Tuesday, April 08, 2014

Inquietudes de Horas e Flores, de Marcos Freitas (edição bilíngue)




IRREVERSIBILIDADE

o tempo presente,
presente de um deus?
o tempo passado,
passado sem os meus.
o tempo futuro,
futuro para os seus?

IRREVERSIBILIDAD

el tiempo presente,
¿presente de un dios?
el tiempo pasado,
pasado sin los míos.
el tiempo futuro,
¿futuro para los suyos?

Marcos Freitas. Do livro “Inquietudes de Horas e Flores” (edição bilíngue: português-espanhol; 2011). Tradução de Carlos Saiz.
A edição do livro contou com os auspícios do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC).

INQUIETUDES DE HORAS E FLORES (Edição bilíngue: português-espanhol)
Marcos Freitas. 1ª ed., Rio de Janeiro, Editora Livre Expressão, 2011
ISBN: 978-85-7984-262-7 Tradução: Carlos Saiz
O livro foi editado sob os auspícios do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC).

Para adquirir esse livro:

MARCOS FREITAS: COMO ÁGUA PELA TERRA
(Prefácio do livro Inquietudes de Horas e Flores, de Marcos Freitas, a ser lançado na 21ª edição do Sarau Videoliteromusical Poemação)

O que mais impacta na poesia de Marcos Freitas é a harmonia e sensibilidade com as quais entrelaça assuntos cotidianos com paixões, mantendo o tom de inocência e humor, e conseguindo ser leve e profundo ao mesmo tempo. Acaso, porque a água é o elemento com que o poeta trabalha - seus conhecimentos sobre Hidrologia são bem testemunhados na área científica e profissional -, assim como a água o poeta se desliza com elegância e força pela vida e relacionamentos, por entre os vales da tristeza e as alegrias infantis, entre o fogo do erotismo e as normas da sociedade. Há também um olhar crítico, como no poema pseudo-irônico Alfabetização, sobre o sistema educativo: alfabetizou-se pelo MOBRAL/teve assistência do Projeto Rondon.... Apesar dos acidentes do caminho, como a água sua escrita é certeira, reflexo desse movimento interior, calmo e compensado, de equilibrista.

Como em muitas das vanguardas poéticas, consta nele a preocupação sobre a forma como continente insuficiente. O poeta é consciente das limitações da palavra e de suas batalhas de fronteira com o silêncio: pudesse eu compreender/o poder da palavra,/da fala,/mesmo quando esta/ao fim se cala.

Igualmente encontramos referências a outras leituras e autores em forma de intertextualidades, como no caso de Calderón de la Barca: uns dizem que os sonhos devem ser vividos/outros que eles devem ser divididos/já outro que sonhos sonhos são. A filosofia combina bem com a dúvida criativa: quase nunca/quis saber bem/como de fato você é...quase nunca/sei o que você é./quase nunca/sei o que nós somos.

Há em muitos momentos referências à infância, sem cair na brandura excessiva, renovando as visões, a linguagem, as lembranças. Tem os olhos de um menino sábio, quando se vê no foto taboca, quando come cocada (quebra-queixo), quando o cheiro do coco queimado traz memórias, quando brinca de imaginar lugares míticos em paisagens reais (Sete Cidades).

A magia coabita sem contradições. Vai pelo urbano e pelo mato, pelo interior e pela modernidade, sem trocar de sapato. E não precisa, porque suas palavras se adaptam ao contexto com originalidade. São às vezes meditações sobre a realidade, sem pretender mudá-la, outras vezes, são observações detidas no tempo, procurando o eterno atemporal que reside nos objetos e nas cenas, e até são brincadeiras verbais com duplo sentido.

Enfim, ler Marcos Freitas é entrar na reflexão sobre a realidade mais próxima, de viagem para dentro, e é estar na realidade com consciência de observador atento, sabendo que através dos olhos, como da palavra, estamos mostrando nosso coração.

Alicia Silvestre
Poeta, professora universitária e tradutora.

Lo que el poeta siente

(Posfácio do livro Inquietudes de Horas e Flores, de Marcos Freitas, a ser lançado na 21ª edição do Sarau Videoliteromusical Poemação)

¿Será que eso solamente le importa a quien escribe? ¿Será que nadie acude a la percepción poética del autor? ¿A sus versos inflamados, pasionales, libres?
Me preguntaba esto mientras leía la versión castellana de los poemas de Marcos Freitas, quien presenta un trabajo de alta jerarquía en versos simples y graves.
Es precisamente él mismo, quien se cuestiona: “casi nunca/sé lo que eres./casi nunca/sé lo que somos”, abriendo paso a una perceptible duda existencial, que además se nutre también de su propia juventud ansiosa y cuestionadora: “Entender de la palabra apenas una faz secreta…hasta cuando al fin calla” Es el secreto a voces que el poeta intenta revelar, muchas veces maldiciendo su suerte, pero tratando siempre de golpear donde más duele y de alguna forma llegar a alguien. Porque sin ese alguien no existe la posibilidad de que la poesía exista. Generalmente nos cuestionan a los poetas la oscuridad de nuestros textos y sobre esto se ha dicho tanto y con tanta frecuencia, que es casi redundante aclarar que la palabra poética nace en un sitio diferente, no se puede leer como una carta. La palabra poética se escurre entre los sueños, al decir del poeta: “unos dicen que los sueños deben ser vividos/otros que deben ser divididos/otro que los sueños, sueños son” –en versos de Calderón de la Barca- ¿Qué es la vida? Un frenesí. ¿Qué es la vida? Una ilusión, una sombra, una ficción, y el mayor bien es pequeño…

Sin embargo la concepción de Marcos sobre el poeta se sintetiza en una definición bien elocuente, cuando dice: “El poeta es un cretino/que ama sin destino”. Si vamos a la definición etimológica de Wikipedia, por ejemplo, un cretino es una persona de poca inteligencia o estúpida. ¿Podemos creer realmente que Freitas se considera a sí mismo y a sus congéneres, cretinos y por otra parte, que aman sin destino? Podría ser si se lee por ejemplo el poema Cuadro, en que el poeta quisiera describir a una mujer en colores, poniendo en lugar de sus senos trazos rápidos y que además adoraría borrar todo ese cuadro con un chorro de tinta. Pero sin embargo en su juego poético normaliza su verbo dejándonos saber que: “tu ausencia/ gran vacío/apenas/ramas de árboles/se balancean/frente a mi ventana”.

De todo ese valeroso enfrentamiento consigo mismo, con sus moléculas cerebrales y con sus células sensitivas, descubrimos un ser que sabe que la vida fluye, que el tiempo pasa, que desconoce quién los va a medir o a apagar (terminar), que desconoce además si va a salir ileso del batir del corazón de su amada y que intenta reciclarse a tiempo, usando sus poemas: “mis versos: cartones sucios de envoltorios viejos/mis rimas: latas de cervezas aplastadas con los pies.”

En definitiva son Inquietudes de horas y flores en tinta de un poeta joven, que desde un cerrado de concreto, respirando un clima árido, pinta con sangre los precipicios de sus actos y sabe muy bien el sabor de sus momentos, mientras roe ruidosamente sus líneas inéditas.

Roberto Bianchi, Uruguay.

Alguns outros títulos:
A regulação dos recursos hídricos:
Que venha a seca:
Quase um dia:
Staub und Schotter:
Na curva de um rio, mungubas:
Urdidura de sonhos e assombros (poemas escolhidos: 2003-2007):
Raia-me fundo o sonho tua fala:

Memórias sobre Paulo Leminski serão lançadas na Bienal do Livro do DF

Escrito por Domingos Pellegrini, o livro será publicado sem a autorização das herdeiras


Vanessa Aquino
Publicação: 08/04/2014 08:39 Atualização: 08/04/2014 09:22

A relação de Paulo Leminski com o alcoolismo é alvo de polêmica (Reprodução Internet)
A relação de Paulo Leminski com o alcoolismo é alvo de polêmica

Que a história da vida do poeta curitibano Paulo Leminski clama por um livro é um fato incontestável. Mas a publicação de biografias do ícone da contracultura tem desagradado às herdeiras, que vetaram duas obras, uma delas do escritor, também curitibano, Domingos Pellegrini. No ano passado, Alice Ruiz, Estrela Ruiz e Áurea Leminski declararam a proibição, mas o autor resolveu divulgar a biografia pela internet e enviou carta ao Supremo Tribunal Federal justificando a decisão. O próximo passo de Pellegrini é lançar o livro, mesmo sem a autorização das herdeiras. Ele e a editora Geração Editorial resolveram assumir o risco do embargo e confiam que haverá um consenso, tanto no STF quanto no Congresso Nacional, e não será mais preciso autorização de biografado ou herdeiros para publicação de biografias. Minhas lembranças de Leminski será lançado na sexta-feira (18), na II Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília.

“O livro nem é exatamente uma biografia, mas um misto de minhas memórias com Leminski, amigo com quem convivi, e observações de psicologia, sociologia, crítica literária e clínica médica (nisto, analisando seu alcoolismo, com informações médicas precisas e com dignidade). Mas a família herdeira quis obstar isso, como se todos não soubessem que Leminski morreu de cirrose agravada por hemorragia hepática, como também não há quem desconheça que Roberto Carlos tem perna mecânica, o que não os desmerece nem como artistas nem como pessoas. Pelo contrário”, disse o autor no documento enviado ao STF em outubro do ano passado.

Procuradas pelo Correio, as herdeiras garantiram que mantêm a postura de desautorizar a publicação da biografia de Leminski, conforme já haviam manifestado em nota de esclarecimento à imprensa divulgada no ano passado. No documento, Alice trata do ponto específico da obra de Pellegrini: “A ênfase no álcool, sua leitura de uma ‘precariedade’ de bens em nossa casa (você nunca ouviu falar em contracultura?) as observações exageradas sobre ‘falta de banho’, que corresponde a um período de maiores excessos, mas que foi superada, enfim, tudo isso serve para criar uma imagem bem negativa do Paulo em contraponto à sua, que aparece como o interlocutor por excelência e cheio das qualidades que supostamente ‘faltavam’ a ele. (…) Achamos — nós três — que, se você estiver disposto a ‘ressuscitar’ o Dinho, aquele cara que era amigo do Paulo, deixando o ego de lado, e revendo essas questões, o livro merece ser publicado. Caso contrário, não poderemos autorizar, nem a publicação das imagens  nem a publicação dos inúmeros textos dele. (...)”

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2014/04/08/interna_diversao_arte,421925/memorias-sobre-paulo-leminski-serao-lancadas-na-bienal-do-livro-do-df.shtml

Friday, April 04, 2014

Programação Completa da II Bienal do Livro e da Leitura - Brasilia


11 de Abril/14 – Sexta-feira
20:30 • HOMENAGEM INTERNACIONAL
Eduardo Galeano (Uruguai) - Cerimônia e Palestra
LOCAL Auditório do Museu Nacional da República da República Honestino Guimarães
22:00 • ORQUESTRA SINFÔNICA DO TEATRO NACIONAL CLÁUDIO SANTORO
SHOWS DA RESISTÊNCIA Grupo Tarancón (América Latina)
LOCAL Auditório do Museu Nacional da República da República Honestino Guimarães

12 de Abril/14 - Sábado
10:00 • ABERTURA OFICIAL DO ESPAÇO BIENAL
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura”
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”, de Orlando Brito
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
10:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
11:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Se a Catraia Não Virar” de Olivia Maria Maia (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
11:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
ESPETÁCULO CÊNICO-MUSICAL “Crianceiras” (MS)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
13:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A Arte de Ilustrar”, de Fernando Lopes (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Maraçu não tem Remorso”, de Pedro Sérgio dos Santos
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:30 • RECITAL POÉTICO e PALESTRA “Erguer (se) pela palavra” - José Luiz Tavares (Cabo
Verde)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
15:00 • PALESTRA “A Legislação Brasileira sobre meio ambiente”, com Roseli Senna Ganem
(DF) e Sueli Mara Vaz Guimarães de Araújo (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Almanaque 1964”, de Ana Maria Bahiana (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:30 • SEMINÁRIO - NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS DA HISTÓRIA DO BRASIL Mesa
I: “Novas visões da escrita da história brasileira” - Paulo Rezutti (SP) e Tiago Luís Gil (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
LANÇAMENTO DO LIVRO “Maraçu não tem Remorso” de Pedro Sérgio dos Santos (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
17:00 • DEBATE “Futebol e Literatura” - Sérgio Rodrigues (RJ), Xico Sá (PE) e Paulo Rossi
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
ESPETÁCULO CÊNICO-MUSICAL “Crianceiras” (MS)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
18:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A bailarina empoeirada - História do povo de Brasília” de
Luiz Humberto de Faria Del’Isola (DF) e Noemia Barbosa Boianovsky (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “O homem que amava os cachorros” e PALESTRA “Trotski:
entre a realidade e a ficção” Leonardo Padura (Cuba) e Hamilton Pereira (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Barra 68 - Sem perder aTernura” (Brasil,
2010) - Direção: Vladimir Carvalho (DF) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Marighella: o Guerrilheiro que incendiou o mundo” e
PALESTRA “Marighella: A batalha das biografias e o direito à memória”, com Mário
Magalhães (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
21:00 • SARAU em homenagem a Juan Gelman
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na resistência à ditadura: “Besame mucho” - Autor: Mario
Prata - Direção: Hugo Rodas (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Carlos Lyra
LOCAL Praça do Museu Nacional da República

13 de Abril/14 - Domingo
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
10:30 • PALESTRA “Desencantos, novos realismos e auto definições: uma aproximação na
narrativa latino-americana contemporânea“, com Rafael Gutierrez Giraldo (Colômbia)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
ESPETÁCULO CÊNICO-MUSICAL “Crianceiras” (MS)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
11:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “O Bichano da Besta-Fera” de Wilson Mesquita de Castro
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
11:30 • A NOVA GERAÇÃO DE FICCIONISTAS
BRASILEIROS Mesa I: Michel Laub (SP), Verônica Stigger (RS), Luisa Geisler (RS) e José
Rezende (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
13:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Catraca Inoperante”, de Clara Arreguy (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Hortaliças para Crianças, volumes 1 a 3”
LOCAL Espaço Bienal - Praça do Encontro Vinícius
de Moraes
14:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “O Caderno da Menininha” de Revênia Amorim Borges (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
15:00 • SEMINÁRIO - INTERNET - ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO Mesa I: “A Internet e
os espaços democráticos de difusão literária” - Alexandre Marino (DF), Daniel Galera (RS), Joca
Terron (MT) e André Giusti (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
ESPETÁCULO CÊNICO-MUSICAL “Crianceiras” (MS)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
15:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A biografia de Torquato Neto” e PALESTRA de Toninho
Vaz (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:00 • DEBATE “Futebol e Ditaduras na América Latina” - Eduardo Galeano (Uruguai), Lúcio
de Castro (RJ), Mário Magalhães (RJ) e Rodrigo Merheb (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
17:00 • DEBATE “Experiências populares de fruição e difusão literária” - Sérgio Vaz (SP),
Isaac Mendes (DF) e TT Catalão (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Araguaya - A Conspiração do Silêncio” (Brasil,
2002) - Direção: Ronaldo Duque (DF) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • SEMINÁRIO - LITERATURA NO FEMININO Mesa I: Naomi Wolf (EUA) e Débora
Diniz (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
20:00 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Hércules 56” (Brasil, 2006) - Direção: Sílvio
Da-Rin (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “Narrativas guerrilheiras: a
luta contra a ditadura vista por dentro” - Mesa I: Alfredo Sirkis (RJ) Mediação: Tereza
Cruvinel (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
20:30 • SEMINÁRIO - BRASIL, AMÉRICA LATINA E ÁFRICA: NOVAS REALIDADES,
NOVOS ESCRITORES
Mesa I: Nnedi Okorafor (Nigéria), Póla Oloixarac (Argentina), João Paulo Cuenca (SP) e Graça
Ramos (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência à Ditadura: “Rasga Coração” -
Autor: Oduvaldo Vianna Filho - Direção: Luciana Marthuchelli (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
21:30 • SARAU POÉTICO NOITE SUPERNOVA
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA MPB 4
LOCAL Praça do Museu Nacional da República

14 de Abril/14 - Segunda-feira
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura”
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
09:30 • ESPETÁCULO “A farsa da boa preguiça” - Grupo Teatro Guará PUC (GO)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
10:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
11:00 • DEBATE “As múltiplas faces de Fernando Pessoa” José Paulo Cavalcanti Filho (PE) e
Romário Schettino (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
16:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Qualidade e Sustentabilidade do Ambiente Construído”, de
Fabiano José Arcádio Sobreira (DF), Roseli Senna Ganem (DF) e Sueli Mara Vaz Guimarães de
Araújo (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
ESPETÁCULO “A farsa da boa preguiça” - Grupo Teatro Guará PUC (GO)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
16:30 • PALESTRA “Recordações da alma dos vivos: experiências literárias do cárcere”, de Luiz
Alberto Mendes
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
18:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A Rua de Todo Mundo“ de Carolina Nogueira (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • SEMINÁRIO - BRASIL, AMÉRICA LATINA E ÁFRICA: NOVAS REALIDADES, NOVOS
ESCRITORES
Mesa II: Valeria Luiselli (México), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Antônio Prata (SP) e
Paulo Paniago (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:00 • DEBATE “Biografias: literatura, história e identidade cultural” - Ruy Castro (RJ), José
Paulo Cavalcanti Filho (PE) e Toninho Vaz (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Pra Frente Brasil” (Brasil, 1982) - Direção:
Roberto Farias (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:30 • SEMINÁRIO KRISIS Mesa I: ”Os conflitos políticos, as guerras e a intolerância
religiosa” - Peter Demant (Holanda), Dag Øystein Endsjø (Noruega), Klester Cavalcanti (PE) e
Helio Schwarstman (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência à Ditadura: “Murro em ponta de
faca “ - Autor: Augusto Boal - Direção: Chico Simões (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Ivan Lins
LOCAL Praça do Museu Nacional da República

15 de Abril/14 - Terça-feira
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
09:00 às 18:00 • ENCONTRO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS, ESCOLARES,
COMUNITÁRIAS E AGENTES DE LEITURA
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
09:30 • ESPETÁCULO “A farsa da boa preguiça” - Grupo Teatro Guará PUC (GO)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
10:30 • ESPETÁCULO “Cabelos arrepiados” - Karen Acioly (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
11:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “O Ciclismo Realizando Sonhos”, de Lair Franca de Oliveira
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:00 • PALESTRA “O futebol e as ditaduras Latino Americanas: Argentina” - Eduardo
Sacheri (Argentina)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
ESPETÁCULO “Cabelos arrepiados” - Karen Acioly (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:30 • ESPETÁCULO “Cabelos arrepiados” - Karen Acioly (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
16:00 • ESPETÁCULO “A farsa da boa preguiça” - Grupo Teatro Guará PUC (GO)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles 16:30 • PALESTRA “A Cultura de
Resistência: A experiência de Cuba” - Abel Prieto (Cuba)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
17:00 • SEMINÁRIO - NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS DA HISTÓRIA DO BRASIL Mesa
II: “A diáspora africana e a construção do Brasil” - Lilia Schwarcz (SP), Joel Rufino dos
Santos (RJ), Marco Aurélio Schaumloeffel (RS) e Rafael Sanzio (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
18:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Dias de inferno na Síria”, de Klester Cavalcanti (PE)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • SEMINÁRIO - INTERNET ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO Mesa II: “Novos
formatos, novos gêneros e novas estéticas na internet” - Pierre Lévy (França), André Lemos
(BA) e Liziane Guazina (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:00 • SEMINÁRIO - LITERATURA NO FEMININO Mesa II: “Literatura no feminino” - Ana
Maria Machado (RJ), Ana Miranda (DF) e Severino Francisco (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
RECITAL POÉTICO “Trovadores, Místicos y Românticos” de Amancio Prada (Espanha)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
20:00 • HOMENAGEM NACIONAL - Ariano Suassuna (PE) - Cerimônia e Palestra
LOCAL Praça do Museu Nacional da República
20:30 • SEMINÁRIO KRISIS “Comunicação, cultura e violência na sociedade contemporânea”
Mesa II: Venício Artur de Lima (DF) e Beto Almeida (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Batismo de Sangue” (Brasil, 2007) - Direção:
Helvecio Ratton (MG) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
21:00 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “A educação no Brasil
antes, durante e depois da ditadura” - Moacir Gadotti (SC) ee Eva Waisros (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência à Ditadura: “Liberdade, Liberdade” -
Autor: Millôr Fernandes e Flávio Rangel - Direção: Alexandre Ribondi (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Quinteto Violado
canta Vandré
LOCAL Praça do Museu Nacional da República

16 de Abril/14 - Quarta-feira
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
09:00 às 18:00 • ENCONTRO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS, ESCOLARES,
COMUNITÁRIAS E AGENTES DE LEITURA
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
1º ENCONTRO DA REDE DE LEITURA NAS PRISÕES DO DISTRITO FEDERAL
LOCAL Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília
09:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
10:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
14:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal – Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:00 • PALESTRA “A instigante aventura de ler” - Stella Maris Rezende (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para
jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
16:00 • PALESTRA “A produção de Chico Buarque nos anos 70 e 80” - Marco Antunes (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:30 • DEBATE “Adaptações cinematográficas da literatura argentina sobre os anos de
chumbo”, com Eduardo Sacheri (Argentina), Martín Kohan (Argentina) e Anna Karina de
Carvalho (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
18:00 • PALESTRA e LANÇAMENTO DO LIVRO “Meu primeiro Golpe de Estado” - Presidente
John Dramani Mahama (Gana)
LOCAL Auditório do Museu Nacional da República
LANÇAMENTO DO LIVRO “Planejamento e Urbanismo” de Jorge Guilherme Francisconi (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • DEBATE “A Literatura que vem do Oriente” - Kim Young-ha (Coréia do Sul), Murong
Xuecun (China) Mediação: Lee Jung Keun
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:00 • PALESTRA “Ditadura Militar: disputas e contradições dentro do poder” e
LANÇAMENTO DO LIVRO “A Ditadura Militar e os golpes dentro do golpe: 1964-1969” -
Carlos Chagas (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “O Que é Isso Companheiro” (Brasil, 1997) -
Direção: Bruno Barreto (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:30 • SEMINÁRIO KRISIS “A Sociedade Global e a utopia do desenvolvimento sustentável”
Mesa III: Presidente John Dramani Mahama (Gana), Mia Couto (Moçambique), Carlos Nobre
(SP) e Rosana Jatobá (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência à Ditadura: “Eles não usam blacktie”
- Autor: Gianfrancesco Guarnieri - Direção: Valdeci Moreira (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Liga Tripa (DF), Beirão (DF) e Renato Matos (DF)
LOCAL Praça do Museu Nacional da República

17 de Abril/14 - Quinta-feira
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
09:00 às 18:00 • ENCONTRO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS, ESCOLARES,
COMUNITÁRIAS E AGENTES DE LEITURA
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
1º ENCONTRO DA REDE DE LEITURA NAS PRISÕES DO DISTRITO FEDERAL
LOCAL Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília
09:30 • ESPETÁCULO “O passe e o gol” - Teatro do Grande Urso Navegante (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
10:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
11:00 • DEBATE “Diálogos contemporâneos entre Brasil, Argentina e seus autores”
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
13:00 • LANÇAMENTO DOS LIVROS “A bruxinha boazinha e os ratinhos de circo” e “O
monstro de chocolate”, de Alice Vitória (BA)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Cruls” de
Jaime Sautchuk (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
PALESTRA “A instigante aventura de ler” - Stella Maris Rezende (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
16:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Palíndromos Rimados e Musicados “ de Renato Matos dos
Santos (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
ESPETÁCULO “O passe e o gol” - Teatro do Grande Urso Navegante (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
17:00 • DEBATE “A produção poética, o leitor e o mercado editorial” - Nicholas Behr (DF),
Ademir Assunção (SP), Zé Carlos Vieira (DF) e Wilson Pereira (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
18:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Questão de Pele”, de Rosana Jatobá (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • SEMINÁRIO - INTERNET – ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO Mesa III: “Autores
independentes e a internet como espaço de difusão e possibilidades de mercado” - Jessica
Sorensen (EUA), Joca Terron (MT) e Vinícius Jatobá (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:00 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS Mesa I: ”A produção
literária nos anos de chumbo” - Thiago de Mello (AM) e Antônio Torres (BA)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Uma Longa Viagem“ - Direção: Lúcia Murat
(RJ) - Exibição e Debate com a diretora
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:30 • SEMINÁRIO KRISIS “As transformações nos países emergentes e as alterações nos
padrões de consumo e na cultura” Mesa IV: Cristovam Buarque (PE), Samuel Pinheiro
Guimarães (DF) e James Holston (EUA)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência à Ditadura: “A Resistência” - Autora:
Maria Adelaide Amaral - Direção: Tullio Guimarães (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
21:00 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “Narrativas
guerrilheiras: a luta contra a ditadura vista por dentro” Mesa II: Pedro Tierra (DF), Maurice
Politi (SP) e Mediação Tereza Cruvinel (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Plebe Rude e Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional
Claudio Santoro
LOCAL Praça do Museu Nacional da República

18 de Abril/14 - Sexta-feira
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
10:30 • ESPETÁCULO “O passe e o gol” - Teatro do Grande Urso Navegante (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
ESPETÁCULO “Conta um causo e ganha um aplauso” - Os Tapetes Contadores de Histórias
(RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
DEBATE “A importância de ser traduzido: estratégias de intercâmbios culturais entre as
nações” - Martin Kohan (Argentina), Lucas Gioja (Argentina), Pierre Lévy (França) e Marion
Loire (França)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
11:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Exília” de Alexandre Marino (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
11:30 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “A produção literária
nos anos de chumbo” Mesa II: Domingos Pellegrini (PR), Ignácio de Loyola (SP) e Luiz
Fernando Emediato (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
ESPETÁCULO “Godofredo, o craque e seus amigos” – Flávio Dana (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
14:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
LANÇAMENTO DO LIVRO “Resistência atrás das grades” de Maurice Politi (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:30 • PALESTRA “Os habitantes da Casa das Estrelas e suas estórias” - Javier Naranjo
(Colômbia)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
15:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias
para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:30 • RECITAL POÉTICO e LANÇAMENTO DO LIVRO “Minhas lembranças de Leminsky” -
Domingos Pelegrini (PR)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A Saga de um Candango” de Vicente Geraldo de Melo Neto
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
DEBATE “Tradição e atualidade da literatura de língua portuguesa” - Gonçalo Tavares
(Portugal), Mia Couto (Moçambique), Marcos Bagno (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “A produção artística e
cultural na ditadura: a criatividade e a esperança como armas contra o medo e a repressão”
Mesa I - Artes Visuais: Ziraldo (RJ) Mediação: Luiz Guttenberg (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
17:00 • ESPETÁCULO “O passe e o gol” - Teatro do Grande Urso Navegante (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
ESPETÁCULO “Conta um causo e ganha um aplauso” - Os Tapetes Contadores de Histórias
(RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
17:30 • PALESTRA e LANÇAMENTO DO LIVRO “O Brasil”, de Mino Carta (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
18:30 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “Narrativas
guerrilheiras: a luta contra a ditadura vista por dentro” Mesa III: Carlos Eugênio Paz (RJ) -
Mediação: Tereza Cruvinel (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
19:00 • DEBATE e LANÇAMENTO DO LIVRO “A ditadura que mudou o Brasil” - Daniel Aarão
Reis (RJ), Marcelo Ridenti (RJ) e Lucília Neves (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Lamarca” (Brasil, 1994) - Direção: Sergio
Rezende (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:30 • SEMINÁRIO KRISIS “Cidades rebeldes: o povo nas praças e a crise dos modelos de
representação política” Mesa V: Vladimir Safatle (SP), Ermínia Maricato (SP), James Holston
(EUA) e José Jorge de Carvalho (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • LEITURAS DRAMÁTICAS O Teatro na Resistência a ditadura: “Patética” - Autor:
João Ribeiro Chaves Neto - Direção: Zé Regino (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
SARAU LITERÁRIO “Uma pequena história da poesia em Brasília” - Poemação
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Quarteto em CY
LOCAL Praça do Museu Nacional da República

19 de Abril/14 - Sábado
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
10:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Mario Eugênio - O gogó das Sete” de Heron dos Santos
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
10:30 • CONFERÊNCIA DE CULTURA RACIONAL - Paulo Amaury da Silva (DF), Dra. Joacy
Ferreira Cortes (GO) Gilmar Cirino (GO), Paulo Renato Cheles Ricart (DF) e Sandro Balbino
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
ESPETÁCULO “O Homem que tinha memória” - Os Tapetes contadores de Histórias (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
11:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “As duas guerras de Vlado” e PALESTRA “O caso Vlado e
as relações da imprensa com a ditadura”, de Audálio Dantas (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
11:30 • A NOVA GERAÇÃO DE FICCIONISTAS
BRASILEIROS Mesa II: Ana Paula Maia (RJ), Raphael Montes (RJ), Vinícius Jatobá (RJ),
Afonso Almeida (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
14:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
LANÇAMENTO DO LIVRO “Quatro Décadas de Lua Minguante” de Elvis Silva Magalhães (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
14:30 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “Narrativas
guerrilheiras: a luta contra a ditadura vista por dentro” Mesa III: Franklin Martins (DF)
Mediação: Tereza Cruvinel (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
15:00 • PALESTRA “Adaptações literárias para cinema” - Marçal Aquino (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
15:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A Saga de Um Candango”, de Vicente Geraldo de Melo
Neto (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:30 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “A produção artística
e cultural na ditadura: a criatividade e a esperança como armas contra o medo e a repressão”
Mesa I: Capinan (BA) Mediação: Luiz Guttenberg (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
LANÇAMENTO DO LIVRO “Paçoca de Avô “ de Dinorá Couto (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
17:00 • SEMINÁRIO - NARRATIVAS CONTEMPORÂNEAS DA HISTÓRIA DO BRASIL Mesa
III: ”A história do Brasil e a construção das desigualdades sociais” - José Ribamar Bessa
(AM), Fernanda Kaingang (RS), Muniz Sodré (RJ) e Afonso Celso (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL ”Corumbiara” (Brasil, 2009) - Direção: Vincent
Carelli (França) - Exibição e Debate com o Diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
ESPETÁCULO “O Homem que tinha memória” - Os Tapetes contadores de Histórias (RJ)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
19:00 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “Narrativas
guerrilheiras: a luta contra a ditadura vista por dentro” Mesa IV: Cid-Benjamin (RJ) e Frei
Betto (MG) - Mediação: Tereza Cruvinel (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
20:00 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “Jango” (Brasil, 1984) - Direção: Silvio
Tendler (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:30 • SEMINÁRIO INTERNET – ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO Mesa IV: “No olho do
furacão: a rede e a revolução na mídia e na informação” - Miguel do Rosário (RJ), Renato Rovai
(SP) e Antonio Lassance (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • SARAU LITERÁRIO “Sarau Multicultural” - Academia de Letras do Brasil/DF e
Sindicato dos Escritores do DF
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
22:00 • SHOWS DA RESISTÊNCIA Edu Lobo
LOCAL Praça do Museu Nacional da República

20 de Abril/14 - Domingo
09:00 às 22:00 • EXPOSIÇÃO “O traço do Pasquim no combate à ditadura
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
EXPOSIÇÃO “O Brasil nos tempos de chumbo”
LOCAL Espaço Bienal - Espaço Cultural Athos Bulcão
10:30 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
11:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “A Ilha dos Dissidentes“ de Bárbara Moraes (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
11:30 • A NOVA GERAÇÃO DE FICCIONISTAS
BRASILEIROS Mesa III: Vanessa Barbara (SP), Paula Fábrio (SP), Leonardo Alkmim (SP) e José
Paulo Cunha (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
14:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “O Homem que morreu cinco vezes“ de Astrogildo Miag
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
15:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “Sob os Escombros“ de Cinthia Kriemler (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
16:00 • LANÇAMENTO DO LIVRO “No fundo do poço não tem mola” e PALESTRA “A
depressão no fundo do poço”- Theresa Hilcar (MS)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
16:30 • SEMINÁRIO - O GOLPE, A DITADURA E O BRASIL: 50 ANOS “A produção artística
e cultural na ditadura: a criatividade e a esperança como armas contra o medo e a repressão”
Mesa III: Cinema e Teatro - Aderbal Freire Filho (CE), Vladimir Carvalho (DF) e Nilson
Rodrigues (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
17:00 • TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens e crianças
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles
TEATRO E CONTAÇÃO de Estórias para jovens
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
17:30 • LANÇAMENTO DO LIVRO “De Caipira a Universitário” e PALESTRA “O vampiro
americano X o caipira brasileiro” com Edvan Antunes (SP)
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
19:00 • DEBATE “Histórias em quadrinhos: Tendências, perspectivas e reinvenções da
linguagem” - Vanessa Barbara (SP), Evandro Esfolando (DF), Gabriel Góes (DF) e Wander Filho
Pavão (DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Jorge Amado
19:30 • O CINEMA E A DITADURA NO BRASIL “O Dia que Durou 21 Anos” - Direção: Camilo
Tavares (RJ) - Exibição e Debate com o diretor
LOCAL Espaço Bienal - Café Literário Jorge Ferreira
20:00 • TEATRO DE BONECOS “Una história sencilla” - Trapusteros (Espanha)
LOCAL Espaço Bienal - Arena Infantil Monteiro Lobato
20:30 • SEMINÁRIO INTERNET – ESTÉTICA, DIFUSÃO E MERCADO Mesa V: “A internet,
novos mercados e novos modelos de negócios” - Dan Schawbel (EUA) e Fernanda Martineli
(DF)
LOCAL Espaço Bienal - Auditório Nelson Rodrigues
21:00 • SARAU LITERÁRIO “Golpe Nunca Mais” - Academia Taguatinguense de Letras
LOCAL Espaço Bienal - Arena Jovem Cecília Meireles

21 de Abril/14 - Segunda-feira
Festividades do aniversário de Brasília.
A Bienal estará aberta para visitação aos estandes e às exposições

http://www.bienalbrasildolivro.com.br/


Wednesday, April 02, 2014

Rotundamente Negra, da costarriquense Shirley Campbell




Horário: 19:30
Local: Espaço Cultural Instituto Cervantes

Com a participação de:
- Jorge Amâncio, Poeta (Brasil)
- Zulu Araújo, Gestor Cultural (Brasil)
- Kori Bolívia, Poeta e Presidente da ANE -
Associação Nacional de Escritores (Brasil-Bolivia)

Shirley Campbell Barr, nascida na Costa Rica, tem cinco 
livros de poesia e dezenas de poemas e artigos publicados em 
revistas, antologias e jornais em diversos países. Suas obras
 foram traduzidas para o Inglês, Francês e Português. 
Antropóloga, com mestrado em Cooperação Internacional, 
esta afro-costarriquense viveu não apenas no seu país natal,
 mas também no Zimbábue, El Salvador, Honduras, Jamaica,
 EUA e atualmente vive no Brasil. Ela tem sido atriz,
 professora, consultora em direitos humanos, gênero, HIV 
e através de recitais periódicos e conferências é uma 
ativista permanente da causa afro-descendente. Vem 
participando a mais de duas décadas em conferências, 
workshops e leituras de poesia difundido o seu trabalho, 
assim como contribuindo para os processos de mobilização 
e sensibilização das comunidades afro-descendentes.


“Revogar a Floresta Estadual faria com que a discussão sobre território, no Amapá, voltasse à estaca zero”

02/4/2014 - 11h55

por Jorge Eduardo Dantas, do WWF
ana euler 2 300x200 “Revogar a Floresta Estadual faria com que a discussão sobre território, no Amapá, voltasse à estaca zero”
Ana Euler é diretora-presidente do Instituto Estadual de Florestas do Amapá e cuida da execução da política florestal daquele Estado. Foto: © Instituto Estadual de Florestas – AP / Jorge Júnior

Desde meados de 2013, uma das tarefas mais espinhosas da diretora-presidente do Instituto Estadual de Florestas do Amapá, (IEF), Ana Margarida Castro Euler, tem sido defender, em tantos fóruns e instâncias quanto possível, a Floresta Estadual (Flota) do Amapá. Isso porque, ano passado, ganhou força na Assembleia Legislativa daquele Estado um projeto de lei que visa revogar o decreto de criação desta área protegida.
A proposta só não foi para a frente porque o Ministério Público interveio e impediu que a área, de 2,3 milhões de hectares, não ficasse desprotegida e ganhasse o status de “terra devoluta”. Ainda assim, os deputados estaduais mantêm seu objetivo e as articulações com os setores interessados no fim da Floresta Estadual.
Ana Euler, como é conhecida, é engenheira florestal, tem mestrado e doutorado em Ciências Ambientais e Florestais. Ela já trabalhou na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e no WWF-Brasil. De Macapá, ela nos concedeu a seguinte entrevista:
Ana, como você vê essa mobilização que busca a revogação da Floresta Estadual do Amapá?
Ana Euler - Quero fazer um debate técnico sobre este assunto, mas o que vejo é um debate político, eleitoreiro. Temos uma eleição aí na frente e não querem deixar o governo avançar nas ações de implementação da Floresta Estadual. A raiz do problema é o processo que se arrasta há mais de 20 anos e que diz respeito à transferência de terras públicas do Governo Federal para o Estado do Amapá. Extinguir a Flota, no entanto, não vai resolver o problema fundiário no estado. Quando a gente concluir este processo da transferência de terras, aí o estado vai dominar, de fato e de direito, seu território. Percebo um debate de eleições, de jogar lenha na fogueira, mas do que de enfrentar os problemas que a sociedade de fato tem aqui, como essa questão da falta de apoio à agricultura familiar.
Revogar a Flota é uma ameaça, inclusive, à ordem pública no Estado. Sabe o que isso pode trazer como consequência? Uma corrida pelo ouro, pela madeira, pelos minérios e demais recursos da floresta. Então seria um caos e, ao invés de resolver um problema, isso faria com que toda essa discussão sobre território no Amapá voltasse à estaca zero. Além disso, esta gestão (do governador Camilo Capiberibe – PSB) já investiu cerca de R$ 5 milhões na implementação desta Unidade de Conservação. Se revogarmos a Flota, como ficará este investimento?
Os parlamentares interessados afirmam que a revogação da Flota é uma maneira de auxiliar a agricultura familiar e a população rural do Amapá.
AE - Sim, mas existem aí alguns fatos que dão a entender outra coisa. Porque demorou oito anos para que as pessoas considerassem a Flota uma ameaça à agricultura familiar (a Unidade de Conservação foi criada em 2006)? A mesma Assembleia Legislativa que hoje pede a revogação da Floresta Estadual aprovou a criação da Unidade sem o menor problema.
O que percebo também é que, enquanto não se implementava a Flota, não existia essa ‘ofensa’, não ocorria esse movimento de acabar com a Unidade de Conservação. O governo anterior não fez nada, fingia que a Floresta Estadual do Amapá não existia. A partir do momento em que começamos a implementar as ações, na hora em que a coisa começou a andar, aí ela se tornou uma ameaça. São essas as questões que temos levantado em todas as conversas, discussões e entrevistas que temos participado.
Então existiriam outras formas de potencializar a agricultura familiar e ajudar as famílias produtoras do Estado.
AE - Sim. Temos que trazer outro olhar. Temos que falar de agricultura de forma séria. Por exemplo: o nível de implementação de políticas públicas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aqui no Amapá é baixo, muito baixo. Veja: os assentamentos do Incra detêm 35% das terras do Amapá. A Floresta Estadual ocupa apenas 13% do território do Estado. Então, se temos que falar de gestão de áreas, de liberar áreas para a agricultura familiar, porque estamos pintando um alvo na Floresta Estadual? Temos hoje mais de 40 assentamentos rurais no Estado. Eles não têm 50% de ocupação. Então você vê que não existe demanda por terra aqui no Amapá. A “falta de terras” não pode ser colocada como um problema.
Já se falou em 20 mil famílias na área da Floresta Estadual, mas isso não é verdade. De acordo com o diagnóstico que fizemos por conta do plano de manejo da Unidade, encontramos entre 350 e 400 famílias. Com elas, estamos trabalhando assim: quem quiser sair da área, será encaminhado para um desses assentamentos e quem quiser ficar terá condições de extrair os recursos dali.
O que precisamos mesmo é de políticas públicas coordenadas entre a União, o Estado e os municípios. Precisamos dar qualidade de vida aos ribeirinhos, aos extrativistas e às populações tradicionais. Outro exemplo: o Amapá é o estado que menos avançou no programa “Luz para Todos”. Este programa não chegou nos nossos assentamentos. O Linhão de Tucuruí (projeto que visa trazer interligar a região Norte à rede de distribuição de energia do resto do País) passou por várias comunidades e, por conta das obras e das intervenções na infraestrutura, elas perderam sinal de celular. Ou seja, uma iniciativa que deveria ajudar a vida dessas pessoas só trouxe os impactos, não trouxe as compensações. E querem colocar a Flota no centro deste problema, o que é ridículo. Como vamos, com estas condições, propor para as pessoas que moram no campo uma melhoria de qualidade de vida?

Amapa 300x199 “Revogar a Floresta Estadual faria com que a discussão sobre território, no Amapá, voltasse à estaca zero”
No Amapá, o WWF-Brasil apoia há anos a implementação do Parque Nacional (Parna) Montanhas do Tumucumaque. Foto: © WWF-Brasil / Zig KOCH

Que atividades o Instituto Estadual de Florestas do Amapá tem realizado na Flota?
AE - A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conduziu, conosco, um estudo de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) e existe um fundo de investimento inglês que quer negociar créditos de serviços ambientais.
Temos universidades, o Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), está realizando pesquisas na área da Flota. Em dezembro de 2013, lançamos o pré-edital de concessão de exploração florestal e vamos lançar o edital no mês de abril. Fizemos uma serie de reuniões técnicas em fevereiro, temos marcada uma audiência pública nas próximas semanas. E isso tudo é público, é aberto. Somos transparentes, todas as nossas informações estão em nosso site, trabalhamos e dialogamos com uma série de instituições, como o Conselho Nacional de Agricultores Familiares o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA). Enquanto isso, veja só, há juízes tentando frear as ações do estado, tentando nos atrapalhar em fazer uso da floresta, alegando que a Floresta Estadual é ‘improdutiva’.
O plano de manejo da Floresta Estadual ficou pronto no início de 2014, não?
AE – Sim, e estamos fazendo coisas incríveis. Estamos finalizando um plano de manejo em tempo recorde. Fizemos o documento em dois anos e meio, com recursos próprios, sem ajuda de organizações internacionais, com cerca de 50 técnicos nossos. Investimos menos de R$ 1 milhão neste processo o que, para os padrões de Unidades de Conservação da Amazônia, é um valor pequeno, é pouco em comparação a outras áreas protegidas. Ou seja, estamos mostrando serviço e eficiência, estamos mostrando que queremos fazer as coisas.
* Publicado originalmente no site WWF Brasil.
(WWF Brasil) 
 

12º Salão do Livro do Piauí - SALIPI 2014


Tuesday, April 01, 2014

O morador de rua que era poeta

Por Redação

O morador de rua que era poeta: a incrível história do homem que reencontrou a família após 51 anos depois que suas poesias conquistaram a internet

Raimundo Arruda Sobrinho passou 35 anos vivendo entre lixo, pobreza e poesias. Sábio e sensível, ele conquistou a simpatia de Shalla, uma moradora de seu bairro e conseguiu, com a ajuda dela, encontrar a família que deixou há mais de 50 anos


A página de Raimundo já conta com mais de 40 mil likes e é um grande sucesso nas redes sociais.
A página de Raimundo já conta com mais de 40 mil likes e é um grande sucesso nas redes sociais.

Em uma cidade grande e movimentada como São Paulo, não são poucas as histórias de vida que se cruzam a todo o tempo. Parado em uma esquina qualquer da cidade, sentado em um banco de uma praça ou perambulando pelas ruas que acompanham o passar infinito de carros, estava Raimundo. Um senhor barbudo, com roupas de plástico e aparência rude que, surpreendentemente, escrevia algumas das mais doces poesias da capital paulista. Mais do que um mendigo, Raimundo era poeta e, graças ao poder da internet, pode-se dizer que ele também é um homem de sorte.
O sonho de estudar em São Paulo se transformou em um cantinho de lona no meio da praça
Há mais de 50 anos, um jovem sonhador saiu da terra natal com um objetivo e alguns sonhos em mente: Raimundo Arruda Sobrinho, então com 23 anos de idade, deixou a Tocantins de sua família para estudar na capital do estado de São Paulo. Devido às várias dificuldades financeiras, Raimundo foi jardineiro e vendedor de livros para conseguir se sustentar quando, em 1979, sem opções, viu a rua como o único local em que poderia morar. Ele, então, adotou o canteiro central da avenida Pedroso de Morais, no bairro de Pinheiros e, no mesmo lugar, viveu por 19 anos entre seus textos e poesias.
Vestido com sacos pretos de lixo (porque ouviu dizer que a roupa normal de tecido cria fungos e bactérias e o deixaria com mau cheiro), Raimundo cultivava cabelos compridos e uma longa barba que lhe serviam como uma espécie de travesseiro. Ele dormia sobre outros sacos plásticos e lonas que artesanalmente foi costurando até formar uma espécie de “cabaninha” e passava boa parte do tempo sentado em um banquinho de madeira com alguns escritos nas mãos.
Uma simples conversa foi o grande passo para a mudança
Após anos no mesmo lugar, invisível aos olhos indiferentes dos que passavam por ali, Raimundo teve uma surpresa. Uma jovem chamada Shalla Monteiro decidiu olhar o morador de outro modo e parou para conversar com ele. Foi a partir daquele momento que o Raimundo da praça deixou de ser apenas um morador de rua para revelar o poeta que havia dentro dele.
Após algumas conversas com o senhor, Shalla descobriu que o velhinho sujo que morava na praça era culto, conhecia literatura e música clássica. Ele falava com maestria das centenas de livros que havia lido e ainda gostava de distribuir alguns poemas que havia escrito para quem passasse por ele. Instigantes e reflexivas, as “mini-páginas” que Raimundo assinava possuíam data de nascimento, número de série e uma assinatura que dizia “O Condicionado”.
A página no Facebook se tornou um sucesso e chegou até a família de Raimundo
Ainda impressionada com a inteligência e sensibilidade que se escondiam por baixo da sujeira e abandono de Raimundo, Shalla decidiu criar uma identidade para ele, após ganhar um de seus poemas. A moça criou, então, uma fanpage para o poeta no Facebook onde suas cartas e poesias eram postadas e compartilhadas com outras pessoas. Os poemas de Raimundo, a essa altura, já eram famosos pelo bairro.
O que aconteceu, cerca de três semanas depois, foi surpreendente: as poesias de Raimundo não apenas repercutiram e alcançaram grandes proporções, como também chegaram à família que ele não via há mais de três décadas. Francisco Arruda entrou em contato com Shalla por meio da página no Facebook e confirmou, após anos de procura, o que já suspeitava desde que vira aquele endereço na internet pela primeira vez: Raimundo era o irmão que ele tanto procurou.
Abra os olhos para os Raimundos ao seu redor
A história impressionante de Raimundo não apenas abre os olhos para os poderes e benefícios incríveis que a internet pode fornecer, como também atenta sobre a necessidade de comunicação e sensibilidade das pessoas para com o próximo. Afinal, não é preciso ir até o outro lado do mundo para fazer o bem: a solidariedade e a ternura podem ser exercidos no dia a dia, a caminho do trabalho ou até mesmo naquela praça movimentada que fica na esquina da sua casa e abriga um senhor de rua simples e calado - que pode ser um outro Raimundo com alma de poeta perdido por aí.

http://estilo.br.msn.com/carinho/o-morador-de-rua-que-era-poeta-a-incr%c3%advel-hist%c3%b3ria-do-homem-que-reencontrou-a-fam%c3%adlia-ap%c3%b3s-51-anos-depois-que-suas-poesias-conquistaram-a-internet

IPCC: não é ficção científica – Entrevista com André Ferretti

01/4/2014 - 12h07

por Juliana Guarexick, da Envolverde
shutterstock planetaterra 300x300 IPCC: não é ficção científica   Entrevista com André Ferretti
Foto: http://www.shutterstock.com/

“Já estamos sofrendo os impactos das mudanças climáticas. O problema não é ficção científica”, alerta André Ferretti.

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou ontem (31) o segundo volume do 5º relatório, que avalia a vulnerabilidade dos sistemas socioeconômicos e naturais diante da mudança climática, assim como as possibilidades de adaptação à elas.
O documento “Mudanças Climáticas 2014: Impactos, adaptação e vulnerabilidade”, elaborado por 309 autores, 436 colaboradores e 66 revisores técnicos de 70 países é mais um alerta pra que a humanidade reaja. A natureza dá evidências claras de que as mudanças climáticas podem causar impactos graves e irreversíveis.
Desmatamento, aumento das temperaturas, segurança alimentar e hídrica e saúde humana são alguns dos pontos abordados pelo relatório. Em entrevista exclusiva à Envolverde, o coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário e o coordenador Geral do Observatório do Clima, André Ferretti, faz uma análise sobre o documento e aponta caminhos que podem ser tomados para evitar as consequências negativas das mudanças climáticas. Confira:
Envolverde: Entre as principais vertentes levantadas pelo relatório qual você destacaria?
André Ferretti: A adaptação com base em ecossistemas é um tema muito relevante para países como o Brasil, que tem extensas áreas naturais e são muito dependentes dos recursos naturais e do bom funcionamento dos ecossistemas naturais para as atividades agropecuárias e de subsistência, bem como para a produção de energia.
Precisamos conservar, por exemplo, os mananciais que abastecem as populações urbanas, a indústria e também as atividades agropecuárias – responsáveis por 70% da demanda de água e que geram boa parte do PIB.
É preciso ainda manter e ampliar as áreas verdes nas zonas urbanas:
  • Para melhorar o microclima, reduzindo assim o calor e o número de grandes tempestades;
  • Ajudar na infiltração de água – nas grandes tempestades temos problemas sérios com inundações;
  • Absorver o carbono emitido pela queima de combustíveis fósseis;
  • Melhorar a qualidade do ar; e tantos outros serviços essenciais.
A manutenção e a restauração de mangues são de essencial importância para a estabilidade dos estuários contra a elevação do nível do mar, onde estão localizados nossos maiores portos, como o de Santos e de Paranaguá, e a maior parte da nossa população, mantendo assim a produtividade marinha, e o meio de vida de inúmeras famílias.
A criação e implementação de Unidades de Conservação também são de grande importância para evitar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e a manutenção dos serviços ecossistêmicos que aumentarão a resiliência aos impactos das mudanças climáticas, além de serem importantes para disciplinar o uso da terra em determinadas regiões, evitando usos indevidos em áreas de risco e mais sujeitas a desastres naturais.
Foi reduzida a ameaça de ‘savanização’ da Amazônia pelo aumento da temperatura entre 2ºC e 4ºC até 2100. Este dado é positivo no seu ponto de vista?
Muito positivo. A floresta parece hoje ser mais resistente às agressões da humanidade do que imaginávamos antes. Apesar de ter sido identificado um aumento no desmatamento da Amazônia no último ano, a diminuição do risco de savanização deve ser comemorada por todos nós. Porém, o risco ainda existe, e temos que lutar duramente contra a destruição das áreas naturais nesse bioma e nos demais. O desmatamento na Amazônia, inclusive, interfere em um serviço ecossistêmico essencial para a região sul e sudeste da América do Sul: as chuvas, incluindo as áreas de maior produtividade agropecuária do Brasil e do continente (Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia).
O texto afirma que há fortes evidências de uma redução da oferta de água potável em regiões subtropicais secas, o que aumentaria disputas pelo uso de bacias hidrográficas. Qual a relação que isto representa com a disputa entre São Paulo e Rio de Janeiro pelo uso da água do Rio Paraíba do Sul para abastecer o Sistema Cantareira? É possível estabelecer comparações?
Isso ilustra muito bem o problema que estamos vivendo agora com a disputa pela água da Bacia do Paraíba do Sul pelos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde estão localizadas nossas maiores metrópoles. Porém, não podemos afirmar que essa estiagem atípica que estamos vivendo agora tenha sido causada pelas mudanças climáticas. O que se pode afirmar é que eventos climáticos extremos como esses serão sim mais intensos e frequentes, o que exige ação imediata visando a proteção e recuperação dos mananciais que abastecem hoje essas regiões metropolitanas, e que vão abastecê-las no futuro. A demanda por água é crescente nessas regiões, tanto para abastecimento público quanto para geração de energia. Boa parte das principais Usinas Hidrelétricas do país está nos estados do Sul e Sudeste. Precisamos de água para gerar energia e abastecer as casas e indústrias. Isso requer investimentos e tem que entrar na conta para poder gerar os recursos necessários para a proteção e recuperação desses mananciais.
Outro destaque é a evidência de que a população pobre, principalmente de países tropicais, como o Brasil, será a mais afetada por situações de seca e inundação, com risco de insegurança alimentar. Quais medidas os governos poderiam tomar para ao menos minimizar estes impactos?
O país precisa urgentemente de um robusto Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas. Com ele identificaremos e mapearemos as maiores vulnerabilidades do país, e definiremos as melhores estratégias para nos adaptarmos ao novo cenário, diminuindo os impactos sociais, econômicos e ambientais. Precisamos retirar a população das áreas de risco, exatamente o oposto do que foi feito com a flexibilização da legislação ambiental e descaracterização do Código Florestal, nesse primeiro mandato da Presidente Dilma. As comunidades mais pobres são as que sofrerão mais com a destruição das áreas naturais e os impactos aos serviços ecossistêmicos. Não apenas suas casas ou plantações, mas o modo de vida dessas pessoas está sendo e será cada vez mais afetado pelas mudanças climáticas.
Desde 2007 tem um Projeto de Lei no Congresso Nacional sobre a Política Nacional de Serviços Ambientais (PL 792/2007). É um tema essencial para quem vive na e da terra, e garante a conservação desses serviços que são essenciais para toda a sociedade. É preciso mais agilidade, vontade política, e também a coragem de lutar por um patrimônio inestimável dos brasileiros e que está sendo dilapidado para o benefício de poucos e para o prejuízo de toda a população.
O relatório também alerta sobre possíveis danos à produção de alimentos. Como estes dados refletem no caso brasileiro e o que pode ser feito para reduzir as consequências negativas?
Esse é outro ponto intimamente ligado com o Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas e com a Política Nacional de Serviços Ambientais que precisamos instituir. O Brasil tem um papel muito relevante na produção global de alimentos, e um potencial enorme para ocupar uma posição ainda mais estratégica. Mas isso precisa ser feito com planejamento e responsabilidade, mantendo e restaurando os serviços ambientais essenciais para a produção agropecuária e para a qualidade de vida de toda a população.
É preciso conhecer as áreas e as culturas agrícolas mais vulneráveis, e investir em pesquisa e adaptação. Isso tem que ser um projeto de país, gerando novos empregos, novos negócios, e oportunidades que serão essenciais para a economia e a sociedade do futuro. Agropecuária e serviços ecossistêmicos andam de mãos dadas e vão beneficiar toda a sociedade com esse casamento.
O aumento das temperaturas piorará a qualidade do ar. Qual é a influência que esta estimativa tem nas cidades, visto que até 2030 dois terços da população global viverá em grandes centros urbanos?
As mudanças climáticas aumentarão a frequência e a intensidade do de dias quentes e secos, aumentando o risco de incêndios, prejudicando a qualidade do ar especialmente nas grandes cidades. Nessas áreas, inclusive, fenômeno da inversão térmica – que dificulta a dispersão de poluentes gerados em grandes centros urbanos no inverno – deverá ser mais recorrente.
Nas grandes cidades, e até nas pequenas e médias, há a formação de ilhas de calor, agravando a sensação e o desconforto devido à elevação da temperatura e à redução da umidade relativa do ar, aumentando a frequência e intensidade de grandes tempestades em áreas urbanas, e agravando as ondas de calor (canículas) com consequências sobre o aumento da mortalidade de idosos e doentes que apresentem redução em sua capacidade de termorregulação corpórea e de percepção da necessidade corpórea de hidratação (idosos e pacientes com doenças mentais ou de mobilidade). Mais informações aqui.
Qual é a sua visão geral sobre o relatório? O que a humanidade aprende com esta avaliação?
A grande importância desse relatório é mostrar os impactos que já estamos sofrendo. O problema não é ficção científica. Precisamos conhecer muito bem os nossos pontos fracos (vulnerabilidades), para estabelecer e implementar rapidamente as estratégias mais adequadas para reduzir os custos sociais, econômicos e ambientais.
O relatório “Mudanças Climáticas 2014: Impactos, adaptação e vulnerabilidade”, divulgado ontem, 31, fala sobre os impactos que já estão sendo sentidos, e as previsões do que virá até o final desse século (2100). Como nos quatro anteriores, lançados nas últimas duas décadas, este documento aponta que as populações mais podres são as mais vulneráveis às mudanças climáticas, principalmente as que habitam e dependem dos recursos das áreas costeiras – que sofrerão com o aumento do nível dos oceanos – ou as que vivem e dependem de atividades agropecuárias e extrativistas nas regiões semiáridas – que sofrerão com altas temperaturas e secas, ou ainda as que vivem em regiões vulneráveis a enchentes e deslizamentos devido a maior intensidade e concentração das chuvas. Esses impactos também prejudicam diretamente os ecossistemas, as plantas e os animais, afetados pela mudança do clima e também pela ação humana decorrente dessas mudanças de clima (migrações humanas para áreas menos impactadas gerando desmatamentos, poluição, caça etc.).
Esses e outros problemas têm sido vistos no Brasil e no mundo com cada vez mais frequência e intensidade. Agora mesmo tivemos um verão atípico no sul e sudeste, com pouquíssima chuva no período do ano que mais chove na região, e excesso de chuva em parte da região norte. Nos últimos anos o Brasil sofreu com enchentes e deslizamentos em regiões serranas do sul e sudeste, e até mesmo no nordeste que geralmente sofre com falta de água, e secas em regiões que tradicionalmente não vivem esse problema, como na Amazônia e no sul.
Algo a acrescentar?
As mudanças climáticas são um dos maiores problemas da humanidade. Ela afeta a todos, em qualquer lugar do planeta, independe do quanto cada cidadão, comunidade ou nação, contribui para o problema. A solução precisa ser conjunta, e pode gerar novas oportunidades, tecnologias, empregos, e negócios. Precisamos agir o quanto antes fizermos isso menor será o custo, e maior será o potencial de benefícios advindos de uma sociedade descarbonizada e mais sustentável.
O primeiro volume, que avalia os aspectos científicos do sistema climático e de mudança do clima, foi lançado em setembro de 2013. Já o terceiro e último volume, que avalia as opções que permitiriam limitar as emissões de GEE, será lançado ainda em 2014. (Envolverde)

* André Ferretti é coordenador Geral do Observatório do Clima, rede brasileira de articulação sobre as mudanças climáticas, e coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário.
(Envolverde)

Livro 'Dezoito de escorpião' estimula a curiosidade em relação ao universo


Escrito por Alexey Dodsworth, a obra conta a história de uma descoberta astronômica sem precedentes


Luana Brasil - Especial para o Correio
Publicação: 01/04/2014 08:18 Atualização: 01/04/2014 08:46
 

No livro, Dodsworth descreve as fantasiosas possibilidades de vida em HR6060 ( Arquivo pessoal)
No livro, Dodsworth descreve as fantasiosas possibilidades de vida em HR6060   
 
A pergunta que perpassa a vida de todos os humanos — se estamos sós no Universo — delineia a narrativa do romance de estreia do pesquisador Alexey Dodsworth no campo da ficção científica. Dezoito de escorpião conta a história de uma descoberta astronômica sem precedentes. Em 1997, um astrônomo brasileiro identificou uma estrela gêmea absoluta do Sol, na longínqua Constelação de Escorpião. Algo muito raro, pois o Sol tem muitas irmãs gêmeas, mas nenhuma tão plena.

 A estrela HR 6060, apelidada Dezoito de escorpião, tem a mesma cor, a mesma temperatura, a mesma idade que a Terra. “Se um deus trapaceiro a trocasse pelo nosso Sol, ninguém perceberia a diferença”, explica. É a partir desse dado científico, que Dodsworth descreve as fantasiosas possibilidades de vida em HR6060, fazendo uma intensa aposta no caráter imanente da vida no Universo, isto é, que ela é uma consequência necessária e indissociável de condições específicas. Em paralelo, o romance trata de uma comunidade alternativa, um experimento social que reúne jovens diagnosticados com esquizofrenia.

Oscilando no tempo, entre 1929 e 2070, o leitor é apresentado a fatos científicos, reconstruídos ficcionalmente. Trata-se de um livro que demanda muita atenção, pois o tempo não se segue de forma linear, e as referências a descobertas e conceitos da ciência são constantes, como é característico no gênero Hard Sci-Fi de literatura.

Trecho do livro Dezoito de Escorpião

Seria impossível ignorar a beleza das constelações vistas a  partir de Cerro Tololo. Sem a tão comum poluição luminosa dos  grandes centros urbanos, o céu do interior chileno seria capaz  de emocionar a menos sensível das almas. Bastaria olhar para  cima por alguns minutos e se deleitar com a generosa luz das estrelas. Antares, já normalmente exuberante em brilho a ponto de rivalizar com o planeta Marte, em Cerro Tololo chegava a  parecer um distante farol avermelhado. Todavia, a despeito da presença de tantos astros cintilantes  e chamativos, o que realmente interessava a Gustavo era um corpo estelar insignificante e quase invisível a olho nu, conhecido pelo insosso nome de HR 6060. Seu brilho aparente era tão fraco que fazia essa estrela sequer ser digna de um nome próprio mais especial e marcante, como nos casos das famosas Antares, Aldebaran, Capella, Sirius ou Vega. HR 6060 era apenas mais uma estrela dentre as tantas outras da Constelação do Escorpião, e apenas a décima-oitava em brilho. Para ser vista a olho nu, seria necessário ir para um lugar bem afastado das luzes da cidade, como no caso de Cerro Tololo, além de ter visão perfeita. Ou usar binóculos. Sob diversos aspectos, a palidez daquele astro era incapaz de inspirar poetas ou instigar mitologias.

Não havia lendas e cânticos em torno de HR 6060.

Mas Gustavo possuía uma vantagem que o distinguia da maioria das pessoas: seu ofício lhe permitia usar olhos mecânicos capazes de revelar algo que fazia aquele brilho irrisório ser mais espetacular que Antares e mais digno de atenção que a brilhante Sirius. Considerando o que a ciência lhe permitia constatar, HR 6060 talvez fosse uma das mais importantes luzes do céu noturno.
 


Wednesday, March 26, 2014

Projeto Pão e Poesia

A poesia que chega no saco de pão

Embalagens ganham vida com os versos de crianças e adolescentes

Marina Lopes com a colaboração de Vagner de Alencar
Que tal ir até a padaria e comprar alguns pães embalados por poesia? Na região metropolitana de Belo Horizonte, as embalagens ganham vida com os versos de crianças e adolescentes. Trata-se do projeto Pão e Poesia, uma iniciativa criada pelo mineiro Diovani Mendonça, que já aproximou alunos de 22 escolas públicas da literatura. Com oficinas de sensibilização poética, os estudantes são estimulados a ler e produzir poemas que ultrapassam os muros da sala de aula.

“Eu pensei em colocar os poemas no saquinho de pão porque as pessoas vão todos os dias à padaria”, explicou o idealizador do projeto. Para ele, os versos podem estar muito mais próximos do cotidiano das pessoas do que das estantes de bibliotecas. Analista de sistemas autodidata, Mendonça estudou apenas até a sétima série, mas isso não o impediu de se tornar um poeta apaixonado pelos versos. E coincidência ou não, o mineiro ainda carrega consigo o orgulho de ter nascido em 12 de outubro, o dia nacional da leitura.

No período da infância e da adolescência, ele costumava passar os dias no colégio para acompanhar a mãe, que trabalhava como servente escolar. Em uma tarde, durante uma de suas andanças pela escola, um livro aberto deixado na biblioteca chamou sua atenção.

A obra era uma adaptação de Dom Quixote feita por Monteiro Lobato. Sem pensar muito, o garoto levou o livro para casa. “A partir disso, eu comecei a me interessar e ler tudo o que eu via pela frente”, lembrou.

Mesmo encantado pelo universo das letras, deixou a escola desmotivado pelas brincadeiras de mau gosto feitas por colegas de classe e as humilhações sofridas por ter dificuldade em matemática. Quem diria que, após muito anos, aquele mesmo garoto que não concluiu o ensino fundamental iria aproximar mais de 500 crianças e adolescentes da literatura. Hoje, com o Pão e Poesia, ele já distribuiu gratuitamente mais de 1 milhão de saquinhos por padarias da região.
Embalagens ganham vida com os versos de crianças e adolescentes
Embalagens ganham vida com os versos de crianças e adolescentes
Na primeira edição, realizada em 2008, o projeto estampava versos de poetas de renome e desenhos de artistas plásticos homenageados. Além disso, Mendonça também incluiu a seleção de alguns poemas que foram enviados pelas pessoas. Inicialmente foram feitas 300 mil embalagens, todas produzidas na base da colaboração. O amigo Renan Rocha, que trabalhava no ramo de embalagens, cedeu o papel, outra pessoa se prontificou a ajudar com as tintas e a partir daí o projeto ganhou forma. Ele se manteve assim até conseguir uma verba de incentivo à cultura, conquistada após ganhar o primeiro lugar no concurso Pontos de Mídia Livre, em 2009. Um ano depois, a iniciativa também foi reconhecida pelo Ministério da Cultura e conquistou o título de Selo Cultura Viva.

Quando a primeira leva de embalagens acabou, o mineiro quis plastificar as poucas unidades que sobraram e decidiu levar até as escolas da região para expor o seu projeto. Dessa aproximação, surgiu a ideia de desenvolver oficinas de literatura com os estudantes, passando a estampar a produção feita por eles nos saquinhos de pão. “Eu pensei em uma forma de levar a poesia até as pessoas de uma forma que não fosse por livros”, contou. Durante períodos de aproximadamente duas horas, com os chamados “momentos de sensibilização poética”, os estudantes adquirem o contato com a poesia e são estimulados por a se arriscar na produção dos primeiros versos.

O analista de sistemas conta que esse processo é totalmente livre e pode variar de escola para escola. Tudo vai depender do momento e a percepção dos oficineiros responsáveis pela sensibilização poética dos alunos. “Para mim, as coisas formalizadas demais não servem”, contou. De acordo com ele, o mais importante dessa atividade não é estimular a leitura ou a escrita. “Eu quero fazer com que esses alunos consigam pensar fora da caixinha.”

Atualmente, o projeto Pão e Poesia não está realizando novas oficinas. Porém, os saquinhos de pão produzidos pelos alunos da última edição ainda estão em circulação. Segundo Mendonça, existem planos de promover novas turmas e expandir o projeto para algumas cidades de São Paulo e do Paraná. Além disso, ele também tem organizado outros projetos ligados à poesia, como a grafitada poética e a distribuição de poemas em praças públicas – sempre com a intenção de levar a poesia ao cotidiano das pessoas.

http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2014/03/26/a-poesia-que-chega-no-saco-de-pao/

Quinta Literária da ANE, com Eugênio Giovenardi


Monday, March 24, 2014

Convite - Lançamento 2a. edição de "NÃO EXISTE CRIME PERFEITO"


Ilustrador brasiliense vence 'Nobel' da literatura infantil



Roger Mello ganha o "Nobel" da Literatura Infantil

O ilustrador Roger Mello é o ganhador do prêmio Hans Christian Andersen, o "Nobel" da literatura infantil. Ele é o primeiro ilustrador brasileiro premiado nesta categoria. O anúncio do prêmio foi nesta manhã de segunda-feira, dia 24 de março, na Feira do Livro de Bolonha. Em 2010, ele já havia sido indicado, mas não foi premiado. 
 
Além de ilustrador, o brasiliense, nascido em 1965,  é também escritor premiado, tendo ganhado o Jabuti e vários outros prêmios literários, tornando-se hors-concours da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).
 
Algumas obras de Roger Mello:
- Memórias da Ilha - ilustrador
- O medo e o mar - ilustrador
- Vizinho, vizinha - autor e ilustrador
- Todo cuidado é pouco - autor e ilustrador
- Meninos do Mangue - autor e ilustrador (Vencedor do prêmio Jabuti)