Monday, February 14, 2011

Segredo de Estado. O desaparecimento de Rubens Paiva.


Exposição sobre Rubens Paiva chega à Câmara dos Deputados nesta quarta (16)
Homenagem ao ex-deputado, que é um dos símbolos dos desaparecidos políticos brasileiros, terá também lançamento de livro na quarta (16).
http://www2.camara.gov.br/portal/Camara/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cdhm/noticias/exposicao-sobre-rubens-paiva-chega-a-camara-dos-deputados
Segunda-feira, 14/02/2011
Brasília(DF) - A Câmara dos Deputados convida para a abertura da exposição Não tens epitáfio, pois és bandeira, sobre o desaparecido político e ex-deputado Rubens Paiva, a ser realizada nesta quarta-feira, 16 de fevereiro, às 11 horas, no Hall da Taquigrafia. Na ocasião, também será lançado o livro Segredo de Estado – o desaparecimento de Rubens Paiva, do jornalista e escritor Jason Tércio.

Rubens Paiva é um dos símbolos dos desaparecidos políticos brasileiros. Ex-deputado federal, empresário, cassado por defender o governo legítimo, pagou com sua vida pela solidariedade aos que eram perseguidos pela ditadura.

A mostra, iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com apoio da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, faz parte do projeto Direito à Memória e à Verdade e seu objetivo é resgatar a trajetória de vida e a obra do ex-deputado, desaparecido em 1971 durante o regime militar. Não tens epitáfio, pois és bandeira já passou pelo Rio de Janeiro e agora traz à Câmara momentos da vida familiar e profissional de Rubens, assim como momentos na sua batalha pela democracia. A abertura da exposição será dia 16 de fevereiro, às 11 horas, e a visitação poderá ser feita até dia 25 de fevereiro, das 9 às 18 horas.

Registro para a históriaO livro "Segredo de Estado – o desaparecimento de Rubens Paiva" reconstitui todos os acontecimentos relacionados ao mais controvertido caso de desaparecimento político ocorrido durante o regime militar, há exatamente 40 anos. Escrito em linguagem literária, mesclando técnicas de romance, biografia, reportagem e crônica, a obra ressalta a dimensão humana do caso, entrelaçada ao contexto político e social do país, trazendo episódios inéditos, como os bastidores do Congresso Nacional antes e durante o golpe militar, o asilo de políticos e jornalistas na embaixada da Iugoslávia (hoje Sérvia), a fuga de Darcy Ribeiro e Waldir Pires de Brasília, graças a ajuda de Rubens.

O desaparecimentoNo dia 20 de janeiro de 1971, agentes da Aeronáutica invadiram a casa do ex-deputado, na Av. Delfim Moreira, Rio de Janeiro, prendendo também, no dia seguinte, sua mulher e uma das filhas. Os efeitos desses acontecimentos na família, a luta da viúva, Eunice, para encontrar Rubens, a versão oficial da fuga e os bastidores da repressão política da época são intercalados com os principais momentos da vida de Rubens Paiva como político, empresário e pai de família.

O livro, que demorou quatro anos e meio para ser escrito, é todo baseado em minuciosa pesquisa do autor em documentos dos órgãos de segurança e de arquivos particulares, depoimentos orais e inquéritos. Seu lançamento ocorrerá às 11 horas do dia 16 de fevereiro, como nova sessão de autógrafos às 18 horas.

*****
Serviço:
Exposição "Não tens epitáfio, pois és bandeira", sobre o ex-deputado Rubens Paiva
Abertura: 16 de fevereiro, às 11 horas
Visitação: de 16 a 25 de fevereiro, das 9 às 18 horas, no Hall da Taquigrafia, Anexo II.

Lançamento do livro Segredo de Estado – o desaparecimento de Rubens Paiva, do jornalista Jason Tércio.
Data: 16 de fevereiro de 2011, 11 horas, com nova sessão de autógrafos às 18 horas.
Local: Hall da Taquigrafia.
Realização: Câmara dos Deputados

A Incrível História de von Meduna e a Filha do Sol do Equador, de Edmar Oliveira


Do mesmo autor de “Ouvindo Vozes”. Enquanto no livro anterior os porões da psiquiatria brasileira foram abordados através das “histórias do Engenho de Dentro e lendas do Encantado”, recuperando para a vida pessoas soterradas na continuação do primeiro hospício do Brasil, no Rio de Janeiro, neste livro o autor “invenciona” a história de von Meduna no seu caso de amor à terra “Filha do Sol do Equador”.

Participante da Reforma Psiquiátrica que se instala em Teresina, como consultor, o autor, radicado no Rio de Janeiro, mas apaixonado por sua terra natal, mergulha na história da Psiquiatria no Piauí, se envolve emocionalmente com as aventuras dos loucos de sua infância, e apresenta um painel apaixonado de histórias da psiquiatria piauiense, da implantação de um modelo comunitário de assistência que se propõe substituir a internação psiquiátrica.

Não é um livro técnico, mas um romancear de quem toma partido contra uma psiquiatria repressiva que deve ser atacada no campo dos direitos humanos. Um livro para ser discutido por estudantes, profissionais, usuários, familiares, enfim, por toda à sociedade a quem é proposta uma nova ética de inclusão da loucura.

E como o modelo que foi combatido, o hospício, é o mesmo em qualquer lugar do planeta, não é um livro sobre o que acontece no Piauí, mas sobre o que faz a psiquiatria em todos os hospícios de qualquer cidade do Brasil e um elogio à forma de acontecer a Reforma Psiquiátrica, prática em saúde mental que vem substituindo o antigo manicômio em todo o país.

Paulo Tabatinga. Teresina, Piauí, Brasil.

Para adquirir o livro:TOCCATA - loja de cds e livraria
Rua Angélica, 1467 (por trás do mesmo local quando a Toccata era na N.S. de Fátima, no Jóquei), Teresina, Piauí. Tel 086-3233-5181

Mais sobre o autor:
http://piauinauta.blogspot.com/

Friday, February 11, 2011

Longos Trechos de Dias Líquidos, de Joyce Cavalcante


LONGOS TRECHOS DE DIAS LÍQUIDOS
CONTOS DE JOYCE CAVALCCANTE
SCORTECCI EDITORA/SER-Editorial REBRA
140 páginas
PREÇO DE CAPA R$ 28,00.

A venda em:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=LONGOS+TRECHOS+DE+DIAS+L%CDQUIDOS&tipo_pesq=titulo&sid=93314610112829724782083511&k5=
B007049&uid=&limpa=0&parceiro=TITTAG&x=14&y=10


Entrevista:
http://www.radio.usp.br/programa.php?id=2&edicao=110212

Lançamento do livro "árvore em v", de francesco napoli

“Recital Caipira” com Victor Batista na Barca Brasília


Para quem prefere um final de semana diferente a dica é um belíssimo passeio de barco no Lago Paranoá com direito a assistir e participar de 2 espetáculos: o show especial do múltiplo artista Victor Batista com muita música, poesia e causos que se intercalam de forma harmoniosa e o por do sol em um cenário de tirar o fôlego – o Lago Paranoá. A Barca Brasília zarpará do cais do Restaurante Retiro do Pescador (Clube da Imprensa), neste sábado (12) e domingo (13), sempre às 17hs.

Traga filmadora, máquina fotográfica e prepare-se para registrar uma explosão de cores e uma atmosfera fantástica no acender das luzes da cidade. Venha participar da programação cultural da Barca Musical! A equipe da Barca Brasília garante segurança, conforto e atendimento personalizado.
Ingressos limitados! Faça sua reserva antecipada!

SERVIÇO “Recital Caipira” com Victor Batista na Barca Brasília! Participe!
Data: 12 e 13 de fevereiro – sábado e domingo
Local de embarque: Cais do Restaurante Retiro do Pescador, Setor de Hotéis e Turismo Norte, no Clube da Imprensa (Próximo à Vila Planalto)
Partida: 17 hs
Previsão de chegada: 20hs
Valor do PASSEIO: 40,00
Valor do COUVERT ARTISTICO: R$10,00
Consumo de alimentos e bebidas à parte
Reservas e informações:
Telefones: 8419-7192 | 7812 6445 (Edmilson Figueiredo).
www.barcabrasilia.com.br
passeio@barcabrasilia.com.br
Evento não indicado para menores de 18 anos desacompanhados.
Obs.: Vista roupas leves, tenha à mão um agasalho.

Thursday, February 10, 2011

Atenção, Músicos do DF – Boicote pelo fim da OMB


Há mais de cinquenta anos a Ordem dos Músicos do Brasil vem arrecadando cerca de quatro milhões de reais em anuidades cobradas dos músicos de forma arbitrária. E pior, sem benefício algum que justifique o “investimento”. E você sabia que não é obrigatório o pagamento dessa taxa?

O único vínculo da Ordem com os músicos é uma carteirinha sem funcionalidade e distribuída por meio de duvidosos critérios de avaliação. E assim, quem dirá quem é ou não é músico – é o público. Em São Paulo e no Sul do país os músicos, unidos, derrubaram essa herança da ditadura militar.
E aqui no DF?

Para entender juridica, social e moralmente a questão, assista ao video-desabafo do músico e ativista que baixou o espírito de Engels.

Engels Espíritos dá a real

http://www.youtube.com/watch?v=kPPuOVw5PrkAcesse: www.marinamara.com.br

A Amazônia e o homem do aeroporto


09/02/2011 - 11h02

Por Dal Marcondes*, da Envolverde
O colunista Dal Marcondes conta aos leitores uma história que aconteceu com ele em uma das viagens que fez à Amazônia, desta vez para fazer uma série de reportagens sobre água e saneamento.

Esta história aconteceu em uma das viagens que fiz à Amazônia, desta vez para fazer uma série de reportagens sobre água e saneamento. Este é um dos temas problemáticos na região que detém o recorde de água doce superficial do planeta. Em Manaus a empresa que faz o tratamento e distribuição de água potável é a Águas do Amazonas, do grupo brasileiro Solvi, que comprou a parte da francesa Suez. Fui para lá porque acho que a gestão da privatização da água na capital do Amazonas é um case que merece atenção.

Bom, mas o que desejo contar aqui é sobre uma pessoa que conheci no aeroporto de Manaus. Numa quarta-feira fui para o aeroporto no final da tarde. Foram três dias de muito trabalho e muito ainda por fazer. Seu Olimpio, o motorista que me acompanhava me deixou na sala de espera do aeroporto às 19h30 e meu avião deveria sair para São Paulo à meia noite e meia. Enquanto isso abri o computador para trabalhar um pouco, responder emails, estas coisas. Numa TV à Minha frente o Fluminense jogava com alguém.

Ao meu lado sentou-se um rapaz (cerca de 30 a 35 anos) meio gordinho e falante. Do tipo que tem opinião sobre tudo. Ficou tentando puxar conversa um tempão, até que tirei os olhos do computador e olhei para ele. Foi a deixa para uma sequencia de perguntas: de onde você é? O que você faz? Porque veio à Amazônia? É a primeira vez?

Bom, expliquei que sou de São Paulo, sou jornalista, não é minha primeira vez na Amazônia e que tinha vindo trabalhar. Bom, daí para diante assisti a uma aula muito estranha sobre o que é a Amazônia. Com muita determinação e autoridade o moço me explicou alguns fatos da vida amazônica. O primeiro deles é que as ONGS são coisas de bandidos internacionais que querem tomar as terras brasileiras. Que para integrar a região é preciso acabar com esta bobagem de preservar a floresta, que isto só interessa a estrangeiros. Que o Brasil precisa acabar com esta besteira de terras indígenas, que eles tem de se virar como qualquer um. Onde já se viu ficar dando tanta terra para vagabundo.

A aula ia de Rondônia, onde as hidrelétricas do Madeira é que vão garantir o desenvolvimento de São Paulo, passando por Roraima, Onde a reserva Raposa do Sol só servia para proteger índio bandido que ataca fazendeiros bonzinhos e trabalhadores, até madeireiros que estão patrioticamente arrancando as árvores para dar caminho ao progresso. Enquanto eu olhava e imaginava se deveria dizer algo, ele começou a atacar o diploma de jornalista. Para ele qualquer um que saiba escrever tem o direito de escrever em qualquer jornal. Só radialista deveria ter diploma, não entendi bem porque, mas também não perguntei. Corria o risco de passar as horas seguintes ouvindo uma explanação sem nenhuma lógica ou ética sobre isto.

Lá pelas tantas, do mesmo jeito que chegou, o cara levantou-se e foi embora. Na minha cabeça de paulista ficaram muitas dúvidas. A principal delas talvez seja: quanta gente pensa assim? Que Amazônia é essa que tem gente que dá a vida por suas florestas e gente que mata para arranca-las?

Cheguei em São Paulo e entrei no trânsito, na rotina da metrópole e do dia a dia da redação da Envolverde. Hoje me assombrou o homem do aeroporto. Quantos será que eles são? Tem jeito de falar com eles? Que língua eles falam?

Pois é, se o homem do aeroporto não puder ser convencido de que a Amazônia é valiosa com a floresta em pé, com os índios em suas reservas e com seus recursos explorados de forma sustentável, não sei se tudo o que fazemos pode dar certo. (Envolverde)

*Dal Marcondes é jornalista, diretor da Envolverde, passou por diversas redações da grande mídia paulista, como Agência Estado, Gazeta Mercantil, Revistas Isto É e Exame. Desde 1998 dedica-se a cobertura de temas relacionados ao meio ambiente, educação, desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental empresarial. Recebeu por duas vezes o Prêmio Ethos de Jornalismo e é reconhecido como um "Jornalista Amigo da Infância" pela agência ANDI.

**Publicado originalmente na coluna do autor no site da revista Carta Capital - http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/a-amazonia-e-o-homem-do-aeroporto

(Envolverde/Carta Capital)
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Saturday, February 05, 2011

5 de fevereiro de 1974 - A morte de Mestre Bimba, um filho de Zumbi


Morreu em Goiás, aos 73 anos, Manoel dos Reis Machado, o baiano Mestre Bimba, considerado como verdadeiro divisor de águas na história da capoeira, que introduziu elementos de boxe, jiu-jitsu e catch aos gestos coreográficos da capoeira de angolana. Com sua morte, desaparece um dos elos mais fortes que ligavam a capoeira às usas origens históricas.

Bimba foi um divisor de águas na história da Bahia. Revolucionou a concepção conservadora que se tinha da Capoeira, e criou seu estilo próprio, introduzindo valores da classe média num meio cujas normas implícitas permaneciam mais ligadas ao pathos pré-Abolição da Bahia. Ele incorporou à capoeira os golpes mais agressivos de lutas estrangeiras - a antropofagia cultural de que falava Oswald de Andrade não lhe era estranha na prática. Montou uma academia para ensinar a sua arte a jovens filhos da classe média, prováveis descendentes de antigos donos de escravos. E seguiu com rigor as regras educacionais, que incluía uniforme, exames, formatura, diploma e medalha. Tudo formalizado por uma autorização da Secretaria de Educação estampada na parede da academia, a primeira a ser legalizada no Brasil. "Ninguém pode mexer comigo", sorria.

O jogo da capoeira permaneceu nele, em sua fala, em seu corpo, em seu berimbau, como um valor essencial de sua gente, sustentado pelos orixás do Candomblé, dos quais era fiel temeroso. Foi um herói dos que se movem num dos muitos planos simbólicos e contraditórios que atravessam a formação social brasileira.

Fonte: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php


Friday, February 04, 2011

O Delta do Parnaíba e o clima


03/02/2011 - 10h02
Por Alexandre Kemenes*, da Embrapa

Os ambientes costeiros são encontrados em todo o Planeta e são compostos de ecossistemas aquáticos diversos como manguezais, restingas, dunas, praias, ilhas ocupadas com Mata Atlântica, rios e igarapés. De modo geral, são vastos depósitos de carbono orgânico, ferramentas ambientais essenciais para o equilíbrio climático do planeta. Estes locais receberam o apelido por alguns pesquisadores de “Carbono Azul”, por sua habilidade extrema em sequestrar e armazenar o carbono atmosférico na forma de matéria orgânica do solo.

A quantidade de carbono fixada por um ambiente costeiro como o manguezal pode chegar a ser cinco vezes superior à que é fixada por uma floresta tropical como a Amazônia, sendo que a velocidade de fixação pode chegar a ser até 50 vezes maior. Na maioria dos ecossistemas aquáticos naturais, o carbono fixado retorna rapidamente à atmosfera pela decomposição, este fenômeno pouco ocorre em áreas de manguezais, pois, boa parte do carbono sintetizado é armazenada e permanece presa em meio às camadas de sedimento por centenas e até milhares de anos, ficando pouco disponível para a decomposição e ao processo de aquecimento global.

Aos poucos o Planeta vem perdendo estes valiosos estoques naturais de carbono devido ao desmatamento, contaminação, mudança no uso de terra e água e ocupação imobiliária. Estes locais vêm sendo degradados num ritmo assustador, cerca de 2% ao ano, com isso, se nada for feito, em cinqüenta anos não existirá mais este importante ecossistema. A perda de um manguezal pode ter um valor ainda mais significativo do que a perda de uma mesma área de floresta tropical para o processo de Aquecimento Global. Para cada hectare perdido deste ambiente costeiro, milhões de toneladas de um carbono milenar são emitidas para atmosfera, além de paralisar um importante elo no ciclo global do carbono.
Conhecer, respeitar, conservar e até mesmo reconstituir estes frágeis ecossistemas costeiros é um desafio necessário, que deverá trazer amplos benefícios à mitigação das emissões de gases de efeito estufa e ao processo de mudanças climáticas, assim como importantes reflexos junto à biodiversidade e para o sustento das populações tradicionais.

Estes ambientes costeiros estão largamente espalhados pelo mundo tropical, na região NE do Brasil temos importantes representantes, sendo o Delta do Parnaíba um dos mais representativos. É considerada uma área de extrema importância ecológica. O ambiente é rico em diversidade biológica e apresenta diversos ecossistemas aquáticos, tanto de água doce e salobra quanto salgada. O Rio Parnaíba após percorrer um longo trajeto (1.484 km) deságua no Oceano Atlântico, mas antes de entrar no mar divide-se em três braços, separados por dezenas de ilhas repletas de floresta tropical, formando um acidente geográfico conhecido como Delta do Parnaíba. Sua área é estimada em cerca de 2.700 km2, se inicia numa forma retangular e abre-se num leque com mais de 15 km de extensão. Alguns pesquisadores afirmam que o Delta se inicia a cerca de 20 km acima da cidade de Parnaíba. É um produto não só do rio, mas uma combinação dinâmica com o mar, originando uma comunidade biológica única.

Num breve passeio de barco de quatro horas pelo Delta do Parnaíba podemos registrar algumas informações importantes em relação à paisagem local, composta por matas tropicais, dunas, manguezais, ilhas cortadas por canais, praias e restingas numa combinação complexa. A vegetação é abundante, variada, apresentando nos terrenos mais baixos palmeiras e manguezais; nas inúmeras ilhas aparecem matas com madeiras de Lei e diversas espécies de palmeiras, ocorrendo frequentemente extensos cajueiros até mesmo nos terrenos mais baixos. Mas a maior extensão do Delta é ocupada por manguezais, que parecem não ter fim, são impressionantes e emolduram toda a paisagem.

Estes ecossistemas costeiros constituem um grande potencial para o sequestro do carbono atmosférico, ou seja, para a mitigação do processo de aquecimento global. As alterações antrópicas junto a estes ecossistemas podem trazer enormes prejuízos ao equilíbrio da dinâmica do balanço regional de carbono e com profundos reflexos em relação às mudanças climáticas globais.

O funcionamento deste sistema oferece uma boa oportunidade para a criação de novos mecanismos de incentivo à proteção ambiental, preservação e valoração da região costeira do Brasil e do mundo. Estes podem ser estruturados dentro dos mesmos moldes de projetos REED+ (Reduções das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), mecanismo criado para a preservação de florestas tropicais, e que funcionam pelo pagamento do carbono fixado anualmente por hectare em áreas de florestas tropicais preservadas.

Os ambientes costeiros, principalmente os manguezais, têm a vantagem da eficiência na fixação de carbono por metro quadrado, podendo chegar a ser centenas de vezes superior que nas florestas tropicais, sendo que o valor da tonelada de carbono seqüestrado deve permanecer o mesmo para estes dois ambientes. Entretanto, hoje existe pouco conhecimento nesta área de estudo, em todo mundo, assim, para chegar a valores quantitativos de seqüestro de carbono nas áreas costeiras, serão necessários amplos investimentos em longas pesquisas científicas a fim de determinar o potencial real destes locais na mitigação do processo de aquecimento global.

*Alexandre Kemenes é pesquisador da Embrapa Meio Norte e do Programa LBA do INPA.

(Envolverde/ECO 21)

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Thursday, February 03, 2011

Terças Inesquecíveis: revivendo nossas e outras bossas


Dia 08 de Fevereiro (terça feira) das 20 às 23 horas, no “Camarão do Elias”, o projeto REVIVENDO NOSSAS E OUTRAS BOSSAS, com Fátima Castelo Branco interpretando clássicos do chorinho, do samba, da bossa, além de músicas autorais. No mesmo projeto, (uma terça no mês), será dedicado ao pessoal das “Letras”: Escritores, Poetas e Compositores.

Voz: Fátima Castelo Branco
Violão e cavaco: Marcell Régis
Contrabaixo: Tuca Maia
Flauta e sax: Flaubert
Bateria: Rhafael Viana
Restaurante Camarão do Elias
Av. Pedro Almeida, 457
Bairro São Cristovão, Teresina-PI
Telefone: (86) 3232-5025

Reynaldo Jardim. Poeta.

“Reynaldo não foi apenas poeta, o que já seria muito, foi um militante da cultura brasileira, um alargador de horizontes, um fecundador – e um dos sujeitos mais agradáveis e sensíveis que conheci. Axé, Reynaldo, você foi útil para o mundo. E poucos podem se orgulhar disto.”
Ottaviano De Fiore.

A palavra de ordem
Acima dos gritos perdidos
desespero e lágrimas
sereno – aguarde

Tranquilo não tema
nem grito de noite.
Acima da maldade
aguarde –
sereno e grave

A palavra de ordem
aguarde.
na boca de fome
o pão é a palavra

Sereno e grave
aguarde

Reynaldo Jardim.
Sangradas Escrituras. Brasília. Ed. do Autor, 2009. ISBN 978-85-98839-07-3

Wednesday, February 02, 2011

25 livros imprescindíveis em sustentabilidade

02/02/2011 - 10h02
A minha lista de 25 livros imprescindíveis em sustentabilidade
Por Ricardo Voltolini*, da Ideia Sustentável

O primeiro artigo da coluna Pensamento Sustentável de 2011, com o título “Para botar em dia a leitura sobre sustentabilidade”, gerou elogios, bons comentários e uma provocação que invariavelmente sucede a publicação de textos sobre livros, mas também filmes e até empresas sustentáveis. Resultado da fixação das pessoas por listas e rankings – que o sociólogo italiano Umberto Eco capturou bem no seu mais recente livro, a Vertigem das Listas -, alguns leitores cobraram deste especialista a indicação de um ranking dos “10 melhores livros” já publicados sobre sustentabilidade.

Tarefa complexa, por três razões. Primeira: sustentabilidade é um campo de conhecimento novo, multidisciplinar e compreende uma infinidade de subtemas e enfoques que, para serem perscrutados em sua totalidade, exigiriam um conhecimento, na maioria dos casos, muito específico em cada uma das diferentes Ciências – Exatas, Biológicas e Humanas. Em segundo lugar: a “audácia” de escolher os “10 melhores” só pode ser cometida, a rigor, por alguém que tenha lido senão todos, a grande maioria dos títulos sobre o tema. Não é o meu caso. Não creio que seja o de ninguém.

Em terceiro: à falta óbvia de indicadores objetivos e universalmente consagrados (maior vendagem não significa necessariamente maior qualidade), o processo de seleção de livros é e sempre será algo subjetivo. Livros diferentes provocam impactos diferentes em diferentes leitores.

Feitas tais ressalvas, e afastada, portanto, a pretensão de parir “a” lista, fico à vontade para eleger os “meus” 25 melhores de sustentabilidade. O leitor certamente terá os dele.

Para essa tarefa, convém recorrer a Waine Visser, professor do programa de Liderança em Sustentabilidade da Universidade de Cambridge, que já se deu ao trabalho de elaborar uma lista. Tem sua coordenação uma obra chamada Top 50 Livros de Sustentabilidade (editora Greenleaf, 2009). A partir de uma pesquisa feita com cerca de três mil líderes, ex-alunos da famosa universidade, Visser levantou os 50 melhores livros (veja lista ao final do artigo), registrando, nesse inusitado compêndio, o que considera o melhor do pensamento já produzido em sustentabilidade. Muitos desses livros já foram publicados no Brasil. A maioria pode ser obtida pela Amazom.com.

Uma segunda lista merece menção. Trata-se daquela em que a WiseEarth recomenda as 25 melhores obras (ver também ao final do artigo). Fundada por Paul Hawken, autor do famoso Ecologia do Comércio, um clássico lembrado com justiça na lista, essa organização global com mais de 20 mil integrantes se propõe a conectar pessoas interessadas na sustentabilidade. É uma comunidade de gente antenada com o tema.

Cruzando as duas listas, a acadêmica e a de especialistas, há seis livros comuns, cinco dos quais figuram no meu ranking pessoal dos “imprescindíveis.” Quatro estão na categoria “clássicos”, pois marcaram época, representando importante avanço no debate sobre as questões ambientais: (1) Do Berço ao Berço, de William McDonough e Michael Braungart; (2) Capitalismo Natural, de Paul Hawken, Amory e Hunter Lovins; (3) Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, e ainda (4) A Ecologia do Comércio, de Hawken – este último livro, vale lembrar, influenciou decisivamente Ray Anderson na famosa revolução verde que ele promoveu em sua InterfaceFlor. O quinto título, Colapso, de Jared Diamond, associa a extinção de algumas civilizações com desrespeito aos limites do meio ambiente.

Dos “top 50” da Universidade de Cambridge, incluiria na minha lista seis “clássicos”: (1) Gaia, de James Lovelock; (2) Small is Beautiful, de EF Schumacher; (3) Nosso Futuro Comum, de Gro Bruntland; (4) Desenvolvimento como Liberdade, de Amartya Sen, (5) Banqueiro dos Pobres, de Muhamad Yunus; e (6) Canibais com Garfo e Faca, de John Elkington. E também outras sete obras que considero, cada uma a seu modo particular, provocativas e inspiradoras. São elas: (1) O Relatório Stern, de Nicholas Stern; (2) O Capitalismo na Encruzilhada, de Stuart Hart; (3) O Fim da Pobreza, de Jefrrey Sachs; (4) Riqueza na Base da Pirâmide, de C.K. Prahalad e (5) o inspirador Espírito Ávido, de Charles Handy. Os outros dois, (6) A Corporação, de Joel Bakan, e (7) Uma Verdade Inconveniente, de Al Gore, acabaram transpostos para o cinema, resultando em filmes polêmicos e interessantes.

Dos “top 25” da WiseEarth, tomo de empréstimo três para a minha estante essencial: (1) A Economia Verde, de Joel Makower; (2) A Vantagem da Sustentabilidade, de Bob Willard e (3) Plano B 4.0 – livro que tive a honra de editar no Brasil, em 2011, pela Ideia Sustentável.
Não constam de nenhuma das duas listas, mas certamente não faltariam na minha cesta básica da bibliografia da sustentabilidade, outros quatro títulos: (1) Inteligência Ecológica, de Daniel Goleman; (2) The Natural Step, de Karl-Henrik Robert; (3) A Empresa Sustentável, de Andrew Savitz; (4) Verde que Vale Ouro, de Daniel Easty e Andrew Winston.
Se essa lista servir para provocar o debate sobre livros, já terá cumprido sua função. Listas não devem ser objeto de consenso. Monte você também a sua. E, mais do que isso, comece a ler os livros que vão fazer diferença na sua formação.
Em artigos posteriores, contextualizarei e justificarei algumas das minhas escolhas.

A lista Top 50 de Cambridge

(1) O Banqueiro dos Pobres, Muhammad Yunus (1999)
(2) Biomimetismo, Janine Benyus (2003)
(3) Blueprint para uma Economia Verde, David Pearce, Markandya Anil e Edward B. Barbier (1989)
(4) Business as Insólito, Anita Roddick (2005)
(5) Canibais com Garfo e Faca, John Elkington (1999)
(6) Capitalismo: Como se o Mundo Importa, Jonathon Porritt (2005)
(7) O Capitalismo na Encruzilhada, Stuart Hart (2005)
(8) Mudando o Rumo: uma Perspectiva Empresarial Global sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, Stephan Schmidheiny e o WBCSD (1992)
(9) O Ponto do Caos: o Mundo na Encruzilhada, por Ervin Laszlo (2006)
(10) A Corporação Civil: A Nova Economia da Cidadania Empresarial, Simon Zadek (2001)
(11) Colapso, Jared Diamond (2005)
(12) A Corporação, Joel Bakan (2005)
(13) Do Berço ao Berço, William McDonough e Michael Braungart (2002)
(14) O Sonho da Terra, Thomas Berry (1990)
(15) Desenvolvimento como Liberdade, por Amartya Sem (2000)
(16) A Ecologia do Comércio, Paul Hawken (1994)
(17) A Economia das Alterações Climáticas: o Relatório Stern, Nicholas Stern (2007)
(18) O Fim da Pobreza, Jeffrey Sachs (2005)
(19) Fator Quatro: um Relatório para o Clube de Roma, Ernst VonWeizsäcker, Amory B. Lovins e L. Hunter Lovins (1998)
(20) O Falso Amanhecer: os Equívocos do Capitalismo Global, John Gray (2002)
(21) Fast Food Nation, Eric Schlosser (2005)
(22) Um Destino Pior que a Dívida: a Crise Financeira Mundial e os Pobres, Susan George (1990)
(23) Para o Bem Comum: o Redirecionamento da Eeconomia para Comunidade, Meio Ambiente e Futuro Sustentável, Herman Daly e John Cobb (1989)
(24) Riqueza na Base da Pirâmide, CK Prahalad (2004)
(26) Gaia, James Lovelock (1979)
(27) A Globalização e os seus Malefícios, Joseph Stiglitz (2002)
(28) Calor: Como Parar a Queima do Planeta, George Monbiot (2006)
(29) Escala de Desenvolvimento Humano: Concepção, Aplicação e as Novas reflexões, Manfred Max-Neef (1991)
(30) O Espírito Ávido, Charles Handy (1999)
(31) Uma Verdade Inconveniente, Al Gore, 2006
(32) Os Limites do Crescimento, Donella H. Meadows, Dennis L. Meadows, Jorgen Randers (1972)
(33) Maverick, Ricardo Semler (1993)
(34) O Mistério do Capital: Por que o Capitalismo Triunfa no Oeste e Falha em Toda a Parte, Hernando De Soto (2000)
(35) Capitalismo Natural, Paul Hawken, Amory Lovins e L. Hunter Lovins (2000)
(36) Sem Logo, Naomi Klein (2002)
(37) Sociedade Aberta: Reformar o Capitalismo Global, George Soros (2000)
(38) Manual de Operação para Espaçonave Terra, Buckminster Fuller (1969)
(39) Nosso Futuro Comum, pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1987)
(40) The Population Bomb, Paul Ehrlich (1968)
(41) Presença, Peter Senge, Otto Scharmer, Joseph Jaworski e Betty Sue Flowers (2005)
(42) A River Runs Black: O Desafio Ambiental para o Futuro da China, Elizabeth C. Economy (2004)
(43) Sand County Almanac, Aldo Leopold (1949)
(44) Primavera Silenciosa, Rachel Carson (1962)
(45) O Ambientalista Cético, Bjorn Lomborg (2001)
(46) Small is Beautiful, EF Schumacher (1973)
(47) Staying Alive: Mulher, Ecologia e Desenvolvimento, por Vandana Shiva (1989)
(48) The Turning Point, Fritjof Capra (1984)
(49) Unsafe at Any Speed, Ralph Nader (1965)
(50) Quando as Corporações Regem o Mundo, David Korten, 2001

Os Top 25 da WiseEarth

(1) Biomimetismo, Janine Benyus (2003)
(2) Confissões de um Industrial Radical, Ray Anderson (2009)
(3) Do Berço ao Berço, William Mc Donough e Michael Braungart (2002)
(4) Capitalismo Natural, Paul Hawken, Amory e Hunter Lovins (2000)
(5) Primavera Silenciosa, Rachel Carson (1962)
(6) Estratégia para a Sustentabilidade, Adam Werbach (2009)
(7) A Economia Verde, Joel Makower (2009)
(8) Indicadores de Sustentabilidade: Medindo o Imensurável?, Simon Bell e Stephen Morse (1999)
(9) Valor Sustentável, Chris Lazlo (2008)
(10) A Ecologia do Comércio, Paul Hawken (1994)
(11) O Fim da Natureza, Bill McKibben (1989)
(12) O Colar da Economia Verde, Van Jones (2008)
(13) The Natural Step for Business, Brian Nattrass e Mary Altomare (1999)
(14) A vantagem da Sustentabilidade, Bob Willard (2002)
(15) Tripple Bottom Line, de Andrew Savitz e Karl Weber (2006)
(16) A verdade sobre o Green Business, Gil Friend, Nicholas Kordesch e Benjamin Privitt (2009)
(17) Walking the Talk, Chad Holliday, Stephan Schimidheinny e Philip Watts (2002)
(18) Capitalismo: Como se o Mundo Importa, Jonathon Porrit (2005)
(19) Colapso, Jared Diamond (2005)
(20) Criando um Negócio Social, Muhammad Yunus (2009)
(21) Prosperidade sem Crescimento, Tim Jackson (2009)
(22) O Zeedbook: Soluções para um Mundo Cada Vez Menor, Dunster, Simmons & Gilbert (2007)
(23) Plenitude: a Nova Economia da Verdadeira Riqueza, Juliet Schor (2010)
(24) Plano B: 4.0, Lester Brown (2009)
(25) Permacultura, David Holmgren (2001)

*Ricardo Voltolini é publisher da revista Ideia Sustentável e diretor da consultoria Ideia Sustentável. Twitter: @ricvoltolini. Topblog: http://www.topblog.com.br/sustentabilidade

(Envolverde/Idéia Sustentável)

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Morre o jornalista Reynaldo Jardim


Ana Rita Gondim
Fernanda Lobo

Publicação: 02/02/2011 09:51 Atualização: 02/02/2011 14:31

Morreu, por volta das 23h30 desta terça-feira, aos 84 anos, em Brasília, o jornalista e poeta Reynaldo Jardim. Ele estava internado no Hospital do Coração e faleceu devido a um aneurisma na artéria aorta abdominal.

Nascido em São Paulo, o jornalista residia com a mulher, a jornalista Elaina Daher, e os três filhos em Brasília, no Condomínio Villages Alvorada (Lago Sul).O velório será às 14h no Teatro Nacional Cláudio Santoro e o enterro, às 18h, no cemitério Campo da Esperança.

O jornalista Reynaldo Jardim em sua casa no Condomínio Villages Alvorada, em agosto de 2009
O curta-metragem Profana via sacra, de Alisson Sbrana, baseado em poesia homônima de Reynaldo Jardim, foi premiado o melhor filme da mostra Brasília no 43º Festival do Cinema Brasileiro, em 2010.

Na rede social Facebook, o diretor do curta, Alisson Sbrana, deu a notícia, às 5h da manhã, e se emocionou ao falar de Rey, como era conhecido o jornalista. "Desculpem a repetição do tema triste, mas o faço por uma obrigação imperial, ou ordens do Rey, para afastar a tal da tristeza pungente, que a meia noite me fez chorar um pouquinho e baixinho abraçado à Maria. Pois agora sorrio e me perco em o que dizer nessa hora. Por isso a repetição do tema: essa noite o Rey morreu. Tenho tantas histórias dele para festejar. Algumas nossas. Poucas minhas sobre ele. De Reynaldo Jardim, devo quase tudo de bom que me aconteceu nos últimos tempos."

"Reynaldo Jardim é gênio criador, artista revolucionário e delirante. Liderou ou influenciou os lideres de todas as grandes revoluções artísticas do século 20, tanto na poesia, como, e principalmente, na imprensa brasileira. Repito: Reynaldo fez isso em Heleninha, em mim e em milhares de outros. Reynaldo faz isso com as pessoas. Ele marca, com uma assinatura funda, nossa pele, nossa forma de pelear, nossas palavras e futuros e histórias e cores e coragens e sorrisos fugazes ou eternos e reticências... Essa noite ele morreu. Viva o Rey!", conclui o diretor.

Em conversa por telefone, Alisson Sbrana contou que o amigo estava bem na noite anterior: "ele estava consciente, brincalhão, pedindo festa no velório. Ele dizia 'se alguma coisa der errado, vocês chamam a Aruc'", lembra o diretor.

O diretor Alisson Sbrana conta que não sabe como mensurar a perda do amigo Reynaldo Jardim
Sobre este momento delicado, Alisson relata que não sabe como mensurar a perda do amigo. "Desde que o conheci, quando saiu de um câncer, ele dizia que saiu do hospital com atestado de óbito pré-datado, mas estava mais vivo que a gente", conta. "Reynaldo era muito cheio de vida, ainda não consigo imaginar Brasília, a poesia, sem o Reynaldo. Ainda estou meio... É muito estranho, eu estive com ele ontem rapidamente, e parece que era com outra pessoa. Acho que o Reynaldo vai fazer falta todo dia", emociona-se.

Alisson Sbrana relembra que o jornalista gostava de brincar com a morte. "Não está no filme, mas está na gravação. Ele falava: 'eu não sei o que vou virar quando eu morrer se o mais Einstein dos espermatozóides não sabe que vai se tornar um ser humano. Quando eu tinha 16, 17, anos, eu achava que não ia morrer nunca e, agora, aos 82 (em 2009), tenho certeza que eu não vou morrer nunca'".

Jornalismo e poesia
Atualmente, Reynaldo era colunista do Diário da Manhã. Nos anos 50, inventou o primeiro caderno de cultura ocidental do Brasil, o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, e o seu embrião, o saudoso Caderno B. Como poeta, Reynaldo foi nome fundamental na poesia neoconcreta brasileira com os livros Paixão segundo Barrabas, Maria Bethânia Guerreira Guerrilha, Joana em flor, Viva o Dia e Cantares Prazeres.

Em 1964, ele foi obrigado a deixar o Jornal do Brasil devido à repressão militar e tornou-se diretor da revista Senhor e diretor de telejornalismo da recém-inaugurada TV Globo. No mesmo período, criou o revolucionário jornal-laboratório 'O Sol' e cruzou o país reformando os mais importantes jornais da época.

Seu último livro, publicado no ano passado - Sangradas Escrituras - ficou em segundo lugar na categoria Poesia do 52º Prêmio Jabuti. A obra traz uma compilação de 64 anos de trajetória reunida em 1.200 páginas de poemas.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2011/02/02/interna_diversao_arte,235573/morre-o-jornalista-reynaldo-jardim.shtml

PONTOS NA CURVA DA PRAÇA TAHRIR


o geômetra Jorge
triangula com as palavras
desloca significados em função dos ângulos
(paralelos, congruentes, opostos, que importa?).
entre seus axiomas e postulados, o que importa mesmo,
é demonstrar a validade de cada emoção,
de cada gesto, de cada pensamento,
ainda que no plano cartesiano ou fora dele.

o geômetra Jorge,
assim como os primeiros agrimensores,
nascidos no Egito,
grita, hoje, por liberdade, por mais espaços (reais e virtuais),
na praça Tahrir, no Cairo.

MARCOS FREITAS

Tuesday, February 01, 2011

"Marcha do milhão" reúne multidão no Cairo


Politik
01.02.2011, 22:27 Uhr
Mubarak verzichtet auf weitere Amtszeit

Friedliche Millionen-Kundgebung auf dem Tahrir-Platz in Kairo.
Sonnenuntergang in Kairo nach einem Tag, der Geschichte geschrieben hat.
Zwei Männer verteilen Blumen an die Besatzung eines Panzers in Kairo.
Demonstrantinnen machen in Kairo ihrer Wut auf die Regierung Luft.
Protest auf der Straßenlaterne.
Nicht nur der ägyptische Präsident Mubarak, sondern auch Barack Obama wird auf Plakaten angegriffen.
Wut auf Mubarak: Ein Demonstrant auf dem Tahrir-Platz in Kairo.
"Go out!" ("Hau ab!) - die Ägypter haben nur noch diesen Wunsch an ihren Präsidenten.
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Kairo - Der ägyptische Präsident Husni Mubarak (82) will nicht mehr als Kandidat für eine weitere Amtszeit antreten. «Ich werde nicht für eine neue Amtszeit kandidieren», sagte Mubarak am Dienstagabend in einer Rede, die vom ägyptischen Fernsehen ausgestrahlt wurde.

Damit zieht Mubarak die Konsequenzen aus dem Protest von Millionen Ägyptern. Kurz zuvor hatten die USA erstmals Kontakt mit Mohammed el Baradei aufgenommen, dem Hoffnungsträger der Opposition. Der friedliche Massenprotest in Kairo und anderen Städten des Landes hat das Regime ins Wanken gebracht und schlägt in der gesamten arabischen Region immer höhere Wellen.

In Kairo gingen am Dienstag nach Informationen des Senders Al-Dschasira bis zu zwei Millionen Menschen auf die Straße. Der Protest dauerte bis zum späten Abend an, während mit Spannung die Rede Mubaraks erwartet wurde.

Weil das Auswärtige Amt jetzt dringend von Reisen nach ganz Ägypten abrät, bringen die großen deutschen Reiseveranstalter bis Mitte Februar keine Urlauber mehr nach Ägypten. Außenminister Guido Westerwelle (FDP) rief die ägyptische Führung zum Dialog mit der Protestbewegung auf.

In Jordanien, wo in den vergangenen Wochen Tausende auf die Straße gegangen waren, beauftragte König Abdullah II. den Ex-Regierungschef Maruf Bachit mit der Bildung einer neuen Regierung. Bachit war bereits von November 2005 an für zwei Jahre Ministerpräsident gewesen. Die neue Regierung solle «praktische, schnelle und greifbare Schritte für den Beginn eines Prozesses echter politischer Reformen einleiten, der unserer Vision einer umfassenden Modernisierung gerecht wird», erklärte der König.

Im Nachbarland Syrien gibt es für Freitag und Samstag Aufrufe zu Protesten gegen Unterdrückung und Korruption. Diese sollten auch Ausdruck der Unterstützung für das ägyptische Volk sein, hieß es auf von Oppositionsgruppen betriebenen Internetseiten. Syriens Präsident Baschar al-Assad erklärte per Interview, er wolle mehr politische Reformen in seinem Land. Der Herrscher stützt sich auf die allmächtige Baath-Partei und das Militär. Seit 1963 gilt in Syrien - ähnlich wie seit fast 30 Jahren in Ägypten - ein permanenter Ausnahmezustand. Menschenrechtler beklagen willkürliche Verhaftungen und Folter.

In Algerien kündigten mehrere Gewerkschaften für die kommenden Tage große Streiks an. Wegen der unsicheren Lage in der arabischen Welt verteuerten sich neben dem Öl auch fast alle anderen Rohstoffe.

Für Ägypten gehen die Vereinten Nationen von deutlich mehr Todesopfern bei den Unruhen aus als bisher bekannt. «Unbestätigte Berichte sprechen von bisher 300 Toten und mehr als 3000 Verletzten», sagte die UN-Hochkommissarin für Menschenrechte, Navi Pillay, in Genf.

Die deutsche Reisebranche reagierte mit ihrem Urlaubsstopp für Ägypten auf die erneute Verschärfung der Sicherheitshinweise des Auswärtigen Amtes. Das schließe ausdrücklich auch die Touristengebiete am Roten Meer mit ein, sagte Westerwelle. An eine Evakuierung ist aber weiterhin nicht gedacht.

In Kairo verständigten sich Vertreter aller größeren Oppositionsparteien und -bewegungen auf eine gemeinsame Linie. Sie fordern den Rücktritt Mubaraks und eine «Regierung der nationalen Allianz». Zu den Forderungen, die nach einem Treffen am Dienstag in Kairo erhoben wurden, gehört auch die Auflösung der beiden Parlamentskammern sowie der Regionalparlamente. Eine Arbeitsgruppe soll eine neue Verfassung ausarbeiten.

Erstmals nahmen die USA Kontakt zu Friedensnobelpreisträger El Baradei auf. Dabei bekundete US-Botschafterin Margaret Scobey die Unterstützung Washingtons für einen geordneten Übergang zur Demokratie, teilte US-Außenamtssprecher Philip Crowley mit. Einzelheiten nannte er nicht. US-Präsident Barack Obama hat Mubarak wiederholt zu demokratischen Reformen aufgerufen, sich aber nicht für seinen Rücktritt ausgesprochen, den die Opposition in Ägypten verlangt. El Baradei wiederum hatte zuvor die US-Haltung kritisiert: Sie stehe im Widerspruch zum sonstigen Eintreten der USA für Demokratie und Menschenrechte in der Welt.

Die ägyptische Opposition lehnt Gespräche mit den Machthabern vor einem Rücktritt Mubaraks ab. «Wir erwarten, dass die Führung uns einen Zeitplan für die Umsetzung dieser Forderungen präsentiert. Erst dann sind wir bereit, einen Dialog mit Vizepräsident Omar Suleiman zu beginnen», hieß es. Friedensnobelpreisträger Mohammed el Baradei forderte, Mubarak müsse bis spätestens Freitag sein Amt niederlegen.

Bei der Demonstration auf dem Tahrir-Platz in Kairo zeigten die Streitkräfte Präsenz, ohne die Proteste zu behindern. Das Militär zog Unruhestifter und mutmaßliche Kriminelle aus dem Verkehr. Nach Angaben des Staatsfernsehens versuchten Provokateure, Auseinandersetzungen zwischen Demonstranten und Soldaten anzustiften. Auch in anderen Städten wie Alexandria oder Ismailija forderten Zehntausende Ägypter einen Neuanfang.

Das Militär, das am Vortag Schüsse auf friedliche Demonstranten ausgeschlossen hatte, hielt sich im Hintergrund. Der Protest ging quer durch die ägyptische Bevölkerung. Auf dem zentralen Tahrir-Platz in Kairo versammelten sich Arbeiter und Ärzte ebenso wie Geistliche, Frauen mit Kindern und junge Männer. Ein dpa-Reporter berichtete von einer ausgelassenen, fast fröhlichen Stimmung. «Wir wollen Freiheit. Wir wollen Demokratie», riefen Demonstranten. Auf Transparenten war zu lesen «Mubarak, verschwinde».

Der türkische Ministerpräsident Recep Tayyip Erdogan rief die ägyptische Führung zu einer demokratischen und friedlichen Lösung des Konflikts auf. Das ägyptische Volk nutze nur demokratische Rechte, sagte Erdogan. Der Generalsekretär der Arabischen Liga, der frühere ägyptische Außenminister Amr Mussa, sprach von einer neuen Ära. Es sei unmöglich, zum Zustand vor Beginn der Unruhen vor gut einer Woche zurückzukehren.

http://www.berlinonline.de/berliner-zeitung/politik/detail_dpa_28475354.php

Saturday, January 29, 2011

O livro "As esferas do tempo"


Trata-se de um livro de poesias em uma linguagem abrangente com temas relacionados ao homem e seu dia-a-dia, seus questionamentos seguidos de soluções, a luta por um mundo melhor e mais justo, crescimento, conhecimento, amor e senso de humanidade. Sua linguagem é pós-moderna tendo como influências Carlos Drummond e Clarice Lispector. Também recebe influências de Manoel de Barros e Ferreira Gullar. Suas poesias e seus argumentos estão de acordo com o tempo presente. Espero que este livro acrescente muito a vida das pessoas. Obrigado pela oportunidade e um forte abraço. Este livro está a venda na livraria Leitura do Pátio Brasil Shopping na W3 Sul.

Friday, January 28, 2011

O orvalho do outono

25/1/2011 - Batista de Lima - Jornal Diário do Nordeste
O orvalho do outono

Nada mais poético que a água, principalmente como metáfora da vida. E a água corrente arrasta consigo a figuração do tempo que não conseguimos reter. Por isso que os melhores poetas estiveram próximos a cursos d´água. Foram participantes de uma liturgia que só o altar da natureza consegue executar.

O rio é superfície e profundidade, dinâmica correnteza e imagem que se prende a nossa memória. Dos cursos d´água, o rio se inscreve como algo que flui, como o tempo, e algo que fica como imagem permanente, raiz e terra. É movimento e é estática, tempo e memória, superfície e profundidade, presente e passado.

É por isso que ao lermos os poemas de Barros Pinho precisamos mergulhar nas águas do rio Parnaíba. Pelo rio ele trafega do território da infância aos orvalhos do outono. Duas cores colorem seu universo poético, o azul memorial, e o verde que salta dos canaviais para a dimensão do sonho que não o abandona nunca.

Sua batalha é situar-se nesse meio caminho e instaurar a expressão do que lhe toca. O código linguístico é obsoleto para a transmissão do que lhe lateja no ser. Deram-lhe a "langue" sem medirem a potência da sua "parole". Nota-se perfeitamente uma vontade dilacerada diante das limitações do dizer.

Mesmo assim ele se põe diante do Parnaíba e vê um rio transfigurado. Uma luz se acende nas profundezas das águas e o observador da margem acende nas retinas do leitor o mistério das correntezas de mãos dadas com o tempo. Tudo flui e orvalha o outono do tecedor que com sua rede verbal tenta segurar a fluência das águas.

Onde andam as madrugadas que o poeta desperdiçou? Para ele não bastam mais as auroras com seu cheiro de parto e pescarias. O poeta está maduro e grita do alto das setenta cheias do rio que conduz: "nos meus pés / arrasto muitos caminhos".

Mesmo assim com um pouco de fadiga nos olhos ainda consegue manter as "mãos repletas / de borboletas amarelas". Essas borboletas são imagens que se transformam em sintagmas do tipo "algodão do poema", "partitura do mormaço", "sofreguidão das águas", "olimpo da palavra". Toda essa imagética transforma lágrima em palavra e o rio em frase.

O rio é uma frase enorme que não gosta da preguiça das planuras, mas tem os "olhos presos na divisa da aurora". Daí que há momentos em que rio e poeta fluem no mesmo compasso e se imbricam em uma só persona, correnteza e permanência. Por isso que a fala " se for noite / ponho lua nos olhos / se for dia / ponho sombra / no rastro", não se sabe se é o rio ou o poeta falando, ou se são os dois na mesma fala.

Essa fala consensual entre o poeta e seus símbolos trafega do convencional ao acidental para desembocar no universal. E ela começa logo pelo título da obra, "Poemas para orvalhar o outono". Como um bom livro começa com um bom título, Barros Pinho, além desse belo portal inicial ainda o projeta sobre um desenho instigante da lavra de Andifax Rios. Com essa recepção tão bem preparada, o leitor é sequestrado e cativado página a página.

É aí que a leitura se torna uma colheita de metáforas que vão enchendo nossos bornais de rios de imagens desmontadas. É como quem cata frutos debaixo de uma grande árvore ou pesca os maiores peixes de um grande rio. Ler Barros Pinho é tornar repletos os currais, os chiqueiros, os sótãos, os armários e os giraus da nossa sede de saberes. É por isso que o autor, aos setenta, rejuvenesce, pois "velho é o vento" e "a poesia é harpa da manhã" e "o coração / procura ingresso / no espetáculo".

Quanto à mensagem social que tem marcado a trajetória do poeta em todos os seus livros e na vida política, basta observar o verso "escrevo com a faca na mão / ao lado da pedra de amolar". A ternura que marca a poética e até o dia-a-dia do poeta sabe ser cortante como as palhas verdes dos seus canaviais telúricos.

Ao final da leitura desses poemas de Barros Pinho, verifica-se que mesmo orvalhando o outono, há uma ênfase em tratar o tempo como algo inexorável. Sua força corrosiva se dilui quando o poeta o transfigura entre o vento e o rio. Seu texto é o Tabor dessa transfiguração. Cantar a correnteza desses três elementos é cantar a vida, é inscrevê-la no humus que resta dessa batalha que travamos contra essa enfermidade adquirida.

Entretanto dessa tríade semiótica de sua poética é o rio o que mais representa a vida. Na sua dinâmica de sempre ir, vai levando na superfície o balseiro das imagens ribeirinhas, inclusive a do poeta, mas no seu leito, na sua estrutura profunda a vida se funda ligada a terra, esperando a luz. "Os rios se guardam / para o aviso dos relâmpagos", numa liturgia das águas. jbatista@unifor.br

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=922549

UNIVERSOS


REFOLHOS DO TEMPO
a prata dos fios de cabelos
mimetiza no vinco do tempo
a secura áspera dos anos
e o farfalhar das lembranças



WARP DRIVE OU SE VAI DIRIGIR NÃO BEBA
a Affonso Ávila, autor do belo Código Nacional de Transito

tomar mais uma bierre
numa viagem por um tubo de Krasnikov
(resolvendo uma cadeia de Markov)
envolto por uma bolha de Alcubierre

Thursday, January 27, 2011

Projeto “Ainda Há Vagalumes Lá Fora” - Torquato Neto


O Projeto “Ainda Há Vagalumes Lá Fora” em parceria com o Ponto de Cultura “Nos Trilhos do Teatro” abre seleção pública para interessados em participar das oficinas de teatro, ministradas pela atriz Juliana Grave (Corpo e Voz), Lucas Valadares (Dramaturgia e Poesia) e de Cinema, ministrada pelo diretor e roteirista Edgard Navarro. O processo seletivo acontece nesta sexta-feira (28), a partir das 8h.

A oficina Carne Seca promoverá a construção de um núcleo de pesquisa que investigará a relação entre corpo e voz na construção de um corpo cênico, ampliando as potencialidades expressivas de cada indivíduo. A partir de um trabalho psicofísico que encontra na sua relação com o espaço interno x espaço externo, propor procedimentos criativos, tais como: jogos teatrais, noções de espaço e foco, expansão e recolhimento, equilíbrio precário, o corpo enquanto instrumento de composição, e estudo do movimento.

Em Navilouca, o objeto é a arquitetura da palavra em sua semântica, na relação com o tempo/corpo/espaço, bem como na sua resignificação poética dentro de um contexto sócio-cultural. Serão conduzidos os seguintes procedimentos: leitura de textos; participações e depoimentos com estudiosos sobre a obra de Torquato Neto; e a construção da imagem e musicalidade da palavra na poética do corpo.

Por sua vez, Geléia Visual através de aulas expositivas para traçar brevemente um painel abrangente dos tópicos concernentes à atividade sobre cinema, concentrando-se nos temas: pequena história do cinema, panorama do cinema atual, cinema brasileiro, problemas nordestinos, verbas oficiais, editais, elaboração de projeto: orçamento, análise técnica, o roteiro cinematográfico. Preparação das filmagens: definição da equipe, seleção do elenco, pesquisa de locações, reuniões de pré-produção, direção de arte, figurino, objetos de cena. Filmagens: cronograma, preparação de atores, deslocamentos de equipamentos, problemas mais frequentes de produção. Seleção musical, direitos autorais, composição de trilha original.

Os workshops serão gratuitos e se realizarão em períodos alternados do dia de 22 de fevereiro a 05 de março. Os interessados em participar da seleção devem comparecer ao Espaço cultural Trilhos, sede do ponto de cultura Nos Trilhos do Teatro, situada na Avenida Miguel Rosa, nº 3.003, galpão 3, estação ferroviária. Maiores informações: 3223-2325/9406-2842/9981-8224.

Esta iniciativa integra o Prêmio Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2010, e conta com o apoio da Funarte – Fundação Nacional das Artes, Secretaria de Cidadania Cultural, Ministério da Cultura, Programa Mais Cultura e do Programa Cultura Viva.

Fonte: http://www.tvcanal13.com/blog/2011/01/26/projeto-sobre-torquato-neto-abre-selecao-publica-para-oficinas-gratuitas/

Mais: http://www.projetotorquato.blogspot.com/

Aproximación a la poesía en español: Propuestas didácticas


Colección Complementos. Serie Didáctica. 2009.
Alicia Silvestre Miralles y Elías Serra Martínez
Aproximación a la poesía en español: Propuestas didácticas
Ministerio de Educación y Ciencia de España
Consejería de Educación en Brasil
Embajada de España

O livro apresenta, dentre outros assuntos, uma análise do processo de criação e de tradução, do português ao espanhol, de quatro poetas brasileiros contemporâneos: Fred Maia, Angélica Torres, Marcos Freitas e Cristina Bastos.

Livro em formato digital:
http://www.educacion.es/exterior/br/es/publicaciones/publi09.shtml

Wednesday, January 26, 2011

REGEN UND SONNE


betörende Musik durchdringt meinen Körper
unterirdische Flüsse überqueren die Klage des Tages
Morgengrauen - Abenddämmerung
Die Errinnerungen künftiges Feuer bringen mir Gewitter
in der Nacht
Wer hat von Regen und Sonne gesprochen?
Zerbrechliche Zeit gegen die Harmonie des Schicksals
klopf an meine Tür
am Rand des Nachmittages
des Berges
des Tales.
betörende Flüsse am Morgengrauen
unterirdische Musik an der Abenddämmerung
Klage des Körpers an des Tages
Künftiges Gewitter und Erinnerungen einer Nacht
Regen und Sonne -
Harmonie der Zeit -
Schicksalstür
am Rand des Nachmittages
des Tales
des Berges.

Marcos Freitas. In Staub und Schotter.

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9030995&sid=97511819713110563023846811&k5=39CA6789&uid=

I Semana da Mata Atlântica no Piauí


A partir desta quarta-feira, dia (26), Teresina vai se transformar em uma cidade totalmente ecológica com a I Semana da Mata Atlântica no Piauí e a chegada da caravana itinerante no caminhão da Fundação SOS Mata Atlântica, com a exposição “A Mata Atlântica é aqui ”, no centro de Teresina, Praça Pedro II.

A caravana da SOS Mata Atlântica traz a “Exposição Itinerante do Cidadão Atuante”, e ficará estacionada durante cinco dias na Pedro II levando a população informações de renomados pesquisadores, ambientalistas e educadores sobre o bioma Mata Atlântica.

Estará à disponível aos visitante, jogos educativos, oficinas de desenhos, biblioteca para consultas, roda de sensações, cinema, exposição de produtos da Mata Atlântica, doação de mudas, exposição fotográfica, palestras, entre outras.

Na I Semana da Mata Atlântica no Piauí, será debatido a importância do bioma no Estado e sua relevância para o equilíbrio biológico das espécies e dos seres humanos.

No dia 27, (quinta-feira), será transmitido um debate virtual direto do Piauí para o mundo, no programa online “Conexão Mata Atlântica”, com o tema: O Piauí também tem Mata Atlântica, com a participação do ambientalista Mário Montovani, diretor da SOS Mata Atlântica, Ministério Público do Piauí, REAPI e FURPA. Participe e envie suas perguntas através do site www.conexaososma.org.br.

Confira a Programação

26 de janeiro (quarta-feira) – Praça Pedro II
Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 16h às 21h
16:00 – Solenidade de Abertura da I Semana da Mata Atlântica no Piauí e da Exposição Itinerante “A Mata Atlântica é Aqui”.
17:00 – Palestra: “O Domínio da Mata Atlântica no Brasil Segundo o Mapa de Vegetação da área de aplicação da lei 11.428 de 2006/IBGE – 2006”, com participação de Pedro Soares, Supervisor de Documentação do IBGE.
18:00 - Coleta de água do Rio Parnaíba e Poti para análise.
20:00 - CineMata: Exibição de vídeos e desenhos com temas socioambientais.

27 de janeiro (quinta-feira) – Praça Pedro II
Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 15h às 21h
14:00 – Debate virtual: O Piauí no Bioma da Mata Atlântica, com participação de representantes do Ministério Público Estadual do Piauí, REAPI, FURPA e SOS Mata Atlântica. Acompanhe e envie suas perguntas no site: www.conexaososma.org.br
15:00 – Jogos educativos: jogo da memória e jogo da cidadania.
17:00 – Palestra: “Aplicabilidade da Lei da Mata Atlântica (11.428/2006) e Resolução CONAMA no Piauí ”, Palestrante: Dra. Carmem Almeida - MPE.
19:00 – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.

28 de janeiro (sexta-feira) – Praça Pedro II
11:00 - Chegada da Caminhada de Combate ao Trabalho Escravo no Piauí e da Defesa da Mata Atlantica no Piauí
Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 15h às 21h
15:00 – Roda de conversa: “A Mata Atlântica é aqui em Teresina”, com participação de Mário Mantovani, Diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.
16:00 – Palestra: “Código Florestal e sua Importância para a Proteção da Biodiversidade Brasileira”. Convidados: OAB/Piauí, IBAMA, SEMAM, MPE e ONGs.
18:00 – Oficina de pintura: Máscaras de Animais da Mata Atlântica.

29 de janeiro (sábado) – Encontro dos Rios
10:00 - Manifesto em defesa do Cágado de Barbicha e combate ao tráfico das especíes da fauna da Mata Atlântica de Teresina.
10:30 – Palestra: “Atuação do Batalhão de Polícia Ambiental na Defesa e preservação do Meio Ambiente”, com participação do Tenente/Coronel Renato Alves.
11:00 – Palestra: “Serra Vermelha - A Mata Ameaçada”, - com participação do Biólogo Francisco Soares, da Furpa.

Praça Predro II
Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 15h às 21h
15:00 - Oficina de desenho de animais da Mata Atlântica.
19:00 - CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.
30 de janeiro (domingo) – Praça Pedro II
Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 12h às 18h
14:00 – Oficina: brinquedos feitos com garrafas PET.
17:00 - Jogos educativos: jogo da memória e jogo da cidadania.
18:00 – Encerramento das atividades.

Atividades que podem ser realizadas a qualquer momento: CineMata, Oficinas de desenhos, , Mini biblioteca para consultas, Roda das sensações, Jogo da cidadania, Jogo da memória, Maquete dinâmica, Pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica e outros jogos educativos, Tenda do Piauí (Exposições de produtos alimentícios e ervas medicinais oriundos da Mata Atlântica do Piauí; doação de mudas da Mata Atlântica; Exposições fotográficas da Mata Atlântica no Piauí; Exposição de equipamentos das ações de convivência com a mata seca (cistenas, calçadão,bomba dá água) e Exposição do acervo e equipamentos do Batalhão da Polícia Ambiental).

Friday, January 21, 2011

Que Venha a Seca, de Marcos Freitas


Autor: Marcos Airton de Sousa Freitas
ISBN: 8578106601 ISBN-13: 9788578106607
Brochura, 1ª Edição – 2010, 413 pág. Preço R$ 80,00

O autor não se propõe a lutar quixotescamente contra a seca e derrotá-la, mas sim compreender os fenômenos envolvidos nos diversos tipos de seca, conjeturar sua ocorrência, sua duração e sua intensidade, e estabelecer critérios para que sejam tomadas decisões realistas. Trata-se de um livro complementar à cadeira de Hidrologia, para ser utilizado principalmente pelos cursos que têm em vista a formação de hidrólogos que vivem e trabalham nas regiões assoladas pelas secas, constituindo-se em uma fonte segura de pesquisa sobre o tema. Embora haja interdependência entre os capítulos, eles podem, até certo ponto, ser lidos independentemente uns dos outros, fazendo com que o livro possa ser também usado como manual de procedimentos por gestores, administradores públicos e demais tomadores de decisão, uma vez que cada capítulo possui sua própria lista bibliográfica.

Onde adquirir o livro:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=9044208&sid=97511819712322634963904325&k5=D11FF6E&uid=

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3373355/que-venha-a-seca-modelos-para-gestao-de-recursos-hidricos-em-regioes-semiaridas/?ID=BD4B76C57DB01150C1D160306

http://www.fnac.com.br/pesquisa/undefined/fnac.html?=que%20venha%20a%20seca

http://www.siciliano.com.br/pesquisaweb/pesquisaweb.dll/pesquisa?ESTRUTN1=0301&ORDEMN2=E&PALAVRASN1=que+venha+a+seca&x=44&y=13

http://www.martinsfontespaulista.com.br/ch/prod/382548/que-venha-a-seca---modelos-para-gestao-de-recursos-hidricos-em-regioes-semiaridas.aspx

http://www.livrariagalileu.com.br/home/detalhe.asp?id_livro=177871&buscape

http://www.leonardodavinci.com.br/descricao.asp?cod_livro=FRE025

http://www.livrariacanalenergia.com.br/sinopse.asp?id_obra=157

http://www.casasbahia.com.br/Que-Venha-a-Seca-Modelos-Para-Gestao-de-Recursos-Hidricos-em-Regioes-Semiaridas-296956.html

QUE VENHA A SECA
Sumário
AGRADECIMENTOS
APRESENTAÇÃO
PREFÁCIO
CAPÍTULO 1 MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SECAS
CAPÍTULO 2 O FENÔMENO DAS SECAS, A GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS E O NORDESTE DO BRASIL
CAPÍTULO 3 ANÁLISE INTEGRADA DO FENÔMENO DAS SECAS (SIGES)
CAPÍTULO 4 MODELAGEM CHUVA-VAZÃO EM RIOS DO SEMIÁRIDO
CAPÍTULO 5 GERAÇÃO SINTÉTICA DE VAZÃO EM RIOS DE REGIÕES SEMIÁRIDAS
CAPÍTULO 6 MODELOS DE ESTIMATIVA DE DEMANDA
CAPÍTULO 7 MECANISMOS DE ALOCAÇÃO E NEGOCIAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS
CAPÍTULO 8 APLICAÇÕES DO SIGES AO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
CAPÍTULO 9 ANÁLISE MULTICRITÉRIO E TOMADA DE DECISÃO EM REGIÕES SEMIÁRIDAS
CAPÍTULO 10 ANÁLISE DE RISCO NA GESTÃO HIDROAMBIENTAL
CAPÍTULO 11 OPERAÇÃO DE RESERVATÓRIOS EM SITUAÇÕES DE ESCASSEZ
CAPÍTULO 12 INTEGRAÇÃO SETORIALNA GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS
CAPÍTULO 13 PLANOS DE CONVIVÊNCIA COM AS SECAS E MITIGAÇÃO DOS IMPACTOS
CAPÍTULO 14 CONSIDERAÇÕES FINAIS


FREITAS, MARCOS
Marcos Freitas tem Pós-graduação em Engenharia Civil - Dipl. Ing. - Universität Hannover (1995). Mestrado em Engenharia Civil (UFC, 1991). Graduação em Engenharia Civil (UFPI, 1985). Especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas - ANA, desde 2001. Professor Universitário, desde 1990 (atualmente licenciado). Engenheiro Civil/Consultor (1985-2000). Coordenador e professor de diversos cursos de Pós-graduação (Engenharia de Software; Gestão de Recursos Hídricos; Gestão Ambiental). Mais de 100 publicações técnico-científicas em periódicos e anais de simpósios nacionais e internacionais e mais de 40 livros e capítulos de livros, técnicos e de literatura, em autoria e co-autoria, em 6 idiomas. Aprovado em 2º lugar para o cargo de Especialista em Infraestrutura Sênior – Recursos Hídricos, do MPOG. Participou da elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos - PNRH, do Plano da Bacia do rio São Francisco - PDRHSF, do GEO Brasil Recursos Hídricos (PNUD), GEF São Francisco, Outorga do Sistema Cantareira (SP), dentre outros. Fundador e Ex-Diretor Técnico-Científico da Associação dos Servidores da Agência Nacional de Águas - ASÁGUAS. Fundador e Ex-Conselheiro da Associação Nacional dos Especialistas em Regulação - ANER. Autor da ideia da criação da Escola Nacional de Regulação. Sócio da Associação Brasileira de Recursos Hídricos - ABRH. Fundador da Associação Piauiense de Astronomia – APA (1982). Militante estudantil e sindical no início da década de 80. Poeta. Contista. Letrista. Músico amador. Diretor do Sindicato de Escritores do DF. Filiado à Associação Nacional de Escritores - ANE e à União Brasileira de Escritores - UBE.

Tuesday, January 18, 2011

Programação do Verão Literatura

Um ano de Academia Onírica - AO


este mês será na penúltima quinta-feira - dia 20.
Academia Onírica + banda Neanderthais

+ exposições fotográficas de Kátia Barbosa,

Acaí Campelo e Lina Magalhães

apareça, traga texto e participe!

dia 20/01 no Canteiro de Obras

entrada +zine + brinde = R$ 5,00

Teresina - Piauí - Brasil

União Brasileira de Escritores - UBE faz 53 anos


Na data do aniversário, a UBE homenageia o associado mais antigo.

Foi num 17 de janeiro que um grupo de intelectuais fundiu a Sociedade Paulista de Escritores e a Associação Brasileira de Escritores. Um dos primeiros escritores a adotar a nova Casa foi o historiador Hernâni Donato, que tem o registro nº 12.

Nesta data em que a UBE relembra seu passado de combate pela Literatura e pela Cultura, e ao mesmo tempo, projeta novas realizações, fica registrada a homenagem ao associado Hernâni Donato, o mais antigo em atividade, com os cumprimentos de toda a Diretoria.

Fonte: http://www.ube.org.br/noticias-detalhe.asp?ID=227

ORQUESTRA MOSTRA MÚSICA NOVA


O 33º Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília (33º Civebra) mostra os resultados do trabalho desenvolvido em tempo integral durante duas semanas. No próximo dia 21, sexta-feira, às 21 horas, acontecerá a apresentação da orquestra dirigida pelo maestro brasileiro Jorge Lisbôa Antunes, que veio da Venezuela onde vive atualmente. O espetáculo, com entrada franca, acontecerá no Teatro da Escola de Música de Brasília, na 602 Sul.

A orquestra conta com a participação de cerca de 50 jovens músicos, muitos deles integrantes da Orquestra Jovem de Contagem, Minas Gerais. O trabalho do maestro Lisbôa Antunes focalizou especialmente a música contemporânea e de vanguarda. Assim, no programa estarão incluídas obras do alemão Karlheinz Stockhausen e dos brasileiros Luis Carlos Vinholes e Jorge Antunes.

O trabalho de Lisbôa Antunes esteve voltado ao estudo das novas linguagens da música nova, não apenas para instrumentistas, mas também para jovens estudantes de regência. No concerto, o maestro partilhará a batuta com os jovens regentes. Na parte central do concerto será feita uma homenagem póstuma ao compositor e maestro Emilio Terraza, falecido sexta-feira passada, dia 14. A apresentação da obra do maestro Terraza contasurá com a participação especial do fagotista Hary Schweizer.

Serviço:
Concerto
Orquestra de Música Contemporânea do 33º Civebra
Regente: Maestro Jorge Lisbôa Antunes
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011, às 21h00
Entrada franca
Teatro da Escola de Música de Brasília
Escola de Música de Brasília, 602 Norte
Classificação etária: livre.
Programa: obras de Stockhausen, Vinholes, Jorge Antunes e Emilio Terraza.

Maestro Jorge Lisboa Antunes:Nascido em Brasília, formou-se em violino pela Escola de Música de Brasília em 1997, onde atualmente é professor desse instrumento e dirige a Orquestra Infanto-Juvenil da Escola. Como violinista, atuou como spalla da Orquestra Sinfônica da Escola de Música e fundou o Quarteto Antunes, especializado na interpretação de música brasileira para quarteto de cordas.

Antes de cursar Regência no Departamento de Música da Universidade de Brasília, cujo bacharelado concluiu em 2008, graduou-se em Ciência Política pela UnB em 1999 e também em Licenciatura Plena em Música pelo Centro Universitário de Brasília, em 2005. Em 2008 esteve em Paris regendo a OFF (Orchestre de Flûtes Français), uma orquestra de 24 flautas, quando realizou a estréia mundial de obras de Jean-Louis Petit, François Maintenant e Darius Milhaud.

Estudou regência orquestral com o Maestro Emílio César de Carvalho, além de ter realizado masterclasses com Helmuth Rilling, Ernani Aguiar e Sérgio Chnee. Atualmente é o Diretor Artístico e o Maestro Titular da Orquestra Ars Hodierna. Realizou, no ano de 2009, uma série de concertos didáticos em escolas públicas do Distrito Federal, com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), interpretando obras de Bach, Haydn, Beethoven, Mendelssohn, Stravinsky, Copland, Antunes, dentre outros.

Em 2010 realizou curso em Buenos Aires, Argentina, no Município de Lanús, sob a orientação do Maestro Sérgio Feferovich, com a Orquestra de Cordas de Lanús e o Coro em Si. Estreou obra de Eduardo Cáceres, compositor chileno, com grande sucesso de público, com o Ensemble Latinoamericano de Música Contemporánea Simón Bolívar, no XVI Festival Latinoamericano de Música, em Caracas, Venezuela, em 2010.

Atualmente realiza seus estudos de Mestrado em Regência Orquestral, na Universidad Simón Bolívar, na cidade de Caracas, Venezuela, sob a orientação do Maestro Alfredo Rugeles, com foco em música latino-americana dos séculos XX e XXI. Tem realizado masterclasses com Orquestras Juvenis do Sistema de Orquestra da Venezuela em Ciudad Bolívar, Canaima e Caracas.

Fonte: http://www.emb.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=111:maestro-jorge-antunes&catid=24:curriculos-dos-professores&Itemid=29

Sunday, January 16, 2011

A EMPRESA PIAUHY

Segundo o grande mestre e antropólogo Darcy Ribeiro, em seu brilhante livro O Povo Brasileiro, a empresa Brasil, no plano econômico, é o resultado da implantação e da interação de quatro ordens de ação empresarial, com distintas funções, variadas formas de recrutamento da mão-de-obra e diferentes graus de rentabilidade. A primeira e principal delas, por sua alta eficácia operativa, foi a empresa escravista, vinculada à produção de açúcar e à mineração de ouro, inexistente no Piauí. A segunda, que também alcançou notável importância e prosperidade, foi a empresa comunitária jesuítica, fundada na mão-de-obra servil dos índios, que no Piauí, mesmo com a liderança de Mandu Ladino, sucumbiram, conforme atestam os belos e históricos versos de H. Dobal. A terceira, de rentabilidade muito menor, inexpressiva como fonte de enriquecimento, mas de alcance social substancialmente maior, foi a multiplicidade de microempresas de produção de gêneros de subsistência e de criação de gado, baseada em diferentes formas de aliciamento de mão-de-obra, que iam de formas espúrias de parceria até a escravização do indígena. Essa, diríamos, foi a que ”vingou” no Piauí. Sobre essas três esferas empresariais produtivas, ainda segundo Darcy Ribeiro, pairava, dominadora, uma quarta, constituída pelo núcleo portuário de banqueiros, armadores e comerciantes de importação e exportação. Esse setor parasitário era o componente predominante da economia colonial e o mais lucrativo dela. O Piauí, por não possuir, de fato, um porto, também ficou um pouco por fora dessa empreitada. Assim, olhando esse quadro, enxerga-se perfeitamente de onde viemos e o que somos. Nossas primeiras escolas e infraestruturas básicas como sistemas de abastecimento de água, energia, etc, datam apenas do início do século passado. Quase tudo ainda estar por se fazer.

Exemplo. Para abastecer de água os Sertões de Dentro, quando será construído o denominado Eixo Oeste da Transposição do rio São Francisco (com captação no reservatório de Sobradinho, adução ao longo da BR-324 e deságüe no riacho São Lourenço a montante da barragem Petrônio Portela), regularizando os rios Piauí e Canindé, atendendo a quase todo o semiárido piauiense, tudo isso ao custo estimado de apenas 3% dos investimentos nos eixos Leste e Oeste, que abastecerão os estados do Ceará, Rio Grande de Norte, Paraíba e Pernambuco?

Recentemente, milhões de excluídos foram inseridos ao mercado interno de consumo. Será que não está na hora de pararmos de ouvir, naquelas perturbadoras torres de sons dos carros no litoral, música de qualidade duvidosa e atentarmos para os belos versos de Durvalino Couto Filho, Fred Maia, Menezes y Morais, Rubervan du Nascimento e tantos outros excelentes poetas piauienses? Quando teremos uma Política Cultural decente?

Quando teremos uma Hidrovia no Parnaíba (com eclusas e calado para as embarcações) a escoar nossas riquezas, não uma futura ferrovia a transportar grãos a outros portos? Será ainda antes do fim de nosso agonizante e Velho Monge? Teremos um Porto em nosso litoral antes que todos os pés de bacuris, pequis, andirobas e carnaúbas sejam transformados em monocultura de eucaliptos para produção de celulose? Ou teremos que, eternamente, depender de alvarengagens de Tutóia. Será que teremos tudo isso antes do fim da construção de uma dúzia de barracas de praias, com cobertura de palha e banheiros voltados à vista de quem percorre de carro a avenida litorânea, em Atalaia, e meros mil e poucos metros de calçamentos? Quando deixaremos de ser uma empresa familiar, de ocupação de cargos por membros de um reduzido número de famílias? Conseguiremos exterminar o que ainda resta de nossa Mata Atlântica, por decreto ou por queima em fornos de lenha?

Fato é que, a pobre e fraca – intelectualmente – elite dirigente piauiense nunca conseguiu romper com esse gritante atraso e elevar substancialmente os níveis de desenvolvimento econômico e cultural do Estado do Piauí. Cem anos de Escola Normal não foram suficientes para educar um Estado? Parece que esse som-desejo, ainda ressoa forte, nas pedras escaldantes de nossos sertões e na voz de Chico Miguel (Pedra em Sobressalto, 1974): “Dos lábios do senhor,\a palavra.\Do peito escravo,\o medo.\E o reconhecer\da pedra de toque:\- Somos quanto somos.”.

Friday, January 14, 2011

Blog brasiliense espalha obras literárias e pede que continuem a passá-las


Mariana Moreira
Publicação: 13/01/2011 08:00 Atualização: 13/01/2011 10:24

Imagine que, em um dia de folga, você elege um ponto turístico da cidade para passear. Ao chegar, senta-se num banquinho para admirar a paisagem e percebe que alguém esqueceu um livro. Dá uma folheada e descobre um recadinho que indica que o “esquecimento” foi proposital: um bom samaritano decidiu dividir com o sortudo que encontrasse o volume uma experiência literária marcante, que depois deve ser dividida com outros. Projetos dessa natureza se multiplicam pelo mundo, mas um deles começou há três meses em Brasília e já fugiu ao controle de sua idealizadora, a administradora Simone Ramalho. No blog Lá Vai o Livro, ela anda recebendo relatos de volumes encontrados em lugares que sequer conhece.

A corrente do bem começou quando a funcionária do Ministério da Educação participou de uma gincana proposta por um curso de formação de líderes que frequentou. Uma das atividades era integrar os amigos, demonstrando capacidade de envolver terceiros com sua proposta. Poderia ser uma caminhada ou um passeio ciclístico, mas ela decidiu reunir sua turma numa ação contínua de distribuição de livros. Não foi difícil encontrar obras para espalhar pela cidade: uma das etapas anteriores do curso era justamente arrecadar alguma coisa, como comidas e agasalhos, e doar para instituições de caridade.

Demonstrando a veia cultural, Simone já havia optado por recolher livros. A grande maioria foi doada a uma biblioteca no Recanto das Emas, mas os livros repetidos e algumas obras literárias foram espalhadas por diversos pontos da cidade para serem encontradas pelos moradores do Distrito Federal. “A leitura é o melhor caminho para uma pessoa se autoeducar, construir seu próprio conhecimento”, defende Simone, rata de biblioteca desde a infância.

O projeto foi lançado oficialmente, no dia 28 de setembro, em um jantar de amigos, no Pontão do Lago Sul. Depois de grampear um aviso explicando o funcionamento do programa na capa dos livros, o grupo se espalhou pelo pier, restaurantes e canteiros do local, para começar a empreitada. Poucos dias depois, todos se encontraram no Zoológico de Brasília para repetir a distribuição de títulos de Luis Fernando Verissimo, Jorge Amado e livros de autoajuda. Nas duas primeiras saídas, eles espalharam cerca de 500 volumes em diferentes pontos.

E não são os únicos a compartilhar o prazer da leitura. A ideia fascinou amigos de amigos, moradores de Brasília, de outras capitais e até mesmo brasileiros que vivem no exterior. O pai de Simone deixou alguns volumes no aeroporto de Salvador, amigos do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraíba também semearam livros pelas ruas da cidade e depois mandaram registros fotográficos para a coordenadora da iniciativa. Resultado: muita gente escreve para o blog relatando ter encontrado obras em lugares onde ela e sua rede de contatos ainda não chegou, como a Rodoviária de Fortaleza. A divulgação da ideia mobilizou compatriotas que vivem na Itália e na Alemanha e eles já começam a distribuir livros por lá. Sinal de que os livros já estão circulando em sua ciranda infinita.

Movimento livre
» Esta não é a primeira vez que a iniciativa de compartilhar literatura chega a Brasília. Projetos semelhantes começaram a surgir no país em meados da década passada. Um exemplo é o Movimento Livro Livre, inspirado em ações desenvolvidas mundo afora, que chegou por aqui em 2007. Com pequenas variações, a base da proposta era a mesma: quem encontrasse um livro do projeto poderia lê-lo e depois devolver à ciranda de interessados. Quem quisesse contribuir com uma obra, deveria colocar uma identificação do Livro Livre no volume e escolher um local público para deixá-lo. O blog do movimento recebia manifestações dos leitores sobre os livros encontrados.

Sonhos tecnológicos
Neste mês, Simone pretende fazer uma nova campanha de arrecadação e colocar novos volumes em vários cantos do Distrito Federal. Outra proposta é colocar um marcador de visitas no blog e, um dia, ter tecnologia suficiente para instalar chips nos livros e acompanhar suas trajetórias mundo afora. “Enquanto isso não acontece, gostaria também que as pessoas entrassem no site para contar onde encontraram o livro e que experiência ele proporcionou”, pede. Um dos felizardos a encontrar obras espalhadas por Simone é o estudante de direito Edward Silva, de 23 anos. Durante um passeio pelo Pontão, ele achou um exemplar de O código Da Vinci, de Dan Brown, depositado em uma mesinha próxima ao banheiro masculino. “Não tinha lido e todo mundo comentava. Foi uma chance de matar a curiosidade e participar de um projeto legal”, conta o futuro advogado, que encarava a relação com os livros como obrigação profissional e transformou-a em lazer. Depois de mergulhar no universo religioso e místico da obra, ele emprestou a obra para um amigo. Assim que for devolvido, o livro voltará a girar pelas ruas do Distrito Federal. “Penso em deixá-lo em um lugar reservado, mas com algum movimento, como um shopping. A leitura não é tradição no nosso país, mas quem lê escreve e se comunica melhor do que os outros”, aconselha.


COMO PARTICIPAR DO LÁ VAI O LIVRO
» Leia um bom livro;
» Deixe no blog www.lavaiolivro. blogspot.com um comentário falando da obra e contando quando e onde pretende deixá-la;
» Escreva ou cole o texto abaixo indicado, na contracapa ou na primeira página do livro;
» Deixe-o em um local público;
» Se você achou um livro que foi deixado por alguém, escreva um comentário contando como foi a experiência.

"Olá!
Deixei este livro aqui, propositadamente, para que você o encontrasse, pois desejo compartilhar essa leitura que me foi tão prazerosa.
Agora convido-o(a) a fazer o mesmo. Após a leitura, deixe-o em um local público para que outra pessoa o encontre e viva essa mesma experiência que você está vivendo agora.
Se quiser compartilhar como foi esta experiência, acesse o site http://lavaiolivro.blogspot.com e deixe um comentário contando qual o livro encontrado, onde o encontrou e como foi a experiência.
Venha! Entre na roda, cante e brinque conosco: lá vai o livro girar na roda, passar adiante sem demora e se, ao fim desta canção, você estiver com o livro na mão, depressa conte essa história!"