Wednesday, August 26, 2009

Festival Back2Black

No fim de semana, de 28 a 30 de agosto, Brasília será uma das sedes do festival Back2Black, no Museu Nacional da República. O evento será realizado simultaneamente na cidade do Rio de Janeiro.
A idéia é estimular a discussão e a reflexão a partir de temas que abrangem desde a atual situação no continente até o futuro da África, passando pelo desenvolvimento político-social a partir das artes. Estarão presentes também autoridades locais, líderes internacionais e entidades ligadas ao movimento afro de Brasília.

Com entrada franca, o Back2Black inclui uma mostra de filmes com temática africana, manifestações artísticas da cultura afro, conferências, vídeoinstalações projetadas na cúpula do Museu e uma série de shows com estrelas da música brasileira e internacional.

Entre as atrações musicais escalados para participar do projeto está cantor senegalês Youssou N’Dour, que encerra o evento no domingo (dia 30/8). N'Dour é um dos grandes expoentes da chamada world music. Figura central na cultura africana e na política de seu país, ele já gravou com Neneh Cherry, Bruce Springsteen, Paul Simon, Sting, além de ter vencido o Grammy de Melhor Álbum de World Music Contemporânea em 2005. Integram ainda a programação musical Cidade Negra, Ellen Oléria e Djalma Corrrêa.

Para os painéis de debate foram escaladas personalidades de várias gerações, como o escritor e pintor sul-africano Breyten Breytenbach, um dos nomes mais fortes de resistência ao apartheid nos anos 1960, também a economista zambiana Dambisa Moyo, autora do recém-lançado livro “Dead Aid”, o cineasta sul-africano Gavin Hood, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro 2005 (por Tsotsi), o escritor angolano José Eduardo Agualusa - curador das conferências do evento.

Os brasileiros Gilberto Gil, Alberto da Costa e Silva, Kátia Lund e MV Bill também participam em transmissão ao vivo diretamente da Estação Leopoldina no Rio de Janeiro.

Todo o evento será documentado e dará origem, no fim do ano, ao Back2Black Manifesto, um conjunto que compreende livro, exposição e um documentário cinematográfico. Parte desse material será destinada a escolas de ensino médio e fundamental em todo o país. Jornalistas brasileiros e estrangeiros serão co-autores das conclusões a serem publicadas no Back2Black Manifesto.

O evento conta com o apoio do Ministério da Cultura, Fundação Palmares, SEPPIR, Brasiliatur, Secretaria de Cultura do GDF, Museu da República, Petrobras, Oi Futuro, Vale, Embaixada dos EUA e Banco Mundial.

Mais informações no site: www.back2blackfestival.com.br

Programação:
28/8 - sexta-feira

-14:45hs - Solenidade de abertura com autoridades.
Convidados: SEPPIR; Ministério da Cultura, (Fundação Palmares); Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural; CDDN Secretaria de Direitos Humanos GDF.
- 15hs às 17hs - CONFERÊNCIA: “Construindo Utopias” (Apresentador: Nelson Inocêncio, Mediador: Nelson Saute).

Conferencista: cineasta GAVIN HOOD e MIGUEL GULLANDER.
Local: auditório A (capacidade: 700 pessoas).
17h - Coquetel
17h- Grupo Afro – A Muringa
17h às 21h - Mostra de filmes Afro no auditório
18h30 - Roda de Capoeira
19h30 - Projeção de “A Liga da Língua”, “Haiti” e “A força de Olhar o Amanhã” na parede externa do museu. Curador: Ciro Marcondes (IESB - UNICESP).
29/8 - sábado

16:30hs - Manifestação artística com grupos de capoeira das cidades-satélites do DF
15:00 às 17:00hs - Conferência “Cultura, desenvolvimento e Globalização” (Apresentador: Nelson Inocencio ; Mediador: José Eduardo Agualusa)
Conferencistas: ativista e escritor Breyten Breytenbach e José Eduardo Agualusa. Local: Auditório A (capacidade: 700 pessoas)
17h às 21h - Mostra de filmes no auditório A.
17h30 - Dom Funk
18h - Nanan Matos
20h - Projeção de Filme Outdoor Jean Rouch, “Eu, um Negro”. “Projeto Mostra Jean Rouch”.

30/8 - domingo
16h - Manifestação artística Boi Bumbá do Seu Teodoro (Sobradinho - DF)
17h às 21h - Conferência “A Africa na Construção do Mundo” (transmissão ao vivo via satélite do RJ), com Gilberto Gil e Graça Machel e Dambisa Moyo
17h às 21h - Mostra de filmes no auditório A
17h30 - Manifestação artística (Tambor de Crioula)
19h - Shows com Djalma Corrêa, Ellen Oléria, Cidade Negra e Yossou N’Dour

Monday, August 24, 2009

Biblioteca Nacional de Brasília dedica tributo a Haroldo de Campos


No mês em que é celebrado o aniversário de nascimento e morte de Haroldo de Campos (19-8-1929 / +16-8-2003), a Biblioteca Nacional de Brasília consagra seu tributo ao poeta criador da poesia concreta, uma das mais polêmicas figuras do meio literário do século vinte, também tradutor, ensaísta, advogado, procurador e professor. Misto de palestra literária e recital poético, o Tributo ao Poeta Haroldo de Campos será realizado no auditório da Biblioteca, às 19h da próxima 2ª, 31, tendo o professor e poeta José Fernandes na análise de sua poesia, e na récita de poemas o jornalista, músico e dramaturgo Celso Araújo (ex-Akhenaton, diretor de Sousândrade em Camarardente), a poeta e fotógrafa Cristina Bastos (Decerto o Deserto; Ladrões de Alma) e o poeta e performático Paco Cac (Pulso; Gandaia; O Menor Espetáculo do Mundo).

O mineiro José Fernandes, cuja trajetória de erudito acadêmico e escritor passa por Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Goiás, avisa aos navegantes que preferiu a viagem mais difícil entre os dois riscos que corre nessa aula-homenagem sobre o poeta: analisar o seu vanguardismo verbivocovisual já que seus poemas visuais foram pouco visitados pela crítica, em lugar de reproduzir a vasta informação disponível sobre ele.

POLÊMICO - Seis anos após sua morte, Haroldo de Campos permanece com a imagem que plasmou em vida como poeta. Se repudiado por muitos, de um lado, do outro, notoriamente reverenciado, dentro e fora do País. Arrebatou o Prêmio Jabuti em 1991, 93, 94, 99 e 2002, e o Prêmio Octávio Paz de Poesia e Ensaio, no México, em 1999, ano também em que a Universidade de Yale e a de Oxford organizaram conferências sobre sua obra em comemoração aos seus 70 anos.

Haroldo de Campos fez escola no Brasil com seus métodos de tradução, que deram origem à famosa transcriação. Tendia a traduzir das obras apenas o que lhe interessava, e o mais difícil. Ezra Pound, James Joyce e Mallarmé; Maiakovski, Octavio Paz e Goethe; Dante, Heráclito e Homero; e ainda o teatro Nô japonês e textos bíblicos em hebraico, como Gênesis e Eclesiastes, foram objetos de suas transcriações.

OBRA - Muitos dos que rechaçam sua reação contestadora ao conservadorismo poético da Geração de 45, desde o grupo Noigandres até o movimento da poesia concreta – fase que se estendeu de 1956 a 1963, junto ao irmão Augusto de Campos e a Décio Pignatari – conhecem pouco ou nada de sua vasta obra, que inclui os livros de poesia Xadrez de Estrelas (1976); Signância: Quase Céu (1979); Galáxias (1984); A Educação dos Cinco Sentidos (1985); Crisantempo (1998); e A Máquina do Mundo Repensada (2001). Mas podem também conhecer ainda menos da complexidade e do requinte intelectual de sua poesia verbivocovisual, que o professor Fernandes irá analisar no palco da BNB.

São objetos da palestra de Fernandes os poemas nascemorre, Circum-lóquio e o fragmento de Galáxias (1), que serão recitados por Cristina Bastos, Paco Cac e Celso Araújo. A oportunidade para conhecer e compreender a estruturação da poesia visual de Haroldo de Campos está, portanto, posta ao público interessado, e com entrada franca. (Angélica Torres)
TRIBUTO AO POETA HAROLDO DE CAMPOS – Dia 31/8/09, 2ª feira, às 19h, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, 2º andar. Com José Fernandes (palestrante); Paco Cac, Celso Araújo, Cristina Bastos (récitas). Entrada franca.

Biblioteca Nacional de Brasília
BNBcomunica / Assessoria de Imprensa
55 61 3625-6257 Ramal 107 / 109
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Thursday, August 13, 2009

Lançamento do livro Poesia na Praça Sete – 1ª e 2ª Edição


Lançamento do livro Poesia na Praça Sete – 1ª e 2ª Edição*.
Com os poetas participantes da 1ª e 2ª edição, do projeto “Poesia na Praça Sete”, idealizado pelos poetas Rogério Salgado e Virgilene Araújo e realizado com os benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, ocorridas entre novembro/2006 a janeiro/2007 e agosto/2008 a janeiro/2009.
Dia 21 de agosto de 2009 - de 15 ás 18 horas, na Praça Sete de Setembro - quarteirão fechado entre a Rua Tamóios e Av. Afonso Pena.

Estarão se apresentando os poetas Deivid Junio e Luiz Leite. Nas Metáforas Poéticas – Sonoras e Criativas estará se apresentando Jackson Abacatu e convidados.

*Poetas participantes do livro: Rogério Salgado, Virgilene Araújo, Cláudio Bento, Deiwson Magalhães, Graça Faisão, Heleide O. Santos, J. Franco, Jimi Vieira, Ênio, Júlio Emílio Tentaterra, Lis Monteiro, Lívia Tucci, Luiz Edmundo Alves, Márcia Simões, Marco Llobus, Milton César Pontes, Olegário Alfredo, Paulinho Andrade, Paulo César Barros, Ricardo Evangelista, Rodrigo Leste, Rodrigo Starling, Rosa Helena, Sidney do Carmo, Tânia Diniz, Terezinha Romão, Wagner Torres, Wilmar Silva, José Antônio Inácio, Wanderson Nov@ato, Wendell Quirino Pereira, Acácio Luiz Lopes, Jean Carlos, Santiago Dias, Cida Araújo, Adalgisa Manoel, Ana Alcântara, Toninho Leroy, Marco Alexandre, Eliane Fernandes, Luiz Antônio Leite, Márcia Araújo, Cláudio Márcio Barbosa, Guilherme Thiago, Luana Dandara, Valdinei do Carmo,Brenda Mar(que)s Pena, Jotagê, Dulce Batista, Bilá Bernardes e Said Oliveira.

http://www.poesianapracasete.com/index.html

Friday, August 07, 2009

Poemação Videoliteromusical começa com o pé direito na BNB


Poemação Videoliteromusical começa com o pé direito na BNB
QUA, 05 DE AGOSTO DE 2009 16:48
A volta à cena na noite de ontem do Poemação - projeto que tanto sucesso fez nos bares, bistrôs e cafés brasilienses durante a I Bienal Internacional de Poesia de Brasília no ano passado -, foi explicitamente aprovada pelo público de cerca de 70 pessoas, que durante hora e meia assistiu no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) os recitais solo e em grupos dos poetas e músicos convidados pelos organizadores, Marcos Freitas e Jorge Amâncio.

Antonio Miranda, poeta e diretor da BNB, que estava na platéia, acabou sendo o vórtice das atenções do evento, para surpresa dele. Avesso a celebrações de seu próprio aniversário - que foi ontem -, foi homenageado por todos os poetas e músicos que subiram ao palco, com carinhosas manifestações de apreço e admiração pelo trabalho que vem desenvolvendo em prol dos poetas e da poesia do Brasil e do mundo. Ao final, chamado por Marcos Freitas ao palco, Miranda acabou se dando por vencido e confessando que "não devia, como dizia o comediante americano Groucho Marx, entrar para clubes que me aceitem como sócio ou participar de homenagens que me fazem, porque fico constrangido. Mas tenho que admitir que foi maravilhoso", disse, fazendo rir a platéia, que não deixou por menos e cantou, de pé, o Parabéns pra você.

Neste primeiro Poemação, mostraram trabalhos e performances e expuseram e relançaram livros: a dupla Ruiter Lima e Carlinhos Piauí; a poeta e atriz Cristiane Sobral; a compositora Marina Andrade e a percussionista Leila Peres; o Coletivo de Poetas, com Menezes y Morais, José Edson dos Santos, Potyguar, Anabe Lopes, Marcos Freitas e Jorge Amâncio; além do grupo do Sindicatos dos Escritores do DF, Meireluce Fernandes e Eileen Paiva e Mello, Rômulo Marinho.

Os organizadores, que consideraram esta primeira experiência "muito boa", pela diversidade de estilos musicais e poéticos apresentados, convidam desde já as pessoas interessadas para o próximo, que será em 1º de setembro.

Fonte: http://www.bnb.df.gov.br/index.php/noticias/328-poemacao-resultado

Friday, July 31, 2009

Poemação: dia 4 de agosto (terça-feira) - Um Sarau Videoliteromusical


A Biblioteca Nacional de Brasília abre as suas portas à poesia brasiliense, trazendo de volta o Poemação, projeto de grande sucesso da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília, em 2008. Sob a coordenação dos poetas Marcos Freitas e Jorge Amâncio, o Sarau Videoliteromusical será aberto no dia 4 de agosto, 3ª feira, no auditório do 2º andar, apresentando George Durand com a poesia de Antonio Miranda; Ruiter Lima e Carlinhos Piauí com um recital poético-musical nordestino; Cristiane Sobral com a poesia negra; Marina Andrade com uma leitura musical de Augusto dos Anjos, e ainda Ivan Monteiro, Elias Daher, Meireluce Fernandes e Menezes y Morais.

O evento traz também as Rodas de Poesia, com duas atrações: o Sindicato dos Escritores do DF, com a celebração de 30 anos de existência e a posse da nova diretoria; e o Coletivo dos Poetas do DF, que volta ao palco sob a coordenação de Menezes y Morais. A programação do evento inclui a projeção de um vídeo de Fernando Camargos sobre a poesia de Antonio Miranda, e o relançamento dos livros O Resgate da Palavra: I Antologia do Sindicato do DF (Thesaurus, Brasília, 2009, organizador Elias Daher); Micro-Antologia Marcos Freitas (Série Escritores Brasileiros Contemporâneos, nº 44, O Livro na Rua, Ed. Thesaurus, 2008) e Staub und Schotter: Der Wind des Frühlings & die Brise des Herbstes (Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 2008), de Marcos Freitas.

Programação do POEMAÇÃO Um Sarau Videoliteromusical

Abertura por Jorge Amâncio e Marcos Freitas
Música: George Durand
Poeta 1: Antonio Miranda em poesia e vídeo
Poesia na Roda: Sindicato dos Escritores do DF
Música e Poesia Matuta: Ruiter Lima e Carlinhos Piauí:
Poeta 2: Cristiane Sobral
Música e Poesia: Marina Andrade
Poeta 3: Ivan Monteiro
Poesia na Roda - Coletivo dos Poetas
Encerramento

Participantes deste 1º Poemação

Antonio Miranda – tem mais de 20 livros publicados, entre poesia, romance e peças de teatro e poemas traduzidos para o espanhol, francês, italiano, inglês, russo e grego. Nos anos 60 e 70 viveu e publicou em Buenos Aires, Caracas, Bogotá e Londres. Tu País Está Feliz, peça de teatro baseada em seus poemas, de 1971, foi vista em mais de 20 países, durante as três décadas que ficou em cartaz. Mantém uma enciclopédia de poesia iberoamericana no portal www.antoniomiranda.com.br e dirige a Biblioteca Nacional de Brasília.

Carlinhos Piauí e Ruiter Lima – Carlinhos Piauí é autor dos cds solo Conterrâneas (1999) e Estradas e Terreiro (2001) e participou dos CDs Português Divertido, com professores da FEDF, e Nós, com artistas da cidade. Está gravando um cd independente com o poeta Ruiter Lima, com quem divide o palco em Sertão de cabo a rabo, recital de poesia matuta e música de raiz nordestina.

Cristiane Sobral – poeta, arte-educadora e atriz, integrante do grupo Oi Poema, publicou prosa e poesia nos Cadernos Negros, Black Notebooks e Cadernos Negros Três Décadas, e pela Editora Moderna, em 2004, na Antologia Histórica da Poesia Negra Brasileira. Fundou em 1999 o grupo Cabeça Feita, cujos espetáculos pretendem redimensionar a personagem negra e a estética negra em cena.

Elias Daher - presidente do Sindicato dos Escritores do DF, tem seis livros publicados, entre eles Fernando Pessoa (Editora Protexto, 2008) e é o organizador da 1ª Antologia do Sindicato dos Escritores – O Resgate da Palavra.

George Durand - Compositor e intérprete, gravou os cds solo George Durand (1998); Limiar (2002) e Quatro Elementos (2007). Está em Brasília desde os anos 90. Estudou violão clássico, violão popular e teoria musical na Escola de Música de Brasília.

Ivan Monteiro – integrante do Coletivo de Poetas, é um recitador por excelência e como tal participou do filme Entre Eixos e Ilhas, de Neto Borges.

Marina Andrade – compositora e intérprete, musicou poemas de Cecília Meireles, Bandeira, Drummond, Fernando Pessoa e Augusto dos Anjos, e dos brasilienses Jorge Amâncio, Gelly Fritta, Nicolas Behr e Menezes y Morais. Em 2007 lançou o cd Versos Íntimos, com versões em blues, pop e folk dos poemas de Augusto dos Anjos.

Meireluce Fernandes - Vice-presidente do Sindicato dos Escritores do DF, publicou seis livros nos gêneros romance, poesia, contos e técnico.

Menezes y Morais – publicou nove livros de poesia, de 1975 a 2005, e lançou Na Micropiscina da Lágrima Feliz, em 1999. É o criador do Coletivo de Poetas.

Os coordenadores - Jorge Amâncio estreou como poeta no jornal Raça, do Movimento Negro Unificado (anos 80), tem poemas em dezenas de antologias e publicou Negrojorgen (Thesaurus, 2007). Marcos Freitas tem oito livros publicados, participa de mais de 20 antologias e é editor da revista eletrônica emverso&pros@ (http://emversoeprosa.blogspot.com) e da coluna Verdeveredas (http://www.45graus.com.br/verdeveredas).

POEMAÇÃO UM SARAU VIDEOLITEROMUSICAL – No auditório da Biblioteca Nacional de Brasília. Abertura em 4 de agosto, às 19h. Entrada franca.

Biblioteca Nacional de Brasília
BNBcomunica / Assessoria de Imprensa
55 61 3325-6257 Ramal 107 / 109
Visite http://www.bnb.df.gov.br
http://www.bipbrasilia.unb.br

Tuesday, July 28, 2009

Paulo José Cunha lança "Perfume de Resedá"


O jornalista professor e escritor piauiense Paulo José Cunha estará autrografando na próxima quarta-feira (29/07) em Teresina: ''Perfume de resedá''. Segundo ele, o livro é um memorial poético que levou 24 anos para ficar pronto e que se passa no tempo mágico da infância, quando os meninos ainda sabiam andar sobre as nuvens...

Paulo foi repórter de O Globo, Jornal do Brasil e Rede Globo de Televisão. É diretor de documentários e comerciais de TV. É Professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília e Diretor do CPCE - Centro de Produção de Televisão e Cinema da UnB. É o Editor-chefe do programa radiofônico “Escola Brasil”, voltado para a educação fundamental, veiculado para todo o país, particularmente para a região amazônica, pela Rádio Nacional Brasília e pela Rádio Nacional da Amazônia.

Paulo também é autor da coluna semanal “Telejornalismo em Close”, publicada em cerca de 60 jornais brasileiros e em 10 sites, inclusive no exterior.

Fonte:http://www.cabecadecuia.com/ligeirobala/2009-07-22/paulo-jose-cunha-lanca-perfume-de-reseda-em-teresina-51439.html

Sergio Leo lança o livro Mentiras do Rio

Bate-papo literário com Luiz Ruffato


Bate-papo literário com Luiz Ruffato
Por Francisca Azevedo
27 de julho de 2009

Luiz Ruffato na agenda cultural nesta quinta-feira (30/07)

O escritor mineiro, Luiz Ruffato, é o convidado especial do Projeto Encontro com Escritores desta quinta-feira (30) para bate-papo literário no Açougue Cultural T-Bone. O escritor falará sobre seu mais recente livro, VISTA PARCIAL DA NOITE, terceiro volume da série Inferno Provisório, iniciada com Mamma, son tanto felice e O mundo inimigo, publicado Record. A noite terá ainda lançamento literário da escritora brasiliense Camila Oliveira e apresentação musical de Juca Du Kassay. O evento começa às 20 horas.

Bate-papo literário:
Um mosaico, onde as peças fazem sentido se vistas isoladamente e podem ganhar outras possibilidades de leitura, se vistas em conjunto. Assim é definido pelo escritor Luiz Ruffato, VISTA PARCIAL DA NOITE. Terceiro volume da série Inferno Provisório, iniciada com Mamma, son tanto felice e O mundo inimigo, a obra dá prosseguimento à história de uma comunidade de imigrantes italianos e seus descendentes no interior de Minas Gerais.

O cenário das narrativas que compõem o romance é a mesma cidade de Cataguases feita de palavras, tendo o Beco do Zé Pinto como eixo aglutinador de fatos e de personagens. Os primeiros volumes propiciaram uma expansão dos limites desse corajoso mapa literário, pois nos aproximamos de modo mais detalhado das raízes italianas desses habitantes e da tensa rede de relações pessoais e familiares. Agora, Ruffato propõe um mergulho em profundidade, penetrando numa espécie de tridimensionalidade do panorama social que ele parece ser impelido a relatar. Ao tocar camadas mais profundas, temos acesso a segredos familiares e sociais, que um observador de passagem não teria condições de captar: um universo sigiloso marcado pela extrema violência.

Em diálogo com já longa tradição da ruptura dos gêneros literários, Ruffato continua a nos apresentar um romance em processo, a partir do recurso da montagem de peças, possivelmente móveis. O sentido surge no estabelecimento de relações entre esses artefatos literários.

Em VISTA PARCIAL DA NOITE intensifica-se o processo de degradação dos personagens; o Inferno Provisório parece tornar-se mais explícito para seus ocupantes. Ruffato ressalta que isso deve-se à constatação de que “o que vivemos hoje é um desdobramento ‘natural’ do que não construímos ontem. A violência gratuita e as relações superficiais que imperam na sociedade hoje já estavam presentes, ‘adormecidas’, na sociedade de ontem”.

Dono de uma apuradíssima arquitetura literária, que faz dele um dos melhores autores de sua geração, Ruffato constrói seu texto com tintas políticas fortes. “A nossa é a sociedade sem planejamento. As histórias refletem apenas o absoluto desprezo que votam nossos governantes à construção de uma nação”.

Sobre o autor:
Luiz Ruffato nasceu em Cataguases (MG) em 1961. Publicou: Histórias de remorsos e rancores (histórias, 1998); Os sobreviventes (histórias, 2000), Menção Especial do Prêmio Casa de las Américas –; Eles eram muitos cavalos (romance, 2001), vencedor do Prêmio APCA de melhor romance de 2001 e Prêmio Machado de Assis de Narrativa, da Fundação Biblioteca Nacional; Come tanti cavalli (Milano, Bevivino Editore, 2003); Tant et tant de chevaux (Paris, Éditions Métailié, 2005); Eles eram muitos cavalos (Espinho, Quadrante, 2006); As máscaras singulares (poemas, 2002); Os ases de Cataguases (ensaio, 2002); Mamma, son tanto felice (Inferno Provisório – Volume I romance, 2005) e O mundo inimigo (Inferno Provisório – Volume II romance, 2005), ambos vencedores do Prêmio APCA de melhor ficção de 2005.

Lançamento literário:“AMIGOS E AMORES, UMA VIDA ADOLESCENTE” da escritora Camila Oliveira. Terceiro livro da escritora editado pela Câmara Brasileira dos jovens escritores no Rio de Janeiro.

Apresentação musical:
Show de Juca Du Kassay - Compositor e interprete de música brasileira, tem participado como músico convidado de diversos Shows populares no Brasil e no exterior: Casa da Espanha-DF; Estação de Rádio da Universidade de Wyoming (EUA); Sentenial Festival 2005 em Wyoming (EUA), entre outros. Obteve merecido reconhecimento em sua participação no festival de canções “Ismar Barreto”, realizado pelo Banco do Estado de Sergipe (Banese) em 2006. Atualmente tem se dedicado ao estudo do folclore e a influências afro na cultura brasileira.

Apresentação:
Mímico Miquéias Paz

Informações:
Luiz Ruffato: luizruffato@superig.com.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Camila Oliveira: 9981-3547
Juca Du Kassay: 9614-8528
Francisca Azevedo: 8432-3669

Data: 30/07
Horário: 20 horas
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
Tel: (61) 3274-1665
ENTRADA FRANCA

Monday, July 20, 2009

Poemação volta à cena na Biblioteca Nacional


Poemação volta à cena na Biblioteca Nacional com a poesia brasiliense
Um Sarau Videoliteromusical inaugura o projeto no dia 4 de agosto

A Biblioteca Nacional de Brasília abre as suas portas à poesia brasiliense, trazendo de volta o Poemação, projeto de grande sucesso da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília, em 2008. Sob a coordenação dos poetas Marcos Freitas e Jorge Amâncio, o Sarau Videoliteromusical será aberto no dia 4 de agosto, 3ª feira, no auditório do 2º andar, apresentando George Durand com a poesia de Antonio Miranda; Ruiter Lima e Carlinhos Piauí com um recital poético-musical nordestino; Cristiane Sobral com a poesia negra; Marina Andrade com uma leitura musical de Augusto dos Anjos, e ainda Ivan Monteiro, Elias Daher, Meireluce Fernandes e Menezes y Morais.

O evento traz também as Rodas de Poesia, com duas atrações: o Sindicato dos Escritores do DF, com a celebração de 30 anos de existência e a posse da nova diretoria; e o Coletivo dos Poetas do DF, que volta ao palco sob a coordenação de Menezes y Morais. A programação do evento inclui a projeção de um vídeo de Fernando Camargos sobre a poesia de Antonio Miranda, e o relançamento dos livros O Resgate da Palavra: I Antologia do Sindicato do DF (Thesaurus, Brasília, 2009, organizador Elias Daher); Micro-Antologia Marcos Freitas (Série Escritores Brasileiros Contemporâneos, nº 44, O Livro na Rua, Ed. Thesaurus, 2008) e Staub und Schotter: Der Wind des Frühlings & die Brise des Herbstes (Ed. CBJE, Rio de Janeiro, 2008), de Marcos Freitas.


Programação do POEMAÇÃO Um Sarau Videoliteromusical

Abertura por Jorge Amâncio e Marcos Freitas
Música: George Durand
Poeta 1: Antonio Miranda em poesia e vídeo
Poesia na Roda: Sindicato dos Escritores do DF
Música e Poesia Matuta: Ruiter Lima e Carlinhos Piauí:
Poeta 2: Cristiane Sobral
Música e Poesia: Marina Andrade
Poeta 3: Ivan Monteiro
Poesia na Roda - Coletivo dos Poetas
Encerramento

Participantes deste 1º Poemação

Antonio Miranda – tem mais de 20 livros publicados, entre poesia, romance e peças de teatro e poemas traduzidos para o espanhol, francês, italiano, inglês, russo e grego. Nos anos 60 e 70 viveu e publicou em Buenos Aires, Caracas, Bogotá e Londres. Tu País Está Feliz, peça de teatro baseada em seus poemas, de 1971, foi vista em mais de 20 países, durante as três décadas que ficou em cartaz. Mantém uma enciclopédia de poesia iberoamericana no portal www.antoniomiranda.com.br e dirige a Biblioteca Nacional de Brasília.

Carlinhos Piauí e Ruiter Lima – Carlinhos Piauí é autor dos cds solo Conterrâneas (1999) e Estradas e Terreiro (2001) e participou dos CDs Português Divertido, com professores da FEDF, e Nós, com artistas da cidade. Está gravando um cd independente com o poeta Ruiter Lima, com quem divide o palco em Sertão de cabo a rabo, recital de poesia matuta e música de raiz nordestina.

Cristiane Sobral – poeta, arte-educadora e atriz, integrante do grupo Oi Poema, publicou prosa e poesia nos Cadernos Negros, Black Notebooks e Cadernos Negros Três Décadas, e pela Editora Moderna, em 2004, na Antologia Histórica da Poesia Negra Brasileira. Fundou em 1999 o grupo Cabeça Feita, cujos espetáculos pretendem redimensionar a personagem negra e a estética negra em cena.

Elias Daher - presidente do Sindicato dos Escritores do DF, tem seis livros publicados, entre eles Fernando Pessoa (Editora Protexto, 2008) e é o organizador da 1ª Antologia do Sindicato dos Escritores – O Resgate da Palavra.

George Durand - Compositor e intérprete, gravou os cds solo George Durand (1998); Limiar (2002) e Quatro Elementos (2007). Está em Brasília desde os anos 90. Estudou violão clássico, violão popular e teoria musical na Escola de Música de Brasília.

Ivan Monteiro – integrante do Coletivo de Poetas, é um recitador por excelência e como tal participou do filme Entre Eixos e Ilhas, de Neto Borges.

Marina Andrade – compositora e intérprete, musicou poemas de Cecília Meireles, Bandeira, Drummond, Fernando Pessoa e Augusto dos Anjos, e dos brasilienses Jorge Amâncio, Gelly Fritta, Nicolas Behr e Menezes y Morais. Em 2007 lançou o cd Versos Íntimos, com versões em blues, pop e folk dos poemas de Augusto dos Anjos.

Meireluce Fernandes - Vice-presidente do Sindicato dos Escritores do DF, publicou seis livros nos gêneros romance, poesia, contos e técnico.

Menezes y Morais – publicou nove livros de poesia, de 1975 a 2005, e lançou Na Micropiscina da Lágrima Feliz, em 1999. É o criador do Coletivo de Poetas.

Os coordenadores - Jorge Amâncio estreou como poeta no jornal Raça, do Movimento Negro Unificado (anos 80), tem poemas em dezenas de antologias e publicou Negrojorgen (Thesaurus, 2007). Marcos Freitas tem oito livros publicados, participa de mais de 20 antologias e é editor da revista eletrônica emverso&pros@ (http://emversoeprosa.blogspot.com) e da coluna Verdeveredas (http://www.45graus.com.br/verdeveredas).

POEMAÇÃO UM SARAU VIDEOLITEROMUSICAL – No auditório da Biblioteca Nacional de Brasília. Abertura em 4 de agosto, às 19h. Entrada franca.

Friday, July 17, 2009

Patricia Mellodi em Brasilia











Mais sobre Patricia Mellodi: www.patriciamellodi.com

Tuesday, July 14, 2009

Conexão Quioto - Quiosque do Ivan


CONEXÃO QUIOTO – QUIOSQUE DO IVAN

Para Luis Turiba e Paco Cac (Curto-Circuito de Poesia)

pegou o Buson
e Bashô no CONIC
para declamar seus poemas

Marcos Freitas.


Mais Informações:

Yosa Buson, or Yosa no Buson (与謝蕪村, 1716 – December 25, 1783)
http://en.wikipedia.org/wiki/Yosa_Buson

Matsuo Bashō (松尾 芭蕉?, 1644 – November 28, 1694)
http://en.wikipedia.org/wiki/Matsuo_Bash%C5%8D

Monday, July 13, 2009

Show “Cuba é Aqui” com Marcio Bomfim, Rodrigo Vivar e Jorge Macarrão

Nesta quarta, dia 15, show “Cuba é aqui” com canções de "latino-america", no Feitiço Mineiro (306 Norte), Brasília-DF.
Marcio Bomfim, o cantor chileno Rodrigo Vivar e o percussionista Jorge Macarrão apresentarão repertório, com músicas da nova trova cubana, Buena Vista, e também canções de Violeta Parra (chilena), Mercedes Sosa (argentina), andinas em geral, mexicanas, y otras cositas más. Horário: 21h30 (cerca de duas horas de show).

Wednesday, July 08, 2009

Bastidores da FLIP 2009 - Parte 4/4

Bastidores da FLIP 2009 - Parte 3/4

Bastidores da FLIP 2009 - Parte 2/4

Bastidores da FLIP 2009 - Parte 1/4

Conexão Budapeste - Brasília: entre Tradição e Modernidade


Fotógrafo:
Tamás Hári, nascido em 27 de agosto de 1982 em Budapeste, Hungria, vive há três anos na Alemanha, onde trabalha como fotógrafo e bailarino na Companhia de Ballet do Theater Nordhausen. Em seu trabalho como fotógrafo, busca mostrar a imagem através de um novo ângulo, um novo olhar. Seja em fotos de produções artísticas, sobre um palco ou simplesmente de cenas cotidianas, sempre busca mostrar o mundo sob um olhar diferenciado. Suas fotos já foram expostas e publicadas na Hungria e na Alemanha. Esteve no Brasil pela primeira vez em abril de 2008. Inspirado por esta visita, nasceu o desejo de expressar a diversidade cultural entre Brasil e Hungria através de sua arte. Tem grande interesse pelo Brasil e pela cultura brasileira.

EXPOSIÇÕES:
Conexão Budapeste - Brasília: entre Tradição e Modernidade
Budapeste e Brasília: duas capitais internacionais. Duas cidades tombadas pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade. Dois importantes centros políticos, econômicos e culturais.

De um lado, tradição e a história de Budapest, a capital da Hungria. Uma importante cidade Européia nascida em 1873 e que, durante inúmeras vezes, foi destruída, porém sempre se reergueu, tornando-se ainda maior e mais imponente. De outro lado, a modernidade de Brasília, a cidade planejada, em 1960 inaugurada, como a nova capital do Brasil. Sua estrutura singular e sua moderna arquitetura a tornam uma cidade ímpar no mundo. As lentes de Tamás Hári nos transportam em uma viagem entre estes dois mundos, onde o Tradicional se conecta ao Moderno e cada lugar no mundo se torna único.

Momentos em Movimento
Dançar é expressar com o corpo o que as palavras não podem dizer. É um vibrar de impulsos e sentimentos que, a cada movimento pensado e ensaiado cuidadosamente, transmite em um só momento uma eternidade de emoções. A Dança é uma sucessão de movimentos, enquanto uma fotografia é a reprodução de um momento singular.
O fotógrafo e também bailarino Támas Hári dedica-se a incorporar o movimento da dança em suas fotos e a realizar a aparente impossível tarefa de capturar em apenas um momento, o movimento infinito.

Wednesday, July 01, 2009

Temas de Engenharia Civil - Livro de Anísio Meneses Filho

Este livro apresenta 348 questões comentadas de Engenharia Civil, abrangendo os temas mais explorados nos concursos públicos nessa área. Em linguagem simples e objetiva, ele condensa uma ampla gama de assuntos técnicos, permitindo uma eficaz revisão e atualização do conteúdo básico desenvolvido nas escolas de engenharia.

Este trabalho vem preencher uma lacuna há muito sentido no mercado editorial brasileiro: um livro com abordagem objetiva, criteriosamente elaborado, visando à preparação de candidatos nos certames de conhecimentos específicos. Constitui, assim, uma ferramenta de otimização do esforço dos concursandos.

O conteúdo do curso de graduação em Engenharia Civil é aqui apresentado na forma de questões comentadas, com fartas ilustrações. Os temas estão selecionados com base no nível de aprofundamento e na frequência com que cobrados nos exames aplicados, no Brasil, pelas melhores e mais acreditadas instituições de recrutamento.

Sobre o autor
Anísio de Sousa Meneses Filho, MSc. Engenheiro Civil (UFPI, 1986), mestre em Recursos Hídricos (UFC, 1991), pós-graduado em Informática (UFC, 1996), doutorando em Saneamento Ambiental (UFRGS). Pesquisador na área de planejamento urbano e saneamento ambiental. Consultor em Hidrologia. Ex-professor de Física em colégio da rede particular de Fortaleza. Ex-professor do Departamento de Física e Química da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Engenheiro do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região. Autor dos livros didáticos Mecânica Básica e Termodinâmica – Aspectos Fundamentais.

Apresentação
Este trabalho pretende contribuir com a preparação de engenheiros civis candidatos em concursos na sua específica área de conhecimentos.
Na última década, muitas vagas têm sido ofertadas, notadamente no serviço público, na área de Engenharia Civil. Há uma tendência bastante animadora de crescimento, nos anos vindouros, dessa demanda por engenheiros. Ao tempo em que a economia se expande, a estrutura do estado se amplia e mais e mais engenheiros estarão sendo recrutados – e deles se exigirá competência, calcada numa sólida formação teórica.
Os certames de seleção, quase sempre, são de elevada concorrência e as provas muito abrangentes, desafiando o candidato a estabelecer uma estratégia de preparação proveitosa num cenário em que se conflitam a exiguidade do tempo e a vastidão da matéria exigida. O extenso conteúdo programático dos exames contempla praticamente toda a ementa do curso de graduação de, no mínimo, cinco anos de intenso estudo.
Entre os engenheiros-candidatos, podemos identificar dois grupos: o daqueles recentemente egressos das Universidades, com muito conteúdo teórico, mas com ainda pouca vivência prática; e o daqueles que, após a graduação, buscaram uma especialização e se encaminharam para um domínio aprofundado de parte do conteúdo, afastando-se das demais áreas de sua formação básica. Este livro pretende ser útil a ambos os grupos. Ele, bem possivelmente, não apresenta nenhuma matéria nova: todos os assuntos abordados já foram, em algum momento, estudados pelo leitor, o que permitirá uma revisão rápida, segura e eficaz da matéria.
Foram desenvolvidas 348 questões, varrendo amplamente o conteúdo explorado na maioria dos certames. Os temas estão separados (ao todo, são 14 temas macro) e as questões concatenadas para atender a necessidade de uma leitura rápida e abrangente. Todas as questões se referenciam pelo seu conteúdo essencial na lista que antecede ao primeiro capítulo.
Os assuntos foram selecionados com base na frequência com que vêm sendo cobrados nos exames aplicados no Brasil, nos últimos dez anos, pelas melhores e mais acreditadas instituições de recrutamento. Procuramos sistematizar o trabalho a partir dos programas dos editais e do nível de aprofundamento de fato exigido nas provas. Tivemos o cuidado de reunir o maior número de questões atinentes aos temas mais explorados, de modo a otimizar o esforço do candidato-leitor.
O nível das questões é compatível com as mais exigentes provas de seleção. Encontramos, aqui, desde as questões básicas, de enfoque conceitual e interpretativo, até algumas de aplicação e cálculo.
Os comentários não se limitam à resposta direta e imediata – procuram, sempre que possível, ir além de mera justificativa de resposta. Buscam, ainda, estimular o leitor a uma visão sistêmica e integrada do conteúdo. Com o comentário de cada questão, o leitor estará habilitado a responder acertadamente a diversas outras que envolvam aquele tema.
Recomendamos que este livro seja explorado com afinco, procurando o leitor responder sozinho às questões apresentadas e, somente após, recorrer à explanação que segue.
O leitor não pode olvidar a necessidade de, a cada assunto, lançar mão de outras fontes de consulta. É oportuno enfatizar que este livro não supre a demanda integral do processo de preparação dos candidatos aos exames de conhecimento específico. Constitui, sim, uma ferramenta adicional, caracterizada pela síntese e objetividade – e, por isso mesmo, limitada em termos de profundidade de exploração do tema.
Ao final do trabalho, está listada a bibliografia que merece ser habitualmente consultada, incluindo-se aí as normas técnicas referidas ao longo do texto.
Todas as questões foram elaboradas pelo autor, sob inspiração e, às vezes, à semelhança daquelas encontradas nas provas de concurso. Cuidado e atenção foram dedicados a cada parte deste trabalho; isso, porém, não afasta a possibilidade de erros e impropriedades – nesse caso, agradeceremos sobremaneira a comunicação ao autor, para a cabível análise e os devidos ajustes nas edições futuras.
O autor deseja ter contato com todos aqueles que vierem a fazer uso deste material, a fim de poder aferir a clareza de abordagem dos temas, a pertinência do conteúdo, as lacunas eventuais e, sobretudo, o aproveitamento dos leitores. Isso pode ser feito através do seu endereço eletrônico. Todos os comentários, críticas e sugestões serão bem-vindos e servirão para o aprimoramento futuro, aproximando cada vez mais o fruto do esforço da meta que o motivou.
Que seja este trabalho útil aos colegas engenheiros civis, nesta fase tão importante de ingresso no mercado-de-trabalho ou de avanço profissional.

Anísio de Sousa Meneses Filho
anisiomeneses@secrel.com.br

Capoeuropa 2009


















"Grande é meu mestre, pequeno sou eu"

Capoeira Angola: 10 anos do Grupo NZambi
























mais informações: http://nzambiangola.blogspot.com/

Tuesday, June 30, 2009

Um olhar sobre a paisagem contemporânea


Parceria inédita entre o Polo de Pensamento Contemporâneo e a Galeria Mercedes Viegas, a exposição Um olhar sobre a paisagem contemporânea, com curadoria de Fernando Cocchiarale, traz um pequeno resumo da renovação radical ocorrida na representação da paisagem na arte contemporânea mais recente.

A mostra reúne pinturas, fotografias, desenhos e esculturas de artistas representados pela galeria e algumas obras do acervo.

Amália Giacomini, Ana Holck, Angelo Venosa, Anna Maria Maiolino, Daniel Murgel, Elisa Bracher, Enrica Bernardelli, Eduardo Coimbra, Maria Laet, Maria Lynch, Matheus Rocha Pitta, Ricardo Ventura.

abertura: 06 de julho de 2009 a partir das 19h
exposição: 07 a 31 de julho 2009
segunda a sexta de 10 às 21h
Curadoria: Galeria Mercedes Viegas e Fernando Cocchiarale

Fonte: http://www.polodepensamento.com.br

Friday, June 26, 2009

Porto Poesia realiza grande lançamento de livros

O Martírio de Galeno


Artigo do editor Carlos Marcelo, publicado no Correio Braziliense de 13.06.2009.
carlosmarcelo.df@diariosassociados.com.br

Com orgulho, o artista plástico Galeno mostra a última fase do trabalho que desenvolve, a convite do IPHAN, no interior da Igreja Nossa Senhora de Fátima. Abre um sorriso ao perceber o embevecimento dos que acompanham sua trajetória diante do resultado do maior desafio que já enfrentou: levar a sua arte às paredes da capela desenhada por Niemeyer no coração da Asa Sul.
Mas o artista baixa o olhar quando reproduz a sucessão de ironias e hostilidades que tem escutado diariamente nas últimas semanas por se recusar a seguir um modelo figurativo para a representação da aparição de Nossa Senhora às crianças portuguesas Jacinta, Lúcia e Francisco em 13 de maio de 1917.
“Tem dias que a gente perde até a vontade de trabalhar....”, disse.

Opiniões divergentes existem e sempre existiram, ainda mais quando o tema envolve religiosidade e fé. Por isso, antes de mais nada, é preciso pautar a discussão sobre os novos painéis da Igrejinha, que envolveram até o Ministério Público Federal (acionado após recebimento de abaixo-assinado com 68 nomes que não aceitam o trabalho de Galeno), pelo respeito.

Estabelecido o patamar mínimo para qualquer debate, convém tentar alcançar a dimensão do fato e não reduzi-lo a uma questão de gosto pessoal.
Pelas características únicas do projeto original, a Igrejinha é uma edificação que transcende a próprio religão: trata-se de um monumento arquitetônico e urbanístico – ali se encontram, reunidos, os gênios de Niemeyer e Athos Bulcão, em espaço de convívio idealizado por Lúcio Costa,e por isso dezenas de turistas a visitam diariamente.

“A Igrejinha não é propriedade particular dos seus fiéis freqüentadores, que lá encontram espaço para o exercício de sua fé. Ela é maior do que a população que a circunda e dele se apropria”, definiu o artista plástico Omar Franco, em comentário no blog do poeta e jornalista Luís Turiba, um dos primeiros a ampliar a discussão.
Desejar a Igrejinha ornada da mesma que outros oratórios espalhados pelo Brasil é, em última instância, recusar Brasília. Significa a rejeição ao projeto original da cidade em prol da reprodução de moldes seculares – um dos freqüentadores chegou a sugerir que Galeno projetasse uma imagem sacra na parede e se limitasse a copiá-la. Mais preocupante do que esta visão reducionista da capital e do processo criativo do artista, porém, é tomar conhecimento dos episódios de desrespeito à arte de um brasileiro nascido em 13 de maior e que, por isso, carrega Nossa Senhora não apenas na inspiração. Porque o nome completo do artista que tem sido hostilizado por alguns fiéis é Franscisco de Fátima Galeno. Um piauiense radicado no Planalto Central desde 1959; um brasiliense como todos nós.

Leia mais: http://blogdoturiba.blogspot.com/

Eu e outros poemas - Waly Salomão

Thursday, June 25, 2009

Encontro literário com Ruy Castro


Por Francisca Azevedo
22 de junho de 2009

Autor de "O Anjo Pornográfico", "Chega de Saudade" e "Carmen"
Foto: Leonardo Aversa

O Projeto Encontro com Escritor traz a Brasília nesta quinta-feira, 25, o escritor RUY CASTRO para bate-papo literário sobre seus diversos livros publicados, entre eles "Carmen - Uma biografia", de 2005, sobre a grande artista Carmen Miranda. A programação terá também o lançamento literário “O Poder Simbólico no Cotidiano Escolar: reflexões sobre o corpo da criança”, do educador José Montanha e apresentação musical de LEONEL LATERZA. A noite começa às 19h 30 e a entrada é de graça.

Bate-papo literário com o escritor RUY CASTRO

Os livros de Ruy Castro costumam provocar alterações quando são lançados. "Chega de saudade", em 1990, foi responsável pelo renascimento da Bossa Nova, gênero musical que estava sepultado no Brasil. "O anjo pornográfico", a biografia de Nelson Rodrigues, de 1992, começou o processo de ressurreição desse polêmico escritor, hoje definitivamente incorporado à cultura brasileira. Em 1995, "Estrela solitária", a biografia de Garrincha, provocou uma discussão sobre a liberdade de expressão ao ser alvo de um processo pelos advogados das filhas do jogador. E, finalmente, "Carmen - Uma biografia", de 2005, recuperou para o Brasil a grande artista Carmen Miranda, que também estava esquecida entre nós.

Lançamento

“O PODER SIMBÓLICO NO COTIDIANO ESCOLAR: REFLEXÕES SOBRE O CORPO DA CRIANÇA” do educador e doutorando em Política Social pela Universidade de Brasília, José Montanha Soares. Este trabalho aponta uma lente para o cotidiano de uma escola pública da periferia de Brasília. Por quase dois anos foram registrados diálogos, imagens, fotos e depoimentos de professores, estudantes e membros da comunidade que lidam diariamente com uma forma de violência velada, mas não menos violenta.

Apresentação musical

LEONEL LATERZA é um cantor que construiu sua carreira na trilha de casas noturnas e teatros de Brasília, onde vive há vários anos. Mineiro de Uberaba, fez iniciação musical na Escola de Música de Brasília no final da década de 70. Premiado em vários festivais de música da cidade também empresta sua voz para jingles publicitários de rádio e TV. Com um trabalho maduro e consistente, Leonel Laterza recebe, por onde passa, elogios pela elegância e sofisticação de suas interpretações. Já dividiu o palco com Rosa Passos, Zé Luiz Mazziotti, Sueli Costa, Renato Motha.

Apresentação:
Mímico Miquéias Paz

Informações:
Ruy Castro catsmeow@terra.com.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Leonel Laterza (61) - 8163 – 9850 leonellaterza@gmail.com
José Montanha 3435-5879/9156-5552 zemontanha2000@yahoo.com.br
Francisca Azevedo (61) 8432-3669

Data: 25/06
Horário: 19h30
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
ENTRADA FRANCA

Affonso Ávila é prestigiado na BNB


Affonso Ávila é prestigiado na BNB
Qui, 25 de Junho de 2009 16:19

O mineiro Affonso Ávila foi o quarto poeta homenageado pela Biblioteca Nacional de Brasília no evento Tributo ao Poeta, realizado na quarta-feira, 24.06, no auditório da Casa. Em formato didático, a poesia experimental de Ávila foi apresentada e explanada pelo diretor da BNB, Antonio Miranda, e os poemas selecionados por ele e entremeados em sua palestra foram recitados por Carlos Alberto Xavier (MEC) e Deliane Leite (VivoVerso/UnB).
O poeta, que não pôde vir de Belo Horizonte à Brasília para assistir à homenagem, foi representado pela irmã, Maria do Rosário Ávila Bessa. Na platéia estavam, entre outros, os poetas Anderson Braga Horta e Ronaldo Costa Fernandes, Santiago Naud e Henryk Siewierski, Salomão Souza e Wilson Pereira, Marcos Freitas e João Carlos Taveira, Robson Correa de Araújo e a uruguaia Sofia Vivo. Estavam também presentes à homenagem o tradutor de poesia José Rivera, a professora de literatura e cantora Elga Laborde, o arquiteto e ambientalista Maurício Andrés Ribeiro (autor de fotos que ilustram livros de Affonso Ávila), os artistas plásticos Carol Lisboa e Thiago Godoi e a atriz Larissa Malty.

Foto Anibal Pereio/BNB
Fonte: http://www.bnb.df.gov.br/index.php/noticias/315-tributo-ao-poeta-aa

Wednesday, June 24, 2009

Samuel Rosa ensina a tocar "Sutilmente"


Sutilmente
Skank
Composição: Samuel Rosa / Nando Reis

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

Monday, June 22, 2009

Filme "Garapa", de José Padilha


A exibição do filme "Garapa", do premiado cineasta José Padilha, faz parte da Campanha "Alimentação: direito de todos", lançada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), que quer incluir a alimentação entre os direitos sociais previstos na Constituição (PEC 047/2003).

Garapa é uma mistura de água com açúcar, muitas vezes o único alimento de famílias pobres do Nordeste. Os dramas e flagelos de três dessas famílias brasileiras são mostrados neste que é um dos mais contundentes documentários sobre a fome no país, um soco no estômago, uma denúncia social, mas também um convite à reflexão.

O ingresso à sala de projeção do filme é livre, não sendo necessária à apresentação de um convite.

A Casa Encantada: de Lenilde Freitas

Arraiá das Agências Reguladoras

Olhares sobre a declaração dos direitos humanos e meio ambiente

Imperativo: produção alemã do diretor polonês Krzysztof Zanussi

Quinta-feira, 25.06, é dia de mais uma sessão na KINOSAAL. „Imperativo“, produção alemã do diretor polonês Krzysztof Zanussi, vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Veneza em 1982, é a escolha do mês.

O filme acompanha a história de Augustin, um cientista que fracassa nas conclusões lógicas de seu projeto de um mundo artificial. Questões fundamentais sobre o sentido da vida, a definição dos conceitos de liberdade e fé provocam no jovem matemático uma crise existencial, que poderia levá-lo à loucura. Depois de uma internação numa clínica psiquiátrica, onde “expia” sua culpa, ele parece estar novamente em condições de retornar à normalidade do seu cotidiano.

A produção será exibida em projeção de 60mm, em seu idioma original com legendas em português, às 19h, na Embaixada da Alemanha. A entrada é gratuita e os lugares limitados.

Sobre o diretor
Nascido em Varsóvia, Krzysztof Zanussi é um dos maiores e mais conhecidos diretores do cinema polonês. Formou-se em 1966 na faculdade de Direção de Cinema, na Escola de Cinema, em Lodz, e realizou já no mesmo ano muitos filmes documentais, longas e curtas-metragens para cinema e televisão.

A principal relação no exterior do diretor é com a Alemanha. Entre as décadas de 1970e 1980 trabalhou com produtores alemães e dirigiu filmes para a televisão na então Alemanha Ocidental.

Suas obras mais conhecidos são, além de Imperativo, O Ano do Sol Tranqüilo, O Toque Silencioso, O Galope, Vida como uma doença sexualmente transmissível.

KINOSAAAL (Sala de Cinema da Embaixada da Alemanha)
Filme: „Imperativo“ (Krzysztof Zanussi, 100 min, 1981).
Data: 25.06 (quinta-feira).
Horário: 19h.

Embaixada da República Federal da Alemanha
Centro Alemão de Informação - Deutschlandzentrum
Brasília - DF
SES Av. das Nações, Q. 807 lt25
70.415-900
Tel. (61) 3442-7000
Fax. (61) 3443-7508
info@alemanJA.org
www.brasilia.diplo.de
www.alemanJA.org

A poesia experimental de Affonso Ávila

A poesia experimental de Affonso Ávila no palco da BNB

Tributo ao Poeta de junho reverencia em AA a vanguarda que marcou o Século XX

Mais um nome será apresentado e recitado na Biblioteca Nacional de Brasília dentro do projeto mensal Tributo ao Poeta 2009, que põe em cena Affonso Ávila, um dos mais expressivos do experimentalismo que marcou a poesia do século XX. O diretor da BNB e também poeta, Antonio Miranda, vai apresentar o estudo da obra de Ávila; Deliane Leite (do grupo VivoVerso, da UnB) e Carlos Alberto da Silva Xavier (economista e ecólogo) vão recitar os poemas no evento marcado para a 4ª feira, 24 de junho, às 19h30, no auditório da Casa (2º andar), com entrada franca ao público.

Leitores de poesia, estudantes de Letras e interessados em geral por conhecer mais sobre esse gênero literário reconhecido como vital à existência humana, têm no Tributo ao Poeta uma aula-espetáculo sobre o homenageado da vez. Cerca de 20 minutos de preleção sobre a trajetória e a linguagem do poeta e outro tanto dedicado à récita de uma antologia preparada especialmente para o evento, permitem ao espectador ir embasando sua bagagem quanto à poesia brasileira contemporânea.

Vanguarda - No caso do mineiro de BH Affonso Ávila, hoje octogenário, colecionador de inúmeros prêmios nacionais (Jabuti; Câmara Brasileira do Livro, 1991; Associação Paulista de Críticos de Arte etc.), o próprio público vai poder refletir porque o poeta obteve prestígio em vida, quando outros vanguardistas só foram reconhecidos depois de mortos, como ressalta Antonio Miranda.

Em seu estudo sobre a poesia de Ávila, Miranda aponta para a concisão, o minimalismo, o concretismo do seu texto raramente discursivo em contraponto ao hermetismo com que alguns críticos o rotulam. Assinala também o uso de elementos técnicos do barroco mineiro fundidos aos do pós-modernismo na montagem de sua arquitextura singular, com a qual denuncia, critica, satiriza e reinterpreta códigos, conceitos, vivências.

Textos - Quem assistir ao Tributo a Affonso Ávila vai ouvir poemas de destaque de alguns de seus principais livros, entre eles, Homem ao Termo – poesia reunida (1949-2005); O Açude e os Sonetos da Descoberta (1949 –1953); Barrocolagens (1981); Código de Minas (1963 – 1967); Carta do Solo (1957-1960); O Discurso de Difamação do Poeta (1978); O Belo e o Velho (1982-1986); O Visto e o Imaginado (1988-1990); Décade 7 – dez odes joco-sérias (1998-2000); e Cantigas do Falso Alfonso El Sábio (1987-2001).

TRIBUTO AO POETA AFFONSO ÁVILA – Apresentação de Antonio Miranda; recital com Deliane Leite (VivoVerso/UnB) e Carlos Alberto da Silva Xavier (MEC). Quarta-feira, 24 de junho, às 19h30, no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, 2º andar. Apoio:GDF/SEC/FAC. Entrada franca. Foto: Divulgação

Biblioteca Nacional de Brasília
BNBcomunica / Assessoria de Imprensa
55 61 3625-6257 Ramal 107 / 109
Visite http://www.bnb.df.gov.br
http://www.bipbrasilia.unb.br

Friday, June 12, 2009

Coletivo de Poetas, André Giusti e Tetê Espíndola


Tetê Espíndola e Coletivo de Poetas apresentam-se nesta quinta-feira (18/06)
Por Francisca Azevedo
11 de junho de 2009

Tetê Espíndola fará show na próxima quinta-feira (18/06)
O Açougue T-Bone traz a Brasília pelo Projeto Quintas Culturais T-Bone, nesta quinta-feira (18/06), a cantora Tetê Espíndola para show do seu 15 cd, “Evaporar”. No show, Tetê apresentará seu lado compositora e instrumentista com músicas especiais: “Semente de Som”, de Tetê e Chico César, uma ode aos pássaros, ancestrais musicais da humanidade; “Ópera da Natureza”, dela com Arnaldo Black, entre outras. Além disso, o grupo brasiliense, Coletivo de Poetas fará mini-palestra sobre a vida de Patativa do Assaré (1909-2002), cujo centenário de nascimento é comemorado este ano e também o pré-lançamento do livro “Poessíntese – O que virou canção”, do poeta, cantor e compositor Paulo Djorge. A noite terá ainda lançamento literário “A Liberdade é Amarela e Conversível”, do escritor André Giusti. A entrada é de graça.

Apresentação musical:
E VA POR AR um ciclo, uma respiração da natureza que suspira em todos nós.
“As músicas cantam o amor através de imagens, paisagens que transportam o ouvinte a uma ambiência sonora mágica. A força imaginária da ecologia, não como uma bandeira política, mas sim uma inspiração estética da natureza”. Marta Catunda.

Na carreira múltipla de Tetê Espíndola, é notável a inovação na forma e na temática, composta por discos onde a natureza se coloca como marca específica, de quem a fez vanguarda, lançada em tempos onde mal se ouviam as palavras “meio ambiente” e “ecologia”.

Em Pássaros na Garganta (1982), um marco em sua carreira e na história da MPB, Tetê traz enfaticamente a natureza para dentro do seu trabalho; em Ouvir/Birds (1991), a natureza se transforma em instrumento, através do canto dos pássaros sampleados e sintetizados; em VozVoixVoice (2002), sua voz se transforma na natureza com sons e emissões de variada amplitude, na busca de “ouvires e soares“ distintos, como a explorar todas as espécies que habitam sua natureza interior.

No repertório do cd Evaporar, o 150 de sua carreira, são vários os exemplos desta tônica. “Semente de Som”, de Tetê e Chico César, uma ode aos pássaros, ancestrais musicais da humanidade; “Ópera da Natureza”, dela com Arnaldo Black, cosmologia da criação e do amor; “Amor de Graça” e “Ôm pela Paz”, em parceria com Humberto Espíndola, são manifestos poético-ecológicos; “Centro Vazio”, só de Tetê, uma pintura gritante das planícies; “Morena Amiga” e a especial “Prata no mar”, com Alzira E; “Toada da Saudade”, um baião caipira, em parceria com Jerry Espíndola; “Sertão”, a única regravação do cd, uma parceria com Arrigo Barnabé e “Evaporar”, com Marta Catunda.
Este cd foi gravado ao vivo em Campo Grande-MS, em 2004, e finalizado em 2007. Os músicos são todos campo-grandenses; Antônio Porto, no baixo acústico; Adriano Magoo, nos teclados e sanfona; Wlajones Carvalho, na percussão; Sandro Moreno, na bateria e Tetê, na craviola. A produção é do seu selo LuzAzul e a distribuição da Tratore.

Uma visão bem pessoal sobre o E V A P O R A R:
“Nos meus trabalhos mais recentes, investi fundo na arte de interpretar. Agora chegou o momento de mostrar um pouco do meu lado de compositora e instrumentista, como nos velhos tempos, onde a minha craviola e voz se tornam uma energia única. Escolhi algumas composições especiais que criei ao longo desses 30 anos de intimidade com esse instrumento e fui até a minha terra natal, Campo Grande-MS, pois afinal foi lá que nasceu a minha inspiração.
O carinho e o apoio dos meus irmãos que vivem por lá, dos amigos de adolescência e dos fãs que sempre acompanharam a minha carreira estão presentes no espírito do trabalho, que é fruto da gravação de um único show.

Aproveitei e lapidei uma experiência já testada com diversos públicos no Brasil e na Europa nesses últimos 15 anos de estrada. Gravei o público campo-grandense improvisando como se virassem bichos, produzindo emissões de cantos de pássaros do Pantanal, alguns bem conhecidos como a Araraúna, Jaó, Curicaca e Quero-quero. O resultado foi delirante! O cd teve especialmente uma gravação no estúdio. Na fase de mixagem chamei alguns amigos especiais para vibrar um mantra na musica “ÔM pela Paz”. Mixado com o ÔM ao vivo do público, ficou uma beleza!

O padrinho dessa produção foi o meu irmão caçula Jerry Espíndola, que mora em Campo Grande e agita na área musical há muito tempo. Ele acreditou na idéia e fez acontecer a gravação do show, além de participar da escolha do repertório e convidar os músicos certos.

Recital Poético:
Coletivo de Poetas homenageia Patativa do Assaré
Poeta, cantador e violeiro, Patativa do Assaré é o pseudônimo de Antônio Gonçalves das Silva, considerado um dos poetas mais importantes da literatura brasileira.

Nascido na Serra da Santana, distante 18 km de Assaré, cidade da região do Cariri (CE), PA perdeu o olho direito aos quatro anos, devido a uma enfermidade e pela falta de médico na cidade. Ele faz parte da tradição de poetas cegos como Homero, Camões, Jorge Luiz Borges, Cego Aderaldo e Glauco Matoso.

Aos oito anos, com a morte do pai, passa a trabalhar na terra, para garantir o sustento da família. Aos 12, começa a estudar, mas fica apenas seis meses na escola, onde aprende a ler sem usar ponto ou vírgula. Foi com os folhetos de cordel que Patativa aperfeiçoou a leitura.

Patativa publicou dezenas de livros de poesia, discos e teve músicas gravadas por compositores como Luiz Gonzaga e Fagner. Teve sua vida transformada em filme por Jefferson Albuquerque e Rosemberg Cariri. Foi tema de teses de mestrado, doutorado e agraciado com quatro títulos de Doutor Honoris Causa. Sua obra é estudada na França.

São poetas convidados: Wagner Sresthas, Reginaldo Gontijo, José Edson dos Santos, Lourdes Teodoro, Gelly Fritta, Ivan Monteiro, José Edson dos Santos, Nando Potiguara, Jorge Amâncio, Mônica Martins, Cristina Bastos, Noélia Ribeiro, Menezes y Morais e Anabe Lopes da Silva.

O Coletivo de Poetas existe há 19 anos, é pioneiro na realização de saraus no DF e já publicou cinco coletâneas, sendo quatro de poesia e uma de contos. Para 2010, anuncia um novo livro, para celebrar os 50 anos e Brasília e comemorar os seus 20 anos.

Lançamento literário:
A LIBERDADE É AMARELA E CONVERSÍVEL - Quarto livro de contos de André Giusti, escritor carioca radicado em Brasília há onze anos. No livro, o segundo do escritor lançado pela Coleção Rocinante, da Editora 7Letras, André Giusti se consolida como um autor urbano, em que a grande cidade é o palco de situações vividas pelo homem dessa primeira década do século.

Apresentação:
Mímico Miquéias Paz

Informações:
www.teteespindola.com.br
Contato shows : (11)3926-4520 / (11) 9191-3894
Coletivo de Poetas: 3339-2742/ 9973- 1470 (Menezes y Morais)
André Giusti ( giustiandre@hotmail.comEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo )

Data: 18/06
Horário: 19h30
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
ENTRADA FRANCA
Última Atualização ( 11 de junho de 2009 )

Thursday, June 04, 2009

Rapaz que luta contra Síndrome de Asperger se destaca na literatura


Marcelo Abreu

Março de 1990, Hospital Santa Helena. Nascia Gabriel. O primeiro filho do contador carioca Geraldo de Sousa e da poetisa e servidora pública alagoana Isolda Marinho. O bebê veio grande, forte, sadio. Pesou mais de 4kg. O médico brincou com a mãe: “Esse menino não podia sair por baixo mesmo”. A família comemorou. O tempo passou. Gabriel crescia como qualquer outra criança. Aos 6 anos, na pré-escola, começou a se interessar por aviões. Desenhava coisas inacreditáveis. A professora um dia chamou a mãe e lhe disse: “Seu filho só pensa em avião”.

Gabriel planeja lançar mais dois e se aventurar em roteiros de cinema
Isolda achou que aquilo era apenas um gosto do menino, coisa de criança. Gabriel, a cada dia, se aperfeiçoava mais nos desenhos. “O que me agradava era a parte estética das aeronaves. Não queria saber da mecânica, de nada disso”, ele diz. Vieram as coleções de revistas sobre o assunto. Gabriel começou a criar historinhas. Criava companhias, rotas imaginárias. Um dia, ele esqueceu os aviões. No primário, já com 9 anos, o foco eram times de futebol. Inventava, por meio de desenhos, uniformes e campeonatos. Depois, passou a se interessar por países. Pensava nas suas moedas, imaginava hinos. Criava uma vida de mentirinha dentro de sua imaginação sem limites.
Aos 10 anos, Gabriel sentiu medo. Estouro de balão lhe deixava angustiado. Qualquer ameaça de chuva, ele se escondia debaixo da cama. Era como se protegia dos trovões. Uma irmã psicóloga de Isolda lhe chamou num canto e lhe disse, sem rodeios: “Minha irmã, o comportamento do Gabriel não é normal. Procura um especialista para que ele seja examinado”. Isolda não viu nada de errado com o filho. “Pensei que aquilo seria passageiro, que passaria”, fala a mãe.
O tempo passou. Aos 13 anos, na 7ª série, no Colégio Marista, Gabriel sentiu uma tristeza infinda. Só de pensar em ir para a escola lhe dava dor de barriga. Na sala de aula, isolava-se cada vez mais. A psicóloga chamou a mãe. E lhe disse o que Isolda nunca mais esqueceria: “Não é manha, nem capricho do seu filho. Ele tá pedindo socorro”. Começou, aqui, a jornada da família pela vida plena e saudável de Gabriel.

Romaria a consultórios de psicólogos. Psiquiatra. E um laudo, para sempre tatuado na memória daqueles pais: Gabriel tinha Síndrome de Asperger, um espectro de autismo menos comprometedor. Isolda nunca tinha ouvido falar naquilo. O mundo, naquele dia, desabou sobre sua cabeça. “Comecei a me culpar, como meu filho viveria nesse mundo, por que aquilo tava acontecendo na minha família...”, lembra a mãe. Gabriel entrou numa depressão arrasadora. Isolou-se de todo mundo. Ficou quase dois meses longe da escola. Isolda procurou, na internet, saber mais sobre a tal síndrome. Virou “especialista” no assunto. Fez parte de grupos de discussões virtuais. Conheceu pessoas. Prometeu a ela mesma que curaria seu filho e o traria de volta à vida que a ele pertencia. A vida a que ele tinha direito de viver.
Gabriel fez terapia. Faz até hoje. Tomou medicação específica. Toma até hoje. E pratica atividade física acompanhado por um personal. Segue rigorosamente as recomendações do psiquiatra. No ensino médio, trocou de escola a cada ano. Sentia muita dificuldade em interagir com os colegas. “Isso me fazia sofrer muito”, admite ele, na sala do apartamento espaçoso e bem decorado na 207 Sul, onde mora com a família — pai, mãe e um irmão mais novo de 16 anos e guitarrista. Gabriel passou a ler.

Apesar da pouca idade, devorou livros de compreensão complicada para um adolescente. Conheceu George Orwell, Truman Capote, Gabriel García Márquez, Isabel Allende, Mario Vargas Llosa. Encantou-se por Clarice Lispector e descobriu Machado de Assis e sua Capitu, com “seus olhos oblíquos e dissimulados”. E pasmem: formou, com um grupo de garotos com os quais sentiu afinidade, uma banda de rock da pesada. Virou metaleiro e só vestia preto. Era o baixista da banda. “Fizemos apenas um show”, ele diz, admitindo que o grupo fazia mais barulho que música. Coisas da vida. A mãe agradece, às gargalhadas: “Ainda bem que essa fase passou. Rezei todo dia para ele parar de vestir aquelas roupas pretas”.

Faculdade
Aos 17 anos, mesmo com todas as dificuldades de relacionamento, o menino que se apaixonou pela literatura terminou o ensino médio. Começaria uma nova etapa de sua vida. Prestou vestibular para jornalismo, no UniCeub. Foi aprovado. Está no segundo semestre. Pergunto se ele será meu colega de profissão. Ele devolve, sem hesitar: “Quero ser escritor. Acredito no meu potencial e quero viver disso. O jornalismo será uma alavanca pra me levar ao meu objetivo”.
Ao mesmo tempo em que aprendia técnicas de introdução ao jornalismo, Gabriel escrevia sem parar. Varava madrugadas. Pensou numa história. Imaginou seus personagens e, de rascunho em rascunho no computador, nascia, depois de seis meses, seu primeiro livro: O mundo depois do fim — misto de ficção científica e romance psicológico, em que ele narra as aventuras de personagens de vidas complexas, abordando temas como amizade, ética e moral, aos olhos de um rapaz de 17 anos, intelectual e psicologicamente maduro para a idade.
O livro, com 188 páginas, foi aprovado no FAC (Fundo de Apoio à Arte e à Cultura, do GDF). Acabou de sair do forno e será lançado na próxima terça-feira. É a vitória de um menino que venceu a si mesmo. A luta de uma família diante de um diagnóstico que mudaria a vida de todos. Comovida, Isolda, aos 48 anos, desabafa: “Sinto um misto de alegria, emoção e orgulho em ver meu filho assim”. Gabriel intervém: “Isso é apenas uma amostra de que o melhor ainda tá vindo”. Isolda não se contém de felicidade: “Ouvir uma coisa dessa é uma maravilha”. Os dois se olham e riem. Há uma cumplicidade intransponível entre eles.

Pergunto se a síndrome, hoje, ainda o atrapalha em alguma coisa. Convicto, o são-paulino roxo, filho de pai flamenguista doente, responde: “Não dou mais muita bola para o que dizem. O que tenho não é uma doença. É um estilo de vida. E cada um vive de uma forma bem particular”. Planos? “Acabar o terceiro livro. O segundo já está pronto”, adianta ele. E uma revelação animadora: “Quero transformar meus livros em roteiro para cinema. É essa linguagem que gosto. As cenas dos meus livros são extremamente descritivas, com muitos detalhes”. Ultimamente, Gabriel se apaixonou pela sétima arte. “Adoro cinema nacional”, diz. E as namoradas? “Tive algumas paixões meio platônicas”, ele conta, meio envergonhado. Esse é Gabriel Marinho, um rapaz com Síndrome de Asperger. Um escritor que ainda vai dar muito o que falar.

Lançamento
O mundo depois do fim será autografado na próxima terça-feira, dia 12, às 20h, no Foyer da Sala Martins Pena, do Teatro Nacional. Preço do livro: R$ 25. Contatos com a mãe: isolda.sousa@camara.gov.br — 8153-8707 ou com Gabriel: gabriel_2112@yahoo.com.br — 8111-7622

Trechos do livro
...O relógio digital da esquina marcava seis da manhã. O sol começava a nascer no horizonte, anunciando o início do dia 18 de fevereiro de 2028. David começara a esmurrar a porta, a fim de acordar suas crias. Greg, a contragosto, foi o primeiro a dar sinal de vida. Levantou-se timidamente e postou-se em pé. Olhou para o espelho sujo na parede de seu alojamento e viu em si uma figura fragilizada e totalmente esguia; cabelos negros emaranhados iam até o ombro, rosto retangular, lábios curtos e rosados e uma pequena cicatriz perto do supercílio direito. Nunca se sentiu confortável ao se ver...
... Os pastos áridos foram se alargando à medida que a cidade se distanciava. A poeira estava cada vez mais impregnada no ar, entrando pelas frestas das janelas quebradas do vagão. Vacas e cavalos desnutridos pastavam, procurando grama fresca para se alimentarem. Havia muitos mortos ao relento, com as carcaças rodeadas por abutres. Greg continuava tentando encontrar um espaço para respirar, até mesmo para ver como raiava o dia...



Síndrome foi reconhecida em 1994

A Síndrome de Asperger (SA), transtorno de Asperger ou desordem de Asperger é uma síndrome de espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. Alguns cientistas a classificam como “autismo de alta funcionalidade”. É mais comum no sexo masculino. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome. Há indivíduos com Asperger que se tornaram professores universitários (como Vernon Smith, Prêmio Nobel de Economia, em 2002). O termo “Síndrome de Asperger” foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing, em 1981, num jornal médico, que pretendia dessa forma homenagear Hans Asperger, psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990.

A síndrome foi reconhecida pela primeira vez no Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, na sua quarta edição, em 1994. Alguns sintomas da síndrome são: atraso na fala, mas com desenvolvimento fluente da linguagem verbal antes dos 5 anos; interesses restritos: escolhem um assunto de interesse, que pode ser seu único desejo por muito tempo. A atenção ao assunto escolhido existe em detrimento a assuntos sociais ou cotidianos. Memorização de grandes sequências como mapas de cidades ou cálculos matemáticos complexos. Ouvido musical absoluto. Interpretação literal, incapacidade para interpretar mentiras, metáforas, ironias, frases com duplo sentido, dificuldades no uso do olhar, expressões faciais, gestos e movimentos corporais como comunicação não verbal. Pensamento concreto. Dificuldade para entender e expressar emoções. Falta de autocensura: costumam falar tudo o que pensam. Sensibilidade exacerbada a determinados ruídos.

Alguns estudiosos afirmam que grandes personalidades da história possuíam fortes traços da (SA), como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o compositor Mozart, os filósofos Sócrates e Wittgenstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, os cineastas Stanley Kubrick e Andy Warhol e o enxadrista Bobby Fischer, além de autores de diversas obras literárias.

Festival de Filmes da União Européia

Programação alemã

Filme: Luzes (Lichter), de Hans-Christian Schmid
Data: 05.06 (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Cine Brasília (EQS 106/107 - Asa Sul)
Entrada Franca

Programação completa

01.06 – 19h – Segredos (República Tcheca)
02.06 – 19h – Tsatsiki, a mãe e o policial (Suécia)
02.06 – 21h – Cortador de unha do cachorro (Finlândia)
03.06 – 19h – Aviador na Amazônia (Áustria)
03.06 – 21h – Depois do casamento (Dinamarca)
04.06 – 19h – Má fé (França)
04.06 – 21h – A fortuna de Ned Devine (Irlanda)
05.06 – 19h – Luzes (Alemanha)
05.06 – 21h – Leidis (Polônia)
06.06 – 19h – Promessa não cumprida (Eslováquia)
06.06 – 21h – Amor é tudo (Países Baixos)
07.06 – 15h – O príncipe e a estrela vespertina (República Tcheca)
07.06 – 19h – Eu servi o Rei da Inglaterra (República Tcheca)
07.06 – 21h – Lisboetas (Portugal)
08.06 – 19h – De muro a muro (Bélgica)
08.06 – 21h – Manual do Amor (Itália)
09.06 – 19h – Ocidente (Romênia)
09.06 – 21h – Os meninos da rua Paulo (Hungria)
10.06 – 19h – Na cidade de Sylvia (Espanha)
10.06 – 21h – Jogada decisiva (Bélgica)
11.06 – 19h – A Rainha (Inglaterra)
11.06 – 21h – Um herói em Roma (Grécia)


A Alemanha será representada por
„Luzes“, na sexta-feira, 05.06, às 19h.

O filme do diretor Hans-Christian Schmid conta a história de duas cidades às margens do rio Oder: a Frankfurt alemã e a Slubice polonesa. Após o término da Guerra Fria, o velho conflito entre leste e oeste foi deslocado para o âmbito econômico entre ricos e pobres. O drama recorrente na vida de vários personagens é retratado, mas o destino dessas pessoas mudará em dois dias de roubo, engano, amor, ajuda, esperança e desespero.


Informações:
Embaixada da República Federal da Alemanha
Centro Alemão de Informação - Deutschlandzentrum
Brasília - DF
SES Av. das Nações, Q. 807 lt25
70.415-900
Tel. (61) 3442-7000
Fax. (61) 3443-7508
info@alemanJA.org
www.brasilia.diplo.de
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