Tuesday, January 21, 2014

Mudança climática está entre maiores riscos para a economia em 2014

Economia
21/1/2014 - 10h39

Mudança climática está entre maiores riscos para a economia em 2014


por Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil
femriscos Mudança climática está entre maiores riscos para a economia em 2014
Desde 2011, os problemas ambientais e climáticos aparecem em destaque na lista de riscos para o planeta. Foto: FEM

Fórum Econômico Mundial identifica quais são os principais problemas que podem afetar o planeta neste ano, destacando os conflitos causados pela desigualdade econômica e os eventos climáticos extremos como os mais prováveis

O Fórum Econômico Mundial (FEM) publicou nesta sexta-feira (17) a nona edição do relatório Riscos Globais 2014 (Global Risks 2014), que aponta quais são os riscos mais prováveis que o mundo enfrentará nos próximos meses. Entre os problemas mais destacados estão a disparidade de renda, a falta de emprego e as mudanças climáticas e os extremos meteorológicos.
No total, o documento aponta 31 riscos diferentes que têm o potencial de causar um impacto significativo para os países e indústrias avaliadas. A pesquisa, realizada com 700 especialistas, agrupa os riscos em econômicos, ambientais, geopolíticos, sociais e tecnológicos, e os classifica de acordo com sua probabilidade e impacto potencial.
Os eventos climáticos extremos foram apontados como um dos riscos mais prováveis para o nosso planeta, podendo criar choques sistêmicos em escala global. O problema foi colocado como o risco mais provável na categoria ambiental, ficando em segundo lugar geral em probabilidade, perdendo apenas para a desigualdade econômica.
Outro risco de grande relevância foram as mudanças climáticas, classificadas como o quarto risco mais provável e o segundo maior em possíveis impactos. O relatório destaca a grande influência que as mudanças climáticas têm sobre os eventos climáticos extremos, e sugere que os dois juntos talvez sejam o maior risco enfrentado hoje, sob diversos aspectos.
O documento ressalta também outros riscos ambientais de relevância, como uma maior incidência de catástrofes naturais, uma maior ocorrência de desastres causados pelo ser humano e uma crise hídrica. Segundo a pesquisa, todos têm o potencial de causar um impacto cada vez maior à medida que o desenvolvimento mundial se acelera.
Para diminuir os riscos ambientais apontados, o relatório pede que governos, empresas e sociedade civil busquem as mais diversas formas de melhorar a mitigação, e a gestão desses riscos, com a assistência de seguros, resseguros e mercados de capital.
Outros grandes riscos indicados pelo documento são os conflitos sociais motivados pela disparidade de renda, os riscos econômicos da falta de emprego e de uma crise fiscal, e também as ameaças tecnológicas de ataques cibernéticos e um colapso na infraestrutura de informações essenciais.
“Riscos econômicos, sociais e ambientais dominam a lista dos riscos globais com os quais os respondentes [da pesquisa] estão mais preocupados, com a crise fiscal emergindo como a questão principal [em impacto]”, colocou o Fórum Econômico Mundial.
Um aspecto importante da pesquisa é que ela enfatiza a correlação entre todos esses riscos, mesmo os de categorias diferentes. Por exemplo, o relatório coloca a má governança global como um risco central que está relacionado a todos os outros, desde uma crise financeira até as mudanças climáticas, passando pela corrupção e por crises alimentares.
“Cada risco considerado nesse relatório tem o potencial para o fracasso em escala global; contudo, é a sua natureza interconectada que torna as implicações negativas [desses riscos] tão pronunciada, já que juntos eles podem ter um efeito aumentado”, observou Jennifer Blanke, economista-chefe do FEM.
“É de vital importância que as partes interessadas trabalhem juntas enfrentar e se adaptar à presença dos riscos globais em nosso mundo hoje”, continuou Blanke.
Outra questão importante do relatório é que ele considera para quem esses riscos são mais importantes. De acordo com o documento, por exemplo, mulheres e jovens abaixo dos 30 anos estão mais preocupados com as mudanças climáticas do que homens adultos e as gerações mais velhas.
“Respondentes do sexo feminino perceberam quase todos os riscos globais tanto como mais prováveis quanto como mais impactantes do que os do sexo masculino, especialmente na categoria ambiental”, aponta a pesquisa.
“Indivíduos mais jovens deram notas mais altas para o impacto de quase todos os riscos, particularmente riscos ambientais, tais como crises hídricas, maior incidência de catástrofes naturais, perda de biodiversidade e maior incidência de eventos climáticos extremos”, acrescenta.
O relatório indica ainda que um acordo juridicamente obrigatório para combater as mudanças climáticas pode não ser a melhor estratégia para resolver o problema, argumentando que tratados regionais e mais simples podem ser mais eficientes.
“Tal resposta intergovernamental e público-privada heterogênea e diversa ao risco das mudanças climáticas poderia oferecer mais resiliência e flexibilidade ao desafio dinâmico das mudanças climáticas do que um quadro global homogêneo e único”, afirma o documento.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.
(CarbonoBrasil)

Monday, January 20, 2014

Doe um livro, didáticos ou não, e ajude a educar uma criança


O programa Correio Braziliense Solidário arrecadará livros, didáticos ou não, no período de 2 a 31 de janeiro. A urna ficará na recepção do jornal, no Setor de Indústrias Gráficas. Creches do Distrito Federal serão beneficiadas com a iniciativa


Cecília Pinto Coelho -
Publicação: 23/12/2013 06:03 Atualização: 23/12/2013 12:22

Roberta Fraga e a filha Clarice são voluntárias na arrecadação de livros: 'A leitura dá dignidade e torna o ser humano mais autossuficiente e crítico' (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Roberta Fraga e a filha Clarice são voluntárias na arrecadação de livros: "A leitura dá dignidade e torna o ser humano mais autossuficiente e crítico"

“Ler muda tudo: a postura de vida, a autoestima, a visão do mundo e de si mesmo. Ler dá dignidade, conhecimento, torna o ser humano mais autossuficiente, crítico e, também, mais sensível e universal”, avalia a servidora pública Roberta Fraga, 35 anos. Sob esse lema, a servidora pública já ajudou e contribuiu com vários programas. Roberta fica de olho nesses projetos e arrecada livros para incentivar o hábito da leitura. Afinal, seu maior exemplo é em casa: Clarice, 5 anos, sempre foi incentivada. “Ela gosta muito de contos de fadas e de Monteiro Lobato. E ainda me ajuda nas doações, separando, dos arrecadados, os que estão em más condições”, conta.

Arrecadar e doar livros têm ganhado espaço nas comunidades e os projetos com esse objetivo, também. Entre os benefícios, estão os de levar informação, diversão e até dignidade para quem receber as brochuras. A partir de 2 de janeiro, o Correio Braziliense será mais uma empresa a aderir a essa causa. Interessados poderão doar livros até 31 de janeiro. Uma urna será colocada na recepção principal e as doações serão enviadas para instituições já credenciadas. Os livros infantis de até 6 anos serão doados pelo programa Correio Braziliense Solidário que contempla algumas creches do Distrito Federal.

E as doações fazem diferença para muita gente. Exemplo disso é o projeto Biblioteca Itinerante que, desde 2008, todo último domingo do mês, (exceto dezembro) arrecada livros na altura do 107/108 Norte, no Eixão. “O objetivo é incentivar a leitura em comunidades ribeirinhas do Norte. Eu nasci em Macapá, no Amapá, mas minha família, minhas origens são dessas comunidades. Eu sou do quilombo Conceição do Macacoari”, conta o idealizador do projeto, Jonas Banhos.

“Como sou de lá e conheço a realidade da região, ficava muito tocado toda vez que via o abandono da nossa comunidade. Há precariedade na saúde, na geração de renda....E sobretudo na educação. Não há um ensino regular, mas modular” A inquietação de Jonas foi tanta que o servidor se licenciou do trabalho para, em 2008, se dedicar exclusivamente a essa iniciativa. Desde então já foram, em média, distribuídos 50 mil livros nos estados do Amapá, Pará e Roraima. Cada ida ao Eixão rende média de 500 obras doadas.

Sucesso
Outra campanha de incentivo à leitura infantil que teve grande sucesso foi promovida pela Fundação Itaú Social. Em 2010, aproveitaram a ideia de estimular adultos a lerem para crianças e, assim, ofereciam o livro. O único requisito era fazer o cadastro no site e pedir os livros.

A campanha se repetiu em outubro deste ano e terá mais uma edição no mesmo mês no ano que vem. Em 2013, foram produzidos 4,4 milhões de livros. Para a coordenadora da área de mobilização social da Fundação Itaú Social, Márcia Quintino, o mais bonito é a resposta à leitura. “A criança pequena tem direito a esse aconchego. É um momento de acolhimento, de vínculo”, conta.

Quintino tambémafirma que a doação de livros está crescendo no Brasil. “Há cada vez mais programas de troca de livros, que podem ser deixados em assentos de ônibus e de metrôs. Há clubes de leituras, grupos de amigos que discutem a mesma obra”, diz. Mas a pessoa também tem que ter discernimento do que está doando, lembra ela. “Doar não é desocupar livros da estante, se desfazer das apostilas e dos livros didáticos, estamos falando da literatura — que é perene.”

» Participe e doe!

Data: de 2 de janeiro a 31 de janeiro
Onde: Deixar na recepção principal da sede do Correio Braziliense, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), Quadra 2, nº 340. A iniciativa aceita todo tipo de livro. Os destinados ao público infantil de até 6 anos serão especificamente doados a creches no DF.

» Tire uma foto do seu livro

A pesquisa Retratos de Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, mostra que a maioria dos leitores no Brasil é jovem. Dos 5 anos até aos 24, por exemplo, o índice de leitores é sempre superior ao de não leitores. E, se você for um desses jovens, mande para a gente, entre 2 e 8 de janeiro, uma foto do seu livro preferido com uma mensagem dizendo por que ele é especial. As fotos serão publicadas no www.correiobraziliense. com.br/voltaasaulas e algumas serão selecionadas para o suplemento Volta às Aulas, que circulará no Correio em 12 de janeiro. O suplemento e o portal trazem informações sobre educação, dicas de literatura, artigos de especilistas, novidades sobre leis de materiais escolares e mochilas pesadas, além de receitas de lanches saudáveis e conselhos para uma adaptação tranquila em uma nova escola, entre outros temas.
 
 

Thursday, January 16, 2014

Segunda maior cidade alemã inicia plano de mobilidade para tirar carros das ruas

16/1/2014 - 01h26

Segunda maior cidade alemã inicia plano de mobilidade para tirar carros das ruas

por Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil
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Com a interligação das áreas verdes com ciclovias e vias para pedestres, será possível se locomover por toda a cidade sem o uso de automóveis. Foto: Prefeitura de Hamburgo

Hamburgo, no norte da Alemanha, está começando a por em prática um plano para ligar as maiores áreas verdes do município através de ciclovias e vias para pedestres, possibilitando o deslocamento por toda a cidade sem a necessidade de automóveis.
A chamada Rede Verde (Grünes Netz) deve ser construída nos próximos 15 a 20 anos e as vias para pedestres e bicicletas ligarão todos os parques, reservas, playgrounds, jardins comunitários e cemitérios dos sete distritos do município, que correspondem a 40% da área total de Hamburgo. Aumentando o número de ciclovias e vias para pedestres e diminuindo o acesso dos carros, espera-se que a utilização de automóveis seja reduzida substancialmente.
Atualmente, Hamburgo é considerada uma das melhores cidades para se viver no mundo, mas um de seus pontos fracos é o transporte: seus oito milhões de residentes têm como principal meio de locomoção os veículos particulares.
“Outras cidades têm anéis verdes, mas a Rede Verde de Hamburgo será única, cobrindo da área de periferia ao centro da cidade. Em 15 a 20 anos será possível explorar a cidade exclusivamente de bicicleta e a pé”, colocou Angelika Fritsch, porta-voz do departamento de planejamento urbano e meio ambiente de Hamburgo, ao jornal The Guardian.
“Para garantir que o plano integre toda a cidade, uma equipe trabalhará com uma pessoa de cada um dos sete distritos da região metropolitana. Unir esses espaços garantirá que todos os residentes poderão desfrutar de acesso à natureza e de um passeio sustentável”, afirma o plano.
Além disso, ainda mais áreas verdes serão acrescentadas, aumentando para sete mil hectares esses locais na cidade e imediações, que, além de servirem de vias para os pedestres e ciclistas, permitirão a realização de outras atividades de lazer, e serão utilizados até mesmo para conectar habitats de animais silvestres, permitindo que eles cruzem o município sem o risco de serem atropelados.
“[A Rede Verde] oferecerá oportunidades às pessoas de caminhar, nadar, fazer esportes aquáticos, desfrutar de piqueniques e restaurantes, vivenciar e observar a natureza e a vida selvagem bem no meio da cidade. Isso reduz a necessidade de pegar o carro para passeios de fim de semana fora da cidade”, observou Fritsch.
Dados do Escritório Climático do Norte da Alemanha do Instituto para Pesquisas Costeiras afirmam que, nos últimos 60 anos, a temperatura média do município aumentou em 1,2ºC para uma média de 9ºC. Nesse mesmo período, o nível do mar em Hamburgo aumentou 20 centímetros, e prevê-se que aumentará outros 30 centímetros até 2100.
Por isso, além de contribuir para aumentar a qualidade de vida da população, o plano visa ajudar no combate às mudanças climáticas – reduzindo as emissões do setor de transporte – e diminuir o risco de enchentes, que aumentou com a elevação do nível do mar.
Felizmente, a cidade não é a única a adotar essa estratégia; Copenhagen, capital da Dinamarca, também tem projetos para desenvolver um planejamento urbano mais sustentável e que combata as mudanças climáticas.
Uma das ações do município dinamarquês, por exemplo, será desenvolver ruas levemente convexas, para que a precipitação não se acumule nas vias e escorra para o meio-fio, onde será coletada. Um dos efeitos das mudanças climáticas em Copenhagen será o aumento no número e intensidade de chuvas e tempestades.
A ideia é que o plano de adaptação climática da cidade, que recentemente ganhou o prêmio Index Design Award, fique pronto até 2033. Atualmente, o município já é conhecido por ter um dos sistemas cicloviários mais abrangentes do mundo.
“Essas medidas contribuirão para uma maior qualidade de vida em Copenhagen. Temos que considerar o que constituirá uma cidade de sucesso no futuro”, comentou Morten Jastrup, analista do Sustainia, um centro de pesquisa da capital dinamarquesa.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.
(CarbonoBrasil) 
 

Wednesday, January 15, 2014

Artigos na área de Recursos Hídricos

Artigos Marcos Airton de Sousa Freitas - Engenheiro Civil - Especialista em Recursos Hídricos


1. FREITAS, M. A. S. Alocação negociada de águas na bacia hidrográfica do Rio Gorutuba (Reservatório Bico da Pedra) - Minas Gerais. IN: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS, 15., 2003, Curitiba. Anais... Porto Alegre: ABRH, 2003.

2. FREITAS, M. A. S. Análise de risco e incerteza na gestão hidroambiental. IN: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS, 15., 2003, Curitiba. Anais... Porto Alegre: ABRH, 2003.

3. FREITAS, M. A. S. A Previsão de secas e a gestão hidroenergética: o caso da bacia do Rio Parnaíba no Nordeste do Brasil. IN: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE REPRESAS Y OPERACIÓN DE EMBALSES, 2004, Puerto Iguazú. Anais... Buenos Aires: CACIER, 2004.

4. FREITAS, M. A. S. Regras de Operação dos Reservatórios da Bacia do Rio Paraíba do Sul / Sistema Guandu. IN: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE REPRESAS Y OPERACIÓN DE EMBALSES, 2004, Puerto Iguazú. Anais... Buenos Aires: CACIER, 2004. v. 1. p.1 - 1.

5. FREITAS, M. A. S. Um Sistema de suporte à decisão para o monitoramento de secas meteorológicas em regiões semi-áridas. Revista Tecnologia, Fortaleza, v. 19, n. 19, p. 19- 30, 1999. Republicado em Revista Tecnologia - ISSN 0101-8191, Fortaleza. Suplemento Comemorativo de 25 anos, p. 85 - 95, 2005.

6. FREITAS, M. A. S. Usos múltiplos da água na bacia hidrográfica do Rio Guaribas (Estado do Piauí). IN: SIMPÓSIO DE RECURSOS HÍDRICOS DO NORDESTE, 6., 2002, Maceió, AL. Anais... Porto Alegre: Editora da ABRH, 2002. v. 1.

7. FREITAS, M. A. S.; SILVEIRA, P. B. M. Políticas de operação de reservatório visando minimizar os impactos sócio-econômicos em situações de escassez. IN: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE REPRESAS Y OPERACIÓN DE EMBALSES, 2004, Puerto Iguazú. Anais... Buenos Aires: CACIER, 2004.

8. GONCALVES, R. W.; PINHEIRO, P. R.; FREITAS, M. A. S. Métodos multicritérios como auxílio à tomada de decisão na bacia hidrográfica do Rio Curu - Estado do Ceará. IN: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS, 15., 2003, Curitiba. Anais... Porto Alegre: ABRH, 2003.

9. LOPES, A. V.; FREITAS, M. A. S. Avaliação das demandas e ofertas hídricas na bacia do rio São Francisco usando modelo de rede de fluxo. IN: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS, 15., 2003, Curitiba. Anais... Porto Alegre: ABRH, 2003.

10. SILVA, L. M. C.; FREITAS, M. A. S. Aplicativo para operação de reservatórios em situações de escassez. IN: SIMPÓSIO DE RECURSOS HÍDRICOS DO NORDESTE, 6., 2002, Maceió, AL. Anais... Porto Alegre: Editora da ABRH, 2002. v.1.

11. SILVA, L. M. C.; FREITAS, M. A. S.; SILVEIRA, P. B. M. Aplicativo para operação de reservatório em situações de escassez - fase II. IN: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HÍDRICOS, 15., 2003, Curitiba. Anais... Porto Alegre: ABRH, 2003. v. 1.

12. FREITAS, M. A. S.; BILLIB, M. H. A.  Drought prediction and characteristic analysis in semiarid Cearâ, northeast Brazil  Published in 1997.

13. Freitas, M.A.S.; Billib, M.H.A. Drought prediction and characteristic analysis in semiarid Ceara, northeast Brazil. Sustainability of water resources under increasing uncertainty. Proceedings of an international symposium of the Fifth Scientific Assembly of the International Association of Hydrological Sciences (IAHS), Rabat, Morocco, 23 April to 3 May 1997, Rosbjerg, D.Boutayeb, N.E.Gustard, A.Kundzewicz, Z.W.Rasmussen, P.F. (eds.).- Wallingford (United Kingdom): IAHS Press, 1997.- ISBN 0-901502-05-8
http://
iahs.info/redbooks/a240/iahs_240_0105.pdf

14. FREITAS, M. A. S. A Decision Support System for Drought Forecasting and Reservoirs Management in Northeast Brazil.
In: VIII Congresso Latino-Americano e Ibérico de Meteorologia, 1998, Brasilia. Anais do VIII Congresso Latino-Americano e Ibérico de Meteorologia, 1998. http://pt.scribd.com/doc/17863281/A-Decision-Support-System-for-drought-forecasting-and-reservoirs-management-in-NortheastBrazil
          http://www.cbmet.com/cbm-files/13-e391e41674a8aab104363bb55a380dc5.pdf

15. GONCALVES, R. W. ; PINHEIRO, P. R. ; FREITAS, M. A. S. ; CASTRO, A. K. A. . Multicriteria Methods as Decision Making Aids in the Hydrographic Basin of Curu River - State of Ceará. In: International Conference Service System and Service Management, 2006, Troyes - França. Proceedings International Conference Service System and Service Management. Troyes : Sponsered by IEEE. v. 1.
http://
pt.scribd.com/doc/17656142/Multicriteria-Methods-as-Decision-Making-Aids

16.
LOPES, A. V. ; FREITAS, M. A. S. . A Alocação de Água como Instrumento de Gestão de Recursos Hídricos: Experiências Brasileiras. REGA. Revista de Gestão de Águas da América Latina, v. 4, p. 5-28, 2007.
http://www.abrh.org.br/rega/REGA_v4_n1.pdf

17. FREITAS, M. A. S. . O Fenômeno das Secas no Nordeste do Brasil: Uma Abordagem Conceitual. In: IX Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste, 2008, Salvador. Anais do IX Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste. Porto Alegre : ABRH, 2008. v. 1. p. 1-1.
http://pt.scribd.com/doc/17656235/O-Fenomeno-das-Secas-no-Nordeste-do-Brasil

18. FREITAS, M. A. S. . O Fenômeno do El Niño e as Secas no Ceará: A Previsão através de Modelos Estatísticos e de Redes Neurais Artificiais. In: I Fórum Interamericano de Gestão de Recursos Hídricos, 1997, Fortaleza. Anais do I Fórum Interamericano de Gestão de Recursos Hídricos, 1997.
http://pt.scribd.com/doc/17656076/O-Fenomeno-do-El-Nino-e-as-Secas-no-Ceara

19. FREITAS, M. A. S. Previsão de Secas por Meio de Métodos Estatísticos e Redes Neurais e Análise de Suas Características Através de Diversos Índices. In: IX Congresso Brasileiro de Meteorologia, 1996, Campos do Jordão. Anais do IX Congresso Brasileiro de Meteorologia, 1996.
http://pt.scribd.com/doc/77137923/PREVISAO-DE-SECAS-REDES-NEURAIS

20. Water Resources Models and Risk Management for Reducing Vulnerability in Semi-arid regions: The Case of Northeast Brazil - ICID+18, 16-20 de Agosto de 2010, Fortaleza - Ceará, Brasil
http://
pt.scribd.com/doc/80495337/Water-Resources-Models-and-Risk-Management

21.
FREITAS, M. A. S. Um sistema de suporte à decisão para o monitoramento de secas meteorológicas em regiões semi-áridas
http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/698.pdf
          http://pt.scribd.com/doc/17656360/Um-Sistema-de-Suporte-a-Decisao-para-o-Monitoramento-de-Secas-Meteorologicas-em-Regioes-Semiaridas

22. BARROS, F. R. M., FREITAS, M. A. S. A previsão de cheias usando redes neurais artificiais
http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/708.pdf

23. FREITAS, M. A. S.  Aspectos a serem considerados quando de uma análise regional integral de secas
http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/473.pdf

24. FREITAS, M. A. S.  Análise estatística dos parâmetros de secas e de cheias hidrológicas em rios intermitentes do semi-árido brasileiro
http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/686.pdf

25. ALECAR, P. F., RIBEIRO, A. V. R., FREITAS, M. A. S.  Modelos computacionais baseados na biologia: algoritmos genéticos e redes neurais artificiais
http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/694.pdf

26. FREITAS, M. A. S., PORTO, A. S.   Considerações sobre um modelo deterministico chuva-vazão aplicado a bacias do semi-árido nordestino
http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/290.pdf

27. FREITAS, M. A. S.   Modelos diarios chuva-vazão em bacias do semi-arido brasileiro
http://hp.unifor.br/pdfs_notitia/452.pdf

28. SISNANDO, S. R. A., FREITAS, M. A. S.  Previsão e Avaliação do Desempenho dos Contribuintes do ICMS do Estado do Ceará utilizando as Redes Neurais Artificiais
http://www.bnb.gov.br/projwebren/Exec/artigoRenPDF.aspx?cd_artigo_ren=411

29. FREITAS, M. A. S.; AFONSO, S.R. O trinômio água-clima-floresta: integração das políticas, governança e participação social no Brasil

30. FREITAS, M. A. S.; BIELENKI JUNIOR, C. Geração de Série de Vazão Média Mensal para a Bacia Hidrográfica do Rio Jari (Pará-Amapá)

31. Freitas, M. A. S. ; Rebello, E. R. G. ; Carvalho, B. E. F. C. ; Costa, J. A. V. ; Cavalcante, O. A. . Estratégias para a redução de riscos de desastres relacionados aos eventos hidrometeorológicos extremos (secas) no estado do Rio Grande do Norte Nordeste do Brasil. In: Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais, 2012, Rio Claro - São Paulo. Anais do Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais. Rio Claro : Editora Unesp, 2012.

32. Costa, J. A. V. ; Carvalho, B. E. F. C. ; Cavalcante, O. A. ; Freitas, M. A. S. ; Rebello, E. R. G. . Desastres Natruais: Estudo de caso, o município de Guidoval/MG. In: Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais, 2012, Rio Claro - São Paulo. Anais do Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais. Rio Claro : Editora da Unesp, 2012.

33. Costa, J. A. V. ; Carvalho, B. E. F. C. ; Cavalcante, O. A. ; Freitas, M. A. S. ; Rebello, E. R. G. . Atuação da Secretaria Nacional de Defesa Civil por meio do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres em Minas Gerais. In: Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais, 2012, Rio Claro - São Paulo. Anais do Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais. Rio Claro : Editora da Unesp, 2012.

34. Rebello, E. R. G. ; Carvalho, B. E. F. C. ; Costa, J. A. V. ; Freitas, M. A. S. ; Cavalcante, O. A. . Diagnóstico, Monitoramento e Prognóstico das Chuvas Intensas no Rio de Janeiro no período de 06 a 09 de Abril de 2010. In: Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais, 2012, Rio Claro - São Paulo. Anais do Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais. Rio Claro : Editora da Unesp, 2012.

35. Rebello, E. R. G. ; Carvalho, B. E. F. C. ; Costa, J. A. V. ; Freitas, M. A. S. ; Cavalcante, O. A.  Condições Meteorológicas das Chuvas Fortes que  Atingiram a Região Serrana do Rio de Janeiro no dia 12.01.2011. In: Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais, 2012, Rio Claro - São Paulo. Anais do Congresso Brasileiro Sobre Desastres Naturais. Rio Claro : Editora da Unesp, 2012.

36. FREITAS, M. A. S. . SAGE: Um Pacote Computacional para a Geração de Vazão em Rios de Regiões Semi-áridas. In: XIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, 2001, Aracaju. Anais do XIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. Porto Alegre : ABRH, 2001.

37. FREITAS, M. A. S. ; GONDIM FILHO, J. G. C. . Modelos de Previsão de Cheias na Bacia Amazônica. In: XVI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, 2005, João Pessoa. Anais do XVI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos. Porto Alegre : Editora da ABRH, 2005. v. 1. p. 23-23. http://pt.scribd.com/doc/17655750/ABRH2005-Cheia-Amazonia-Artigo2

38. Freitas, M. A. S.; Gondim Filho, J. G. C. Curva de Aversão ao Risco para os reservatórios Armando Ribeiro Gonçalves e Curemas-Mãe D´água. XVII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, 2007.

39. Freitas, M. A. S.  Vinculando las necesidades sectoriales con la disponibilidad hídrica en la región. In: CIIFEN; WMO. (Org.). Memorias Técnicas del Taller: Integración de los Pronósticos Estacionales con la Información Hidrológica para los sectores vinculados al agua en el Oeste de Sudamérica. 1ed.Guayaquil: CIIFEN-WMO, 2010, v. 1, p. 85-96.
http://www.infoandina.org/sites/default/files/publication/files/memoria_tecnica_taller_hidrologia.pdf

40. ES Martins et al. (2013) Climate Change Impacts on Water Resources Management: adaptation challenges and opportunities in northeast Brazil. Worldbank.
http://www-wds.worldbank.org/external/default/WDSContentServer/WDSP/IB/2013/07/15/000356161_20130715142452/Rendered/PDF/795280WP0P144500Box037737900PUBLIC0.pdf

41. Martins, Eduardo Sávio P. R.; Braga, Cybelle Frazão Costa; De Nys, Erwin; Filho, Francisco de Assis de Souza; e Freitas, Marcos Airton de Souza. Impacto das Mudanças do Clima e Projeções de Demanda Sobre o Processo de Alocação de Água em Duas Bacias do Nordeste Semiárido – 1ª Edição
(revisada) – Brasília – 2013, 112p.   ISBN 978-85-63879-06-6

42. Alan Vaz Lopes; André Raymundo Pante; Leonardo Mitre Alvim de Castro & Marcos Airton de Sousa Freitas - Estudo Técnico de Apoio ao PBHSF - nº 16. Alocação de Água. Subprojeto 4.5C - Plano Decenal de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco - PBHSF (2004-2013).
http://www.ana.gov.br/prhbsf/arquivos/Estudos/ET%2016%20Alocacao%20de%20Agua.pdf

 

Monday, January 13, 2014

Bruna Beber lança 'Rua da padaria' e confirma seu lugar na poesia brasileira contemporânea

Poeta tem dicção própria e não tem medo de enfrentar o mundo e mergulhar na memória

André Di Bernardi Batista Mendes - Estado de Minas Publicação:11/01/2014 00:13Atualização:11/01/2014 10:21
 
Para a poeta Bruna Beber, “tudo é letra, palavra, e som”, que se transforma em memória, talento, poesia. A escritora carioca acaba de lançar, pela Editora Record, Rua da padaria, onde reafirma o seu estilo forte e despojado. Depois de A fila sem fim dos demônios descontentes, seu livro de estreia, publicado em 2006, depois de Balés, seu segundo livro, de 2009, depois de Rapapés & apupos, de 2012, Beber mira e aponta sua verve para o certo e prova que já deixou de ser uma promessa literária. Joveme audaciosa, Bruna mostra que tem fôlego e talento de sobra.

Bruna confunde o leitor. O melhor desta jovem poeta é que ela gosta das coisas necessárias: gentes, lembranças, pão e manteiga, que pode ser palavra e poesia. Beber escreve dentro de um processo legítimo de perdas e ganhos (mais perdas do que ganhos), a poeta escreve num turbilhão legítimo de legítimas intuições necessárias.

Esta boa poeta fala de preguiças e “perderes”, fala de dúvidas e lírios e canta suas dores, e canta suas perdas, principalmente sementes vindas da infância, boas matérias e substrato para o que há de melhor em termos de arte – e poesia.

Bruna transita, solta, entre esquinas e circunferências, entre “prédios que assistem os ônibus”, ela mesma a melhor observadora do mundo. É que os olhos dos poetas enxergam um ambiente de cores, é que a alma dos poetas bebem de um mundo que aceita todas as cores, do cinza ao branco, passando pelos azuis de céus e pelos lilases de pássaros indecifráveis até certo ponto.

Bruna molha suas plantas (seus versos, seus poemas), com o carinho, com o desvelo de quem merece e salva em si o que tem de melhor. Porque “tudo tem barulho de mar”, porque Bruna percebeu a alegria dos monges, porque Bruna sacou que tudo importa: do inseto ao céu, pois tudo vibra. Bruna adivinhou que existem cavernas e biritas, panelas, dinossauros alados. Só mesmo uma poeta para dizer e alertar: “tem mar de todo tipo.”

Bruna tem, acima de tudo, uma grande qualidade quando o assunto é poesia: síntese. Muitos poemas do livro carregam sóis inteiros, à maneira de haikais, luas que fazem nascer na página, no livro, a poesia. Bruna não desbanca a palavra, ela encara o verbo e com ele bebe e brinca até nascer o verso. Um verso inacabado por natureza. Uma poesia urgente de marulho e incerteza.

Um bom poeta é puro e cheio de urgências. É incrível o poder, a dimensão que ganha uma simples toalha bordada quando o branco, ou as cores possíveis de tal urdidura, ganham asas e estatura de coisa/poesia.

Por que padaria? Por que rua? Porque homem é sinônimo de fome, e poesia é um muito pão. Porque é nas ruas que a vida acontece, de forma vil e grotesca, a rua é o nosso ambiente mais familiar. Pão e circo: somos seres necessariamente famélicos.

Bruna sabe dizer de si e de nós. Ela transita para alertar. O que dói primeiro vai doer para sempre: pode ser uma música no parque, pode ser, e é, uma grande alegria que só sentem os homens, as avós, as tias, as mães, os pais, os filhos e os poetas, que são as pétalas da mais alta árvore. Bruna Beber tem poemas traduzidos e publicados na Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos, México e Portugal. A poeta nasceu em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, em 1984.

RUA DA PADARIA

• De Bruna Beber
• Editora Record
• 68 páginas, R$ 25


Três perguntas para...

Bruna Beber
escritora

Como surgiu a inspiração para o título do livro?
A ideia para o título surgiu quando me dei conta de que queria explorar minha memória de infância no livro. Nasci e cresci na Baixada Fluminense. Não sei fazer o paralelo geográfico-econômico com Minas, mas é uma região de cidades-satélite do Rio. São municípios que têm sua economia própria, mas que não dão conta da sobrevivência de todas as pessoas, grande parte delas trabalha no Rio e na Zona Sul do Rio. Eu nasci em Duque de Caxias, onde morei até os 10 anos, e cresci em São João de Meriti, minha família ainda mora e se divide entre essas duas cidades. Minha avó morava num bairro de pequeno, cheio de pessoas de vários estados do brasil, sobretudo nordeste, que vinham tentar a vida no estado do Rio. Lá, na casa dela, passei boa parte da infância. Aquela coisa: uma igreja central, uma rua do comércio, uma rua dos ônibus. O açougue, a farmácia e a padaria eram grandes referências de localização, me dei conta disso depois que cresci, e também depois que conheci outras cidades pequenas. Sendo assim, as ruas não eram chamadas, na maior parte do tempo, por seus nomes, mas sim pelo estabelecimento mais importante localizado nelas. Minha avó e toda a minha família sempre se referiam a essa rua como “rua da padaria”, e assim o fazem até hoje. Daí a ideia de intitular o livro de Rua da padaria. Eu queria falar do pequeno para o grande, da minha “praça íntima”, mas também física, e homenagear não só a minha rua da padaria, mas as ruas da padaria que existem por aí.

Qual é a importância da memória para a sua poesia?

Nesse livro, especificamente, a memória tem um papel central. Houve um esforço de reconstituição, ou de construção mesmo, do que vivi ou de como imagino ter vivido. Quis pontuar algumas questões muito vivas daquela época – a cultura popular, os sotaques que se misturavam, a distância do mar, as brincadeiras, as primeiras paqueras, a escola, a convivência familiar numa família muito grande e unida, porém muito diversa, os eventos de cidade pequena etc. Só consegui escrever esse livro muitos anos depois de não só ter saído da casa dos meus pais, mas também do Rio, e de ter ido morar em São Paulo, onde vivo desde 2007.

Quais são os seus próximo projetos?

Em 2014 vou terminar de lançar/divulgar o livro que escrevi para crianças e lancei recentemente, o Zebrosinha. Estou envolvida em alguns projetos de literatura e vou dar também oficinas de poesia em alguns lugares do Brasil. Estou terminando de traduzir um romance e pretendo dar prosseguimento a uma narrativa longa que quero contar. 

Günter Grass: Wohl kein neuer Roman mehr

Günter Grass wird das Schreiben nicht einstellen.
Günter Grass wird das Schreiben nicht einstellen. © Markus Scholz
Literatur

Günter Grass: Wohl kein neuer Roman mehr

Literaturnobelpreisträger Günter Grass glaubt nicht an einen neuen Roman aus seiner Feder. "Ich bin jetzt 86. Ich glaube nicht, dass ich einen Roman noch schaffen würde", sagte er der "Passauer Neuen Presse".
Hamburg/Passau. Sein Gesundheitszustand lasse auch nicht zu, über einen Zeitraum von fünf oder sechs Jahren zu planen. "Das wäre Voraussetzung für die Recherchearbeiten zu einem Roman."
Das Schreiben ganz einzustellen komme für ihn allerdings nicht infrage. Zuletzt habe er mit dem Zeichnen wieder zu einer kreativen Tätigkeit gefunden. Daraus hätten sich nun auch schon erste Texte ergeben. "Daran arbeite ich." Grass wohnt in Behlendorf bei Lübeck.
dpa

http://www.neuepresse.de/Nachrichten/Kultur/Uebersicht/Guenter-Grass-Wohl-kein-neuer-Roman-mehr

Friday, January 10, 2014

Matemático cazaque encontra solução para um dos Problemas do Milênio




Moscou, 10 jan (EFE).- Um matemático cazaque disse ter encontrado a solução parcial para a equação Navier-Stokes sobre a mecânica de fluidos, um dos sete problemas do milênio lançados pela Fundação Clay em 2000 e cuja resolução é premiada com US$ 1 milhão.

O professor universitário Mujtarbay Otelbayev explicou a solução em um artigo intitulado "A existência de uma boa solução da equação Navier-Stokes" e publicado pela "Revista Matemática" cazaque.

Otelbayev, diretor do Instituto Matemático da Universidade Nacional Euroasiática de Almaty, garantiu ter chegado a uma resposta satisfatória e única para o famoso conjunto de equações em derivadas parciais não lineareis que descrevem o movimento de qualquer fluído.
Até agora, soluções para a equação Navier-Stokes só tinham sido definidas em casos muito particulares.

Agora a comunidade científica deve determinar se o matemático cazaque encontrou realmente a solução para o enigma. Caso isso seja confirmado, permitiria avançar em muitos âmbitos da física e da engenharia, como é o caso da aeronáutica.

Até agora, só o cientista russo Grigori Perelman foi capaz de resolver um dos problemas do milênio (a Conjectura de Poincaré), o que valeu a medalha Fields, conhecida como o Nobel da Matemática, e um prêmio de US$ 1 milhão, mas ele rejeitou os dois prêmios.

A Fundação Clay apresentou os Problemas do Milênio em comemoração dos famosos 23 problemas enunciados por David Hilbert no Congresso Internacional de Matemáticos de Paris de 1900.

Os cinco problemas restantes são "P versus NP", "conjectura de Hodge", a "hipótese de Riemann", a "existência de Yang-Mills e a falha na massa " e a "conjectura de Birch e Swinnerton-Dyer ".

EFE
io/cd

Thursday, January 09, 2014

Show de Metá Metá com as participações especiais

Em comemoração ao aniversário de São Paulo, no dia 25 de janeiro, o Parque Villa Lobos recebe um grande show de Metá Metá com as participações especiais da banda Mulheres Negras e da cantora Ná Ozzetti. A apresentação acontece no Teatro de Arena, a partir das 14h, com entrada Catraca Livre.

divulgação
divulgação
Metá Metá se apresenta no Parque Villa-Lobos ao lado de Ná Ozzetti e Mulheres Negras no dia do aniversário de São Paulo

“Além do nosso repertório e das participações especiais, a intenção do show é também fazer uma homenagem a São Paulo no dia do aniversário da cidade”, afirma Thiago França, saxofonista e flautista do Metá Metá. O trio formado por Thiago, Juçara Marçal (voz) e Kiko Dinucci (guitarra e voz) apresenta as canções de seu último álbum “Metal Metal”, entre outras do seu repertório, além de canções escolhidas especialmente para essa apresentação.
Ná Ozzetti iniciou sua carreira em 1979 como integrante do grupo Rumo. No decorrer de sua carreira, já dividiu palco com nomes como Zélia Duncan, Mônica Salmaso, Ivan Vilela, entre outros. Recentemente lançou seu último álbum “Embalar”.

Já a dupla Mulheres Negras, banda marcante dos anos 1980, é formada por André Abujamra e Maurício Pereira, e mistura ritmos e gêneros como rock, pop, clássico, punk, música caipira, jazz, entre outros. Os dois também ficaram conhecidos por conta das irônicas e divertidas letras que compunham.

Serviço
O que: Metá Metá, Mulheres Negras e Ná Ozzetti comemoram o aniversário de São Paulo
Quando: Sáb 25/01 às 14:00
Quanto: Catraca Livre
http://www.ambiente.sp.gov.br/parquevillalobos/
Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001
Alto dos Pinheiros - Oeste
São Paulo (11) 3023-0316/ (11) 3023-2229

http://catracalivre.com.br/sp/agenda/gratis/meta-meta-mulheres-negras-e-na-ozzeti-no-parque-villa-lobos/

FOTO TABOCA, de Marcos Freitas



FOTO TABOCA

Quem não deixou
sua alma aprisionada
em 3X4
no lambe-lambe
do Seu Chiquinho
na Praça da Bandeira?

Marcos Freitas.
No livro: Urdidura de Sonhos e Assombros: poemas escolhidos (2003-2007), Ed. Cbje, RJ, 2010.




Fonte:Folder " a praça deu bandeira!".Fundac.1985.

http://kakiafonso.blogspot.com.br/2010/08/praca-da-bandeiratensoes-e-conflitos.html

Céu de Brasília, de Toninho Horta


A cidade acalmou logo depois das dez
Nas janelas a fria luz da televisão divertindo as famílias
Saio pela noite andando nas ruas
Lá vou eu pelo ar asas de avião
Me esquecendo da solidão da cidade grande
Do mundo dos homens num vôo maluco
Que eu vou inventando e vôo até ver nascer
O mato, o sol da manhã, as folhas, os rios, o azul
Beleza bonita de ver nada existe como o azul
Sem manchas do céu do Planalto Central
E o horizonte imenso aberto sugerindo mil direções
E eu nem quero saber se foi bebedeira louca ou lucidez.

Toninho Horta.


A Poesia de José Expedito Rego

expedito
José Expedito  de Carvalho Rêgo,  foi romancista, poeta, médico e jornalista, nasceu em Oeiras no dia 1° de junho de 1928. Escreveu , entre outros, os romances “Né de Souza”, uma biografia romanceada de Manoel de Souza Martins, o Visconde da Parnaíba, e “Malhadinha”, considerado pela crítica como sua obra prima.José Expedito também é reconhecido por defender o patrimônio histórico de Oeiras, sendo membro fundador do Instituto Histórico de Oeiras
Como jornalista editou em Oeiras, em parceria com Possidônio Queiroz e Costa Machado, o jornal mensal ” O Cometa” , que circulou na cidade de 1971 a 1976. Foi membro titular da cadeira número 2 da Academia Piauiense de Letras e morreu no dia 31 de março de 2000. No ano de 1999 lançou o livro de poesia intitulado “Horas sem tempo”, neste livro faz uma homenagem a sua mãe D. Carmem Reis, com a poesia ” Os três reis magos”. Seus trabalhos incluem este livro de poemas, quatro romances e uma obra de crônicas, publicada postumamente,neste livro estão reunidas  todas suas crônicas que foram publicadas em jornais.
  • Obras do Autor:
  • Vaqueiro e Visconde (na primeira edição se intitulava Né de Souza).
  • Malhadinha 1990.
  • Vida em contraste 1992.
  • Os caminhos da loucura 1996.
  • Horas sem tempo 1999.
  • Crônicas esquecidas (obra póstuma) 2009.
Poesia “Os três Reis Magos” de José Expedito Rego.(1999)

os tres reis magros
Gaspar veio das bandas do Jurani
Tinha os cabelos louros e os olhos azuis
O rosto cheio de sardas, o nariz arrebitado
Montava uma motocicleta de sonhos
Ultrapassava todos os carros
Na avenida Transamazônica
Ouvira sua mãe dizer
Que Jesus nasceria naquela noite
E que uma grande estrela pendurada no céu
Apontava para o lugar do prodígio
Gaspar montava sua motocicleta de sonhos
E voava no rumo da grande estrela
Melchior morava ao pé do morro do Leme
Tinha o moreno afogueado dos caboclos do Brasil
Cabelos lisos e corridos
Olhos ardentes, corpo desnutrido
Montava um cavalo de talo de carnaúba
E viu a grande estrela
Na direção da grande praça
Perguntou a uma mulher que passava a seu lado
E soube que nascera o Salvador
E que haveria presentes para as crianças
Aumentou o galope de seu cavalo de pau
Baltazar desceu do alto do Rosário
Negrinho como a noite
Vinha chutando uma lata sobre os lajedos
Com o pé saído dos murais de Portinari
Viu também a estrela
Que parecia pairar sobre o largo da Matriz
E quis saber o que era…
Foi Jesus que nasceu!—uma voz disse ao lado
Ele montou num carneiro que passava
E atravessou a ponte do riacho da Pouca Vergonha
E Gaspar
E Melchior
E Baltazar
Chegaram juntos na grande praça
A estrela estava sobre a torre da matriz
E as freiras distribuíam presentes aos meninos pobres
Mas já estava no fim
Cada um ganhou apenas um saquinho de bombons
E saíram pulando
Chupando os confeitos
Foram visitar os presepes
Entraram numa casa
Onde havia um muito bonito
Todo enfeitado de ramos verdes
Bolas coloridas e bichinhos de matéria plástica
Sobre a areia da mesa
No centro o Menino-Deus
Deitado sobre o bercinho de palha
Em volta, José, Maria, os pastores
E Gaspar
E Melchior
E Baltazar
Ficaram parados em redor do presepe
Admirando tanto bichinho bonito…
Gaspar roubou em elefante
Melchior roubou uma vaquinha
E Baltazar roubou o galo
Que estava empoleirado num ramo de alecrim
Saíram de mansinho
Sem que ninguém notasse
A não ser o menino-Jesus de barro
Que do berço sorriu seu mais belo sorriso

Fonte: http://www.facesdopiaui.com.br/category/poesias/

Mirian Marques e grupo

Mirian Marques e grupo

AndréZimmerer/Divulgação

Miriam Marques se apresenta com grupo com o melhor do MPB e samba no Bar do Ferreira.

Horário: Sexta, às 21h

Informações:

Data - 17/01/2014 a 17/01/2014
 
 
 
 
 

Wednesday, January 08, 2014

Cânticos ao guerreiro mandu ladino



Marcos Airton de Sousa Freitas
Brasília / DF

Cânticos ao guerreiro mandu ladino



o mato cheiroso daquela hora
é flecha certeira
é grito tupinambá
o mato cheiroso daquela hora
é onça pintada
é pintura jaicó
o mato cheiroso daquela hora
é rede de embira
é artefato timbira
o mato cheiroso daquela hora
é cobra na ribanceira
é saudação pimenteira
o mato cheiroso daquela hora
é lágrima de miridan
é lamento acaraó
o mato cheiroso daquela hora
é silvo guerreiro
é nado tremembé
o vento airoso daquela hora
é canto ladino
é elegia arani

Tuesday, January 07, 2014

Urdidura de sonhos e assombros, de Marcos Freitas

Escritor piauiense Marcos Freitas lança Urdidura de sonhos e assombros

Publicação: 17/09/2010 08:00 Atualização:
 

Existem pessoas que nascem em um berço tão sólido que seria improvável não vê-las atuando em alguma linguagem artística. O engenheiro piauiense Marcos Freitas é uma delas. Oriundo de uma família dedicada aos movimentos culturais, ele gosta de destacar que, além de seu pai, seus tios e seu avós terem sido escritores, a família foi a grande responsável pela fundação da Academia Piauiense de Letras, que contou com familiares como Lucídio, Clodoaldo e Alcides Freitas. “Minha parente Amélia de Freitas Beviláqua foi a primeira mulher a tentar integrar a Academia Brasileira de Letras, antes mesmo da Rachel de Queiroz”, completa.

Seguindo os passos, Marcos também tornou-se escritor e poeta. Hoje, ele soma 12 livros publicados. Entre eles estão três obras técnicas sobre engenharia e outras nove, todas de poesia. “Primeiro fui estudar para me tornar engenheiro. Só depois passei a me dedicar mais à literatura, já que infelizmente ainda não dá para viver de poesia”, explica.

A última obra, Urdidura de sonhos e assombros, lançada pela editora Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE), é uma antologia que traz cerca de 250 poemas escritos entre os anos de 2003 e 2007, todos retirados das seis primeiras publicações do autor. “Urdidura junta textos produzidos em solo brasiliense, já que moro aqui desde 2001”, atualiza o engenheiro civil, que se mudou para a cidade por conta de sua posição na Agência Nacional de Águas (Ana).

Por escrever desde os 10 anos, o autor declara ter material acumulado, até dois romances que nunca foram impressos, mas que pretende lançar na praça em breve. Com 47 anos, além de ser letrista, músico amador e de possuir participações em diversas atividades, cargos de chefia e cursos voltados para a engenharia, Marcos se destacou em sua carreira literária por fazer parte do Coletivo de Poetas do Distrito Federal e por suas prosas contemplarem diversas antologias, como a Contos e crônicas livre pensador, da editora Scortecci; a Antologia de poetas brasileiros contemporâneos nº 4 e As 100 melhores poesias de 2004, ambas da mesma CBJE, que distribui seu último lançamento.

Marcos também possui uma obra chamada Staub und schotter (poeira e cascalho, em tradução literal para português), na qual uniu suas poesias feitas em línguas estrangeiras, como inglês, português, espanhol, italiano, francês e alemão; e já participou do projeto Poesia 10-10-10, ao lado do reconhecido poeta Nicolas Behr.

Trecho

Aflorações
fuga de corrente?
quem sabe
meu coração
não tem voltímetro
súbito?
quem sabe
meu trapézio
não tem lona
chuva de maio?
quem sabe
meu querer
não tem ensaio
desvario?
quem sabe
minha calçada
não tem meio-fio







APRESENTAÇÃO

Marcos Freitas chega, precocemente, à primeira antologia de poemas (2003-2007), num percurso de produção intensa e constante. Engenheiro como o nosso Joaquim Cardoso (calculista das obras de Niemeyer, na mesma Brasília em que agora, no ano de seu cinquentenário de fundação, vive Marcos Freitas). Cientista e poeta, uma combinação que vem das origens da poesia, quando o verso era também o curso e o discurso do saber científico, da poiesofia, da techné. Também o grande João Cabral de Melo Neto reclamava ser a poesia um exercício de engenharia, de engenho e arte. Marcos Freitas também é nordestino e atua na criação poética com suor e destreza, como queria o modernista Cassiano Ricardo:

POÉTICA

1
Que é a Poesia?

uma ilha
cercada
de palavras
por todos
os lados.

2

Que é o Poeta?

um homem
que trabalha o poema
com o suor do seu rosto.
Um homem
que tem fome
como qualquer outro
homem.


(De Jeremias Sem-Chorar. São Paulo: José Olympio, 1964)

Marcos Freitas, no entanto, é um poeta lírico, mas também tem raízes sociais, e em versilibrismo avança no domínio de sua técnica, reconhecendo "um poema / tão denso e pequeno / que não cabe em si", que é o desafio. Síntese, amálgama, fusão de idéias e sentidos, e — por que não? — de mementos e sentimentos.

Poesia como um exercício de vida. Poesia e vida: "em letras garrafais/ te sinto/ e / te desejo/ como a uma botelha de absinto." Botelha, com origem no francês (bouteille), mas em português seleto, como o próprio absinto que o poeta evoca. Poesia é também estas coisas que vem das coisas, mas que são outras coisas, coisas que só existem na poesia, e que o leitor também aprecia, no caso, da própria garrafa-poema lançada ao universo.

Não é um poeta narcisista e ensimesmado. É um poeta da noite, das relações, dos acasalamentos. "Um jeito meio assim", casual, jovem, de um propósito construído na circunstância. Tátil. Verso solto, que é contido, mas também desprendido e sutil, que é um registro sensorial e ao mesmo tempo mental, recursivo, pois o poeta sempre volta à solidão e ao espelho. Os tais "momentos-intantes" de que nos fala Marcos em um de seus poemas.

Nordestino desterrado, levado a terras distantes. A outras línguas e experiências, guarda um tanto a aparência de um passado que ele mantém vivo —não apenas porque conserva a vasta cabeleira dos rebeldes, mas por manter uma dialética questão com o tempo: "o tempo passado,/ passado sem os meus. /o tempo futuro/ futuro para os seus?", diz no poema da Irreversibilidade.

Queiramos ou não, a poesia nos remete sempre à autobiografia, ao memorialismo, que não é apenas do poeta, mas sobretudo do leitor, que se identifica e se reconhece.

FOTO TABOCA
Quem não deixou
sua alma aprisionada
em 3X4
no lambe-lambe
do Seu Chiquinho
na Praça da Bandeira?

A poesia de Marcos flui e reflui. É relicário e é ofertório, como a sua/nossa Cajuina que é "pura, cristalina/ do Piauí, genuína". Ah, Marcos viveu na Alemanha, escreve seus poemas em várias línguas, mas tem um retrato ovalado na parede que ele trouxe do seu Piauí, naquela "difusa fronteira de tua (dele, nossa) verve fantasia."
De carne e sonho, de beijos e coices de amor, como queria Oswald de Andrade.

Antonio Miranda  


Friday, December 27, 2013

Climate Change Impacts on Water Resources Management



Climate Change Impacts on Water Resources Management
Adaptation Challenges and Opportunities in Northeast Brazil

Eduardo Sávio Martins, President, Meteorology and Water Resource, Center of Ceará State
Cybelle Frazão Costa Braga, Consultant, World Bank
Francisco de Assis de Souza Filho, Professor, Federal University of Ceará
Marcia Alcoforado de Moraes, Professor, Federal University of Pernambuco
Guilherme Marques, Professor, Federal Center for Technological Education
Eduardo Mario Mendiondo, Professor, University of São Paulo
Marcos Airton de Sousa Freitas, Senior Water Resources Specialist, Brazil National Water Agency
Victor Vazquez, Water and Sanitation Specialist, World Bank
Nathan Engle, Climate Adaptation Specialist, World Bank
Erwin De Nys, Senior Water Resources Specialist, World Bank

http://www-wds.worldbank.org/external/default/WDSContentServer/WDSP/IB/2013/07/15/000356161_20130715142452/Rendered/PDF/795280WP0P144500Box037737900PUBLIC0.pdf