Em entrevista inédita, Carlos Reichenbach fala sobre sua relação precursora com a internet
Agência O Globo
Publicação: 15/06/2012 10:04 Atualização: 15/06/2012 10:18
Carlos Reichenbach foi um dos primeiros diretores brasileiros a usar os blogs para descrever os bastidores de suas filmagens
O cineasta Carlos Reichenbach, morto na quinta-feira após uma parada cardíaca, usava pelo menos quatro e-mails. Um mais formal, com seu sobrenome imperativo (“reichenbach@”); outro menos sério, mas ainda altivo (“comodoro@”); um terceiro poético (“olhos.livres@”) e o quarto, nostálgico (“doiscorregos@”, nome de um de seus filmes, de 1999, inspirado em uma visita à cidade paulista de Dois Córregos).
Quem trocasse e-mails com ele era confundido por um quase-enredo de referências: ora respondia como comodoro, ora com olhos livres, ora por dois córregos. Mas os muitos emails eram só um dos sintomas da relação intensa que Carlão desenvolveu com a internet, desde sua popularização, no final dos anos 90.
Em vez de resmungar de tanta modernidade, como muitos dos seus contemporâneos, ele percebeu as possibilidades da rede e incorporou a interatividade ao seu processo cinematográfico. Foi um dos primeiros diretores brasileiros a usar os blogs para descrever os bastidores de suas filmagens, expor dúvidas, ouvir sugestões, e até discutir com os leitores/espectadores, se fosse preciso, na defesa de um take ou da escalação de um ator.
Seu conhecimento profundo da história do cinema fazia dos posts verdadeiras aulas de roteiro e direção (tudo organizadíssimo, até hoje, no www.olhoslivres.com). No mesmo endereço, criou ainda um inventário sobre cinema, com listas de sites sobre todo tipo de informação relacionada. Inventou até um prêmio para os melhores endereços – o “Quepe do Comodoro”.
Recentemente, adotou o Facebook como mais uma plataforma para disseminar listas e opiniões sobre filmes. Em 2007, enquanto rodava “Falsa loura”, Carlão explicou a importância desta experiência virtual em uma entrevista por e-mail, que acabou nunca sendo publicada.
Como começou esta relação tão intensa com a internet?
Eu venho escrevendo na web há mais de seis anos. Comecei com uma coluna no portal Terra chamada CARTAS DO REICHENBOMBER; apelido dado pelo amigo e poeta Roberto Piva, já que somos ambos fascinados pelos pensadores libertários (http://www.terra.com.br/cinema/opiniao/coluna_arq.htm#reich). Lá escrevia por diletantismo sobre filmes e assuntos correlatos.
Depois mantive por dois anos uma coluna no Cineclick. Nessa época eu era pago para isso. Foi lá que comecei a escrever um diário das filmagens de GAROTAS DO ABC (na época o filme se intitulava AURÉLIA SCHWARZENEGA). Na terceira semana de filmagem, o Cineclick suspendeu a coluna por razões econômicas e eu recebi vários e-mails de leitores e amigos reclamando o meu silêncio.
Foi então, em fevereiro de 2004, que resolvi criar um blog em outro provedor, o REDUTO DO COMODORO (http://redutodocomodoro.zip.net/), para reencontrar os leitores e amigos virtuais e escrever sobre tudo o que eu quisesse, mas sempre dando ênfase ao cinema e às sessões que eu organizo mensalmente no Cinesesc, em São Paulo, voltadas aos filmes que dificilmente chegam ao país e aos cinemas nativos.
E o blog foi crescendo...
O sucesso destas sessões e o retorno do blog me obrigaram a comprar um domínio, que nominei de OLHOS LIVRES; meu filho Leonel me ensinou a mexer nos programas e assim criamos o site OLHOS LIVRES (http://www.olhoslivres.com), onde posso oferecer informações a respeito dos meus filmes e das minhas atividades a qualquer pessoa interessada. Isso me livra de ficar enviando currículo a Deus e todo mundo.
No site, além das fichas de todos os filmes fiz, disponibilizei MP3 de algumas trilhas e comecei a inventariar todos os sites e blogs de cinema e artes correlatas. Criei um prêmio chamado QUEPE DO COMODORO, justamente para premiar os melhores sites e blogs de cinema do país.
Acho que esta foi uma empreitada pioneira e é esta página de links (http://www.olhoslivres.com/links.htm) o meu endereço mais visitado todos os dias, até hoje. Na Olhos Livres pude também driblar a limitação de texto habitual dos blogs. Hoje, mantenho o blog, o site e algumas comunidades no Orkut.
Recebi vários convites para manter colunas permanentes em outros endereços, mas nenhum deles me permite a liberdade do meu próprio espaço, onde falo de cinema, música, artes em geral, comportamento, humor, mulheres bonitas e até de presunto de Parma.
Como surgiu a idéia de compartilhar com os internautas os bastidores das filmagens?
Comecei inicialmente a postar o material de filmagem de FALSA LOURA por uma razão muito específica: como estávamos ocupados durante o dia com a filmagem e eu não tinha tempo para aprovar as fotos de cena da fotógrafa Luciana Benaduce, tive a idéia de usar o blog para isso.
Além disso, nossas divulgadoras queriam material para a imprensa durante a filmagem. Eu postava a foto no blog e ela era distribuída para a mídia. Como, para minha surpresa, os leitores fiéis do blog foram pedindo mais imagens de FALSA LOURA, eu continuei postando mais fotos de cena e de trabalho.
O curioso é que com isso, o blog ganhou leitores atípicos; entre eles, fãs assumidas de Maurício Mattar, Cauã Reymond, da banda Trupe e até da jovem atriz Rosanne Mulholland.
Como é a sua relação com os leitores?
O retorno do blog é fantástico. Fiz muitos amigos via blog e site. Vários deles vim a conhecer nos festivais de cinema que passei nos últimos anos. Conheci pessoalmente amigos virtuais herdados do blog em Fortaleza, Recife, na França, nos Estados Unidos, etc.
O blog serve também para tirar dúvidas do leitor. Tem gente que escreve para saber onde encontrar esse ou aquele filme; quando não sei a resposta, eu pergunto aos leitores fiéis. Agora, quem quiser saber em que pé está a montagem e finalização de FALSA LOURA, é só entrar no REDUTO DO COMODORO ou na comunidade do filme no Orkut.
De que maneira os internautas interferem nos filmes?
Eu não vejo como interferência, mas em certos casos, como subsídio. Através do blog eu fico sabendo o que agrada ou desagrada mais ao espectador habitual dos meus filmes. Sinto que alguns dos meus leitores ficam inibidos em escrever, já que posso acompanhar o volume de visitantes tanto no blog quanto no site.
Já recebi e-mail elogiando os meus filmes que menos gosto e outros detratando os que adoro. Não importa, isso não vai mudar o meu jeito de filmar. Só não levo em consideração a opinião de um espectador eventual dos meus filmes; ele não vai me conhecer tendo visto somente ANJOS DO ARRABALDE. No entanto, uma opinião sincera, inteligente e luminar pode até me fazer mudar o roteiro que estou escrevendo.
Fiz uma experiência quase suicida no REDUTO, no final do ano passado: postei vários dos meus argumentos que eu gostaria de filmar um dia, indagando aos amigos e fiéis do endereço, em qual deles eu deveria centrar esforços na escritura do roteiro definitivo.
O retorno foi fenomenal e, para mim, surpreendente. Isso me fez mudar os meus planos e investir totalmente nos roteiros que estou desenvolvendo atualmente: ORIENTE O ANJO PARA A CRUZ e AS VESTAIS INSURRETAS. Foram estes os dois argumentos (entre quase quinze histórias que geraram maior curiosidade nos leitores.
Você acompanha outros blogs de diretores?
É claro que sim. A página de links da OLHOS LIVRES talvez seja o mais completo inventário de sites e blogs de cinema do país. Só não entram neste inventário os sites e blogs que deliberadamente menosprezam ou ignoram o cinema brasileiro.
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2012/06/15/internas_viver,379225/carlao-reichenbach-o-primeiro-cineasta-blogueiro.shtml
Friday, June 15, 2012
Carlão Reichenbach, o primeiro cineasta-blogueiro
Em entrevista inédita, Carlos Reichenbach fala sobre sua relação precursora com a internet
Agência O Globo
Publicação: 15/06/2012 10:04 Atualização: 15/06/2012 10:18
Carlos Reichenbach foi um dos primeiros diretores brasileiros a usar os blogs para descrever os bastidores de suas filmagens
O cineasta Carlos Reichenbach, morto na quinta-feira após uma parada cardíaca, usava pelo menos quatro e-mails. Um mais formal, com seu sobrenome imperativo (“reichenbach@”); outro menos sério, mas ainda altivo (“comodoro@”); um terceiro poético (“olhos.livres@”) e o quarto, nostálgico (“doiscorregos@”, nome de um de seus filmes, de 1999, inspirado em uma visita à cidade paulista de Dois Córregos).
Quem trocasse e-mails com ele era confundido por um quase-enredo de referências: ora respondia como comodoro, ora com olhos livres, ora por dois córregos. Mas os muitos emails eram só um dos sintomas da relação intensa que Carlão desenvolveu com a internet, desde sua popularização, no final dos anos 90.
Em vez de resmungar de tanta modernidade, como muitos dos seus contemporâneos, ele percebeu as possibilidades da rede e incorporou a interatividade ao seu processo cinematográfico. Foi um dos primeiros diretores brasileiros a usar os blogs para descrever os bastidores de suas filmagens, expor dúvidas, ouvir sugestões, e até discutir com os leitores/espectadores, se fosse preciso, na defesa de um take ou da escalação de um ator.
Seu conhecimento profundo da história do cinema fazia dos posts verdadeiras aulas de roteiro e direção (tudo organizadíssimo, até hoje, no www.olhoslivres.com). No mesmo endereço, criou ainda um inventário sobre cinema, com listas de sites sobre todo tipo de informação relacionada. Inventou até um prêmio para os melhores endereços – o “Quepe do Comodoro”.
Recentemente, adotou o Facebook como mais uma plataforma para disseminar listas e opiniões sobre filmes. Em 2007, enquanto rodava “Falsa loura”, Carlão explicou a importância desta experiência virtual em uma entrevista por e-mail, que acabou nunca sendo publicada.
Como começou esta relação tão intensa com a internet?
Eu venho escrevendo na web há mais de seis anos. Comecei com uma coluna no portal Terra chamada CARTAS DO REICHENBOMBER; apelido dado pelo amigo e poeta Roberto Piva, já que somos ambos fascinados pelos pensadores libertários (http://www.terra.com.br/cinema/opiniao/coluna_arq.htm#reich). Lá escrevia por diletantismo sobre filmes e assuntos correlatos.
Depois mantive por dois anos uma coluna no Cineclick. Nessa época eu era pago para isso. Foi lá que comecei a escrever um diário das filmagens de GAROTAS DO ABC (na época o filme se intitulava AURÉLIA SCHWARZENEGA). Na terceira semana de filmagem, o Cineclick suspendeu a coluna por razões econômicas e eu recebi vários e-mails de leitores e amigos reclamando o meu silêncio.
Foi então, em fevereiro de 2004, que resolvi criar um blog em outro provedor, o REDUTO DO COMODORO (http://redutodocomodoro.zip.net/), para reencontrar os leitores e amigos virtuais e escrever sobre tudo o que eu quisesse, mas sempre dando ênfase ao cinema e às sessões que eu organizo mensalmente no Cinesesc, em São Paulo, voltadas aos filmes que dificilmente chegam ao país e aos cinemas nativos.
E o blog foi crescendo...
O sucesso destas sessões e o retorno do blog me obrigaram a comprar um domínio, que nominei de OLHOS LIVRES; meu filho Leonel me ensinou a mexer nos programas e assim criamos o site OLHOS LIVRES (http://www.olhoslivres.com), onde posso oferecer informações a respeito dos meus filmes e das minhas atividades a qualquer pessoa interessada. Isso me livra de ficar enviando currículo a Deus e todo mundo.
No site, além das fichas de todos os filmes fiz, disponibilizei MP3 de algumas trilhas e comecei a inventariar todos os sites e blogs de cinema e artes correlatas. Criei um prêmio chamado QUEPE DO COMODORO, justamente para premiar os melhores sites e blogs de cinema do país.
Acho que esta foi uma empreitada pioneira e é esta página de links (http://www.olhoslivres.com/links.htm) o meu endereço mais visitado todos os dias, até hoje. Na Olhos Livres pude também driblar a limitação de texto habitual dos blogs. Hoje, mantenho o blog, o site e algumas comunidades no Orkut.
Recebi vários convites para manter colunas permanentes em outros endereços, mas nenhum deles me permite a liberdade do meu próprio espaço, onde falo de cinema, música, artes em geral, comportamento, humor, mulheres bonitas e até de presunto de Parma.
Como surgiu a idéia de compartilhar com os internautas os bastidores das filmagens?
Comecei inicialmente a postar o material de filmagem de FALSA LOURA por uma razão muito específica: como estávamos ocupados durante o dia com a filmagem e eu não tinha tempo para aprovar as fotos de cena da fotógrafa Luciana Benaduce, tive a idéia de usar o blog para isso.
Além disso, nossas divulgadoras queriam material para a imprensa durante a filmagem. Eu postava a foto no blog e ela era distribuída para a mídia. Como, para minha surpresa, os leitores fiéis do blog foram pedindo mais imagens de FALSA LOURA, eu continuei postando mais fotos de cena e de trabalho.
O curioso é que com isso, o blog ganhou leitores atípicos; entre eles, fãs assumidas de Maurício Mattar, Cauã Reymond, da banda Trupe e até da jovem atriz Rosanne Mulholland.
Como é a sua relação com os leitores?
O retorno do blog é fantástico. Fiz muitos amigos via blog e site. Vários deles vim a conhecer nos festivais de cinema que passei nos últimos anos. Conheci pessoalmente amigos virtuais herdados do blog em Fortaleza, Recife, na França, nos Estados Unidos, etc.
O blog serve também para tirar dúvidas do leitor. Tem gente que escreve para saber onde encontrar esse ou aquele filme; quando não sei a resposta, eu pergunto aos leitores fiéis. Agora, quem quiser saber em que pé está a montagem e finalização de FALSA LOURA, é só entrar no REDUTO DO COMODORO ou na comunidade do filme no Orkut.
De que maneira os internautas interferem nos filmes?
Eu não vejo como interferência, mas em certos casos, como subsídio. Através do blog eu fico sabendo o que agrada ou desagrada mais ao espectador habitual dos meus filmes. Sinto que alguns dos meus leitores ficam inibidos em escrever, já que posso acompanhar o volume de visitantes tanto no blog quanto no site.
Já recebi e-mail elogiando os meus filmes que menos gosto e outros detratando os que adoro. Não importa, isso não vai mudar o meu jeito de filmar. Só não levo em consideração a opinião de um espectador eventual dos meus filmes; ele não vai me conhecer tendo visto somente ANJOS DO ARRABALDE. No entanto, uma opinião sincera, inteligente e luminar pode até me fazer mudar o roteiro que estou escrevendo.
Fiz uma experiência quase suicida no REDUTO, no final do ano passado: postei vários dos meus argumentos que eu gostaria de filmar um dia, indagando aos amigos e fiéis do endereço, em qual deles eu deveria centrar esforços na escritura do roteiro definitivo.
O retorno foi fenomenal e, para mim, surpreendente. Isso me fez mudar os meus planos e investir totalmente nos roteiros que estou desenvolvendo atualmente: ORIENTE O ANJO PARA A CRUZ e AS VESTAIS INSURRETAS. Foram estes os dois argumentos (entre quase quinze histórias que geraram maior curiosidade nos leitores.
Você acompanha outros blogs de diretores?
É claro que sim. A página de links da OLHOS LIVRES talvez seja o mais completo inventário de sites e blogs de cinema do país. Só não entram neste inventário os sites e blogs que deliberadamente menosprezam ou ignoram o cinema brasileiro.
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2012/06/15/internas_viver,379225/carlao-reichenbach-o-primeiro-cineasta-blogueiro.shtml
Portugal Underground Film Festival
9 de Junho, 2012
PUFF - Portugal Underground Film Festival // Selecção Oficial “Time Travel” | Docudrama // PORTIMÃO E FUNDÃO
Realiza-se entre os dias 8 a 16 de Junho 2012 em duas cidades portuguesas (Fundão e Portimão) o PUFF - Portugal Underground Film Festival . A Conflito Estético – Associação Cultural é parceira deste evento e participa com o seu núcleo de AUDIOVISUAIS. Em representação do mesmo foi seleccionado oficialmente pelo júri o filme "TIME TRAVEL" realizado por António Caetano Faria e Carolina Rodrigues , que estarão presentes na exibição da obra, agendada para o próximo dia 11 de Junho (2ª Feira) simultaneamente nas cidades de Portimão (Museu de Portimão) e Fundão (A Moagem), com projecção às 18h15. Sob o lema “The underground comes up”, o PUFF é um festival de cinema independente descentralizado. Realiza-se em várias cidades nacionais em simultâneo (que não Lisboa e Porto) e pretende trazer a Portugal uma nova forma de “olhar” filmes diferentes, alternativos e experimentais, inéditos em Portugal. Dirigido a um público que normalmente não tem acesso a eles, a Conflito Estético – Associação Cultural em colaboração com o PUFF promovem o talento português e a descentralização do acesso à cultura. As origens e o presente, o passado e o futuro. A não perder, num documento fascinante a “saber” a mar.
Fonte: http://www.conflitoestetico.com/pt/noticiasdetalhe/view/id/49
Thursday, June 14, 2012
A conversa entre Armando Freitas Filho e Heloisa Buarque de Hollanda sobre a poeta Ana Cristina Cesar em vídeo
O Instituto Moreira Salles prestou homenagem a Ana Cristina Cesar (1952-1983), que completaria 60 anos no dia 2 de junho de 2012. A poeta carioca se destacou na década de 1970 por seu estilo intimista, marcado pela coloquialidade e tem sido objeto de leituras que cada vez mais a singularizam. Foi realizado um bate-papo entre o poeta Armando Freitas Filho, que foi grande amigo de Ana Cristina, e a escritora e professora de teoria crítica da cultura da UFRJ, Heloisa Buarque de Hollanda, de quem a homenageada foi aluna. Disponibilizamos abaixo o vídeo do debate na íntegra:
Ana Cristina Cesar, Armando Freitas Filho, Heloisa Buarque de Hollanda, poesia
Ivan Lessa em dez frases
Mais sobre Ivan Lessa:
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/06/ivan-lessa-em-dez-frases.html
Produtos sustentáveis são atração na Praça da Sociobiodiversidade
Artesanato, alimentos e cosméticos dos biomas Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga e Cerrado serão comercializados por agricultores familiares, indígenas e povos tradicionais na Arena Socioambiental.
Quase 14 mil famílias estão envolvidas na coleta, extração e fabricação dos produtos que serão comercializados na Praça da Sociobiodiversidade, montada na Arena Socioambiental, no Aterro do Flamengo, durante a Rio+20. A partir de sábado (16/06), a praça estará aberta ao público para compra de artesanato, alimentos e cosméticos feitos com materiais dos biomas Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia e Caatinga.
Formada por 17 organizações comunitárias e 35 associações parceiras, a Central do Cerrado também participa da Praça da Sociobiodiversidade. Espaço ficará aberto ao público, das 12h às 21h, entre os dias 16 e 22 de junho.
Vinte e três empreendimentos estarão distribuídos em um espaço de quase 500m2. Entre eles, a Central do Cerrado, rede formada por 17 organizações comunitárias e 35 associações parceiras. O diferencial do bioma serão os cosméticos feitos dos óleos das palmeiras gueroba e babaçu – xampus, condicionadores, sabonetes, loções e óleos corporais orgânicos.
O Cerrado também estará representado com artesanato em argila e fibra de buriti e por farinhas, polpas de frutas e amêndoas nativas. “Vamos levar 40 itens diferentes, entre alimentos, artesanato e cosméticos. Pretendemos fechar negócios com outras empresas, atrair parceiros, investidores e captar novos projetos para melhorar a produção”, diz o secretário executivo da Central do Cerrado, Luís Carrazza.
Os empreendimentos foram selecionados por edital do governo federal. Seis organizações da Amazônia levarão artesanato em fibras naturais de arumã, murumuru e algodão, tecidos impermeabilizados (encauchados) de borracha da seringueira, e, para consumo, polpas de açaí, pupunha e cupuaçu e castanhas-do-pará (chamada de castanha-do-brasil para exportação).
Alternativas
A Amazônia estará representada pelo Instituto Kabu, associação indígena para proteção territorial da reserva Kayapó, no Pará, que desenvolve alternativas econômicas para o sustento das aldeias do subgrupo Mekrãgnoti. Os índios usam madeiras, cipós e fibras nativas.
O consultor do instituto, Cleber de Araújo, enumera algumas das peças que serão vendidas no estande: “Dois mil cestos de fibras, mil velas feitas no ouriço da castanha-do-brasil e 500 miniaturas de cestos cargueiros que os índios usam para carregar as castanhas na mata”.
Produtos à base de licuri, leite de cabra, castanha de caju, umbu, manga, goiaba, maracujá e mel, num total de 2,3 toneladas, serão colocados à venda pelos representantes da Caatinga. A Central de Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi) levará amêndoas de caju e a rede Bodega da Caantiga apresentará produtos de empreendimentos da Bahia e do Ceará.
De acordo com a coordenadora da Rede Bodega, Ildeci de Oliveira, são mais de 3,7 mil famílias envolvidas na fabricação dos doces, polpas, óleos e outros. “Estamos com tudo organizado, só aguardando para viajar. Os produtos de umbu, que não são comuns em outros biomas, mostram o nosso destaque. Temos cooperativas que já o exportam para outros lugares”.
Diversificação
Como a Mata Atlântica se estende por todo o litoral brasileiro, do Nordeste ao Sul do país, os produtos são muito diversificados. Frutas orgânicas desidratadas, pólen e mel, pinhão, erva-mate, bergamota (mexerica) e artesanato de ouricuri, taboa, cipó titara, cabaça e bambu estarão distribuídos em seis empreendimentos.
O programa Mercado Mata Atlântica do Instituto Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, financiado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), apresentará artesanato de Alagoas e Bahia. “A ideia é valorizar a matéria-prima e o mercado de produtos sustentáveis. Temos a fibra de ouricuri de Alagoas, mais clara, e a fibra de piaçava da Bahia. Ambas são incríveis para design de decoração”, ressalta o coordenador do programa, Marcéu Pereira.
Como o objetivo da Praça da Sociobiodiversidade não é apenas lucro, mas principalmente divulgar o conceito de sustentabilidade, os valores arrecadados serão revertidos integralmente aos artesãos, extrativistas e agricultores familiares. Nos estandes, estarão disponíveis informações sobre os produtos e contatos dos empreendimentos para negociações.
Por Cristiane Hidaka, da Ascom/MDS
www.mds.gov.br/saladeimprensa
Kassab fecha o cerco sobre saraus da periferia
Destaque esquerda | Cultura
Em entrevista ao Brasil de Fato, Robinson Padial, o poeta Binho, fala do fechamento de um dos mais tradicionais espaços de socialização da periferia
13/06/2012
José Francisco Neto
da Redação
Sarau do Binho em atividade antes do bar ser fechado por falta de alvará - Foto: Sarau do Binho
A periferia de São Paulo perdeu mais um espaço de cultura, dessa vez na região do Campo Limpo, zona sul da Capital. O bar onde acontecia o tradicional Sarau do Binho, toda segunda-feira, foi fechado pela prefeitura devido à falta de alvará de funcionamento, com multas chegando a R$ 8 mil.
O movimento dos saraus ganhou força na década de 2000 e se espalhou pelas periferias de São Paulo como pólos de resistência especialmente ligados à cultura hip-hop. Nas últimas semanas, a prefeitura de São Paulo fechou o cerco sobre o movimento. Além do sarau do Binho, o fechamento do Bar Lua Nova, no bairro do Bixiga e do Sarau da Poesia na Brasa, realizado no bairro Brasilândia, apontam para cerceamento por parte da prefeitura de atividades culturais com as mesmas características.
Porém, Robinson Padial (Binho) revela que a questão não é apenas o documento que permite ou não o funcionamento do bar, pois por de trás do alvará, afirma que há um fator político. “Alvará de funcionamento ninguém tem. A questão é que se você não aceita colocar uma faixa de vereador aqui ou outra ali, é isso que vai acontecer. Então, é uma moeda de troca, tanto pra voto como pra dinheiro.”
Segundo ele, o sarau é um meio que a população busca para se formar, onde ela acaba se encontrando e se colocando no mundo, porque normalmente fica escondida e se omite. “No sarau você está livre e de frente pra todo mundo com sua poesia. Acredito que isso ajuda a nos fortalecer como ser humano.”
Em entrevista ao Brasil de Fato, Binho conta sua trajetória, suas dificuldades e conquistas nestes oito anos de trabalho cultural e político na região do Campo Limpo, e também fala das perdas que serão consequentes devido ao encerramento das atividades do sarau. ”Esse era o nosso ‘estar no mundo’, e acabamos perdendo isso também.
Brasil de Fato – De onde surgiu a ideia de fazer sarau?
Robinson Padial (Binho) – Surgiu em 1996, quando a gente fazia a noite da vela, em que ficávamos tocando música em vinil. Aí, de repente, entre uma música e outra, uma pessoa virava e falava que queria fazer uma poesia. A partir daí podemos dizer que a noite da vela foi um embrião do sarau, foi quando a poesia começou a ganhar destaque. Na época de eleição nós começamos a fazer algumas ações também. Tirávamos as placas dos políticos e colocávamos poesia no lugar delas. Só que ainda não era sarau. Foi o pessoal do Sarau da Cooperifa que veio com essa ideia posteriormente.
Mas então já existia o sarau da Cooperifa na época?
Ainda não. O sarau da Cooperifa veio depois. A gente fazia a noite da vela, mas não chamava de sarau.
Quantas pessoas freqüentavam o sarau em seu bar?
Em média cem pessoas, às vezes mais, às vezes menos, mas em média era isso.
Fora a poesia, quais as outras apresentações que já tiveram lá?
Já teve apresentações de música, dança, maracatu, além de projeção de vídeos, debates e diversas outras atividades.
Qual a importância do sarau para a periferia?
O sarau é um espaço que acontece dentro de um estabelecimento privado, só que ao mesmo tempo ele é público, onde você não precisa consumir nada para frequentar. Então, a importância é que é um espaço em que se criam outras relações em outros ambientes, inclusive geográficos. Às vezes a gente é convidado a fazer o sarau num outro lugar que tem uma estrutura, como por exemplo no Centro Educacional Unificado (CEU), mas você não consegue atingir o objetivo, pois é um local fechado e a relação acaba sendo outra.
Como o sarau ganhou essa força? Foi através de divulgação, ou as pessoas que passaram a freqüentar que divulgavam?
Foi divulgado de boca em boca. Já existia o movimento nessa parte cultural, mas isso em outro bar que eu tinha. A partir daí começamos a conhecer outros poetas, inclusive foi nessa época que a o sarau da Cooperifa estava no início, se formando. Portanto, o próprio movimento que já tinha um caldo cultural ajudou a gente nesse sentido.
Por que os saraus nesses últimos anos têm se popularizado nas periferias?
Porque no sarau todo mundo participa,é um meio em que a população busca para se formar. As pessoas acabam se encontrando, se colocando no mundo, porque normalmente elas ficam escondidas, se omitem, e no sarau não, você está livre e de frente pra todo mundo com sua poesia. Acredito que isso ajuda a nos fortalecer como ser humano
Então o sarau acaba agregando as pessoas?
Com certeza. Além de agregar ele te faz crítica também, pois tem diversas discussões no sarau. Lá no meu bar, por exemplo, a gente já discutiu o pré-sal, a questão dos guaranis-kaiowás, moradia, agrotóxico, enfim, a gente vai criando também um cidadão mais crítico nesses espaços.
Qual será a maior perda, já que agora a prefeitura de São Paulo mandou fechar o seu bar alegando que você não tinha alvará de funcionamento?
A maior perda é não ter mais um espaço em que você construía a memória. Embora a gente tenha muita coisa gravada e registrada, acabamos perdendo a referência do espaço físico também. Fora a relação que a gente tem de pertencimento. Ali era um local em que as pessoas recitavam seus poemas e exercitavam seus pensamentos. Esse era o nosso “estar no mundo”, e acabamos perdendo isso também.
Você acha que o papel político do sarau pode ter motivado a prefeitura a fechar o seu estabelecimento comercial? Você acha que tem algum fator político por trás da liberação desse alvará?
Tem sim. Porque ali era um foco de resistência que incomodava de certa forma. Sempre fizemos um trabalho independente, ou seja, eles (políticos) sabiam que não faríamos parceria em nenhum momento. No passado, não muito recente, tentaram se aproximar de alguma forma da gente, mas felizmente nós não corremos com esses caras. Portanto, tem um viés político, pelo motivo de você não compactuar, ou não se aliar a determinado vereador, entendeu?
Então já teve político que procurou vocês lá para algum tipo de parceria?
Não diretamente. Eles estão por aqui, os coronéis mandam, as prefeituras estão loteadas pelos vereadores, então a gente está refém. Nós nunca quisemos nos aliar a esse tipo de coisa, portanto isso se paga com um preço.
Existem outros saraus que correm o risco de ter esse mesmo destino?
Tem outros locais que também já tiveram multas, já sofreram outras retaliações, então não é uma coisa só aqui, sabe. O que as pessoas não entendem é que a gente decidiu fazer os saraus nesses espaços, porque é o único lugar que a gente tem. Nós não temos espaços públicos nas periferias, não tem parque, não tem uma praça, uma área verde, então a gente cria um espaço para que as pessoas se socializem. A gente não está lá (no bar) pra vender bebida. Não quer ver ninguém ficar doidão. Lá é um espaço de convivência social.
Outros coletivos têm apoiado o sarau depois do fechamento?
Tem. Realmente o pessoal se identificou com o sarau. Porque, na verdade, o que aconteceu foi uma arbitrariedade por parte da prefeitura, pois ninguém dialogou, simplesmente mandou fechar, deu multa e a gente não pôde abrir mais. As multas são de R$ 8 mil.
E o sarau do Binho, continua?
O sarau continua sim, a gente não vai desistir. Agora será um sarau itinerante, na medida do possível, conforme a gente conseguir fazer e se locomover. A gente vai fortalecer outros espaços culturais, outros parceiros que apoiam a causa e que estão junto com a gente. Então nós vamos circular um pouco com o sarau.
E o bar?
O bar vai ficar fechado, não tem mais condições de ficar aberto, infelizmente.
Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/9808
Poesia e irreverência na Bienal do B - a Poesia Na Rua
Notícias - Notícias da ONG
Escrito por Ascom T-Bone
2ª edição da Bienal terá como patrono o poeta, romancista e
contista alagoano Lêdo Ivo, 87, membro da ABL (Academia Brasileira de Letras).
Segunda edição do evento terá mais de 70 poetas, artistas locais e músicos renomados como Beto Guedes e João Donato. Os encontros serão de 26 a 29 de junho, na 312
Por Natalia Emerich
Cantor e compositor apresenta-se na noite do dia 28/06 Ouvidos alertas, olhos atentos e coração aberto porque vem por aí mais uma edição da Bienal da Poesia de Brasília, mas pode chamar pelo nome carinhoso de Bienal do B. De 26 a 29 de junho, a calçada da 312 Norte (em frente ao Açougue Cultural T-Bone), será tomada pelas palavras. As junções de letras estarão presentes nas mais variadas formas, desde as frases inquietas de poetas às estrofes confortadas pelos acordes dos músicos que se apresentarão. Para as crianças, é claro, personagens interpretados por bonecos ganharão vida pelas mãos dos bonequeiros nos quatro dias de evento. As atividades começam sempre às 18h e vão até às 22h. Enquanto o sol se põe, nascem vidas e histórias infantis no palco improvisado para bonecos na bienal. Diariamente, companhias de teatro e brincantes apresentarão diferentes espetáculos que usam a brincadeira e o riso para conscientizar a meninada. No dia 26 (terça-feira) será a vez da Cia. Titeritar encenar Pedro e o Lobo. Dia 27 (quarta-feira), uma mistura de ritmos e personagens tradicionais da cultura brasileira será tema da peça Benedito, Abençoado e Bendizido. Quem comandará o vai e vem dos mamulengos será o bonequeiro Thiago Francisco. Na quinta-feira (28), a Cia. Pilombetagem promete muitas gargalhadas com a encenação de Benedito e o boi pintadinho. A programação infantil será encerrada no dia 29 (sexta-feira), com o espetáculo de conscientização ambiental, Natureza da gente, da Cia. Mamulengo Cagaita.
Wagner Tiso fará show no dia 26/06 Já de noite, quando a lua estiver se preparando para cumprimentar os convidados, músicos da cidade darão o tom da confraternização musico/literária até que poetas e artistas subam ao palco, a partir das 20h, para declamar poemas e poesias. São 10 convidados por dia, pontos de vista diferentes e um pouco de cada artista juntos em favor da democratização da arte. Nomes de Brasília, como o poeta Nicolas Behr, membro do movimento VivaArte, são presença confirmada no evento. Para fechar as programações diárias, como de costume nos eventos T-Bone, músicos de renome e canções que marcaram a história da Música Popular Brasileira. Terça-feira tem Wagner Tiso. Quarta é a vez de Beto Guedes mostrar seu repertório no palco. João Donato promete encantar a plateia na quinta-feira e, para fechar a bienal em grande estilo, Fátima Guedes subirá no palco na sexta-feira.
Dia 27 é a vez do Beto Guedes subir ao palco do T-Bone A programação da Bienal do B conta ainda com o lançamento do Livro da Bienal, uma coletânea imperdível com a participação de artistas e trabalhos publicados na primeira edição do evento, realizada em 2011. No dia 27, o encontro literário fará merecida homenagem à escritora e professora da Universidade de Brasília Lucilia Garcez. Em 2012 a bienal terá como patrono o poeta octogenário Lêdo Ivo, ícone da poesia brasileira. O evento é uma realização do Açougue Cultural T-Bone.
Serviço: Data: 26 a 29 de junho
Local: Açougue Cultural T-Bone (312 Norte)
Indicativa: livre
Horário: a partir das 18 horas.
Wednesday, June 13, 2012
Biblioteca Demonstrativa “Maria da Conceição Moreira Salles”
Biblioteca Demonstrativa “Maria da Conceição Moreira Salles”.
Justo reconhecimento ao trabalho de uma das mais brilhantes bibliotecárias de nosso Brasil. Conceição transformou a Biblioteca Demonstrativa de Brasília num importante centro cultural de nossa cidade, ampliando os limites de atuação da biblioteca pública brasileira e buscando novos horizontes e possibilidades para essa atuação. Para a Biblioteconomia brasiliense, e para a própria Cultura de Brasília, o reconhecimento formal desse trabalho pela Fundação Biblioteca Nacional constituir-se-á em marco obrigatório na análise da evolução cultural de nossa cidade, e até de nosso País. Viva 8 de junho de 2012, data em que a BDB transformou-se em Biblioteca Demonstrativa “Maria da Conceição Moreira Salles”!
COMUNICADO
Foi publicado, no dia 8 de junho, no Diário Oficial da União o Decreto nº 7.748, que trata de mudanças no Estatuto da Fundação Biblioteca Nacional. A BDB troca de nome, e passa a se chamar BIBLIOTECA DEMONSTRATIVA “MARIA DA CONCEIÇÃO MOREIRA SALLES”.
O novo nome homenageia a ex-Coordenadora, falecida no início deste ano, em 7 de janeiro de 2012. CONCEIÇÃO esteve à frente da Instituição por mais de 28 anos, tendo sido responsável por inúmeros projetos que sedimentaram o papel de destaque da BDB no cenário cultural da Capital Federal. Também muito importante foi sua contribuição para uma nova perspectiva do que uma biblioteca pública pode e deve oferecer à comunidade em geral.
Anna Paula Ayres Seabra
Promoção e Divulgação Cultural
Biblioteca Demonstrativa de Brasília
(61)3244-3015
Tuesday, June 12, 2012
Sai 3ª edição do Dicionário de Escritores de Brasília, de Napoleão Valadares
Em 1994, o "Dicionário de Escritores de Brasília", teve sua primeira edição com 200 páginas organizadas por Napoleão Valadares. Este dicionário teve a sua segunda edição, em 2003, com 283 páginas. E agora, em 2012, saiu a 3ª edição, rev., aum. e atualizada, com 390 páginas, pela Editora André Quicé, de Brasilia. São mais de 1.100 escritores residentes e de ex-residentes no DF dicionarizados. O Dicionário representa um documento da história da literatura feita nesses 52 anos de Brasília, com uma síntese bibliográfica de cada autor.
Verbete (pág. 135-136):
FREITAS, MARCOS Airton de Sousa - nasceu em Teresina (PI), em 20 de abril de 1963. Dipl. em Engenharia Civil, com pós-graduação em Recursos Hídricos e Meio Ambiente e também em Gestão Pública. Mestrado em Engenharia - Recursos Hídricos. Professor universitário, servidor público federal. Colab. em periódicos. Pert. à Associação Nacional de Escritores e à União Brasileira de Escritores. Filiado ao Sindicato dos Escritores do Distrito Federal. Partic. de várias coletâneas, entre as quais Antologia de poetas piauienses, 2006, org. de Wilson Carvalho Gonçalves; Geografia poética do Distrito Federal, 2007, org. de Ronaldo Alves Mousinho. Bibl.: Neurocomputação Aplicada, 1998; A vida sempre a si mesma, 2003; A terceira margem sem rio, 2004; Moro do lado de dentro, 2006; Quase um dia, 2006; Na curva de um rio, mungubas, 2006; Raia-me fundo o sonho tua fala, 2007; Urdidura de sonhos e assombros, 2010; Inquietudes de horas e flores, 2011, entre outras obras.
Peça teatral ‘Rastros Híbridos’ é apresentada gratuitamente no Teatro Mapati
Guilherme Martins | 12/06/2012
O espetáculo é uma produção da companhia de dança Índios.com, de Manaus, fundada em 2001, e conta a história dos ameríndios Kali’na da Guiana Francesa, inserida em um contexto contemporâneo. Esses povos são da Comunidade de Awala Yalimapo e vivem na fronteira entre a Guiana Francesa e o Suriname. Com a colonização francesa, se adaptaram aos costumes europeus e esqueceram muitos costumes tradicionais. Nos últimos anos, porém, voltaram a procurar com outros kali’na uma forma de revalorizar e reconhecer os seus antigos costumes.
“Rastros Híbridos” discute a complexidade do ato de lidar com reformulação de conceitos e variáveis políticas, sociais, educacionais e econômicas, além de conflitos coletivos e pessoais após o contato com outras culturas. O objetivo é explorar o entendimento das relações entre a arte de espetáculos e a questão do regionalismo.
A direção artística foi feita por Yara Costa, diretora da companhia de dança e pelo intérprete-criador Francis Madson. O elenco é formado por Alessany Negreiros, Carol Santa Ana, Eliberto Barroncas e Yara Costa. A direção musical é do artista Eliberto Barroncas. A iluminação foi feita pelo coreógrafo Ricardo Risuenho e o figurino concebido pelo artista plástico Adroaldo Pereira e Yara Costa. A produção local é de Sarah Pontes.
Rastros Híbridos
Local: Teatro Mapati (SHCGN 707, Bloco ‘K’, número 05 – Asa Norte).
Telefone: 61 3347 3920
Datas: 15, 16 e 17 de junho
Horário: 20h
Entrada Franca
No sábado, a apresentação será seguida de mesa redonda com pesquisadores de dança e antropólogos, aberta ao público.
Fonte: http://redecandanga.com.br/blog/archives/4337/peca-teatral-rastros-hibridos-e-apresentada-gratuitamente-no-teatro-mapati/
Chico Castro lança o livro "A Noite das Garrafadas" no SALIPI
09/06/2012 - 20h52min
Foto: Francisco Leal
O escritor Chico Castro lança neste domingo (17), às 19 horas,seu mais novo livro A Noite das Garrafadas, sobre a Abdicação do d. Pedro I, episódio político mais importante do país no I Reinado, ocorrido a 07 de abril de 1831. O trabalho de pesquisa que durou cerca de cinco anos, editado pela Edições do Senado Federal, revela o verdadeiro segredo que levou o primeiro imperador do Brasil a renunciar ao cargo, depois do curto reinado de apenas nove anos.
A obra foi dividida em sete capítulos cobrindo o período de 1822 a 1831. Nela, o jornalista traça um painel do Brasil realçando o fato de d. Pedro ter saído da condição de herói, por ter proclamado a Independência, para a condição de vilão em função dos inúmeros erros cometidos durante a sua conturbada gestão.Por isso, o subtítulo do livro é justamente os Sete Pecados Capitais do d. Pedro I o que levaram, pelas circunstâncias da época, a descer os degraus do trono e voltar para Portugal.
A gota d`´agua que levou d. Pedro a renunciar foram as famosas noites das garrafadas, uma briga de rua no Rio de Janeiro envolvendo brasileiros e portugueses, fato dos mais lamentáveis acontecido nos dias 13,14, 15 de março de 1831, que culminou com a Abdicação do rei galante menos de vinte dias após os trágicos acontecimentos que tiveram nas principais ruas do centro antigo da Cidade Maravilhosa.
A carreira do escritor piauiense, que começou em 1976 e que já é um veterano em participar de bienais de livros no Brasil e no exterior, tomou rumo diferente a partir de 2002 quando lançou A Guerra do Jenipapo, pela Editora FTD. Depois vieram a lume obras como A Coluna Prestes no Piauí (Edições do Senado,2007), e o Perfil Parlamentar do II Marquês de Paranaguá (Editora da Câmara dos Deputados,2009).
A Noite das Garrafadas será lançado em várias capitais brasileiras ainda neste semestre, e em Nova York em outubro, para atender a demanda de milhares de brasileiros que moram naquela cidade. Durante a noite de autógrafos no estande do Senado Federal, será oferecido um coquetel aos presentes.
Fonte: http://www.cabecadecuia.com/noticias/118865/escritor-piauiense-chico-castro-lanca-o-livro-a-noite-das-garrafadas-no-salipi.html
Biblioteca Demonstrativa “Maria da Conceição Moreira Salles”
Comunicado da Biblioteca Demonstrativa sobre a alteração de Estatuto da Fundação Biblioteca Nacional, modificando o nome da antiga Biblioteca Demonstrativa de Brasília – BDB, para Biblioteca Demonstrativa “Maria da Conceição Moreira Salles”.
Justo reconhecimento ao trabalho de uma das mais brilhantes bibliotecárias de nosso Brasil. Conceição transformou a Biblioteca Demonstrativa de Brasília num importante centro cultural de nossa cidade, ampliando os limites de atuação da biblioteca pública brasileira e buscando novos horizontes e possibilidades para essa atuação. Para a Biblioteconomia brasiliense, e para a própria Cultura de Brasília, o reconhecimento formal desse trabalho pela Fundação Biblioteca Nacional constituir-se-á em marco obrigatório na análise da evolução cultural de nossa cidade, e até de nosso País. Viva 8 de junho de 2012, data em que a BDB transformou-se em Biblioteca Demonstrativa “Maria da Conceição Moreira Salles”!
COMUNICADO
Foi publicado, no dia 8 de junho, no Diário Oficial da União o Decreto nº 7.748, que trata de mudanças no Estatuto da Fundação Biblioteca Nacional. A BDB troca de nome, e passa a se chamar BIBLIOTECA DEMONSTRATIVA “MARIA DA CONCEIÇÃO MOREIRA SALLES”.
O novo nome homenageia a ex-Coordenadora, falecida no início deste ano, em 7 de janeiro de 2012. CONCEIÇÃO esteve à frente da Instituição por mais de 28 anos, tendo sido responsável por inúmeros projetos que sedimentaram o papel de destaque da BDB no cenário cultural da Capital Federal. Também muito importante foi sua contribuição para uma nova perspectiva do que uma biblioteca pública pode e deve oferecer à comunidade em geral.
Promoção e Divulgação Cultural / Biblioteca Demonstrativa de Brasília
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100 anos de Eu, de Augusto dos Anjos: poesia e problemas
O projeto Arte em Aberto convida 100 anos de Eu, de Augusto dos Anjos: poesia e problemas
por Vicente de Paulo Siqueira + Reginaldo Gontijo, com ensaio videofotográfico deste.
Afinal, o engenho&arte do anjo magro e torto do Pau-d'Arco, o que faz no projeto que se propõe repensar as vanguardas? Na boca errada do povo, os poemas do filho do C e do NH3 rodopiaram à toda (escarro, vômito, gozo?)! E os modernistas, nada ou quase... até que Cabral exalte sua tinta turva, que escreve negro tudo, a geometria de enterro de seus versos enfileirados...
Estamos, cem anos após, mais preparados para entender sua arte assombrosa, arrebatadora?!
VPS, no texto abaixo, vincula Augusto à tradição de ruptura (esse belo e imprescindível oxímoro) - leiam-no e estejam no
Sebinho - 406 N - no dia 13 de junho, às 19 h. ,
onde também acontece o quasevídeo (decerto um monstro de escuridão e rutilância) do Gontijo.
(Veja também a cara diáfana do vate paraibano, contra serra e várzea, e o toque precioso do Octavio Paz - em anexo.)
Os cem anos do "Eu", de Augusto dos Anjos, e a tradição da ruptura no Brasil
Podemos pensar em Gregório de Matos, Sousândrade, Augusto dos Anjos e Pedro Kilkerry como os primeiros articuladores de uma tradição da ruptura, em poesia, no Brasil.
O que há de comum entre esses poetas e que faz com que sejam agentes nessa ruptura da tradição: negar os modelos e o pensamento de sua época; propor novo olhar, novo sangue; romper com o que se continuava, atuar como atores/autores da transgressão, com proposições estéticas, atitudes ou abordagens políticas e/ou filosóficas que reinauguram o novo e apontam futuros na linguagem e na vida.
No centenário do livro único de Augusto dos Anjos, "Eu", que veio a lume em 06 de junho de 1912, paramos para (re)pensar sobre o significado e os ecos atuais de sua poesia.
No ambiente artificial do Parnasianismo/Simbolismo, em que o mais "justo" em literatura era a expressão do "sorriso da sociedade", e em meio às mais severas adversidades, surge a poesia de Augusto dos Anjos, versos marcados pela tragédia, pela reversão do evolucionismo de Haeckel e Spencer aos termos de um contrassimbolismo, uma antilírica, que nega a nebulosidade e o artificialismo, que reverte, ironiza, destrona a poesia.
O "operário da ruínas" é também o eu lírico do poeta, a reconstruir verso a verso a sensibilidade decadente de nossa belle èpoque. O "verme" era a poética de Augusto, a viver da linguagem que decompunha; a fazer do verso decassílabo, do paradoxo, as ferramentas para a expressão de mundos em convulsão; a articular entre as palavras efeitos de cruel beleza, em lances explosivos que estremeciam e reativavam nossa tradição em poesia, pensando em outros termos a vida, a dor, o amor, a morte; não deixando passar em branco nem a imagem tão sagrada, naqueles tempos, do poeta, "Feto malsão, criado com os sucos / De um leite mau, carnívoro asqueroso, / Gerado no atavismo monstruoso / Da alma desordenada dos malucos".
VICENTE PAULO SIQUEIRA: Poeta, contista, ensaísta, perfomer e arte-educador. Autor dos livros O Tao da Coisa (poemas, 1995), Lâmina (contos, 2004) e Abecedário (poemas visuais, 2009). Escreve, atualmente, roteiro de filme sobre Augusto dos Anjos.
REGINALDO GONTIJO: Vídeo-cineasta, prosador experimental (Cituma ou O movimento da matéria, 1995) e poeta digital (DVD Infininho). Dirigiu, com Luiz Fernando Suffiati, o vídeo (de curta-metragem) Tristão e Isolda (c. 1988) e o videofilme (longa) O Mar de Mário (1988-2010), estrelado pelo cineasta Mário Peixoto. Estão concluindo longa-metragem sobre o pensador Eudoro de Sousa.
Monday, June 11, 2012
Quarto Sarau do Coletivo de Poetas
O Coletivo de Poetas e o 2º Clichê convidam para o sarau a ser realizado neste sábado, 16 de junho de 2012, das 19h às 23h. Músico convidado: Sérgio Moraes (voz e violão). SM mostrará composições próprias.
Serão feitos os relançamentos dos livros Bar do Escritor (terceira dose), por Giovani Iemini (org.); Para que não reste silêncio (poesia), de Hélio Soares Pereira; e a 2ª Coletânea Poética do Guará, por Adilson Cordeiro Didi (org.).
Os escritores autografarão seus livros, falarão um pouco da sua vida e obra e recitarão e/ou lerão poemas seus e/ou de outros autores. A plateia poderá fazer perguntas.
Alceu Brito Corrêa e Menezes y Morais atuarão como mestres de cerimônia.
Haverá sorteio de livros de autores residentes no DF e o quadro Poesia na roda, quando representantes do público poderão recitar ou ler poemas de suas preferências.
Sarau do Coletivo de Poetas
2º Clichê Bar e Cachaçaria
CNL 107 Bl "C" lj 57 – (61) 3201-5749.
Sábado, 16, das 19 às 23h.
Couvert: R$ 7 (sete reais).
Wednesday, June 06, 2012
GT do Plano Decenal de Cultura do DF é instituído nesta quarta-feira
Victoria Almeida | 05/06/2012 |
A Secretaria de Cultura convida a população para a cerimônia de assinatura do Ato que institui Grupo de Trabalho para elaboração da minuta do Plano Decenal de Cultura do Distrito Federal. A sessão solene acontece nesta quarta-feira (06/06), às 15h, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro.
O Presidente Lula sancionou em dezembro de 2010 a lei que institui o Plano Nacional de Cultura. O Plano de dez anos foi concluído em 2011 com a definição das suas metas após consulta pública e discussão no Conselho Nacional de Politicas Culturais.
A elaboração do Plano Decenal de Cultura do Distrito Federal, assim como o nacional, contará com a participação da comunidade, de artistas, produtores e intelectuais. No primeiro momento serão constituidos Grupos de Trabalho a partir dos temas centrais do Plano. Durante 45 dias úteis, a partir da assinatura em seis de junho, os grupos terão como missão fazer o diagnóstico e apresentar propostas de ações e metas. No segundo momento, será realizada uma Consulta Pública.
Após a sistematização das contribuições dos grupos de trabalhos e da consulta pública, será elaborado o texto que será encaminhado à 4ª Conferência de Cultura do Distrito Federal e ao Governador do DF para posterior encaminhamento à Câmara Legislativa.
Fonte: SeCult DF
Lançamentos
INQUIETUDES DE HORAS E FLORES
Autor: Marcos Airton de Sousa Freitas Graduado em engenharia civil pela UFPI (1985), mestre na área pela UFC (1991), pós-graduado pela Universidade de Hannover (1991-1995), com bolsa do DAAD/Capes, e especialista em políticas públicas pela ENAP (2009). É também poeta, contista, letrista e membro da UBE e da ANE. Vice-presidente da AEBA-DF. Dados: Editora Livre Expressão, RJ, 116 págs., 2011, ISBN-13: 9788579842627. Resumo: trata-se de poemas selecionados do autor, em edição bilíngue (português-espanhol), traduzidos por Carlos Saiz Alvarez. Poema: Irreversibilidade - o tempo presente,/presente de um deus?/o tempo passado,/passado sem os meus./o tempo futuro,/futuro para os seus?
Como adquirir: No site da Livraria Cultura: www.livrariacultura.com.br
NA TARDE QUE SE AVIZINHA E OUTROS POEMAS Seleta Poética Autor: Marcos Freitas Graduado em engenharia civil pela UFPI (1985), mestre na área pela UFC (1991), pós-graduado pela Universidade de Hannover (1991-1995), com bolsa do DAAD/Capes, e especialista em políticas públicas pela ENAP (2009). É também poeta, contista, letrista e membro da UBE e da ANE. Vice-presidente da AEBA-DF. Dados: Emooby Editorial, Portugal, 2012, ISBN: 9789897141287 Resumo: O livro, em formato e-book, 'Na tarde que se avizinha e outros poemas" enfeixa uma seleção de poemas dos seis primeiros livros de poesia do autor , a saber: 'Raia-me Fundo o Sonho tua Fala', 'Na Curva de um Rio, Mungubas', 'Quase um Dia', 'Moro do Lado de Dentro', 'A Terceira Margem do Rio' e 'A Vida Sente a Si Mesma'. A Antologia segue a divisão por livros e obedece a ordem cronológica inversa, do mais recente ao mais antigo. Com ilustração da capa da artista curitibana Manoela Afonso, a obra reúne poemas autobiográficos, de cenas cotidianas, de meditações sobre o tempo e a finitude da vida.
Como adquirir: No site da Emooby Editorial: http://www.emooby.com/pt/books/view/37
Fonte: http://www.daad.org.br/pt/19699/index.html
INQUIETUDES DE HORAS E FLORES
Autor: Marcos Airton de Sousa Freitas Graduado em engenharia civil pela UFPI (1985), mestre na área pela UFC (1991), pós-graduado pela Universidade de Hannover (1991-1995), com bolsa do DAAD/Capes, e especialista em políticas públicas pela ENAP (2009). É também poeta, contista, letrista e membro da UBE e da ANE. Vice-presidente da AEBA-DF. Dados: Editora Livre Expressão, RJ, 116 págs., 2011, ISBN-13: 9788579842627. Resumo: trata-se de poemas selecionados do autor, em edição bilíngue (português-espanhol), traduzidos por Carlos Saiz Alvarez. Poema: Irreversibilidade - o tempo presente,/presente de um deus?/o tempo passado,/passado sem os meus./o tempo futuro,/futuro para os seus?
Como adquirir: No site da Livraria Cultura: www.livrariacultura.com.br
NA TARDE QUE SE AVIZINHA E OUTROS POEMAS Seleta Poética Autor: Marcos Freitas Graduado em engenharia civil pela UFPI (1985), mestre na área pela UFC (1991), pós-graduado pela Universidade de Hannover (1991-1995), com bolsa do DAAD/Capes, e especialista em políticas públicas pela ENAP (2009). É também poeta, contista, letrista e membro da UBE e da ANE. Vice-presidente da AEBA-DF. Dados: Emooby Editorial, Portugal, 2012, ISBN: 9789897141287 Resumo: O livro, em formato e-book, 'Na tarde que se avizinha e outros poemas" enfeixa uma seleção de poemas dos seis primeiros livros de poesia do autor , a saber: 'Raia-me Fundo o Sonho tua Fala', 'Na Curva de um Rio, Mungubas', 'Quase um Dia', 'Moro do Lado de Dentro', 'A Terceira Margem do Rio' e 'A Vida Sente a Si Mesma'. A Antologia segue a divisão por livros e obedece a ordem cronológica inversa, do mais recente ao mais antigo. Com ilustração da capa da artista curitibana Manoela Afonso, a obra reúne poemas autobiográficos, de cenas cotidianas, de meditações sobre o tempo e a finitude da vida.
Como adquirir: No site da Emooby Editorial: http://www.emooby.com/pt/books/view/37
Fonte: http://www.daad.org.br/pt/19699/index.html
Saturday, June 02, 2012
Poemação - Homenagem a poeta Cristina Bastos
A Biblioteca Nacional de Brasília Leonel de Moura
Brizola abre suas portas para o vigésimo quinto POEMAÇÃO privilegiando a poesia
brasiliense.
O Poemação 25 faz uma homenagem a poeta Cristina Bastos. Natural de
Uberlândia, ela não se limita a poesia. É artista plástica
e fotógrafa. Pertenceu ao grupo “Ladrões de Alma”, que promoveu
várias exposições fotográficas em Brasília. Assim que publicou seu primeiro
livro, Cristina Bastos passou a ser considerada uma das mais importantes vozes
da nova poesia de Brasília. De estrutura minimal, digna da tradição japonesa
dos haicais, constrói os poemas em formatos para a língua portuguesa, nos quais
Cristina Bastos mostra toda a densidade desta “poesia alquímica” da geração de
pós-vanguarda. Publicou dois livros: Decerto Deserto,
1992, Editora Iluminuras; Teia, 2002, Varanda/Massao
Ohno Editor.
Raimundo
Nonato: poeta, músico, performance, ator e artista gráfico. O multiartista com um
novo projeto musical 2 Finos e um Grave composto por Nonato
Natinho e Krinshina Torrent, o fundador do grupo punk Arroto Provisório, com
músicas gravadas por vários grupos, atuou em filmes, clipes e com o livro ainda
inédito Pupilas de Godzilas. Nonato Dente de Ouro mostra no Poemação um
pouco da sua arte plural.
A poesia que saiu da internet lançado
pelo Bar dos Escritores, surgiu em agosto de 2005 nas redes
sociais, por iniciativa de Giovani Iemini, como um espaço para
discutir literatura. Hoje possui 2850 membros, um ezine (eletronic-fanzine), um
blog coletivo. Em 2007, publicou pela primeira vez em papel, com o
Zine Bar do Escritor e desde então mantém
publicações, lançadas simultaneamente em 37 cidades brasileiras.
A Terceira Dose (3ª antologia) reúne poetas de todo território
nacional.
Anand
Rao: músico,
poeta, jornalista, compõe na hora músicas para os poemas de Cristina
Bastos. Marina Andrade interpreta Augusto dos Anjos, Cecília
Meireles e poetas de Brasília. O Poemação é realizado cada primeira
terça-feira do mês no auditório da Biblioteca Nacional, sob
a coordenação dos poetas Jorge Amâncio e Marcos Freitas.
O Poemação XXV será transmitido pela internet via
Fan Page do Anand Rao (www.facebook.com/anandraomulticultural), no aplicativo
Ustream. O Poemação XXV participa do VI Festival Internacional de Poesia Palavra no Mundo, Festival Integrante de La Red Nuestra América de Festivales Internacionales de Poesía.
POEMAÇÃO XXV
Homenagem a Cristina Bastos
Cristina Bastos Anand Rao
Nonato Natinho
Giovani Iemini e
os Poetas do Bar do Escritor
Marina Andrade
LOCAL:
Auditório da Biblioteca Nacional (2º Andar)
Terça
feira dia 05 de JUNHO de 2012
Horário:
das 18h15min às 19h45min
Entrada
Franca
Friday, June 01, 2012
Maracatu Atomico - Nelson Jacobina e Jorge Mautner
Atrás do arranha-céu tem o céu, tem o céu
E depois tem outro céu sem estrelas
Em cima do guarda-chuva tem a chuva, tem a chuva
Que tem gotas tão lindas que até dá vontade de comê-las
No meio da couve-flor tem a flor, tem a flor
Que além de ser uma flor tem sabor
Dentro do porta-luva tem a luva, tem a luva
Que alguém de unhas negras e tão afiadas se esqueceu de por
No fundo do pára-raio tem o raio, tem o raio
Que caiu da nuvem negra do temporal
Todo quadro-negro é todo negro, é todo negro
E eu escrevo o seu nome nele só pra demonstrar o meu apego
O bico do beija-flor beija a flor, beija a flor
E toda a fauna aflora grita de amor
Quem segura o porta-estandarte tem arte, tem arte
E aqui passa com raça eletrônico maracatu atômico
Músico Nelson Jacobina morre em decorrência de um câncer
Publicação: 01/06/2012 08:50
O músico carioca Nelson Jacobina morreu na manhã de quinta-feira (31/5), em decorrência de um câncer generalizado. Ele estava internado desde domingo na UTI do hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Rio de Janeiro. Com diagnóstico de metátese, Jacobina foi mantido sedado e respirando com ajuda de aparelhos. Tinha 58 anos. Em parceria com o cantor Jorge Mautner, o violonista Nelson Jacobina compôs dezenas de músicas desde os anos 1970. A mais famosa delas é Maracatu atômico, que foi gravada por Gilberto Gil, em 1973, e Chico Science & Nação Zumbi, em 1996.
Nelson Jacobina era guitarrista da Orquestra Imperial e, com o grupo carioca, gravou dois álbuns: Carnaval só no ano que vem, de 2007, e um segundo disco, ainda inédito — sua participação nesse trabalhou foi registrada há cerca de um mês, com o músico bastante debilitado.
TUITADAS
“Triste manhã para música brasileira, Nelson Jacobina faleceu. Descanse em paz mestre”
Emicida, rapper
“Mestre Nelson Jacobina na paz da luz”
Thalma de Freitas, da Orquestra Imperial
“Foi-se pra trás do arranha-céu, nosso porta estandarte! Mas a gente grita de amor”
Karina Buhr
“Além de grande músico, era gente finíssima. Meus sentimentos à família e aos amigos da Orquestra Imperial”
Max de Castro.
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2012/06/01/interna_diversao_arte,305246/musico-nelson-jacobina-morre-em-decorrencia-de-um-cancer.shtml
Tuesday, May 29, 2012
Poetas brasileiros no Festival de Poesia de Berlim
LITERATURA: Poetas brasileiros no Festival de Poesia de Berlim
29/Mai/2012
A poucos dias do início do Festival de Poesia de Berlim de 2012, seis poetas brasileiros se preparam para participar da famosa Oficina de Tradução, dedicada este ano à poesia brasileira.
A 13ª edição do evento, que acontece entre os dias 1 e 9 de junho, reunirá aos artistas nacionais, outros seis autores alemães. De acordo com a proposta do projeto de traduções, os autores trabalham em conjunto, aos pares, com a ajuda de um intérprete. Após o tradutor preparar uma versão bruta dos textos, os poetas passam dias trabalhando em cima dos poemas.
Do lado brasileiro, estarão os autores Jussara Salazar, Horácio Costa, Ricardo Aleixo, Marcos Siscar, Dirceu Villa e Érica Zíngano. Do lado alemão, Ann Cotten, Jan Wagner, Christian Lehnert, Ulf Stolterfoht, Barbara Köhler e Gerhard Falkner.
http://www.brasil.diplo.de/Vertretung/brasilien/pt/__pr/Nachrichten_20Archiv/29.05_20Festival_20Poesia_20Berlim.html?archive=3303638
Monday, May 28, 2012
Wednesday, May 23, 2012
Heine, hein? – Poeta dos contrários
Recital multimedia "Heine, hein" que acontecerá na próxima terça, 29 de maio de 2012, à partir da 19h, no auditório da ANE.
Através da leitura comentada – ilustrada e sonorizada – de poemas e textos, será oferecido ao público um mosaico instigante e variado da produção de Heine, apresentado como primeiro poeta da Modernidade. Também serão mostrados alguns dos Lieder que o tornaram um dos autores mais musicados do Ocidente. Traduções extraídas da antologia Heine, hein? – Poeta dos contrários (São Paulo: Perspectiva : Goethe-Institut, 2011. Signos 53, 544 páginas).
Realização: André Vallias, ReFazenda
Apoio: Editora Perspectiva, Goethe-Institut
Serviço:
Terça-feira, 29 de maio, às 19h
Auditório da ANE, SEQS 707/907, térreo. Tel: (61) 3244 6776
Entrada franca
Friday, May 18, 2012
Sindicato dos Escritores - Chapa Reynaldo Jardim
O Sindicato dos Escritores em seus 31 anos de existência
terá a sua primeira eleição, num
processo democrático, dia 26 de maio com duas chapas concorrendo para traçar
caminhos para a literatura e escritores de Brasília.
As chapas Reynaldo Jardim em oposição a chapa Cora Coralina.
Homenageiam dois poetas de brilho farto
nessa imensa constelação de escritores, poetas que você pertence.
A chapa RJ acredita que a transparência e a participação
colegiada possa mostrar caminho para a literatura e os escritores em Brasília
enriquecer, incentivar a leitura na formação de novos escritores, novos
leitores.
Eliminar as fronteiras entre o escritor e o leitor, divulgar
a produção literária da grande Brasília, privilegiar o novo escritor. Buscar a
nova escrita de Brasília nos prédios, nos becos, nas praças, nas satélites, nos
parques e onde houver escrita.
As chapas possuem propostas e propostas são analisadas e
votadas. E o voto sem analise, sem justeza, por favores, acaba sempre cachoeira
abaixo.
UM SINDICATO DOS ESCRITORES PARA TODOS
Sindicato dos Escritores do DF - Vote Chapa Reynaldo Jardim
SINDICATO DOS ESCRITORES DO DF
UM SINDICATO PARA TODOS
A eleição para a gestão do triênio do Sindicato dos Escritores do DF,
para o triênio de 2012/2014 será realizada dia 26 de maio de 2012 no Café com
Letras sito a CLS 203 bloco C -
lj.19 das 10:00 as 13:00.
O escritor para se filiar ao SEDF deve ir ao site www.sindescritores.com.br/ cumprir as
exigências do estatuto, preencher a ficha de inscrição, seguir os passos para
envio que consta no site. Todos podem se filiar, porém para votar e concorrer a
cargos para a gestão do SEDF deve estar adimplente, ou seja, ter pago a taxa de
anuidade estabelecida pelo estatuto em vigor. Se você já se filiou algum dia ao
sindicato necessita apenas estar adimplente para ter o direito a voto, o que
pode ser feito até o dia da eleição de posse do comprovante de pagamento da
anuidade.
A Chapa Reynaldo Jardim concorre oficialmente à eleição do
Sindicato dos Escritores do DF, para o triênio de 2012/2014.
O sindicato tem como objetivo principal a defesa dos interesses dos
escritores é também dedicado aos estudos da área literária e realiza atividades
(palestras, reuniões, cursos) voltadas para o aperfeiçoamento profissional dos
sindicalizados.
Regulamentar a profissão do escritor, a busca de uma sede própria,
transformar em lei a recomendação do estudo da literatura produzida por
escritores brasilienses na rede de ensino do DF, promover a transparência
sindical na promoção do escritor e a união da classe em todos os sentidos,
na formação de uma classe organizada nas reivindicações dos projetos
literários e divulgação cultural, são alguns dos objetivos que a chapa Reynaldo
Jardim trabalhará para alcançar.
Abaixo a Chapa Reynaldo Jardim lista catorze pontos dentre outros para
atingirmos a meta de fortalecer o sindicato e segue anexo o edital de
convocação das eleições para o Sindicato Dos Escritores DF
| Reynaldo Jardim |
1. Atuar junto às academias de letras
do DF
2. Atuar junto as bibliotecas
nacionais, estaduais, distritais, regionais, etc. do país
3. Atuar junto aos sindicatos e
outros órgãos governamentais ou não do DF
4. Atuar nas redes de ensino do
fundamental e universitário nas instituições do DF
5. Buscar subsídio para a manutenção
de uma sede objetivando a sede própria
6. Criar mecanismo de
assessoria ao escritor
7. Incentivar e apoiar
manifestações culturais no DF
8. Possibilitar o intercâmbio entre
os escritores do DF, do Brasil e Internacionais
9. Promover uma auditoria no
Sindicato dos Escritores do Distrito Federal
10. Reativar o prêmio Sindicato dos Escritores
11. Regulamentar a profissão de Escritor.
12. Tornar obrigatório o estudo de escritores
brasiliense nas escolas do DF
13. Tornar transparente o acesso da movimentação financeira do SEDF
14. Utilizar o Site do Sindicato dos Escritores em benefício de
todos os escritores para divulgação, lançamento, e eventos literários.
Visita à casa paterna
Como a ave que volta ao ninho antigo, /
Depois de um longo e tenebroso inverno, /
Eu quis também rever o lar paterno, /
O meu primeiro e virginal abrigo. //
Entrei. Um gênio carinhoso e amigo, /
E fantasma talvez do amor materno, /
Tomou-me as mãos, olhou-me grave e terno, /
E passo a passo, caminhou comigo. //
Era esta a sala (oh, se me lembro, e quanto!) /
Em que da luz noturna à claridade /
Minhas irmãs e minha mãe...O pranto //
Jorrou-me em ondas...Resistir quem hás de? /
Uma ilusão gemia em cada canto, /
Chorava em cada canto uma saudade! //
(Luis Guimarães Junior – *Rio de Janeiro, 1841 / + Lisboa, 1898)
Thursday, May 17, 2012
Que Venha a Seca, de Marcos Freitas
Autor: Marcos Airton de Sousa Freitas
ISBN: 8578106601
ISBN-13: 9788578106607
Brochura, 1ª Edição – 2010, 413 pág.
Preço R$ 80,00
O autor não se propõe a lutar quixotescamente contra a seca e derrotá-la, mas sim compreender os fenômenos envolvidos nos diversos tipos de seca, conjeturar sua ocorrência, sua duração e sua intensidade, e estabelecer critérios para que sejam tomadas decisões realistas. Trata-se de um livro complementar à cadeira de Hidrologia, para ser utilizado principalmente pelos cursos que têm em vista a formação de hidrólogos que vivem e trabalham nas regiões assoladas pelas secas, constituindo-se em uma fonte segura de pesquisa sobre o tema. Embora haja interdependência entre os capítulos, eles podem, até certo ponto, ser lidos independentemente uns dos outros, fazendo com que o livro possa ser também usado como manual de procedimentos por gestores, administradores públicos e demais tomadores de decisão, uma vez que cada capítulo possui sua própria lista bibliográfica.
Onde adquirir o livro:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9044208&sid=97511819712322634963904325&k5=D11FF6E&uid=
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3373355/que-venha-a-seca-modelos-para-gestao-de-recursos-hidricos-em-regioes-semiaridas/?ID=BD4B76C57DB01150C1D160306
http://www.fnac.com.br/pesquisa/undefined/fnac.html?=que%20venha%20a%20seca
http://www.siciliano.com.br/pesquisaweb/pesquisaweb.dll/pesquisa?ESTRUTN1=0301&ORDEMN2=E&PALAVRASN1=que+venha+a+seca&x=44&y=13
http://www.livrariagalileu.com.br/home/detalhe.asp?id_livro=177871&buscape
http://www.livrariaunesp.com.br/livrariaunesp/produto/28045/QUE+VENHA+A+SECA
QUE VENHA A SECA Sumário
AGRADECIMENTOS APRESENTAÇÃO PREFÁCIO CAPÍTULO 1 MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SECAS CAPÍTULO 2 O FENÔMENO DAS SECAS, A GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS E O NORDESTE DO BRASIL CAPÍTULO 3 ANÁLISE INTEGRADA DO FENÔMENO DAS SECAS (SIGES) CAPÍTULO 4 MODELAGEM CHUVA-VAZÃO EM RIOS DO SEMIÁRIDO CAPÍTULO 5 GERAÇÃO SINTÉTICA DE VAZÃO EM RIOS DE REGIÕES SEMIÁRIDAS CAPÍTULO 6 MODELOS DE ESTIMATIVA DE DEMANDA CAPÍTULO 7 MECANISMOS DE ALOCAÇÃO E NEGOCIAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS CAPÍTULO 8 APLICAÇÕES DO SIGES AO SEMIÁRIDO BRASILEIRO CAPÍTULO 9 ANÁLISE MULTICRITÉRIO E TOMADA DE DECISÃO EM REGIÕES SEMIÁRIDAS CAPÍTULO 10 ANÁLISE DE RISCO NA GESTÃO HIDROAMBIENTAL CAPÍTULO 11 OPERAÇÃO DE RESERVATÓRIOS EM SITUAÇÕES DE ESCASSEZ CAPÍTULO 12 INTEGRAÇÃO SETORIALNA GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS CAPÍTULO 13 PLANOS DE CONVIVÊNCIA COM AS SECAS E MITIGAÇÃO DOS IMPACTOS CAPÍTULO 14 CONSIDERAÇÕES FINAIS
MODELOS DE PREVISÃO DE CHEIAS NA BACIA AMAZÔNICA
Marcos Airton de Sousa Freitas
Joaquim Guedes Corrêa Gondim Filho
RESUMO
O presente trabalho enfoca o problema da modelagem de cheias para a bacia amazônica, emespecial, a previsão de cheias para a cidade de Manaus. Objetivou-se com este artigo fazer umaverificação das cheias históricas ocorridas em Manaus, bem como apresentar modelos para a previsão de cheia em Manaus. Empregaram-se modelos com base em regressões lineares e nãolineares, bem como modelos fundamentados em redes neurais artificiais. Os modelos podem comum mês de antecedência fazer um prognóstico para uma possível cheia em Manaus.
ABSTRACT
This paper focuses the problem of the modeling of flood for the Amazonian basin, in special,the flood forecast for the city of Manaus. It was objectified with this article to make a verificationof historical floods occured in Manaus, as well as presenting models for flood forecast for the cityof Manaus. Models had been used on the basis of linear and not linear regressions, as well asmodels based on artificial neural nets. The models can make a possible prognostic for a flood inManaus with one month of antecedence.
Palavras-chave: previsão de cheias, bacia amazônica,redes neurais artificiais.
Artigo completo: http://pt.scribd.com/doc/17655750/ABRH2005-Cheia-Amazonia-Artigo2
Friday, May 04, 2012
Noel Rosa - Feitiço da Vila
Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.
Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.
A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente
O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não venha agora
que as morenas
vão logo embora"
Eu sei por onde passo
sei tudo que faço
paixão nao me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
Eu sou da Vila!
Nome Artístico: Noel Rosa
Biografia: Primeiro filho de Manoel e Marta de Medeiros Rosa, Noel veio ao mundo em 11/12/1910, no Rio de Janeiro, RJ, em parto difícil - para não perderem mãe e filho, os médicos usaram o fórceps para ajudar, o que acabou causando-lhe a lesão no queixo, que o acompanhou por toda a vida. Franzino, Noel aprendeu a tocar bandolim com sua mãe - era quando se sentia mais importante, lá no Colégio São Bento. Sentava-se para tocar, e todos os meninos e meninas paravam para ouvi-lo extasiados. Com o tempo, adotou o instrumento que seu pai tocava, o violão. Magro e debilitado desde muito cedo, dona Marta vivia preocupada com o filho, pedindo-lhe que não se demorasse na rua e que voltasse cedo para casa. Sabendo, certa vez, que Noel iria à uma festa em um sábado, escondeu todas as suas roupas. Quando seus amigos chegaram para apanhá-lo, Noel grita, de seu quarto: "Com que roupa?" - no mesmo instante a inspiração para seu primeiro grande sucesso, gravado para o carnaval de 1931, onde vendeu 15000 discos. Noel morreu no Rio de Janeiro, em 4/5/1937, aos 26 anos, vitimado pela tuberculose.
Fonte: http://www.mpbnet.com.br/musicos/noel.rosa/
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