Marcelo Torres*
De repente, cá estava eu nesta bela cidade de retas e curvas, endereços lógicos, cartesianos, cheios de siglas e números; endereços que chegam a dar tédio e raiva de tão lógicos, racionais, exatos.
Ao chegar aqui e me deparar com setor disso, setor daquilo - tudo certinho, bonitinho, organizado, sem precisar perguntar um ponto de referência para chegar a algum endereço -, não sabia se era a cidade que era estranha ou se eu é que era um estranho no pedaço.
O brasiliense costuma dizer que sua cidade é normal, estranhas são as outras. Dependendo do referencial, ele tem razão. Aqui, depois que se acostuma, você vê que isso tudo faz sentido - e como faz.
Familiarizado com as ruas personalizadas da Bahia de todos os santos, eu me senti um capiau na capital futurista do eterno país do futuro. Senti-me um estranho numa cidade estranha aos meus olhos.
Seria a identificação na estranheza? Acho que sim, eu viria saber depois.
A verdade é que, antes de chegar aqui, eu nunca havia parado para imaginar o que seria uma cidade sem rua, sem avenida, sem praça, sem travessa, sem esquina, sem bairro. É isso mesmo! Brasília não tem nada disso!
Nunca pensei que pudesse ir a um endereço desconhecido sem perguntar "é perto de quê?" ou "Qual é o ponto de referência?" Sim, porque em Salvador o endereço ou fica perto de uma igreja, ou é vizinho de um supermercado, ou fica na subida de uma ladeira, ou depois da sinaleira à esquerda.
Em Brasília, não. Basta uma sigla, um número, uma letra e outro número e pronto! SQS 304 E 205. Todo brasiliense parece ter nascido sabendo que se trata da quadra 304 Sul, bloco E, apartamento 205.
Apesar de pequeno, só 10 caracteres, este é incrivelmente um endereço completo, exato, preciso. É mais fácil do que saber o nome do edifício. Aliás, em Brasília quase todo edifício tem um nome, mas ninguém sabe - nem mesmo o morador – e não precisa saber.
Nos lagos Sul ou Norte, basta SHIS QI ou QL e quatro dígitos que o endereço estará completo e absolutamente achável. Ninguém tem dúvida do que seja um endereço tipo "SHIS QL 21-2-3" ou "SHIN QI 10-7-6".
Trata-se de endereços do Lago Sul e Lago Norte, respectivamente. SHIS significa Setor de Habitações Individuais Sul, ou seja, Lago Sul. SHIN é a mesma coisa, sendo que o N é de Norte (Lago Norte).
QL é Quadra do Lago e QI é Quadra Interna. E os números indicam, pela ordem: quadra, conjunto e casa. Se você mandar uma carta para "João Silva, QL 22-7-9, Brasília", chega lá rapidinho, não precisa nada mais.
Com um mês e pouco aqui, você acaba aprendendo e achando tudo muito fácil também. Você fica batizado, entrou nos eixos, virou candango. E ai de você que não aprenda logo as coordenadas...
Em Brasília, se você perguntar "É perto de quê?", a pessoa pode lhe achar um ET, um louco, um debilóide. Aliás, outra coisa difícil é alguém parar outrem na "rua" para perguntar por um endereço. Muito dificil.
Mas Brasília tem seus pontos de referências, que saem na ponta da língua de todo e qualquer morador. É um tal de Eixão pra lá, eixinho pra cá, W3, L2, L4, essas esquisitices de letras, siglas e números.
O problema é que a explicação é sempre complicada.
O morador de Brasília acha que tudo é muito fácil - e óbvio -, mas o visitante não entende bulhufas do turbilhão de informações que lhe são passadas em bombardeio.
"De um lado tem as pares, duzentas, quatrocentas, seiscentas, oitocentas", explica o anfitrião. "Do outro, as ímpares, novecentas, setecentas, quinhentas, trezentas", conclui ele, crente de que se fez por entender.
Pela explicação, você pensa que de um lado só tem par e do outro só tem ímpar, e não é assim. De um lado ficam as quadras que começam com dígito par (de 201 a 216, de 401 a 416...) e do outro ficam as que começam com dígito ímpar (de 101 a 116, de 301 a 316...).
Se você levar ao pé da letra, ou melhor, ao pé do número, constará que tanto num lado como em outro há pares e ímpares. Outra coisa engraçada é que os anfitriões falam a seqüência completa das pares. Quando vai citar as ímpares, eles não dizem a última...
- Novecentas, setecentas, quinhentas e trezentas.
E você, na levada, fica esperando eles falarem das centas, mas eles não dizem, evitam, pensando que é "errado" (se as "centas" não estão no dicionário, as "duzentas", "trezentas", "quinhentas" também não estão).
Eu só sei que é muita informação para um baiano só. Afffff!!!!! Era muita coisa para minha cabecinha, tudo despejado de uma vez. Eu ficava sem nem saber por onde começar, não sabia nem o que perguntar...
Chegava uma hor da explicação que eu já estava pensando em voltar. Não pra Bahia, mas para o ensino fundamental, para um supletivo de 1º grau. E o anfitrião, sem saber da sua angústia, lhe dá um golpe de misericórdia.
- Não tem erro, é tudo muito fácil.
E aí, se tudo é muito fácil e você não sabe, então você se sente um burrico, um asno, um orelhudo.
Quadras comerciais e residenciais, entrequadras, superquadras, blocos, asas, eixos, eixão, eixinhos, setores, números pares e ímpares... Em meio a tudo isso, no terceiro dia aqui, estava eu procurando a quadra 309 Norte.
- É nas ímpares - me orientou aquele que seria a anfitriã.
E lá fui eu. Entrei na Asa Norte e fui seguindo placa e mais placa, até chegar até a 209. Da 209, um número ímpar, caí direto na 409, outro número ímpar, sem passar pela 309, que na minha ideia ficaria no meio das duas - mas não ficava.
Depois de rodar feito um doido, parei perdido e liguei para baiana brasiliense que me convidara.
- Onde cê tá? - ela atendeu.
- Passei pela 209, já tô na 409 e não vi a 309...
- É do outro lado, cê tá nas pares...
- Não, eu tô nas ímpares.
- Entenda, Marcelo, aí ficam as pares...
- Ué, mas 209, 409 não são ímpares, não?
- Não, 209 é par, fica nas duzentas...
- Peraí, em qualquer lugar, 209 é ímpar...
- Não, aqui em Brasília é par, é a lógica da cidade...
- Que lógica é essa?
E ficamos nesse é par, é ímpar, é par, é ímpar - até a bateria do meu celular descarregar e eu voltar para casa, desistindo do encontro, triste, me sentindo um traste, um nada. Nem sei como acertei voltar para a quitinete onde estava naquela primeira semana. Solitário, não tive ninguém para perguntar.
No dia seguinte, porém, a primeira coisa que fiz foi falar para os colegas de trabalho sobre a minha odisséia noturna pelas ruas, ou melhor, pelas quadras pares e ímpares.
Eles juntaram uns dez. Eles riram, riram muito. Mas fizeram fila para me explicar tudo, tin-tin-tin por tin-tin-tin, quadra por quadra. Do alto do 21º andar de um prédio no SBS.
E foi assim que fui entender essas "lógicas" brasilienses. Aí, meio sem jeito e sem graça, liguei para Flavinha e acertamos os ponteiros, fizemos as pazes, entre risadas pares e ímpares.
*Marcelo Torres é jornalista, baiano, cronista, radicado em Brasília
blog (http://marcelotorres.zip.net).
Tuesday, April 07, 2009
Wednesday, April 01, 2009
Lançamento de "Coisas de Amor Largadas na Noite" de André Gonçalves

O publicitário e fotógrafo André Gonçalves lança no próximo dia 10 de abril, às 21h, na Casa de Cultura, em Oeiras, Piauí, o livro “Coisas de Amor Largadas na Noite”. Segundo Joca Oeiras, “o encantamento que emana das páginas do livrinho do André não é obra do acaso. Tudo nele é pensado para obter do leitor, antes mesmo que se torne leitor, essa reação. Tudo! Desde o assunto – o amor e suas conseqüências – passando pelo lay-out, – leve, diversificado e, ao mesmo tempo, de uma unicidade e coerência impressionantes – o papel –multicolorido e reclicado– e o formato; pequeno, solto e funcionalmente inovador!”.
Livro: Coisas de Amor Largadas na Noite
Coletânea de 54 textos de André Gonçalves
O livro custa apenas R$ 20,00
Lançamento em Oeiras:
Dia 10 de Abril de 2009 às 19h
Casa da Cultura: Praça das Vitórias s/n°
Realização
Fundação Nogueira Tapety – FNT
Apoio
Prefeitura Municipal de Oeiras “Oeiras Vive”
Secretaria Municipal de Cultura
Armazém Paraíba
Monday, March 30, 2009
Friday, March 27, 2009
Giovani Iemini lança o "pulp" policial Mão Branca

contracapa
Preparado para encarar o veneno? No mundo cão de Giovani Iemini, a mão branca do narrador não perdoa, mata. Vingativo, implacável. Palavra encadeada como antídoto contra as mazelas de uma sociedade assustadoramente desigual. Este livro faz um painel nada gentil de uma ilha da fantasia transformada em retângulo representativo da tragédia brasileira. Se você ainda tem esperança, perca a inocência de vez. A literatura é feita de sangue, armada por uma voz simples apenas na aparência. A mão, sempre motorizada, oferece justiça. Perambula por cidades de danação. E o leitor dispara rumo a um universo onde os inocentes não têm vez, lugar mais perto do que podemos imaginar. E aí, vai encarar?
por Sérgio de Sá
http://www.maobranca.bardoescritor.net/
Thursday, March 26, 2009
Violeiro Chico Lobo é a atração do Açougue Cultural T-Bone
26/03/2009Violeiro Chico Lobo é a atração do Açougue Cultural T-Bone
Do Correiobraziliense.com.br
O projeto Quintas Culturais T-Bone movimenta a 312 norte nesta noite. O cantor e compositor mineiro Chico Lobo, considerado pela crítica um dos mais ativos violeiros do Brasil, apresenta o espetáculo Viola Popular Brasileira . Folias, catiras e modas de violas estão no show que faz um resumo das duas décadas de carreira do artista.
Alm de música, tem também um bate-papo literário com os autores Luiz Ricardo Magalhães e Robson Eleutério, que lançam o livro Estrada Geral do Serto Na Rota das Nascentes. A obra mostra como se deu a ocupação de Brasília desde os primeiros habitantes. Marcos Freitas também lança um trabalho. Trata-se de Staub und Schotter: der Wind des Frühlings & die Brises des Herbstes, coletânea de poemas escritos em várias línguas. A animação da noite fica por conta do mímico Miquéias Paz. O evento, com entradra franca e classificação indicativa livre, tem início às 20h.
http://divirta-se.correioweb.com.br/materias.htm?materia=6638&secao=Programe-se&data=20090326
Saturday, March 21, 2009
Marcos Freitas e Chico Lobo no Projeto Quintas Culturais


Por Francisca Azevedo
20 de março de 2009
Bate-papo literário
Foto: CHICO LOBO por Kika Antunes CD “No Braço Dessa Viola”
Em comemoração aos cinco anos de lançamento de seu primeiro livro “A Vida Sente a Si Mesma” (Ed. Gráfica Ibiapina, Teresina, 2003) e ao ingresso do autor na Associação Nacional de Escritores – ANE, o poeta Marcos Freitas apresentará no Açougue T-Bone seu oitavo livro de literatura “Staub und Schotter: Der Wind des Frühlings & die Brise des Herbstes”, pela Editora CBJE, uma coletânea de poemas escritos em diversas línguas, durante a estadia do autor no exterior (1991 a 1996).
A programação cultural desta quinta-feira, 26/03, do Açougue T-Bone terá a participação do violeiro mineiro Chico Lobo com o espetáculo “Viola Popular Brasileira”. No show, Chico apresentará uma síntese de mais de duas décadas de carreira, por onde desfilam: folias, catiras, lundus, reisados, modas de viola, cateretês entre outros ritmos. O músico se apresentará ao lado do percussionista José Carlos Ferreira. Além disso, a noite terá ainda bate-papo literário com os escritores Marcos Freitas e Robson Eleutério. Sempre às 20 horas, com entrada franca!
Música Regional Brasileira
Chico Lobo é considerado pela crítica, um dos mais ativos e efetivos violeiros do cenário nacional no processo de popularização da tradição da música regional brasileira. Músico consciente está na vanguarda da preservação dos costumes populares. Afirmando-os através do contato junto às culturas de outros povos. Nascido entre folias e serestas em São João Del Rei, eleita Capital Brasileira da Cultura em 2007 (cujo jingle oficial é de sua autoria), solta a voz na TV, no rádio e nos importantes palcos do Brasil e do Mundo como: Canecão (RJ), Grande Teatro do Palácio das Artes (BH), Memorial da América Latina (SP), Itália, Canadá, Chile, Portugal, entre outros. Segundo o jornalista e antropólogo português João Matias (Diário do Alentejo | Beja), Chico Lobo é “um compositor e executante sublime. Tem uma presença de palco cativante, transportando para os espetáculos o ambiente de festa e celebração que caracteriza o contexto social caipira”. O artista mantém, desde 2003, coluna fixa na revista “Viola Caipira”. Idealizou e apresentou por 3 anos o programa "O Canto da Viola", pela Rádio Inconfidência. Há mais de 8 anos idealizou ao lado de Pena Branca (da antiga dupla Pena Branca e Xavantinho), o espetáculo “Encontro de Raízes” que tem viajado por todo Brasil, para levar ao público dois violeiros, dois cantadores de diferentes gerações. Mas que bebem da mesma fonte: a cultura regional brasileira.
Com a viola na mão canta suas raízes, conectadas com a atualidade: folias, congados, catiras, modas, cateretês e tantos ritmos mais. Em 1985 foi “levantado” Guarda Coroa no congado de Dona Efigênia (bairro Renascença, BH). Depois passou a Guardião, na Ordem de Santo Antônio de Pádua (bairro Jaraguá, BH). Recebeu em 2004, em sua cidade natal, o título de Embaixador do Divino Espírito Santo.
Profissional inquieto, Chico Lobo, já lançou vários CDs e um DVD. Todos resultados de uma longa e fértil carreira artística. Seu CD de estréia, “No Braço Dessa Viola”, foi finalista ao Prêmio Sharp 97 – que despertou o interesse da imprensa e rendeu-lhe uma temporada de 47 dias pela Itália.
Sempre atento em descobrir novos valores, o artista idealizou e apresenta desde 2003 o Programa de TV “Viola Brasil”, de grande audiência, que vai ao ar pela TV Horizonte (BH) e é retransmitido pelas TVs: Campos de Minas, Cultura de Sabará e Nazaré de Belém do Pará.
Suas músicas e toques de viola têm sido utilizados em diversos programas de TV como “Me Leva Brasil”, “Globo Rural” e novelas como “América” da Rede Globo e “Bicho-do-Mato” da Record. Chico Lobo é considerado por Tárik de Souza (Jornal do Brasil), um violeiro de estirpe, mestre das notas choradas. E, segundo o crítico Marco Frenetti (Revista Bravo), um compositor que cria obras que destroem qualquer preconceito musical. Em 2007 foi o Diretor Musical do Espetáculo Multicultural da EnRede (Rede Internacional de Municípios pela Cultura, intitulado “O Homem que À Terra Canta”, no IV Encontro de Culturas de Serpa (Portugal); no 1º Encontro Internacional da Rede dos Municípios pela Cultura em São João Del Rei. E em 2008, nas cidades portuguesas de Vila Nova de São Bento (no dia do trabalhador) e em Almodóvar.Todos marcados pela reunião de artistas de Portugal, Brasil, Espanha e Cabo Verde. Ainda em 2008, lançou no Brasil e em Portugal o Cd internacional "Encontro de Violas - Viola Campaniça e Viola Caipira" ao lado do violeiro português Pedro Mestre. O que é o 1º registro no mundo do encontro entre as violas "mãe e filha". Nele se demonstra como é possível a partilha entre os povos - sem uma cultura se sobrepor a outra. Esses encontros, interculturais, dão novos horizontes aos instrumentos tradicionais, emocionam antigos apreciadores e entusiasmam o público jovem.
Espetáculo "Viola Popular Brasileira"
Chico Lobo em seu espetáculo “Viola Popular Brasileira”, apresenta uma síntese de mais de duas décadas de carreira, por onde desfilam: folias, catiras, lundus, reisados, modas de viola, cateretês entre outros ritmos. Além de prosa e causos que cativam, da infância à “melhor idade”. Um espetáculo envolvente que leva a participação do público. E ao sentimento de se ter orgulho de ser caipira, sem preconceitos. E com muita identidade cultural. “Como os mestres nos ensinaram, peço licença a vocês donos da casa... E os convido a unir nossas vozes em uma só cantoria certeira...” (Chico Lobo).
Estrada Geral do Sertão - Na Rota das Nascentes, de autoria de Luiz Ricardo Magalhães e Robson Eleutério.
Apresentação:
Mímico Miquéias Paz
Informações:
Assessora de Imprensa: Francisca Azevedo 61- 8432-3669
Site do Chico Lobo: http://www.chicolobo.com.br/
Data: 26/03
Horário: 20 horas
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
Tel: (61) 3274-1665
ENTRADA FRANCA
Thursday, March 19, 2009
Exposição: Cerrado, imagem e poesia

Na exposição “Cerrado, Imagem e Poesia”, de Humberto Pellizzaro, fotógrafo e ecologista, o autor utiliza as imagens como forma de sensibilizar a sociedade para o grave problema da devastação ambiental. Nascido no Rio de Janeiro, Humberto radicou-se em Brasília desde a construção da cidade, quando conviveu com os candangos nos acampamentos de casas de madeira. Praticante de montanhismo; começou a fotografar em viagens pelos Andes. Posteriormente, focou a sua câmera nas coisas do cerrado, bioma cheio de riquezas e segredos, mas ameaçado de extinção. A beleza da fotografia também o inspira a escrever poemas, com os quais enriquece suas imagens.
O cerrado foi escolhido como foco da exposição por estar sofrendo um processo de destruição acelerado, sendo o bioma predominante no planalto central do Brasil. A mostra visa assim contribuir para a conscientização da necessidade urgente de preservar o que ainda resta do cerrado.
O público terá a oportunidade de ver e sentir a beleza que existe nesse ambiente ainda desconhecido, considerado erradamente como pobre. As fotos são acompanhadas por poemas, que exaltam o sentimento de amor pela natureza e a indignação pelos atos da insensatez humana.
Horário: 04 a 25 de Março.
Horário Comercial.
Endereço: Espaço Cultural STJ
SAFS, Quadra 6, Lote 1, Trecho III, em Brasília
Preço: Entrada franca. Censura livre.
Ignácio de Loyola Brandão no Projeto Quintas Culturais T-Bone

Por Francisca Azevedo
16 de março de 2009
Ignácio de Loyola Brandão é o escritor convidado desta quinta-feira, 19/03.
O Projeto Quintas Culturais T-Bone traz a Brasília nesta quinta-feira, 19/03, o renomado escritor Ignácio de Loyola Brandão, vencedor do Jabuti 2008, na categoria melhor livro de ficção. Loyola fará um bate-papo literário sobre “O Menino que Vendia Palavras”, publicado pela Objetiva. Além disso, a apresentação musical ficará por conta do músico nordestino Beirão, com o recital “Coisa da Minha Mala”, no repertório clássicos da música brasileira, contação de histórias dialogando diretamente com compositores como João do Vale, Zé do Norte, Gordurinha, Zé Dantas, José Marcolino, Humberto Teixeira, entre outros, levando ao público o universo da literatura de cordel e dos cantadores nordestinos. O evento começa às 20 horas e a entrada é franca.
O Menino que Vendia Palavras
LIVRO DO ANO - FICÇÃO 2008 – Prêmio Jabuti
O protagonista deste livro é um menino que tem muito orgulho de seu pai, um homem culto, inteligente e que conhece as palavras como ninguém. Se os amigos do menino querem saber o significado de alguma palavra, é ao pai dele que sempre recorrem. Quer saber o que é epitélio? Alforje? Lunático? Ele sempre tem uma resposta.
A curiosidade dos amigos é tão grande que o menino logo percebe: e se começasse a negociar o significado das palavras? Gorgolão? Vale uma fotografia de um navio de guerra. Enfado? Um sorvete de picolé, trazido pelo dono da sorveteria. Pantomima? Um chiclete. E assim começa seu “negocinho” no bairro, escondido do pai, é claro.
O menino, sempre com um humor leve e envolvente, descobre como é importante conhecer as palavras, pois assim ele vai saber conversar, orientar as pessoas, explicar suas idéias e sentimentos, desempenhar melhor suas tarefas, progredir na vida, entender todas as histórias que lê e até mesmo convencer uma menina a namorá-lo! E, assim, vai aprendendo essas e outras lições valiosas e percebendo com seu pai o quanto a leitura é necessária, pois quanto mais palavras você conhece e usa, mais fácil e interessante fica a sua vida.
Para escrever esta história, o jornalista Ignácio de Loyola Brandão inspirou-se em sua própria infância, na cidade de Araraquara, interior de São Paulo, nos anos 40. Seu pai, assim como o pai do personagem do livro, era um apaixonado pelas palavras que conseguiu formar uma biblioteca com mais de 500 volumes. Segundo Ignácio conta, foi o pai quem o incentivou a ler desde que foi alfabetizado. E revela outra verdade: sim, ele chegou a trocar com seus colegas de classe palavras por bolinhas de gude e figurinhas.
Sobre o autor:
Ignácio de Loyola Brandão é jornalista, contista e romancista brasileiro. Desde pequeno, sonhava conquistar o mundo com sua literatura. Começou sua carreira literária em 1965, com o lançamento do livro de contos Depois do Sol, e hoje é autor de mais de trinta livros.
Já foi traduzido para várias línguas, entre elas o húngaro, o alemão e o coreano, e já teve livros e contos adaptados para o cinema e para o teatro. Também já conquistou vários prêmios literários com sua obra, entre eles o Prêmio Pedro Nava (da Academia Brasileira de Letras), o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o Prêmio Jabuti. O autor acaba de ser eleito para a Academia Paulista de Letras.
Apresentação Musical:
RECITAL "COISAS DA MINHA MALA"
De volta ao Brasil depois de seis meses de tour pela Europa, Beirão faz no dia 12 de dezembro, show recital na Oficina Geppetto. Além de novas composições que faz parte do novo CD Eu Nunca Esperei Nada de Você, o show contará também com clássicos da música brasileira, contação de histórias dialogando diretamente com compositores como João do Vale, Zé do Norte, Gordurinha, Zé Dantas, José Marcolino, Humberto Teixeira, dentre outros, levando ao público o universo da literatura de cordel e dos cantadores nordestinos.
Beirão considera-se um cearense cosmopolita. Acredita que a cultura popular vive uma fase de renascimento: "a cada ano que passa as festas populares como São João ganham novos espaços e, o Brasil de norte a sul, se acende em festa". Assim, não deixando por menos reuni em seu repertório, músicas populares do Nordeste.
Sem abandonar as influências nordestinas como Jackson do Pandeiro, Luís Gonzaga, Trio Nordestino entre outros, e tendo incorporado ao seu estilo, influências da MPB, do Rock brasileiro e da música universal, o público encontrará uma sonoridade envolvente e bem humorada, marca registrada de seus shows.
Atualmente divulga o Projeto Forró Pé-de-Serra Brasil e em parceria com o Pontão de Cultura República do Cerrado.
Apresentação:
Mímico Miquéias Paz
Informações:
Assessora de Imprensa: Francisca Azevedo 61- 8432-3669
Data: 19/03
Horário: 20 horas
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
Tel: (61) 3274-1665
ENTRADA FRANCA
Banda Cajú Azul na Barca Musical

Novas versões da MPB no palco flutuante Barca Brasília
Com um repertório musical cheio de ginga e balanço, Cléo e Sandra Monteiro, Sérgio Trappa e o percursionista Mafra prometem uma programação diferenciada na Barca Brasília. Será um passeio acompanhado de canções de Chico Buarque, Maria Rita, Vanessa da Matta, Moska, Secos&Molhados, Rita Lee, Mar’tnália e vários nomes da MPB.
As irmãs pernambucanas Cléo e Sandra Monteiro cantam e tocam violão. Ao longo dos últimos dez anos amadureceram como interpretes e adquiriram uma identidade rítmica e musical em apresentações nos vários palcos de bares, teatros e rodas de violão. O baixista Sérgio Trappa, que também é fotógrafo, dita a base de graves marcando os compassos das canções. Na base rítmica, o grupo conta com a participação super especial do percussionista Mafra, contribuindo com o tempero caliente nas interpretações.
Além do show musical, o passageiro recebe informações sobre o Lago Paranoá e as histórias submersas por suas águas. A equipe da Barca Brasília inventariou monumentos naturais e arquitetônicos em cinco rotas temáticas: Rota Glaziou, Rota das Ilhas, Rota Dom Bosco, Rota Garça Branca e Rota do Charme, que passa através das pontes. A navegação acontece por uma dessas rotas a ser escolhida na partida do cais. Para o conforto de seus passageiros a embarcação está abrigada das intempéries, como chuva e vento, com janelas transparentes que não impedem a contemplação das paisagens. O entardecer produzido grandiosamente pelo espetáculo natural do pôr do sol e o acender das luzes urbanas dão o colorido especial ao passeio.
A Barca Brasília garante, com sua equipe, segurança, conforto e um atendimento personalizado.
Faça sua reserva, venha participar!
Serviço
Barca Musical com a Banda Caju Azul
Dias 21 e 22 de março – sábado e domingo
Saída da Barca: 17h com retorno às 20h30
Cais do Bay Park Hotel: SHTN Trecho 02 Lote 05.
Valor do passeio: R$ 40,00, desconto 25% = R$30,00 por pessoa.
Couvert artístico: R$ 10,00 (consumo de alimentos e bebidas à parte).
Consumo de alimentos e bebidas à parte.
Reservas e informações:
www.barcabrasilia.com.br
passeio@barcabrasilia.com.br
Telefones: 8419-7192 (Edmilson Figueiredo) e 8432-6234 (Amon Trajano).
Evento não indicado para menores de 16 anos desacompanhados.
Friday, March 13, 2009
“solidão voz e violão” - Show do compositor e músico Madan

“solidão voz e violão”
Neste show, ao violão e voz, o compositor, cantor e músico paulista Madan, mostrará canções de seus 4 CDs lançados e algumas músicas do quinto CD “Solidão”, que será lançado ainda em 2009.
No repertório parcerias com os poetas Adélia Prado, Ademir Assunção, Arnaldo Antunes, Augusto e Haroldo de Campos, Frei Betto, José Paulo Paes, Mário Bortolotto, Olga Savary, Rodrigo Garcia Lopes, entre outros
13/03/2009, sexta, às 20h
Espaço Garimpo do SESC Araraquara
Entrada gratuita
Mais informações: 16 3301 7500
Escute e baixe gratuitamente 6 músicas que Madan tocará no show:
www.myspace.com/madanmusic
Madan é compositor, cantor e músico, natural (10/03/1961) de São Paulo/SP; e desde 1980 - onde participou de seu terceiro festival (o 1º foi em 1978) de música popular em Jales/SP – começou a desenvolver seu trabalho de musicar e cantar poemas, quando o poeta paraibano radicado em Jales, Francisco Valdo Albuquerque, lhe presenteou com seu primeiro livro de poesia “Canto Semental Livre”.
Tem quatro CDs lançados: “Madan” (1997) – part.esp: Haroldo de Campos - ; “A Ópera do Rinoceronte” (1999) – part.esp. José Paulo Paes, Elisa Lucinda e Ademir Assunção - ; “1 do 1 do 1” (2001) – com Kléber Albuquerque, Élio Camalle e Luiz Gayotto - todos pela Dabliú Discos - e o CD infanto-juvenil “Brincando com Palavras” (2005) – parti.esp. Thomas Roth - Lua Music -, onde gravou várias de suas músicas sobre textos e poemas de Adélia Prado, Ademir Assunção, Arnaldo Antunes, Augusto e Haroldo de Campos, Elisa Lucinda, Frei Betto, Glauco Matoso, Olga Savary, Omar Khayyam, entre tantos outros poetas novos e consagrados.
Nas décadas de 80 e 90 participou de diversos festivais de música popular pelo Brasil (nos estados de SP/MG/RS/PR/SC) onde obteve várias premiações.
Em 1989 lançou a fita K7 “AUM Canções Místicas” com músicas de sua autoria na linha canção new-age, que teve uma repercussão nacional no meio esotérico, sendo utilizadas em terapias por Roberto Shinyashiki, a alemã Mimansa e outros.
Em 1991, gravou o álbum “Arqueiro” no Rio de Janeiro, com produção, arranjos e teclados de Luz Antonio Gomes (produtor de Zé Ramalho, Fagner, Geraldo Azevedo, Boca Livre, entre outros), na linha pop.
Os álbuns “AUM Canções Místicas” e “Arqueiro” serão relançados no formato CD.
Em 1996, foi premiado pela melhor música composta/original, no Prêmio Coca-cola de Teatro Jovem em São Paulo, com a peça infantil de teatro de bonecos “Poemas para Brincar” do poeta José Paulo Paes, criada e encenada pelo Grupo As Graças.
Em 1998, foi finalista do prêmio de teatro APETESP(SP), com as músicas especialmente composta para a peça infanto-juvenil “Monstro Brigueiro” do ator e dramaturgo Isser Korik. Em 2005, teve sua canção “Cabeça” poema de Adélia Prado, incluída na coletânea (algum duplo) “The Best of Brasil”, juntamente com novos e consagrados nomes da MPB, como João Gilberto, Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, Vitor Ramil, Márcia Salomon, entre tantos outros.
Neste mesmo ano, participou em várias músicas, como compositor, violonista e cantor, no CD “Rebelião na Zona Fantasma” do poeta paulista Ademir Assunção. Também em 2005, foi pré-selecionado no Projeto Rumos Música, do Itaú Cultural, integrando o CD em mp3 que fora lançado. Em 2006 foi finalista na categoria melhor CD infantil, do prêmio TIM de música, com o CD infanto-juvenil “Brincando com palavras” com poemas de José Paulo Paes e músicas suas.
Madan tem músicas nas vozes de Zeca Baleiro,Thomas Roth, Elisa Lucinda, Kléber Albuquerque, Márcia Salomon, Carlos Navas, Sandra Vianna, Caval (Márcio Cavalcanti), Fernando Cavallieri, entre outros.
Desde início dos anos oitenta, fez shows em diversas cidades do Brasil, como Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Londrina, Montes Claros, Araraquara, São Bernardo, Santo André, Diadema.e em São Paulo, onde nasceu e mora; já se apresentou nos SESC’s Pompéia, Consolação, Vila Mariana, Santo André, Santo Amaro, Itaquera, São Caetano, etc...nas Casas de Cultura de São Paulo e ABC paulista, projeto Arte nas Ruas/SP e em casas noturnas como Supremo Musical, Bar Vou Vivendo, Boca da Noite, Bar do Alemão, Villaggio Café, Clube Caiubi, Café Piu Piu, etc...
Madan, além de suas apresentações “adultas”, desde 2000 tem se apresentado em shows para crianças, e agora, a partir de 2009, retomou o show infantil “Brincando com Palavras” (Madan, Lia e Caval); além do solo “solidão voz e violão” e com a banda “Os enRockecidos” na linha folk-funk-pop-rock com baladas e canções, que é tônica de seu novo CD.
Atualmente está finalizando seu quinto CD - “Solidão” - com músicas suas sobre poemas de Paulo Leminski, Augusto de Campos, Ademir Assunção, Mario Bortolotto, Rodrigo Garcia Lopes, entre outros...e até um poema do filósofo Nietzsche, faixa que terá a participação do Luiz Tatit, além das participações especiais de Augusto de Campos e Zeca Baleiro em “Epitáfio”, poema de Cobiere.
O CD tem previsão de lançamento para este ano de 2009.
Suas influências musicais são, pela ordem: música instrumental antiga, brasileira e portuguesa, Elton John, Jeff Lynne (Electric Light Orchestra), grupo YES, Guilherme Arantes, disco music, Zé Ramalho, Beto Guedes, Egberto Gismonti, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Elis Regina, Rita Lee, Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Gilberto, Neil Young, Eric Clapton, Marisa Monte, Cássia Eller, Nando Reis, Leonard Cohen, Nick Drake e Ana Carolina.
Madan define seu som como um som folk-funk-pop-rock com baladas e canções.
E suas influências literárias são pela ordem: os místicos (Osho, Gurdjieff, Ouspensky, Krishnamurti e Dalai Lama); os filósofos (Nietzsche, Schopenhauer e Cioran – também místico – ); os literatos (Jorge Luis Borges, Ezra Pound, e Octavio Paz) os psicólogos e psiquiatras (Alexander Lowen, Wilhelm Reich, Jung, Freud e Lacan) e por fim, os poetas que musicou, mais Pablo Neruda, Fernando Pessoa e Walt Whitman.
Há alguns anos, Madan tem escrito aforismos, silogismos, epitáfios, micro-poemas, quase-haicais e epigramas, mas não pretende publicar tão cedo; mas vai aí um em primeira “publicação” (09/03/2009):
epitáfio
vim
vou
contatos:
Madan Music
www.uol.com.br/madan
6 músicas para download e audição
www.myspace.com/madanmusic
CD infantil "Brincando com palavras”
www.luamusic.com.br/madan.htm
madanmusic@uol.com.br
Wednesday, March 11, 2009
Exposição: A Máscara Teatral na Arte dos Sartori


Exposição: A Máscara Teatral na Arte dos Sartori - da Commédia dell'Arte ao Mascaramento Urbano.
Local: Caixa Cultural - Galeria Principal
Abertura para convidados: 17 de março de 2009, das 19h às 22h
Visitação: de 17 de março a 26 de abril de 2009
Horário de visitação: diariamente, das 9h às 21h.
Endereço: SBS Q. 4, Lt. 3/4 - Anexo ao Edifício Matriz da CAIXA
Informações: 61- 3206-9448/49
Classificação etária: Livre
Donato Sartori é um dos maiores escultores e mascareiros do mundo, herdeiro da tradição de criar máscaras de Commedia Dell`Arte, iniciada por seu pai, Amleto Sartori, após a segunda guerra. Sartori criou as máscaras para vários atores, diretores e encenadores do mundo, entre eles, Barrault, Eduardo de Filippo, Giorgio Strehler, Lecoq, Dario Fo, Ferrucio Soleri, Enrico Bonavera, Peter Oskarson, Eugenio Barba, para os atores do Teatro Kyogen do Japão, do Odin Teatret da Dinamarca, entre outros. Desenvolveu pesquisas sobre artes gráficas e mascaramento corporal e urbano, tendo sua obra exposta nos principais Museus de Arte Moderna de Veneza, Nova Iorque, Tóquio, Cidade do México e Paris. Em 1979, ao lado do cenógrafo Paolo Trombetta e da arquiteta Paola Piizzi, funda o Centro Maschere e Strutture Gestuali, um centro multidisciplinar que estuda os vários aspectos etnológicos, antropológicos e espetaculares que envolvem a Máscara. Em 2005, com um espetáculo de Dario Fo, inauguraram o Museu Internacional da Máscara Amleto e Donato Sartori em Abano Termi, que narra a história do homem por meio das máscaras.
http://www.caixacultural.com.br
Tuesday, March 10, 2009
Sarau do Coletivo de Poetas no Taguatinga Shopping
Foto: Patrícia ÁlvaresSarau do Coletivo de Poetas no Taguatinga Shopping
14/03/2009, sábado, das 17 às 20 horas
Poetas
Ariosto Teixeira
Amargedon
Ézio Pires
Chico Porto
Maria Félix
Sérgio Muylaert
Marcos Freitas
Ivan Monteiro
Anabe Lopes da Silva
Dulce Neia
Gelly Fritta
Jorge Amâncio
Menezes y Morais
Carla Andrade
Lourdes Teodoro
Salomão Sousa
Nando Potiguara
José Edson dos Santos
Rossini Neto
Theodoro Gontijo
Músicos
Carlinhos Piauí
Mestre Bimba do Reco-Reco
Homenagens especiais
Euclides da Cunha (1866-1909) - centenário de morte.
Edgar Alan Poe (1809-1849) - bicentenário de nascimento.
Euclides da Cunha é um gênio da literatura brasileira e universal.
Da mesma forma, Edgar Alan Poe, criador do gênero conto policial e de terror, é um gênio da literatura norte-americana e universal.
Ambos foram poetas.
O Coletivo de Poetas, fundado em 1990, com a filosofia poesia para todos, se associa as homenagens a esses dois expoentes da cultura universal.
Local: Taguatinga Shopping - Taguatinga - Pistão Sul - entrada franca
Monday, March 09, 2009
Manifesto Mafrensino
Manifesto MafrensinoDirigido a todos os que têm como inspiração maior ver o Piauí caminhar unido em busca de seu grande destino (Oeiras, 07 de março de 2009).
A Fundação Nogueira Tapety – FNT, que tenho a honra de presidir, já deu inequívocas demonstrações de que é possível trilhar o caminho da promoção da cidadania e em defesa de uma cultura legitimamente sertaneja sem, para isso, ter que assumir posições político-partidá rias.
E é justamente pela ausência de qualquer vinculação partidária que a atrele, pressione ou manipule, que a FNT pode ser coerente com este desiderato. Há, no entanto, questões de cunho político a que a ninguém é dado alienar-se. É o caso da Campanha que, já há alguns anos, se desenvolve no Estado visando – parece incrível, mas é verdade – a desagregação do Piauí em dois pedaços. E esta campanha tem sido feita abertamente e sem maiores percalços porque nós, os que desejamos a unidade do espaço geofísico, político e cultural da “Terra Querida” preferimos, até agora, permanecer mudos na vã esperança que estes piauienses equivocados chegassem, por si mesmos, a descobrir o erro de perspectiva que alardeiam. Ledo engano!
Hoje percebemos nosso engano e entendemos que quanto mais calados ficarem os defensores de um Piauí indiviso, com maior desenvoltura passearão pela mídia os arautos da infeliz novidade. Assim agindo, mesmo sem nenhum argumento, chegam a intimidar quando divulgam a idéia de que se trata de algo irreversível, já decidido. Mentira deslavada!.. . Mas uma mentira, seja ela deslavada, mal lavada ou apenas suja, repetida muitas vezes, sem que ninguém a conteste, acaba assumindo ares de límpida verdade.
Diante disso, concluímos que chegou a hora de juntar a tropa e organizá-la para combater o bom combate. A partir de hoje esta Instituição coloca-se na linha de frente e se dispõe a ajudar a agrupar todos aqueles que, como nós, julgam imprescindível a manutenção da unidade territorial do Piauí, fruto de uma identidade cultural forjada ao longo da rica história de um povo sofrido, porém, e por isso mesmo, dotado de uma integridade insofismável.
Por isso estamos desfraldando bem alto esta bandeira, ou melhor, reempunhando a Bandeira de Mafrense, para que qualquer piauiense (ou não) que necessite de incentivo para manifestar-se a favor do Piauí – pois é disso que se trata – tenha onde se apoiar, juntando-se a nós!
Do Peixe-Boi Marinho, que habita as águas mansas de Cajueiro da Praia no extremo norte até o último (Se)Bastião de Barro, nossa fronteira ao sul, Viva o Piauí!
Sertanejamente,
Carlos Rubem Campos Reis
Presidente da FNT
Publicado originalmente no "Portal do Sertão"
Barca Poética em Homenagem às Mulheres
BARCA POÉTICA COM ANGÉLICA TORRES, SYLVIA CYNTRÃO, FELIPE CORRÊA E YARA FORTUNA EM HOMENAGEM ÀS MULHERESPrograma especial no fim de semana do Dia Internacional da Mulher
Comemore o fim de semana do Dia Internacional da Mulher fazendo um passeio diferente, original, elegante, em um ambiente acolhedor, informal, onde você encontra com a poesia, a música e sai de lá com novos amigos e muitas recordações. Neste fim de semana, nos dias 7 e 8 de março, pra lá de especial, a lua crescente já está quase cheia. É a lua da poesia. Assistir o crepúsculo brasiliense navegando no Lago Paranoá é testemunhar um colorido esplêndido. Associe a explosão de imagens a um programa poético-musical produzido especialmente para você. O sarau no palco flutuante traz as poetas Angélica Torres e Sylvia Cyntrão. Felipe Corrêa e Yara Fortuna interpretam o espetáculo musical mostrando um trabalho autoral e surpreendente.
Angélica Torres é poeta e jornalista, tem cinco livros publicados -- quatro de poesias: Sindicato de Estudantes (1986); Solares (1988), Paleolírica (2000) e O Poema Quer Ser Útil (2006), que ganhou recital do mesmo nome na Livraria Cultura, interpretado pelas atrizes Maíra Oliveira (Esquadrão da Vida) e Larissa Malty (Koikwa, um Buraco no Céu) e musicado por Paula Zimbres e Ellen Oléria. Prepara a publicação de Luzidianas, poesias, para 2009. Na Biblioteca Nacional de Brasília é assessora de imprensa e coordenadora de eventos ligados a poesia.
Sylvia Cyntrão é poeta, mestre e doutora em literatura brasileira; professora do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB. É membro da Academia de Letras e Música do Brasil e Agente cultural do GDF. Como poeta, publicou os livros Sopros e Mordidas (1999), Coração em III Atos (2001) e O quarto e o ato (2007). Natural do Rio de Janeiro, está em Brasília desde 1983 e recentemente recebeu o título de Cidadã Honorária de Brasília pelos 25 anos de contribuição à causa da cultura e da educação na Capital.
Felipe Corrêa (violão , voz e composição) e a jovem cantora Yara Fortuna (voz) têm uma proposta musical autoral de intensa comunhão entre melodia e letra poética, conseguindo com isso efeitos de grande originalidade. O casal de artistas vem se apresentando com sucesso nos palcos da cidade em vários projetos, tanto populares como acadêmicos, que privilegiam a poesia e a canção. Felipe e Yara compõem o braço musical do VIVOVERSO, grupo de encenação poética, onde desenvolvem composições próprias e também com versos de poetas que escolhem homenagear, entre eles destacando-se Fabrício Carpinejar, Nicolas Behr, Angélica Torres e Sylvia Cyntrão.
O passeio na Rota Dom Bosco, no Lago Paranoá, além de proporcionar uma visão diferenciada da cidade de Brasília e dos vários atrativos naturais e arquitetônicos da orla, reaviva o sonho registrado em 30 de agosto de 1883, que faz relação ao projeto da nova capital como terra prometida. Para sua satisfação, nós temos serviços de bar e cozinha e uma equipe preparada para lhe receber bem. Traga seus amigos e familiares. Estamos esperando por vocês!
A Barca Brasília garante, com sua equipe, segurança, conforto e um atendimento personalizado.
SERVIÇO
Barca Brasília, poesia em homenagem à mulher.
Dias 7 e 8 de março - sábado e domingo
Saída da Barca: 17h com retorno às 20h30 Cais do Bay Park Hotel: SHTN Trecho 02 Lote 05.
Valor do passeio: R$ 40,00, desconto 25% = R$30,00 por pessoa. Couvert artístico: R$ 10,00 (consumo de alimentos e bebidas à parte).
Reservas e informações:
www.barcabrasilia.com.br ; passeio@barcabrasilia.com.br
Telefones: 8419-7192 (Edmilson Figueiredo) e 8432-6234 (Amon Trajano);
Evento não indicado para menores de 16 anos desacompanhados.
Tuesday, March 03, 2009
Affonso Romano de Sant´anna no T-Bone
As Quintas Culturais T-Bone estão de volta. Após programação cultural intensa em 2008, com mais de trinta apresentações gratuitas na comercial da 312 Norte em comemoração aos dez anos da Noite Cultural T-Bone, a ONG inicia temporada 2009 com a participação do escritor, teórico, cronista e jornalista Affonso Romano de Sant’Anna e apresentação musical de Rogério Midlej, nesta quinta-feira, 05/03, às 20 horas. Entrada Franca! Bate-papo literário:
Affonso Romano apresentará sua mais recente obra, “O enigma vazio - Impasses da arte e da crítica”, onde aborda a arte moderna e contemporânea dos séculos XX e XXI. Um desafio ao qual até mesmo os críticos podem sucumbir, diante do verdadeiro mosaico de conceitos e opiniões que podem mais confundir que localizar os parâmetros do que é ou não arte e ser artista. Na obra, o escritor coloca essa crítica no divã, analisando e, em alguns momentos, desconstruindo seus discursos e argumentos ao apontar suas contradições e exageros.
O AUTOR:
Affonso Romano de Sant’Anna se destaca como teórico, poeta, cronista, professor, administrador cultural e jornalista. Já nos anos 60 participou de movimentos de vanguarda, nos anos 70 trouxe a música popular, a poesia marginal e a literatura infanto-juvenil para dentro da universidade e desencadeou renovação teórica na área de letras. Com mais de 40 livros publicados e tendo ensinado em universidades estrangeiras e nacionais, à frente da Biblioteca Nacional (1990-1996) criou o Proler, o Sistema Nacional de Bibliotecas e programas de exportação da cultura brasileira. Sua obra tem sido objeto de teses de mestrado e doutorado. É casado com a escritora Marina Colasanti.
Apresentação Musical:
Rogério Midlej - Nascido em Itabuna, Bahia, Rogério mudou-se para Brasília em 1974, onde iniciou seus estudos de canto e deu seus primeiros passos como artista e intérprete. Integrou corais locais, entre eles o Coro Masculino de Brasília, o Coro Lírico do Teatro Nacional e o Coral da UnB, sob a regência de Marconi Araújo, onde atuou como solista.
Em 1998, abandonou em definitivo a carreira de psicólogo para atuar como empresário de bandas de baile. Em 2000, ele e dois amigos criaram a Joy Band, uma renovação no cenário das grandes festas de Brasília. Foi o primeiro representante de Brasília no programa FAMA, da Rede Globo, em 2002. No mesmo ano, estreou em carreira-solo na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, onde mostrou novo olhar para clássicos da MPB e canções inéditas de compositores de Brasília, como Marcelo Brandão, Wilson Bebel e André Vasconcellos, que fariam parte de seu primeiro disco, “Quintal do Meu Mundo”, lançado em 2005. O CD traz um trabalho essencialmente de música brasileira, com grande variedade de ritmos, onde se destacam o ijexá, o baião e o samba-coco, entremeados por baladas leves e poéticas feitas sob medida para o timbre suave e límpido do cantor.
Apresentação:
Mímico Miquéias Paz
Informações:
Assessora de Imprensa: Francisca Azevedo 61- 8432-3669
Data: 05/03
Horário: 20 horas
Local: Açougue Cultural T-Bone: SCLN 312 Bl B Lj 27 Brasília-DF
Tel: (61) 3274-1665
ENTRADA FRANCA
Indicativa Livre
http://www.t-bone.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=174&Itemid=1
Monday, March 02, 2009
Thursday, February 26, 2009
Barca Musical com muita Bossa e MPB

SALOMÃO DI PÁDUA E AGILSON ALCANTARA NA BARCA MUSICAL COM MUITA BOSSA E MPB
A voz aveludada de Salomão di Pádua e o violão refinado de Agilson Alcântara
Um programa imperdível para este fim de semana é o passeio na Barca Brasília com música e muito charme. A voz harmoniosa do intérprete e compositor Salomão di Pádua estará acompanhada do violão inconfundível do experiente Agilson Alcântara. No repertório Gilberto Gil, Caetano, Chico Buarque de Holanda, Tom Jobim, Vander Lee, Gonzaguinha, Cazuza, Renato Russo e vários outros expoentes da Música Popular Brasileira. O passeio na Rota Dom Bosco, no Lago Paranoá, além de proporcionar uma visão diferenciada da cidade de Brasília e dos vários atrativos naturais e arquitetônicos da orla, reaviva o sonho registrado em 30 de agosto de 1883 que faz relação ao projeto da nova capital como terra prometida.
Salomão di Pádua é um artista em contínuo movimento. Sua origem maranhense reforça o estilo identificado com os ritmos brasileiros. Desde a estréia em 1992, no Teatro João do Vale, no Centro Histórico de São Luiz, que sua carreira se consolida com apresentação em vários palcos do Brasil. Hoje é uma presença marcante no Clube da Bossa Nova de Brasília, considerado por muitos, como um músico dotado de grande sensibilidade, bom gosto na escolha do repertório e por sua qualidade técnica. Para o palco flutuante Barca Brasília ele promete surpreender o público mostrando muita garra nas interpretações.
Agilson Alcântara, violonista, formou-se na Escola de Música de Brasília, onde estudou com Paulo André, Jaime Ernest Dias e Alencar Sete Cordas. É integrante da Orquestra de Violões e já acompanhou Clodo Ferreira, Célia Rabelo, Cely Curado e muitos intérpretes e compositores de renome da cidade. Um músico ágil com mãos habilidosas na construção de acordes limpos e perfeitos. Assistir Agilson Alcântara acompanhando Salomão di Pádua será um grande privilégio para os seletos passageiros da Barca Brasília deste fim de semana pós-carnaval.
Recomenda-se levar equipamento de fotografia e/ou vídeo, pois enquanto acontece o espetáculo musical, o crepúsculo, com luzes multicoloridas, ilumina o espelho d’água, proporcionando motivos que chamam atenção. Cada um dos atrativos, avistados na orla do Lago, foi cuidadosamente inventariado para o enriquecimento do passeio que se torna muito interessante. Brasília, a cidade pássaro, ganha uma dimensão fantástica, das águas do Lago para a orla. Durante a navegação é surpreendente a história da Vila Amauri, que a cada dia torna-se conhecida como a “Atlântida” do planalto submersa no Lago Paranoá.
A Barca Brasília garante, com sua equipe, segurança, conforto e um atendimento personalizado.
Venha participar!
Serviço
Barca Brasília, MPB de qualidade com Salomão di Pádua e Agilson Alcântara
Dias 28 de fevereiro e 1º de março – sábado e domingo
Saída da Barca: 17h com retorno às 20h30
Cais do Bay Park Hotel: SHTN Trecho 02 Lote 05.
Valor do passeio: R$ 40,00, desconto 25% = R$30,00 por pessoa.
Couvert artístico: R$ 10,00 (consumo de alimentos e bebidas à parte).
Consumo de alimentos e bebidas à parte.
Reservas e informações:
www.barcabrasilia.com.br
passeio@barcabrasilia.com.br
Telefones: 8419-7192 (Edmilson Figueiredo) e 8432-6234 (Amon Trajano).
Evento não indicado para menores de 16 anos desacompanhados.
Thursday, February 19, 2009
Dois poemas de "Staub und Schotter" - Marcos Freitas

HEUTIGE ODE
ich will heute alle Empfindungen zum Ausdruck bringen
ich will alles, das ich schon gewuβt habe
ich will alles, das ich noch nicht weiβ
ich will das ganze Universum küssen
ich will Milliarden von Sternen neben mir
ich will die kleine Ameise durch dem Blumen frei laufen sehen
ich will den anarchischen Tanz des blühenden Frühlings
ich will alle Flüche als ganz gewöhliche Wörter verwenden
ich will deine Augen sehen, so weit meine Auge dringt
ich will die Prägnanz deines Lächelns in meiner Haut prägen
ich will die melodische Melodie deines Körpers mitspielen
heiter und still wie der Sonnenuntergang direct am Meer
- leider schliefst du gerade –
ich will die übermäβige Maβlosigkeit meines Gefühles
ich will das Geprassel des Begehrens in deine Augen sehen
ich will die Feuerwolke meines Wunsches zur Nachmittagssonne bringen
ich will das Plaster meines gekrümmten Bürgersteigs vergipsen
ich will die wuchtige Erregnung voller Fieber
ich will in deiner durstigen ungebrannten Haut entgleisen
ich will die empörende Hartnäckigkeit meiner Poesie
ich will tausendeVerse für dich schreiben
ich will dich
- leider schliefst du gerade –
NO SCRIPT
the scene was set
but what was really in the script?
there was no time or what to think about
one must learn the speech of the place
one must learn the speech of your face
slowly though exactly
hear the sound of sudden emotions
one must play the instrument of your invisible rightness
one must speak the right words to your fatal desires
slowly and sweetly
one must find the place
the time
and what will suffice
one must be
an insatiable actor
an insatiable poet
without script
Marcos Freitas.
Monday, February 16, 2009
Anand Rao e Menezes y Morais fazem show poético-musical nesta quinta em Brasília
O Asterix, situado ao lado da igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na frente do Gilberto Salomão, apresenta nesta quinta às 21 h um show poético-musical com o poeta Anand Rao e Menezes Y Morais. O diferencial do show está nas composições feitas no palco, na hora, pelo músico Anand Rao que musicará poemas dos poetas mineiros presentes bem como fará música e letra no palco encima de temas, textos em guardanapos de papel, enfim, só vendo prá crer e ele garante "não é rap, nem repente, é MPBJazz".
Anand Rao
Músico e poeta com 04 cds lançados e 20 livros publicados. Também é jornalista e editor do Portal Cultural Anand Rao (www.anandraobr.com) onde coloca toda a sua atividade e abre espaço para notícias sobre arte alternativa independente. Hoje o Portal tem cerca 1.300 acessos diários e mais de uma dezena de correspondentes. Musica poetas de todo o Brasil tendo inúmeros parceiros e para que você vire parceiro basta enviar seu texto para anandrao@terra.com.br . Com 50 anos, Anand se diverte nos shows que faz e como estudou muito harmonia e ouve muita música faz improvisos diversos no palco todos gravados digitalmente. Quando Anand se apresenta leva uma mesa e um gravador digital, gravando todas as criações, enviando depois para o e-mail dos parceiros, que se gostam, têm a mesma escrita pelo grupo presto (www.presto.mus.br). Não gosta de interpretar as canções já feitas preferindo que outros músicos façam o mesmo, portanto, o repertório do show será escolhido na hora do show ou feito.
Baixe gratuitamente as músicas feitas por Anand Rao, em parceira com o poeta Wilmar Silva:
http://www.anandraobr.com/musicas.asp
Menezes Y Morais
Poeta, contista, romancista, teatrólogo, professor, historiador e jornalista, Menezes y Morais tem 10 livros publicados, entre os quais: A Laranja Partida ao Meio (poesia, 1975), O Suicídio da Mãe Terra (contos, 1981), Na Micropiscina da Lágrima Feliz (poesia, 2000) e Por Favor, Dirija-se à Outro Guichê (teatro, 2001), além de participar de dezenas de coletâneas poéticas. Fundou o Coletivo de Poetas (1990), tem poemas musicados e traduzidos para o espanhol. Foi um dos seis escritores brasileiros convidados pelo governo da Alemanha (1994) para participar da Feira Internacional do Livro de Franfurt. Ex-presidente do Sindicato dos Escritores no DF, ganhou os prêmios SESC de Poesia 2007 e da Prefeitura Municipal de Colatina (ES). Foi um dos homenageados no 20º Salão Nacional de Poesia (2007), promovido pela Prefeitura Municipal de Montes Claros (MG).
O show
Um música e uma poesia intercaladamente. No final, abertura do palco para os poetas e músicos presentes.
Serviço
Data – 19 de fevereiro
Local – Asterix
Hora – 21 h
Endereço – Ao Lado da Igreja Nossa Senhora Perpétuo Socorro na frente do Gilberto Salomão (SHIS EQL 6/8 - Fone: 3248-4211)
Couvert: R$ 8,00
Assessoria e Produção Anand Rao
Portal Cultural Anand Rao - www.anandraobr.com
E-mail: producaoanandrao@terra.com.br
Friday, February 13, 2009
H. Dobal: A Poética do Homem e Outros Bichos Esquecidos

Menezes y Morais *
Os olhos do poeta Hindeburgo Dobal Teixeira (1927-2008) brilhavam repletos de ternura naquela tarde, na qual ele, Cineas Santos e o autor dessas virtuais traçadas linhas, saboreavámos um cafezinho em sua casa, em Teresina (PÍ). De férias na cidade, morando em Brasília, sabendo que H. Dobal fora acometido pela doença de Parkinson, pedi ao CS que me levasse até sua casa.
Poeta consagrado, premiado, servidor público aposentado, cidadão do mundo que morou em Teresina, Rio de Janeiro, Brasília, Londres e Berlim, HD parecia feliz naquela tarde. Creio que isto aconteceu em 1994. Dobal indagou se eu queria café com açúcar ou adoçante. Diante a minha negativa, observou, com um sorriso sincero nos lábios:
"Você tem razão, doçura só a da vida".
CONVERSAMOS amenidades, dias depois eu voltei a Brasília, sem entretanto esquecer aquela frase ecoando na memória, que bem pode ser um verso: "doçura só a da vida".
O que mostra que Dobal não sofria da doença chamada alienação política, essa gente costuma creditar a vida as mazelas sociais e históricas que infernizam a odisséia humana, esquecendo que o verdadeiro inimigo não atende pelo nome "vida", mas pela alcunha "poder", a forma de como o "Estado" é organizado.
A vida é inocente. Como dizia Sarte, "o inferno são os outros".
SE DOBAL tivesse resistido um pouco mais, talvez sua viagem definitiva fosse prorrogada por mais tempo, pelo milagre das células-tronco, a grande esperança da revolução na medicina neste surpreendente século XXI.
H DOBAL debruçou-se sobre a existência humana, falando no "homem e outros bichos esquecidos", diz num poema. Nada escapou do seu olhar poético e crítico. Da solidão humana povoando a tarde, à solidão dos homens anônimos encharcando o dia.
Flashes da vida, retratos do cotidiano - Rio-Teresina-Brasília-Londres-Berlim - o atento olhar dobalino observou mudanças na geografia física da cidade - Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina, Os Signos e as Siglas (Brasília) - e nas paisagens humanas, produzindo uma poética onde não faltam mergulhos objetivos e subjetivos na condição humana.
A OBRA de HD dá uma sacodida dialética na cabeça e no estômago do leitor. Poeta de paisagens, tempo, gentes, lugares, dos rebanhos do tempo, do homem ou da vida simplesmente, Dobal ainda encontrou uma folguinha para criticar a poesia rimada e metrificada.
Mesmo quando escreveu ficção (Um Homem Particular), condimentou poeticamente a sua prosa, as vezes é um poema quase inteiro, embora com o final frouxo, aguado, prosaíco.
O olhar atento do poeta registra mudanças na rota do tempo, o que faz de HD um cronista do tempo. A "Província" de Dobal é o mundo, mais ou menos como a aldeia de Marshall McLuan é a aldeia global.
A GLOBALIZAÇÃO do capitalismo começou no período das grandes navegações, no mecantilismo, quando o colonizador europeu transformou as populações nativas (chamadas índios) e povos africanos em mercadoria, mão-de-obra escrava.
Tudo isso consta do ideário poético de H. Dobal: os índios piauienses que foram massacrados (Acoroazes, Pimenteiras, Gueguezes, Tapuyas), ganharam um poema épico (El Matador), onde nomina um dos chefe da chacina, o tenente-coronel Joao do Rêgo Castelo Branco (1776-1780).
FALTOU o pistoleiro de aluguel, o assassino por encomenta de índios e africanos, o bandeirtante Domingos Jorge Velho, que é nome de ruas no país inteiro e de colégios, inclusive em Teresina.
DJV chefiou a expedição militar da monarquia que assassinou Zumbi dos Palmares (?-1695). Por todas os crimes que cometeu, sempre bem remunerado, DJV é considerado um "herói" nacional.
Até quando?
Dobal exaltou heróis da independência - anônimos (Memorial do Jenipapo, "o sonho anônimo dos que morreram pela liberdade") e resgatou o histórico poeta piauiense Leonardo de Carvalho Castelo Branco ou Leonardo de Nossa Senhora das Dores Castelo Branco, que foi preso no Piauí, Maranhão e Portugal.
Em tempo: a vida do poeta e inventor Leonardo também deveria ser estudada nas escolas do ensino médio do Piauí e do país.
Não temos sequer um retrato de Leonardo. Lembro de algumas conversas que eu tive, na década de 1980, com o publicitário, letrista (tem obras-primas com o cantor e compositor Edvaldo Nascimento) e poeta Durvalino Filho, nas quais me dizia, empolgado:
"Vamos forjar um retrato do Leonardo".
A GRANDEZA ética e estética da poesia de HD parte do micro para o macro, da solidão para a alegria (me divirto lendo Serra das Confusões), da vida para a destruição da morte: a Poesia vive.
Dobal deu-se ao luxo de achar alguns dias inuteis, por ser um repórter do tempo, cuja poesia fotográfica não poupa o mal caratismo popular ou elitista.
A poética dobalina é uma radiografia da existencia social, iniciando pelo começo, da Província à contemplação da paisagem, registrando universais tipos humanos.
NEM A gente simples e humilde com seus flagrantes de virtude e desvirtude escapou des suas retinas. As qualidades estéticas de HD já foram exaltadas por poetas e estudiosos da literatura.
Entre eles Manuel Bandeira, Odylon Costa, filho, Álvaro Pacheco, Fábio Lucas, Cristina Maria Miranda de S. P. Correia, M. Paulo Nunes (grande contemporâneo e companheiro de Dobal), Almeida Fischer, Cineas Santos (anjo da guarda de Dobal, na fase aguda da doença de Parkison) e a professora Maria G. Figueiredo dos Reis.
LEMBRO bem daquela tarde, Cineas com o olhar fixo no poeta, eu bebendo café puro e Dobal sorrindo com seu jeito piauiense universal de ser, com sua ternura e humildade diante o mistério, se emociando com o dia bonito pra chover.
Por que Deus não nos deu o poder de congelarmos o tempo nas retinas da tarde?
Bibliografia de H. Dobal
O Tempo Consequente (1966), O Dia Sem Presságios (1970, Prêmio Jorge de Lima), A Viagem Imperfeita ( (1973), A Província Deserta (1974), A Serra das Confusões (1978, editada por Cineas Ssntos, com ilustrações geniais de Albert Piauí, saiu originalmente em A Província Deserta), A Cidade Substituída (1978), El Matador (1980, em forma de folheto, com xilogravura de Fernando Costa, editado por CS, saiu originalmente em O Dia Sem Presságios), Os Signos e as Siglas (1986, ilustrada por AP e editado por CS), Uma Antologia Provisória (1988), Cantiga de Folha (1989), Roteiro Sentimental e Pitoresco de Teresina (1992), Ephemera (1995), Grandeza e Glória nos Letreiros de Teresina (1997), Lírica (2000), Um Homem Particular (contos, 1987, ilustrado por AP), Gleba dos Ausentes - Uma Antologia Provisória (2002). Entre as antologias que tem a poesia de H. Dobal incluída, Desde Planalto Central - Poetas de Brasília (2008, organizada e apresentada por Salomão Sousa.
* Jornalista, professor, escritor e historiador piauiense. Contato: menezesymorais@gmail.com
Thursday, February 12, 2009
Aricy Curvello destina nova remessa de livros à BNB
Poeta doa a Brasília acervo que levou uma vida para reunir e preservar
O poeta, ensaísta, tradutor e colecionador Aricy Curvello, que já enviou à Biblioteca Nacional de Brasília dez grandes remessas de livros, contendo mais de cinco mil volumes de sua coleção particular, prepara a 11ª com mais 200 títulos do acervo que, segundo ele próprio ressalta, levou “uma vida para reunir e preservar”. Entre as preciosidades doadas está a coleção de impressos da Impressão Régia do Rio de Janeiro (1808-1821), mas também a da História da Imprensa, do Jornal, da Revista e do Livro no Brasil, além de coleções específicas sobre Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, o Aleijadinho e Cândido Portinari.
Curvello atribui menos a preciosismo do que à sua busca de conhecimento a meticulosa organização de seu acervo em coleções específicas, que permitirão à BNB começar a preparar as suas próprias Coleções Especiais. “Minha formação não foi baseada no individualismo nem na Lei de Gerson (levar vantagem em tudo)”, diz o poeta nesta entrevista ao portal da BNB, referindo-se ao seu gesto de desprendimento em favor da Biblioteca de Brasília.
Nascido nas Minas Gerais, e apesar de filho de oficial do Exército, o poeta sofreu perseguições e prisões durante a ditadura militar, por apoiar movimentos de reformas sociais. Viveu no Rio, na Amazônia e na Europa, antes de se instalar no Espírito Santo. Considerado um dos poetas mais importantes de sua geração por críticos de peso, como Fábio Lucas e Assis Brasil, Aricy Curvello publicou mais de uma dezena de livros de verso e prosa, sem contar as participações em várias antologias nacionais e estrangeiras. Tem poemas traduzidos e publicados em espanhol, francês, inglês, italiano e sueco. Veja abaixo o que ele diz sobre suas doações à BNB.
Duas bibliotecas (haveria outras?) receberam livros de sua coleção particular – a da Universidade Federal de Uberlândia e a Biblioteca Nacional de Brasília. A primeira, certamente pela ligação afetiva com a cidade, que é sua terra natal, mas e a recém-criada biblioteca brasiliense, por que a honra de doação tão generosa?
AC - As duas bibliotecas mencionadas receberam a maior parte absoluta de meu acervo (outras, apenas obras específicas). A brasiliense é uma Biblioteca Nacional. Por definição, poderá tornar-se uma das instituições-guardiãs da memória de nosso país. Recém-criada, necessita e merece apoio de toda ordem. Está situada na capital federal do país, onde estão uma imensa população estudantil e todo o corpo diplomático estrangeiro credenciado junto ao nosso governo. E isto no centro geográfico das imensidões do Brasil. Uma grande gama de razões, portanto, levou-me a destinar à BNB o acervo mais precioso que levei uma vida para reunir e preservar.
Certamente é um gesto de grande desprendimento para um escritor-colecionador abrir mão de tantos títulos, entre eles, raridades. O que leva tal personagem ainda jovem, como é o seu caso, a uma decisão dessas?
AC - Tudo tem que ser feito enquanto a pessoa está a caminho, ou seja, em vida. E já não sou tão jovem... Para que a transferência do acervo se faça em boa ordem e da melhor forma possível, é preferível que eu a faça agora. Meus livros estão organizados em coleções específicas, que poderão auxiliar a Biblioteca a iniciar a formação de suas Coleções Especiais. Também conta o fato de ser um poeta, um escritor, um intelectual, o professor Antônio Miranda, meu amigo, uma pessoa em quem confio, o primeiro diretor da Biblioteca Nacional de Brasília.
Que títulos aponta como os mais valiosos dentre os que doou à BNB?
AC - Sem dúvida, a coleção de impressos da Impressão Régia do Rio de Janeiro (1808-1821) e as obras raras dos séculos 18/19 e 20. Também, as coleções específicas sobre Guimarães Rosa, Drummond, o Aleijadinho, Portinari. E, como não poderia deixar de ser, a da História da Imprensa, do Jornal, da Revista e do Livro no Brasil, que é de fundamental importância, não só pelas raridades que reuniu.
Os bibliotecários contam do seu preciosismo em organizar todos os volumes rigorosamente, facilitando enormemente o trabalho da catalogação. Perfeccionismo é um traço da sua personalidade?
AC - Tive a imensa felicidade de nascer em uma família em que há bons leitores. Minha avó materna (Nicolina Ottoni) chegou a reunir uma coleção quase completa da revista O Malho, dos anos 20 e 30 do século vinte. O primeiro livro de poemas que me caiu nas mãos, um de Bilac, era de minha mãe. Meu pai, oficial do Exército, deu-me várias obras dele da Bibliex (Biblioteca do Exército), depois de me haver dado a coleção completa da obra infanto-juvenil de Monteiro Lobato, várias de Júlio Verne, H.G. Wells e tantos outros. Só mais tarde pude aquilatar a imensa fortuna que tive em nascer em uma família assim, quando na maior parte do Brasil ocorria e ainda ocorre o absurdo antipedagógico de escolas de primeiro e segundo graus sem bibliotecas. E o hábito da leitura deve ser formado desde a primeira infância, como um hábito de prazer e de busca de conhecimento. E essa busca de conhecimento levou-me, não foi por preciosismo, a mais tarde organizar por coleções específicas a minha biblioteca.
Outra questão considerada surpreendente pelos técnicos é quanto ao envio dos livros, em pacotes por Sedex, o que lhe deve ter sido bastante dispendioso.
AC - Para padronizar o trabalho da remessa dos livros à BNB, a melhor solução foi adquirir dos próprios Correios as caixas padronizadas de papelão reforçado. Têm as mesmas cores do envelope Sedex, o que originou o engano de vocês. Fiz as remessas pelo sistema “encomenda sob registro”, cujas tarifas são muito mais suportáveis do que o caro Sedex, e se paga por peso (sem limite de quilos). Eu já havia adquirido esse know-how com a remessa das doações à Biblioteca Central da Universidade Federal de Uberlândia. Minha formação não foi baseada no individualismo nem na Lei de Gerson (levar vantagem em tudo). Desde cedo educaram-me no sentido do civismo (respeito e amor a nosso país e à nossa gente) e no sentido cristão de respeitar o outro. Ensinaram-me que, além de direitos, tenho uma série de obrigações, inclusive sociais. E isto, num país de imensas carências na área da educação e da cultura, creio que explica meu gesto que não é surpreendente. Julgo também que o melhor discurso é o exemplo. Que ele sirva para inspirar outras pessoas, bibliófilos ou não, escritores e intelectuais ou não, a doar acervos para a Biblioteca Nacional de Brasília.
Que observação especial faria a esses possíveis futuros doadores?
AC - Jamais remeti obras muito raras por meio dos Correios: seria um prejuízo irreparável, caso ocorresse roubo ou perda. Levei-as em mãos, quando de minha viagem a Brasília por ocasião da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília. As que ainda estão comigo serão levadas pessoalmente em uma próxima viagem ainda sem data e sem previsão.
Conheça mais sobre Aricy Curvello em:
http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/brasil/aricy_curvello.html. Ainda: procure seu verbete na Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho, 2001, 2a. ed. (Rio: Biblioteca Nacional; Academia Brasileira de Letras; S. Paulo: Global Editora) ou no Dicionário de Escritores e Escritoras do Espírito Santo (org. pelo Prof. Francisco Aurélio Ribeiro, Vitória: Academia Espírito-santense de Escritores, 2008), entre outros.
Fotos: Claudio Araújo e Saulo Queiróz
Biblioteca Nacional de Brasília
Assessoria de Imprensa
55 61 3325.6257 Ramal 106
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bip.brasilia@gmail.com
Saturday, February 07, 2009
1ª Festa Literária de Pirenópolis

De 12 a 15 de fevereiro, com patrocínio exclusivo dos CORREIOS e realização da ARCO ÍRIS distribuidora de livros e da Prefeitura Municipal de Pirenópolis, acontece a primeira edição da FLIPIRI - Festa Literária de Pirenópolis. A festa reunirá atividades e oficinas ligadas à literatura como: contação de histórias, bate-papo com escritores e oficinas de produção de texto, além de apresentações de espetáculos teatrais e leituras dramáticas, mostras cinematográficas, shows musicais e ponto de encontro com Café Literário. Todas as atividades serão gratuitas e muitas delas apresentadas por artistas de Pirenópolis.
Como grandes homenageados desta primeira edição da Festa teremos o vencedor do prêmio Jabuti/2008 na categoria ficção Ignácio de Loyola Brandão e uma homenagem póstuma em reconhecimento ao valioso trabalho da escritora e fundadora da APLAM - Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música, Maria Eunice Pereira e Pina.
Nos quatro dias de Festa, a FLIPIRI irá ocupar importantes pontos de divulgação cultural no Centro Histórico de Pirenópolis - a Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis, que vai abrigar um Ponto de Encontro, contações de histórias, bate-papos com escritores, uma livraria e o Café Literário; e o Cine-Teatro Pirineus, onde também acontecerão bate-papos com escritores, contações de histórias, além das mostras cinematográficas, apresentação de espetáculos teatrais e leituras dramáticas. Os participantes e visitantes da Festa que quiserem informações sobre a programação poderão se dirigir a Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis onde vai funcionar, nos 4 dias de Festa, uma central de informações.
A FLIPIRI acontece com o principal propósito de estimular a leitura nos jovens. Para isso, haverá uma grande diversidade de livros e atividades disponíveis ao público infanto-juvenil, oferecendo a todos os participantes da Festa, não só aos jovens, a oportunidade de ter um contato mais próximo com a literatura e suas mais variadas vertentes, instigando a imaginação e a reflexão sobre tudo que se refere à literatura. Com isso, as ações da FLIPIRI buscam formar novos leitores e popularizar a literatura.
3.800 alunos do ensino médio e fundamental - Em parceria com a Secretaria de Educação do Município de Pirenópolis a produção da FLIPIRI vai agendar a ida de 18 escolas de Pirenópolis e cidades próximas, serão mais de 3.800 alunos de escolas rurais, estaduais e municipais que, gratuitamente, participarão das diversas atividades, desenvolvidas especialmente para atender a comunidade escolar, durante a Festa. Em colaboração com essa iniciativa, a Prefeitura de Pirenópolis vai doar livros dos autores que participarão da Festa às escolas convidadas, com o propósito de que os alunos tenham contato com as obras que serão discutidas durante a I FLIPIRI, antes de participarem das atividades da Festa.
Os homenageados: Ignácio de Loyola Brandão, escritor e jornalista. Vencedor do prêmio Jabuti de 2008, na categoria ficção com a obra O Menino que Vendia Palavras. Tem 28 livros publicados entre romances, contos, crônicas, viagens. Já conquistou diversos prêmios importantes da literatura brasileira. Entre seus títulos mais conhecidos estão Zero, Não Verás País Nenhum, Cadeiras Proibidas, O Beijo Não Vem Da Boca, Dentes ao Sol, O Verde Violentou o Muro e O Homem Que Odiava a Segunda-Feira. Loyola escreve todas às sextas-feiras no Caderno 2 do Jornal O Estado de S. Paulo.
Maria Eunice Pereira e Pina (falecida há três anos), pirenopolina, escritora, poetisa, jornalista e incentivadora cultural. Notável mulher, que abriu as portas da sua própria casa em 1992 para acolher o Museu das Cavalhadas. Criou e dirigiu o jornal Nova Era e foi fundadora e primeira presidente da Academia Pirenopolina de Letras, Música e Artes. Publicou, em 1993, o livro de poemas “Devaneios de uma pirenopolina”, com “orelhas” do poeta e cronista José Mendonça Teles, da Academia Goiana de Letras.
Escolas convidadas:
Escolas Municipais: Luciano da Silva Peixoto; Prefeito Geraldo Moraes; Dom Emanuel Gomes de Oliveira; Professora Olívia Conceição de Pina; e Educandário Municipal Dom Bosco;
Escolas Estaduais: Comendador Cristóvão de Oliveira; Senhor do Bonfim; Comendador Joaquim Alves; Hermano da Conceição; e Santo Agostinho;
Escolas Municipais Rurais: Benedito Camargo 1; Benedito Camargo 2; Nossa Senhora de Santana; Santa Maria de Nazaré; Menino Jesus 1; Menino Jesus 2; Serra de Misael; e Santo Antônio;
SERVIÇO:
I FLIPIRI, Literatura e Cultura Popular
Cidade de Pirenópolis – Centro Histórico, Cine-Teatro Pirineus e Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis.
De 12 a 15 de fevereiro de 2009.
Das 9h às 22h. Entrada gratuita.
Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos.
Informações: 61 – 81373993 ou 61 – 84020813 - flipiri@gmail.com
Fonte: http://www.agitapiri.com.br/noticias/66-flipiri-festa-literaria-de-pirenopolis.html
Thursday, February 05, 2009
Elegia a Gaia

Por Ronaldo Alves Mousinho
Trazemos em nossa memória ancestral saudosa imagem paradisíaca de Hiléia, onde prados verdejantes e águas cristalinas abundantes se espraiavam a perderem-se de vista, e onde a fauna vivia em plenitude alimentar e o homem ocupava o seu espaço em vida sadia e generosa.
Isto principiou depois que o caos original vibrou seus primeiros acordes no grande concerto para despertar o cosmos, radiou a energia cosmogênese e concebeu Gaia, generosa e diversa, a nossa mãe-terra, vivificante, para nela habitarmos e nos desenvolvermos em felicidade plena.
A vida é a unidade na diversidade dos opostos: o transitório, o duradouro; o amor, o ódio. Mas há um ponto de confluência que tangencia as duas realidades, o incognoscível, que é o terceiro elemento, e que embora escape à nossa observação, é real e conhecido, como por exemplo a saudade, Deus, o amor, etc, ocupa a dimensão do mistério que dá emoção à vida. E ninguém chega ao espírito, sem usar bem os sentidos, e, sem afetividade não há efetividade na justiça (Min. Carlos Aires). A diversidade é que traz o equilíbrio e o desenvolvimento e quando uma célula quer prevalecer sobre as outras, ao desenvolver-se mais que as parceiras, transforma-se em câncer (Monge Shôjo Sato).
O homem se auto-supera nas descobertas científicas, nos avanços tecnológicos, mas põe em risco sua sobrevivência no planeta, quando o agride nos setores vitais de sua existência.
Vivemos um momento crítico do Planeta Terra, no que respeito à relação do homem com a natureza.
O que já foi, particularmente aqui no Brasil, há 500 anos, o paraíso terreno, constata-se estarrecido o quanto é destrutiva e irracional a nossa atitude. Em nome de um pseudo-conforto e progresso tecnológico, talvez já tenhamos iniciado uma viagem irreversível ao caos, principalmente porque o maior bem vital – a água, está sendo envenenada, e o pouco que nos resta, continua a ser, irresponsavelmente.
De repente, o clima começa a ferver o planeta, numa rapidez pavorosa, conseqüência do desmatamento predador, das ocupações urbanas irresponsáveis, pela permissividade dos nossos dirigentes. Grandes extensões de terras brasileiras estão inutilizadas pelo processo de desertificação, vítimas de agricultura predatória. O excesso de automóveis, rugindo e soltando veneno, a cada dia mais contaminando nosso já pesado oxigênio, estressando o homem e levando-o as raias da irracionalidade. E um cortejo robotizado, enfurecido pelo caos, dirigindo com violência, total intolerância e imprudência. E a impotência do governo aqui também hiberna, não humaniza o transporte público, de massa, e a vaidade humana, no afã de ter individualmente um automóvel, de preferência novo e de maior potência, vai agigantando a frota urbana e com ela, a loucura e a vertical queda da qualidade de vida.
A Eco 92, era uma esperança para conter a agressão destrutiva do planeta pelo homem, porém, os maiores protagonistas do caos ambiental (USA, China e Rússia), em nome de uma economia suicida e do poder beligerante, negaram-se a apoiar o Acordo de Kioto.
A fome e o estado de miséria planetário alcançou índices alarmantes, e a causa maior é a desumana concentração de renda que se encontra nas mãos de apenas 2% da população mundial.
Aqui em Brasília, à época do inverno, a umidade torna-se desértica e o sol já nos queima a pele. Banqueiros e grandes empreiteiros da construção civil continuam financiando eleição de nossos presidentes, tornando-os reféns de seus interesses nem um pouco humanitários.
A política tornou-se totalitária, autogestora, concedendo amplos privilégios a seus agentes que se colocam acima da lei. Degenerou-se, tornando-se inútil para a sociedade.
O pouco cerrado existente sobre o solo mineiro está sendo devorado pelas milhares de carvoarias, e o jovem governador daquele estado, a cada dia se mostra mais radiante de satisfação: sua vida política vai ótima e ele já se ver presidente da República.
Brasília acaba de sediar o 1º Fórum Espiritual Mundial, tematizado no que se poderia desejar de mais urgente e oportuno para a crise de consciência que vivenciamos no planeta: “Valorizando a diversidade para a construção de uma solidariedade planetária” promovido pela União Planetária, pela URI-União das religiões unidas e pela UNIPAS- Universidade Holística Nacional, sediada em Brasília.
Do grande tema acima, explanaram-se os subtemas: “A Construção de uma Sociedade Planetária”, A Responsabilidade das Elites na Construção de uma Sociedade Solidária, Educação de Valores, Mundialização e Justiça Social, A Realização da Divindade no ser Humano, A Responsabilidade Individual na Construção de um Mundo de Paz, Política e Humanismo, Ética nas Relações Humanas. Bioética, Diálogo entre as Religiões para a Paz Mundial, Virtudes para um outro Mundo Possível, O Papel da Psicologia Transpessoal, Direitos Humanos, A Fraternidade Universal, O Papel das Tradições na Construção de um Mundo de Paz, A Economia a Serviço da Justiça Social, A Ética do Cuidado, O Papel da Mídia na Construção de um Mundo Solidário, Visão Humanista da Vida: Percepção da Interdependência, A Conciliação como Instrumento para a Paz Mundial, Gaia – A Harmonia do Cosmo, A Humanização do Direito e a Unidade da Vida.
Aquele importante Fórum trouxe esclarecimentos e reflexões tocaram o sentimento, abrindo janelas para uma compreensão mais clara da humanidade desde que habita o planeta e como tem se comportado como usuária da Gaia-mãe, que tudo oferece.
Os valores espirituais, éticos e morais devem ser utilizados por todos, pois a vida é o que dela fazemos, e a humildade, o perdão e a tolerância trazem-nos o céu que ansiamos,
enquanto a intolerância e a violência têm nos dado o inferno que vivenciamos. Solidariedade é tornar sólido. É hora de o poderoso e o humilde darem-se as mãos, convictos que serem oriundos de uma mesma matriz e com objetivos comuns nessa breve viagem como matéria humana. Devem urgentemente buscar a paz, cuja arma é a confiança e o amor (Alexandre Rosenval e Pierre Weil). O materialismo deve estar mais no deslumbramento humano com a arte que com o material nu e cru. A utopia da felicidade humana foi corrompida pelo avanço técnico-financeiro. Há que libertá-la desse poder há muito desumanizado e instituir uma educação universal e contínua (Sen. Cristóvam Buarque). A fé tem sido desvirtuada, a partir do momento em que o homem substituiu a religiosidade pelas religiões e as institucionalizaram, afastando-as do espiritual. A fé não pode ser segregada, senão dividirá e seu propósito último é o de unir.(André Porto).
O homem insensato, que infelizmente tem exercido maior influência no destino das massas, há muito desprezou sua natureza inteligível para agir com a natureza irascível ou arrogante, e a natureza petitiva e inferior, centrada na ganância e na cobiça. Tornou-se escravo de si mesmo, deixou-se governar pela insensatez, ignorância e corrupção, prejudicando a si e aos demais indivíduos (Platão). Escravo de suas próprias contradições por não compreender a si mesmo (autoconhecimento), que é sabedoria, é desprovido de harmonia individual.
É, pois, hora de revermos o principio basilar socrático: Homem: conhece-te a ti mesmo! e entregarmo-nos a uma esperança última de sensibilização e conscientização, ante tão grave momento.
Tuesday, February 03, 2009
Fundamentos das Redes Neurais: exemplos em Java

O engenheiro Mêuser Valença acaba de lançar a segunda edição do seu segundo livro sobre redes neurais. O livro tem o título "Fundamentos das Redes Neurais: exemplos em Java".
O livro visa introduzir os conceitos básicos necessários sobre Redes Neurais Artificiais usados para resolução de aplicações práticas e para implementação, buscando desenvolver no leitor o entendimento do funcionamento desta poderosa ferramenta de Inteligência Artificial, assim como a capacidade para implementar, de maneira adequada, os algoritmos de aprendizagem supervisionada da rede Perceptron, da rede ADALIDE, das redes MLP e da aprendizagem não-supervisionada (rede de Kohonen).
Para implementar os algoritmos de treinamento das Redes Neurais neste livro se adota a linguagem Java, que consiste numa linguagem de programação orientada a objetos mais amplamente utilizada do mundo.
Este livro foi elaborado para ser utilizado como material didático em cursos de Redes Neurais Artificiais, de nível universitário. Entretanto o conteúdo do livro não pressupõe qualquer conhecimento ou experiência anterior do leitor na área de Redes Neurais ou na área de computação em geral, requerendo apenas conhecimentos básicos de matemática, estatística e lógica de programação, usualmente abordados nos cursos universitários.
Em cada capítulo é dada uma base conceitual do tema e cada um desses conceitos é abordado mais detalhadamente por meio de exemplos ilustrativos e implementações em código Java. Os códigos fonte são disponibilizados no CD para que o leitor interessado possa não apenas entender os exercícios resolvidos como também realizar outras implementações.
Logo, este livro é bastante adequado para interessados em fazer uso da tecnologia de redes neurais, pesquisadores, alunos de graduação e de pós-graduação.
Caso pretenda adquirir o livro é só enviar um e-mail com seu endereço que o mesmo será enviado pelo correio o que demora algo em torno de 5 dias úteis. O pagamento pode ser realizado após recebimento através de depósito bancário no Banco do Brasil.
Em anexo segue o sumário e uma imagem da capa. Atenciosamente,
Mêuser Valença
meuserv@yahoo.com.br
Monday, February 02, 2009
Concurso Nacional de Poesia Fernando Mendes Vianna
ANE (Associação Nacional de Escritores) e a Thesaurus Editora promovem concurso de poesia. As inscrições estão abertas até 31 de março de 2009.
REGULAMENTO
1 - Estão abertas as inscrições para o Concurso nacional de Poesia Fernando Mendes Vianna, entre os dias 1º de janeiro e 31 de março de 2009;
2 - O autor pode ser de qualquer nacionalidade;
3 - Os versos devem estar compostos em língua portuguesa;
4 - O número mínimo de poemas será de 30, não havendo limite máximo;
5 - Uma vez classificado o poeta, a Comissão Julgadora estabelecerá o número de poemas a ser inserido no livro, de acordo com o Editor;
6 - O candidato pode concorrer com número ilimitado de conjunto de poemas;
7 - Os versos devem ser rigorosamente inéditos;
8 - Dentro do envelope (com os poemas), apenas com o título da obra e pseudônimo do autor, deverá estar outro envelope (também lacrado) em tamanho menor, com os seguintes dados: Nome, pseudônimo, endereço completo, CPF e telefone(s);
9 - Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Julgadora, sendo suas decisões irrecorríveis;
10 - O resultado será divulgado no dia 10 de abril de 2009;
11 - Além do prêmio de publicação do livro classificado em 1º lugar, a Comissão Julgadora, com a anuência da ANE, poderá estabelecer a concessão de outros prêmios.
12 - O endereço da ANE é: SEP Sul 707/907 - Bloco F, Edifício Escritor Almeida Fischer, CEP: 70390-078 ; e-mail: ane.df@terra.com.br; Telefones: (61) 3242-3642 (61) 3244-3576.
Fonte: Jornal da ANE, janeiro de 2009, Ano II, nº 19.
REGULAMENTO
1 - Estão abertas as inscrições para o Concurso nacional de Poesia Fernando Mendes Vianna, entre os dias 1º de janeiro e 31 de março de 2009;
2 - O autor pode ser de qualquer nacionalidade;
3 - Os versos devem estar compostos em língua portuguesa;
4 - O número mínimo de poemas será de 30, não havendo limite máximo;
5 - Uma vez classificado o poeta, a Comissão Julgadora estabelecerá o número de poemas a ser inserido no livro, de acordo com o Editor;
6 - O candidato pode concorrer com número ilimitado de conjunto de poemas;
7 - Os versos devem ser rigorosamente inéditos;
8 - Dentro do envelope (com os poemas), apenas com o título da obra e pseudônimo do autor, deverá estar outro envelope (também lacrado) em tamanho menor, com os seguintes dados: Nome, pseudônimo, endereço completo, CPF e telefone(s);
9 - Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Julgadora, sendo suas decisões irrecorríveis;
10 - O resultado será divulgado no dia 10 de abril de 2009;
11 - Além do prêmio de publicação do livro classificado em 1º lugar, a Comissão Julgadora, com a anuência da ANE, poderá estabelecer a concessão de outros prêmios.
12 - O endereço da ANE é: SEP Sul 707/907 - Bloco F, Edifício Escritor Almeida Fischer, CEP: 70390-078 ; e-mail: ane.df@terra.com.br; Telefones: (61) 3242-3642 (61) 3244-3576.
Fonte: Jornal da ANE, janeiro de 2009, Ano II, nº 19.
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