Thursday, September 04, 2014

"AFRONOITE", com o grupo Som Afro Brasil


















Quinta, 4/09/2014:
"AFRONOITE" Noite maravilhosa, de muito sambas de roda, Partido Alto,
afoxés e outros ritmos afrobrasileiros! 

Com o grupo 
Som Afro Brasil
Ana Soares e Thaís Fread (voz), Leandro Morais (violão e voz), Pedro Molusco (cavaquinho)
e Jorge Macarrão e Reinaldo Braz (percussão).


*Local: Feitiço Mineiro, Bar e Restaurante. CLN 306, bloco B - Asa Norte -
Brasília DF

*Data e hora: quinta, 04/09/2014, às 21:30 h. 
Reservas e informações: 61- 32723032
*Espetáculo não recomendado para menores de 10 anos.*

Foto de Célia Curto.

Friday, August 22, 2014

Livro descortina a boemia e a poesia do cantor Pete Doherty

Vocalista do Libertines e Babyshambles lança segundo livro com apoio editorial da lendária historiadora do rock, Nina Antônia


Luana Brasil - Especial para o Correio
Publicação: 21/08/2014 08:28 Atualização: 21/08/2014 08:48
 

A vida polêmica do poeta e frontman das bandas Libertines e Babyshambles não é fácil de figurar. Pete Doherty, que já foi namorado de Kate Moss e Amy Winehouse, vive uma realidade conturbada, envolvendo drogas, temporadas em prisões, clínicas de reabilitação, brigas e overdoses. Catalizadora de manchetes, sua personalidade causa estranhamento, porque evidencia o paradoxo do mainstream midiático em constraste com uma alma sensível, reclusa e reflexiva.



Apesar de ser mais conhecido por sua música (e pelos escândalos divulgados nos tablóides ingleses), Doherty nutre um profundo gosto pela literatura e pela poesia e vem registrando em cadernos e diários - por anos a fio - a verdadeira essência de sua  natureza, os impactos do vício sobre sua vida e trabalho, bem como as restrições e as exigências de uma sociedade em busca de espetáculo em tudo o que se move.  Com base nesses diários, a jornalista cultural e escritora britânica Nina Antônia trouxe ao público o gênio errante de Doherty. No livro From Albion to Shangri La ela edita os fluxos e refluxos de consciência que emergiram em Pete sob o efeito de heroína durante sete anos de turnês, de 2008 a 2013. Esse material transcrito e organizado traduz a beleza de um olhar impiedoso sobre o vazio da própria miséria. “Pete é um personagem efêmero, mercurial. É possível ouvir sua voz nessas páginas, nos redemoinhos de tinta e sangue, é possível captar os meandros da madrugada e os arrependimentos dos inícios das manhãs”, conta Nina em entrevista exclusiva ao Correio.

From Albion to Shangri La, ainda sem edição brasileira

Sobre o gosto por personagens junkies e transgressores, ela explica: “prefiro escutar as vozes dissidentes e da linhagem de rebelião de Jean Genet, Willian Burroughs, Lenny Bruce, Oscar Wilde, Rimbaud, Marjorie Cameron, Rosaleen Norton, Kenneth Anger. Prefiro qualquer um que tenha desafiado a sociedade com a sua arte, porque eu também estou em desacordo com ela”. A editora, que também escreve para as revistas Uncut e Mojo, já havia conquistado o público em 1987, com biografia do guitarrista do New York Dolls Johnny Thunders… In Cold Blood. Não menos junkie e sensível que Doherty, Thunders foi uma das almas mais livres da América dos anos 1970, o que despertou o interesse da jornalista de Liverpool. In Cold Blood está sendo adaptado para o cinema nos estúdios de Hollywood em Los Angeles.

Voltando a Pete, From Albion to Sangri La oferece uma perspectiva singela da realidade crua de um Orfeu pós-moderno, dá ganho à voz livre de um filho da boemia imaginária e romatizada dos nossos tempos, colocando Doherty em pé de igualdade com autores como Burroughs, Ginsberg e Kerouac. A obra foi recém lançada na Inglaterra, mas ainda não possui edição brasileira.




Confira entrevista com Nina Antônia

Por que escrever sobre Pete Doherty e Johnny Thunders?
Direciono meu olhar para uma certa autenticidade nos artistas com quem trabalho e escrevo sobre. Não estou particularmente motivada por termos convencionais de sucesso, mas por músicos e personagens que vivem e criam em seus próprios termos. Isso se reflete no trabalho de ambos, Johnny Thunders e Peter Doherty, ainda que suas produções sejam bastante diferentes.

Há alguma conexão entre eles?
Não, nenhuma. Exceto que eles vivem por suas próprias regras. E ambos têm uma propensão ao uso do chapéu.

Por que essa predileção por artistas transgressores?
Apesar de ser muito bem comportada, sou o tipo de pessoa que - sem motivo - atrai a atenção dos guardas de segurança. Essa coisa de liberdade de pensamento é um conceito perigoso e quase inexistente. Um desejo por compromisso nos é imposto diariamente… Não estou dizendo que devemos ir além da lei ou agir de forma imoral, digo que não devemos comprar uma cultura mainstream, sem um pensamento ou de sabedoria perceptivelmente duvidosa.

Como foi a edição desse material manuscrito?
Editar os diários de Pete foi uma viagem de assimilação de 7 anos. Não foi deliberado, não havia um plano. Simplesmente evoluiu através discussões e interesses mútuos. A primeira vez que visitei a casa de Pete, lembro de olhar para sua coleção de livros, tentando descobrir quem ele era através daquele monte de livros de bolso espalhados pelo chão do quarto. É possível dizer muito sobre as pessoas através de seus livros. Se alguém não possui um livro sequer, isso é preocupante...





Qual a importância de Pete Doherty?

Pete é uma figura cultural importante, seus escritos são verdadeiramente notáveis e a sua voz é uma das que precisam ser documentadas, através da música, da arte e da literatura. Doherty é um indivíduo verdadeiramente talentoso que vive em uma era implacável. Ele não me parece dedicado à fama. Amadureceu e é uma pessoa inerentemente criativa, que cria continuamente e vive uma vida boêmia e artística.

Você acredita que a tríade fama música e vício são interligados?
A tríade de fama, música e vício me soa mais como uma construção forçada do que uma realidade tangível. Qualquer um pode ficar viciado em drogas sem ser famoso ou músico. Talvez essa ideia fosse mais pertinente na década de 1960 e início dos anos 1970, quando as drogas eram menos disponíveis para a população em geral que para pessoas como Keith Richards e Brian Jones. As drogas eram um pouco menos tangíveis, envoltas em uma mística distante. Mas a partir da era do punk em diante, quando as drogas pesadas tornaram-se disponíveis e acessíveis nas ruas , isso deixa de ser verdade. Houve uma época em que a cocaína era considerada um luxo… Vício de príncipes e pop-stars, não é mais o caso há muito tempo e o mesmo pode ser dito sobre a heroína, que saturou os EUA depois da Guerra do Vietnã e chegou ao Reino Unido no início de 1980.

O mainstream aniquila poetas? Como o caso de Jim Morrison e outros poetas sensíveis que utilizavam a música como veículo para suas palavras?
O mainstream sempre destruiu poetas.

Como está, atualmente, a cena Punk no Reino Unido?
Se houver uma cena, eu não estou envolvida nela. Cresci numa época em que o punk estava associado à figura de Johnny Thunders e os Heartbreakers… A melhor coisa sobre punk dos 70 é que ele quebrou algumas barreiras e criou uma onda de novas bandas, gravadoras independentes e editoras. Foi um tempo mais livre… Mas hoje a concepção que as pessoas têm do punk é muito rígida.
A música que eu mais amo, em sua maior parte, está fora dessa restrição. New York Dolls, Heartbreakers, Cramps foram bandas altamente individualistas. No momento em que você precisa começar a se encaixar, o movimento se perde. Atualmente, o punk é uma indústria no Reino Unido, não uma anarquia. Penso que se punk é quem desafia a sociedade, Rimbaud foi um punk, Baudelaire foi punk (ele tingia o cabelo de verde!)… E eles nunca usaram uma calça bondage. Qualquer coisa que se torne uniforme não me interessa.

Duas perguntas para Pete Doherty



Frontman do Babyshambles e Libertines conta como é o impiedoso mundo da fama

Quando a música, a literatura e os livros se tornaram importantes para você?
Quando percebi que era a única forma de eu me encontrar. Gastei muito do meu tempo criativo me contradizendo, procurando por liberdade enquanto aprisionava a mim mesmo. O processo de criação rejuvenesce o espírito, o que justifica a existência. Ter um par de músicas a caminho me realiza, é quando minha alma está curada, ainda que a criatividade venha da melancolia. Quando você está feliz e com uma vida plena não há tempo para criar, você não precisa disso porque está vivendo a sua vida.

É difícil lidar com a fama?
Eu já vivia isso na minha cabeça, então estava preparado para ela, mas era tudo fantasia… Tudo o que aconteceu foi a realidade se transformando na fantasia que eu criei. Tudo o que nós imaginamos, sonhamos na calada da noite, falamos sobre, conspiramos sobre… Através das canções aconteceu. É um troço estranho se tranformar numa figura pública. Assinar um contrato de gravadora te coloca nas mãos de outra pessoa e você automaticamente cessa o tipo de vida que havia te proporcionado criar aquelas músicas bonitas e legais. Por tanto tempo você se colocou naquele espírito original… E… Por necessidade você precisa mudar… Eu vi isso acontecer, senti isso acontecer e foi por isso que eu caí fora, foi isso o que aconteceu com o Libertines. Eles estavam super felizes em viver um modo de vida que eu não podia suportar, então eles me puseram pra fora e tentaram dar conta da banda pelo tempo que conseguissem.

Nós nas Quebradas, Casa do Cantador


O Canto dos Mártires, Edição Ceilândia - Casa do Cantador


Wednesday, August 20, 2014

Em entrevista, filha de Cora Coralina divulga poema inédito da escritora



Para celebrar 125 anos de nascimento da autora goiana, o Correio apresenta entrevista exclusiva com a Vicência Bretas Tahan


Elô Bittencourt - Especial para o Correio
Publicação: 20/08/2014 08:12 Atualização:




A poesia de Cora Coralina é uma profissão de fé. Graças à sua ternura em manusear as palavras, como se fizesse um doce, ela se transformou em uma das principais poetas da literatura brasileira. A escritora obteve reconhecimento aos 75 anos, quando Carlos Drummond de Andrade começou a elogiar publicamente os versos da vovozinha lírica que nasceu em 20 de agosto de 1889, em Goiás Velho.

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nome de batismo da escritora, faleceu aos 96 anos, em 1985. Cora Coralina começou a escrever cedo, aos 14 anos, porém teve o primeiro livro publicado em junho de 1965, Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. Foi a partir daí que a doceira famosa começou a ser conhecida no mundo da literatura.

Em comemoração aos 125 anos de nascimento de Cora Coralina, o Correio apresenta uma poesia inédita da escritora, concedida pela filha Vicência Bretas Tahan. Na entrevista, a herdeira relatou que ainda há muitos escritos da poeta que não foram publicados, nem disponibilizados no museu porque estão sendo organizados. A filha da poeta revela, também, como era conviver ao lado de uma mulher extremamente forte e, ao mesmo tempo, delicada e sensível.

Poesia

Guia de Goiás

Tem sua rima

Bem pode ser a mulher terra, a mulher sertaneja, sua velha escriba, Cora Coralina

Guia do meu Goiás

Guia de muita gente, para conhecer mais o meu Goiás.

Goiás, seu mapa é uma certeza no centro do Brasil.

Goiás é coração, é o sonido Augusto do berrante na frente das manadas, das estradas do sertão

Goias é água e pão, água para toda sede e pão para toda fome

Goiás é oferta de trabalho, é a terra em gestação

Cora Coralina

Confira trecho da entrevista com Vicência Bretas Tahan, filha de Cora Coralina

Como era a mulher Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas?

Minha mãe era muito trabalhadeira. Fazia tudo dentro de casa. Gostava muito de escrever, embora não tivesse suas poesias lidas. Não era comum naquela época, por isso ela escrevia e guardava. Além disso, tinha os afazeres de casa como lavar roupa, fazer doces e comida. Antes a mulher era preparada para casar e não se falava em ser escritora. Ela era muito lutadora também.

O que Cora Coralina mais gostava de fazer? Como era sua rotina?

Quando moça ela tinha que fazer doces para vender. Naquela época, não tinha a obrigação de ir à escola. Ela aprendeu o básico, o primário. Aos 14 anos, começou a escrever. Gostava de fazer versos e outros textos...

Como foi o primeiro contato dela com Carlos Drummond de Andrade?

Ela não o conheceu, mas se corresponderam por carta. Quando ela já tinha publicado o primeiro livro, Poemas dos becos de Goiás e estórias mais, uma conhecida dela deu o livro ao Drummond. Ele gostou muito, daí, tempos depois, escreveu para ela: “Cora Coralina. Não tendo o seu endereço, lanço estas palavras ao vento, na esperança de que ele as deposite em suas mãos. Admiro e amo você como alguém que vive em estado de graça com a poesia. Seu livro é um encanto, seu verso é água corrente, seu lirismo tem a força e a delicadeza das coisas naturais. Ah, você me dá saudades de Minas, tão irmã do teu Goiás! Dá alegria na gente saber que existe bem no coração do Brasil um ser chamado Cora Coralina. Todo o carinho, toda a admiração do seu Carlos Drummond de Andrade”.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.


Quinta Literária, da Associação Nacional de Escritores - ANE


DOS ANDES AO CARIBE, com Rodrigo Vivar e Jorge Macarrão


DOS ANDES AO CARIBE. 

Um show com grandes clássicos da música latina. 
De autores como Pablo Milanez, Violeta Parra, Silvio Rodrigues, Ibrahim Ferrer, Santana e outros grandes nomes. 
Com o duo Nosotros del mundo: 

Rodrigo Vivar (voz e violão) e Jorge Macarrão (percussão). 

Data:  Sexta, 22 de AGOSTO de 2014.

Local: FULÔ DO SERTÃO - CLN 404, Bl B, Lj 16, Brasília - DF.
Reservas: (61) 3201-0129

Espetáculo liberado para todas as idades.

Monday, August 18, 2014

Em livro, escritor faz reflexão sobre a realidade político-social do Brasil



"Letra morta, letra mortal" apresenta uma ficção policial que parte de uma experiência pessoal vivida por Valdir de Aquino Ximenes

Publicação: 18/08/2014 08:12 Atualização:




Dos caminhos inusitados da vida, ele optou por um dos mais incomuns. Pediatra formado pela Universidade de Brasília (UnB), o cearense Valdir de Aquino Ximenes, 52 anos, encontrou na literatura o meio para canalizar as catarses vividas em uma carreira dedicada a compreender o que se passa na mente de seus pacientes. Desde 1993, quando conseguiu transformar a paixão pela escrita em uma carreira, o médico publicou seis livros, divididos entre contos, romances e dicionários. Agora, na sétima obra, com lançamento marcado para a próxima quinta-feira (21/08), o autor convida o leitor a uma reflexão crítica sobre a realidade político-social em que vivem os brasileiros.

Intitulado Letra morta, letra mortal, o livro apresenta uma ficção policial que parte de uma experiência pessoal vivida por Ximenes. A história conta certa situação vivida por um psiquiatra aposentado na cidade Paíspouco. Ele se depara com uma manchete nos jornais a respeito de um médico assassinado brutalmente, mas que não apresentava informações suficientes para expor ao leitor as reais motivações e consequências do crime. Uma única causa foi mencionada: literatura. Após se questionar e aliado ao fascínio que possui pela mente de psicopatas, Nicolai Polanski decide, então, investigar o caso por conta própria até se deparar com a vida do médico assassinado.

O romance policial, cujo algoz da morte é o mesmo motivo pelo qual Ximenes responde a processo judicial, é recheado de símbolos e convites ao leitor para a reflexão. “Não é um livro otimista e de leitura muito amena e superficial. Há um desencanto muito grande. A letra, ao mesmo tempo, foi assassinada e assassinou, e isso só vai ter uma conclusão quando o leitor chegar ao fim da história”, conta o autor.

Letra morta, letra mortal
Romance de Valdir de Aquino Ximenes. Editora Thesaurus, 176 páginas. R$ 35. Lançamento, quinta-feira, 21 de agosto de 2014, a partir das 18h30. Restaurante Carpe Diem (104 Sul)

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/08/18/interna_diversao_arte,442851/em-livro-escritor-faz-reflexao-sobre-a-realidade-politico-social-do-brasil.shtml