Monday, August 06, 2007

Metáfora

Gilberto Gil

Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível

Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível

Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível

Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora

Friday, August 03, 2007

Teresina, Capital do Cordel: Festival de Violeiros

Entre os dias 16 a 19 de agosto de 2007, Teresina será palco mais uma vez do tradicional Festival de Violeiros do Norte Nordeste, em sua 34ª edição. O evento acontecerá, no Teatro de Arena, na Praça da Bandeira, e deve reunir cerca de 180 repentistas de todo o Brasil. Na ocasião vai será lançado o CD “Repente do Século XXI”.

O festival, criado em 1971 pela Associação dos Violeiros e Poetas Populares do Piauí, tem como objetivo conservar e perpetuar a Literatura de Cordel. O festival de Teresina é o maior do Brasil, no gênero. Além de reunir os maiores repentistas do Brasil, o evento ainda abre espaço para os cantadores que estão em início de carreira. Em 2005, a Prefeitura de Teresina instituiu o Dia do Violeiro, comemorado no dia 3 de junho.

Sobre literatura de cordel visite a página da Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC e conheça os principais poetas populares, a exemplo de:

Firmino Teixeira do Amaral

Foi o mais brilhante poeta popular do Piauí. Nasceu no povoado de Amarração (Luís Correia-PI) e mudou-se muito jovem para Belém-PA, tornando-se o principal poeta da Editora Guajarina, de Francisco Lopes. Escreveu a famosa Peleja de Cego Aderaldo com Zé Pretinho do Tucum, tida por muitos como real, mas, ao que tudo indica, foi fruto de sua imaginação. Nesta obra ele criou um novo gênero na cantoria: o "trava-língua".
Dentre as obras de sua autoria destacam-se "Pierre e Magalona", "Bataclã", "O Filho de Cancão de Fogo", "O Casamento do Bode com a Raposa" e a peleja mais genial e popular de todos os tempos: a de Cego Aderaldo com Zé Pretinho do Tucum, que chegou a ser gravada por Nara Leão e João do Vale no disco OPINIÃO.

Fonte: http://www.ablc.com.br/historia/hist_cordelistas.htm

Thursday, August 02, 2007

TV Cultura Viva

A TV Cultura Viva, criada pela Secretaria de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura (SPPC/MinC) vem funcionando desde o dia 25 de julho último. Em fase de testes, a programação está hospedada no Youtube. O projeto é mais um espaço de difusão dos trabalhos dos Pontos de Cultura, conveniado com o Programa Cultura Viva.

Mais informações, no sítio do MinC:
http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=28289&more=1&c=1&pb=1

Acesso aos vídeos:
http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/tv_cultura_viva/

Wednesday, August 01, 2007

Skulptur Projekte Münster 07


Ausstellung
Im Sommer 2007 finden zum vierten Mal die Skulptur Projekte Münster statt. Diese internationale Großausstellung lädt seit 1977 im zehnjährigen Rhythmus Künstlerinnen und Künstler aus aller Welt ein, ihre Werke in der Stadt entstehen zu lassen. Münster ist so zu einer internationalen Referenzadresse für zeitgenössische Kunst im öffentlichen Außenraum geworden.
Die skulptur projekte münster 07 finden ab Mitte 2007, parallel zur documenta in Kassel, statt. Sie werden über 100 Tage Stadt und Region unmittelbar prägen (17.6. - 30.9.2007). 1997 kamen mehr als 500.000 Besucher nach Münster, um die Arbeiten von Künstlern aus 25 Ländern kennenzulernen. Die Erwartungen für 2007 sind ähnlich hoch gesteckt.
Das Kuratorenteam aus Dr. Brigitte Franzen (Westfälisches Landesmuseum, Münster), Prof. Kasper König (Museum Ludwig, Köln) und der assoziierten Kuratorin Dr. Carina Plath (Westfälischer Kunstverein, Münster) hat 37 Künstlerinnen und Künstler eingeladen, sich an der Ausstellung zu beteiligen.
Der Titel der Ausstellung Skulptur Projekte ist Programm. Auch 2007 werden die Künstler ausloten, was zeitgenössische Skulptur heute sein kann, wie sie sich im öffentlichen Raum positionieren und ihn verändern kann. Nach 1977, 1987 und 1997 werden erneut die möglichen Wechselwirkungen von Kunst, Stadt und Öffentlichkeit untersucht. Die Skulpturen werden hauptsächlich in Münster angefertigt und nach und nach aufgestellt: Die Stadt nimmt die Kunst auf und verändert Schritt für Schritt ihr Erscheinungsbild.
Träger der Ausstellung sind der Landschaftsverband Westfalen-Lippe (LWL), die Stadt Münster und das Land Nordrhein-Westfalen. Veranstalter ist das Westfälische Landesmuseum für Kunst und Kulturgeschichte.

Eingeladene Künstlerinnen und Künstler:
Pawel_Althamer | Michael_Asher | Nairy_Baghramian | Guy_Ben-Ner | Guillaume_Bijl | Martin_Boyce | Jeremy Deller | Michael_Elmgreen und Ingar_Dragset | Hans-Peter_Feldmann | Dora_Garcia | Isa_Genzken | Dominique_Gonzalez-Foerster | Tue_Greenfort | David_Hammons | Valérie_Jouve | Mike_Kelley | Suchan Kinoshita | Marko_Lehanka | Gustav_Metzger | Eva_Meyer und Eran_Schaerf | Deimantas_Narkevicius | Bruce_Nauman | Maria_Pask | Manfred_Pernice | Susan_Philipsz | Martha_Rosler | Thomas_Schütte | Andreas_Siekmann | Rosemarie_Trockel | Silke_Wagner | Mark_Wallinger | Clemens von Wedemeyer | Annette_Wehrmann | Pae_White

Fonte: http://www.skulptur-projekte.de/

Tuesday, July 31, 2007

Jacques Prévert

CAFÉ DA MANHÃ

Tradução: Silviano Santiago

Pôs café
na xícara
Pôs leite
na xícara com café
Pôs açúcar
no café com leite
Com a colherzinha
mexeu
Bebeu o café com leite
E pôs a xícara no pires
Sem me falar
acendeu
um cigarro
Fez círculos
com a fumaça
Pôs as cinzas
no cinzeiro
Sem me falar
Sem me olhar
Levantou-se
Pôs
o chapéu na cabeça
Vestiu
a capa de chuva
porque chovia
E saiu
debaixo de chuva
Sem uma palavra
Sem me olhar
Quanto a mim pus
a cabeça entre as mãos
E chorei.


DÉJEUNER DU MATIN

Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec le petit cuiller
Il a tourné
Il a bu le café au lait
Et il a resposé la tasse
Sans me parler
Il a alumé
Une cigarrette
Il a fait des ronds
Avec la fumée
Il a mis des cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s'est levé
Il a mis
Son chapeau sur la tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu'il pleuvait
Il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
E moi j'ai pris
Ma tête dans ma main
E j'ai pleuré.

Jacques Prévert.
In: Poemas
Seleção e tradução de Silviano Santiago
Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1985.

Monday, July 30, 2007

SESC/DF divulga vencedores do Prêmio de Fotografia

SESC/DF divulga vencedores do Prêmio de Fotografia

No dia 31 de julho, o Serviço Social do Comércio do Distrito Federal - SESC/DF abre a exposição das 40 obras selecionadas no Prêmio SESC de Fotografia Marc Ferrez, Edição 2007. Na ocasião, serão divulgados os artistas classificados nos três primeiros lugares, além das sete menções honrosas. O evento acontece no Espaço Cultural Ary Barroso do SESC Estação 504 Sul, às 20h, com entrada franca.

Os vencedores receberão prêmios em dinheiro nos valores de R$ 1,5 mil para o primeiro colocado; R$ 1,2 mil para o segundo lugar; e R$ 800 para o terceiro classificado. Além da premiação, as obras integram publicações e materiais de divulgação que o SESC/DF vai produzir ao longo do ano.

Nessa edição do Prêmio, com tema livre, o SESC/DF registrou um recorde de participação. Ao todo, foram 919 inscrições de fotografias provenientes de todo o Brasil. A mostra ficará aberta para visitação do público até o dia 14 de agosto, no horário das 8h às 21h. Mais informações: 3217-9118

http://www.sescdf.com.br/news_details.php?sNewsDetailsID=7587

Monday, July 23, 2007

O. G. Rêgo de Carvalho - Fortuna Crítica



Os 40 anos de publicação de Rio Subterrâneo serão comemorados com o lançamento do livro O. G. Rêgo de Carvalho - Fortuna Crítica, da lavra do escritor e jornalista Kenard Kruel, no próximo dia 30 de julho, às 17 horas na galeria do Clube dos Diários, em Teresina – Piauí.

Carlos Drummond de Andrade, em carta a O. G. Rêgo de Carvalho, fez a seguinte observação: "Do romance (Rio Subterrâneo) tirei forte sensação de obra calcada no que o homem tem de mais dolorido e profundo, e trabalhado com aguda consciência artística. É desses livros que a gente não esquece".

Mais detalhes: http://kenardkruel2.blogspot.com/

Friday, July 20, 2007

Banda Prot(o) no TramaVirtual canal Multishow


O programa TramaVirtual vai ao ar no Multishow esta semana trazendo a banda cuiabana Vanguart tocando ao vivo. Além disso, o programa traz os brasilienses do Prot(o) no quadro banho de estúdio e uma cobertura do festival Guifest, que trouxe ao Brasil a banda argentina El Mato a un Policia Motorizado.
TramaVirtual no Multishow
Domingo, 22 de julho, às 18h
Horário alternativo: Terça, à 1h e às 12h30; quinta, às 14h; e domingo, às 03h30

http://www.proto.com.br/noticia.php/195

Thursday, July 19, 2007

Circuito de Exibição do Revelando os Brasis

Circuito de Exibição chega ao Piauí
Sessões nos municípios de Monsenhor Gil, no dia 20; e em Teresina, no dia 21

Duas cidades no Piauí são as próximas paradas do Circuito de Exibição do Revelando os Brasis. As exibições da mostra itinerante do projeto serão realizadas na próxima sexta-feira, dia 20 de julho, no adro da Igreja Matriz, em Monsenhor Gil e no dia 21 na Praça Sagrada Família, no bairro Vila São José, em Teresina.

As projeções, marcadas para às 19h30, têm como destaque o documentário Balandê/Baião, de Noronha Filho, realizado na cidade de Monsenhor Gil. O curta mostra a trajetória do músico Luís Pereira de Andrade, o Zé Coelho, de 86 anos, mestre do balandê e do baião, danças rurais típicas da região. Além de dançar e cantar em todas as rodas de dança no município, Zé Coelho também toca gafanhoto, instrumento musical parecido com a castanhola.

Segundo o diretor Noronha Filho, o vídeo ajudou a divulgar essa tradição do estado do Piauí. "O balandê e o baião tiveram uma grande repercussão após o Revelando os Brasis. Hoje, Monsenhor Gil é conhecida como a cidade do balandê e do baião", afirma, acrescentando que, a partir do segundo semestre de 2007, todas as escolas municipais de Monsenhor Gil passarão a formar grupos de dança a fim de garantir que a tradição permaneça viva.


Circuito de Exibição

Todos os curtas-metragens que integram a mostra itinerante são da primeira edição do Projeto Revelando os Brasis, iniciativa da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAV/MinC), em parceria com o Instituto Marlin Azul, que seleciona, a cada edição, 40 histórias escritas por moradores de municípios com até 20 mil habitantes.

Exibições no Piauí

20/7 – Monsenhor Gil, às 19h30, no adro da Igreja Matriz
21/7 – Teresina, às 19h30, na Praça Sagrada Família (Rua Grande Promorar – Bairro Vila São José)

Informações sobre o Revelando os Brasis: www.revelandoosbrasis.com.br e (27) 3327-2751. Informações à imprensa: (61) 3316-2044.

(Texto: Thaís Alves, Secretaria do Audiovisual/MinC)
(Fonte: Instituto Marlin Azul)

I Festival Cultural Porto das Barcas

De 17 a 22 de julho de 2007, em Parnaiba - Piauí.

PROGRAMAÇÃO
17.07.2007 –19h
Banda Municipal
Apresentação de Bumba-meu-boi mirim
Abstrações Urbanas – Nº de Dança - Núcleo de Dança do Espaço Cultural Metáfora
Performance de Dança - Cia de Dança Luiz Filho (Forró – Aula Show)
Show Forró Gibão de Couro

18.07.2007 – 19h
Banda Municipal (Tema: Chorinho)
Dança Contemporânea – Grupo Zambelê
Apresentação de Quadrilha Lumiar
Performance de Cia Dança Cosmo Papel (Aula Show – Salsa)
Tributo a Kid Abelha com Aline Barcelar

19.07.2007 – 19h
Recital com Orquestra de Câmara de Parnaíba
Grupo de Dança APAE – História de uma Gata Dança
Bumba-meu-boi Novo Lírio
Cia. Dança Luiz Filho (Aula Show – Forró)
Show Forró Tome Xote

20.07.2007 – 19h
Banda Municipal (Chorinho)
Apresentação do Grupo Arte & Lata – PPSJ
Número Circense “ O Despertar” – Sonária Vasconcelos
Quadrilha Rei do Cangaço do São João da Parnaíba
Cia. Dança Cosmo Papel (Aula Show – Salsa)
Show Musical – Soraia Castelo Branco

21.07.2007 – 18h
Recital com a Orquestra de Câmara Parnaíba
Espetáculo Infantil Fantochitos (Teatro de Bonecos)
Apresentação do Bumba-meu-boi – Novo Fazendinha
Espetáculo de Dança – A Dança do Calango (Balé de Teresina)
Cia. De Dança Luiz Filho – (Aula Show)
Show Besouros da Silva

22.07.2007 –18h
Quinteto de Cordas de Parnaíba
Show Geometria do Fogo – Pirofagia com Diego Andrade/ Grupo de Teatro Metáfora.
Espetáculo Teatral – O Casamento de Matilde
Apresentação de Bumba-meu- Boi – Rei da Boiada
Cia. de dança Cosmo Papel (Aula Show)
Show Forró Gibão de Couro

Monday, July 16, 2007

Seminário Internacional de Cultura e Pensamento

13.07.07
Seminário Internacional de Cultura e Pensamento
O propósito é discutir as mutações da economia e da sociedade capitalista

De 16 a 18 de julho, Salvador sediará o seminário internacional A Constituição do Comum: cultura e conflitos no capitalismo contemporâneo, projeto do Programa Cultura e Pensamento 2007 do Ministério da Cultura. O evento será realizado no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), na Avenida Ademar de Barros, s/n, Campus Ondina.

Com entrada franca, o encontro tem como objetivo refletir sobre trabalho, produção cultural, trabalho informal, enfim, o capitalismo contemporâneo e suas transformações e conseqüências sócio-econômicas. Na programação, mesas-redondas e uma noite de lançamentos de livros e revistas, no dia 17.

A Constituição do Comum: cultura e conflitos no capitalismo contemporâneo é uma realização da Universidade Nômade, da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) e do Laboratório Território e Comunicação (LABTeC/ESS/UFRJ), em parcerias com a Secretaria Estadual de Cultura da Bahia, a TVE Bahia, o Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Cult) e o Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia.

O ciclo de seminário teve início em 21 de maio, em Vitória, ocorrendo em seguida no Rio de Janeiro. Após a passagem por Salvador, o encontro será realizado em Belém, no mês de agosto.

Informações: www.ocomum.com.br e (71) 3116-4032.


Transmissão Online

O seminário internacional poderá ser acompanhado ao vivo pela Internet. Os interessados em conferir as conferências dos 21 intelectuais de vários estados do país sobre as transformações da comunicação, da cultura e do trabalho no modelo da nova ordem econômica do Brasil e do mundo poderão fazê-lo por meio do portal do Cultura e Pensamento (www.cultura.gov.br/culturaepensamento).


Programação


16 de julho (Segunda-feira):
9h – 10h: Abertura - Naomar Almeida (Reitoria da UFBA); Márcio Meirelles (Secretário da Cultura, BA); Giuseppe Cocco (Universidade Nômade) e representante do MinC.

10h – 12h30: Mesa-redonda A lógica do Capitalismo Cognitivo. Com Bouzid Izerrougène (UFBA) e Giuseppe Cocco (ESS/UFRJ e UFRJ). Coordenação de Afonso Luz (Ministério da Cultura).

15h – 17h: Mesa-redonda Nova economia: do proletariado ao precariado. Com Inaiá Carvalho (UFBA); Genauto de França Filho (CIAGS); e Ivana Bentes (ECO/UFRJ e Universidade Nômade). Coordenação: Tânia Fisher (UFBA).


17 de julho (Terça-feira):
9h – 12h: Mesa-Redonda Territórios, redes e movimentos. Com Albino Rubim (UFBA); Barbara Szaniecki (PUC-Rio e Universidade Nômade); Alexandre do Nascimento (PVNC e UN – Rio de Janeiro); e Rodrigo Guéron (UERJ e Universidade Nômade). Coordenação: Paulo Henrique de Almeida (Secretaria de Cultura, BA).

15h – 17h: Mesa-Redonda O Trabalho da metrópole. Com Paulo Henrique de Almeida (Secretaria de Cultura, BA); Ihering Alcoforado (UFBA); e Tânia Fisher (UFBA). Coordenação: Giuseppe Cocco (ESS/UFRJ e Universidade Nômade).

19h: Lançamentos de Livros e Revistas
- "Cidade digital: portal, inclusões e redes no Brasil", de André Lemos
- "Glob(AL)", de Giuseppe Cocco e Antonio Negri
- "Estética da Multidão", de Barbara Szaniecki
- "Revoluções do Capitalismo", de Maurizio Lazzarato
- "Políticas culturais no Brasil", de Antônio Albino Canelas Rubim e Alexandre Barbalhos
- "Teorias e políticas da cultura: visões multidisciplinares", org. de Gisele Marchiori Nussbaumer
- Revista Caderno CRH, nº 48 - "Ordem Mundial e Contestação Política"
- Revista Global, nº 8


18 de julho (Quarta-feira):
9h - 13h: Mesa-Redonda O Comum, para além do Mercado e do Estado: o embate da TV digital. Com Pola Ribeiro (IRDEB); Robinson Almeida (AGECOM); Ruth Reis (Secretária de Comunicação de Vitória); e Sergio Amadeu (Faculdade Caspar Libero). Coordenação: Ivana Bentes (ECO/UFRJ e Universidade Nômade)

15h - 18h: Mesa-Redonda Novas tecnologias e mídias táticas. Com André Lemos (UFBA); Marcos Palácios (UFBA); André Stangl (Overmundo e Instituto Eletrocooperativa); e Cláudio Manoel (Pragatecno). Coordenação: Ruth Reis (Secretária de Comunicação de Vitória)

(Fonte: Comunicação Social do Programa Cultura e Pensamento)
(Edição: Comunicação Social/MinC)

África e América Latina: a revolução de biocombustíveis

Por Luiz Inácio Lula da Silva *
Os biocombustíveis ajudam a combater a fome, proporcionando renda que permite às populações pobres comprar alimentos, afirma neste artigo exclusivo o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
BRASÍLIA, 16 de julho (Terramérica).- As discussões da Cúpula do Grupo dos Oito países mais poderosos do mundo, em Heiligendamm, deixaram claro que a mudança climática, o crescimento sustentável, as fontes renováveis de energia e o financiamento do desenvolvimento são assuntos sobre os quais os países do Sul devem ser ouvidos. No final das contas, nossas populações são afetadas por esses múltiplos desafios. E mais: em nossos países surgem propostas inovadoras e criativas para enfrentá-los. A contribuição dos líderes de Brasil, África do Sul, China, Índia e México (o Grupo dos Cinco) durante a cúpula ampliada do G-8 reforça a importância de aprofundar um verdadeiro diálogo Sul-Norte.A África tem um papel central neste debate. O continente passa por profundas transformações que estabelecem as bases para um novo ciclo de estabilidade política e dinamismo econômico. São 53 países, vastos recursos naturais e uma população jovem que aspira realizar todo seu potencial. Essa África, que visitei cinco vezes durante meu mandato e que continuarei visitando, está reforçando seus vínculos econômicos com o Brasil: na Cúpula África-América do Sul de 2005 e nas duas edições do Fórum Brasil-África exploramos as potencialidades dessa associação. Os biocombustíveis podem dar uma qualidade superior a essa aliança.O Brasil tem uma experiência bem sucedida, de mais de 30 anos, na produção de combustíveis que combinam segurança energética com benefícios econômicos, sociais e ambientais. A mistura de 25% de etanol à gasolina e a utilização de álcool puro em automóveis Flex-fuel permitiram reduzir em 40% o consumo e as importações de combustíveis fósseis. Deixamos de emitir, desde 2003, mais de 120 milhões de toneladas de gás carbônico, ajudando a combater o aquecimento global.Contudo, o potencial das biomassas transcende a geração de energia limpa. A indústria do etanol criou 1,5 milhão de empregos diretos e 4,5 milhões indiretos no Brasil. O programa de biodiesel, em sua fase inicial, já dá trabalho a mais de 250 mil pessoas, sobretudo a pequenos agricultores de zonas semi-áridas. Os biocombustíveis também ajudam a combater a fome, proporcionando renda que permite às populações pobres comprarem alimentos. Sua produção não ameaça a segurança alimentar, já que afeta 2% de nossas terras agrícolas.Esses programas desestimulam as migrações desordenadas, reduzem a saturação das grandes cidades e a marginalização urbana, bem com a pressão dos pequenos mineradores e dos agricultores para arrasar com as florestas autóctones. Além disso, a expansão da cana-de-açúcar, da qual se extrai o etanol, contribuiu para recuperar regiões de pastagens degradadas, de baixo ou nulo potencial agrícola. Por todas estas razões, os biocombustíveis têm uma relevância especial para os países em desenvolvimento. Devido ao seu enorme potencial de criação de empregos e renda, oferecem uma verdadeira opção de crescimento sustentável, especialmente para as nações que dependem da exportação de escassos bens primários.Ao mesmo tempo, o etanol e o biodiesel abrem novas avenidas de desenvolvimento, sobretudo nas indústrias bioquímicas. São alternativas econômicas, sociais e tecnológicas para países economicamente pobres, mas ricos em sol e terras aráveis. Estou convencido de que os biocombustíveis devem estar no centro de uma estratégia planetária de preservação do meio ambiente. Acordos, como o assinado entre Brasil e Estados Unidos e o que se negocia com países europeus, prevêem a instalação de projetos triangulares na América Central, Caribe e África, capazes de unir a tecnologia brasileira com as condições climáticas e os solos favoráveis nessas regiões.O governo e o empresariado do Brasil já oferecem cooperação técnica para a produção de álcool e biodiesel em Moçambique, onde um programa de biocombustíveis associa o conhecimento brasileiro com o financiamento britânico. Podemos repetir essa iniciativa em toda a África subsaariana. Os combustíveis agrícolas podem ajudar um mundo sem soluções para a degradação ambiental e o encarecimento da energia. Oferecem esperança às nações pobres ao combinar crescimento econômico, inclusão social e conservação ambiental. Um valioso aliado, portanto, no combate à instabilidade social e política, à violência e à migração desordenada.Essa revolução só acontecerá se os países ricos abrirem seus mercados, eliminando subsídios agrícolas e barreiras à importação de biocombustíveis. Todos ganharão. As nações em desenvolvimento gerarão postos de trabalho para as populações marginalizadas e divisas para suas economias. Os países desenvolvidos poderão ter acesso a fontes limpas a preços competitivos, em lugar de investir em caras inovações para que os combustíveis convencionais sejam menos poluentes. A criação de um rigoroso sistema de certificação, reafirmado por acordos multilaterais e pelo compromisso da opinião pública, ajudará a preservar o meio ambiente e garantirá condições dignas de trabalho.Os biocombustíveis oferecem uma alternativa para ajudar a humanidade a prosperar como um todo, sem deixar ninguém para trás nem hipotecar o futuro. Está é a mensagem que levarei à Conferência Mundial sobre Biocombustíveis de 2008, que o Brasil está organizando. Juntos, Brasil e África podem ajudar a modelar uma solução mundial, justa e duradoura para alguns dos principais desafios do século XXI.
* O autor é presidente do Brasil.
Legenda: A África diante do dilema de cultivar alimentos ou combustíveis agrícolas.
Crédito : Photo StockArtigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde. (Envolverde/Terramérica)

Tuesday, July 10, 2007

BANDANA estréia em grande estilo!

















BANDANA estréia em grande estilo na festa julina da Agência Nacional de Águas.
Músicos: Paulo Spolidorio e Marcio Bomfim (acima), Marcos Freitas, Dhalton Ventura e Paulo Breno (abaixo), em bela performance.
Repertório: Trem Caipira, Vida de Viajante, Esperando na Janela, Asa Branca, Que nem Jiló e Xote das Meninas.
Teve ainda declamações de poemas de Marcos Freitas.
(Fotos gentilmente cedidas por Cintia Leal).


Restaurante Fulô do Sertão



Marcos Freitas e Breno no Fulô do Sertão em Brasilia - DF, degustando um "escondidinho de charque".

Monday, July 02, 2007

Bric-a-Brac, Maior Idade

Exposição em homenagem aos 21 anos da revista experimental Bric-a-Brac, que acontece em Brasília, com releituras gráficas dos principais trabalhos publicados, que reuniu durante seis anos poetas, escritores, jornalistas e fotógrafos brasileiros e entrou para a história das publicações de Brasília.A Bric-a-Brac, editada pelos jornalistas João Borges, Luis Turiba, Lúcia Leão, Regina Bittencourt e pelo designer Luis Eduardo Resende, apareceu em 1986, na Livraria Presença do CONIC.

Os visitantes poderão conferir também o catálogo-revista, com textos de poetas como Arnaldo Antunes, Chico César, Francisco Alvim, Chacal, Augusto de Campos, Fred Maia, Paulo Leminski e Manoel de Barros, além de entrevistas com o bibliófilo José Mindlin, o sambista Paulinho da viola, a psiquiatra Dra. Nise da Silveira e Caetano Veloso. Tem ainda a participação de poetas de Brasília, como Nicolas Behr, Ameneres, José Edson, Menezes y Morais, Francinne Amarante e Cristiane Sobral.

Na amostra é exibido um clip-documentário produzido pelo poeta Luis Turiba com o cineasta André Luiz Oliveira. No vídeo o compositor e cantor Zeca Baleiro fala sobre a influência da revista em seu trabalho e declama o poema “A Cópula” de Manuel Bandeira.

A exposição fica aberta ao público de 15 de junho a 15 de julho, de terça a domingo, das 9h às 21h, na Galeria Principal da Caixa Cultural (SBS, Quadra 4, Lote 3/4 – Brasília-DF), com entrada franca.

Ars Amatoria

(...)

Vina parant animos faciuntque caloribus aptos:
cura fugit multo diluiturque mero.
Tunc veniunt risus, tum pauper cornua sumit,
tum dolor et curae rugaque frontis abit.
Tunc aperit mentes aevo rarissima nostro
simplicitas, artes excutiente deo.
Illic saepe animos iuvenum rapuere puellae,
et Venus in vinis ignis in igne fuit.
Hic tu fallaci nimium ne crede lucernae:
iudicio formae noxque merumque nocent.

(...)

Trecho de: Ars Amatoria (Arte de Amar), Publius Ovidius Naso, publicado em 2 antes de Cristo.

Friday, June 22, 2007

O analfabetismo e a dengue

(*) Durvalino Couto Filho

Durante o Salipi, quando apresentei à platéia o trabalho do amigo músico e professor, Feliciano Bezerra, sobre a escritura de Torquato Neto, divaguei, com consentimento dele, sobre o hábito de ler e o que ele pode representar para um povo e nação.É claro que esbarrei no ranking vexatório do Brasil nesta área. Podemos resumir a situação nacional a uma condição miserável: somos um país de analfabetos. Quando não totalmente analfabetos, temos um contingente gigantesco do que se costumou chamar de “analfabetos funcionais” – e ainda aquele contingente de brasucas que, mesmo dominando as ferramentas da leitura, não lêem bulhufas, por preguiça ou falta de hábito.
Para uma platéia de professores, professoras e centenas de estudantes, perguntei-lhes se eles conseguiam se lembrar como eram suas cabeças antes de aprender a ler, se eles conseguiam se situar nesta condição. Para mim, isto me parece impossível, pois a leitura, quando praticada e não soletrada, é automática, instantânea, de forma tal que não conseguimos, por mais que queiramos, nos colocar no lugar de um analfabeto, aquele que vive nas trevas.
Por último, falei-lhes de minha experiência de mais de 20 anos como publicitário, profissão que me deu a chance de criar junto com meus colegas de agência várias campanhas institucionais de cunho educativo, como as de vacinação e de combate a doenças como o cólera ou o sarampo. Falei-lhes que, por conta do baixíssimo nível de leitura do nosso povo, essas campanhas tornam-se caríssimas – pois dada a limitação enraizada na nossa população em não ler, os custos de mídia das campanhas atingem proporções estratosféricas, pois só nos resta o recurso das mídias eletrônicas, sempre muito caras. Esses custos cairiam substancialmente se o nosso povo soubesse decifrar um simples folheto. Daí que terminei por dizer que uma das causas plausíveis desta epidemia de dengue deve-se ao analfabetismo quase total de nossa população (inclusive aqueles que moram na Zona Leste com seus carrões possantes, seus celulares de última geração e livro nenhum em casa).
É terrível saber que, mesmo no continente sul-americano, uma cidade (veja, uma cidade) como Buenos Aires, capital da Argentina, tem mais livrarias do que todas as cidades do Brasil juntas. Se o Salipi contribuir para aumentar em 1% o nível de leitura do piauiense, já terá prestado um relevante serviço a esse povo que não lê seus poetas, não lê seus cronistas, seus romancistas, seus jornalistas – e mal sabe escrever o próprio nome.
Resumindo: analfabeto é mais caro.
(*) Durvalino Couto Filho é jornalista e publicitário


ALFABETIZAÇÃO

alfabetizou-se pelo MOBRAL
teve assistência do Projeto Rondon
aventurou-se no Esquema I e no Projeto Minerva
acompanhou todo o Telecurso Segundo Grau
excursionou no Comunidade Solidária
e agora vive às turras com a tal Exclusão Digit@l

Marcos Freitas. In: Moro do Lado de Dentro, CBJE, Rio de Janeiro, 2006.

Thursday, June 14, 2007

IV Festa Junina da Tradição Nordestina



Não percam!!!! haverá ainda a apresentação do Boi do Seu Teodoro....
Ingresso: R$ 10,00 (inteira); R$ 5,00 (meia)
Sócios da ASEFE e da ACAMPI não pagam.


Monday, June 11, 2007

GEOGRAFIA POÉTICA DO DISTRITO FEDERAL



A Thesaurus Editora e Poetas têm o prazer de convidar para o lançamento da coletânea poética comemorativa ao cinqüentenário do Distrito Federal, “GEOGRAFIA POÉTICA DO DISTRITO FEDERAL”, organizado por Ronaldo Alves Mousinho no dia 13/6/2007 (4ª feira), no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro - Brasília-DF, a partir das 19h.


Figuram na coletânea os poetas: Adison do Amaral, Aglaia Souza, Anderson de Araújo Horta, Anderson Braga Horta, Ana Reis, Ângelo D’Ávila, Antônio Carlos Sampaio Machado, Antonio Miranda, Antonio Garcia Muralha, Carlos Augusto Cacá, Áureo Melo, Antônio Temóteo dos A. Sobrinho, Avelino Moreira, Áurea Portilho, Cassiano Nunes, Da Costandrande, Donzílio Luiz, Denise Viana Toledo, Elton Skartazini, Erivaldo Soares, Ézio Pires, Fernando Mendes Vianna, Hélio Soares Pereira, Henriques do Cerro Azul, Ildefonso Sambaíba, Isolda Marinho, Josélia Costandrade, João Carlos Taveira, Joanyr de Oliveira, Joilson Portocalvo, José Geraldo, José Peixoto Júnior, José Santiago Naud, Lina Tâmega Peixoto, Luiz Manzolillo, Lurdiana Costa, Marcos Freitas, Maria Braga Horta, Maria de Jesus Evangelista, Maria Vanildes Alves, Miguel J. Malty, Newton Rossi, Nina Toledo, Nicolas Behr, Popó Magalhães, Ronaldo Alves Mousinho, Salomão Sousa, Sônia Carolina, Terezy Fleury de Godoi e Xiko Mendes.


O público será prestigiado com recital de violino, piano, violão e voz que tocará Heitor Villa Lobos, Bach, Vivaldi entre outros clássicos, executados pelos músicos Clinaura Macêdo (violino) Esther Chung (piano), Anand Rao (violão e voz) e a participação especial de Liliana Gayoso, no violino.


A inciativa conta com o apoio da Academia Taguatinguense de Letras, Academia de Trovarores do DF, Academia Ceilandense de Letras e Artes Populares, Sindicato dos Escritores do DF, Comitê Independente de Apoio às Artes do Piauí/Brasil e Nação Piauí.



Monday, June 04, 2007

Karluv Most

Percorria aquela rua escura e estreita em meio ao nevoeiro. A noite já ia alta. O burburinho dos últimos bares e tavernas ainda se ouvia ao longe. De súbito, aquela figura de mulher, ainda adolescente, aproximou-me daquele praça, da Catedral de Tyn, circundou a Prefeitura, prédio imponente com seu histórico relógio astronômico. Não sei se o último metrô ainda havia. A estação Staromestská certamente estaria fechada. O caminho a ser seguido então passava pela Ponte Carlos, rio Vltava. O seu rosto alvo e o verde de seus olhos resplandeciam na atmosfera fria. Encostado à mureta, vi-a atirando-se dali, rodopiando no ar feito folha seca no outono e por fim pousando junto aos outros pombos, lá embaixo, próximo aos faróis que iluminam a ponte, ao lado da velha eclusa.

Marcos Freitas.

In: Antologia de Contos de Autores Contemporâneos - vol. 13, CBJE, 2005.

Confissão

não, que eu não saiba o que sinto,
o que sou, haja vista meu instinto
de ser todo desejo, de não ter
do amor, o medo;
de não ter
da consciência, o nexo;
de não poupar
de meu pensamento, teu sexo.

não, que eu não saiba o que sinto,
pra onde vou, haja vista que tenho
a pretensão tamanha, de beber
de tua taça, de teus sonhos;
de prender pra mim,
teus olhos, teus abraços;
de te saber como alimento,
sendo eu,
neste ato de amor,
réu confesso.

Marcos Freitas.

In: Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 24, CBJE, 2006.

Frugal Poema

transido destino no afunilado amanhecer de sábado
meus olhos vestem o doce mel da brisa costeira
colgando de suavidadea ofegante coruscação
de meu coraçãoe senão maltrapilhos
a manhã é malina
pífia é a minha relutância
em sobreviver com a pureza da terra e do fogo
que me é apresentada
vívido vociferar de vorazes vagas
erode minha poesia auroral:
idílica cicatriz,
frugal poema

Marcos Freitas.

In: Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 4, CBJE, 2004.

Video na 7ª Bienal Internacional do Livro do Ceará:
http://uol01.unifor.br/oul/MultimidiaVideo.do?target=maisVistos#

Wednesday, May 23, 2007

Márcio Menezes divulga novo trabalho: 4º CD da sua carreira




Márcio Menezes, 44 anos, flautista, saxofonista, intérprete, compositor e arranjador e natural de Teresina-PI esteve na manhã desta quarta-feira (23) no 180graus.com divulgando o seu novo CD, Serra das Confusões.


Ele que já se apresentou em festivais universitários, shows no Theatro 4 de Setembro e bailes por toda Teresina e em 1996, iniciou sua carreira solo com o lançamento do CD "Eclipse", gravado em Brasília.


Com interesse exclusivo pela música instrumental, Márcio Menezes ainda participou de vários CDs e shows com artistas piauienses como Edvaldo Nascimento, Geraldo Brito, Júlio Medeiros, Lazaro do Piauí, João Cláudio.


Fez shows em Brasília, Roma, São Paulo, Fortaleza, Natal, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, destacando-se os realizados no Projeto Pixinguinha, com a banda de rock Transe em Transe junto com o guitarrista Renato Piau e Cássia Eller, dentre outros. Atualmente Márcio fundou o "Master Studio", equipado para gravação profissional e aberto comercialmente, sendo considerado pelos músicos o melhor estúdio de gravação do Piauí. No seu quarto trabalho, o artista traz doze composições com arranjos próprios e participações especiais de nomes como André Vasconcellos, Arthur Maia, Di Steffano, Filó Machado, Hamilton Pinheiro, Manuel das Confusão, Marco Brito, Michel Leme, Mike Soares e Sidney Linhares.




Friday, May 18, 2007

Geografia Poética do Distrito Federal

Brasília tem sido generosamente prestigiada nesse quase meio século de inaugurada. São exemplos as coletivas poéticas Poetas de Brasília, Antologia dos poetas de Brasília, Brasília na Poesia Brasileira e Poesia de Brasília, org. de Joanyr de Oliveira, Ao 21 de Brasília, org. de Mª de Lourdes Reis, Nem madeira nem ferro podem fazer cativo quem na aventura vive, org. de Santiago Naud, Planalto em poesia, Cronistas de Brasília, org. de Napoleão Valadares, Caliandra – A Poesia em Brasília, org. de Mário Hermes Vigiano Brasília: Vida em Poesia – 36 anos,36 poetas escolhidos,org. de Ronaldo Alves Mousinho.
Agora é a vez do Distrito Federal, o espaço físico que abriga Brasília – A Capital da Esperança, receber merecida homenagem, consubstanciada num amplo painel da poesia produzida no solo candango.
Em fevereiro último, o Distrito Federal completou seu cinqüentenário, desde a demarcação oficial de suas terras para a construção de Brasília e das cidades satélites, e agora será homenageada com a publicação da coletânia Geografia Poética do Distrito Federal, reunindo 50 poetas domiciliados no DF, editada pela Tesaurus Editora, organização do escritor Ronaldo Alves Mousinho*. Eis os poetas que compõem a presente homenagem:

Adison do Amaral, Aglaia Souza, Anderson Braga Horta, Ana Reis, Ângelo D’Ávila, Antônio Carlos Sampaio Machado, Antônio Miranda, Antônio Garcia Muralha, Augusto Cacá, Áureo Melo, Antônio Timóteo dos A. Sobrinho, Avelino Moreira, Anderson de Araújo Horta, Áurea Portilho, Cassiano Nunes, Clinaura Macedo, Donzílio Luiz, Denise Viana Toledo, Elton Skartazini, Erivaldo Soares, Ézio Pires, Fernando Mendes Viana, Hélio Pereira, Idelfonso Sambaíba, Isolda Marinho, Josélia da Costandrade, João Carlos Taveira, Joanyr de Oliveira, Joílson Portocalvo, João Henrique C. Azul, José Geraldo P. de Melo, José Peixoto Júnior, José Santiago Naud, Lina Tâmega Peixoto, Luiz Manzolillo, Lurdiana Costa, Maria de Jesus Evangelista, Maria Braga Horta, Maria Vanildes, Marcos Freitas, Miguel J. Malty, Newton Rossi, Nina Toledo, Nicolas Behr, Popó Magalhães, Da Costandrade, Ronaldo Alves Mousinho, Salomão Souza, Sônia Caroline, Terezy Fleury, e Xiko Mendes.

O lançamento está programado para 13/06/2007, 4ª feira, a partir das 19h, no Foyer da Sala Villa- Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília - DF.

O livro estará disponível na Livraria da Rodoviária ( Plano Piloto e Pistão Sul de Taguatinga ) e na livraria virtual: www.thesaurus.com.br.

JOANYR DE OLIVEIRA, PRESIDENTE DA ANE

Acaba de assumir a presidência da Associação Nacional de Escritores – ANE o poeta Joanyr de Oliveira, pioneiro de Brasília, autor de várias obras, entre as quais antologias de poetas e de contistas brasilienses.
O autor de Poemas para Brasília é detentor de importantes prêmios literários no Brasil e no exterior. É sócio-fundador da ANE e de outras entidades culturais, como o Instituto Histórico e Geográfico do DF, a Academia de Letras de Brasília e a Academia de Letras do Brasil. Chegou à nova Capital em 1960, como revisor concursado da Imprensa Nacional e depois, também por concurso público, passou, a integrar o quadro de funcionários da Câmara dos Deputados, até aposentar-se. Viveu alguns anos nos Estados Unidos. Em Boston e Los Angeles, manteve colunas culturais em que divulgava os escritores brasileiros.

NOVA DIRETORIA


Presidente: JOANYR DE OLIVEIRA
1º Vice-Presidente: FONTES DE ALENCAR
2º Vice-Presidente: JOSÉ GERALDO
Secretário-Geral: AFFONSO HELIODORO DOS SANTOS
1º Secretário: NONATO SILVA
2º Secretário: LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA CERQUEIRA
1º Tesoureiro: FÁBIO COUTINHO
2º Tesoureiro: JOSÉ MARIA LEITÃO
Diretor de Biblioteca: JOSÉ SANTIAGO NAUD
Diretor de Cursos: CLÉA REZENDE
Diretor de Divulgação: ALAOR BARBOSA
Diretor de Edições: AFONSO LIGÓRIO PIRES DE CARVALHO
Conselho Fiscal: ALAN VIGGIANO, ANDERSON BRAGA HORTA, BRANCA BAKAJ, DANILO GOMES, JOSÉ JERONYMO RIVERA, NAPOLEÃO VALADARES e ROMEU JOBIM

Monday, May 14, 2007

Refletor aceso sobre Patrícia Mellodi



“Não me sinto concorrendo, mas fazendo parte da música brasileira”, diz cantora
Eugênio Rego

Para o Galeria
Ela deixou o Piauí no começo da década de 1990 para brigar pelo sonho de ser uma cantora reconhecida no concorridíssimo cenário musical do Rio de Janeiro (e Brasil). Muitos anos se passaram até que Patrícia Mellodi começasse a ter os olhos e ouvidos da crítica e mídia sobre si. Com indicação ao Prêmio Tim de Música, hoje um dos mais importantes no segmento, a piauiense vê seu trabalho começando a ter o destaque sonhado. Em entrevista por e-mail, a cantora fala de sensação de concorrer com nomes como Maria Bethânia, Alcione e Marisa Monte e conta que tem recebido muitas manifestações do Piauí e de outros estados.


DIÁRIO DO POVO: Qual foi a sua reação quando soube das indicações para o Prêmio Tim?

PATRÍCIA MELLODI: No dia 18 de abril eu recebi uma ligação do diretor do prêmio, Zé Mauricio Machline, dando a notícia, me parabenizando e convidando pra entrega do Prêmio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (que acontece na quarta-feira, 16). Eu quase desmaiei, comecei a me tremer toda, fiquei agradecendo milhares de vezes a ele. Ele ria de mim e dizia : - Você merece! Todo dia olhava o site do prêmio pra saber se já havia saído o resultado, pois eu havia sido pré-selecionada, e quando isso acontece temos alguma chance. Mas eram tantos artistas e todos grandes e reconhecidos! Por isso foi aquele choque quando eu fiquei sabendo. Fiquei radiante! Aliás, ainda estou!
DP: Você está concorrendo com divas da MPB. O que lhe vem à cabeça quando pensa no páreo que está enfrentando?

PM: Fico orgulhosa demais por isso tudo. Mas não me sinto concorrendo e sim fazendo parte da festa da música brasileira. Estar ao lado de tantas divas maravilhosas do nosso país é um sonho pra qualquer artista e só de estar lá já me sinto premiadíssima.

DP: Você batalha no cenário musical do Rio de Janeiro desde a década de 90. Considera que essa seja sua grande chance para deslanchar como um cantora conhecida em todo o país?

PM: Não acredito mais em nada de um dia para o outro. Não acho que um evento isolado mude a carreira de ninguém. É o dia-a-dia, a luta, um conjunto de ações. Essa indicação no Prêmio Tim é o resultado de muita luta, é mais uma oportunidade, um reconhecimento pelo o que já foi feito. No dia seguinte (à premiação) eu voltarei à luta de sempre. Só acho que um refletor se acende sobre mim. Isso é muito bom pra iluminar melhor meu caminho.
DP: O que tem nesse novo disco que encantou os críticos? Foi preciso fazer lobby para que ele fosse ouvido?PM: Esse disco é a minha mais pura verdade. Fiz tudo o que podia, o que acreditava com a maturidade que adquiri em anos de carreira. Coloquei as canções que me definiam pessoal e artisticamente. Sinceridade é a palavra chave. Talvez isso conquiste os ouvidos, mesmo os mais exigentes. Não conheço absolutamente ninguém desse prêmio, nem seus critérios e interesses. Somente fiz o que tinha que fazer, mandei o CD pra seleção do prêmio como todo mundo faz.

DP: A mudança de no-me (de Mello para Mellodi) tem algo a ver com tudo o que está acontecendo com você? No que você acredita?

PM: Desde que mudei meu nome minha vida vem mudando o tempo todo e pra melhor.Acrescentei “DI” ao meu nome que quer dizer DIFERENTE, pois desejei muito a felicidade de me tornar mais alegre, mais família, mais espiritualizada e mais tranquila. Acredito no meu trabalho e tenho fé de que, mesmo sem conseguir fama ou dinheiro, devo fazer a minha parte no mundo. Talvez seja merecimento o que anda acontecendo, talvez numerologia...

DP: Como está a votação para o prêmio? Gostaria de dizer algo para os piauienses, afinal é a primeira vez que temos uma conterrânea concorrendo a um prêmio tão importante...

PM: Não sei como anda a votação pois ninguém tem acesso aos números. Mas tenho tido inúmeras manifestações de vários lugares e em especial do Piauí, meu esta-do. Peço a todos que votem, pois mais importante que ganhar é mostrar que existimos, que somos em grande número e merecemos ser levados em consideração. Agradeço muito e prometo de todo o coração representar a todos com beleza, dignidade e boa música.

Tuesday, May 08, 2007

O capitalismo pode ser verde?

Por Stephen Leahy*
Especialistas dizem que o crescimento econômico contínuo, intrínseco do capitalismo, não é viável em um planeta com recursos naturais cada vez mais escassos.

TORONTO, 7 de maio (IPS/IFEJ).- O capitalismo demonstrou ser ambiental e socialmente insustentável, por isso a prosperidade futura deverá surgir de um novo modelo econômico, afirmam alguns especialistas. O “como” é matéria de intenso debate. Uma corrente afirma que o crescimento contínuo é compatível com o meio ambiente se forem adotadas tecnologias mais limpas e eficientes e se as economias deixarem paulatinamente de elaborar bens materiais para passar aos serviços. A isto dão o nome de prosperidade sustentável. Instrumentos internacionais destinados a atacar problemas globais, como o buraco da camada de ozônio e o aquecimento global, adotaram princípios de mercado para conseguir o cumprimento pelo setor privado. No entanto, o problema é que “consumimos 25% mais do que a Terra pode nos dar por ano”, afirma William Rees, da Escola de Planejamento Comunitário e Regional da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá.
Rees e outros estudiosos calcularam que o consumo humano de recursos naturais excede, a cada ano, em 25% a capacidade da natureza em regenerá-los, uma proporção que cresce desde 1984, primeiro ano em que a humanidade passou essa marca. “Nosso planeta precisa de um capital natural, como árvores, para proporcionar serviços como água e ar puros, dos quais dependemos”, disse em uma entrevista Rees, que é um dos criadores da “pegada ecológica”, um indicador para conhecer a quantidade de território produtivo que uma determinada população humana necessita para obter recursos e para que seus resíduos sejam absorvidos. O capitalismo se baseia no acúmulo de riqueza pelo consumo de recursos naturais cuja disponibilidade é limitada, afirmou Rees. Também estamos excedendo a capacidade do planeta em absorver poluição e resíduos, como as emissões de dióxido de carbono vinculadas à mudança climática.
Os economistas de mercado não falam de contaminação, mas de “externalidades” que raramente incluem como fator em seus modelos econômicos, ressaltou o especialista. Por isso, a prosperidade sustentável é o uso global de recursos e a geração de dejetos que não superem a capacidade regenerativa do planeta. Igualmente importante é a dimensão social: a verdadeira prosperidade só é possível quando a diferença entre as rendas de ricos e pobres é pequena, disse Rees.
Entretanto, “os executivos dos Estados Unidos ganham entre 500 e mil vezes mais do que os trabalhadores de outras categorias e essa desigualdade está se agravando”, garantiu. Se todos vivessem como os norte-americanos, seriam necessários cinco planetas para proporcionar os recursos exigidos, segundo o Living Planet Report 2006, do Fundo Mundial para a Natureza. A solução não está em mais tecnologias limpas e eficientes. As sociedades industriais já usam os recursos de modo mais eficiente do que as nações em desenvolvimento, mas consomem muitos mais bens materiais e, portanto, mais recursos naturais, estimou Rees. A seu ver, os novos mantras - consumo de produtos orgânicos ou elaborados de modo sustentável e a desmaterialização das economias (gerar serviços, mais do que produtos) - não resolvem nada. A única solução é reduzir a poluição e o uso de recursos, afirmou. “Toda esta conversa sobre sustentabilidade significa que não queremos realmente mudar o que fazemos”, ressaltou Ress.
As compras responsáveis ou a responsabilidade social corporativa não farão muita diferença, coincidiu o ecologista Brian Czech, presidente do Centro para o Avanço de uma Economia de Fase Estável, um instituto de estudos com sede em Washington. “Temos de reduzir nosso crescimento econômico para nos estabilizarmos”, acrescentou em entrevista ao Terramérica. A maioria das nações em desenvolvimento precisa crescer, e os países ricos têm de reduzir seu uso de recursos para que isso ocorra, acrescentou. A idéia de que o crescimento contínuo pode se sustentar graças à desmaterialização “não tem sentido”, disse Czech. Produzir serviços requer usar recursos naturais como energia, e o dinheiro gerado será usado para comprar algo. “Os economistas neoclássicos do Banco Mundial e da Agência para o Desenvolvimento Internacional, dos Estados Unidos, entre outros, continuam acreditando que não há limites para o crescimento”, disse Czech.
É preciso redefinir o êxito econômico: em lugar de aumentar a riqueza, aumentar o bem-estar, afirmou Nic Marks, diretor do Centro para o Bem-Estar da Fundação Nova Economia, com sede em Londres. O governo britânico reconheceu que a economia deve caber em um único planeta e que já estamos além de seus meios, disse Marks em entrevista ao Terramérica. “Entretanto, é politicamente insustentável dizer que o caminho é um crescimento econômico menor”, prosseguiu. Portanto, um crescimento mais verde, mais limpo e desmaterializado é a solução, junto com importantes reduções no uso dos recursos, disse Marks.
O empresário norte-americano Peter Barns considera que o capitalismo deve passar da exploração de recursos naturais, como o ar e a água, para protegê-los como bens comuns da humanidade. Estes “fideicomissos da riqueza natural” seriam todos os seres humanos, que teriam poder para limitar o uso de recursos escassos, impor tributos e distribuir dividendos, afirma em seu livro Capitalismo 3.0.
Barnes imagina um mundo com muitos protetores de ecossistemas, administrados por pessoas que estarão proibidas de atuar em seu próprio interesse e só poderão fazê-lo em representação dos interesses dos cidadãos e das gerações futuras por igual. “Nem o governo nem as corporações representam as necessidades das gerações futuras, dos ecossistemas e das espécies não humanas. Os fideicomissos podem fazê-lo”, diz em seu livro.
* Este artigo é parte de uma série sobre desenvolvimento sustentável produzida em conjunto pela IPS (Inter Press Service) e a IFEJ (Federação Internacional de Jornalistas Ambientais).

http://www.tierramerica.org/portugues/2007/0505/pacentos.shtml

Friday, May 04, 2007

AQUECIMENTO GLOBAL

Mudança de hábitos pode reverter aquecimento global
Da France Presse
04/05/200712h11-BANGCOC - Cada indivíduo tem um papel importante na luta contra o aquecimento global. O problema não é um assunto apenas para os governos e as indústrias, afirmaram os especialistas mundiais do clima nesta sexta-feira em Bangcoc. Ir de trem para o trabalho ao invés de usar o carro, regular a temperatura de um escritório ou de uma casa climatizada e comer menos carne são algumas das atitudes que podem ser tomadas em favor do esforço mundial contra o aquecimento.

http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2706269&sub=Mundo



Relatório da ONU sobre aquecimento pede ações imediatas
Do CorreioWebCom Agências
04/05/200707h48-Representantes de mais de 120 países chegaram nesta sexta-feira a um acordo sobre o relatório final relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) em reunião em Bangcoc, na Tailândia. O documento, cujo tema é Mitigação das Mudanças do Clima, traz as conclusões de especialistas de todo o mundo, entre eles, brasileiros, sobre o aquecimento global.

http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2706241&sub=Mundo


Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC)
The Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) has been established by WMO and UNEP to assess scientific, technical and socio- economic information relevant for the understanding of climate change, its potential impacts and options for adaptation and mitigation. It is currently finalizing its Fourth Assessment Report "Climate Change 2007", also referred to as AR4. The reports by the three Working Groups provide a comprehensive and up-to-date assessment of the current state of knowledge on climate change. The Synthesis Report integrates the information around six topic areas.
http://www.ipcc.ch/

Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima - Mudança do Clima 2007 (Quarto Relatório de Avaliação do IPCC)
Sumário para os Formuladores de Políticas do Grupo I: a Base das Ciências FísicasSumário para os Formuladores de Políticas do Grupo II: Impactos da Mudança do Clima, Adaptação e Vulnerabilidade - (versão em revisão)

Status atual das atividades de projeto do MDL no Brasil e no mundo
Projetos aprovados nos termos da Resolução nº 1 - 132 projetos

http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/3881.html

Monday, April 30, 2007

SE TU SOUBESSES

Se tu soubesses, ó minha deidade,
Do que se passa pelos corações
Dos moços que não tem felicidade
Talvez sentisses minhas aflições...

Se tu soubesses que em meu peito invade
Um pranto enorme de desilusões,
Talvez tivesses de mim piedade
E me sorrissem tuas afeições...

Ai, do poeta assim desventurado
Que tanto ama e nunca foi amado!
Ai, do vivente que for como eu...

Se tu soubesses deste amor, querida,
Talvez me desses toda tua vida,
Porque sou teu, inteiramente teu!...

Alberto de Deus Nunes.

Leia mais poemas de Alberto de Deus Nunes em:

http://poemasdedeus.blogspot.com/

Monday, April 09, 2007

A hora e a vez do anjo torto

O poeta Torquato Neto será o grande homenageado da 5ª edição do Salipi - Salão do Livro do Piauí -, que acontece no período de 4 a 9 de junho. Para o idelizador do evento e um dos organizadores Cineas Santos, em vida, Torquato Neto "foi incômodo como um espinho fincado na carne ou, para ser mais preciso, "escorpião encravado na sua própria ferida". Iconoclasta, irreverente, provocador e, acima de tudo genial, viveu apenas o bastante para "desafinar o coro dos contentes"". Ainda de acordo com Cineas, "a passagem de Torquato Neto pela cultura brasileira foi rápida e fulgurante como a de um cometa. Desapareceu no breu da noite, deixando um rastro de luz que ainda hoje nos atordoa. Carece dizer mais?".
Para o professor Wellington Soares, também um dos organizadores do Salipi, a homenagem a Torquato Neto é mais do que justa, "porque Torquato contribuiu (continua contribuindo) para dar visibilidade à face luminosa do Piauí: nossa cultura. Sua arte desconcertante e arrojada nos insere no contexto da modernidade. Continua incomodamente atual", revela.
"Quando nos metemos nessa aventura de criar o Salão do livro do Piauí, uma das nossas preocupações era (continua sendo) justamente dar visibilidade à literatura Piauiense. Não me esqueço do desalento do prof. Wellington Soares, ao percorrer todos os estandes de uma bienal, em São Paulo, não encontrar um único livro de autor piauiense à vista. Foi dele a idéia de, a cada edição do Salipi, homenagear um autor piauiense de expressão. Assim, tem sido", argumenta Cineas Santos, citando nomes nesses cinco anos de vento: Mário Faustino, H. Dobal, O. G. Rego de Carvalho e Assis Brasil. "A proposta é simples: já que boa parte do Brasil insiste em nos ignorar, que sejamos conhecidos e amados pelo menos em nossa aldeia", observa.
"Torquato, estejam certos, não será apenas um "rótulo" ilustrando o Salipi; será uma presença viva entre nós. Sua obra multifacetada será discutida, avaliada, criticada e, com certeza, aplaudida. Esperamos que, ao sair do 5º Salipi, o público piauiense tenha mais uma boa razão para se orgulhar de ter nascido na Terra de Torquato Neto. Assim seja", argumenta Cineas Santos.

Um poeta que desafiava todas as convenções

Nascido em Teresina, no Piauí, filho de um promotor público e de uma professora primária, estudou em Salvador, no mesmo colégio de Gilberto Gil, de quem se aproximou aos 17 anos nas rodas artísticas de Salvador, onde conheceu também os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia. Mais tarde, em 1962, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez alguns anos de faculdade de jornalismo, sem se formar.
No entanto, Torquato exerceu a profissão de jornalista em diversos periódicos, como o Correio da Manhã (no suplemento Plug), O Sol (suplemento do Jornal dos Sports) e Última Hora, quando nos anos de 1971 e 72 escreveu sua badalada coluna Geléia Geral, em que defendia as manifestações artísticas de vanguarda na música, artes plásticas, cinema, poesia etc.
Torquato Neto também fundou jornais alternativos, o Presença e o Navilouca, que só teve um número, mas fez história. Em 1968, com o AI-5 e o exílio dos amigos e parceiros Gil e Caetano (além de outros emigrados), viajou pela Europa e Estados Unidos com a mulher, Ana Maria, morando algum tempo em Londres.
De volta ao Brasil, no início dos anos 70, Torquato ligou-se à poesia marginal e aos ícones do cinema marginal, Julio Bressane, Rogério Sganzerla e Ivan Cardoso. Também era amigo dos poetas concretistas, Décio Pignatari, os irmãos Augusto e Haroldo de Campos, e do artista plástico Hélio Oiticica. É considerado um dos vértices do movimento tropicalista, ao lado de Gil, Caetano e Capinam. Entre suas parcerias mais famosas estão Louvação (com Gil), Pra Dizer Adeus e Lua Nova (com Edu Lobo), Let's Play That (com Jards Macalé), Geléia Geral (com Caetano), Mamãe Coragem, Marginália 2. Participou da famosa foto da capa do disco Tropicália ou Panis Et Circensis, em que estão incluídos suas músicas Mamãe Coragem e Geléia Geral.
O suicídio do poeta, um dia depois de seu 28º aniversário, provocou espanto. Torquato voltou de uma festa com a mulher - que foi dormir -, trancou-se no banheiro e ligou o gás, sendo encontrado morto no dia seguinte pela empregada. Deixou um bilhete de despedida que dizia: "Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego. De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar. Pra mim, chega! Não sacudam demais o Thiago, que ele pode acordar". Thiago era o filho de três anos de idade. Artigos da coluna Geléia Geral e poesias inéditas foram reunidos no livro "Os Últimos Dias de Paupéria", organizado por Waly Salomão e a viúva Ana Maria, em 1973. Além disso, o cineasta Ivan Cardoso produziu o documentário Torquato Neto, o Anjo Torto da Tropicália. Os Titãs musicaram seu poema Go Back, que deu nome ao disco da banda de 1988.


Torquato, um ser singular, ícone de uma geração

Um artigo de quatro páginas, com fotos coloriadas, na revista Nossa História - já fora de circulação - chamou a atenção de muitos leitores: o artigo contava um pouco da tragetória de Torquato Neto, levando a assinatura do professor Edwar Castelo Branco, do Departamento de História da Universidade Federal do Piauí.
Doutor em História pela Universidade Federal de Pernambuco, com a tese "Todos os Dias de Paupéria: Torquato Neto e a invenção da Tropicália", Edwar escreveu um texto primoroso, passeando pela vida do poeta - com familiaridade surpreendente. Este foi o primeiro artigo, escrito por um piauiense, a ser emplacado na revista editada pela Biblioteca Nacional. Embora tenha talento reconhecido nacionalmente, Torquato Neto ainda é um desco-nhecido para boa parte do público brasileiro, daí a importância do artigo de Edwar Castelo Branco.
Intitulado "O Anjo Torto da Tropicália", o texto é um misto de narrativa e citações do poeta, dando uma mostra da vida e da arte de Torquato.
"Ao lado do pessimismo, é possível perceber na idealização da infância outra marca evidente na poesia de Torquato Neto. Ele parece querer capturar, com seus poemas, um instante mágico, onde o tempo não passe. São constantes, na poética torquateana, as refrências a uma infância ensolarada, distante e desejável", diz o autor no artigo, acrescentando que "historicamente, o que fez de Torquato uma espécie de ícone de sua geração foi a sua singular de ser ao mesmo tempo único e plural".
Estudioso da obra de Torquato, Edwar Castelo Branco lançou a obra "Todos os Dias de Paupéria/Torquato Neto e a Invenção da Tropicália" - proporcionando aos admiradores do poeta uma obra de primeira linha.
Publicado em 9/4/2007 13:33:54Portal O Dia - Marco Vilarinho

Monday, April 02, 2007

Show e exposições marcam lançamento do Salipi

Reunindo grandes nomes da literatura nacional, a quinta edição do Salipi (Salão do Livro do Piauí) será lançada oficialmente nesta quarta-feira, dia 4, a partir das 19h, no Clube dos Diários. Este ano, o grande homenageado do Salão, que tem parceria com o jornal O DIA, será Torquato Neto. Numa prévia do que vem por aí, o lançamento contará com show de Roraima, apresentação de palestrantes, retrospectiva das primeiras quatro edições do evento e exposição das composições e poesias do homenageado. A presença de Tiago, filho de Torquato, será mais um detalhe que abrilhantará a noite. De acordo com o professor Wellington Soares, um dos organizadores do evento, o Salipi tem memória. "Vamos resgatar as quatro primeiras edições do Salão através de fotos e recortes de jornal. Será uma retrospectiva em forma de exposição", afirma. Autores de renome já confirmaram presença no Salipi, dentre eles Ana Miranda, romancista e cronista; Roberto DaMatta, professor e sociólogo; Regina Lins, psicanalista e escritora; Flávio Braga, romancista e ensaísta; Gilberto Teles, ensaísta, poeta e professor; Vera Ferreira, jornalista e neta de Lampião; José de Nicola e Audemaro Taranto, professores e autores de livros didáticos; Lorena Ménon, autora de livros didáticos; Antônio Carlos Secchin, crítico literário e membro da Associação Brasileira de Letras; Itamar Filgueiras, gramático, e Salgado Maranhão, poeta e letrista. O Salão do Livro do Piauí, já consagrado no calendário cultural do Estado, será realizado novamente no Centro de Convenções de Teresina, de 4 a 9 de junho. Torquato Neto, com seu espírito camaleônico, tornou-se referência por sua participação durante o tropicalismo, além de contribuições e trabalhos que desenvolveu como músico, poeta, compositor, ator e cinematógrafo. Realizado anualmente pela Fundação Quixote, o Salipi é coordenado pelos professores Cineas Santos, Wellington Soares, Luiz Romero e Nilson Ferreira.

Leia mais sobre Torquato Neto na edição desta terça-feira do Jornal O DIA.

Publicado em 2/4/2007 19:38:48Portal O Dia - Biá Boakari


Entrevista de Marcos Freitas, no V SALIPI:

http://www.45tv.com.br/45tv/video.php?id=2&p=&idcoluna=1&tab=3&n=3

Thursday, March 29, 2007

POESIA NA RODA - SARAU DO COLETIVO DE POETAS

Rayuela Livraria & Bistrô e o Coletivo de Poetas, convidam @s amig@s da cultura para assistir POESIA NA RODA, 4ª edição, nesta quinta-feira, 5 de abril de 2007, às 19h, no SCLS 412 - Bloco B loja 3 - fone 3345.4335. Ingresso artístico: R$ 3,00.

Poetas convidados: Aline Maria; João Baiano e Wanderson Mendes Machado.
Homenagens Especiais: Aniversário de Brasília;
Dia do Índio, por Nando Potiguara;
Poetas da Inconfidência - Tomás Antônio Gonzaga (1744-1768); Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) e Alvarenga Peixoto (1744-1792) - pelo Coletivo de Poetas.

Lançamento do livro: Revistas Literárias Brasileiras - 1970 -2005 - de Paco Cac. "É um resgate da memória das revistas literárias e poéticas contemporâneas," diz o Autor.
Leitura de minicontos: O Matador; e O Outro, de Lucky de Oliveira.
Minipalestra: Como Transformar, em Gravura, um Patrimônio da Humanidade como Brasília? Por Manuela Afonso, professora e gravurista Músicos convidados:
Myriam Eduardo e Fernando Conde, voz e violão;
Daniel Kirjner, compositor, faz da cidade musa inspiradora.
Rodas de poesia: Coletivo de Poetas e o público do Rayuela.

POESIA NA RODA acontece na primeira quinta-feira. Em maio será dia 3. Em março, Ruli fez abertura, cuidou do som e Marina Andrade saudou o público, pelo Coletivo de Poetas. O sarau teve como mestre-de-cerimônias André Xingu, que homenageou o saudoso poeta José Godoy Garcia. Deram canja os poetas Alceu Brito Corrêa; Larissa Marques; Rossini Neto; Ivan Monteiro; Rodrigo Bertone; Teófilo Silva; Além Guimarães; Menezes y Morais; Jason Tércio; Nando Potiguara e Antônio Carlos Sampaio. Myriam Eduardo e Fernando Conde tiveram suas apresentações transferidas para esta quinta-feira, 5.

Friday, March 23, 2007

Itararé – A República dos Desvalidos


Itararé – A República dos Desvalidos


O diretor e dramaturgo Afonso Lima recorta um curioso momento da época da ditadura militar para compor seu novo espetáculo, Itararé – A República dos Desvalidos. A montagem satiriza o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), responsável pelo gerenciamento da habitação popular no País, criado no ano do Golpe de 64.Musicado pelo compositor e maestro Aurélio Meio, o espetáculo fala, sempre de forma jocosa, sobre um assunto sério: a real situação do extinto SFH. Com o aumento exarcebado da migração do campo para as cidades, o governo criou conjuntos habitacionais (leia-se casas minúsculas, enfileiradas aos montes) para tentar remediar o inchamento das cidades.É neste clima, entre comédia e crítica, que ocorre a trama, focada na vida de uma família moradora desses núcleos habitacionais. Fala-se de seus dramas e aspirações, de seus amores e medos. Texto e música passeiam pela cultura popular (folclore piauiense); pela influência norte-americana (rock'n'roll); pela cultura caribenha (rumba); e por Luiz Gonzaga (baião). (Da redação do Jornal de Brasília)

De 23 a 25 de março, sexta e sábado, às 21h; domingo, às 20h. A peça conta a história da evolução industrial de Itararé e as conseqüências que isso trouxe para a população. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Teatro Garagem do SESC
End.: SEPS 713/913, bloco F
Brasília – DF
Tel.: (61) 3445-4400

Friday, March 16, 2007

Menezes Y Morais, Lilia Diniz e Anand Rao no Feitiço Mineiro


Menezes Y Morais, Lilia Diniz e Anand Rao homenageiam a mulher no Feitiço Mineiro nesta terça, dia 20, às 21 hs

Março é o mês da mulher e o Feitiço Mineiro convocou os poetas Menezes Y Morais e Lília Diniz e o músico Anand Rao para num dia só realizarem uma elegia à mulher. O show será dia 20 de março, couvert R$ 12,00, com início previsto para as 21 h.

Menezes Y Morais é o pseudônimo de José Menezes de Morais, jornalista e professor. Nasceu e viveu a infância em Altos, Piauí. Está em Brasília desde 1980. Sua estréia literária foi em 1975 com Laranja Partida ao Meio. Já publicou dez livros, oito de poesia, sendo o último Na Micropiscina da Lágrima Feliz (Brasília, 1999) e Por Favor, Dirija-se a Outro Guichê (teatro, 2001). É promotor cultural e coordenador do Coletivo de Poetas, criado em 1990, que faz saraus em bares, escolas, residências, shoppings etc. Menezes é jornalista, professor e ex-presidente do Sindicato dos Escritores no DF. Tem 20 livros inéditos.

Lilia Diniz é maranhense. Como atriz e poeta tem participado de várias performances teatrais poéticas em Congressos, Seminários e outros eventos. É membro do Proyecto Cultural Sur, movimento de intercâmbio que abriga poetas, artistas plásticos, atores e músicos da América latina e América central. Participou do IX e do X Congresso Brasileiro de Poesia realizado em Bento Gonçalves-RS. Com dois títulos publicados, Lília costuma dizer que se alfabetizou nas letras a e artisticamente por meio da literatura de cordel. Miolo de pote da cacimba de beber, é o segundo lançamento da autora, recebe ilustrações de Manoela Afonso (arte-educadora e gravurista Curitibana) e Bia de Melo, professora do Instituto de Artes da Universidade de Brasília-UnB) ambas do grupo de gravuras Xiloucos, contém 104 páginas e um visual rústico a partir da utilização do papel craft, trazendo no acabamento ao invés de grampo ou cola, uma corda de sisal amarrando o livro e ainda uma embalagem para o livro, feita de talo da palmeira de Buriti confeccionada pelo agricultor/carpinteiro José F. Diniz. Passeiam pelos versos de Lília um cheiro de terra mato e fulô.Lília Diniz também já foi do Conselho dos Direitos da Mulher no distrito federal e tem espalhado versos que discutem as questões de gênero, enaltecem a luta das mulheres, bem como ressalta as mulheres “anônimas”. Com o espetáculo “TODAS AS MULHERES”, tem circulado em várias cidades do país.

Anand Rao tem 04 CDs gravados e 20 livros de poesia publicados. Desenvolve um trabalho que intitula de MPBJazz que são músicas, letras, melodias, e ritmos feitos na hora, na frente do público, provocando uma empatia com a platéia que geralmente propõe o tema. Também faz composições tradicionais, cifradas e etc, que chama de pré-prontas, onde os letristas são poetas brasileiros como Fabrício Carpinejar, Maurício Mello Jr, Menezes Y Morias, Lilia Diniz, Turiba, Rossini, Edson Cruz, Wilmar Silva, Antonio Mariano entre outros. No show fará músicas para todas as mulheres presentes.
Anand Rao Multiempreendimentos
Produção e Assessoria de Imprensa
E-mail: producaoanandrao@terra.com.br

Tuesday, March 13, 2007

Plano Nacional de Cultura

Plano Nacional de Cultura
O deputado Frank Aguiar foi convidado pelo presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Gastão Vieira a ser o relator do Plano Nacional de Cultura durante a visita que o Ministro da Cultura Gilberto Gil fez hoje, dia 07/03, à Comissão. A regulamentação do Plano Nacional de Cultura será um dos projetos prioritários para a Comissão de Educação e Cultura em 2007 e prevê um planejamento de dez anos para o setor. Em sua fala, Aguiar disse que ser o relator significa trabalhar a favor da cultura brasileira em um projeto que prevê um planejamento de dez anos para o setor. Destacou também que o plano é uma iniciativa inédita no País, e disse que pretende se empenhar para aumentar os recursos voltados às atividades culturais e que a cultura é também economia e portanto neste campo, temos muito a aprender. Durante a reunião, Gilberto Gil explicou as ações desenvolvidas pelo seu ministério nos últimos quatro anos e pediu o empenho dos parlamentares em cinco pontos considerados por ele estratégicos para esse ano. O primeiro é a criação de comissão especial para analisar as Propostas de Emenda à Constituição 150/03 e 324/01, que vinculam receitas orçamentárias para a cultura. A primeira vincula 2% do orçamento e a segunda, 6%. O segundo ponto listado pelo ministro é a aprovação do Plano Nacional de Cultura que "chega para inaugurar uma sólida parceria entre o ministério e a Comissão de Educação e Cultura". Esse plano traz o planejamento para os próximos 10 anos com a participação da sociedade e de todos os entes do Poder Público. Em terceiro lugar, Gilberto Gil pediu empenho dos deputados para avançar na implementação de políticas públicas para o setor. Ele pediu que os parlamentares apresentem mais emendas individuais destinando recursos que permitam a ampliação das ações do ministério. O quarto ponto listado pelo ministro pede a reaproximação da cultura e da educação. Gilberto Gil disse que os ministérios da Cultura e da Educação criaram uma câmara interministerial para promover essa aproximação. "Essa é uma pauta que eu gostaria de ver ser discutida por essa Casa", disse o ministro. "A cultura tem papel importante na qualificação da educação." A criação do plano está prevista na Emenda Constitucional 48, em vigor desde agosto de 2005. De acordo com a emenda, o plano terá caráter plurianual e deverá integrar as ações do poder público destinadas a valorizar o patrimônio cultural brasileiro; a ampliar a produção e a difusão de bens culturais; e a formar gestores para a área de cultura. Na próxima semana, o deputado Frank Aguiar e os autores do Projeto se reunirão para determinar uma pauta de trabalho para os próximos dias.
Frank Aguiar participa de reunião com o ministro Fernando Haddad O deputado Frank Aguiar participou hoje, dia 08/03, da reunião com o ministro da Educação, Fernando Haddad e integrantes da Comissão de Educação e Cultura que discutiu as emendas à medida provisória que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Essa reunião faz parte do ciclo de debates que a comissão vem promovendo sobre o assunto. De acordo com o Ministro, um dos pontos que considera mais importantes na regulamentação do Fundeb é a definição dos coeficientes para distribuição de recursos entre os diferentes níveis de ensino e que essa definição poderá ser revista de acordo com as metas do Plano Nacional de Educação. Ele ressaltou, no entanto, que as etapas da educação básica são interdependentes, e o investimento em um dos níveis beneficia os demais.Publicado em 12/3/2007 17:44:42Portal O Dia - Gabinete do Deputado

Monday, March 05, 2007

A POESIA DE HELVÍDIO NETO

A DIMENSÃO AMOROSA

Ciúme doentio é loucura,
Ciúme é ódio sem cura
E de ódio, o amor sempre está vazio,
Não importa se o corpo está no cio...

Amor de verdade é um privilégio.
Acabar um amor é impossível!
Apenas o pseudo-amor é permissível
acabar; pois viver de apego é sacrilégio.

O amor não pede sacrifício,
O amor não pede benefício,
O amor pede virtude em vez de vício.

O amor não pede definição,
O amor pede empatia e compaixão,
O amor não tem fim nem início.

Helvídio Neto (musicado por Roraima)

Helvídio é artista (poeta, cantor e compositor) e economiário, já estudou Filosofia, Pedagogia, Comunicação e Direito. Atualmente tenta ingressar em Artes Cênicas na UnB e cursar um MBA na FGV. Sua produção atual consiste em um CD independente, nos livros de poesia "Renata: Ethos Anthropo Daimon" (Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 84 págs - já na segunda edição) e "Contra-Regra das Utilidades" (Edição independente), além de mais três livros inéditos. Primo de Torquato Neto, poeta-letrista tropicalista, Helvídio anseia comunicar sua poesia através da música popular, introjetá-la na cultura de massa brasileira.

Primeiro livro
Renata: Ethos Anthropo DaimonColetânea de poemas do autor. Neste seu primeiro livro, Helvídio Neto reuniu poemas como "Renata" e "Lendas da saudade" que bem expressam sua veia eminentemente romântica, de forma intensa e bastante lúdica. Trata-se de um desses raros talentos da nova poesia brasileira e que merecem ser lidos e admirados.

84 páginas - formato 13,5x21cm Edição: Câmara Brasileira de Jovens Escritores Contatos com o autor:http://www.camarabrasileira.com/lanc9.htm

Monday, February 26, 2007

POESIA NA RODA – SARAU DO COLETIVO DE POETAS

Rayuela Livraria & Bistrô e o Coletivo de Poetas, convidam @s amig@s da cultura para assistir POESIA NA RODA, 3ª edição, nesta quinta-feira, 1° de março de 2007, às 19h, no SCLS 412 - Bloco B loja 3 - fone 3345.4335. Ingresso artístico: R$ 3,00.
Poetas convidados: Antônio Miranda; Heitor Humberto; Helvídio Neto e Nicolas Behr.
Homenagem especial: Luiz Gonzaga e ao Dia Internacional Mulher. O "Rei do Baião" será homenageado por Edvandro Pessoato, da Malta de Poetas Folhas & Ervas. E o 8 de Março pelo Coletivo de Poetas.
Músicos convidados: Marina Andrade. Marina vai tocar, ao violão, a série de poemas de Augusto dos Anjos, que ganhou música de sua autoria. Miriam Pereira e Fernando Conde, voz e violão.
Lançamento do livro: Máscaras e Codinomes - Política Brasileira - 1961-1984 - crônicas políticas de José Carlos Oliveira, organizadas por Jason Tércio. É o quarto volume da obra completa de Carlinhos Oliveira organizado pelo Autor. Lançamento do CD O Cosmo Está a Nosso Favor, de Mônica Sobral, com 18 poemas da flautista. Rodas de poesia: Coletivo de Poetas e o público do Rayuela.
POESIA NA RODA acontece na primeira quinta-feira. Em abril será dia 5.
O sarau do dia 1° de fevereiro foi aberto pelo Ruli, que também cuidou do som, e teve como mestres-de-cerimônias Rodrigo Berttone e Menezes y Morais; também deram canja os poetas Rossini Neto; Nicolas Behr. Jeanne Maz; Edvandro Pessoato; Jorge Amâncio; Araken; Genaro; Chico Porto e Paulo Macedo. Foram sorteados os livros Latitude Zero, de Ray Cunha; Estilhaços no Lago de Púrpura, de Wilmar Silva; e Despertar do Agreste, de Antônio Miranda.

Wednesday, February 07, 2007

A Carne Seca é Servida

ZÓZIMO TAVARES


Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida, publicação do jornalista Kenard Kruel recém-editada pelo Instituto José Eduardo Pereira, tem apenas 42 páginas, mas é um bom começo para quem pretende conhecer a breve e frenética vida do autor de "Geléia Geral". Em linguagem despojada, Kenard reúne as principais informações biográficas e artísticas sobre nosso "Anjo Torto", apoiado em depoimentos de pessoas que conviveram com o poeta.

Kenard Kruel é um apaixonado pela obra torquatiana. Foi ele a primeira pessoa que ouvi falar sobre Torquato Neto, no final dos anos 70. E falava com tanta empolgação e tanta emoção que foi aos prantos, comovendo a mim, este "rapaz latino-americano vindo do interior" e a tantos outros estudantes imberbes que assistiam a sua palestra.

O entusiasmo daquele jovem macérrimo vindo de Parnaíba e exibindo na camiseta um poemeto despertou meu interesse pelo poeta. Não demorou muito e consegui folhear o livro "Os Últimos Dias de Paupéria" na biblioteca da Universidade Federal do Piauí, depois de procurá-lo em vão em outras bibliotecas da cidade.

Pois bem, faço essa divagação para enfatizar que, em Torquato ou a Carne Seca é Servida Kenard consegue seu libertar do seu notório passionalismo e entrega ao público uma obra absolutamente isenta. Ela é construída no formato de um mosaico, a partir de impressões, sentimentos e testemunhos dos que conheceram de perto o poeta e sua obra.

O material foi recolhido ao longo de 20 anos, em fontes esparsas, com predominância de jornais e revistas.

O autor refaz os últimos passos de Torquato Neto rumo à viagem derradeira, informa sobre a publicação de Os Últimos Dias de Paupéria, uma edição pós morte, e dá conta de dois livros até hoje inéditos: Pesinho Pra Dentro, Pesinho Pra Fora (pesinho assim mesmo, com "s") e O Fato e a Coisa. Também relata a sua participação na única edição da revista Navilouca. Da mesma forma, mostra as incursões de Torquato Neto pelo cinema e pela televisão. O destaque, evidentemente, é para a poesia de suas letras, o ponto alto de sua produção artística, sempre "desafinando o coro dos contentes na condição de fundador do movimento Tropicália.

A publicação de Kenard, que eu não ousaria chamar de livro, é fundamental para iniciados e iniciantes em Torquato Neto, pois reúne a essência de sua curta vida e de sua pequena mas significativa obra. Há, ainda, outro mérito: além de Os Últimos Dias... nada foi publicado até agora de mais robusto sobre Torquato Neto, daí porque o leitor pode servir-se à vontade de A Carne Seca...



Poema do Aviso Final

(torquato neto)

É preciso que haja alguma coisa
alimentando meu povo:
uma vontade
uma certeza
uma qualquer esperança
É preciso que alguma coisa atraia
a vida ou a morte:
ou tudo será posto de lado
e na procura da vida
a morte virá na frente
e abrirá caminho

É preciso que haja algum respeito
ao menos um esboço:
ou a dignidade humana
se firmará a machadadas.

Três em um são Quatro

Kenard Kruel

Há algum tempo, não folheava os jornais de Teresina. Para que?, dizia eu, de mim para mim mesmo! Pela idade, estou cansado das mortes, dos escândalos, dos assaltos, das politiquices, das fofoquinhas sociais, dos artigos bestas (como este) que povoam os nossos impressos. Há tempo também não saio do que passei a chamar Kenard Kaverna, a não ser para almoçar com dona Genu Moares, visitar o Dr. Djalma Martins Veloso ou conferir as últimas novidades artísticas e culturais na Oficina da Palavra, do professor Cineas Santos. E muito raramente!

Pois bem!, estando na Oficina da Palavra, adentrou uma garota (por sinal, uma bela representante do sexo feminino) com o jornal O Dia na mão, para ser entregue ao professor Cineas Santos que, gentilmente, passou o exemplar para mim. Até mesmo porque ele, naquele momento, estava navegando pela internet, sob os ensinamentos básicos do Amaral, um dos mais talentosos artistas da minha geração. O Donizette Adalto morreu e não viu isso!, um cabôco das brenhas de Caracol navegando pela internet. Mas, deixemos isso pra lá! Quem fica parado é poste e não um sujeito inquieto como o Cineas Santos.

Segurei o jornal, com uma má vontade danada de passar a vista por suas páginas. Porém, por sorte, abri numa página contendo colaborações assinadas por Cineas Santos, André Gonçalves e Rogério Newton. O primeiro levanta a bola, o segundo mata no peito e passa para o terceiro fazer aquele gol de placa, deixando-me na torcida como se estivesse em pleno fla-flu no Maracanã (em seus melhores tempos). Passada a euforia, fiquei com dó de mim! Por conta da minha rabugice desconhecia a arte e o engenho desses três grandes cronistas que, aos domingos, neste jornal, mostram que, apesar de tudo, ainda há vida inteligente em nosso jornalismo.

Além dos três, como nos Mosquiteiros, ainda nos aparece o Jota A. na ilustração das crônicas. Para se ter uma idéia do talento desse jovem desenhista, basta que se diga que ele é o maior ganhador dos Salões de Humor do Piauí. Todos os anos, ele sobe o palco do Theatro 4 de Setembro para receber o prêmio pelo primeiro lugar conquistado, entre as principais feras do humorismo mundial.


Estou juntando uns trocados para, na primeira oportunidade, fazer assinatura do jornal O Dia porque, editando Cineas Santos, André Gonçalves e Rogério Newton não posso mais deixar de lê-lo, ainda que só aos domingos. Quem sabe, os outros dias da semana me conquistem... Por isso que nunca se deve dizer: "Dessa água nunca beberei". Basta ter sede de belas crônicas, que se tem, no jornal O Dia, a fonte da mais pura e cristalina água. Como dizia Torquato Neto, é louvando o que bem merece, que se deixa o que é ruim de lado...

Monday, January 29, 2007

Marcos Freitas ganha prêmio e lança livros novos em Brasília

POESIA E PROSA
Marcos Freitas ganha prêmio e lança livros novos em Brasília

Menezes y Morais*

O poeta piauiense Marcos Freitas tem livros novos na praça. Lançados na 7° Bienal Internacional do Livro, em Fortaleza (CE), no dia 20 de agosto/06, Quase um Dia - poesia - e Na Curva de um Rio, Mungubas - prosa, ambos independentes, com ilustrações de Manoela Afonso. Em Fortaleza, os lançamentos contaram com a participação dos parceiros musicais Rinaldo Barros e Anand Rao. Em Brasília, os livros serão autografados na Rayuela Livraria & Bistrô, nesta quinta-feira, 1° de fevereiro de 2007, às 19h, no SCLS 412 - Bloco B loja 3 - fone 3345.4335.
Quase um Dia e Na Curva de um Rio, Mungubas, são o quarto e o quinto livro do poeta, respectivamente. O escritor piauiense, por outro lado, ganhou o 3° lugar no Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade. Marcos nasceu em Teresina, Piauí­, em 1963. Engenheiro Civil (UFPI), é mestre em Engenharia Civil - Recursos Hí­dricos (UFC). Professor e pesquisador na área de Recursos Hí­dricos, Meio Ambiente e Computação Aplicada da Universidade de Fortaleza, desde 1990.
VIDA
Para o escritor Marcos Freitas, Poesia é sinônimo de vida. “O que é poesia para mim? Tenho um poema que responde: ‘A poesia/é o diálogo da vida/em forma de poema /e meus poemas /são lágrimas de alegria e tristeza/ em gozo pleno’. Sem poesia, eu acho, não conseguiria viver.” E é em nome da vida que o poeta realiza a sua obra, que, segundo ele, vê com bons olhos os prêmios literários. “Todo poeta sabe da dificuldade que é publicar poesia no Brasil. Um prêmio em dinheiro, portanto, é sempre bem-vindo, porque serve para financiar a edição de outros livros.”
Os dois livros novos representam uma nova etapa na obra de Marcos Freitas. “Quase um Dia brotou rápido, mas existia enquanto projeto. O livro é composto de poemas curtos, carregados de emoção. Tem a participação especial da artista gráfica Manoela Afonso, com 10 imagens digitalizadas. O meu quinto livro, Na Curva de um Rio, Mungubas, tem apresentação do poeta Fred Maia, é o meu único livro de prosa, quer dizer, tem um lado de poesia e o outro de prosa poética, também com ilustrações de Manoela Afonso,” informou.
ARTIGOS
Marcos coordenou e ministrou cursos de Pós-graduação em Engenharia de Software (UNIFOR), Gestão Ambiental (UNIFOR) e em Gestão de Recursos Hí­dricos e Meio Ambiente (UFPI). Publicou mais de 60 artigos em revistas e anais de congressos nacionais e internacionais. Consultor na área de meio ambiente e recursos hí­dricos. Atualmente, ocupa o cargo de Especialista em Recursos Hí­dricos da Agência Nacional de Águas - ANA, e ex-diretor técnico-cientí­fico da Associação dos Servidores da Agência Nacional de Águas.
Marcos Freitas também é contista e tradutor. Participa, em Brasí­lia-DF, do Coletivo de Poetas, movimento criado em 1990 pelo poeta e escritor Menezes y Morais. Lançou, em 2003, o livro de poesia A Vida Sente a Si Mesma. Marcos tem poemas publicados na Antologia de Poesias, Contos e Crônicas Livre Pensador, da Scortecci Editora, e na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos nº 4, da Câmara Brasileira do Jovem Escritor, dentre outras.

* Menezes y Morais é escritor, jornalista, professor e historiador piauiense.

Serviço
Quase um Dia - poesia - e Nas Curvas de um Rio, Mungubas – prosa/poesia, apresentação de Fred Maia, ambos ilustrados por Manoela Afonso. Contatos com o Autor: mfreitas_pi2@yahoo.com.br

POESIA NA RODA – SARAU DO COLETIVO DE POETAS Rayuela Livraria & Bistrô e o Coletivo de Poetas, convidam @s amig@s da cultura para assistir POESIA NA RODA, 2ª edição, nesta quinta-feira, 1° de fevereiro de 2007, às 19h, no SCLS 412 - Bloco B loja 3 - fone 3345.4335. Ingresso artístico: R$ 3,00. Poetas convidados: Maria Maia; Theodoro Gontijo; Ivan Monteiro e J.R.Martins. Participação especial: Wilmar Silva, direto de Belo Horizonte. Poeta homenageado: Augusto dos Anjos, por Marina Andrade e o Coletivo de Poetas. Lançamento dos livros: Quase um Dia; e Na Curva de um Rio, Mungubas, de Marcos Airton de Sousa Freitas. Músicos convidados: Anand Rao e Flora Matos. Rodas de poesia: Coletivo de Poetas e o público do Rayuela. Leitura de minicontos: Latitude Zero, pelo autor, Ray Cunha. POESIA NA RODA acontece na primeira quinta-feira. Em março será dia 1°. O sarau do dia 4 de janeiro foi aberto por Juliana Monteiro e teve Anabe Lopes de Sousa como mestre-de-cerimônias. Ruli deu uma força no som. Houve sorteio dos livros Ekinox, de Alceu Brito Corrêa; e O Lema de um Nordestino e Outros Cordéis do Amigão, de Alberto Rodrigues da Silva. Deram canjas os poetas J.R. Martins; Anabe Lopes de Sousa; Jorge Augusto; Yonaré Flávio de Melo; Bete Jardins; Jônatas Caloro; Nando Potiguar; Menezes y Morais; Rossini Neto; Rodrigo Bertone; Marcos Freitas; e Ivan Monteiro.

Wednesday, January 17, 2007

SOS MOCHA OU “SONHOS NÃO ENVELHECEM...”

O meu sonhar Bárbara,
nasceu banhado na porca vergonha do Mocha,
misturou-me o sangue à poeira do Canela e Oiteiro,
dançando uma bandoleira valsa possidônica.

O meu sonhar Bárbara,
resiste ao tempo:
paralelepípedos
de ruelas estreitas de meus antepassados em Oeiras.

O meu sonhar Bárbara,
quase explode na Casa da Pólvora,
no Fogaréu de nossas vidas.

O meu sonhar Bárbara,
são muitos sonhos
- ultrapassa o Gaturiano, ganha o mundo -
e alinham-se aos que crêem
e acreditam na Nossa (Senhora da) Vitória!

Marcos Freitas.

Monday, January 08, 2007

3º FESTIVAL NACIONAL DE VIOLÃO DO PIAUÍ

Realização: Oficina da Palavra Empreendimentos Culturais e Jornal O Dia
Coordenação: Erisvaldo Borges - Supervisão: Cineas Santos.
O número de inscritos estará limitado a 120, sendo estes selecionadosmediante análise curricular e ordem de chegada. A inscrição, que serágratuita, será feita mediante a apresentação de fotocópia da carteira deidentidade e breve Currículo.

Durante o 3º FESTIVAL NACIONAL DE VIOLÃO DO PIAUÍ, será realizado IIICONCURSO NACIONAL DE INTERPRETAÇÃO VIOLONÍSTICA, onde serão premiados, em dinheiro, os três primeiros colocados.
A premiação será a seguinte: 1ºColocado: R$ 2.000,00 (dois mil reais) – PRÊMIO TURÍBIO SANTOS, 2º Colocado:R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) – PRÊMIO RAPHAEL RABELLO, 3º Colocado:R$ 1.000,00 (mil reais) – PRÊMIO BADEN POWELL
As inscrições poderão ser feitas pessoalmente ou por carta registrada, até o dia 25 de janeiro de 2007, no seguinte endereço: OFICINA DA PALAVRA - Rua Benjamin Constant, Nº 1.400, CEP: 64280-010, Centro, Teresina-PI.Contato: erisvaldoborges@uol.com.br - (86) 3222-7251.

Fonte: http://www.anandraobr.com/noticiasler.asp?id=150

Wednesday, January 03, 2007

POESIA NA RODA – SARAU DO COLETIVO DE POETAS

Dia 4 de janeiro de 2007. Local: Rayuela Livraria e Bistrô (SCLS 412 - Bloco
B loja 3 - fone 3345.4335). Horário: às 19h. Ingresso artístico: R$ 3,00. Rayuela Livraria e Bistrô e o Coletivo de Poetas, convidam amig@s da
cultura para assistirem POESIA NA RODA, 1ª edição.
Poetas convidados: Maria Cecília Lima de Oliveira Castro; José Edson dos
Santos e Francisco Kaq.
Poetas homenageados; Carlos Drummond de Andrade, por Francisco Cruz; e
Murilo Mendes, por José Edson dos Santos. O Coletivo de Poetas participará
das duas homenagens.
Lançamento do livro: Poemas do Front Civil, de Ariosto Teixeira.
Minipalestra: A Palavra no Palco – O Texto Teatral em Verso – por Fernando
Marques.
Músico convidado: Máximo Mansur.
Rodas de poesia: Coletivo de Poetas e o público do Rayuela. POESIA NA RODA acontece na primeira quinta-feira. Em fevereiro será dia primeiro. O
último sarau de 2006 teve canjas de Rodrigo Bertone; Rossini Neto; Ivan
Monteiro; Alex; Isolda Marinho; Lilia Diniz; Jeanne Mas; Hilan Bensusan e
Theodoro Gontijo.