de maio de 2016, às 18 horas. O evento tem como objetivo a integração entre Escritores e Poetas do Brasil e da Índia. É uma iniciativa proposta pelo poeta e diplomata Sr. Abhay Kumar, Vice-chefe da Missão. E conta com a condução do poeta brasileiro Marcos Freitas.

ANGÉLICA TORRES LIMA 
  
Angélica Torres Lima nasceu em Ipameri (GO), em 1952. Cursou Arquitetura e Urbanismo na Universidade de Brasília (UnB) e Direção e Cenografia em Artes Cênicas, na Fefieg (atual Unirio). Formou-se em Comunicação pela UnB e especializou-se em edição de livros e periódicos pela Universidade de Wisconsin (EUA). Trabalhou em diversos jornais, geralmente em editorias de cultura. Publicou Sindicato de Estudantes (1986), pelo qual recebeu o Prêmio Mário Quintana de Poesia, do Sindicato dos Escritores de Brasília, e Solares (poesias, 1988), com o grupo Bric a Brac. É autora do texto de Koikwa, Um Buraco no Céu (Editora UnB, 1999). Autora dos livros de poesia Paleolírica (Brasília: Alô Comunicação, 1999) e O Poema quer ser Útil (Editora LGE,2006).
Fortuna crítica
“Angélica Torres Lima estabelece sua forma elíptica, fabricando, no momento mágico da criação, a interação exata entre o dito e o feito. Essência e existência resultam instantâneas na fulguração luminosa do poema”.
Reynaldo Jardim, sobre Paleolírica.
“Anoiteceu é um poema que T.S. Eliot assinaria. Girassol é magnífico. Admirável em sua contenção, em sua essencialidade... Madrugada de agosto é esplêndido! Uma obra-prima! Lembra o imortal poema da grande poeta Safo, de Mitilene. Ei-lo: ‘A lua declina, as Plêiades no ocaso; a noite vai a meio; o tempo no seu fluxo, e eu, em meu leito, sozinha’”. Oswaldino Marques, sobre Paleolírica.
 “O que compõe neste momento minha totalidade – entidade e cavalo – é a sensação nítida do prazer de não ter morrido e, de repente, ser eleito para estar nesta contra-capa por esta poeta que me viu vindo por aí, enquanto construía (construía?) fazia (?) e vivia (!) esta poesia de altíssima qualidade”. Ziraldo Alves Pinto, sobre Sindicato de Estudantes.
“Seus poemas falam por si, têm luz própria, atravessarão os séculos e daqui a 145 anos, um menino, numa tarde de domingo, pegará o livro e será feliz por tê-lo lido, num dia perdido no tempo”. Nicolas Behr, sobre Solares.
Você não sabe, Angélica, mas quando cheguei ao Rio, fui fazer uma conferência, de novo sobre a (in)utilidade da poesia e, de repente, de memória, falei um poeminha do seu livro, de imenso e lúdico significado: ‘Tomara que caia/ um haicai / na tua saia’. É isso. Poesia é o que fica, é essa flor de palavras presa em nossa vida para sempre”. AffonsoRomano de Sant’Anna, sobre O Poema Quer Ser Útil. 

MENEZES Y MORAIS
Menezes y Morais é o pseudônimo de José Menezes de Morais, jornalista e professor. Nasceu e viveu a infância em Altos, Piauí. Está em Brasília desde 1980. Sua estreia literária foi em 1975 com Laranja partida ao meio. É um promotor cultural, liderando o Coletivo de Poetas, movimento criado em 1992 que leva amantes da poesia e da música para encontros em bares da cidade. 
Menezes tem 12 livros publicados nos gêneros poesia, conto, romance, teatro, ensaio entre outros. A Íris do Olho da Noite (editora Theasurus, romance), Por favor, diriga-se a outro guichê (teatro em um ato), O suicídio da mãe terra (contos), O rock da massa falida (poeisa) e A balada do ser e do tempo (poeisa).
Tem poemas publicados em dezenas de antologias, entre as quais Poetas Brasileiros (Sul Americana editores, edição bilíngue, português/espanhol); Espejos de la Palabra (Bianchi editores, edição bilíngue, português/espanhol), Todas as Gerações – o conto brasiliense contemporâneo (LGE editora), Psiu Poético 25 e Baião de Todos (editora corisco).
O livro A Luta é de Todos – História do controle dos gastos públicos no Brasil (Unacom), em coautoria com Terezinha Pantoja. Fundou o Coletivo de Poetas, em 1990, movimento pioneiro na realização de saraus no Distrito Federal, do qual já organizou seis coletâneas, entre elas Poemas; Mais Uns; e Fincapé.
Um dos seis escritores brasileiros convidados pelo governo da Alemanha para participar da Feira Internacional do Livro de Frankfurt (1995). Exerceu o cargo de vice-presidente e de presidente do Sindicato dos Escritores do DF.
A maioria de sua produção é ainda inédita, incluindo romance, teatro, novela, ensaio histórico e poesia. Como jornalista atuou, entre outros, no Jornal do Brasil, Jornal de Brasilia, Correio Braziliense, O Globo, Visão, etc.
MÁRCIO BOMFIM
Marcio Bomfim é uma presença constante no cenário artístico de Brasília desde os anos 90. Ele já atuou como compositor e intérprete nos principais palcos e projetos de Brasília, outras cidades do Brasil e se apresentou em festival no México com o espetáculo Somos una Misma Historia.
Compôs trilhas para teatro como Dias Felizes e Bela Ciao de Mangueira Diniz, Moby Dick de Humberto Pedrancini, o Boi Amalarelim de Murilo Eckhardt e chegou a receber o prêmio de melhor trilha pelo trabalho em A História do Balão Vermelho do grupo Celeiro das Antas.
Marcio foi contemplado com o Prêmio Renato Russo de 1997 com a canção Todos os Tempos. Participou também dos projetos Temporadas Populares (1998) e Classe Arte (1998) e Arte Por Toda a Parte (1999) e Arte na Quadra (1999), promovidos pelo Governo do Distrito Federal.
Em 2000 foi escolhido como cantor destaque do ano pelo Correio Braziliense.
Foi o responsável pelo toque cultural de inúmeras Sessões Solenes da Câmara Legislativa, incluindo a concessão do Título de Cidadão Honorário de Brasília ao ex-presidente Lula, Carlos Mariguela, Jorge Amado, desvelamento do busto de Salvador Allende, dia Internacional da Mulher (2000 e 2001), entre outros.
A partir dos anos 2000, Marcio se concentra em duas frentes principais no trabalho de intérprete, a parceria com Rodrigo Vivar e Jorge Macarrão, com quem forma o trio Nosotros del Mundo, voltado para a música latino-americana e um trabalho com banda que lhe deu oportunidade de desenvolver seus poderes vocais e aprimorar as técnicas de guitarrista de rock.
Nos últimos anos vem apresentando seu trabalho de pop-rock em lugares como o Gabrielas Bar (Guará), Nosso Mar (Asa Norte), Feitiço Mineiro, Bar Devassa (Águas Claras), Bar do Ferreira e é presença constante no Restaurante chileno de seu amigo Rodrigo Vivar.
Como parte dos eventos em comemoração ao 53º Aniversário de Brasília em 2013, Marcio esteve ao lado do ator Adeilton Lima do Sarau Plural – Semana de Poesia na Rodoviária.
Marcio desfia sua técnica de guitarrista competente e vocalista privilegiado num repertório eclético que passeia pelas décadas de 1970 a 1990, com ênfase nos anos 80. Beatles, Pink Floyd, Stepenwolf, Led Zeppelin, além dos brasileiros, Paralamas, Titãs e Lulu Santos, entre outros, são apresentados, ora em versões fiéis aos originais, ora em releituras muito pessoais e cheias de energia.

ADEILTON LIMA
Graduado em Letras pela Universidade de Brasília – 1998. Mestre em Teoria Literária pela Universidade de Brasília – 2005/2007. Professor da Secretaria de Educação do DF – 1999 – 2003. Professor substituto na Faculdade de Comunicação (DAP) – UnB – 2007/2009.
Cinema
Venceslaw e a Árvore do Gramofone (2008) Curta: 35mm Direção: Adalberto Müller
Um Certo Esquecimento (2007) Curta: 35mm Direção: André Carvalheira
Os Dois Filhos de Francisco (2005) Longa: 35mm Direção: Breno Silveira
A Lente e a Janela(2005) Curta: 35mm Direção: Marcius Barbieri 
Pra Onde (2002) Curta: 16mm Direção: Aurélio Aragão
Prêmios da Câmara Legislativa de Brasília e Menção Honrosa do Júri Oficial do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
A Dança da Espera (1999) Curta: 16mm Direção: André Nascimento
Prêmio de melhor fotografia no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Teatro
A Conferência (2006/2007/2008) Texto e interpretação: Adeilton Lima Direção: Cláudio Chinaski
Prêmio Myriam Muniz de teatro (FUNARTE)
Pequenas Tragédias (2004) Texto: Avelino Alves Direção: Adeilton Lima 
Ary Barroso, Cem Anos(2003) Show musical em homenagem ao Centenário de Ary Barroso
Eros(2003) Poemas sobre o amor (vários autores) Direção e interpretação: Adeilton Lima e Luis Orione (Lula)
Um Artista da Forme (2002) Texto Original: Franz Kafka / Performance/instalação 
A Arte de Ler – Raízes da Voz (1999-2003) Recital Poético (vários autores) Direção e Interpretação: Adeilton Lima 
Diário de um Louco (1997 – 2003 – 2008 – 2011) Texto original: Nicolai Gogol
Adaptação: Rubem Rocha Filho  Interpretação: Adeilton Lima (monólogo)  Direção: Cesário Augusto 
O Poeta Vivo: Quintanares (1996 – 1999) Textos: Mário Quintana   Direção e Interpretação: Adeilton Lima (monólogo)
 Moby Dick  (1993) Texto: Herman Melville Interpretação: Grupo Celeiro das Antas  Direção: Humberto Pedrancini
A Raiz do Grito (1993) Texto: Alcione Araújo Intepretação: Adeilton Lima e Alice Stèphanie    Direção: José Delvinei
 Para Acabar com o Julgamento de Deus (1992-1994) Texto: Antonin Artaud   Direção e Interpretação: Adeilton Lima
Hoje sou um, amanhã outro (1992)  Texto: Qorpo Santo  Interpretação: Grupo Retalhos Direção: Romildo Moreira
 Tabacaria (1991)  Texto: Fernando Pessoa Interpretação: Adeilton Lima (monólogo) Direção: Heron Santiago
 As fábulas (1988)  Textos: Esopo, La Fontaine, Irmãos Grimm, Interpretação: Grupo Ar Cênico   Direção: Heron Santiago
Cá entre nós (1988)  Interpretação: Grupo Ar Cênico  Direção: Heron Santiago
 Cães Ataquem (1988) Textos: criação coletiva  Interpretação: Grupo Ar Cênico  Direção: Heron Santiago
O projeto Cardápio Literário e ocupa Brasília foi iniciado em 2002, quando o poeta Adeilton Lima lançou seu CD de poesias intitulado Raízes da voz. A ideia veio após a boa experiência vivida na participação de saraus nos anos 1990 como o Conversa com Verso, coordenado pelo músico Marcio Bomfim, no Ki Filé, do saudoso Cavalcante, na quadra 405 Norte. Na época, o repertório de textos memorizados de grandes poetas já era vasto. Logo, a bagagem foi aproveitada para sair na noite e colocar o novo CD para circular na noite brasiliense. Integrante da tradicional geração de poetas brasilienses, o artista pretende incentivar a produção local e promover uma troca com o público da cidade, além de expandir o alcance do próprio trabalho.

O poeta conta que a recepção do público era sempre uma incógnita e entre novidades e contratempos, muitas amizades foram feitas. “A poesia é essa porta aberta para o inusitado que alia o imaginário e a realidade”, afirma o autor. As formas de abordar os espectadores surpresos são sempre diversas. “Primeiro, sinto a energia do lugar, pode ser boteco, café, bar, escola, teatro etc com ou sem um itinerário pré-definido. Posso oferecer o cardápio para que a pessoa escolha o poema que quer ouvir ou optar por uma intervenção, algo de surpresa”, conta. As duas formas costumam funcionar bem, tendo sempre em mente o respeito pelo espaço do público presente. Adeilton lembra que é necessário sempre tatear com muito cuidado, pedir licença e agradecer com gentiliza. “Quando a porta é aberta, a poesia celebra”.

MAURÍCIO ANDRÉS 
Maurício Andrés Ribeiro. Arquiteto e Ecologista. Autor dos livros Ecologizar (4ª edição- trilogia, Editora Universa, 2009), Tesouros da Índia e Meio Ambiente & Evolução humana; e “Ecologizando a cidade e o planeta” (Editora C/Arte, 2008). Foi Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil- MG. Foi Secretário de Meio Ambiente de Belo Horizonte, Presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais, Diretor executivo do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente e de dezenas de conselhos na área de meio ambiente. Participa de movimentos pela paz e o federalismo mundial. Ex-Vice presidente da Fundação Cidade da Paz, Brasília. Professor dos cursos de Gestão Ambiental da FUMEC-BH; de Gestão Ambiental Urbana da Universidade Católica de Brasília e da Formação Holística de Base - Cultura ambiental e cultura da paz, na UNIPAZ- RJ. Secretário Geral Adjunto, da Agência Nacional de Águas – ANA.

SERVIÇO:
5ª Edição do Chá com Letras (Tee with letters)

Embaixada da Índia no Brasil – Brasília – DF

Dia 27 de maio de 2016

Horário: 18 horas.

Wednesday, April 20, 2016

4ª Edição do CHAI com Letras - Embaixada da Índia


POESIA, CONTOS E ROMANCE DIA 22 ABRIL NO MARTINICA CAFÉ




C O N V I T E – ANTONIO MIRANDA, RONALDO CAGIANO E ELTÂNIA ANDRÉ  LANÇAM LIVROS DE POESIA, CONTOS E ROMANCE DIA 22 ABRIL NO MARTINICA CAFÉ

A Editora Patuá e a Associação Nacional de Escritores convidam os associados para o lançamento conjunto dos novos livros de ANTONIO MIRANDA, ELTÂNIA ANDRÉ e RONALDO CAGIANO.

LOCAL: MARTINICA CAFÉ
Endereço: CLN 303 Bloco A Loja 4 - Asa Norte
Dia 22.04.2016 a partir das 19h. Telefone:(61) 3326-2357

SOBRE AS OBRAS

"DIALOGANDO COM NIETZSCHE ALÉM DO BEM E DO MAL", de Antônio Miranda
Gênero: POESIA – edição Ed. Patuá - 2016
Cem poemas a partir de epígrafes extraídas de textos filosóficos de Nietzsche, acompanhados de uma interpretação poética – poiesofia... — conforme o desafio colocado pelo célebre e polêmico gênio alemão, ilustrados com nuvens de termos usados no livro.
"ELES NÃO MORAM MAIS AQUI", de Ronaldo Cagiano
Gênero: Contos - Ed. Patuá, SP, 2015 - 120pgs
Reunião de 16 contos escritos ao longo dos últimos 7 anos, inéditos em livros. Alguns deles foram premiados em concursos e outros foi publicados em jornais e revistas literárias como o SLMG, Rascunho, Revista E, do SESC/SP, Suplemento Pernambuco, Literaturen Glas (Bulgária), Revista da ABL e Correio das Artes (PB).
Os contos falam de solidão, da passagem do tempo, da morte, em cujas histórias o autor, pela voz de seus personagens, percorre variada temática, do lírico ao social, dentro de uma perspectiva narrativa em que há um forte questionamento existencial sobre os dramas e dilemas quotidianos, além de uma inflexão metafísica sobre os problemas ligados ao homem e seu estar no mundo. Segundo Leo Barbosa, poeta, professor e articulista do Correio da Paraíba, "Cagiano imprime uma atmosfera na qual os cenários das narrativas se unem na tentativa de percorrer os sentimentos e as emoções do narrador e das personagens. O autor nos chama a atenção por utilizar frequentemente epígrafes em seus contos. Tal qual Murilo Rubião, dialoga com outros autores a fim de ambientar sua narrativa em polifonias, múltiplas vozes que conferem aos textos constantes rupturas e suturas".
"PARA FUGIR DOS VIVOS", de Eltânia André
Gênero: Romance - Ed. Patuá, SP, 2015 - 190pgs
Nesse romance a autora tematiza a relação dificil entre dois filhos e Ismália (ou Maria Comprida), a mãe dominadora e o pai ausente, negligente e ensimesmado. Dividido em dois capítulos "Livro 1" e "Livo do Miguel" - em cada um repercutem a voz e a visão de dois irmãos sobre a própria mãe; um intelectualizado e pensador; o outro, ganancioso e pragmático. Numa construção em que a narrativa vai se desdobrando em flashbacks temporais e projeções psicológicas, na esteira de olhares distintos sobre fatos e acontecimentos que nortearam a convivência tensa no seio familiar, prevalecem o silêncio, as dores, os deslocamentos das próprias vidas, resumindo o estado de tristeza e torturas que habitam essas almas. Para o escritor mineiro Whisner Fraga, o livro "é sobre uma matriarca extremamente dominadora, que abafa qualquer ímpeto sentimental de todos que a cercam. A onipotência dessa mãe terrível - mas uma mãe talvez muitas vezes pior dentro de si mesma - revolta o leitor. Para o escritor e crítico Ricardo Ramos FIlho, escritor e crítico paulista, "Ao entrarmos em contato com as perspectivas de cada um [ dos personagens ], podemos observar a diversidade psicológica do humano. Os dois recuperando suas dores deslocados e tristes"

Monday, April 04, 2016

HARMONIA DAS VOZES, LIVRO DE ROGÉRIO LEONEL

rogério leonel, foto
HARMONIA DAS VOZES, LIVRO DE ROGÉRIO LEONEL
Por Rogério Salgado*

Rogério Leonel é hoje, sem sombra de dúvidas, um dos nossos maiores arranjadores, comparado aos grandes mestres da Música Popular Brasileira. E posso afirmar isso sem receio, pois como pesquisador assíduo da música universal, tenho observado isso. E para dividir sem egoísmo aquilo que conhece e realizou ao longo de sua estrada, ele lança através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte (Projeto 1147/2012), o livro “Harmonia das Vozes”. Mas deixemos que o próprio Rogério nos diga sobre isso:

“No final da década de 1970 escrevi os primeiros arranjos para o Festival Ponteio promovido pela UFMG. Um tempo depois, um embrião do que mais tarde viria a ser o quarteto feminino “Tom Sobre Tom” me possibilitou dar continuidade a este trabalho tão rico e interessante. Até os dias atuais, não parei mais de escrever para vozes. No ano 2000, comecei a escrever para um grupo de vozes mistas, que existe até hoje, o “Da Boca Pra Fora”. Este novo encontro consolidou minha atividade, enquanto arranjador vocal. A voz talvez seja o mais completo instrumento, capaz de juntar a letra com a melodia, além de o timbre ser único para cada pessoa.”

“Harmonia das Vozes” traz uma seleção de partituras para 20 canções de compositores mineiros e de domínio público, no qual o autor pretende iniciar uma série de publicações de arranjos vocais, seguido de um segundo volume, todo dedicado a compositores de diversas regiões do país. Alguns desses arranjos foram escritos para quatro vozes, sendo Soprano, Contralto, Tenor e Baixo, tendo outros sido criados originalmente para quarteto feminino e depois adaptados para coro misto e alguns deixados propositalmente sem classificação de vozes. Cada arranjo vem com uma explicação histórica, sendo elas: “Água de Moringa” de Valter Braga e Jorge Fernando dos Santos, “Baião Barroco” de Juarez Moreira e Simone Guimarães, “Baruios do Mar” de Regina Freitas, “Calix Bento” domínio público recolhido por Tavinho Moura, ”Canção do Sol” de Hudson Brasil e Toninho Camargos, “Canto de Desalento” de Toninho Horta e Rubens Théo, “Catedral de Brasília” de Rogério Leonel, “Criaturas da Noite” de Flávio Venturini e Luiz Carlos Sá, “Furta-cor” de Rogério Leonel, “Milagre dos Peixes” de Milton Nascimento e Fernando Brant, “Navio de Pedra” de Ladston do Nascimento, “Pelo amor de cantar” de Toninho Camargos e Luiz Henrique de Faria, “Riacho de Areia” de domínio público, “Rio Araguaia” de Ricardo Faria e Toninho Camargos, “Sem Compromisso” de Nelson Trigueiro e Geraldo Pereira, “Serena Estrela” de Regina Freitas, “Serenô” de domínio público, “Títulos de Nobreza” de João Bosco e Aldir Blanc, “Trilha de Luz” de Hudson Brasil e “Última Seresta” de Ricardo Faria.
harmonia das vozes, capa
Rogério Leonel é um cara que dispensa apresentações, pela sua história como músico não só mineiro, mas brasileiro, que ao longo de sua carreira tem recebido elogios de artistas admiradores de sua obra, tais como: Toninho Camargos, Ezequiel Lima, Toninho Horta, Jorge Fernando dos Santos e Guinga, entre outros. “Harmonia das Vozes” tem revisão ortográfica de Jorge Fernando dos Santos, projeto gráfico e ilustrações de Adriano Alves, fotos de Bárbara Suyan, produção executiva de Saulo Sabino, assistência de produção de Lígia Jacques, diagramação de partituras de Cristiano Vianna, revisão de partituras de Rogério Leonel e Lígia Jacques, coordenação geral de Rogério Leonel.

Rogério Leonel, é violonista, compositor e arranjador. Ministra cursos e oficinas de harmonia e violão. Foi professor da Escola Livre Música de Minas, de Milton; arranjador da Orquestra de Violões do Colégio Estadual Central de Belo Horizonte, dentre outras. Tem registrado seu trabalho nos álbuns: “Choro Barroco” e “Choro Cantado”, de Lígia Jacques, “Titane” (primeiro disco solo), “Simbora, João” de Ladston do Nascimento, “Subvoar” de Loslena, “Minas São Várias” — coletânea de compositores e cantoras mineiros, “Encontros” de Toninho Camargos, “O Tom e o Fundamento” de Hudson Brasil. Entre seus shows, destaca-se: “Diálogo”, realizado na Fundação de Educação Artística/BH. Sua música “Choro Barroco” foi incluída como tema de abertura no documentário “Vanja Orico”, produzido por Luiz Carlos Prestes Filho para o “Canal Brasil”.

E quem diz com maestria que “Escrever arranjos vocais é como resolver quebra-cabeças” merece respeito e admiração. “Harmonia das Vozes” está aí para quem quiser pesquisar, conhecer, ou até mesmo apenas ter a curiosidade de se aproximar mais da nossa história musical brasileira. Contatos: avozeoviolão@yahoo.com.br, telefone (31) 99317-2264. Acessem a página do livro no Facebook:  Livro “Harmonia das Vozes” — Rogério Leonel.

* Rogério Salgado é poeta profissional. Natural de Campos dos Goytacazes, interior do estado do Rio de Janeiro. Filho da pianista Glória Salgado, cresceu ouvindo sua mão tocar piano e recitar poemas em saraus dentro de casa. Em 1980 mudou-se para Belo Horizonte. Em 1983 criou a revista Arte Quintal, um dos mais importantes veículos culturais da época. Idealizou e realizou entre 2005 e 2014 em parceria com Virgilene Araújo, o Belô Poético – Encontro Nacional de Poesia de Belo Horizonte evento que reunia, na capital mineira, poetas de vários estados do Brasil e do exterior.  Em 41 anos de carreira poética, publicou mais de 30 livros, sendo o último, o livro de memórias “Poeta Ativista” (RS Edições-2014). Contato: poetarogeriosalgado@yahoo.com.br
Titane, Canção para nascer de novo (Rogério Leonel e Antônio Barreto)

Fonte: http://brasil.revistadelosjaivas.com/harmonia-das-vozes-livro-de-rogerio-leonel/