blog do poeta e engenheiro marcos freitas, piauiense, nascido na rua do barrocão ("ê rua do barrocão ê parnaíba separando a minha rua das outras, do maranhão", Torquato Neto). versos, prosas e algumas idéias.
I ENCONTRO DE POETAS, ESCRITORES E LEITORES
PIAUIENSES. PERÍODO: 25 e 26 DE FEVEREIRO DE 2016 - TERESINA – PIAUÍ - “A
poesia no século XXI e sua contribuição na história da humanidade” O GRUPO
ESCRITORES PIAUIENSES NO ÂMBITO REGIONAL PROMOVERÁ O PRIMEIRO ENCONTRO DE
POETAS, ESCRITORES E LEITORES, A REALIZAR-SE NO ANO DE DOIS MIL E DEZESSEIS,
NOS DIAS 25 E 26 DE FEVEREIRO DO CORRENTE ANO, LOCAL: CENTRO CULTURAL CLUBE DOS
DIÁRIOS, RUA ÁLVARO MENDES, S/N CENTRO, CIDADE DE TERESINA – PIAUÍ.
É um desafio lançar livros no Piauí, atestam
Valciãn Calixto, Gabriela Aguiar, Demétrios Galvão e Fernanda Paz,
alguns dos novos escritores do Piauí
Repórter: Jadson Osório18/05/2015 07h50 - Atualizado em 18/05/2015 12h01
Escrever é uma tarefa solitária, diz uma sentença sem aspas ou
autor conhecido. Todos os dias, anonimamente, piauienses (e outros
cidadãos no mundo inteiro), produzem histórias que viram contos,
crônicas, postagens em redes sociais ou blogs na internet, matérias de
jornal, poesias. Algumas delas têm um rumo certo: virar livro. E
seduzir, prender atenções, fazer sonhar, provocar encantamento, arrancar
sorrisos ou lágrimas de desconhecidos leitores.
Organizar ideias, pensamentos, histórias, versos, parágrafos em um
livro não é fácil, nem barato. É um desafio lançar livros no Piauí,
atestam Valciãn Calixto, Gabriela Aguiar, Demétrios Galvão e Fernanda
Paz, da nova safra de autores da terra natal de literatas do quilate de
O.G Rêgo de Carvalho, Assis Brasil, Da Costa e Silva, Mário Faustino, de
uma lista imensa de gênios imortais.
Estes jovens autores conversaram com O Olho e falaram das dores e delícias de ser escritor no Piauí. Valciãn Calixto lançou um livro este ano seu primeiro livro; Foto: Nataniel LimaVALCIÃN CALIXTO
Formado em Comunicação Social pela Uespi (Universidade Estadual do
Piauí), Valciãn Calixto, 24 anos, canta que o gosto pela literatura
começou por volta dos 13, em leituras pontuais na casa da avó. “Eu
costumava passar finais de semana na casa de minha falecida vó e tinha
uma tia professora, ela possuía bom acervo de paradidáticos como
Blackout, O Escaravelho do Diabo, outros, então meus primos mais velhos
iam jogar bola, as mulheres da casa dormiam durante a tarde, meu vô
jogava baralho até anoitecer com alguns tios e amigos”, relembra.
“O que me restava? Ler os paradidáticos e não só eles, livros de
Redação e Gramática também que minha tia costumava usar em sala de aula.
Por volta dos treze anos ganhei um caderno cuja capa me impressionou
bastante, decidi que iria usá-lo apenas para escrever textos meus”,
completa.
De leitor de livros didáticos e paradidáticos da tia, Valciãn
tornou-se escritor depois que uma gráfica paulista decidiu publicar um
livro seu. “Há uma história anterior à de escritor que é a de leitor e
que hoje seguem juntas”, diz o autor de “Reminiscências do caseiro
Genival”, obra lançada este ano e que tem como temas condutores,
assuntos áridos como câncer, esquizofrenia, racismo, ansiedade, aborto e
até suicídio.
“O poeta é movido a fragmentos, pelo menos eu, com o pouco que
entendo de produção contemporânea. Tenho interesse pela poesia russa do
século XX de nomes como Joseph Brodsky, Serguei Iessienin, nos autores
afroamericanos como Maya Angelou e Cheryl Clarke passeando pela poesia
portuguesa de Sophia de Mello Breyner Andresen, no poeta peruano César
Vallejo. Possuo certo fascínio pela poesia mineira que vai de Murilo
Mendes ao Marcelo Diniz e piauiense com Mário Faustino e Nathan Sousa”,
diz o poeta sobre suas referencias literárias.
Para Calixto, lançar um livro no Piauí é tão difícil como “gravar um
disco, montar uma peça ou um espetáculo de dança”. “Nem por isso Assis
Brasil deixou de ser dos grandes autores piauienses premiados Brasil
afora, como o Balé de Teresina ou as telas do senhor Nonato Oliveira e
ainda as performances e instalações benquistas internacionalmente do
Marcelo Evelin. Mais do que dom, vocação ou similares, é preciso, como
diria Milton, ter manha sempre”, dialoga Valciãn Calixto, que além de
escritor é compositor, guitarrista de uma banda e integrante de um movimento cultural chamado TrisTherezina, do qual já falamos aqui em O Olho. FERNANDA PAZ Fernanda Paz é já participou de diversas coletâneas literárias; Foto: Arquivo Pessoal
Os novos escritores piauienses adotaram a produção independente como
maneira de facilitar o nascimento de seus filhos, os livros. “É muito
comum no nosso estado os escritores lançando seu material de forma
independente. Alguns recorrem a editoras de fora que costumam publicar
trabalhos de autores iniciantes com um custo menor, como eu fiz.
Infelizmente na realidade do nosso estado faltam editoras que acreditem
no potencial dos escritores iniciantes, bem como políticas públicas
voltadas a essa área”, considera Fernanda Paz, autora de "O Buraco e
outras histórias", livro de contos baseados em ocasiões do dia-a-dia.
“Situações cotidianas ou fictícias podem ser repassadas ao público
de forma simples e acessível e qualquer um de nós pode ser um personagem
principal cheio de dilemas ou loucuras em uma história qualquer”,
defende a escritora, que lançou o livro através de uma editora carioca.
Fernanda conta que começou a participar de publicações em 2012. Por
volta do ano de 2009 alimentava semanalmente um blog pessoal (chamado
Libélula Paz, hoje extinto) com poesias, contos e reflexões. “Também
fazia fanzines que circulavam entre grupos de amigos. Entretanto desde
criança sempre criava histórias que eram lidas por amigos e familiares”,
comenta.
A jovem escritora já participou de diversas coletâneas e versa entre
prosa e poesia. “Me inspiro principalmente nas pessoas ao meu redor, as
relações entre pessoas, as ações e pensamentos que nos diferencia tanto e
ao mesmo tempo nos iguala uns aos outros”, sintetiza Fernanda Paz. GABRIELA AGUIAR
“Eu escrevo desde pequena, não sei dizer exatamente quando. Minha
melhor forma de expressão sempre foi a escrita. Demonstrava o que estava
sentindo através de cartinhas e poemas”, confidencia a escritora
Gabriela Aguiar, 22 anos, autora de "Joaquim e Silvia, com amor", um
romance ficcional que trata da falta de comunicação das pessoas e sobre
como isso afeta os relacionamentos.
Em sua segunda publicação, que ainda vai ser lançada, a escritora que
fala sobre sertanejos que vivem afastados de centros urbanos, sem água,
energia e progressos. “É um livro-reportagem, uma abordagem sobre a
história dessas pessoas”, resume Gabriela a obra, intitulada "À Beira da
Estrada".
“Tudo inspira. Escrever é você olhar para algo que todo mundo vê e
enxergar além. É sensibilidade”, discorre a escritora acrescentando que
“a maior dificuldade são os custos, lançar um livro não é barato”. Gabriela Aguiar é autora do romance "Joaquim e Silvia, com amor"; Foto: Arquivo Pessoal
“E a falta de interesse das pessoas com a literatura piauiense também
é um agravante, porque as pessoas não se interessam muito em comprar
livros de autores piauienses, elas não valorizam, nem se interessam
muito em ir atrás pra saber do que se trata a história”, prossegue a
escritora.
Gabriela Aguiar, que é jornalista, conta que escreve mais por paixão
“do que qualquer outra coisa”. “Muita gente reclama dos preços também,
as pessoas não sabem que lançar livro aqui quase não se tem lucro, o
dinheiro das vendas é basicamente para pagar o que foi gasto com a
publicação. O Piauí tem muita gente boa e muita gente que escreve bem.
Vários livros são lançados por ano, mas poucas pessoas ficam sabendo”,
assinala. DEMÉTRIOS GALVÃO
“Fugindo do espaço escolar, encontrei as bibliotecas públicas do
centro da cidade – Biblioteca Abdias Neves, Cromwell de carvalho, SESC
Av. Maranhão, Casa da Cultura”, narra o escritor Demétrios Galvão sobre o
nascimento de seu interesse pela literatura.
“Nesse primeiro momento, foi o instante de descobertas profundas e de
mergulho no campo de possibilidades criativas e sensíveis, que não
haviam sido me ensinadas na escola”, acrescenta ele, que ingressou na
literatura há 15 anos, lançando poemas em fanzines e livretos que ele
mesmo produzia. Demétrios Galvão já tem quatro livros publicados e uma produção intensa; Foto: Arquivo Pessoal
Seu primeiro livro, ainda que meio caseiro/artesanal, foi lançado
2001 e intitulado “Cavalo de Tróia”. “Em 2002, participei de um concurso
literário, fiquei em terceiro lugar e tive o livro “Fractais
Semióticos” publicado pela Fundac (Fundação Cultural do Piauí) em 2005,
em um volume juntamente com os autores que ficaram em primeiro e segundo
lugar”, relembra Demétrios Galvão, poeta, mestre em história, professor
universitário e coeditor da revista Acrobata.
No decorrer de 2011, Demétrios lançou o livro “Insólito”, em parceria
com a editora de um amigo poeta e editor de Fortaleza/CE. Ano passado,
agora em parceria uma editora paulista, o autor lançou outro volume.
“Paguei o livro, mas dividindo as despesas com o editor”, comenta
Galvão.
“Para publicar não existe receita pronta. É preciso experimentar,
buscar alternativas e não se sujeitar às limitações. Hoje cada vez mais
temos opções e editoras independentes abrindo espaços para jovens
escritores. O cenário de hoje é bem melhor e mas amplo, do que o de 10
ou 15 anos atrás, quando comecei a escrever”, pondera o escritor, que já
pode ser considerado experiente universo editorial.
Demétrios Galvão avalia que as ausências de um circuito editorial
aberto e de um público consumidor que sustente o circuito de publicações
são as maiores dificuldades enfrentadas por quem pretende se lançar no
mercado. “Também não temos um jornalismo cultural e críticos que façam
resenhas e comentários do que está sendo publicado. Quando muito,
aparece alguém para fazer críticas destrutivas. Mas penso, que aos
poucos, nosso cenário está melhorando”, critica o autor de Bifurcações,
lançado ano passado.
Demétrios Galvão, Valciãn Calixto, Gabriela Aguiar e Fernanda Paz são
apenas quatro representantes da nova leva de autores que oxigena o
universo literário no Piauí, terra de conhecidos e anônimos contadores
de história.
Em "O Nobre Deputado", Márlon Reis apresenta os
resultados de uma pesquisa inédita: conseguiu ouvir pessoas que
participam dos meandros da política sobre como se define a eleição de um
deputado federal ou estadual. Para que isso fosse possível, foi
necessário lhes assegurar o mais absoluto anonimato.
O resultado da pesquisa não é apresentado de forma acadêmica, nem
enfadonha. A história foi construída baseada em um personagem fictício,
chamado de Cândido Peçanha, que encarna ele próprio as condutas
descritas nos depoimentos reais colhidos por Márlon Reis.
A premiação vai escolher duas obras nas categorias romance e conto para serem publicadas pela editora Record
postado em 04/01/2016 18:27
/ atualizado em 04/01/2016 18:50
O
Prêmio Sesc de Literatura está com inscrições abertas até 12 de
fevereiro e visa incentivar as produções literárias nacionais a partir
da valorização de novos escritores.
O programa,
de edição anual, seleciona dois autores nas categorias conto e romance
para assinar um contrato de publicação com a editora Record, responsável
pela distribuição comercial das obras, cuja tiragem mínima é de 2 mil
exemplares.
Para participar, os candidatos devem
ter um livro escrito inédito em alguma das categorias. Para concorrer
nas duas, é preciso que tenham obras nunca publicadas de ambas. Neste
caso, as inscrições serão realizadas separadamente.
O
processo seletivo será efetuado pelo site da empresa - desde a
inscrição até o envio da obra - e todos os trabalhos são submetidos à
avaliação de escritores, especialistas em literatura, jornalistas e
críticos literários escolhidos pelo Sesc para compor a banca
examinadoras. Os vencedores serão anunciados em junho de 2017.
No ano passado, o prêmio foi conquistado pela carioca Marta Barcellos, na categoria Conto com o livro Antes que seque, e pela paulista Sheyla Smanioto Macedo, com o romance Desesterro. Entre os escritores revelados em edições anteriores estão Marcos Peres, com O Evangelho segundo Hitler, vencedor do Prêmio SP de Literatura 2014 na categoria estreantes; Alexandre Rodrigues, com a obra Parafilias, finalista do Prêmio Jabuti 2015; e Debora Ferraz, autora de Enquanto Deus não está olhando, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura 2015.
Poemas compõem livro inventivo e arriscado com temas ligados à política e estranhamento
postado em 15/12/2015
Vanessa Aquino
No
mês que completa 25 anos da estreia com o livro Aresta/ Hagoromo, o
poeta Francisco K lança o sétimo livro, Error, hoje, no Senhoritas Café,
às 19h. A nova publicação apresenta três poemas — textos estranhos,
segundo o autor — e difíceis de classificar: “Erros, Sublevação e
Samba”.
A obra é continuidade de uma tendência recorrente em
livros de Francisco K, que é a dos poemas como-que-longos — a exemplo de
textos como “Hagoromo”, “Pierrô alunicado” e “Poesia aporia”. Error é,
de acordo com o poeta, a descida aos infernos em um plano sequência
fragmentário “ou simples caminhada”.
Em “Sublevação”, Francisco
consultou os manuais de Marighela e outros cadernos para trazer à tona
um lado diferente da guerrilha. Já o poema “Samba” traz uma épica e
marcante problemática, que é a radicalização do método de colagem e,
nesse contexto criativo, a inspiração vem de Joaquim de Sousândrade,
Walter Benjamim, S.M. Eisenstein, de pós-tropicalistas e de Jean-Luc
Godard.
“Error é, sem dúvida, o livro mais inventivo e arriscado,
potencialização da poesia do estranhamento. Profundamente
metalinguístico, cinematográfico e político. (…) Essa obra exige de nós
uma leitura atenta e experimental”, diz Lurya Nascimento no prefácio.
Francisco
explica que a política é um tema que une os poemas, mas aparece mais
como uma problematização. A forma inventiva dos versos também seria uma
singularidade e um ponto de aglutinação.
“Existe o conceito de invenção, um texto que foge do gênero desconhecido. Teria um pouco essa pretensão.
O
apelo visual existe, mas não é o tema central. Acho que é um livro que
segue um caminho que não é o da poesia concreta. Nunca me senti
pertencente a essa corrente”, comenta. “Meus poemas vão para um terreno
que não é o da poesia concreta. O que faço, de certa forma, é brincar
com essa ideia. Trabalhar com essa ideia de épica desconstrutiva”,
completa, ao concluir que, no primeiro livro, ficaram latentes vários
caminhos que se desdobraram depois. “É um livro que tem muita
diversidade de caminhos e elementos da invenção. Não acredito no novo
absoluto.”
Serviço:
Error
De Francisco K. Siglaviva, 80 páginas. hoje, às 19h.
Senhoritas Café - CLN 408, bloco E, lojas 42/52 | Asa Norte. Entrada franca. Valor do livro: R$ 25.
1º lugar
Mil Rosas Roubadas, de Silviano Santiago 2º lugar
Por Escrito, de Elvira Vigna 3º lugar
A Primeira História do Mundo, de Alberto Mussa 4º lugar
Saccola de Feira, de Glauco Mattoso
Concorreram na última etapa os seguintes livros: A Calma
Dos Dias, de Rodrigo Naves (Companhia das Letras); A Desumanização, de
Valter Hugo Mãe (Cosac Naify); Dez Centímetros Acima Do Chão, de Flavio
Cafieiro (Cosac Naify); O Homem-Mulher, de Sérgio Sant'Anna (Companhia
das Letras); Ondas Curtas, de Alcides Villaça; O Irmão Alemão, de Chico
Buarque (Companhia das Letras); Querer Falar, de Luci Collin (7 Letras);
Tempo De Espalhar Pedras, de Estevão Azevedo (Cosac Naify); Totem, de
André Valias; e Um Teste de Resistores, de Marilia Garcia (7 Letras).
O júri final foi formado por Eduardo Sterzi, Eliane Robert Moraes,
Eneida Maria de Souza, Ítalo Moriconi, Josélia Aguiar, Luiz Costa Lima,
Regina Zilberman e Sergio Alcides. Os curadores são Noemi Jaffe, Rodrigo
Lacerda e Selma Caetano. No total, 598 obras foram inscritas nesta
edição do prêmio.
INDO sou / na medida do perecível / o incompreendido / que sou / sou / e
sou /sol sino sonoro som / sau- / dade / gota vento brisa / casa / copa
/ capela /pelas ruas sem-fim / assim / como sou /vou
marcos freitas. Do livro "A Vida Sente a Si Mesma", 2003.
POESIA a poesia / é o diálogo da vida / em forma de poema / e meus poemas / são lágrimas / de alegria e tristeza / em gozo pleno
marcos freitas. Do livro "A Terceira Margem Sem Rio", 2004.
FOTO TABOCA quem não deixou / sua alma aprisionada / em 3X4 / no lambe-lambe / do Seu Chiquinho / na Praça da Bandeira?
marcos freitas. Do livro "Moro do Lado de Dentro", 2006.
FINA LAVRA ante tua reboante beleza / meus atalhos e palavras: /
rebotalho de terras lavradas
marcos freitas. Do livro "Quase um dia", 2006.
NECTÁRIO faço circular / minha seiva abundante - / qual a de um
parenquimático arvoredo - / (cromoplastas lembranças) / e de meu ápice caulinar / dou origem ao floema, ao xilema / e ao poema
marcos freitas. Do livro "na curva de um rio, mungubas", CBJE, 2006.
Sociólogo rebate teorias de Sérgio Buarque de Hollanda, Fernando Henrique Cardoso e Marcelo Neri
Na terça-feira (8/12), às 18h30, o sociólogo Jessé Souza, atual presidente do Ipea, lança seu livro A tolice da inteligência brasileira, na Livraria do Chico, na UnB (Campus Darcy Ribeiro, Asa Norte).
Jessé
Souza, nascido no Rio Grande do Norte, graduado em direito na
Universidade de Brasília, com doutorado na Alemanha e pós-doutorado nos
Estados Unidos, ele faz análises sobre a atual situação política
brasileira, os protestos desde 2013, as diferenças de classes e a
inteligência no Brasil, além de rebater teorias de sociólogicos e
economistas da atualidade como Marcelo Neri, Sérgio Buarque de Hollanda e
Fernando Henrique Cardoso.
Os poemas
de Angélica Torres Lima são inconfundíveis. Em O nome nômade,os versos
percorrem o mundo e testemunham múltiplos contrastes. A poetae
professora de literatura Astrid Cabral comenta: “A boa poesia me comove.Toca a
medula da alma. O livro de Angélica, cuja palavra nômade percorreos mais
diversos campos temáticos, me comoveu profundamente e deixou-me feliz
por sentir que ela voou mais alto no ‘arremesso damensagem’.Tanto os poemas
cósmicos, quanto os meta poéticos, existenciais,feministas
e antirracistas são belos e originais. Trazem a força daquela‘sanha titânica’
que alvoroça o ser da poeta e a consciente elaboraçãoartística.”
O também poeta
Alberto Bresciani assinala ser " uma poesia única emextensão e
versatilidade. Encanto, sedução, urbe, a geografa, a mulherconvocando
outras mulheres que sabem os nós da vida, stabat materdolorosa,
'bruta voz' quando necessário são os componentes do seu novolivro".
Angélica
Torres, poeta, jornalista e editora, publicou Sindicato deestudantes
(1986), Solares (1988), Paleolírica (2000), O poema quer ser útil(2006), Luzidianas
(2010), além de Koikwa, um buraco no céu (1999) e daantologia
Tributo ao Poeta (org. 2010). Tem poemas publicados em revistas,
antologias,
blogs e portais de poesia.
Lançamento
em Brasília -7 de dezembro, segunda-feira, a partir de 19h,no Carpe
Diem/104S
No dia 20 de novembro a Mostra itinerante de Poesia falada
vai a Brazlândia. Os poetas Vicente Sá, Chico Nogueira, Ádyla Maciel e
Vanderlei Costa vão se apresentar no Instituto Santa Isabel, às 10h,
para mostrar a beleza da literatura brasileira.
Com o objetivo
de levar a arte para lugares de pouco acesso a cultura, a mostra
percorre diferentes cantos do Distrito Federal com saraus de poetas
brasilienses.
“Escrever é fácil: você começa com uma letra Maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias.” Neruda. "Temos a arte para que a verdade não nos destrua..."; Nietzsche.
Livros: NEUROCOMPUTAÇÃO APLICADA (1998); A VIDA SENTE A SI MESMA (2003); A TERCEIRA MARGEM SEM RIO (2004); MORO DO LADO DE DENTRO (2006); QUASE UM DIA (2006);
NA CURVA DE UM RIO, MUNGUBAS (1ª ed., 2006);
RAIA-ME FUNDO O SONHO TUA FALA (1ª ed., 2007);
MARCOS FREITAS – Micro-Antologia de Rua – Poesia Brasileira Contemporânea nº 44, Ed. Thesaurus, Brasília – DF, 2008; STAUB UND SCHOTTER (RJ, 2008); A REGULAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS (RJ, 2009); QUE VENHA A SECA (RJ, 2010); URDIDURA DE SONHOS E ASSOMBROS (RJ, 2010); INQUIETUDES DE HORAS E FLORES (português-espanhol; 2011); NA TARDE QUE SE AVIZINHA E OUTROS POEMAS (Emooby Ed.; Portugal, 2012); SENTIMENTO OCEÂNICO (Catrumano, SP, 2015); de arrodeios (2017), Nous sommes son songes (2018) e Lavoura de galáxias e outros poemas / Вспашка галактик и другие поэмы: bilíngue: português e russo (2018); Cem Poemas Escolhidos (2018); Membro da ANE e da UBE.